terça-feira, 11 de setembro de 2012

Pelos disparates que fizemos, até estamos a pagar barato

João César das Neves “Pelos disparates que fizemos, até estamos a pagar barato

Recebeu-nos no seu gabinete da Católica Lisbon School of Business and Economics, o nº5319, no terceiro piso. Um espaço que parece pequeno para tantos livros e onde algumas imagens alusivas aos três pastorinhos fazem transparecer a devoção a Nossa Senhora. Ex-assessor económico de Cavaco Silva, então primeiro- -ministro, o professor catedrático confessa que procura rezar permanentemente: “Rezo para viver e vivo para rezar”. Para Portugal ainda acredita num milagre, que poderá acontecer já em 2013.

Concorda que esta é a geração mais bem preparada de sempre?

Sim, mas nós também temos um atraso na preparação em relação à realidade. Agora não há dúvida que os meios hoje disponíveis para os jovens são muito superiores aos dos tempos antigos.

E preparada para quê?

O mundo está a mudar brutalmente, como no meu tempo estava, mas se calhar este tempo é um bocadinho mais perturbador. Eu acho que os jovens hoje têm medo, que é uma coisa que as gerações anteriores não tinham.

De quê?

Têm medo por causa do desemprego, têm medo porque as oportunidades são muito mais vastas e a escolha mais difícil. Depois, é preciso dizer que a geração anterior à actual, que tem hoje 30 anos, foi enganada.

Enganada por quem?

Uma parte foi mesmo fraude política, outra foi ilusão. Tudo, agravado pela crise, cria uma forte tensão na juventude, que não é pior que a vivida pelos pais ou avós no 25 de Abril. Sentem-se irritados e muitos estão a reagir como os seus avós reagiram, a emigrar, que é uma coisa boa, outros estão a dar a volta como são capazes. Esta é uma geração que vai ter bons resultados, acho eu. Só que não está a ser fácil.

Qual a razão de fundo para não ser fácil?

É uma razão que está a afectar todo o mundo ocidental, não tem nada a ver com o caso português. Está a acontecer nos Estados Unidos, na Alemanha, em todos os países, e tem a ver com as pressões que as novidades tecnológicas, a globalização, exercem sobre o mercado de trabalho e sobre a vida das pessoas. Trazem grandes oportunidades mas também grandes medos e até uma certa polarização.

No 25 de Abril as pessoas sabiam o que queriam. Agora também sabem?

Em certo sentido esta geração é mais pacífica que a anterior. Estamos de acordo que queremos estar na Europa, que queremos uma economia de mercado, já não há as tensões entre republicanos e monárquicos, entre comunistas e liberais. Há alguma desorientação mais no lado dos costumes, no abandono do casamento, dos filhos como um propósito... As tais oportunidades criaram algumas perplexidades, talvez esta geração esteja um bocadinho deslumbrada e a cair numa fraude.

Que fraude é essa?

É como a fraude dos anos 60/70, da geração hippy, que abandonou tudo o que era antigo, deslumbrada por uma coisa nova. É um fenómeno parecido que está a passar-se em Portugal, de forma tardia. Não andam com flores no cabelo, mas estão a rejeitar as tradições. E de alguma forma vão voltar a elas porque vão ter de crescer. Há uma juventude retardada, gente que quer ser jovem mas que já tem 50 anos, pessoas da minha idade que nunca chegaram a ter um emprego, família, que continuam a ter cabelos compridos e a jogar computador, a achar que tem uma vida. Não têm: get a life!

Isso pode ter a ver, também, com o aumento da esperança de vida? Mário Soares dizia que antes era fácil manter um casamento, morria-se cedo...

Esse efeito é verdade, mas há, de facto, um desmantelamento na sociedade portuguesa, não é nas outras sociedades, que é perturbador. Sobretudo porque houve um movimento político a apoiar este tipo de circunstância e estamos agora com a taxa de natalidade mais baixa do mundo. Isto não aconteceu nos Estados Unidos nem na Inglaterra, porque eles aperceberam--se e tomaram medidas para inverter a situação. Nós fizemos o contrário.

