A nova esquerda está razoavelmente enamorada de Gore, conveniente profeta do clima, e pouco discreto plagiador das teses nazis de Heidegger.
Apesar de ser americano, não porque tenha sido derrotado pelo tenebroso e estúpido Bush (estúpido por definição, claro, e não há licenciaturas e mestrados em Harvard e Yale que possam desmentir tal Verdade Revelada).
Ok, concedo que também será um bocadinho por isso.
Mas a verdadeira razão, a da Bayer, aquela que nem às paredes se confessa é que a teoria do “global warming”, (entretanto travestida em “climatic change”, logo que se descobriu que havia tantos locais a arrefecer como a aquecer e que a coisa tinha séculos pela frente), permite culpar o homem, esse belzebu, e, ó felicidade, o “capitalismo selvagem”
É a tábua de salvação da esquerda, órfã ideológica e reduzida às gesticulações do “contra” após o funeral do “socialismo real”.
As revelações do Jeremias do séc. XIX são um autêntico albergue espanhol. Dão para tudo, sobretudo para condenar a pérfida “globalização neoliberal”, vagamente responsável pelo crescimento sem precedentes da economia mundial e pelo facto de centenas de milhões de seres humanos terem descolado da pobreza absoluta, nomeadamente na Ásia.
Que não é só o Gore, rejubilam os rouxinóis. O IPCC carimba e o IPCC é grande, não há outro Deus que não o IPCC e Gore é o seu Profeta.
Os seus relatórios assentam em papers de milhares de especialistas e políticos.
Como eles são seleccionados, não se sabe bem, mas parece que a imparcialidade e o cepticismo científicos não são o critério prevalecente porque, enfim, não faz sentido recrutar ateus para difundir o evangelho.
Tantos “especialistas” por metro quadrado, tornam livre e irresponsável a asneira e o rigor fica um bocado para 2º plano, perante a paixão doutrinadora e a dinâmica do cardume.
Os crentes, esses não se preocupam com minudências do género de informar no 3º Relatório que o ano mais quente do séc. XX foi o de 1998, quando afinal parece que foi o de 1934, etc.
Enfim, peanuts!
O que conta é que a esquerda, desconcertada com o êxito da liberdade económica e da globalização, encontrou nesta bíblia um abrigo à medida, e uma nova “causa”, porque esta malta não funciona sem “causas” e convém de vez em quando disfarçar o antiamericanismo pavloviano por detrás do manto diáfano das "causas".
Assim, graças a uma ONU cada vez menos credível e a um profeta esperto que nem um alho, a esquerda tem nova bandeira, brande os punhos internacionalistas, e exige que sejam tomadas medidas para o nosso bem, medidas que nos vão ao bolso, que nos limitam a liberdade, que nos fazem reféns do medo e que exigem sobretudo uma “acção concertada”, novo eufemismo para a velha receita da planificação centralizada, menu habitual, que deu sempre pratos indigestos, mas desta vez com ingredientes de muito difícil desconstrução.
Quando se juntava ao prato coisas vagas como o “imperialismo”, o “grande capital”, o “neoliberalismo” e patati patatá, a malta olhava de esguelha, resmungava e ia até ao bar petiscar uns tremoços, emborcar um fino e ver o Benfica.
Agora não.
Agora, cada vez que chover demais ou de menos, fizer um frio de rachar ou uma caloraça tropical, lá está o dedinho do Gore a berrar que a culpa é do “climatic change”, logo do capitalismo, logo da globalização, logo do Bush, logo dos americanos.
Todos os caminhos vão dar a Roma, mas este é do caraças, porque não pode ser desmentido. Se aquecer, o Gore, dedinho espetado, a dizer “eu não vos dizia?”. Se não aquecer, o Gore aparece também a fazer cafuné na nossa cabeça, que vamos muito bem porque estamos a fazer o que ele mandou.
Se não podes com eles, junta-te a eles, parece ser a máxima de Sarkozy, que resolveu entrar no folclore, prestou a sua homenagem ao Profeta Gore, com fanfarras e luzes e, logo a seguir, garantiu que a França vai continuar a apostar cada vez mais no nuclear, coisa que o Gore acha mal, e a esquerda festiva e anti-tecnológica abomina.
Ou muito me engano, ou o capitalismo vai, não tarda muito, ganhar umas massas à conta desta nova bandeira folclórica tal como fez com o merchandising do Che.
It is quite gratifying to feel guilty if you haven't done anything wrong: how noble! (Hannah Arendt).
Teste
teste
sexta-feira, 16 de maio de 2008
CARTUNISTA PRESO EM AMESTERDÃO...

O cartunista Gregorius Nekschot (nome de guerra) foi preso na terça-feira em Amesterdão e teve que permanecer durante 1 dia e meio na cárcere!!!
Segundo o Ministério Público os seus desenhos são insultuosos para muçulmanos. A polícia revistou a casa do cartunista e levou algum material, nomeadamente o seu livro Nekschot: Misselijke Grappen (piadas repugnantes, red.) assim como o seu computador.
Gregorius Nekschot (nick), odiado por uns e amado por outros, é um jovem bastante simpático e bem falante a quem fui apresentado há uns anos atrás numa festa do blogue Frontaal Naakt onde ele publica muitos dos seus desenhos. Já publicava no site de Theo van Gogh, que era um grande admirador de Gregorius.
Ainda não se sabe precisamente de onde partiu a acusação que deu origem à prisão do cartunista. Sugere-se o íman Abdul-Jabbar van de Ven - holandês que se converteu ao Islão aos 14 anos e que em 2004 afirmou num programa da televisão que do fundo do seu coração desejava que Geert Wilders morresse de cancro daqui a dois anos - que fez uma queixa contra o artista em 2005. A queixa, 3 anos depois, pode estar na origem desta prisão e da busca da casa do cartunista.
Segundo o Ministério Público os seus desenhos são insultuosos para muçulmanos. A polícia revistou a casa do cartunista e levou algum material, nomeadamente o seu livro Nekschot: Misselijke Grappen (piadas repugnantes, red.) assim como o seu computador.
Gregorius Nekschot (nick), odiado por uns e amado por outros, é um jovem bastante simpático e bem falante a quem fui apresentado há uns anos atrás numa festa do blogue Frontaal Naakt onde ele publica muitos dos seus desenhos. Já publicava no site de Theo van Gogh, que era um grande admirador de Gregorius.
Ainda não se sabe precisamente de onde partiu a acusação que deu origem à prisão do cartunista. Sugere-se o íman Abdul-Jabbar van de Ven - holandês que se converteu ao Islão aos 14 anos e que em 2004 afirmou num programa da televisão que do fundo do seu coração desejava que Geert Wilders morresse de cancro daqui a dois anos - que fez uma queixa contra o artista em 2005. A queixa, 3 anos depois, pode estar na origem desta prisão e da busca da casa do cartunista.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Voos secretos
Ouvi hoje numa rádio qualquer que Ana Gomes apoia uma intervenção militar em Myanmar para forçar a entrada de ajuda humanitária.
Será mesmo verdade? A ser, por voos legais ou secretos?
....
Cá está:
Bem diz Fernando Martins no Cachimbo de Magritte:
Será mesmo verdade? A ser, por voos legais ou secretos?
....
Cá está:
É tempo de a comunidade internacional - através da ONU, das ONGS humanitárias e dos media internacionais - entrar de roldão na Birmânia.Entrar de roldão: uma nova estratégia multilateralista de paz.
Bem diz Fernando Martins no Cachimbo de Magritte:
Sempre me pareceu haver qualquer coisa do presidente George W. Bush na deputada Ana Gomes!.
Parabéns, Israel
Vontade, organização, perseverança, resistência, inteligência, coragem, amor-próprio. Com a congregação destas qualidades humanas se iniciou em 1948 um Estado num lugar inóspito e pobre, a terra de Israel. Foi atacado por vizinhos com exércitos muito mais numerosos e, contrariando as probabilidades, venceu, como David a Golias. Com aquelas mesmas qualidades humanas, Israel passou em sessenta anos do nada a uma das mais importantes potências científicas e militares do mundo.
Israel é hoje terra de progresso, cultura, tolerância, pluralismo, democracia e liberdade, afinal os condimentos que são simultaneamente a razão do seu sucesso e a motivação dos ódios dos seus inimigos, sejam eles vizinhos ou mais afastados.
A guerra promovida pelos inimigos de Israel faz-nos chegar quase sempre, ou só, as imagens de um conflito. Esquecido ou ignorado fica o lado progressivo e feliz daquele lugar.
Israel é um bastião do Ocidente rodeado por vizinhos corruptos e medievalescos e sob sua constante ameaça. Esperemos que um dia os seus inimigos permitam que seja também um lugar de paz.
Até lá, e em defesa da Liberdade, os inimigos de Israel são também nossos inimigos.
Israel declarou a sua independência neste dia há sessenta anos, coincidindo com a antecipação da saída das forças britânicas.
Longa vida a Israel.
Israel é hoje terra de progresso, cultura, tolerância, pluralismo, democracia e liberdade, afinal os condimentos que são simultaneamente a razão do seu sucesso e a motivação dos ódios dos seus inimigos, sejam eles vizinhos ou mais afastados.
A guerra promovida pelos inimigos de Israel faz-nos chegar quase sempre, ou só, as imagens de um conflito. Esquecido ou ignorado fica o lado progressivo e feliz daquele lugar.
Israel é um bastião do Ocidente rodeado por vizinhos corruptos e medievalescos e sob sua constante ameaça. Esperemos que um dia os seus inimigos permitam que seja também um lugar de paz.
Até lá, e em defesa da Liberdade, os inimigos de Israel são também nossos inimigos.
Israel declarou a sua independência neste dia há sessenta anos, coincidindo com a antecipação da saída das forças britânicas.
Longa vida a Israel.
"Viva la muerte"?
An entire generation pumping gas, waiting tables; slaves with white collars. Advertising has us chasing cars and clothes, working jobs we hate so we can buy shit we don't need. We're the middle children of history. No purpose or place.
No mundo grego a unica imortalidade que se almejava era o nao esquecimento do nome, os homens morriam, as comunidades eram eternas, a cristandade inverteu a ordem, a unica coisa que tinham de fazer era dar meia volta, o mundo chega ao fim, o homem terá vida eterna. Hoje, oh merdosos homens, o mundo chega ao fim e vós com ele, comprem e serao felizes! O tempo é dos filisteus, e só os filisteus se varejam por ai felizes, paz às suas almas, "o devir nao tem objectivo", para lá do filintismo, andamos todos a torcer por uma equipa de que nao fazemos parte, iludidos, porque precisamos de ilusoes, a verdade é tragica - Nietzsche explicou - e o criminoso, verme que nega a ortodoxia ou escolhe uma das tribos que promete a felicidade terrena, ou sente uma violenta atracçao pelo niilismo. A nossa vontade, citando Nietzsche, "prefere querer o nada mais do que nao querer". Havera certamente um prazer orgastico em assentar as nadegas in the front row seats of the Theater of Mass Destruction. Pois mais do que ao nao-ser brindemos ao fim da historia, ao fim da dialectica hegeliana, ao pó que tudo isto será um dia. Mais do que à redençao do "eterno retorno", corramos pela condenaçao ao nihil. Procuravam um homem novo? ei-lo. Um revolucionario sem causa, sem familia, sem deus, sem patria ou classe. Um homem da multidao, sem multidao. Um novo abismo pessoal, sem pathos ou logos, mas com uma proairesis transformada em lista de compras. Uma nova comunidade, um grupo de uma unidade, um lider e um seguidor, a voz que manda é a voz que obedece, a voz que vai genuflectindo respeitosamente espera pela voz de um tirano que esmaga homens, "o espirito do mundo a cavalo", " a alma universal num unico ponto do espaço". Em vez de um super-homem, quedamos no sub-homem, sabe que o aborrecimento existencial em que o meteram nao tem qualquer meta ou finalidade e flagela-se por isso. Eis a sua tragedia, nao há soluçao alguma ou palavra de consolo para o seu desespero. Estamos sozinhos, é cada um por si, e só o nada tem sentido.
