Teste

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domingo, 18 de março de 2012

Na odem do dia: custo da energia "verde"

As encrencas com o Ministro da Economia e o Secretário de Estado relativamente ao custo a electricidade tiveram o condão de levantar a lebre por todo o lado. Recordemos uma das primeiras vezes (que me recorde ou consiga detectar) que abordei o assunto.

sábado, 17 de março de 2012

Boas notícias

[Via Eco-Tretas]

Recursos de gás xistoso em Portugal e na respectiva plataforma continental.
Polónia abandona o disparate do CO2 e do aquecimento global.

Coisas que acontecem quando um órgão de soberania a não quer exercer

Eu diria que depois desta e perante esta, começa a faltar tempo a Assunção Esteves para resolver o problema pendente.

Custo da electricidade ...

... em Espanha. Semelhante ao caso português?


Santo de Todos os Povos do Mundo Buraco Obama

Como tem sido insistentemente afirmado aqui no FI, o que tem estado em cima da mesa é o governo mundial sobre os auspícios da ONU e a ferramenta principal ferramenta é o "aquecimento global". Obama, entre outros idiotas úteis, tem alinhado no social desígnio por dois vectores: o climático e o de renegar ao Congresso dos Estados Unidos e em favor da ONU a respectiva jurisdição relativamente ao envio de tropas americanas para teatros de guerra. Evidentemente que nada disto levanta suspeitas porque se trata de um prémio Nobel da paz.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Industry Shackled with Death-Wish Green Dogma

Guterres ataca de novo, ou o Princípio de Peter

Como sabemos, depois de ter dirigido Portugal com o brilhantismo que se sabe, especialmente a nível económico e financeiro, António Guterres foi catapultado para altos voos, à frente da UNHCR.

Quando lá chegou, a organização estava com umas finanças confortáveis.

Uma auditoria recente, anuncia uma catástrofe em evolução, numa linguagem invulgarmente crítica para a gestão do nosso prestigioso socialista.

Dados as inegáveis qualidades que os governantes socialistas portugueses têm revelado na gestão da coisa pública, talvez não fosse má ideia exportá-los, vá lá, para o Irão.
Era a maneira certa de levar os aiatolas à falência...

terça-feira, 13 de março de 2012

A €4.5bln fisheries bailout fund that does no good - Derek Clark

Hamster-o-ADM

A pedido de várias famílias ...

Determined but Delusional Eurocrats Carry On Up The Khyber - Nigel Farage

A conversa deste Seguro é mais falaciosa que a das companhias

O indigácaro-mor de serviço, António José Seguro, especialista em "almofadas" e "moralismo" em geral, podia utilizar a boa diligência e conhecimento privilegiado dos seus capangas do PS que tão zelosamente "negociaram" eólicas, PPPs e dívida em geral, para desmanchar o crony capitalism em que nos meteram. Poupar-se-iam a lágrimas de crocodilo e ao triste espectáculo de vir para a praça pública sacudir um capote cheio de energias alternativas, de independência energética, de "investimentos dinamizadores da economia", de "desenvolvimento do interior", multiculturalismo, "educação para a cidadania", etc, etc.

Poderiam, alternativamente, ir todos para as ilhas desertas dedicar-se à sua mais abrangente especialidade, construir castelos de areia e discutir uma ampla candidatura a legislativas com o BE o PCP e o PEV.

Medina Carreira - Avelino de Jesus - OnO24 - As PPPs

As PPPs:

As agências e os melões

A história dos melões é um excelente exemplo que deita por terra a idiotia de criar uma agência de masturbação rating europeia. Mas não vejo em que as propostas de regulação do CDS para as existentes agências se possam afastar da história dos melões. Alguém sabe?

"Europa", a cultura da mediocridade

segunda-feira, 12 de março de 2012

A gripe quase passada...


... deixo-vos, entretanto, este texto que Nicolau Saião me enviou hoje, poucos minutos antes de o ter feito também para comunicação social:


    DAR TESTEMUNHO (2)
   
Os confrades e leitores de excelente memória ou alguma atenção aos meus escritos, nomeadamente de recorte político-social, terão decerto notado que algumas vezes – ainda que de forma serena e educada embora algo irónica – dirigi críticas a certas performances do Presidente da República constitucionalmente em exercício.
  
Isso tem sido efectuado e decorre de três circunstâncias: haver ainda liberdade de palavra neste país, ser o TriploV um dos locais onde ela efectivamente se exerce e, por último, eu ter o direito enquanto cidadão de exprimir as minhas opiniões. Sem estar ligado a obrigatoriedades de partidão ou sector – mesmo correndo o risco de em determinados mentideros ser apelidado de coisas pouco amáveis, postas a correr com bonomia (presumo) e até de forma, em geral, carinhosamente discretas. E digo isto por não me parecer que o fazem por pura cobardia. Diria memo que o farão por, até, doçura de maneiras e por repúdio de violências expressas…Mas isto sou eu a falar, com a cortesia que tradicionalmente me exorna. Adiante!
  