E discute-se o assunto?

Ninguém está a ligar nenhuma, é um assunto que passa completamente ao lado.

O facto de este governo ser tão jovem, em idade, condiciona-o?

Sobre este governo em particular acho que a questão não é tão simples. Está a fazer o que a troika manda. Daqui a dois, três anos, quando as coisas começarem a melhorar, nessa altura é que vamos ver se o governo é bom ou não. As coisas estão de tal maneira fossilizadas que uma pessoa nova pode ser uma lufada de ar fresco. As cliques instaladas estão a ser perturbadas não pelo governo mas pela troika, é uma luta de titãs entre grupos instalados e os nossos credores.

No meio está o governo...

O governo está espremido entre duas forças, os credores que não emprestam mais enquanto não tivermos juízo e esta gente – professores, médicos, etc. –, que quer proteger ao máximo os seus interesses, esteve a comer acima das suas posses durante 15 ou 20 anos, à custa da dívida externa. Em 2008 e 2009 o desemprego estava a subir e ninguém falava nisso, os reformados continuavam a receber o seu, os funcionários públicos até foram aumentados porque era ano de eleições… O ano de 2009 é extraordinário, a economia caiu 2,5% e os salários subiram 5% em termos reais, portanto é um ano de malucos. O mundo estava a desabar e nós estávamos a cantar porque havia três eleições.

Dos actuais indicadores qual é o que o surpreende mais?

O desemprego atingiu níveis incomportáveis e incomparáveis com qualquer época anterior. Penso que surpreendeu toda a gente, nacionais e internacionais, o que poderá ser a questão mais importante nesta crise.

Que é qual?

Saber se nós ainda somos portugueses ou se já somos europeus. Mas acho que já começo a ter uma resposta. Ou seja, Portugal tinha uma taxa de desemprego muito baixa porque era muito flexível, as pessoas davam muito a volta, emigravam, arranjavam um emprego ao lado, a família tomava conta deles, havia uma flexibilidade natural na economia portuguesa, que permitia combater estes choques. Por isso a Europa estava com desemprego de 11% e nós com desemprego de 6%. E agora não aconteceu isso, chegámos aos 15%. Portanto, pode ser que nós já estejamos europeus.

E isso é bom ou mau?

Acho que tem grandes inconvenientes, no geral é mau! Começa a haver alguns sinais de que ainda somos portugueses: a emigração aconteceu rapidamente – não temos dados, infelizmente o INE não tem estado a anunciar, mas os poucos indicadores mostram um aumento enorme da emigração, que é uma das maneiras antigas que os portugueses têm de dar a volta às situações. Em Portugal há fenómenos únicos, como o dos salários em atraso. As pessoas preferem trabalhar de borla a perder o emprego, o que não acontece na Europa. Outro sinal importante de que ainda somos portugueses é a calma das pessoas. A Grécia estava a ferro e fogo, Itália estava a ferro e fogo, Espanha estava a ferro e fogo e em Portugal há umas manifestações para cumprir calendário, umas greves gerais que nunca correm bem, mas o país está sereno.

Isso não tem desvantagens?

Tem desvantagens e leva os partidos de oposição, como a esquerda furiosa, a dizer “porque é que não se mexem”, “são todos comodistas”… Mas não tem nada ver com isso.

Tem a ver com o quê?

Com o facto de as pessoas perceberem que se vão fazer manifestações, se vão fazer protestos, isso estraga mais, não resolve nada, não vale a pena, é inútil. No fundo as pessoas perceberam que isto foi uma festa e agora é preciso dar a volta e apertar o cinto.

E até onde é possível apertar o cinto?

Ninguém sabe. Eu estou convencido que nos vai sair barato, para o nível de disparate que fizemos. Primeiro porque nos estamos a portar bem, segundo porque isto passou a ser um problema europeu, depois porque já começa a ser claro, sobretudo na Grécia, que a austeridade só pela austeridade não chega.