Which is worse, hell or nothing? Burn the museums, wipe your ass with the Mona Lisa. This way, at least God will know your name.
No mundo grego a unica imortalidade que se almejava era o nao esquecimento do nome, os homens morriam, as comunidades eram eternas, a cristandade inverteu a ordem, a unica coisa que tinham de fazer era dar meia volta, o mundo chega ao fim, o homem terá vida eterna. Hoje, oh merdosos homens, o mundo chega ao fim e vós com ele, comprem e serao felizes! O tempo é dos filisteus, e só os filisteus se varejam por ai felizes, paz às suas almas, "o devir nao tem objectivo", para lá do filintismo, andamos todos a torcer por uma equipa de que nao fazemos parte, iludidos, porque precisamos de ilusoes, a verdade é tragica - Nietzsche explicou - e o criminoso, verme que nega a ortodoxia ou escolhe uma das tribos que promete a felicidade terrena, ou sente uma violenta atracçao pelo niilismo. A nossa vontade, citando Nietzsche, "prefere querer o nada mais do que nao querer". Havera certamente um prazer orgastico em assentar as nadegas in the front row seats of the Theater of Mass Destruction. Pois mais do que ao nao-ser brindemos ao fim da historia, ao fim da dialectica hegeliana, ao pó que tudo isto será um dia. Mais do que à redençao do "eterno retorno", corramos pela condenaçao ao nihil. Procuravam um homem novo? ei-lo. Um revolucionario sem causa, sem familia, sem deus, sem patria ou classe. Um homem da multidao, sem multidao. Um novo abismo pessoal, sem pathos ou logos, mas com uma proairesis transformada em lista de compras. Uma nova comunidade, um grupo de uma unidade, um lider e um seguidor, a voz que manda é a voz que obedece, a voz que vai genuflectindo respeitosamente espera pela voz de um tirano que esmaga homens, "o espirito do mundo a cavalo", " a alma universal num unico ponto do espaço". Em vez de um super-homem, quedamos no sub-homem, sabe que o aborrecimento existencial em que o meteram nao tem qualquer meta ou finalidade e flagela-se por isso. Eis a sua tragedia, nao há soluçao alguma ou palavra de consolo para o seu desespero. Estamos sozinhos, é cada um por si, e só o nada tem sentido.
Which is worse, hell or nothing? Burn the museums, wipe your ass with the Mona Lisa. This way, at least God will know your name.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Eu cá tinha uma ideia melhor..
O Bispo de Leiria-Fátima apelou para que a Europa "reparta a abundância com África".
Eu cá tinha uma ideia melhor: em vez de andarem a fazer igrejas no valor de 80 milhões de euros (há quem diga que foi bem mais...), que tal dar esse dinheiro para ajudar África? Que tal utilizar as avultadas quantias de dinheiro que obviamente o Santuário de Fátima faz (será que chegam aos milhares de milhões de euros?), para ajudarem os Africanos? Que tal permitirem o uso do preservativo e da pílula para ajudarem os Africanos?
A Igreja Católica acha-se, de certa forma, a única e "verdadeira" ajudante dos Africanos. Pois claro, os estados estão movidos por interesses, a Igreja Católica não...
Não estou, com isto, a menosprezar o trabalho dos missionários, das irmãs e dos padres em África, nem a ajuda que a Igreja dá, mas é preciso ter lata para se dizer certas coisas.
Islão e democracia
Na rua islâmica predominam os regimes ditatoriais, e é preciso fazer prodigiosas piruetas intelectuais para não relacionar o facto com a religião em si.
O Islão não parece ser apenas uma religião como as outras. Desde o berço está estreitamente comprometida com a política e o Profeta era ele mesmo um chefe político, militar e religioso.
Um Califa.
Poderá o Islão algum dia dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus?
No cristianismo não foi fácil. A Cidade de Deus só se separou da Cidade do Homem após séculos de violentas confrontações.
O Islão não logrou essa evolução e o problema parece estar justamente na sharia, uma fonte de direito anti-democrática e absolutista, porque não é “feita” pelos homens, mas sim directamente outorgada por Deus. A sharia assenta numa visão do mundo que pressupõe governantes autocráticos e súbditos submissos (Islão significa “submissão”).
Dispensa pois o conceito de "cidadão".
É a sharia que exorta à jihad para expandir o Islão; é a sharia que determina a diferença de privilégios entre muçulmanos e não muçulmanos numa sociedade por ela regida; é a sharia que fundamenta a discriminação entre homens e mulheres e as sentenças de morte por apostasia ou blasfémia.
Para avançarem no caminho da modernidade, os muçulmanos teriam de rejeitar a sharia, coisa que não parecem ter nenhuma intenção de fazer
Kemal Ataturk, o fundador da Turquia moderna, ele próprio um autocrata impiedoso, compreendeu o fenómeno e não só adoptou o direito romano, como proibiu as manifestações públicas da religiosidade islâmica e chegou ao extremo de mudar o alfabeto de arábico para latino.
A receita é tão fácil de formular como difícil de aplicar.
No Médio Oriente as fortes pertenças tribais tendem sempre a desembocar em soluções que variam entre o centralismo tirânico, a pulverização do poder até à célula tribal, com o Islão sempre como pano de fundo. O terreno não é de modo algum propício ao constitucionalismo, ao estado de direito, à cidadania, à igualdade de géneros e outros requisitos de uma moderna democracia liberal.
A nível global, a ideologia islamista, que alguns já classificaram de islamofascista, define a democracia como o principal inimigo do Islão, recusa os pressupostos da modernidade e preconiza um regresso às imaginárias glórias do passado, pela reafirmação da sharia.
E neste aspecto, tanto Bin Laden, à boa cheia, como o 1º ministro turco, com mais subtileza, tanto os radicais como os “moderados”, procuram o mesmo: uma ordem centralizada e anti-democrática.
Os islamistas consideram que a democracia é incompatível com o Islão. Hassan Al Banna definiu-a mesmo como “uma traição aos valores islâmicos". Yusuf al-Qaradawi, o iman residente da Al-Jazeera, convidado de honra de algumas luminárias da esquerda europeia e que dardejou fatwas sobre o Pokemon, considera que as eleições são “heréticas”.
Apesar disso, os islamistas não hesitam em usar o formalismo democrático para legitimar o seu poder aos olhos da esquerda mundial. O Hamas ganhou eleições e não falta na esquerda quem, por esse facto, considere esta organização terrorista como interlocutor válido, como se os votos lhe tivessem reconstruído o hímen.
O que a esquerda não entende, porque ignora o conceito de Taqyya, é que a paródia democrática, longe de mostrar que os islamistas se renderam subitamente aos valores democráticos, indica, isso sim, a sua extraordinária flexibilidade táctica,
Erdogan, 1º ministro da “democrática”, Turquia, num momento de descontracção verbal, não o podia ter dito melhor “A democracia é como um autocarro. Quando chegas ao teu destino, sais"
O Islão não parece ser apenas uma religião como as outras. Desde o berço está estreitamente comprometida com a política e o Profeta era ele mesmo um chefe político, militar e religioso.
Um Califa.
Poderá o Islão algum dia dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus?
No cristianismo não foi fácil. A Cidade de Deus só se separou da Cidade do Homem após séculos de violentas confrontações.
O Islão não logrou essa evolução e o problema parece estar justamente na sharia, uma fonte de direito anti-democrática e absolutista, porque não é “feita” pelos homens, mas sim directamente outorgada por Deus. A sharia assenta numa visão do mundo que pressupõe governantes autocráticos e súbditos submissos (Islão significa “submissão”).
Dispensa pois o conceito de "cidadão".
É a sharia que exorta à jihad para expandir o Islão; é a sharia que determina a diferença de privilégios entre muçulmanos e não muçulmanos numa sociedade por ela regida; é a sharia que fundamenta a discriminação entre homens e mulheres e as sentenças de morte por apostasia ou blasfémia.
Para avançarem no caminho da modernidade, os muçulmanos teriam de rejeitar a sharia, coisa que não parecem ter nenhuma intenção de fazer
Kemal Ataturk, o fundador da Turquia moderna, ele próprio um autocrata impiedoso, compreendeu o fenómeno e não só adoptou o direito romano, como proibiu as manifestações públicas da religiosidade islâmica e chegou ao extremo de mudar o alfabeto de arábico para latino.
A receita é tão fácil de formular como difícil de aplicar.
No Médio Oriente as fortes pertenças tribais tendem sempre a desembocar em soluções que variam entre o centralismo tirânico, a pulverização do poder até à célula tribal, com o Islão sempre como pano de fundo. O terreno não é de modo algum propício ao constitucionalismo, ao estado de direito, à cidadania, à igualdade de géneros e outros requisitos de uma moderna democracia liberal.
A nível global, a ideologia islamista, que alguns já classificaram de islamofascista, define a democracia como o principal inimigo do Islão, recusa os pressupostos da modernidade e preconiza um regresso às imaginárias glórias do passado, pela reafirmação da sharia.
E neste aspecto, tanto Bin Laden, à boa cheia, como o 1º ministro turco, com mais subtileza, tanto os radicais como os “moderados”, procuram o mesmo: uma ordem centralizada e anti-democrática.
Os islamistas consideram que a democracia é incompatível com o Islão. Hassan Al Banna definiu-a mesmo como “uma traição aos valores islâmicos". Yusuf al-Qaradawi, o iman residente da Al-Jazeera, convidado de honra de algumas luminárias da esquerda europeia e que dardejou fatwas sobre o Pokemon, considera que as eleições são “heréticas”.
Apesar disso, os islamistas não hesitam em usar o formalismo democrático para legitimar o seu poder aos olhos da esquerda mundial. O Hamas ganhou eleições e não falta na esquerda quem, por esse facto, considere esta organização terrorista como interlocutor válido, como se os votos lhe tivessem reconstruído o hímen.
O que a esquerda não entende, porque ignora o conceito de Taqyya, é que a paródia democrática, longe de mostrar que os islamistas se renderam subitamente aos valores democráticos, indica, isso sim, a sua extraordinária flexibilidade táctica,
Erdogan, 1º ministro da “democrática”, Turquia, num momento de descontracção verbal, não o podia ter dito melhor “A democracia é como um autocarro. Quando chegas ao teu destino, sais"
Do socialismo
Cá está. Estes dois, socialistas dos 4 costados, são ainda mais iguais que os outros. Que giro.
Será que eu poderia ficar isento de pagamento de impostos se perguntasse aos outros portugueses se se importariam? Talvez até se pudesse fazer um referendo.
O nosso 1º não tem vergonha na cara.
[Via Blasfémias]
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Será que eu poderia ficar isento de pagamento de impostos se perguntasse aos outros portugueses se se importariam? Talvez até se pudesse fazer um referendo.
O nosso 1º não tem vergonha na cara.
[Via Blasfémias]
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terça-feira, 13 de maio de 2008
Ratificação do Tratado de Lisboa (atraso: 4 dias)
A aprovação do Tratado de Lisboa por via parlamentar na generalidade dos países europeus é um exercício notável de desonestidade protagonizado pela maior parte dos políticos europeus.No passado dia 9 foi a vez do PR ratificar o tratado. No breve discurso, uma frase que ressalta: “O Tratado de Lisboa é uma grande oportunidade e um grande desafio à vontade política dos líderes europeus. O seu sucesso exige determinação política e convergência de esforços entre os líderes dos Estados membros e das instituições europeias.”