Nesta conformidade, creio que tenho autoridade moral e ética – e aos que não a reconheçam agradeço sinceramente a ideia ainda que a não subscreva – para dizer que o que se tem passado, a nível de "críticas e comentários" dirigidos a Cavaco, toca as raias da difamação e do atentado ao Estado de Direito. Com efeito, desde o insolente e sobranceiro Lello até ao enxovalhante Silva Pereira, a campanha - pois duma clara campanha se trata - orquestrada pelo líder do PS, José Sócrates (pois Seguro é apenas um manequim provisório) contra o Presidente constitucionalmente em exercício, tem sido não só uma vergonha infame mas uma manobra evidente de sedição! O ex MNE Amado chega a dizer que o PR foi inoportuno - como se este tivesse que controlar a sua CONSTITUCIONAL liberdade de expressão, andando a reboque dos alegados interesses ilegais de Sócrates e dos seus áulicos.
  
Independentemente de Cavaco ter sido ou não prestes em demitir Sócrates na horinha (coisa que aliás sugeri neste mesmo TriploV com pseudo-escândalo de alguns anónimos que fazem o favor de comentar os meus textos tão logo eles saem…) isso não obsta a que seja um serviço republicano o ter vindo, agora, a referir as manobras inconstitucionais do indivíduo que, a meu ver por demasiado tempo, chegou a ser ministro desta Nação!
  
Tudo o que Cavaco tenha feito pode colocar-se sob a égide da inabilidade ou mesmo da “habilidade incapaz” de um magistrado que merece críticas, nomeadamente contundentes. Mas isso não chega nem de longe ao proceder irregular e inconstitucional do outro prócere. Que, esse sim, tem acrescidas e muito violentas culpas pelo estada de desmazelo, de miséria ética e de depauperamento sócio-económico e político a que a Nação chegou.

Finalmente, é necessário tirar tudo isto a limpo. E se houve culpas graves, sejam elas de quem forem, é preciso que elas se apurem nos lugares próprios que, em sociedades de Direito, protegem a legalidade, a honra e a vida de relação dos cidadãos e dos Países.

sábado, 10 de março de 2012

Em homenagem aos que desconfiam do gang europeu: Avro Lancaster

Lord Monckton at Union College

[O áudio da introdução é fraco mas depois ouve-se bem. Pouco depois começa a trovoada, depois, acalma.]


Video streaming by Ustream

A doença João Semedo

O Deputado do BE João Semedo afirma que o vírus da austeridade tem matado milhares de idosos.

Quem tem matado milhares de idosos é o vírus daquilo que João Semedo sempre defendeu: a energia eólica que catapultou a energia eléctrica  para mais do dobro do preço que deveria custar actualmente.

Sem energia a preços razoáveis e poucos idosos haverá que possam ligar os aquecimentos capazes de evitar a vaso-constrição responsável pela ocorrência de todo o tipo de acidentes vasculares incluindo o enfarte do miocárdio e embolias cerebrais, as gripes e as complicações respiratórias em geral.
Via A Ciência Não è Neutra (1, 2)

Tal como sempre tem aqui sido afirmado e contrariamente ao que os alarmistas do clima sempre têm papagueado, não é o calor que mata mas o frio.

quarta-feira, 7 de março de 2012

O tigre de turbante e a pachachinha segundo Ana Gomes


(fotografia obtida aqui)

Estou com gripe e incapaz de escrever duas linhas. Mas não podia deixar passar esta, complementar do texto do post do Paulo Porto.
Volto já.

O PIBinho da Dilma Rousseff

Avanços em género e número da construção europeia

Anteontem a comissária europeia Vivianne Reding informou que a União Europeia pondera o lançamento de medidas legislativas para corrigir a disparidade de género nos conselhos de administração das empresas privadas.

Ontem a eurodeputada socialista Ana Gomes foi atriz nos “Monólogos da Vagina”, peça de teatro levada à cena e interpretada em Bruxelas por deputadas europeias. Conta quem viu que ""Pipi. Pachacha. Passarinha", foi a deixa de Ana Gomes, num tom irónico, explicando à plateia, de várias nacionalidades, que estas eram as expressões portuguesas para designar "Vagina"".



É bom de ver que esta coincidência na vida político-artística das referidas senhoras deixa a "europa" à beira de mais um passo civilizacional.

No que respeita à Comissária Vivianne Reding; porquê reservar um tratamento especial para conselhos de administração esquecendo outras áreas gregárias? Logo, aguarda-se que a Comissão europeia pondere a determinação de quotas para homossexuais e transsexuais nas redações dos jornais, nos agregados familiares e nos planteis das equipas de futebol.