O que é que isso significa?

Quer dizer que é possível, dentro de algum tempo, quando não sei, haver algum alívio, primeiro na austeridade e depois com a tal capacidade que os portugueses têm de se desenrascar, que algures em 2013 a economia comece a ter algum crescimento. Se isso acontecer, então saiu-nos muito barato. Quer dizer que por junto tivemos uma quebra de 3,4% ou 4%, talvez 5% – a Grécia tem 21% ou 22%.

As economias ocidentais tiveram um longo período de crescimento. Até que ponto é expectável que se continue a crescer?

O problema é que o crescimento tem mudado muito e hoje crescer tem significados diferentes de antes. E, em alguns países está a levantar-se esse problema, crescer até quando, quando é que isto pára e até que ponto é que o crescimento significa qualidade de vida, satisfação, felicidade. Há aqui um estigma de que quando não se cresce é uma coisa má, mas se calhar não é. Claro que nós não sabemos o que é uma economia saudável que não está em crescimento, se chega um ponto em que a economia pára, os custos fixos ficam cada vez mais importantes e, sobretudo se a população começar a cair, começa a haver ouro tipo de problemas, uma dinâmica que nós não sabemos como funciona. Mas Portugal ainda está muito longe disso, estamos a um nível intermédio, e o nosso objectivo é muito claro, copiar a Áustria, a Bélgica e outros países pequenos europeus.

O que é que isso significa em termos práticos?

Temos de mudar a maneira como estamos a fazer as coisas. Quando se fala nisto, imediatamente aparece um esperto a falar em política de crescimento e planeamento da sociedade portuguesa, que é exactamente a maneira errada, porque essa foi a que nós seguimos nos últimos 15 anos e que nos trouxe ao buraco. É preciso perceber que crescimento económico é uma coisa que as empresas fazem, os mercados, os trabalhadores, os consumidores fazem. O que é preciso é largá-los, não é andar em cima deles com mais regulamentos, mais regras, mais impressos e exigências que, evidentemente, vão ter como consequência o que nós vemos. Defende-se todas as causas menos a da produção, a do emprego. Se não houver dinheiro não há mais nada.

Os bancos têm um papel fundamental no financiamento da economia. Como vê a sua actuação nos últimos tempos?

É preciso dizer que a crise financeira foi uma bolha, uma euforia, em que de alguma maneira todos tivemos culpa. Mas Portugal não esteve na crise internacional, nas subprime, ao contrário de Espanha. Houve países do Paquistão à Suíça e à Polónia que tiveram falências porque tinham lá lixo das hipotecas norte-americanas. Nós não.

Então o que é que nos aconteceu?

O que nos aconteceu foi uma coisa que é preocupante e que ainda não está a ser percebida. Tivemos um fenómeno extraordinário, um problema do Estado. Os mercados internacionais fecharam-se à dívida portuguesa no princípio de 2010, mas até meados de 2011 o governo português fingiu que tinha crédito e impingiu dívida pública à brutalidade para os nossos bancos, que foram obrigados a comprá-la em quantidades industriais, o que agora está a criar problemas enormes; dívida pública e dívida de empresas públicas.

Isso levanta várias questões…

Isto levanta enormes problemas, como a influência política na banca ou a independência financeira das nossas instituições. Voltámos ao tempo da banca nacionalizada…

A banca demorou a dizer chega. Porquê?

Demorou. Certamente que a banca não queria aquele lixo. Qual foi a possibilidade que o engenheiro Sócrates teve de, no fundo, ter a banca no bolso? Não sei, é uma história de influência política... A história do BCP, por exemplo, que foi completamente capturado pelo Estado através de um assalto aberto, dá algumas pistas para perceber isso. Há a Caixa Geral de Depósitos que é pública, outros bancos que estão perto disso, mas esta é uma história que ainda está por contar: porque é que a banca, que claramente não tinha interesse, foi obrigada a comprar dívida.

