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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Socialismo

Regulamente-se o peido.
A 11 de Junho, quando o documento entrar definitivamente em vigor, qualquer preso que entre em greve de fome sabe que tem dez pontos-chave pelos quais terá que reger a sua conduta. Assim, para além da declaração escrita em impresso próprio e de outros formalismos burocráticos relacionados, o preso fica informado de que a sua decisão será de imediato comunicada aos serviços de saúde e ao tribunal de Execução de Penas.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Quase assustadora? Quase?

Das terras da "social-democracia"

Suecos, seus traidoooooores!!!
“O pedido chegou na quinta-feira à noite para tomarmos uma decisão na sexta. Impor um montante tão elevado num período de tempo tão curto é uma exigência muito grande que um Estado-membro faz aos outros”, acusou, considerando que “há aqui muitos argumentos para críticas”.

domingo, 10 de abril de 2011

Sócrates o despovoador

José Sócrates diz coisas. Fala. Saem-lhe coisas ...

Acabei de ouvir a luminária anunciar, em tom de vitória, que vai "liderar" as negociações com o FMI. Sim, "liderar".

O mesmo e exacto artolas que anunciou não estar disponível para governar com o FMI anuncia agora que vai "liderar" as negociações com o FMI. O mesmo e exacto artolas que vendeu a soberania de Portugal empenhando o país até à raiz dos cabelos e que desbaratou todo esse dinheiro, vem agora declarar que vai "liderar".

E não há alminha naquele Partido Socretino que explique ao zote que já nada manda? Não há alminha naquele Partido Socretino que explique ao socretino magalhónico que quem vai liderar as negociações é o FMI?

...

Entretanto, Fernando Nobre, recente candidato pelo Bloco de Esquerda, será o cabeça de lista pelo PSD e por Lisboa. A coisa ... compõe-se !!!!

sábado, 9 de abril de 2011

Flip-flop

Bolo

Alguém, algo, deve hoje fazer anos.

Santuário

Sócrates's world, people's run.

O artista, o depovoador, ...

... tem sido de extremamente difícil digestão. 0 clorídrico expõe-lhe o cavername, mas os gazes que emanam dos porões, covil de ratazana, são sulfídricos.

Irá, certamente, mas talvez o faça tão tarde que seria melhor que viesse a ficar ... entretanto sozinho.

Via Portugal e outras touradas, chapelada a Nicolau Saião.

Sócrates o despovoador




 Depois de ter vendido Portugal em rifas etiquetadas "colocação de dívida", Sócrates pretende agora anexar a restante esquerda.

Não será má ideia. Que o buraco negro sirva para alguma coisa.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Portugal em cacos

Pacheco Pereira deve ser ouvido (alguns momentos após os 20:25).

OS BANDIDOS CONTINUAM À SOLTA...



Qualquer comparação entre o Eng.Sócrates e Mohammed Saïd al-Sahaf, porta-voz e ministro da informação de Saddam Hussein durante a operação Desert Storm, é pura especulação das agências de rating, dos velhos do Restelo e da blogosfera neo-com ao serviço do capitalismo internacional…

O Professor Henrique Medina Carreira tem a palavra:

Bom, dado o que está em causa é tão só o futuro dos nossos filhos e a própria sobrevivência da democracia em Portugal, não me parece exagerado perder algum tempo a desmontar a máquina de propaganda dos bandidos que se apoderaram do nosso país.

Já sei que alguns de vós estão fartos de ouvir falar disto e não querem saber, que sou deprimente, etc, mas é importante perceberem que o que nos vai acontecer. É, sobretudo, nossa responsabilidade porque não quisemos saber durante demasiado tempo e agora estamos com um pé dentro do abismo e já não há possibilidade de escapar.

Estou convencido que aquilo a que assistimos nos últimos dias é uma verdadeira operação militar e um crime contra a pátria (mais um). Como sabem há muito que ando nos mercados (quantos dos analistas que dizem disparates nas TVs alguma vez estiveram nos ditos mercados?) e acompanho com especial preocupação (o meu Pai diria obsessão) a situação portuguesa há vários anos.

Algumas verdades inconvenientes não batem certo com a "narrativa" socialista há muito preparada e agora posta em marcha pela comunicação social como uma verdadeira operação de PsyOps, montada pelo círculo íntimo do bandido e executada pelos jornalistas e comentadores "amigos" e dependentes das prebendas do poder (quase todos infelizmente, dado o estado do "jornalismo" que temos).

Ora acredito que o plano de operações desta gente não deve andar muito longe disto:

Narrativa: Se Portugal aprovasse o PEC IV não haveria nenhum resgate.

Verdade: Portugal já está ligado à máquina há mais de 1 ano (O BCE todos os dias salva a banca nacional de ter que fechar as portas dando-lhe liquidez e compra obrigações Portuguesas que mais ninguém quer – senão já teriamos taxas de juro nos 20% ou mais). Ora esta situação não se podia continuar a arrastar, como é óbvio. Portugal tem que fazer o rollover de muitos milhares de milhões em dívida já daqui a umas semanas só para poder pagar salários! Sócrates sabe perfeitamente que isso é impossível e que estávamos no fim da corda. O resto é calculismo político e teatro. Como sempre fez.

Narrativa: Sócrates estava a defender Portugal e com ele não entrava cá o FMI.

Verdade: Portugal é que tem de se defender deste criminoso louco que levou o país para a ruína (há muito antecipada como todos sabem). A diabolização do FMI é mais uma táctica dos spin doctors de Sócrates. O FMI fará sempre parte de qualquer resgate, seja o do mecanismo do EFSF (que é o que está em vigor e foi usado pela Irlanda e pela Grécia), seja o do ESM (que está ainda em discussão entre os 27 e não se sabe quando, nem se, nem como irá ser aprovado).

Narrativa: Estava tudo a correr tão bem e Portugal estava fora de perigo mas vieram estes "irresponsáveis" estragar tudo.

Verdade: Perguntem aos contabilistas do BCE e da Comissão que cá estiveram a ver as contas quanto é que é o real buraco nas contas do Estado e vão cair para o lado (a seu tempo isto tudo se saberá). Alguém sinceramente fica surpreendido por descobrir que as finanças públicas estão todas marteladas e que os papéis que os socráticos enviam para Bruxelas para mostrar que são bons alunos não têm credibilidade nenhuma? E acham que lá em Bruxelas são todos parvos e não começam a desconfiar de tanto óasis em Portugal? Recordo que uma das razões pela qual a Grécia não contou com muita solidariedade alemã foi por ter martelado as contas sistematicamente, minando toda a confiança. Acham que a Goldman Sachs só fez swaps contabilísticos com Atenas? E todos sabemos que o engº relativo é um tipo rigoroso, estudioso e duma ética e honestidade à prova de bala, certo?