No caso da eurodeputada Ana Gomes; porquê descriminar os outros géneros sexuais nas peças de teatro que as senhoras eurodeputadas representam em Bruxelas? É importante diversificar os monólogos em género e número. Assim, sugere-se que Ana Gomes promova, leve à cena e/ou desempenhe um papel numa peça de teatro com o título "Diálogos do meu ex-pénis com a minha recém-adquirida vagina" (ou vice-versa).


Última sugestão, continuem a divertir-se porque o estado de imbecilidade e senilidade dos “cidadãos europeus” está receptivo e estes e outros avanços em género e número da euro-construção.


segunda-feira, 5 de março de 2012

Mais exemplos da religião da paz.

No ano passado, os infiéis ajudaram-nos a derrubar Kadhaffi.
Agora os islamistas manifestam a sua islâmica gratidão, e demonstram a exemplar tolerância islâmica, destruindo campas de infiéis e cruzes de cemitérios, ao mesmo tempo que berram "Alá é grande!"




Hulk mostra que quando se é bom até os insultos ajudam (pôr som)




Legenda: video do 1º golo do jogo Benfica-Porto disputado na 6af passada no salão de festas do FCP em Lisboa. Imagem e som obtidos entre os adeptos do Benfica.

domingo, 4 de março de 2012

NÃO SE DÁ GROJA AO PATRÃO...



Há um princípio na restauração que é respeitado no mundo inteiro: não se dá gorjeta ao patrão.

A ideologia marxista sempre respeitou esta regra, e é por isso que os trabalhadores dos países socialistas como a Coreia do Norte, China, Cuba e ex-União Soviética, como são todos patrões (pelo menos é o que diz a ideologia!), nunca receberam um caraças de um bónus, apesar de serem muito mal pagos graças a Deus…

No país dos maus, dos patrões capitalistas, os trabalhadores da General Motors, que sempre ganharam pelos menos 5 vezes mais do que os seus colegas/patrões nas ditaduras do proletariado, vão receber um bónus de 380 milhões de euros pelo desempenho demonstrado no ano passado…

Quando uma pessoa vê destas coisas até corre o risco de dar em reaccionário de direita!


sexta-feira, 2 de março de 2012

Bom fim-de-semana!

Resebidu pur imail



Com a indicasaum du nome da autora, Maria Clara Asunsaum, i u rexpetivu linq: 


O acordo ortográfico e o futuro da língua portuguesa

Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e acompanhando a forma como as pessoas realmente falam. Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros.

Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas.
É um fato que não se pronunciam. Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se? O que estão lá a fazer? Aliás, o qe estão lá a fazer? Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade.

Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra.
Porqe é qe “assunção” se escreve com “ç” e “ascensão” se escreve com “s”?
Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuir um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome. Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o “ç”.
Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o “ç” e o substitua por um simples “s” o qual passaria a ter um único som.

Como consequência, também os “ss” deixariam de ser nesesários já qe um “s” se pasará a ler sempre e apenas “s”.
Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas, designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar. Claro, “uzar”, é isso mesmo, se o “s” pasar a ter sempre o som de “s” o som “z” pasará a ser sempre reprezentado por um “z”.
Simples não é? se o som é “s”, escreve-se sempre com s. Se o som é “z” escreve-se sempre com “z”.

Quanto ao “c” (que se diz “cê” mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de “q”) pode, com vantagem, ser substituído pelo “q”. Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras. Nada de “k”.

Não pensem qe me esqesi do som “ch”.
O som “ch” pasa a ser reprezentado pela letra “x”. Alguém dix “csix” para dezinar o “x”? Ninguém, pois não? O “x” xama-se “xis”. Poix é iso mexmo qe fiqa.

Qomo podem ver, já eliminámox o “c”, o “h”, o “p” e o “u” inúteix, a tripla leitura da letra “s” e também a tripla leitura da letra “x”.

Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex. Não, não leiam “simpléqs”, leiam simplex. O som “qs” pasa a ser exqrito “qs” u qe é muito maix qonforme à leitura natural.

No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente.

Vejamox o qaso do som “j”. Umax vezex excrevemox exte som qom “j” outrax vezex qom “g”. Para qê qomplicar?!?
Se uzarmox sempre o “j” para o som “j” não presizamox do “u” a segir à letra “g” poix exta terá, sempre, o som “g” e nunqa o som “j”. Serto? Maix uma letra muda qe eliminamox.

É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inúteix qe a língua portugesa tem! Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex? Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo pode tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade?

Outro problema é o dox asentox. Ox asentox só qompliqam!
Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox.

A qextão a qoloqar é: á alternativa? Se não ouver alternativa, pasiênsia.

É o qazo da letra “a”. Umax vezex lê-se “á”, aberto, outrax vezex lê-se “â”, fexado. Nada a fazer.

Max, em outrox qazos, á alternativax.
Vejamox o “o”: umax vezex lê-se “ó”, outrax vezex lê-se “u” e outrax, ainda, lê-se “ô”. Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso! Para qe é qe temux o “u”? Para u uzar, não? Se u som “u” pasar a ser sempre reprezentado pela letra “u” fiqa tudo tão maix fásil! Pur seu lado, u “o” pasa a suar sempre “ó”, tornandu até dexnesesáriu u asentu.