E a actuação do Banco de Portugal?

Bem, o Banco de Portugal não podia fazer nada, isto não é uma questão de regulamentação bancária. Podia ter feito outras coisas.

Mas é uma questão de supervisão, de garantir que as regras prudenciais são cumpridas…

Há coisas gravíssimas que se podem assacar ao Banco de Portugal, nomeadamente no BPN, que é um roubo que aconteceu ao longo de 20 anos e que o Banco de Portugal não reparou, uma entidade que fez violação gravíssima da prudência financeira e que não foi apanhada por quem devia ter vigiado isso. Aqui é diferente, não é crédito dado a uma empresa, é dado ao Estado, bolas, o Estado não é um ladrão que depois vai fugir com o dinheiro… mas depois é! Claro que eu percebo que o Banco de Portugal não pode vir dizer “não emprestes dinheiro a essa entidade, que é o Estado – e o Banco de Portugal é do Estado…

Agora temos a troika a fazer esse papel…

Tudo isto criou um problema financeiro que tem vários níveis, e é preciso separar as questões. O problema financeiro é um problema que o mundo todo está a ter, os bancos do mundo inteiro estão aflitos porque houve uma crise financeira que ainda está meio resolvida, ainda está tudo muito frágil. A banca portuguesa, embora não estivesse directamente afectada pela questão, sofreu por tabela. Depois, há o problema da banca portuguesa, que está ainda em transformação na Europa, e aí a questão do euro também levanta uma incerteza. Tal como o facto de o Estado português estar falido cria uma má imagem para todas as empresas portuguesas, em particular para os bancos. Todo o país está mal visto por ser Portugal, que está do lado errado das notícias e secou-se o mercado internacional.

Os bancos dizem que têm dinheiro...

Mas têm medo. O terceiro elemento é a própria economia, que está muito frágil. Num momento em que há muita desconfiança internacional sobre a banca, muita desconfiança específica sobre Portugal, têm medo de emprestar. Mas um aspecto novo, que já aconteceu mas que está a voltar e num clima completamente diferente, é o que me preocupa mais: temos outra vez a banca no bolso do Estado. Resultado do último consulado Sócrates – e é preciso ver que o sistema português cabe num táxi, qualquer dia até o banco de trás do táxi chega –, as empresas desses grupos, sendo algumas indiscutivelmente privadas, como o Banco Espírito Santo, emprestaram dinheiro ao Estado porquê? Porque é que o BES emprestou tanto, se sabia que era uma estupidez? Esta nova influência política, descarada numa altura em que o mundo é completamente diferente, em que a Europa está toda aberta financeiramente, assusta-me.

Como é que a banca se pode libertar dessa parte do negócio?

É uma negociação política, uma vez mais. Agora a banca vai ter de estar outra vez enfiada com o governo em negociações até normalizar a situação. Ou não. Não tenho a certeza que o Estado que saboreou ter a banca no bolso queira agora largá-la.

Prefere a CGD pública ou privada?

Ser pública não tem problema, ser privada também não. Passar de pública a privada é que é assustador.

É-lhe indiferente de quem é o capital a quem são vendidas as empresas públicas?

Fazer privatizações por razões financeiras e não por razões económicas é asneira. Não estou a criticar o governo, se algum governo critico é aquele que nos pôs nesta situação. Esta circunstância foi forçada, este governo não tem culpa. Agora, se é vendida a chinês ou angolano isso, sinceramente, não me faz mossa. Mas é importante que seja bem escolhido, são empresas necessárias para o país, já estamos a rapar o fundo do tacho. Pode haver aqui problemas, quando estamos a falar da RTP, da TAP… Infelizmente a gestão pública das empresas nunca foi brilhante.

A RTP é fundamental?