Narrativa: Os mercados castigaram Portugal devido à crise política desencadeada pela oposição. Agora, com muita pena do incansável patriota Sócrates, vem aí o resgate que seria desnecessário.

Verdade: É óbvio que os mercados não gostaram de ver o PEC chumbado (e que não tinha que ser votado, muito menos agora, mas isso leva-nos a outro ponto), mas o que eles querem saber é se a oposição vai ou não cumprir as metas acordadas à socapa por Sócrates em Bruxelas (deliberadamente feito como se fosse uma operação secreta porque esse aspecto era peça essencial da sua encenação). E já todos cá dentro e lá fora sabem que o PSD e CDS vão viabilizar as medidas de austeridade e muito mais.

É impressionante como a máquina do governo conseguiu passar a mensagem lá para fora que a oposição não aceitava mais austeridade. Essa desinformação deliberada é que prejudica o país lá fora porque cria inquietação artificial sobre as metas da austeridade. Mesmo assim os mercados não tiveram nenhuma reacção intempestiva porque o que os preocupa é apenas as metas. Mais nada.

O resto é folclore para consumo interno. E, tal como a queda do governo e o resgate iminente não foram surpresa para mim, também não o foram para os mercados, que já contavam com isto há muito (basta ver um gráfico dos CDS sobre Portugal nos últimos 2 anos, e especialmente nos últimos meses). Porque é que os media não dizem que a bolsa lisboeta subiu mais de 1% no dia a seguir à queda? Simples, porque não convém para a narrativa que querem vender ao nosso povo facilmente manipulável (julgam eles depois de 6 anos a fazê-lo impunemente).

Bom, há sempre mais pontos da narrativa para desmascarar mas não sei se isto é útil para alguém ou se é já óbvio para todos. E como é 5ª feira e estou a ficar irritado só a escrever sobre este assunto termino por aqui. Se quiserem que eu vá escrevendo mais digam, porque isto dá muito trabalho.

Senhor Professor, por quem é? Mande sempre… Faça como em sua casa…

BENFICA... mas também um pouco o Porto!


4-1

O Benfica, ressuscitado e completamente liberto do seu ‘angsgegner’ de há dias, fez uma joga do camambro e goleou (4-1) os lâmpadas fundidas do PSV-Einhoven. Mas os galegos, só para chatear, e para se vigarem do apagão com chuva, fizeram um pouco melhor contra o Spartak de Moscovo
(5-1). Tudo se paga nesta vida...

Mas melhor ainda fez a RTP, com este título no seu site, acusando um lapso freudiano: “Jesus diz que o Benfica trabalhou para travar PSD”. São muito vermelhinhos... os da tv claro!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

LÓGICA


Professor numa aula de lógica (Theodor Holman). Creio que o Streetwarrior :-) também estava presente nesta aula, mas não tenho a certeza!

Eh rapaziada, hoje vou-vos dar uma lição de lógica. Lógica não é nada difícil. Escutem bem, vou-vos fazer umas perguntas, quem souber a resposta levanta a mão.

Professor: Nos Estados Unidos um pastor-protestante deita fogo a um Corão. Qual é a reacção mais lógica?

Aluno Nuno: Matar e degolar colaboradores das Nações Unidas...

Professor: Muito bem, e quantos?

Aluno João: Puufff, quantos mais melhor!

Professor: Precisamente. Isto é que é lógica. Estão a ver como é fácil? Bom, agora tenho mais uma pergunta, mas continuem a pensar logicamente. A situação é esta: cartoonista desenha uma caricatura de Alá. Pensem bem antes de responder, o que se deve fazer?

Aluno Mustafa: Caso seja possível temos que o matar, Sr. professor.

Professor: Exactamente. E que mais? O que é que é lógico?

Aluno Murat: Ameaçar toda a gente que colabora na revista que publicou o desenho...

Professor: Muito bem. Isto é que é lógica. Afinal já perceberam? Mas noto que alguns alunos ainda têm alguma dificuldade. Jan, estás a olhar para estas coisas como um boi para um palácio, não estás a tomar atenção pois não? O que é que não percebes?

Aluno Jan: Sabe Sr. Professor, é que ouvi dizer que a polícia na Holanda prendeu um cartoonista [Gregorius Nekschot, cdr], mas não o matou. Como é isso possível?

Professor: Pois é Jan, como é possível? Mais uma vez não estiveste com atenção. Repara, o cartoonista holandês na realidade devia ter sido morto. Isto é que seria lógico. Mas como os assassinos não sabiam o nome dele, a polícia holandesa prendeu-o para o punir, porque nós vivemos num estado de direito. Percebes agora seu nabo?

Aluno Jan: Sim Sr. professor. Então o cineasta [Theo van Gogh – cdr] que mataram também disse coisas feias acerca de Alá e do Corão?

Professor: Porra, até que enfim que acordaste pá! Finalmente percebeste. Mas agora uma pergunta do livro. A pergunta essencial. A pergunta do livro é a seguinte: qual é finalmente a intenção lógica de todos estes assassinatos? Sim Nuno, podes responder.

Aluno Nuno: Sr. Professor, comportar-nos como os assassinos querem que nos comportemos...

Professor: E-xac-ta-men-te… Isto é lógica pura. Amanhã vou falar de outro tema: Porque razão é perfeitamente lógico que ajudemos as pessoas no Afeganistão com a nossa presença militar.

Clientes das seguradoras da Caixa Geral de Depósitos ...

... ponham-se à defesa. Pode também dizer-se que, falida, toda esta tralha se manterá "nossa", de todos os portugueses. Para além do "voluntário" contribuinte português, ninguém estará interessada nela.

Sobre o Fundo de Estabilização da Segurança Social, diz João Miranda:
A ideia já tinha sido proposta pelo PCP. Mas os comunistas nunca entenderam muito bem as consequências de uma economia derreter capital. Foi assim que destruiram as empresas nacionalizadas a partir de 1975.

Já agora, não haja dúvida. O novo homem da Venezuela é muito mais novo que o novo português socialista.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Um texto "a quente"...


... de Luís Dolhnikoff, transcrito daqui:

MAS POR QUE NÃO SE PODE QUEIMAR O CORÃO?

No dia 11 de setembro de 2010, um pastor evangélico norte-americano anunciou que queimaria 200 exemplares do Corão, para lembrar a ligação do islã com a queima do World Trade Center em 2001, e a morte de 3000 inocentes. Houve reações planetárias. Da Casa Branca ao Vaticano, passando pela Interpol e o comandante norte-americano no Afeganistão, todos pediram ao pastor que recuasse, porque isso levaria a reações violentas de fanáticos muçulmanos e daria munição a terroristas islâmicos. De fato, houve inúmeras manifestações no mundo islâmico. Incomparavelmente maiores e mais contundentes, em sua quantidade e em sua indignação, do que aquelas registradas no próprio dia 11 de setembro de 2001. Para o mundo muçulmano, parece, queimar edifícios (ao menos edifícios ocidentais) é menos grave e ofensivo do que queimar livros, ou ao menos, exemplares do Corão.