Já nu qazu da letra “e”, também pudemux fazer alguma qoiza: quandu soa “é”, abertu, pudemux usar u “e”. U mexmu para u som “ê”. Max quandu u “e” se lê “i”, deverá ser subxtituídu pelu “i”. I naqelex qazux em qe u “e” se lê “â” deve ser subxtituidu pelu “a”.
Sempre. Simplex i sem qompliqasõex.

Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u “til” subxtituindu, nus ditongux, “ão” pur “aum”, “ães” – ou melhor “ãix” - pur “ainx” i “õix” pur “oinx”.
Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux.

Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu mundu.

Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum?

Contraditório Sobre a Saída da Grécia da Zona Euro

O vídeo abaixo não é mais um lugar de destaque que habitualmente é dado a Nigel Farage no Fiel-Inimigo.

Neste caso, pode assistir-se a um contraditório elucidativo entre Farage e um economista pró-euro do EIU sobre a necessidade e as consequências da saída da Grécia da zona euro.



Repare-se que, no final, o economista pró-euro (cujo nome não estou certo como se soletra) refere que, num inquérito recente, 57% dos principais dirigentes empresariais alemães prefere que a Grécia seja expulsa da zona euro. Em seguida argumenta que estas pessoas podem estar equivocados atendendo aos supostos benefícios que o acesso a um mercado com a mesma moeda trás aos exportadores alemães.

Esta lógica está errada. Em primeiro lugar, os exportadores alemães não têm razão para ter expetativas positivas sobre um mercado que encolhe economicamente há anos e que, em breve, será um destroço. Em segundo lugar, atendendo à qualidade tecnológica da indústria alemã, os exportadores alemães têm mais a ganhar com uma moeda forte do que com uma moeda em desvalorização. E o facto é que o euro é uma moeda em desvalorização em resultado da intervenção do BCE ao imprimir moeda para solver os problemas de contínuo endividamento dos países sobre endividados do Sul.

Todos ganhamos com a saída dos países do sul do euro. A manutenção da situação atual serve apenas os interesses do construtivismo neo-fascista europeu.

Um Nobel pouco Seguro



quinta-feira, 1 de março de 2012

A escalada


Escrevi tempos atrás que a argumentação sobre a legitimidade e a legalidade do aborto utilizada pela esquerda e pelas mentes livres em geral, nos levaria a concluir que se poderia considerar como aborto todo o assassínio que tivesse por vítima alguém até aos 15 anos.
Ou seja, alguém que, segundo Piaget, não houvesse ainda entrado na posse do raciocínio abstracto, o qual, alargando a consciência aos seus limites definitivos, completa o desenvolvimento humano.
Não é difícil perceber nem isto nem a tenebrosa ditadura que, como não podia deixar de ser, este novo iluminismo vem firmando, pela mistificação dos conceitos de liberdade e democracia.
Por isso, só as boas almas poderão estranhar o que aqui se diz. 


Europe should deregulate businesses, Cameron says.

Farage: We've got to fight back against entrapment of global government

Da transcendência da esquerda



Um amigo meu, falecido poucos dias após o 25 de Abril, elemento activo na agitação estudantil universitária que o precedeu e com ligações ao PCP, sempre me manifestou a maior desconfiança em relação à honestidade revolucionária de Fidel Castro e dos seus companheiros bem como à incorruptibilidade do seu carácter.
Durante e após o PREC, também alguns elementos do PC, de alguma notoriedade e importância, com quem eu me relacionava a nível profissional, me manifestavam a mesma desconfiança. Aos militantes, porém, tal como agora, iam dizendo exactamente o oposto, encarecendo o paraíso e a coragem de Cuba.
O caso da Síria, não sendo igual, é semelhante ao da Coreia. Embora de socialismo atenuado, é uma "monarquia vermelha".
A esquerda não dirá nada contra as atrocidades do regime durante a sua queda, mas também não dirá seja o que for a favor dele. Depois da queda, logo verá o que aproveitar dela, em termos de manutenção, reforço e disseminação da sua propaganda ideológica.
Porque a esquerda julga que a sua força reside em afirmar-se acima da materialidade dos seus erros.
A esquerda transporta-se para a transcendência histórica, como é próprio (utilizando o vocabulário de Nietzsche) dos fracos e dos ressentidos com a vida e, para isso, inventa monstros míticos, contra cujos filhos temporais luta. No caso, os Estados Unidos da América e Israel.
Dentro da mais pura tradição da banda desenhada. Incipiente, sim, mas que, não exigindo grandes despesas de pensamento, se mantém muito popular.