Portanto, para Cavaco, isto do TL e do seu sucesso é coisa que tem a ver com os políticos e não os indivíduos. Sem dúvida que tem razão. Aliás já se tinha percebido que era assim; tanto em Portugal, como em quase todos os países europeus, os políticos tiveram medo dos seus próprios povos e optaram por jogar seguro, isto é, à porta fechada
A verdade é que há fortíssimas razões para dizer NÃO ao Tratado de Lisboa:
- o TL reforça os poderes das instituições de Bruxelas que já fazem cerca de metade das Leis que vigoram em cada Estado Membro sem possibilidade de oposição dos parlamentos nacionais;
- o TL faz baixar a novas caves o nível da democracia do agregado europeu ou, melhor dito, o poder dos cidadãos de cada país de viver segundo as suas escolhas e não segundo as escolhas de um diretório político supranacional que a maioria desconhece e pelo qual não se interessa;
-o TL contém mecanismos legais que permitem por aprovação maioritária o alargamento dos poderes da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu sem necessidade de novos acordos ou tratados.
O Tratado de Lisboa vai contra a democracia e contra a liberdade das nações e dos indivíduos da Europa. Por essa via, o Tratado de Lisboa é anti-europeu.
Para acabar, um exercício de antevisão. a UE como projeto político falhará, tal como falharam todos os projetos de aglomeração política do continente no passado – Roma, Carlos Magno, Napoleão, Hitler. A via natural da Europa é a diversidade e não a uniformidade. A União Europeia é uma antítese da Europa.
SOCIALISMO VERSUS CAPITALISMO
Uma homenagem à excelente analogia de Luis Oliveira, publicado no dia 11 de Maio, com a sua escolha do genial diálogo do filme Life of Brian, onde se demonstra o que realmente é feito para melhorar a nossa ‘bidinha’ e que as pessoas (sobretudo à esquerda) têm tendência para esquecer…Isto lembra-me automaticamente uma definição muito gira de Capitalismo que li há tempos num blogue holandês da autoria de Daniel T. Boom:
Graças ao Capitalismo têm hoje milhares de pessoas um nível de vida que há cem anos atrás era privilégio de alguns ricos.
E do mesmo autor traduzi uma curta análise sobre a superioridade moral do Capitalismo!!! Eu, que sempre pensei que neste capítulo o Socialismo era imbatível, que tinha o monopólio da superioridade moral, começo a duvidar…
A superioridade moral do Capitalismo provém do simples princípio que toda a gente é igual à sua conta bancária. Quer isto dizer que toda a gente tem (um determinado) valor, mesmo aqueles que têm a conta abaixo de zero: porque pagam juros. Não se pode exterminar pessoas em larga escala, porque isso corresponde ao maior pecado que se possa imaginar num sistema capitalista: desperdício de capitais.
Além disso, devido às desigualdades inerentes ao sistema, as pessoas tentam criar bem-estar e enriquecer. Um idiota com uma boa ideia, e milhões de pessoas vão ter o proveito. Vão ser criados postos de trabalho, e o capital adquirido com a boa ideia vai ser por sua vez gasto. Com isso cria-se mais postos de trabalho e mais bem-estar.
Há quem diga que o Socialismo é melhor porque todas as pessoas são iguais. Mas esqueceram-se de lhes perguntar: iguais a quê?
Num sistema socialista o individuo não é nada, e é a isso que todas as pessoas são iguais: A NADA…
A consequência disto é que o sistema socialista pode sacrificar nas calmas um enorme número de pessoas numa guerra ou para defender um ideal. As pessoas não contam, as massas não são nada, é tudo subordinado ao magnífico e sublime ideal. Não é por acaso que o único produto em que a União Soviética podia competir (mal) com o Ocidente era o armamento.
Outro efeito secundário do sistema capitalista: hoje em dia já não se morre necessariamente de HIV. E porquê?
Porque a indústria farmacêutica, em grande parte americana, pode ganhar rios de dinheiro com o desenvolvimento de medicamentos.
No século 19 já o Eça, que era visionário, tinha, nas Cartas de Inglaterra, um pensamento muito parecido sobre o colonialismo inglês:
(…) o seu esforço consiste em reduzir as civilizações estranhas ao tipo da sua civilização anglo-saxónica. O mal não é grande quando eles operam sobre a Zululândia e sobre a Cafraria, nessas vastidões da Terra Negra, onde o selvagem e a sua cubata mal se distinguem das ervas e das rochas, e são meros acessórios da paisagem: aí encontram apenas uma matéria bruta, onde nenhuma anterior forma de beleza original se estraga quando eles [ingleses] a refundem para a fazer à sua imagem. Vestir o desventurado rei negro Cetewayo como eles agora fizeram de coronel de infantaria; obrigar os chefes dos Basutos a saber de cor os nomes da família real inglesa, são talvez actos de despotismo, mas não deterioraram nenhuma primitiva originalidade de linha ou de ideia. Para Cetewayo, que andava nu, uma fardeta, mesmo de infantaria, não faz senão vesti-lo; e é indiferente que dentro do crânio dos Basutos haja só fórmulas de invocação ao manipanso, ou também nomes de príncipes da Casa de Hanover.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Lockdown
Valerá a pena ler este artigo sobre "educação moderna".
Não tarda muito seremos mais broncos que a generalidade dos chineses, mas quereremos ainda ganhar como nababos. Cá pr'a mim teremos azar.
.
Não tarda muito seremos mais broncos que a generalidade dos chineses, mas quereremos ainda ganhar como nababos. Cá pr'a mim teremos azar.
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O Horror!
O Governo espanhol é um dos mais avançados do mundo, como assevera o Dr Mário Soares, e a igualdade de género é ali assunto sério.
Zapatero ainda não terá engravidado, mas fala-se à boca cheia de mulheres a passar revista às tropas enquanto dão à luz, e decretos governamentais proibem aos magalas o acesso às fotos e vídeos de mulheres-objecto (gajas boas e bem despidas, em português)
Um destes dias, a vice-1ª ministra, senhora de fraca prateleira, mas bastante iluminada, feminista e cheia de ideias laicas e avançadas, foi visitar o Níger, levando aos indígenas a resplandecência dos ideais zapateirais e multiculturais, sob o lema "Mujeres por un mundo mejor"Toda ela era sorrisos e compreensão quando a meteram na foto com o Mestre Bambo e uma trupe de mulheres, devidamente vestidas com o decoro que a sharia determina.
Como é visível nas imagens a Srª de La Vega, apesar de já não estar em condições de passear orgulhosamente a barriga, como a sua famosa colega, ostentava o ar sorridente e feliz de quem está entre os seus, no avançadíssimo patamar da Aliança das Civilizações, junto às demais fêmeas, sob a asa protectora do Professor Bambo.
Sacados os flashes, veio-se a saber que aquele mulherio todo não era afinal o Conselho de Ministros, mas tão só o harém do Professor Bambo.
A Srª de La Vega chocada pelo facto de a sua boa consciência igualitária a ter feito cair em tão desagradável situação, declarou-se «horrorizada».
Horrorizada porquê?
Porque foi abalroada, em directo e ao vivo, pelo paradoxo conceptual entre a tralha ideológica que uma certa esquerda gosta de ostentar nos níveis mais altos da estratosfera, e as complexas realidades da lama, onde poucas coisas se prestam à simplificadora arrogância moralista que caracteriza esta gente.
A Srª de La Vega foi ao Níger falar da igualdade dos géneros e levou na tromba com o verdadeiro conteúdo do relativismo cultural, acabando arrolada na foto de família do serralho do Prof Bambo.
Ela, parte de um governo que tem feito carreira atacando fanaticamente os “arcaicos” valores cristãos, e que faz manguitos ao Papa com o mesmo entusiasmo com que celebra alianças com os representantes do islamismo, recebeu ali um banho de realidade.
E, uma vez que estamos em desempenado clima da compreensão multicultural, já que a senhora se horroriza pelo facto de o Professor Bambo casar simultaneamente com várias jovens mulheres, seria interessante perguntar ao cromo se considera justificado esse “horror”, por parte de alguém que, no seu país, acha “moderno” e “avançado” que homens se casem com outros homens.
Zapatero ainda não terá engravidado, mas fala-se à boca cheia de mulheres a passar revista às tropas enquanto dão à luz, e decretos governamentais proibem aos magalas o acesso às fotos e vídeos de mulheres-objecto (gajas boas e bem despidas, em português)
Um destes dias, a vice-1ª ministra, senhora de fraca prateleira, mas bastante iluminada, feminista e cheia de ideias laicas e avançadas, foi visitar o Níger, levando aos indígenas a resplandecência dos ideais zapateirais e multiculturais, sob o lema "Mujeres por un mundo mejor"Toda ela era sorrisos e compreensão quando a meteram na foto com o Mestre Bambo e uma trupe de mulheres, devidamente vestidas com o decoro que a sharia determina.
Como é visível nas imagens a Srª de La Vega, apesar de já não estar em condições de passear orgulhosamente a barriga, como a sua famosa colega, ostentava o ar sorridente e feliz de quem está entre os seus, no avançadíssimo patamar da Aliança das Civilizações, junto às demais fêmeas, sob a asa protectora do Professor Bambo.
Sacados os flashes, veio-se a saber que aquele mulherio todo não era afinal o Conselho de Ministros, mas tão só o harém do Professor Bambo.
A Srª de La Vega chocada pelo facto de a sua boa consciência igualitária a ter feito cair em tão desagradável situação, declarou-se «horrorizada».
Horrorizada porquê?
Porque foi abalroada, em directo e ao vivo, pelo paradoxo conceptual entre a tralha ideológica que uma certa esquerda gosta de ostentar nos níveis mais altos da estratosfera, e as complexas realidades da lama, onde poucas coisas se prestam à simplificadora arrogância moralista que caracteriza esta gente.
A Srª de La Vega foi ao Níger falar da igualdade dos géneros e levou na tromba com o verdadeiro conteúdo do relativismo cultural, acabando arrolada na foto de família do serralho do Prof Bambo.
Ela, parte de um governo que tem feito carreira atacando fanaticamente os “arcaicos” valores cristãos, e que faz manguitos ao Papa com o mesmo entusiasmo com que celebra alianças com os representantes do islamismo, recebeu ali um banho de realidade.
E, uma vez que estamos em desempenado clima da compreensão multicultural, já que a senhora se horroriza pelo facto de o Professor Bambo casar simultaneamente com várias jovens mulheres, seria interessante perguntar ao cromo se considera justificado esse “horror”, por parte de alguém que, no seu país, acha “moderno” e “avançado” que homens se casem com outros homens.
Distraídos
Relembrando a histeria da esquerda face ao Katrina, não posso deixar de notar o seu silêncio perante as autoridades de Myanmar.
- Não avisaram (não deixaram avisar) as populações da aproximação do problema
- Negaram as consequências
- Negaram inicialmente ajuda
- Negaram a entrada de apoio humanitário (pessoal)
- Aplicam autocolantes com nomes de generais locais à pouca ajuda que é distribuida
- Canalizam uma boa parte da ajuda para a estrutura de poder
Supõe-se que, no caso de Bush, a esquerda tenha entrado em parafuso por não se verificar qualquer dos itens acima.
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- Não avisaram (não deixaram avisar) as populações da aproximação do problema
- Negaram as consequências
- Negaram inicialmente ajuda
- Negaram a entrada de apoio humanitário (pessoal)
- Aplicam autocolantes com nomes de generais locais à pouca ajuda que é distribuida
- Canalizam uma boa parte da ajuda para a estrutura de poder
Supõe-se que, no caso de Bush, a esquerda tenha entrado em parafuso por não se verificar qualquer dos itens acima.