Eis que agora o mesmo pastor volta à carga (ou às chamas) e, mais modesto, queima não 200, mas um exemplar do Corão. Em reação, fanáticos muçulmanos no Afeganistão invadem uma missão da ONU e matam por linchamento nove funcionários. Além dos assassinatos vis, há inúmeras manifestações de condenação violenta da queima do livro, tanto por autoridades políticas do mundo muçulmano quanto do Ocidente, além de autoridades religiosa islâmicas. As manifestações de repúdio à queima são maiores e mais frequentes, ou ao menos mais audíveis, do que a condenação aos assassinatos.

Qual o problema, porém, de se queimar o Corão?

Não se trata, em todo caso, de algo semelhante aos antecedentes mais célebres, os autos-de-fé medievais, em que a Igreja queimava livros proibidos, ou seus equivalentes nazistas: porque estes eram atos de exercício do poder político, no contexto da censura oficial a esses mesmos livros. Tampouco é semelhante a famosos e infames atos históricos de barbarismo, como o do

comandante árabe que no ano de 642, depois de ter entrado em Alexandria [até então uma cidade cristã], mandou que todos os livros da grande biblioteca fossem queimados. O que está nela e também no Corão, teria dito, não precisa ser conservado; o que está nela e não está no Corão, não serve para nada (D. J. Struik, “Por que estudar a história da matemática”, in Ruy Gama (org.), História da técnica e da tecnologia, São Paulo, Edusp, 1985, p. 191).

Qual é então, afinal, o problema de se queimar o Corão? Tenho um exemplar do Corão na minha biblioteca (Alcorão Sagrado, trad. Samir El Hayek, São Paulo, Marsam, 2001). Se um dia eu decidir me desfazer dele, não posso, portanto, jogá-lo no lixo? Principalmente se decidir queimar nesse dia o meu lixo? Ou seja, o que eu decidir fazer ou não com o exemplar do Corão de minha propriedade, que faz parte, com o resto dos meus livros, da minha biblioteca particular, diz respeito ao islã em geral e aos muçulmanos em particular?

Do ponto de vista islâmico, surpreendentemente, sim, porque o islã não conhece, ou não reconhece, a separação entre vida religiosa e vida civil, portanto, entre a esfera pública e a privada, marcas definidoras da modernidade ocidental. Por isso, preciso tomar cuidado com o que faço com meu próprio exemplar do Corão em minha casa, assim como uma mulher não pode fazer com o seu próprio corpo o que queira (inclusive escolher o modo de se vestir). Por isso, também, o islã se comporta, como regra, como um corpo estranho na sociedade aberta ao estilo ocidental: pois o fundamento dela é a lei civil, que além de laica, tem como objetivo primordial a defesa do indivíduo e de sua liberdade individual, inclusive contra ações do próprio Estado, que dirá das religiões.

Quando eu era mais jovem, vi muita gente enrolar cigarros de maconha em páginas da Bíblia. Porque o famoso papel-bíblia, por sua finura, servia como um substituto palatável ao papel de cigarro, quando este faltava. Mas além do aspecto pragmático, havia também no gesto uma clara dimensão cultural, ou melhor, contracultural: pois ao ato de se consumir uma substância ilícita que alterava a consciência se acrescentava a queima de páginas das Escrituras sagradas. A soma da cena era, em suma, a afirmação de que não há nada mais sagrado do que a própria liberdade individual.

A sacralidade da liberdade individual versus a sacralidade da religião: na história ocidental, a modernidade é, de certa forma, o resultado da vitória sócio-político-cultural da primeira sobre a segunda, a partir do fim da Idade Média, marcada pela predominância do poder da Igreja, limado e eliminado com a ascensão do laicismo republicano e da sociedade aberta. No mundo islâmico, a sacralidade da religião ainda não foi historicamente posta em xeque. Daí ela ser uma questão política e social, e não meramente da esfera privada. Daí a liberdade individual, como a de manifestação antirreligiosa, poder ser vista como afronta à religião, quando, na verdade, é a religião não-reformada, não-modernizada e não-privatizada que afronta a liberdade individual e a modernidade.

A destruição de um livro por um indivíduo (assim como de uma bandeira), como manifestação de opinião pessoal ou ato performático de qualquer tipo, é um direito individual inalienável, indiscutível. “Comprar” os argumentos religiosos, de que se trata de afronta à religião, e que por isso seria condenável, é questionar a liberdade de manifestação. Não por não se tratar de uma afronta à religião: mas porque se pode, sim, afrontar religiões, assim como se pode afrontar qualquer sistema de ideias, ou seja, questioná-las. Religiões não são indivíduos, são crenças, e crenças são objetos perfeitos de questionamento no embate das ideias. Daí decorre que o outro argumento, de que tais atos incitam o ódio religioso e mesmo racial, é falso. Em primeiro lugar, nada aí de “racial”. Muçulmanos não são uma “raça”. Em segundo lugar, o que na verdade incita o ódio religioso é a própria religião, não seus questionamentos. Ou seja, é a impermeabilidade das religiões e dos religiosos ao questionamento, manifestada por reações de ódio a esses mesmos questionamentos, o que alimenta e realimenta o ódio religioso, e esse ódio se volta afinal contra a liberdade expressão, que é a liberdade de questionamento.

O assassinato, por outro lado, principalmente o movido por ódio (no caso, o ódio religioso) é que se constituí aqui o único e verdadeiro crime – um crime vil, infame, indefensável, que deve ser condenado do modo mais claro e inquestionável possível.

Já sei!



Já sei quem é que o Futre me fez lembrar na sua conferência de imprensa vendendo banha da cobra.

Estava tudo lá! Entusiasmo, promessas de um amanhã radioso, "carisma", confiança, concentração.

TODO O INCONVENIENTE TEM A SUA VANTAGEM....

Enquanto a minha mulher pergunta a direcção, eu, já a pensar no post que iria escrever para o Fiel, fotografo estas duas raparigas aleijadinhas de boas de tanto andar de bicla...

“Todo o inconveniente tem a sua vantagem” – trata-se de um dos vários aforismos de Johaan Cruijff que já fazem parte da memória colectiva do povo holandês. Outro exemplo famoso e mais a condizer com o filósofo da bola é “quem não chuta [à baliza] falha sempre”. Mas o primeiro é que o nos interessa agora, e, apoiados na filosofia cruijffiana, já houve por cá economistas que afirmaram que a desgraça (inconveniente!) que aconteceu ultimamente no Japão tem cinicamente mas objectivamente a vantagem de ir estimular a definhada economia nipónica…

O empobrecimento do nosso país não é, a curto prazo, um acontecimento tão trágico como o do Japão, mas é naturalmente também um enorme INCONVENIENTE para as nossas gentes. Mas será que tem alguma VANTAGEM?