O silêncio da esquerda


Lembro-me muito bem das manifestações, dos artigos, das indignações, das petições, das opiniões, e, em suma, de toda a parafernália mediática que a esquerda europeia , incluindo a portuguesa, desencadeou a propósito da operação israelita em Gaza, em resposta a milhares de granadas e foguetes lançados sobre povoações israelitas.
Era uma "resposta desproporcionada", um "massacre", uma "chacina deliberada", inqualificáveis "crimes de guerra", etc,etc.
Nenhum caramelo dito "de esquerda", deixou de ser ouvido pela comunicação social, amplificando vociferações indignadas e exigindo em altos berros o "cessar fogo" e a "intervenção da comunidade internacional" face à "campanha criminiosa dos sionistas".

Nessa operação as forças de defesa israelitas liquidaram cerca de 700 combatentes confirmados do Hamas e entre 200 e 700 "civis", sendo que os "civis" são aqui uma categoria algo fluida, dado que o Hamas utilizou deliberadamente os "civis" como arma de defesa e ataque, incluindo o uso de um Hospital como QG, ambulâncias para transporte de tropas , e uso intensivo de combatentes com roupas civis.

Veja-se agora o caso da Síria.
Na supressão da revolta contra o Presidente Bashar já terão sido abatidas mais de 7000 pessoas, as notícias dão conta do uso livre de todos os meios contra os revoltosos, estejam eles onde estiverem, com civis ou sem civis.

Se a esquerda de que falamos fosse sincera na sua reclamação como defensora dos direitos humanos, manifestar-se-ia mais, berraria mais, indignar-se-ia mais, escreveria mais, exigiria mais.

Mas, uma vez que não faz nada disso, só há uma conclusão a tirar:

A causa dos sírios não é "fashion", ao passo que a dos "palestinianos" é.

A razão? É que para esta esquerda só são "fashion" as "causas" onde é possível apontar o dedo, ou aos americanos ou a Israel.
Esta esquerda é como aquele bêbado que procura a chave do carro junto a um candeeiro, não porque a tenha perdido ali, mas porque é ali que há luz.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Os euro-bolivarianos

Os euro-bolivarianos querem redistribuir pelos pequenos. Se um agricultor que ficar acima do limite de redistribuição tiver dois filhos e entregar as terras aos filhos já cada uma das parcelas fica dentro dos limites de redistribuição.
Os euro-bolivarianos não gostam e tudo indica que armarão brigadas revolucionárias para punição dos culpados.

Da superioridade cultural do cristianismo


G. K. Chesterton

A nossa época é uma época profundamente obscurantista. E tanto mais obscurantista quanto mais se arroga a representação exclusiva e definitiva de um pensar objectivo, laico e humanista, isento de anteriores superstições impeditivas do acesso à verdade e à liberdade, às liberdades, espelho de uma imparável evolução da Humanidade.

Uma das ideias nela muito difundida é a de que todas as religiões se equivalem:

 - ou porque todas elas resultam de um apelo do e a um Transcendente comum e que, pela parcialidade e correspondente sectarismo de cada uma dessas visões, todas elas comungam de iguais virtualidades e culpas nos seus efeitos sociais e políticos - sobretudo culpas;

- ou porque se limitam a reflectir o temor e o tremor da humanidade, e benefícios em busca de uma protecção na luta contra os elementos hostis e ameaçadores da sua existência, antes deste dealbar da sua libertação pelo pensamento científico e respectivas conquistas;

- ou porque não passam de uma artimanha destinada a que uns quantos cimentem o seu poder sobre os restantes, manobrando-os e explorando-os mais facilmente e a seu bel-prazer;

- ou porque resultam de uma síncrese de todos estes factores, próprios, uma vez mais, de uma espécie que não atingiu, e estará ainda muito longe, da sua maturidade - e ainda que, céus!, se dirige já para as estrelas, podendo contaminar todo o universo com a sua moléstia moral.

Neste papaguear generalizado entre os eruditos e disseminado superficialmente através de uma vulgata dos conceitos – entre a maioria dos políticos e a restante população da civilização ocidental (mas só desta!) – com a preciosa ajuda dos jornalistas, esses aprendizes da informação que tanto têm contribuído para a generalização da confusão e da degradação, um dos pontos fortes da autoflagelação decadente da moda é que o cristianismo é uma religião como qualquer outra.

E não é.

Dizia Chesterton que os cristãos não são nem melhores nem piores do que os outros. Só são piores na medida em que teriam a obrigação de serem melhores.

Chesterton tinha toda a razão.

No cristianismo, e só no cristianismo, se encontra a raiz que levou ao surgimento do conceito de humanidade, de uma irmandade humana, pela ideia de uma cristandade universal – o budismo, ao dirigir-se a todos os homens mas ao fazer da salvação individual a sua pedra de toque, nunca foi capaz de o gerar.