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domingo, 11 de maio de 2008
Icebergs de idiotas
O “aquecimento global”, particularmente em função do fantasmagórico CO2, tem estado na moda e vive nele todo o tipo de fauna.
Há cientistas que estão convencidos que pode (no sentido real – pode ou não) haver alguma razão para preocupação, há cientistas (pseudo) que deturpam dados conscientemente, há eco-fascistas que se entretêm a espalhar o pânico vivendo preferencialmente à custa dele e, finalmente, jornalistas de “causas” que executam a “meritória” tarefa de serem correias de transmissão do eco-fascismo.
Ciclicamente surgem relatos em que as calotes polares estão a arder, perdão, a derreter. Pelo fim do verão, em cada hemisfério, surgem “gritos de alarme”, “derradeiros gritos de alarme”, anúncios de “febre planetária”, “afogamento de ursos”, “submersão de zonas costeiras”, etc.
Este ano não fugiu à regra e foi recentemente anunciado, em toda a comunicação social que, em termos de ária de gelo, se estavam a separar icebergs da calote polar sul a níveis “sem precedentes”.
Steve McIntyre entretêm-se a desmanchar parvoíces e volta a demonstrar que os idiotas do clima não fazem mais que procurar um dado, entre centenas de outros que os contradizem, para verborrar o fim do mundo.
Qualquer criatura percebe que quando se abordam problemas do planeta se têm que estudar dados de todo o planeta, quer em médias quer em totais, mas sempre de todo o planeta. Pode sempre encontrar-se um caso que se pretenda seja fundamentador de uma teoria qualquer, mas apenas um vigarista deveria ser capaz de o usar para convencer.
A verdade é que, desde 1979, ano do primeiro registo, houve mais icebergs (superfície total) em 1982, 1989, 1979, 1981, 1996 e 1986. 2008 aparece a seguir.
Descansem pois todos os ursos. Não morrerão afogados ainda desta vez.
....
Actualização:
Esta, é muito interessante...
e esta também.
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Há cientistas que estão convencidos que pode (no sentido real – pode ou não) haver alguma razão para preocupação, há cientistas (pseudo) que deturpam dados conscientemente, há eco-fascistas que se entretêm a espalhar o pânico vivendo preferencialmente à custa dele e, finalmente, jornalistas de “causas” que executam a “meritória” tarefa de serem correias de transmissão do eco-fascismo.
Ciclicamente surgem relatos em que as calotes polares estão a arder, perdão, a derreter. Pelo fim do verão, em cada hemisfério, surgem “gritos de alarme”, “derradeiros gritos de alarme”, anúncios de “febre planetária”, “afogamento de ursos”, “submersão de zonas costeiras”, etc.
Este ano não fugiu à regra e foi recentemente anunciado, em toda a comunicação social que, em termos de ária de gelo, se estavam a separar icebergs da calote polar sul a níveis “sem precedentes”.
Steve McIntyre entretêm-se a desmanchar parvoíces e volta a demonstrar que os idiotas do clima não fazem mais que procurar um dado, entre centenas de outros que os contradizem, para verborrar o fim do mundo.
Qualquer criatura percebe que quando se abordam problemas do planeta se têm que estudar dados de todo o planeta, quer em médias quer em totais, mas sempre de todo o planeta. Pode sempre encontrar-se um caso que se pretenda seja fundamentador de uma teoria qualquer, mas apenas um vigarista deveria ser capaz de o usar para convencer.
A verdade é que, desde 1979, ano do primeiro registo, houve mais icebergs (superfície total) em 1982, 1989, 1979, 1981, 1996 e 1986. 2008 aparece a seguir.
Descansem pois todos os ursos. Não morrerão afogados ainda desta vez.
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Actualização:
Esta, é muito interessante...
e esta também.
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sábado, 10 de maio de 2008
Guerrrra
O leitor menos dado à exegese bloquista não terá ainda reparado, mas fica agora a saber que os dirigentes máximos do BE têm uma fonética própria que parece funcionar como sinal iniciático, mais ou menos do mesmo modo que a exibição do sudário de Che Guevara define a pertença a um certo e determinado grupo, pouco dado ao uso da parte nobre do cérebro.
Admito que não costumo dar às homilias do Dr. Louçã a importância que inegavelmente merecem no capítulo do entretenimento, mau hábito que me tem feito perder alguns dos mais significativos contributos para a causa do humor nacional.
Mas quando o Dr. Louçã fala de guerra, as minhas orelhas reagem de uma forma já minuciosamente explicada pelo Dr. Pavlov.
Não porque a contribuição do Dr. Louçã para o avanço desta área do conhecimento seja extraordinária, pese embora ser filho de um almirante do Estado Novo, mas pela poderosa vibração linguo-palatal que imprime ao vocábulo, arrastando os vibrantes “rrrrrr”, numa indignadíssima “guerrrrrrra”.
Ora isto é novo.
Quando o Dr. Louçã fala pacatamente da questãozinha do Darfur, a guerra não vibra por aí além.
Mas quando se refere por exemplo à “Cimeira da Guerrrra”, a “guerrrrra” reverbera numa prolongada vibração que comunica aos embasbacados fiéis o quanto o Dr. Louçã se indigna com tão horrífico assunto.
Ao notar o fenómeno, pensei que fosse apenas um sotaque regional, como os “bbb” do Norte ou os “xxx” da Beira Alta.
Mas depois reparei que a vibração linguo-palatal só era usada em certas circunstâncias, de especial gravidade, e percebi que havia ali algo de profundo e inovador, talvez até uma verdadeira fonética da indignação, susceptível de inflamar os fiéis e os fazer comungar nos êxtases colérico-místicos do Dr. Louçã.
Há dias ouvi uma homilia do Dr. Pureza, (fui apanhado no carro de um amigo e não quis parecer mal-educado mudando de estação) e eis senão quando, a propósito de já não sei que importantíssimo assunto, o Dr. Pureza, arremeteu com uma formidável “guerrrrra” que, na minha opinião de entendido, está perfeitamente à altura das “guerrrras” do Dr. Louçã, chegando mesmo a superá-las em momentos de virtuosa execução.
Há assunto para uma tese.
Os dirigentes do BE parecem usar a vibração linguo-palatal em assuntos “guerrrrreiros”, da mesma forma que o Operário Jerónimo imita as mudanças de tom características do saudoso Dr. Cunhal.
Trata-se portanto, não só de uma mera fonética da indignação, como erradamente pensei a princípio, mas também da marca inconfundível dos líderes. Eu, se fosse o Dr. Louçã, mantinha o Dr. Pureza em rédea curta e sempre debaixo de olho.
Pelo menos até à próxima purga.
Admito que não costumo dar às homilias do Dr. Louçã a importância que inegavelmente merecem no capítulo do entretenimento, mau hábito que me tem feito perder alguns dos mais significativos contributos para a causa do humor nacional.
Mas quando o Dr. Louçã fala de guerra, as minhas orelhas reagem de uma forma já minuciosamente explicada pelo Dr. Pavlov.
Não porque a contribuição do Dr. Louçã para o avanço desta área do conhecimento seja extraordinária, pese embora ser filho de um almirante do Estado Novo, mas pela poderosa vibração linguo-palatal que imprime ao vocábulo, arrastando os vibrantes “rrrrrr”, numa indignadíssima “guerrrrrrra”.
Ora isto é novo.
Quando o Dr. Louçã fala pacatamente da questãozinha do Darfur, a guerra não vibra por aí além.
Mas quando se refere por exemplo à “Cimeira da Guerrrra”, a “guerrrrra” reverbera numa prolongada vibração que comunica aos embasbacados fiéis o quanto o Dr. Louçã se indigna com tão horrífico assunto.
Ao notar o fenómeno, pensei que fosse apenas um sotaque regional, como os “bbb” do Norte ou os “xxx” da Beira Alta.
Mas depois reparei que a vibração linguo-palatal só era usada em certas circunstâncias, de especial gravidade, e percebi que havia ali algo de profundo e inovador, talvez até uma verdadeira fonética da indignação, susceptível de inflamar os fiéis e os fazer comungar nos êxtases colérico-místicos do Dr. Louçã.
Há dias ouvi uma homilia do Dr. Pureza, (fui apanhado no carro de um amigo e não quis parecer mal-educado mudando de estação) e eis senão quando, a propósito de já não sei que importantíssimo assunto, o Dr. Pureza, arremeteu com uma formidável “guerrrrra” que, na minha opinião de entendido, está perfeitamente à altura das “guerrrras” do Dr. Louçã, chegando mesmo a superá-las em momentos de virtuosa execução.
Há assunto para uma tese.
Os dirigentes do BE parecem usar a vibração linguo-palatal em assuntos “guerrrrreiros”, da mesma forma que o Operário Jerónimo imita as mudanças de tom características do saudoso Dr. Cunhal.
Trata-se portanto, não só de uma mera fonética da indignação, como erradamente pensei a princípio, mas também da marca inconfundível dos líderes. Eu, se fosse o Dr. Louçã, mantinha o Dr. Pureza em rédea curta e sempre debaixo de olho.
Pelo menos até à próxima purga.
PIM FORTUIJN
6 de Maio. 6 anos depois da morte de Pim Fortuijn. Artigo escrito na altura e não publicado. Com 4 dias de atraso.
Os artigos que li em 2002 no Público e Expresso acerca da tragédia Pim Fortuyn eram francamente de pouca qualidade, mas justiça lhes seja feita, encontrei mais nuances na imprensa portuguesa do que pude ler na francesa. Comparando as referências ao assunto, os comentários do Le Monde eram aberrantes. Os franceses, como de costume, todos eles dominam a língua pátria até ao pretérito imperfeito do conjuntivo, citam com desenvoltura e orgulho os clássicos (deles), conhecem a história nacional em detalhe, mas fora das fronteiras do hexágono é o desconhecido, c’est l’Afrique. Precisamente a atitude que tanto criticam nos americanos…
Ora, isto não é muito grave, há coisas bem piores na vida, não tivessem os nossos jornalistas o hábito provinciano de repetir, por vezes literalmente, as asneiras da imprensa francesa.
O Jorge Almeida Fernandes, no Público do dia 19 de Maio de 2002, não é dos piores, até começa muito bem ao dizer: ‘que palavra usar para catalogar Fortuyn? extrema-direita? xenófobo Populista? reformador? Esta questão semântica tornou-se um assunto de estado.’ Depois cita o jornal holandês De Telegraaf: ‘é preciso rectificar no estrangeiro a ideia absurda de que Fortuyn e o seu grupo seriam comparáveis a Le Pen em França. (…) Um tal paralelo teria efeitos negativos sobre a imagem do nosso país no mundo.’
Um assunto de estado foi a utilização diária, durante a campanha eleitoral de 2002, de calúnia contra Pim Fortuyn pela parte dos seus adversários políticos baseada em referências demagógicas à II Grande-Guerra, colocando Fortuyn automaticamente no campo Nacional-Socialista.
Alguns exemplos: Bas Eenhoorn (VVD-direita liberal) comparou Pim Fortuyn com Mussolini. Thom de Graaf (D66-centro esquerda) citou o diário da Anne Frank, ‘aconselhando-a’ a preparar desde já um quarto para refúgio. Ad Melkert (PvdA-social democrata), diz num comício ‘vamos para a cama com o Wim Kok e acordamos de manhã com o Le Pen’. Paul Rosenmöller (GL-esquerda verde) preparava uma grande manifestação contra o racismo (ler Fortuyn) para o dia 11 de Maio que depois foi anulada devido à morte de Fortuyn no dia 6 do mesmo mês. De qualquer forma, mesmo Rosenmöller deu acto de presença, com carinha de sacristão arrependido, no funeral do ‘fascista’, como aliás todos os líderes políticos nacionais.