Neste artigo do Lidador o inconveniente, o empobrecimento do país, é demonstrado por uma considerável redução do trânsito na cidade de Lisboa devido à subida do preço dos carburantes. Servindo-me deste exemplo, o aforismo de Cruijff tem, também neste caso, alguma razão de ser: há realmente também vantagem nesta situação. Certamente mais modesta que no Japão, mas não é de menosprezar.

Podemos imaginar que a médio prazo vai deixar de haver carros estacionados em cima dos passeios, ou em parques, ou mesmo no meio da rua como é costume em Lisboa. Um espectáculo degradante e pouco digno da capital do império que não é nada convidativo para atrair o turista. Consequentemente haverá também menos acidentes, menos poluição, e a malta vai acabar por perder a mania, que remédio, de pegar no carro para ir comprar tabaco a 500 metros de casa. Mais espaço na estrada para quem trabalha.

A média-burguesia, sobrecarregada de impostos, não mais poderá oferecer um automóvel aos filhos por dá cá aquela palha – como é costume na terra - ou seja, para estes se descolarem ao liceu durante a semana e para engatarem umas garinas ao fim de semana. Irremediavelmente, a pequena-burguesia também vai ter que poupar na gasolina, agora a um preço proibitivo, e isso fará com que os papás e as mamãs acabem com o hábito de levar diariamente os meninos de carro à escola. Para colmatar esta lacuna e para poupar mais uns tostões em transportes públicos (agora pela hora da morte) os pais vão, espero eu, comprar-lhes uma bicicleta…

Imaginem a bela paisagem citadina que se nos depara todas as manhãs na nossa linda Lisboa: pelotões de estudantes de mochila às costas a subir a Calçada de Carriche de bicicleta para chegar a horas à escola… Não será imediatamente mens sana, porque esta foi bastante debilitada pela educação inclusiva e a abolição dos exames, mas podemos esperar corpore sano a curto prazo: raparigas com pernas lindíssimas como as holandesas da fotografia. E no que diz respeito aos rapazes, tenho cá uma fezada que a médio prazo teremos mais uma vez, e já não é sem tempo, um Alves Barbosa e um Joaquim Agostinho a correr na Volta à França…

Há realmente bens que vêm por mal, mas como o ciclismo é o único desporto verdadeiramente cristão, creio que seria melhor afirmar que Deus escreve direito por linhas tortas…

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Reconsidering the Goldstone Report on Israel and war crimes

By Richard Goldstone

April 2, 2011

We know a lot more today about what happened in the Gaza war of 2008-09 than we did when I chaired the fact-finding mission appointed by the U.N. Human Rights Council that produced what has come to be known as the Goldstone Report. If I had known then what I know now, the Goldstone Report would have been a different document.

The final report by the U.N. committee of independent experts -- chaired by former New York judge Mary McGowan Davis -- that followed up on the recommendations of the Goldstone Report has found that "Israel has dedicated significant resources to investigate over 400 allegations of operational misconduct in Gaza" while "the de facto authorities (i.e., Hamas) have not conducted any investigations into the launching of rocket and mortar attacks against Israel."?

Our report found evidence of potential war crimes and "possibly crimes against humanity" by both Israel and Hamas. That the crimes allegedly committed by Hamas were intentional goes without saying -- its rockets were purposefully and indiscriminately aimed at civilian targets.

The allegations of intentionality by Israel were based on the deaths of and injuries to civilians in situations where our fact-finding mission had no evidence on which to draw any other reasonable conclusion. While the investigations published by the Israeli military and recognized in the U.N. committee's report have established the validity of some incidents that we investigated in cases involving individual soldiers, they also indicate that civilians were not intentionally targeted as a matter of policy.

For example, the most serious attack the Goldstone Report focused on was the killing of some 29 members of the al-Simouni family in their home. The shelling of the home was apparently the consequence of an Israeli commander's erroneous interpretation of a drone image, and an Israeli officer is under investigation for having ordered the attack. While the length of this investigation is frustrating, it appears that an appropriate process is underway, and I am confident that if the officer is found to have been negligent, Israel will respond accordingly. The purpose of these investigations, as I have always said, is to ensure accountability for improper actions, not to second-guess, with the benefit of hindsight, commanders making difficult battlefield decisions.

While I welcome Israel's investigations into allegations, I share the concerns reflected in the McGowan Davis report that few of Israel's inquiries have been concluded and believe that the proceedings should have been held in a public forum. Although the Israeli evidence that has emerged since publication of our report doesn't negate the tragic loss of civilian life, I regret that our fact-finding mission did not have such evidence explaining the circumstances in which we said civilians in Gaza were targeted, because it probably would have influenced our findings about intentionality and war crimes.

Israel's lack of cooperation with our investigation meant that we were not able to corroborate how many Gazans killed were civilians and how many were combatants. The Israeli military's numbers have turned out to be similar to those recently furnished by Hamas (although Hamas may have reason to inflate the number of its combatants).

As I indicated from the very beginning, I would have welcomed Israel's cooperation. The purpose of the Goldstone Report was never to prove a foregone conclusion against Israel. I insisted on changing the original mandate adopted by the Human Rights Council, which was skewed against Israel. I have always been clear that Israel, like any other sovereign nation, has the right and obligation to defend itself and its citizens against attacks from abroad and within. Something that has not been recognized often enough is the fact that our report marked the first time illegal acts of terrorism from Hamas were being investigated and condemned by the United Nations. I had hoped that our inquiry into all aspects of the Gaza conflict would begin a new era of evenhandedness at the U.N. Human Rights Council, whose history of bias against Israel cannot be doubted.

Some have charged that the process we followed did not live up to judicial standards. To be clear: Our mission was in no way a judicial or even quasi-judicial proceeding. We did not investigate criminal conduct on the part of any individual in Israel, Gaza or the West Bank. We made our recommendations based on the record before us, which unfortunately did not include any evidence provided by the Israeli government. Indeed, our main recommendation was for each party to investigate, transparently and in good faith, the incidents referred to in our report. McGowan Davis has found that Israel has done this to a significant degree; Hamas has done nothing.

Some have suggested that it was absurd to expect Hamas, an organization that has a policy to destroy the state of Israel, to investigate what we said were serious war crimes. It was my hope, even if unrealistic, that Hamas would do so, especially if Israel conducted its own investigations. At minimum I hoped that in the face of a clear finding that its members were committing serious war crimes, Hamas would curtail its attacks. Sadly, that has not been the case. Hundreds more rockets and mortar rounds have been directed at civilian targets in southern Israel. That comparatively few Israelis have been killed by the unlawful rocket and mortar attacks from Gaza in no way minimizes the criminality. The U.N. Human Rights Council should condemn these heinous acts in the strongest terms.