E, mais ainda do que no budismo, é no cristianismo, e só no cristianismo, que a violência é condenada. Porque o é mesmo que em favor de Deus, quando Pedro é repreendido por Cristo ao puxar da espada para defender o Mestre. Porque Deus só é Deus de alguém enquanto for resultante do seu livre reconhecimento enquanto tal.

É no cristianismo, e só no cristianismo, que o estádio de desenvolvimento humano a que chamamos infância é valorizado pela boca do próprio divino, conferindo assim dignidade à totalidade da existência humana, dois mil anos antes do nosso tempo.

É no cristianismo, e só no cristianismo, como também Chesterton põe em relevo, que da boca do Enviado de Deus, um mero carpinteiro, saem não impropérios, ameaças, condenações e afirmações de grandeza, mas coisas do mais elementar bom senso, como um “que atire a primeira pedra quem ainda não pecou”. E em que, acrescento eu, o corpo é declarado como o Templo dos templos a Deus.

Estou a ouvir quem leia o que acabei de escrever a ripostar-me de imediato: “Mas, ó meu caro, não tem sido a história do cristianismo a negação de tudo isso ou, pelo menos, a sua negação quase total, a negação da vida? As crianças, por exemplo, não foram elas tantas vezes utilizadas, mal tratadas ou mortas no meio do fanatismo da cristandade? Não foram os não-cristãos tantas vezes perseguidos e aniquilados?”.

Sim.

Mas há nisso tudo uma diferença essencial, crucial.

É que os princípios nos quais dizem firmar-se os que o fizeram, os condenam sem equívocos, tal como Chesterton faz notar.

A cristandade terá, tal como os muçulmanos e outros o têm feito recentemente e por diversas vezes, sacrificado crianças e jovens para fins políticos e ambições pessoais, apresentando-os como “mártires do Reino de Deus”. Mas, ao contrário dos restantes, que nisso são sancionados pelos seus textos sagrados, o Evangelho faz desses cristãos mentirosos e condena-os a um julgamento divino inexorável.

A cristandade poderá ter sofrido poderes discricionários e prepotentes em nome de uma Cidade de Deus governada por iluminados de todos os matizes. Mas é nos textos cristãos – no “quem não é contra nós é por nós” (astutamente invertido pelo ditador Salazar) e no episódio da Paixão de Cristo que referi – que estão as sementes e as raízes da argumentação de John Locke em prol de uma sociedade democrática. A democracia ocidental tem a sua origem no cristianismo, não na “democracia” grega, assassina de Sócrates, o único democrata de Atenas, como ele sabia e disse aos seus juízes, incomodando-os e irritando-os.

A cristandade poderá ter depreciado o corpo como Templo de Deus, como o laboratório da Vida, criada por Deus. Mas essa depreciação e mesmo a sua mortificação é fruto (como qualquer estudante de Filosofia ou de Cultura Clássica o sabe) da infiltração dos misticismos grego e oriental, que consideravam o corpo como o túmulo da alma, logo no cristianismo dos primeiros séculos (“soma”, corpo, e “sema”, túmulo, têm a mesma raiz). Porque a sua glorificação vem, no Evangelho, na boca do próprio Cristo.

De facto, os valores que – ateus, crentes ou nem por isso – dizemos contemporâneos e as características que atribuímos aos seres humanos da futura humanidade diferente, tudo isso se encontra no Evangelho. Porque o cristianismo é diferente de tudo o mais.

Este o sentido da frase de Chesterton, para quem ele é a única religião que celebra a Vida, na acepção mais fundante do termo.

Defender os valores cristãos é, portanto, como se vê, defender e incentivar a evolução da espécie humana na própria óptica dos ateus e dos indiferentes e não o oposto, como o venenosamente prepotente obscurantismo reinante na nossa era pretende. E isto leva-me a um último aspecto não menos importante, o qual, em profunda relação com os anteriormente apontados, se torna também não menos decisivo.

O cristianismo é, enquanto religião do corpo, uma religião do finito e, por consequência, do limite. O mundo, qualquer mundo, é “o lugar” e por lugar entende-se algo de-limitado, de-finido. Donde se infere, por tabela, dois planos distintos inter-relacionados – tal como a pele é, em simultâneo, o que, separando-nos, nos liga inevitavelmente a tudo o mais. O mundo é o plano do limite, é “o caso”, na deliciosa expressão de Wittgenstein, o que faz com que tudo o que nele acontece tenha, necessariamente, limites.

O Cristo que toca os corações das boas almas de todos os credos e continentes, que anda na boca dos cantores de rock, nos discursos e cerimónias do correcto humanismo do Ocidente de todos os quadrantes políticos e que eu próprio pus em destaque, até agora, nas suas implicações mais profundas, é o Cristo compassivo, manso, misericordioso. A sua firmeza é a firmeza da resistência, de certo modo passiva, à barbárie, firmeza que afirma o que a esta se opõe.