É claro que depois da morte do homem a maioria começou a dar o dito por não dito, alegando que 'realmente foram feitas certas acusações injustas, mas no calor do debate eleitoral às vezes dizemos coisas que depois nos arrependemos!'
Ora, o que a imprensa estrangeira na sua maioria publicou e a portuguesa copiou, foram realmente apenas os arrependimentos...
E a acusação de ele utilizar apenas chavões populistas, como dizia o Expresso, é difícil de defender, visto Fortuyn ter todas as suas cogitações políticas publicadas e com propostas de solução. Afirmar que as ideias de Fortuyn são meras fantasias, politicamente pouco viáveis, é lícito, mas trata-se de especulação gratuita enquanto as ideias dele não tomarem a forma de política governamental.
Um dos cavalos de batalha de Fortuyn era, segundo ele, o lastimável estado dos serviços de saúde pública na Holanda: enormes listas de espera para operações. Coisa pouco digna de um país tão rico. O governo admitia em parte o problema, e prometia soluções com uma generosa injecção de capital. Fortuyn respondia ‘nem um tostão. Primeiro sanear a má administração dos hospitais e depois veremos’. Durante um destes debates, afirmou, com os exageros que lhe eram peculiar, que as listas de espera da Senhora Borst (Ministra da Saúde) causaram mais mortos que os ataques suicidas às “Twin Towers”. Logo a seguir a imprensa do contra titulava em letras garrafais: FORTUYN COMPARA MINISTRA COM BIN LADEN.
Os políticos acima referidos usavam e abusavam desta comparação menos feliz de Fortuyn como defesa para as declarações que mais tarde se arrependeram. ‘Ele não nos poupava e a gente tinha de responder’. Picante detalhe, logo a seguir à morte de Fortuijn foi publicado um relatório do Ministério de Saúde sobre as listas de espera e segundo o relatório, uma das causas das listas de espera era a má administração dos hospitais: administradores a dar com um pau e especialistas sem ter que fazer devido a um ‘planning’ deficiente.
Sobre a questão islâmica, diz muito bem Jorge Almeida Fernandes: ‘O conceito de raça é estranho a Fortuyn. Ele fala de religião como cultura.’ E de qualquer forma o Islão estende-se a todas as raças. Ele realmente disse, num livro publicado em 1997 e intitulado A Islamização da Cultura Holandesa, que o Islão é uma cultura retrógrada, mas esta afirmação está relacionada com a situação actual do mundo islâmico.
Provavelmente ele nunca teria abordado o tema se isto não fosse (de longa data) um entrave à integração das minorias muçulmanas na sociedade holandesa, acarretando enormes problemas ligados, entre outros, à criminalidade juvenil e ao terrorismo.
Citar Jean Tillie, fazendo uma absurda ligação entre o 11 de Setembro e problemas relacionados com a emigração, parece-me a mim, misturar alhos com bugalhos. Com ou sem 11 de Setembro, a falência do modelo multicultural holandês, é, apesar dos milhões que custa ao estado por ano, desde longa data, o calcanhar de Aquiles do modelo dos polders.
A vitória de Fortuyn nas eleições municipais de Roterdão fez Jorge Almeida Fernandes exclamar: – ‘uma nova extrema-direita xenófoba conquista 34% dos votos da cidade mais multicultural da Holanda’. Ora, dos 34% votantes, um terço eram estrangeiros! Sobretudo estrangeiros com pequenos comércios, fartos de a toda à hora do dia serem roubados por outros estrangeiros.
Os artigos que li em 2002 no Público e Expresso acerca da tragédia Pim Fortuyn eram francamente de pouca qualidade, mas justiça lhes seja feita, encontrei mais nuances na imprensa portuguesa do que pude ler na francesa. Comparando as referências ao assunto, os comentários do Le Monde eram aberrantes. Os franceses, como de costume, todos eles dominam a língua pátria até ao pretérito imperfeito do conjuntivo, citam com desenvoltura e orgulho os clássicos (deles), conhecem a história nacional em detalhe, mas fora das fronteiras do hexágono é o desconhecido, c’est l’Afrique. Precisamente a atitude que tanto criticam nos americanos…Ora, isto não é muito grave, há coisas bem piores na vida, não tivessem os nossos jornalistas o hábito provinciano de repetir, por vezes literalmente, as asneiras da imprensa francesa.
O Jorge Almeida Fernandes, no Público do dia 19 de Maio de 2002, não é dos piores, até começa muito bem ao dizer: ‘que palavra usar para catalogar Fortuyn? extrema-direita? xenófobo Populista? reformador? Esta questão semântica tornou-se um assunto de estado.’ Depois cita o jornal holandês De Telegraaf: ‘é preciso rectificar no estrangeiro a ideia absurda de que Fortuyn e o seu grupo seriam comparáveis a Le Pen em França. (…) Um tal paralelo teria efeitos negativos sobre a imagem do nosso país no mundo.’
Um assunto de estado foi a utilização diária, durante a campanha eleitoral de 2002, de calúnia contra Pim Fortuyn pela parte dos seus adversários políticos baseada em referências demagógicas à II Grande-Guerra, colocando Fortuyn automaticamente no campo Nacional-Socialista.
Alguns exemplos: Bas Eenhoorn (VVD-direita liberal) comparou Pim Fortuyn com Mussolini. Thom de Graaf (D66-centro esquerda) citou o diário da Anne Frank, ‘aconselhando-a’ a preparar desde já um quarto para refúgio. Ad Melkert (PvdA-social democrata), diz num comício ‘vamos para a cama com o Wim Kok e acordamos de manhã com o Le Pen’. Paul Rosenmöller (GL-esquerda verde) preparava uma grande manifestação contra o racismo (ler Fortuyn) para o dia 11 de Maio que depois foi anulada devido à morte de Fortuyn no dia 6 do mesmo mês. De qualquer forma, mesmo Rosenmöller deu acto de presença, com carinha de sacristão arrependido, no funeral do ‘fascista’, como aliás todos os líderes políticos nacionais.
É claro que depois da morte do homem a maioria começou a dar o dito por não dito, alegando que 'realmente foram feitas certas acusações injustas, mas no calor do debate eleitoral às vezes dizemos coisas que depois nos arrependemos!'
Ora, o que a imprensa estrangeira na sua maioria publicou e a portuguesa copiou, foram realmente apenas os arrependimentos...
E a acusação de ele utilizar apenas chavões populistas, como dizia o Expresso, é difícil de defender, visto Fortuyn ter todas as suas cogitações políticas publicadas e com propostas de solução. Afirmar que as ideias de Fortuyn são meras fantasias, politicamente pouco viáveis, é lícito, mas trata-se de especulação gratuita enquanto as ideias dele não tomarem a forma de política governamental.
Um dos cavalos de batalha de Fortuyn era, segundo ele, o lastimável estado dos serviços de saúde pública na Holanda: enormes listas de espera para operações. Coisa pouco digna de um país tão rico. O governo admitia em parte o problema, e prometia soluções com uma generosa injecção de capital. Fortuyn respondia ‘nem um tostão. Primeiro sanear a má administração dos hospitais e depois veremos’. Durante um destes debates, afirmou, com os exageros que lhe eram peculiar, que as listas de espera da Senhora Borst (Ministra da Saúde) causaram mais mortos que os ataques suicidas às “Twin Towers”. Logo a seguir a imprensa do contra titulava em letras garrafais: FORTUYN COMPARA MINISTRA COM BIN LADEN.
Os políticos acima referidos usavam e abusavam desta comparação menos feliz de Fortuyn como defesa para as declarações que mais tarde se arrependeram. ‘Ele não nos poupava e a gente tinha de responder’. Picante detalhe, logo a seguir à morte de Fortuijn foi publicado um relatório do Ministério de Saúde sobre as listas de espera e segundo o relatório, uma das causas das listas de espera era a má administração dos hospitais: administradores a dar com um pau e especialistas sem ter que fazer devido a um ‘planning’ deficiente.
Sobre a questão islâmica, diz muito bem Jorge Almeida Fernandes: ‘O conceito de raça é estranho a Fortuyn. Ele fala de religião como cultura.’ E de qualquer forma o Islão estende-se a todas as raças. Ele realmente disse, num livro publicado em 1997 e intitulado A Islamização da Cultura Holandesa, que o Islão é uma cultura retrógrada, mas esta afirmação está relacionada com a situação actual do mundo islâmico.
Provavelmente ele nunca teria abordado o tema se isto não fosse (de longa data) um entrave à integração das minorias muçulmanas na sociedade holandesa, acarretando enormes problemas ligados, entre outros, à criminalidade juvenil e ao terrorismo.
Citar Jean Tillie, fazendo uma absurda ligação entre o 11 de Setembro e problemas relacionados com a emigração, parece-me a mim, misturar alhos com bugalhos. Com ou sem 11 de Setembro, a falência do modelo multicultural holandês, é, apesar dos milhões que custa ao estado por ano, desde longa data, o calcanhar de Aquiles do modelo dos polders.
A vitória de Fortuyn nas eleições municipais de Roterdão fez Jorge Almeida Fernandes exclamar: – ‘uma nova extrema-direita xenófoba conquista 34% dos votos da cidade mais multicultural da Holanda’. Ora, dos 34% votantes, um terço eram estrangeiros! Sobretudo estrangeiros com pequenos comércios, fartos de a toda à hora do dia serem roubados por outros estrangeiros.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Mais do “mesmo”

Esta abécula do 5dias interroga-se sobre como é que a mesma garrafa de vinho poderá algum dia ter custado 1,39 € no MiniPreço e ao mesmo tempo 2,50 € no Continente. Nunca na vida! Ora essa, se é “a mesma” garrafa! No máximo poderia ter custado 1,49€ no Continente. Quando muito 1,59€. Nunca mais de 2,39€. 2,50€? Fora de questão! Ver a caixa de comentários para ler este e outros hilariantes bitaites do autor.
Decretado por artes mágicas o preço máximo que a garrafa de vinho poderá algum dia ter custado no Continente, segue a lógica conclusão de que quando este anuncia uma promoção em que reduz o preço de 2,50€ para 1,25€ está a fazer “publicidade enganosa”. Ou mesmo “uma vigarice”.
Esta ignorância sobre o que justifica diferenças de preço para produtos fisicamente iguais e sobre o mecanismo de preços em geral, é típica dos esquerdistas tontos que pululam no 5dias. Para esta malta o conhecimento sobre temas económicos é coisa que não é bem vista. Não querem ser aprendizes de “exploradores”. Ou debater argumentos com a “direita economicista” (onde incluem o Sócrates). Preferem o bom do bitaite, baseado em duas ou três premissas de “espectro largo”, como se diz em farmácia: o patronato explorador dos precários, a aldrabice do sector privado, a santidade da coisa pública, etc. Os nossos leitores conhecem bem a ladaínha cripto-marxista.
Poderá a zurrapa do Minipreço custar o dobro no Continente? Porque não? Apesar de as características físicas do produto serem as mesmas, não se está a adquirir a “mesma” coisa nos dois sítios.
No Continente está a comprar também uma maior possibilidade de escolha, um ambiente mais agradável, mais empregados para o ajudar, a garantia de que o produto não estará esgotado, possibilidade de consultar anteriormente os produtos disponíveis no site do Continente e um largo etc. E isto paga-se, como é evidente.
Junte-se a isto a estratégia de “hard discount” do MiniPreço, que pratica margens mínimas e compra quantidades brutais de cada uma das poucas marcas que disponibiliza, obtendo assim descontos dos fornecedores, e facilmente se percebe que as “mesmas” duas garrafas são afinal muito diferentes!