In the end, asking Hamas to investigate may have been a mistaken enterprise. So, too, the Human Rights Council should condemn the inexcusable and cold-blooded recent slaughter of a young Israeli couple and three of their small children in their beds.

I continue to believe in the cause of establishing and applying international law to protracted and deadly conflicts. Our report has led to numerous "lessons learned" and policy changes, including the adoption of new Israel Defense Forces procedures for protecting civilians in cases of urban warfare and limiting the use of white phosphorus in civilian areas. The Palestinian Authority established an independent inquiry into our allegations of human rights abuses -- assassinations, torture and illegal detentions -- perpetrated by Fatah in the West Bank, especially against members of Hamas. Most of those allegations were confirmed by this inquiry. Regrettably, there has been no effort by Hamas in Gaza to investigate the allegations of its war crimes and possible crimes against humanity.

Simply put, the laws of armed conflict apply no less to non-state actors such as Hamas than they do to national armies. Ensuring that non-state actors respect these principles, and are investigated when they fail to do so, is one of the most significant challenges facing the law of armed conflict. Only if all parties to armed conflicts are held to these standards will we be able to protect civilians who, through no choice of their own, are caught up in war.

The writer, a retired justice of the Constitutional Court of South Africa and former chief prosecutor of the U.N. International Criminal Tribunals for the former Yugoslavia and Rwanda, chaired the U.N. fact-finding mission on the Gaza conflict.

http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=24137

A malta do Global Research e outros defensores da "causa palestiniana" estão a engolir um sapo do tamanho de um porta-aviões.

Rennie ajuda.


Modernidade-escravidão

Zita Seabra:
Legaliza-se, desdramatiza-se, banaliza-se o que nunca pode ser banalizado, relativiza-se a vida humana. Qual é o problema? Diziam que o importante é impedir a culpa e viver feliz cada momento sem memória e sem futuro. Neste caminho moderno e descomprometido, tudo se torna descartável e efémero, até os afectos à vida humana. Duas noções desaparecem da vida e da sociedade portuguesa: a noção de responsabilidade pessoal de cada um perante si próprio e perante os outros; e a noção da felicidade da gravidez, a responsabilidade única de dar vida.

domingo, 3 de abril de 2011

Terroristas islâmicos no Brasil

Exclusivo: documentos da CIA, FBI e PF mostram como age a rede do terror islâmico no Brasil

A Polícia Federal tem provas de que a Al Qaeda e outras quatro organizações extremistas usam o país para divulgar propaganda, planejar atentados, financiar operações e aliciar militantes

Khaled Hussein Ali nasceu em 1970, no leste do Líbano. Seguidor da corrente sunita do islamismo, prestou serviço militar. Depois, sumiu. No início dos anos 90, reapareceu em São Paulo. Casou-se e teve uma filha. Graças a ela, obteve, em 1998, o direito de viver no Brasil. Mora em Itaquera, na Zona Leste paulistana, e sustenta sua família com os lucros de uma lan house. Ali leva uma vida dupla. É um dos chefes do braço propagandístico da Al Qaeda, a organização terrorista comandada pelo saudita Osama bin Laden. De São Paulo, o libanês coordena extremistas em dezessete países. Os textos ou vídeos dos discípulos de Bin Laden só são divulgados mediante sua aprovação. Mais: cabe ao libanês dar suporte logístico às operações da Al Qaeda. Ele faz parte de uma rede de terroristas que estende seus tentáculos no Brasil.

Tratado como “Príncipe” por seus comparsas, Ali foi seguido por quatro meses pela Polícia Federal, até ser preso, em março de 2009. Além das provas de terrorismo na internet, a Polícia Federal encontrou no computador de Ali spams enviados aos Estados Unidos para incitar o ódio a judeus e negros. Abordado por VEJA, Ali negou sua identidade. Esse material, no entanto, permitiu que a Polícia Federal o indiciasse por racismo, incitação ao crime e formação de quadrilha. Salvou-se da acusação de terrorismo porque o Código Penal Brasileiro não prevê esse delito. O libanês permaneceu 21 dias preso. Foi liberado porque o Ministério Público Federal não o denunciou à Justiça. Casos como o de Ali alimentam as divergências do governo americano com o Brasil.

Há dois meses, VEJA teve acesso a relatórios da PF sobre a rede do terror no Brasil. Além de Ali, vinte militantes da Al Qaeda, Hezbollah, Hamas e outros dois grupos usam ou usaram o Brasil como esconderijo, centro de logística, fonte de captação de dinheiro e planejamento de atentados. A reportagem da revista também obteve os relatórios enviados ao Brasil pelo governo dos EUA. Esses documentos permitiram que VEJA localizasse Ali e outros quatro extremistas. Eles vivem no Brasil como se fossem cidadãos comuns. Embora seja autora das investigações, a PF assume um comportamento ambíguo ao comentar as descobertas de seu pessoal. A instituição esquiva-se, afirmando que “não rotula pessoas ou grupos que, de alguma forma, possam agir com inspiração terrorista”. Esse discurso dúbio e incoerente não apenas facilita o enraizamento das organizações extremistas no Brasil como cria grandes riscos para o futuro imediato.

http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/exclusivo-documentos-da-cia-fbi-e-pf-mostram-como-age-a-rede-do-terror-islamico-no-brasil

sábado, 2 de abril de 2011

Voilá:

Pass the Plutonium:
People think that Fukushima will mean the end of nuclear power, but I'm convinced it's the opposite. We're going to lose our nuclear virginity over this accident and start seeing the world as adults. In fact it's already happening.

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For years we've lived with the impression that a nuclear meltdown is the equivalent of a nuclear bomb going off, killing thousands and leaving whole landscapes uninhabitable. Now we've had one and look what's happened. The fourth worst earthquake in history has failed to crack open the concrete containment and the difficulty arose only because the utility didn't have enough backup electricity on hand.


Why Fukushima made me stop worrying and love nuclear power
You will not be surprised to hear that the events in Japan have changed my view of nuclear power. You will be surprised to hear how they have changed it. As a result of the disaster at Fukushima, I am no longer nuclear-neutral. I now support the technology.

É claro que os artolas da praxe vão já dizer que isto foi tudo encenado, que o reactor nunca esteve em perigo, que o terramoto e o maremoto foram uma criação da CIA para fortalecer o loby do nuclear.

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Via ... os habituais sites: WNN, MIT NSE Nuclear Information Hub, BNC

Da auto-outorgada 'mama'

Eduardo F.: Preservar o poder aumentando-o sempre é a regra de ouro de qualquer agência/organismo estatal que aliás é um poder com frequência auto-outorgado.