O Cristo de que não falei e que todos eles, por diferentes motivos, procuram ignorar o mais possível é o outro, o que expulsou os comerciantes do Templo, chamando-lhes ladrões, virando-lhes as mesas e mesmo chicoteando-os. Coisa estranha, já que aparentemente contraditório não apenas com o fundamental da sua atitude e mensagem mas também com o facto de ser uma característica da Antiguidade que todos os actos fundamentais da vida humana, do comércio ao acto sexual que consumava o casamento, tivessem lugar no templo, assim ligando o mundo profano ao mundo sagrado, com o Templo no lugar de “pele” do profano.

Ironicamente, é a esquerda, na sua superficialidade, a que menos vira a cara e mais se aproxima de um enquadramento lúcido ao que é narrado. Na época, essa relação entre o profano e o divino estaria – dizem-nos os documentos que nos dão conta do ambiente religioso entre os judeus da época, divididos entre o judaísmo tradicional e o judaísmo helenizado, o ascetismo orientalizado e outras tendências que incluíam elementos das diferentes religiosidades presentes na região, num crescente clima de relativismo – muito desvirtuada pelo pendor para o mero comércio a pretexto do religioso.

Se Pessoa, na Mensagem, diz que no Portugal em que vive, “ninguém sabe que coisa quer/ninguém sabe que alma tem/ nem o que é mal nem o que é bem”, isto é, que Portugal, não tendo limites, não existe por falta de limite, por inexistência de de-finição que o faça existir, pela separação que o torne dinâmico (e note-se que definir-se é o oposto de tornar-se rígido), que o torne significativo, sinal da presença de algo vivo, Cristo age no mesmo sentido.

Cristo age e, pela acção, marca o limite a partir do qual deixa de ser possível estabelecer a ligação e a interacção entre o homem, a sua acção e o seu destino, isto é, deixa de ser possível criar vida entre o sentido e o valor que a serve e a mede. Ao expulsar os mercadores do Templo, não está a condenar os exploradores do povo mas a travar o esvaziamento da existência humana para o nível da mera sobrevivência animal, mais aperfeiçoada e sofisticada, a afirmar um conjunto de valores vitais.

Porque não é possível transigir sem que isso implique o desaparecimento e a morte de quem transige. E se são os vendilhões quem representa e concretiza tal degradação e perigo, cristianismo significa não unicamente resistência activa, mas acção clara de repúdio.

Este é um Cristo que estraga os “arranjinhos” sempre possíveis de serem feitos com o lado que fica melhor na “fotografia”, publicada pela comunicação social com a conveniente regularidade. É um Cristo inconveniente, incómodo, não contextualizável na hipocrisia funda que vivemos. É um Cristo que não serve ao farisaísmo humanista, porque é um Cristo afirmativo.

E se há algo que faz guinchar os vampiros da cultura ocidental da nossa praça, que vivem do esgotamento da sua vitalidade, mistificando-o sem escrúpulos para servir os seus fins, é uma afirmação de cristianismo.

Concordo com Montesquieu quando aconselha a que não se pretenda dizer tudo no que se escreve, para que também o leitor possa completar assumir o texto e as suas conclusões, pela compreensão e pelos raciocínios que com ele aproveitou para fazer. Limitar-me-ei, portanto, por esse motivo e por escassez de tempo, a sugerir a quem teve a paciência de me acompanhar até aqui, que imagine o que eu poderia dizer quanto ao que provavelmente seria, a meu ver, a acção de Cristo no caso do juiz que sobrepôs a sharia à lei americana, referido no post d’O Lidador.

Peço desculpa pelas gralhas que possa haver no texto, inclusive as de ligação, mas já não tive tempo para o rever.

Krugman Visitou o Congado; Causas e Omissões

Krugman visitou Portugal e recebeu o grau Honoris Causa atribuído por 3 - três - 3 universidades portuguesas.


Porquê?

1º Porque entre os defeitos dos portugueses está esta caraterística de lamber as botas a quem está na moda e junto ao poder. E alguém que tem uma coluna no NYT, ganhou um Nobel da economia e é socialista, está com certeza na moda e junto ao poder; claro que também está nos antípodas da razão, mas a razão não tem nada a ver com o caso;

2º Porque, segundo Krugman,
as long as we can borrow, we’re not broke, que se pode traduzir por “a pelintrice não é um defeito, é uma virtude, e se você não tem dinheiro para pagar o que deve e quer continuar a gastar mais do que recebe, fale com o seu Banco e peça outro empréstimo”. Um país em que os indígenas têm maioritariamente mentalidade de pelintra (termo popular para “novo-rico”) teria, necessariamente, de reverenciar o nobelizado autor de tamanha patacoada;

3º Porque Krugman é o mais mediático e persistente dos economistas keynesianos dos nossos dias, e Portugal é o mais notável e persistente dos países keynesianos dos nossos e dias, e les beaux esprits se rencontrent.