Mas o que pode a análise económica contra a pulsão primária de chamar vigarista ao Belmiro, e de precaver as massas contra os perigos do capitalismo desenfreado? Nada, evidentemente.
Na minha opinião, vigarista é quem continua a tentar impingir uma ideologia falhada e re-falhada, que assassinou (e desgraçadamente continua a assassinar) milhões de pessoas inocentes.
Mas felizmente, ao contrário do que este pessoal julga (e este), as pessoas não são parvas nem se deixam vigarizar facilmente, e é por isso que o Continente tem mais clientes do que o Bloco.
Decretado por artes mágicas o preço máximo que a garrafa de vinho poderá algum dia ter custado no Continente, segue a lógica conclusão de que quando este anuncia uma promoção em que reduz o preço de 2,50€ para 1,25€ está a fazer “publicidade enganosa”. Ou mesmo “uma vigarice”.
Esta ignorância sobre o que justifica diferenças de preço para produtos fisicamente iguais e sobre o mecanismo de preços em geral, é típica dos esquerdistas tontos que pululam no 5dias. Para esta malta o conhecimento sobre temas económicos é coisa que não é bem vista. Não querem ser aprendizes de “exploradores”. Ou debater argumentos com a “direita economicista” (onde incluem o Sócrates). Preferem o bom do bitaite, baseado em duas ou três premissas de “espectro largo”, como se diz em farmácia: o patronato explorador dos precários, a aldrabice do sector privado, a santidade da coisa pública, etc. Os nossos leitores conhecem bem a ladaínha cripto-marxista.
Poderá a zurrapa do Minipreço custar o dobro no Continente? Porque não? Apesar de as características físicas do produto serem as mesmas, não se está a adquirir a “mesma” coisa nos dois sítios.
No Continente está a comprar também uma maior possibilidade de escolha, um ambiente mais agradável, mais empregados para o ajudar, a garantia de que o produto não estará esgotado, possibilidade de consultar anteriormente os produtos disponíveis no site do Continente e um largo etc. E isto paga-se, como é evidente.
Junte-se a isto a estratégia de “hard discount” do MiniPreço, que pratica margens mínimas e compra quantidades brutais de cada uma das poucas marcas que disponibiliza, obtendo assim descontos dos fornecedores, e facilmente se percebe que as “mesmas” duas garrafas são afinal muito diferentes!
Mas o que pode a análise económica contra a pulsão primária de chamar vigarista ao Belmiro, e de precaver as massas contra os perigos do capitalismo desenfreado? Nada, evidentemente.
Na minha opinião, vigarista é quem continua a tentar impingir uma ideologia falhada e re-falhada, que assassinou (e desgraçadamente continua a assassinar) milhões de pessoas inocentes.
Mas felizmente, ao contrário do que este pessoal julga (e este), as pessoas não são parvas nem se deixam vigarizar facilmente, e é por isso que o Continente tem mais clientes do que o Bloco.
Algumas palavras de Chomsky..
Na sequência desta postagem do lidador, trago-vos algumas palavras de Noam Chomsky, retiradas do seu livro "What we say goes":
"What about Hezbollah? First of all, as far as rockets are concerned, the United Nations (UN) keeps very careful records of what happens on the Israel-Lebanon border. The UN has registered hundreds of Israeli border violations, overflights, sonic booms, and other actions on essentially a daily basis."
"Hezbollah´s position is that it does not regard Israel as a legitimate state. It doesn`t think that Israel ought to exist. However, Hassan Nasrallah, has said repeatedly that Hezbollah will accept whatever the Palestinians accept. If the Palestinians accept a two-state settlement, Hezbollah won`t like it, but they will accept it. Incidentally, the Iranian position is exactly the same."
"(Ali Khamenei declared): (...) normalization of relations with Israel in a two-state settlement on the international border, in other words, the international consensus. (...) The only two major actors that do not accept this consensus are the United States and Israel."
"The issue of Hezbollah`s weapons goes back to the question: Does Lebanon deserve to have a deterrent to U.S.-Israeli aggression? The current invasion of Lebanon is the fifth in the last thirty years. Every one has been disruptive and violent. One of them (...) probably kills twenty thousand people. So, do they have a right to a deterrent? If nobody has a right to a deterrent against U.S.-Israeli aggression, the answer is clear: they don`t. The United States and Israel are allowed to invade anyone they like."
Noam Chomsky - "What we say goes", interviews with David Barsamian
Ordem Espontanea
Todo o pensamento liberal no seculo xx levantou-se contra o fruir racionalista do tempo. De hayek a popper suspeita-se das frageis maos que tentam dirigir o colossal navio da historia. Que fazer? O poder das razao nao é ilimitado e nao é possivel de modo algum fazer uma ciencia causalistica sobre o desenvolvimento da sociedade humana. É escusado apontar a imperfeiçao moral e intelectual dos seres humanos. Toda a superestrutura – a linguagem, religiao, direito, a propria sociedade – nao tiveram um planeador cartesiano, uma equipa de positivistas, cientistas sociais a arder de entusiasmo e a urdir diligentemente a sociedade de “amanha”. Como fazem as multinacionais. Uma divisao de trabalho para o latim, outra para o direito, mais uma para adagios populares, outra a escrever os designios dos ceus. Franchisings da mcdonalds a servir um socialismo requentado e pronto a engolir antes de suspeitarem da existencia de marcuse. O aparecimento e evoluçao do mercado ou os solavancos da historia sao o fruto espontaneo do formigueiro humano – imunes a tentativas de explicaçao terminais e definitivas, podemos ausentar da caverna temporal mas pernoitamos nela. As instituiçoes sociais que chegaram aos nossos dias sao aquelas que sobreviveram aos estragos dos seculos. Nao houve paciente supervisao. Fazem parte de um processo de desenvolvimento inconsciente ou semiconsciente das sociedades e sao a expressao dos seus atributos que marcham num microcosmos circunstancial, atomos de um cosmos de fenomenos titanicos e que dao forma ao preterito e ao futuro e terraplanam epocas e civilizaçoes. Isto destroi a ideia de liberdade? Nao, somos criaturas de liberdades minimas porque lamentavelmente a historia nao começa connosco
Leituras recomendadas:
Revoluçao vs Ordem Espontanea
Ordem Espontanea
Leituras recomendadas:
Revoluçao vs Ordem Espontanea
Ordem Espontanea
Beirute
Em relatório ao Conselho de Segurança, há uns meses, o Secretário-Geral da ONU já havia dado conta de que estavam a ser transferidas para o Hezbollah grandes quantidades de armas a partir da Síria.
Tratava-se de uma ostensiva violação da Resolução 1701 e , segundo o Sr Ban, a situação poderia escalar e conduzir a uma corrida generalizada às armas e a novas confrontações.
O Sr Ban pedia ao CS que adoptasse medidas urgentes para vigiar a fronteira com a Síria, mas não houve consenso.
No terreno o Hezbolah continuou a reabastecer-se e a instalar infraestruturas autónomas, dando-se até ao luxo de, há dias, ter ordenado a tropas da ONU que não metessem o nariz num carregamento de armas.
Assim sendo, a Síria, o Irão e o Hezbollah têm continuado a preparar a próxima guerra, sendo certo que escolherão desencadeá-la quando entenderem oportuno, e sabendo que quando isso acontecer, multidões de idiotas úteis por essa Europa fora, irão fazer manifes a defender a "resistência do Hezbollah" e a condenar a força "desproporcionada" de quem quer que lhe faça frente, principalmente se forem israelitas
O folclore será o habitual e não será de estranhar que a nova aliança entre a esquerda e o islamofascismo faça novamente das suas, com o Dr Miguel Portas a deslocar-se a Beirute para beijar o rabo "resistente" do Sr Nasralah, provavelmente acompanhado pela Srª Ana Gomes, muito bela e elegante numa burga azul celeste, em respeito total pela cultura islâmica e nulo respeito pela sua própria cultura e dignidade.
De ontem para hoje, as coisas agravaram-se em Beirute. Nasralah fala abertamente em guerra.
Está de papo cheio e flecte os músculos.
Irá haver guerra...se não for já, outro dia será.
O palco prepara-se!
Tratava-se de uma ostensiva violação da Resolução 1701 e , segundo o Sr Ban, a situação poderia escalar e conduzir a uma corrida generalizada às armas e a novas confrontações.
O Sr Ban pedia ao CS que adoptasse medidas urgentes para vigiar a fronteira com a Síria, mas não houve consenso.
No terreno o Hezbolah continuou a reabastecer-se e a instalar infraestruturas autónomas, dando-se até ao luxo de, há dias, ter ordenado a tropas da ONU que não metessem o nariz num carregamento de armas.
Assim sendo, a Síria, o Irão e o Hezbollah têm continuado a preparar a próxima guerra, sendo certo que escolherão desencadeá-la quando entenderem oportuno, e sabendo que quando isso acontecer, multidões de idiotas úteis por essa Europa fora, irão fazer manifes a defender a "resistência do Hezbollah" e a condenar a força "desproporcionada" de quem quer que lhe faça frente, principalmente se forem israelitas
O folclore será o habitual e não será de estranhar que a nova aliança entre a esquerda e o islamofascismo faça novamente das suas, com o Dr Miguel Portas a deslocar-se a Beirute para beijar o rabo "resistente" do Sr Nasralah, provavelmente acompanhado pela Srª Ana Gomes, muito bela e elegante numa burga azul celeste, em respeito total pela cultura islâmica e nulo respeito pela sua própria cultura e dignidade.
De ontem para hoje, as coisas agravaram-se em Beirute. Nasralah fala abertamente em guerra.
Está de papo cheio e flecte os músculos.
Irá haver guerra...se não for já, outro dia será.
O palco prepara-se!
À sombra do aquecimento
Um dos exemplos é dissecado por Anthony Watts.
....
Há pontos de recolha de temperaturas espalhados por todo o globo. No caso presente, o ponto foi deslocado de uma zona em campo aberto para uma zona arborizada.
A deslocação foi feita sem que devida nota disso fosse dada às respectivas bases de dados.
Evidentemente que tal transferência parece fazer com que as temperatura lidas desçam, mas os ideólogos do aquecimento sabem isso e tratam de introduzir os algorítmos que garantam que as temperaturas máximas não de distingam da média dos restantes postos e das médias anteriores do referido ponto de recolha.
Os "especialistas" asseguram o "ajuste" da temperatura máxima, mas não das mínimas.
Bom, dir-se-á: mas se há um ajuste geral de temperaturas, também as mínima serão ajustadas.
Pois. Sim e não. As temperaturas mínimas foram, de facto, ajustadas para cima da mesma forma que as máximas, porque na zona arborizada as temperaturas são, em geral, mais baixas que no descampado. Mas durante o inverno isso não acontece porque as árvores perdem a folhagem.
Feito o 'ajustezito' para cima, eis que as temperaturas no inverno sobem artificialmente e aí está uma 'ajudinha' a um dos chavões dos esturricadistas: "os invernos são mais amenos".
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quarta-feira, 7 de maio de 2008
Discussões estratosféricas
Aqui decorre uma discussão inacreditável que já não se julgava possível entre pessoas que conhecem a História do séc. XX, só para não ir mais longe.
Podem-se alinhar sofisticados argumentos filosóficos e económicos para demonstrar a racionalidade do sistema de concorrência mas, muitas vezes, é necessária uma metáfora apelativa:
Vamos supor que eu tenho para vender um velho televisor a preto e branco e um moderno LCD XPTO HD de 200 polegadas e 300 megapíxeis.