Plutónio

De um artigo de Gavin Atkins:
The truth about plutonium was famously demonstrated on American television when the distinguished physicist Dr Bernard Cohen carefully calculated the risk and offered to eat as much plutonium on camera as anti-nuclear activist Ralph Nader would eat pure caffeine. He declined the challenge which is just as well, or Nader would no longer be with us.

Já agora, o plutónio é um "produto natural" produzido "sem químicos":

In the case of this sample, however, the neutrons are in turn re-captured by the uranium, which then undergoes further decay and is transformed into plutonium. The result is that this mineral contains the highest known naturally occurring concentration of plutonium.

Urâneo: U-235, U-238


Feios, p..... e maus

Apanhado em flagrante no redondel, aqui fica a ideia da Nausícaa (por onde anda? .. snif snif!!)



Filipe Albarrão ...

... faleceu, soube agora, a 4 de Agosto de 2010.

Conheci-o pelos anos 70. Trabalhava na Sociedade Zickermann, na loja da Rua de S. José onde se vendia componentes electrónicos.

Algum tempo mais tarde deu o grito do ipiranga e fundou a empresa Minitron na mesma rua, 33 R/C, dedicada também à venda de componentes electrónicos particularmente de circuitos integrados.

Não deve haver muita gente que trabalhe em electrónica na região de Lisboa que não tivesse conhecido o Sr Albarrão o homem que era capaz de apontar um circuito integrado pela função que seria necessário executar.
 - Éh pá, tou à rasca, preciso dum integrado para substituir ....
 - Vai ao Albarrão que ele desenrasca-te.

Aqui fica a nota, tardia, em homenagem e memória de quem teve uma paciência infinita para me aturar quando eu, da poda, nada percebia.

Chapelada.

Fukushima

Apesar do alarmismo exercitado pela RTP e, particularmente, pela SIC, o monstro vai sendo morto.
All units are currently being cooled by injection of fresh water, using temporary pumps, with backup power supplies in place in case of further electrical power issues. TEPCO reports that water temperatures in the units are below 100 C in the pressure suppression chambers, and that no reactor coolant is being leaked to containment.

Ontem RTP e SIC embrulharam "Fukushima" e "radiação" na contagem de vítimas que resultaram directamente do tsunami.

Actualização (Quarta República): A RTP rumo à modernidade. Pouca radiação haverá mais destrutiva.

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Informação complementar sobre Fukushima: WNN, MIT NSE Nuclear Information Hub, BNC

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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Dia de São Pinto de Sousa.

A 1 de Abril. Eu vou nessa.



Via Portugal e outras touradas.

A socialização da pobreza


Tenho ido a Lisboa de carro, com alguma frequência, nos últimos tempos.

Contrariamente ao frenesim habitual, circula-se agora à larga, principalmente a partir do meio do mês.

Entra-se em Lisboa com facilidade e, mesmo dentro da cidade, o trânsito faz-se sem aquele stress que há anos me punha a vociferar contra tudo e contra todos.

É verdade que Lisboa nunca foi Nova York, no que à intensidade de tráfego diz respeito, mas agora está parecidíssima com o Alandroal, num escaldante dia de Verão.

Virtude da excelência governativa que nos deu boas estradas, boas alternativas, bons transportes públicos, dirão alguns plumitivos.

Concordo com eles quanto à mão do governo, penso efectivamente que esta facilidade com que passeio por Lisboa ao volante, se deve por inteiro aos desatinos dos socialistas que nos (des)governam há anos.

O que motiva esta deserção de muitos portugueses é o empobrecimento generalizado da sociedade portuguesa e a crescente proletarização da classe média.

Para lá da retórica delirante com que os políticos que elegemos se justificam, os factos, esses são impenetráveis ao falatório. E o facto marcante é que os últimos anos de governo socialista correspondem a um empobrecimento sem paralelo na História da democracia portuguesa.

O preço dos combustíveis, carregado de impostos e estabelecido em função dos interesses de uma empresa pública que tem o monopólio da refinação (este governo recusou pressurosamente a instalação de uma refinaria de um consórcio privado), está a tornar proibitivas as deslocações de automóvel. Alguns dirão que isso é bom para o ambiente, para as andorinhas e para os pardais, mas trata-se de fraco consolo para quem vê a sua qualidade de vida a desaparecer a um ritmo avassalador.

Em meia dúzia de anos de José Sócrates e do seu PS, o socialismo fez-se presente.

De tanto querer fazer engenharia social, Sócrates logrou em menos de um fósforo fazer aquilo em que os regimes socialistas são bons: dificultar a criação de riqueza e socializar a pobreza.

São cada vez mais os portugueses que vivem já num nível de sobrevivência, tendo de mudar de hábitos e renunciar a coisas que julgavam sólidas e pelas quais trabalharam toda a sua vida.

Isto nunca tinha acontecido a esta escala, nos últimos 100 anos.

Foi aqui que nos deixou Sócrates e o seu Governo de incompetentes, cínicos e mentirosos. E aqui ficaremos muito tempo.

Portugal, democracia de sucesso..... em 1991



Recebi de amigos e através de mail este discurso de um tal dr. Marinho Pinto com esta introdução "Há sempre alguém que resiste", mas sem outra referência sobre a pessoa! É que a nossa gente, não há nada a fazer, continua convencida de que somos o centro do Mundo e que de Lisboa a Vladivostok toda a gente sabe quem é o dr. Marinho Pinto...

De qualquer forma, não foi muito difícil saber quem é a pessoa através da coisa que há muito substituiu o cão como melhor amigo do homem - Google. Creio que tão cedo não vou esquecer a pessoa. O que reconheci imediatamente foi a frase retirada de um poema de Manuel Alegre:

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

À grande Marinho Pinto! Que tomatões!

Esta gente não tem vergonha!

Thatcher tinha razão: o problema com o socialismo é quando se acaba o dinheiro dos outros. E Reagan também: a esquerda combateu a pobreza e a pobreza ganhou.

Aqui:
Caro leitor, recorda-se do défice de 2009? Sim, aquele que era para ser de 5,9% e que saltou para... 9,3%.
Pois o INE ("ajudado" por Bruxelas) diz agora que foi de... 10%. E o de 2010? Sim, aquele que o Governo disse que ficaria abaixo de 7% (com o fundo de pensões da PT). Pois, ficou em... 8,6%. Razão: esqueceu-se de contabilizar 1,8 mil milhões de euros do BPN, 793 milhões do défice de empresas de transportes e 450 milhões do BPP. É muito lixo junto para varrer para baixo do tapete...

E dos défices de 2007, recorda-se? Sim, aquele que o primeiro-ministro (secundado por um ministro das Finanças sem credibilidade) chamou de défice mais baixo da Democracia (2,6%). De repente saltou para 3,1%. E do de 2008, lembra-se? Era para ficar em 2,2% e acabou em... 3,5%.