O que não se disse:

1º Não se disse que Krugman nunca foi capaz de prever a crise do excesso de crédito de 2008 cujas causas continuam a ser basicamente as mesmas que afetam atualmente as economias dos países ocidentais;

2º Não se disse que, nos EUA, a receita keynesiana (mais crédito e mais dinheiro impresso para “salvar” a economia) que Krugman advoga, está em plena aplicação e continua a encravar aquela que, por enquanto, é a maior economia do mundo.

3º Não se disse que o principal motivo que conduziu a economia portuguesa ao poço em que se encontra foi precisamente esta política keynesiana defendida por Krugman – aumento da despesa do Estado e endividamento dos particulares e do Estado para “estimular” a economia;

4º Não se disse que Krugman só agora descobriu que a adesão ao euro de países como a Grécia ou Portugal foi um erro. Claro que foi, mas quem é verdadeiramente competente na sua profissão não constata erros: prevê-os:

5º Finalmente, nos espaços noticiosos das TVs omitiu-se de forma intencional e manipulativa que, na opinião de Krugman, e em última análise, Portugal ganharia competitividade de modo mais indolor e assertivo através da saída do euro em alternativa a uma dolorosa redução de salários.


Para finalizar, confira imagens da festa de recepção da comunidade universitária de Lisboa a Paul Krugman.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Sharia na América


Ernest Perce é um ateu americano.
No dia de Haloween, junto com outros foliões, vestiu-se de "Zombie Maomé". Outros foliões estavam vestidos de "Zombie Papa", etc
Talaag Elbayomy, um muçulmano, ao ver passar os foliões, entrou no modo de jihad, carregou sobre Perce e deu-lhe uma sova.
Na verdade, Talaag agiu de acordo com a sharia. Não se pode fazer humor com o Profeta ou com a religião islâmica.
E tudo seria normal se o episódio tivesse acontecido num país muçulmano nos quais, de facto, a atitude de Perce é considerada crime.
Mas foi na América. A polícia interveio e o caso foi parar a tribunal, como crime de agressão. Tudo parecia encaminhado para uma normal punição do agressor.
Mas então entrou em cena o juiz Mark Martin.
E o que se passou foi surreal.
O juiz, de Corão na mão, admoestou severamente Perce porque, por aquilo que fez "em sociedades muçulmanas, seria crime passível de pena de morte"
Embasbacado, Perce ouviu o juiz dizer-lhe que "tendo tido a oportunidade de passar 2, 5 anos em países predominantemente muçulmanos, conheço razoavelmente bem a fé islâmica...em muitos países de língua árabe, algo como isto é completamente ilegal. Pode ser, e frequentemente é, punido com apena de morte".
E prosseguiu, imparável: "O que você fez foi esmagar completamente a sua essência, o seu ser. Ele achou isso muito, muito ofensivo. Eu achei isso ofensivo. Você ultrapassou os limites dos direitos garantidos pela 1ª Emenda"

E mandou arquivar o caso, recusando-se a ver o vídeo com a agressão e ignorando a participação policial.
Uau!

Não sei como irá evoluir este caso, há quem diga que o juiz é muçulmano, ele mesmo fez declarações que parecem indicar isso, embora posteriormente as tenha negado.

Mas o que importa aqui relevar é que o juiz aplicou descaradamente a sharia em vez da lei americana.
Em 1º lugar, recusou ver as provas e entre as declarações do muçulmano e do infiel, deu naturalmente mais valor às do muçulmano, que disse que tinha de fazer qualquer coisa mas que não teve contacto físico com Perce (é mentira, o vídeo desmente-o). É o que manda a sharia.

Em 2º lugar, inverteu imediatamente os papéis. O agressor (muçulmano) passou a vítima e a vítima passou a agressor.

Em 3º lugar, deu uma lição de lei islâmica ao agredido, explicando-lhe que, na sua opinião, na América também é crime "ofender o Islão", como acontece nos países muçulmanos. E basicamente recordou-lhe o seu estatuto de "dhimmi", isto é, se quiser ser "protegido", se quiser evitar ser vítima da violência dos muçulmanos, tem de agir de acordo com as suas regras, ou seja, de acordo com a sharia.
Em suma, deu implícita autorização a todos os muçulmanos na América, para atacarem todos aqueles que, nas suas opiniões, ofendam o profeta.

Em 4º lugar, explicou com toda a clareza que a fé islâmica não é apenas uma religião como as outras, mas algo mais, uma essência, uma cosmovisão.

Por último, afirmou aquilo que é o cerne de sharia: que se trata de uma lei superior até à Constituição americana, já que até a famosa 1ª Emenda, deve ceder perante ela.


Este caso é emblemático e ocorre na mesma altura em que Barack Obama, numa vertigem de desculpas, garantiu publicamente que os soldados americanos que queimaram lixo vário, entre o qual exemplares do Corão, serão responsabilizados.
Responsabilizados? Desde quando é crime no sistema penal americano, queimar um livro? Vai o Presidente americano aplicar a sharia aos seus militares?