Se usar o mercado, ponho-as a leilão. Como sou um tipo com “consciência social” e acho que devo dar oportunidade a todos, estabeleço para ambos uma base de licitação simpática, digamos 50 euros.
O que irá naturalmente acontecer é que daqui a uns dias, as licitações já devem andar perto dos respectivos valores de mercado. O televisor a preto e branco ali pela rama e o LCD, upa, upa.
O sistema é simples e faz todos felizes. Eu, porque vendi a um preço que me satisfaz e os compradores porque pagaram o que acharam adequado.
E vai cada um à sua vida.
Podem-se alinhar sofisticados argumentos filosóficos e económicos para demonstrar a racionalidade do sistema de concorrência mas, muitas vezes, é necessária uma metáfora apelativa:
Vamos supor que eu tenho para vender um velho televisor a preto e branco e um moderno LCD XPTO HD de 200 polegadas e 300 megapíxeis.
Se usar o mercado, ponho-as a leilão. Como sou um tipo com “consciência social” e acho que devo dar oportunidade a todos, estabeleço para ambos uma base de licitação simpática, digamos 50 euros.
O que irá naturalmente acontecer é que daqui a uns dias, as licitações já devem andar perto dos respectivos valores de mercado. O televisor a preto e branco ali pela rama e o LCD, upa, upa.
O sistema é simples e faz todos felizes. Eu, porque vendi a um preço que me satisfaz e os compradores porque pagaram o que acharam adequado.
E vai cada um à sua vida.
Imaginemos agora que vivo num país em que o governo controla os preços e me proíbe de vender por menos de 100 ou por mais de 500.
Como é evidente, não terei nenhuma proposta para a televisão a preto e branco, e terei milhares delas a 500, para o LCD.
O tipo que até queria a televisão a preto e branco para fazer um aquário e que daria por ela 70 euros, não pode comprar e eu fico com o mono em casa.
E tenho de arranjar uma pequena burocracia para analisar todas as propostas para o LCD. Tenho de elaborar critérios, pedir documentos que me confirmem os dados fornecidos, averiguar da capacidade de sustentação do LCD, enfim um sem número de detalhes burocráticos.
E tenho também de instituir um método de controlo do trabalho dos burocratas para despistar a corrupção e o compadrio que esta situação inevitavelmente potencia, pois o Sr. Brolhas é amigo do tipo que analisa as fichas e o Sr. Bolotas tem um sobrinho na secretaria.
No final deste complicado e caro processo o LCD é atribuído ao Zé das Iscas que é fino que nem um alho, e vai logo fazer aquilo que é óbvio e que eu deveria ter feito: vende o LCD no mercado negro pelo preço que lhe oferecerem e forra as algibeiras com uma boa maquia.
Qual o resultado deste processo complicado? O LCD acabou na posse de quem tinha dinheiro para o comprar (que todavia se arrisca porque cometeu uma ilegalidade), e os custos do processo foram incomparavelmente superiores.
Ou seja, o sistema de controlo de preços e gestão centralizada da escassez é ineficaz e arrasta consigo efeitos perversos, nefastos para quase todos excepto para alguns, sortudos, espertalhões ou com “bons contactos”.
Como é evidente, não terei nenhuma proposta para a televisão a preto e branco, e terei milhares delas a 500, para o LCD.
O tipo que até queria a televisão a preto e branco para fazer um aquário e que daria por ela 70 euros, não pode comprar e eu fico com o mono em casa.
E tenho de arranjar uma pequena burocracia para analisar todas as propostas para o LCD. Tenho de elaborar critérios, pedir documentos que me confirmem os dados fornecidos, averiguar da capacidade de sustentação do LCD, enfim um sem número de detalhes burocráticos.
E tenho também de instituir um método de controlo do trabalho dos burocratas para despistar a corrupção e o compadrio que esta situação inevitavelmente potencia, pois o Sr. Brolhas é amigo do tipo que analisa as fichas e o Sr. Bolotas tem um sobrinho na secretaria.
No final deste complicado e caro processo o LCD é atribuído ao Zé das Iscas que é fino que nem um alho, e vai logo fazer aquilo que é óbvio e que eu deveria ter feito: vende o LCD no mercado negro pelo preço que lhe oferecerem e forra as algibeiras com uma boa maquia.
Qual o resultado deste processo complicado? O LCD acabou na posse de quem tinha dinheiro para o comprar (que todavia se arrisca porque cometeu uma ilegalidade), e os custos do processo foram incomparavelmente superiores.
Ou seja, o sistema de controlo de preços e gestão centralizada da escassez é ineficaz e arrasta consigo efeitos perversos, nefastos para quase todos excepto para alguns, sortudos, espertalhões ou com “bons contactos”.
O sistema de concorrência, é sempre mais racional e mais justo do que a criação de entidades de planeamento central, mesmo que integradas por gente inteligentíssima, bem intencionada e dispondo da mais avançada tecnologia.
Discurso de Evo Morales à Nação

Compatriotas,
Governar é simples. Só temos um problemazito. Um único. O nosso estado, o nosso tesouro, não tem meios financeiros.
Um crescimento económico continuado não é já uma miragem distante. Bastará para isso que o PIB aumente.
O nosso abundante gás natural será o nosso garante de prosperidade. Só é preciso extraí-lo.
Se não fosse a constante subida dos preços, a inflação estaria há muito controlada.
A única coisa que neste momento ainda mantém a taxa de desemprego em níveis elevados são os trabalhadores que não encontram ocupação no nosso país.
A renovação do sistemas de saúde é já uma realidade. Falta apenas construir os hospitais e formar os médicos. Na mesma via se encontra o sistema de educação. Assim que existirem as escolas e os professores, a educação universal, igualitária e socialista será tão omnipresente como o ar que respiramos!
Brevemente a homologação de resultados obtidos em provas de atletismo internacionais realizadas em La Paz será possível. Assim que for resolvido o problema da altitude.
Povo da Bolívia! Estamos no bom caminho! Os escolhos no caminho são inúmeros, mas as soluções são simples e óbvias. Socialismo para sempre!
terça-feira, 6 de maio de 2008
Passo trocado.
Roma e Londres viraram à direita.
A esquerda europeia, se bem que barulhenta nos media, nas manifes e em alguns círculos académicos, é incapaz de, num mundo cada vez mais globalizado, apresentar projectos que não passem por variações sobre o tema do “ó tempo volta para trás” em busca de utopias retóricas que tendem sempre a desaguar em reais distopias.
O centro-direita está agora no poder na França, Itália, Holanda, Bélgica, Suécia, Irlanda, Dinamarca, República Checa, Polónia, Grécia, etc.
Na Alemanha o centrão cresce à direita e no Reino Unido o Partido Conservador parece imparável.
O centro-esquerda governa Portugal, Espanha, Hungria, Lituânia e Bulgária.
Portugal e Espanha, como habitualmente, em passo trocado com a Europa e mais perto de Caracas e La Paz do que de Roma e Londres.
Para mal dos nossos pecados.
A esquerda europeia, se bem que barulhenta nos media, nas manifes e em alguns círculos académicos, é incapaz de, num mundo cada vez mais globalizado, apresentar projectos que não passem por variações sobre o tema do “ó tempo volta para trás” em busca de utopias retóricas que tendem sempre a desaguar em reais distopias.
O centro-direita está agora no poder na França, Itália, Holanda, Bélgica, Suécia, Irlanda, Dinamarca, República Checa, Polónia, Grécia, etc.
Na Alemanha o centrão cresce à direita e no Reino Unido o Partido Conservador parece imparável.
O centro-esquerda governa Portugal, Espanha, Hungria, Lituânia e Bulgária.
Portugal e Espanha, como habitualmente, em passo trocado com a Europa e mais perto de Caracas e La Paz do que de Roma e Londres.
Para mal dos nossos pecados.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Como se enlatam cientistas numa "causa"
Primeiro enjorca-se um assunto. A coisa deve andar à volta de um “malefício” de algo que nos EUA exista em abundância, deve ser difusa e consequentemente de difícil digestão pelo cidadão comum. Este último ‘tique’ permite que se afirme que os americanos são incultos.Depois indicam-se as fontes do malefício e declara-se que todo e qualquer um que trabalhe para essas entidades é pessoa comprada. Com os devidos retoques a coisa funciona ao contrário: diz-se que é paga pelos morcegos quem não veja qualquer “malefício”.
Depois criam-se financiamentos para quem quiser investigar. A investigação é, “evidentemente” livre e independente, mas polariza-se o canal deixando claro que é este o correcto canal de financiamento porque “o outro serve interesses”.
Depois vão-se estrangulando os financiamentos aos projectos que não se adaptem à “premência”.
...
Qualquer investigador que queira esgravatar na relação entre a quantidade de patas da rã e a velocidade com que caminha depara com o problema da “premência”. Não é premente, fica na gaveta.
O investigador cedo descobre que há que polarizar a investigação em função das “necessidades” do momento e introduz nela novos vectores, adaptando o assunto original às aflições que “estão a dar”.
Remete o projecto e recebe o financiamento.
O investigador está-se, realmente, nas tintas para o zenital assunto e estuda o que tem a estudar, tira as conclusões que lhe tiver que tirar mas publica concluindo que ... sim senhor: as rãs sem patas saltam menos por causa do aquecimento global.
Em pouco tempo “a generalidade da comunidade científica garante que o aquecimento global é provocado pela actividade humana”.
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A China já é, de longe, o mais poluidor do mundo
A China já é, de longe, o mais poluidor do mundo. No ano de 2006 as emissões de CO2 ultrapassaram em 8% (em 2005 estavam 2% abaixo das Norte-Americanas) a dos Estados Unidos da América.
Segundo consta, os Estados Unidos da América conseguíram reduzir, em 2006, 1,4% das suas emissões de CO2 para a atmosfera. As da China subiram 8,7% e as da União Europeia ficaram estáveis em relação ao ano transacto (neste caso, 2005).
Quem o diz é a Agência de Avaliação Ambiental da Holanda (MNP, a sigla). Não é o perigoso do George W. Bush nem o seu cão de fileira Dick Cheney, é uma organização neutra e não-governamental, como a esquerda estúpida tanto gosta.
No que toca a poluição per capita, quem lidera são os Australianos. Isto em 2005. Se se verificar a tendência que a Agência Ambiental da Holanda verificou, os Estados Unidos poderão sair de cena.
O sulfuroso do George W. Bush tem, apesar de tudo, patrocinado algumas medidas pro-ambientais. Tal é inegável.
A crise Norte-Americana, como aqui vinculou o Luís Oliveira, é algo que a Comunicação Social tem sobrevalorizado. A economia Norte-Americana subiu, efectivamente, pelo trigésimo trimestre consecutivo (!). Isto quer dizer, segundo as minhas contas, que a economia Norte-Americana tem crescido desde que George W. Bush ganhou as eleições de 2001. (30 x 3 = 90 ; 7anos de Bush x 12 meses = 84).
E ainda hoje o Sr. Eurodeputado Carlos Coelho, durante as festividades da inauguração do liceu no qual estudo, declarou que os Estados Unidos da América são os maiores poluidores do Mundo (isto para além de outros "tesouros")...
Democracia?
A PROCURA DA REVOLUÇÃO
Só temos um problema. O nosso estado, o nosso tesouro, não tem meios financeiros. É o nosso único problema. Se não fosse isso, diria que governar é simples.
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"An Anatomy of Surrender"
Uma notável descrição da rendição, cobardia e má-fé que predomina nos meios políticos e da comunicação social ocidental a respeito da islamização do Ocidente num artigo de Bruce Bawer aqui.