A correcção do Eurostat confirma que estamos perante a maior série de mentiras da III República, camufladas por um excelente "marketeer". O problema é que o "marketeer" se esqueceu de que não se pode enganar toda a gente... durante muito tempo. Porque a mentira tem perna curta.

Nada disto seria muito grave se as consequências da falta de vergonha prejudicassem apenas o primeiro-ministro e o partido do Governo. Mas prejudicam o País: vamos viver muito pior nos próximos quatro anos porque o Governo não teve coragem de apertar o cinto logo no início de 2010.

Tendo em conta este chorrilho de mentiras, vale a pena exigir à Comissão (com permissão da sra. Merkel) que divulgue o que apurou na visita a Portugal. Vai fazer mal à nossa reputação? Pior do que já está, é difícil. Porque mais vale contar a verdade toda, do que prolongar as dúvidas sobre o real estado das contas públicas. O PEC IV não apareceu por acaso...

Kadafi, o socialista e bem amado líder

Ouvi na rádio alguém explicar porque Kadafi era "amado" pelos líbios: após a revolta tinha subido as subvenções por pessoa de 200 para 400 euros.

Entrevistaram um chefe de tribo que garantia (de memória): "com essa verba está tudo bem. Vamos amá-lo."

Vou aqui postar um dia destes o Lawrence da Arábia. Está lá tudo: não fazem ponta de corno.

quinta-feira, 31 de março de 2011

GREVES CÍNICAS

Nos países democráticos a greve é um direito dos trabalhadores. Curiosamente tem uma origem liberal mas o movimento socialista acabou por assenhorear-se do movimento sindical e hoje, em Portugal, por exemplo, falar em centrais sindicais é falar em esquerda e extrema esquerda.

O racional da greve é fácil de entender: destina-se a dar força às reivindicações dos trabalhadores, face a entidades patronais renitentes e prepotentes. Trata-se de tentar equilibrar aquilo que, na maior parte dos casos, é uma relação em que uma das partes (a entidade patronal) tem muito mais poder.

Ameaçando o interesse próprio do empresário (o lucro), este é levado a fazer contas e a negociar, tentando minimizar as perdas.

Nos últimos dias e nas próximas semanas, os sindicatos de certas empresas públicas de transportes, levam a cabo greves parciais que, na opinião de muita gente, constituem uma perversão deste racional.

As greves são parciais, explorando lapsos na lei da greve, chico-espertice que visa apenas reduzir os custos que recaem sobre aqueles que decidem fazer greve (perda de salário).

O que é inaceitável, é que são programadas para as horas e dias que mais prejudicam, não a entidade patronal, como decorre da filosofia subjacente à greve, mas sim os utentes.

Assim, por exemplo, o Metro de Lisboa tem estado sujeito a greves parciais nas horas de maior tráfego e na CP as greves são normalmente à sexta-feira.

A ideia dos grevistas é que a melhor maneira de pressionar a entidade patronal (o Estado) em empresas que dão prejuízo, é usar os utentes como peões de brega, para que o seu descontentamento faça ricochete.

Este cinismo é inaceitável.

Os utentes são deliberadamente usados e prejudicados, e são, normalmente, aqueles que mais dificuldades têm, já que os gestores e os políticos que tomam as decisões, raramente andam nos transportes públicos.

Face a isto, torna-se urgente uma alteração da Lei da Greve que impeça os sindicatos de usar maquiavelicamente os utentes dos serviços como reféns nas suas lutas, justas ou não.

Acabar com greves parciais e de má fé, está a alcance de duas ou três linhas de legislação.

Fukushima e as bruxas

Plutónio no ambiente e no corpo humano.

Informação complementar sobre Fukushima: WNN, MIT NSE Nuclear Information Hub, BNC

Actualização:
Mais duas vítimas por causa do nuclear.

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Sócrates-o-despovoador ...

... e o último 4 de Outubro da monarquia socialista.

Vasco Graça Moura, via Blasfémias:
Ninguém se lembra de ter visto, nos últimos anos, algumas figuras gradas de extracção socialista a chamarem a atenção do Governo de José Sócrates para as barbaridades que estavam a arrastar Portugal para o abismo e para a irresponsabilidade da governação. Deviam tê-lo feito pelo menos dia sim, dia não, mas não o fizeram.

O país ia-se arruinando, os portugueses iam resvalando para o beco sem saída em que se encontram hoje, o Governo ia garantindo exactamente o contrário daquilo que se estava a passar e dando provas de uma incompetência e de uma desfaçatez absolutamente clamorosas, mas esses vultos tão veneráveis abstinham-se de fazer a crónica dessa morte anunciada, não se mostravam grandemente impressionados com ela e sobretudo não sentiam o imperativo patriótico de porem cá para fora, preto no branco, numa guinada veemente e irrespondível, o que bem lhes podia ter ido na alma e pelos vistos não ia assim tanto.

Devo dizer que não fiquei nada impressionado com os apelos recentes e vibrantes de algumas dessas egrégias personagens, em favor da manutenção do satu quo ante em nome do mesmo interesse nacional que as terá remetido ao mutismo mais prudente sempre que a governação socialista dava mais um passo em frente para estatelar Portugal.

Sou levado a concluir que foram sensíveis, não ao descalabro a que a governação socialista acabou por conduzir o país, mas ao desmoronamento do PS enquanto partido de governo. Não lhes faz impressão nenhuma que Portugal esteja na merda por causa dos socialistas. O que os impressiona deveras é que o PS se arrisque a ficar na merda por causa de tudo o que fez. E então, então sim, apressam-se a invocar alvoroçadamente o interesse nacional, secundados por todo o bicho careta lá do clube que se sinta vocacionado para dar o dito por não dito e o mal feito por não feito e também, está claro, para fazer sistematicamente dos outros parvos.

Tal apelo surge todavia no ensejo menos adequado. Hoje, só faz sentido invocar o interesse nacional para esperar que o PS seja varrido impiedosamente de qualquer lugar de preponderância política e que a ignomínia da governação socialista fique bem à vista para a conveniente edificação das almas.

Os responsáveis por tudo isto e os seus porta-vozes já se começaram a esfalfar, a acusar desvairadamente os outros de terem criado um impasse irremediável para Portugal, a passar uma sórdida esponja de silêncio e manipulação sobre o que foi a actuação dos Governos socialistas desde 1996 e, em especial, desde 2005, a fazer esquecer que é ao PS e ao seu Governo que se devem coisas tão sugestivamente picantes como a crise, o aumento delirante dos impostos, o aperto asfixiante do cinto, a subida incomportável do custo de vida, o desemprego sem esperança, o fim da dignidade nacional.