A RTP tem um valor cultural enorme em termos de arquivo. Depois, como televisão, é um contra-senso: por um lado tem de fazer serviço público, que nunca ninguém soube muito bem o que era, por outro concorre com as outras mas tem dinheiros públicos, que é uma batota em termos de concorrência. Uma vez mais, no meio de uma trovoada enorme é que se vão resolver coisas que se deviam ter resolvido com calma. Tenham vergonha na cara e vejam quem nos pôs nesta situação e quem criou as condições para que isto acontecesse.

Sobre as PPP, esperava mais?

O conceito de parceria público-privada é extraordinariamente complicado, é uma tentativa difícil de conseguir o bom de dois lados, juntar ao interesse público a boa gestão do privado. Mas é possível conseguir o mal de dois lados, uma má gestão e ir tudo para o bolso dos privados, que em alguns casos foi o que aconteceu. O que aconteceu em Portugal é que temos mais PPP que todos os países da Europa somados. A forma como foi feito é de loucos e atingiu proporções homéricas, com coisas absolutamente assustadoras. Mas isto não tem a ver com a crise, porque as PPP este ano e no próximo dão trocos. Com as PPP, o governo anterior empenhou os seus sucessores durante décadas. É assustador ver como é que aconteceu, em democracia e com a Europa a ver…

Ainda acredita na Europa?

A União Europeia é uma impossibilidade histórica. É impossível ter 27 países unidos, portanto é uma coisa que está sempre à beira do abismo, foi assim que nasceu. Esta crise é causada pelo problema de sempre, que é um problema de solidariedade e que começa pelo abuso da solidariedade por parte dos mais fracos. A Grécia abusou, Portugal abusou, Espanha abusou escandalosamente da solidariedade dos outros, endividando-se à maluca e, no fundo, violando abertamente as regras.

Mas com a conivência de todos…

Sim, nas barbas de toda a gente. Mas penso que a Europa ainda tem muitas cartas para dar e vai sair mais forte desta crise.

Como viu a decisão de ontem do BCE?

O BCE deu finalmente um sinal de que o euro é mais importante, mas vamos ver se chega e se vai a tempo, eu acredito que sim. O facto de os alemães terem votado contra – e Merkel não podia ter feito outra coisa, porque internamente está a ser pressionada –, até pode ser positivo. Se tivesse bloqueado a decisão teria sido dramático.

Voltando a Portugal, como é que é ser assessor económico de Cavaco Silva?

Foi uma experiência única. O professor Cavaco Silva é um técnico, foi meu professor e é um professor. Dentro do gabinete dele não havia influências políticas, não havia tricas, havia trabalho técnico e ele separava muito bem as coisas. Está permanentemente a trabalhar e sabe tudo de cor, estatísticas, indicadores, decretos...

Conheceu vários políticos…

Na política está o melhor e o pior da sociedade portuguesa.

Quem é o pior?

Não vou dizer nomes, mas os melhores e os piores são autarcas.

Quem pode ser o próximo Presidente da República?

Não faço ideia, mas temos muita gente. Só que no nosso sistema, infelizmente, o Presidente não conta nada. O Presidente da República, que é pessoalmente eleito pelo povo, só intervém se usar a bomba atómica, que é demitir o governo ou o parlamento. É um contra-senso. Mas, se não houvesse limitação de mandatos os presidentes ficavam lá para sempre. Mas para fazer o quê, o que é que fizeram todos? Podem estragar, e o homem que mostrou isso claramente foi Mário Soares. Com o professor Cavaco Silva mostrou que podia meter muitos paus na engrenagem para impedir as coisas de andar. A não ser que haja um Mário Soares, que andou a fazer terrorismo e que quando tem oportunidade de estragar a vida ao governo usa-a, este não é um bom sistema.

O actual governo, fica até ao fim?

A experiência da AD foi sempre má, nunca tivermos uma aliança democrática que chegasse ao fim. Mas vamos ver, eu espero que sim, porque era indispensável que tal acontecesse. Os dois partidos do governo sabem que se por acaso não chegarem ao fim estão perdidos.

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