quarta-feira, 27 de abril de 2011

Um gajo tem que se agarrar à boia que se mantêm mais à tona ...

Nunca fui muito à bola com Paulo Portas porque, particularmente na época do Independente, me parecia ser o mais profissional mentiroso do burgo. Tudo o que ele dizia ou fazia, resultava de um calculismo de carreira política que, sem admitir, delineava para si próprio. Se necessário fosse espezinhava em quem tropeçasse.

Claro ficará que não há confusão possível entre os patamares de trafulhice entre o que foi Paulo Portas e é José Sócrates. Sócrates, nesta matéria, é a autêntica arma de destruição massiva.

Para mim Paulo Portas é hoje, relativamente a Sócrates, a borbulha na urticária. Eu não gosto de borbulhas, mas ...

Bom, há tempos o JS classificou Paulo Portas como "o único estadista que existe em Portugal". Arrepiei-me, mas fiquei a matutar.

O panorama nacional é caracterizado pelas trufas do frei Louçã, os dinossauros do PCP, as excrescências do PEV, os cabotinos do PS, os proto-tótós de Passos Coelho e ... Portas.



Eu continuo a não gostar de Paulo Portas mas, das duas uma: ou nesta entrevista ele diz, sem papas na língua, o que lhe vai na alma ou está a conseguir não lançar à câmara o seu característico olhar comprometido que acompanha tretas.

2 comentários:

Carmo da Rosa disse...

Excelente post e..... o Paulo Portas não fica atrás.

Joaquim Simões disse...

Rio d'Oiro:

Dizer que Paulo Portas é o único estadista que hoje existe em Portugal, não significa, da minha parte, qualquer tipo de apoio ou, sequer, de admiração incondicionais. Mas, de facto, ele representa algo onde, nos restantes, há apenas vacuidade ou mera falta de consistência. Concordemos ou não com ele, o certo é que a bancada do CDS, sob a sua orientação, faz rigorosamente o trabalho de casa que qualquer deputado e qualquer partido deve fazer - que o diga Vítor Constâncio...! Trabalho que, por si mesmo, serve para afirmar propostas de uma direcção e de uma estruturação social, apoiadas numa concepção de modelo económico e vice-versa.
Há, pelo menos, um rumo, quero eu dizer, e não uma mera deriva. É que um rumo permite uma mudança, isto é, uma alteração, na deriva é que nada muda e, portanto, tudo acaba por atrofiar ou morrer.
Foi neste sentido que lhe chamei estadista.