Nessas virtuosas indignações da hipocrisia socialista, já se vê quanta gente do PS anda já por aí a desmultiplicar-se, na rádio, em blogues, um pouco por toda a parte e até aqui nos comentários aos artigos, a jogar na inversão e na distorção de todos os factos e de todos os princípios. Alguns ingénuos talvez deixem mesmo de se perguntar mas afinal que canalha é essa que se diz socialista, para sustentar o insustentável e defender o indefensável.

Já toda a gente percebeu que o país só sai desta se tiver uma verdadeira "ditadura da maioria", expressão que, como é sabido, causava calafrios democráticos ao dr. Soares. Amanhã, se nessa maioria entrasse o macabro PS que ele ajudou a fundar, tal conceito ficaria, apesar de tudo, esquecido entre as brumas da memória. E se, como é de esperar e de desejar, o PS for reduzido a cisco em eleições, não nos admiremos por assistirmos em breve à recuperação grandiloquente do chavão.

Já se percebeu que a Europa o que quer é que Portugal não faça mais ondas e volte a ser o bom aluno que os próceres socialistas escarneciam tão displicentemente. Deve recordar-se ao dr. Sampaio que, no estado de porcaria pantanosa a que isto chegou e que ele não denunciou a tempo, hélas!, afinal não há muito mais vida para além do orçamento. E mesmo a pouca que houver se vai pagar muito caro.

Eu, cá por mim, com a queda desta gente execrável, só posso exclamar: - Aleluia!

terça-feira, 29 de março de 2011

Mais uma máquina de movimento perpétuo

Esta não lembrava


Sócrates: "Esse preconceito da superioridade moral no que diz respeito à verdade é absolutamente inapropriado"

Declara José Sócrates:
Uma das críticas que eu faço ao PSD é o facto de se apresentar nas eleições apenas com um discurso e uma palavra: verdade. Ora bem, isso tem um sério problema. Um sério problema porque isto é absolutamente inadequado na política porque quem se apresenta apenas com a questão da verdade pretende é denegrir os outros, é apoucar os outros, é atacar o carácter dos outros, é diminuir os outros. Esse preconceito da superioridade moral no que diz respeito à verdade é absolutamente inapropriado.

O programa do PSD dizendo 'nós somos os homens da verdade' tem dois problemas. O primeiro é, naturalmente, a desqualificação do outro, que é o que pretendem fazer. Mas tem um outro, sabe? É que esses que andam sempre com a verdade na boca são os primeiros a escorregar na primeira esquina.

Se não é um caso de patologia ...

Lula ao serviço do polvo

Alguém faz o favor de explicar a Lula da Silva que o FMI, sobre o qual ele afirma nunca ter sido solução em lado algum, solucionou por duas vezes, no passado recente, as encrencas em que Portugal se meteu?

Manuela Ferreira Leite - PEC IV

Demolição natural

Uma colecção muito interessante de imagens da zona de Sendai, Japão.

Ao centro das imagens há uma divisória que pode ser movimentada para esquerda ou para a direita.

segunda-feira, 28 de março de 2011

De Sócrates-o-Despovoador

"Eu não estou disponível, da minha parte, para governar com o FMI"

No Cachimbo de Magritte, por Jorge Costa:

Ninguém pode levar Sócrates a sério, a começar por ele próprio. Sócrates é o que for preciso ser para se manter no poder e nada mais. Entrincheirou-se há meses no país, cuja sorte, no seu discurso, confunde alucinadamente com a sua. Aquilo a que chama FMI, a ajuda externa menos a sua fantasmagoria, é, ou pareceria ser, a sua sentença de morte política. "Eu não estou disponível, da minha parte, para governar com o FMI", declarava o manhoso profissional como na história da raposa e das uvas, há coisa de uma semana. Se Sócrates tivesse uma quantidade infinitesimal de honra, deveria consequentemente afastar-se de moto próprio com a chegada do "FMI". Este fim-de-semana, antes, ou depois. Naturalmente que não o fará. Invocará, como de costume, a Pátria. Não há desonra, mentira e sem-vergonha que a Pátria - ele - não justifique. O que torna o combate político contra Sócrates uma provação quase intolerável é o facto de ele não recusar nenhum expediente, nenhuma mentira, nenhum recurso, nenhuma armadilha, nem mesmo a segurança do país, muito menos o seu prestígio, como munição. Levará tempo a acabar. Mas acabará certamente muito mal. Isto é mais do que um desejo. É a consequência lógica de confundir a sua sorte, condenada, com a do país, que ele condena a acompanhá-lo. A separação litigiosa vai custar-lhe a fortuna toda.

"Multiculturalismo": contagem decrescente para a guerra civil

domingo, 27 de março de 2011

A verdadeira renovável


Eu diria que este gajo fala com bastante clareza e com a clareza possível.

De entre os "if's" que ele enuncia, receio bem que a verdelhada venha a inventar uma qualquer. Há tempo suficiente para engendrar um qualquer disparate e lavar com ele o cérebro dos pimpolhos-aluno. Energia barata? ... poderá lá ser. Ele haverá consumismo desenfreado, ...

Sofre de soluços?

Espicaçado pelo JS, aqui fica:

Desespero verdalho


COMENTÁRIOS DE OUTRAS BLOGOSFERAS III


Retirado do blog De Dagelijkse Standaard e escrito por Joost Niemöller:

A coligação do Ocidente, a NATO, alguns países árabes e as Nações Unidas - toda esta gente escolheu o lado dos ‘good guys’, os rebeldes líbios cheios de intenções democráticas. É assim ou não é? Pois bem, parece que a coisa não é bem assim…

Abdel-Hakim Al-Hasidi, líder dos rebeldes, admitiu numa entrevista ao jornal italiano Il Sole 24 Ore, que pelo menos 25 combatentes da Al Qaida combatem do seu lado. “Tudo bons muçulmanos” segundo Al-Hasidi. Também podem ser muitos mais, destes bons muçulmanos… Kaddafi, na sua avalanche de impropérios contra o Ocidente, tinha razão numa coisa: está a lutar contra a Al Qaida. E o comandante dos rebeldes também confessou na entrevista que lutou ao lado dos Taliban no Afeganistão, até ter sido preso.

Afinal talvez não seja muito boa ideia ajudar com os nossos F-16 os rebeldes, que juraram limpar o sebo ao “judeu” Kaddafi ?

Num artigo do The Telegraph sobre este assunto, pode ler-se que a Al-Qaida conseguiu fazer entrar armas pesadas na Líbia para combater o regime de Kaddafi.

Será que depois de Kaddafi teremos o Califado na Líbia? Graças a Obama, Sarkozy e aos nossos rapazes? A probabilidade que a tão prometedora democracia se instale parece ter diminuído consideravelmente! Pedimos desde já desculpa por mais este incómodo…