E assim vai este mundo ‘ao contrário’ e pouco corajoso dos ‘media’: aqueles que, podendo, subjugam os infiéis, oprimem as mulheres e executam os apóstatas e os homo-sexuais são ‘moderados’ (atualmente, um moderado parece corresponder a alguém não usa explosivos à cintura), enquanto que aqueles que ousam chamar espada à espada são ‘islamófobos’.
Espantalho
Um dos mitos da esquerda estúpida é o do aquecimento global. Um dos mais proeminentes heróis da causa é o americano Al Gore que, por pouco, não ganhou a casa branca a George Bush.
De facto se houve, nalguma altura, potencial desequilíbrio planetário, terá sido no dia em que Al Gore arrecadou mais que 50% da votação (população votante). Outro dia, a riscar do mapa, deu-se quando lhe atribuíram ... o prémio Nobel ...
Desde então, Al Gore tem ganho fortunas a vender banha da cobra. A sua pasta é a do “aquecimento global”.
A história do “aquecimento global” terá tido origem quando Margaret Tatcher quis entalar os mineiros. Havendo que apaziguar os verdes, o enchimento de um papão permitiria que a construção de centrais nucleares não levantasse demasiadas ondas. A coisa funcionou suficientemente bem e as centrais avançaram.
Pela queda do divino muro de Berlim, a esquerda desempregada aproveitou o balanço e adoptou o mito como a causa que iria, finalmente, partir a espinha ao venenoso capitalismo.
Com a perca da presidência, Al Gore, desempregado, adoptou a mesma cau$a. De computador debaixo do braço passou a viajar pelo mundo todo exibindo o mais completo chorrilho de asneiras que a “ciência” alguma vez produziu.
A apurada colecção de disparates não tardou a ser adoptada pela esquerda floribélia e amante das “coisas biológicas mas sem químicos”. Em Portugal, como por quase todo o mundo, o filme de propaganda de Al Gore foi visionado em todas as escolas. Os professores de disciplinas ligadas às “ciências”, recorrendo a “manuais escolares” em que se “demonstrava” serem as chaminés fumegantes herança de Satanás, trataram de assegurar que os alunos tirariam as “correctas” conclusões.
Al Gore parece ter sido atacado de uma recaída. Via Educação Cor-de-Rosa, (uma excelente fonte de informação sobre causas rachadas) podem apreciar-se as tiradas do artista.
Nesta apresentação, aparentemente muitíssimo mais à defesa que na anterior, Al Gore contra-ataca ... mal, p’ra variar.
Al Gore começa por alvitrar sobre a calote polar norte porque, segundo ele, estará a desaparecer. Pois está. Todos os verões quase desaparece. Aliás, o último verão desapareceu de tal forma “nunca vista” que até a passagem de Noroeste ficou navegável. As alminhas tontas, entre as quais um insigne comercial das energias alternativas, vieram logo reclamar tratar-se da “prova final”. Nenhum dos palermas se perguntou porque se dava aquele nome ao pedaço de mar “agora” navegável.
A segunda investida do herói da esquerda dá-se contra o Sol. Segundo ele, a malta bushista que, naturalmente, não acredita no aquecimento global, diz que o incremento da temperatura na terra é oriundo do Sol. De facto assim é. É o Sol que aquece (ou não) a Terra. Mas a diferença de temperatura não se dá por variação da ‘força’ do Sol propriamente dito como Al Gore afirma reclamarem os sulfúricos. Dá-se porque o quase desaparecimento regular do vento solar permite que os raios cósmicos penetrem a atmosfera e dêem origem a mais nuvens que, por sua vez, reflectem mais a radiação solar. Já agora, desde 98 que a temperatura média global não sobe e dois importantes factores pré-anunciam que vai descer muito mais: este e este. Lá se vai às urtigas mais uma fulgurante causa “verde”.
E já me esquecia. No pólo Sul há gelo como há muito tempo não havia e o mar não está a subir mas a descer, e parece que este gajo teve azar.
Aos que ficarem em pânico com o que escrevo, procurem consolação nas palavras de António Guterres hoje (ontem) à tarde: o aquecimento global anda aí.
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De facto se houve, nalguma altura, potencial desequilíbrio planetário, terá sido no dia em que Al Gore arrecadou mais que 50% da votação (população votante). Outro dia, a riscar do mapa, deu-se quando lhe atribuíram ... o prémio Nobel ...
Desde então, Al Gore tem ganho fortunas a vender banha da cobra. A sua pasta é a do “aquecimento global”.
A história do “aquecimento global” terá tido origem quando Margaret Tatcher quis entalar os mineiros. Havendo que apaziguar os verdes, o enchimento de um papão permitiria que a construção de centrais nucleares não levantasse demasiadas ondas. A coisa funcionou suficientemente bem e as centrais avançaram.
Pela queda do divino muro de Berlim, a esquerda desempregada aproveitou o balanço e adoptou o mito como a causa que iria, finalmente, partir a espinha ao venenoso capitalismo.
Com a perca da presidência, Al Gore, desempregado, adoptou a mesma cau$a. De computador debaixo do braço passou a viajar pelo mundo todo exibindo o mais completo chorrilho de asneiras que a “ciência” alguma vez produziu.
A apurada colecção de disparates não tardou a ser adoptada pela esquerda floribélia e amante das “coisas biológicas mas sem químicos”. Em Portugal, como por quase todo o mundo, o filme de propaganda de Al Gore foi visionado em todas as escolas. Os professores de disciplinas ligadas às “ciências”, recorrendo a “manuais escolares” em que se “demonstrava” serem as chaminés fumegantes herança de Satanás, trataram de assegurar que os alunos tirariam as “correctas” conclusões.
Al Gore parece ter sido atacado de uma recaída. Via Educação Cor-de-Rosa, (uma excelente fonte de informação sobre causas rachadas) podem apreciar-se as tiradas do artista.
Nesta apresentação, aparentemente muitíssimo mais à defesa que na anterior, Al Gore contra-ataca ... mal, p’ra variar.
Al Gore começa por alvitrar sobre a calote polar norte porque, segundo ele, estará a desaparecer. Pois está. Todos os verões quase desaparece. Aliás, o último verão desapareceu de tal forma “nunca vista” que até a passagem de Noroeste ficou navegável. As alminhas tontas, entre as quais um insigne comercial das energias alternativas, vieram logo reclamar tratar-se da “prova final”. Nenhum dos palermas se perguntou porque se dava aquele nome ao pedaço de mar “agora” navegável.
A segunda investida do herói da esquerda dá-se contra o Sol. Segundo ele, a malta bushista que, naturalmente, não acredita no aquecimento global, diz que o incremento da temperatura na terra é oriundo do Sol. De facto assim é. É o Sol que aquece (ou não) a Terra. Mas a diferença de temperatura não se dá por variação da ‘força’ do Sol propriamente dito como Al Gore afirma reclamarem os sulfúricos. Dá-se porque o quase desaparecimento regular do vento solar permite que os raios cósmicos penetrem a atmosfera e dêem origem a mais nuvens que, por sua vez, reflectem mais a radiação solar. Já agora, desde 98 que a temperatura média global não sobe e dois importantes factores pré-anunciam que vai descer muito mais: este e este. Lá se vai às urtigas mais uma fulgurante causa “verde”.
E já me esquecia. No pólo Sul há gelo como há muito tempo não havia e o mar não está a subir mas a descer, e parece que este gajo teve azar.
Aos que ficarem em pânico com o que escrevo, procurem consolação nas palavras de António Guterres hoje (ontem) à tarde: o aquecimento global anda aí.
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domingo, 4 de maio de 2008
É um sistema que se pode considerar "justo" mas não perfeito
A entrada de novas economias para a ribalta económica Mundial veio trazer, obviamente, novos e interessantes contornos para o sistema neo-liberal vigente. O neo-liberalismo acolheu nas suas fileiras várias economias, da América do Sul até ao Sudoeste Asiático, do Leste Europeu até à África do Magrebe. Os mercados tornaram-se, em consequência, mais atractivos, mais especulativos, mais competitivos e mais autónomos. O neo-liberalismo não rejeita nem enjeita aqueles que se queiram inserir nele.
Ao longo da história, e à medida que o neo-liberalismo se ia alastrando a todos os pontos do planeta, os estados foram obrigados a habituarem-se a uma verdadeira ideia de competitividade que, muitas vezes, trazia dissabores a alguns deles (os Estados Unidos da América estão entre eles). Um dos dissabores é a deslocalização de empresas, que leva à fuga de investimentos para zonas consideradas mais atractivas, colocando em "xeque" muitos trabalhadores e estados das agora consideradas zonas menos interessantes.
A entrada da China, da Índia e do Brasil para esta ribalta e dos seus cerca de 2,5 mil milhões de habitantes, trouxe, no entanto, uma realidade nova: o número de consumidores aumentou exponencialmente. Se o número de consumidores aumentou exponencialmente, seria de esperar que a produção de artigos diversos aumentasse, em consonância com o abrupto crescimento de consumidores. Isto está realmente a acontecer, mas o planeta não está a conseguir dar respostas (ao que parece) a este astronómico aumento de consumidores. Isto leva ao aumento dos preços, a medidas alarmistas e a medidas de racionamento.
O desenvolvimento está lá e é bom que estas economias se entreguem de corpo e alma a um sistema económico que requer, entre outras coisas, capacidade de interacção e negociação, inteligência e, muitas vezes, matreirice.
Não é pouco vulgar verificarem-se acordos entre estados que agora se inserem no mercado Mundial (China, Índia, Brasil, por exemplo) com diversas empresas transnacionais para facilitar a entrada destas últimas em territórios até então "esquecidos". As empresas aproveitam-se dos baixos níveis salariais e da exploração de mão-de-obra fácil. Os estados aproveitam-se da dinâmica económica imposta e da diminuição da taxa de desemprego.
As classes médias-baixas, médias, médias altas e altas já atingem, em países como os acima referidos, valores bastante interessantes. Mas isto vem também trazer um problema: e aqueles que não pertencem a estas classes e que continuam a ser o grosso da população?
O Estado-Social será, mais tarde ou mais cedo, solução para estas pessoas. Isto se não forem as próprias empresas a colherem para as suas fileiras estes "renegados".
A confiança tem que ser inabalável e o futuro afigura-se, para estes países, grandioso. A inserção na economia de mercado trouxe inúmeros dividendos dos quais é inútil falar, pois estão bem à vista de todos: o número de analfabetos tem vindo a diminuir, a percentagem de população a viver abaixo do limiar da pobreza idem, a taxa de mortalidade infantil idem e a esperança média de vida tem vindo a subir.
São, actualmente, apenas alguns os estados do mundo que se recusam a entrar neste jogo (ou que entram mal, por vários motivos, entre os quais a corrupção, etc.). Eles são maioritariamente Africanos. Não é por acaso que é o continente da fome. Não é por acaso que é um, se não o menos, democrático de todos os continentes.
A Globalização e o neo-liberalismo não pode, especialmente nesta altura, ser negado por estes estados.
Estes países vieram trazer, efectivamente, novas oportunidades, novas transacções, novos negócios a um mundo que já era, só por si, "de loucos". A economia mudou, para bem de praticamente todos, mas vivemos sob um sistema que, apesar de tudo, permite aos mais fracos ascender, lutar e triunfar.
É um sistema que se pode considerar "justo" mas não perfeito.
O melhor que tivemos até hoje, mas que ainda podemos melhorar.
sábado, 3 de maio de 2008
Sem Red Ken, há dias felizes.
Londres acaba de ser livrar do inacreditável Ken Livingstone, o autarca esquerdista cujo discurso vagueava entre a habitual verborreia marxista dos ricos versus pobres, dos exploradores versus explorados, do grande capital contra o proletariado, etc, a causa palestiniana e o apoio explícito à ideologia jihadista, onde travestia o seu ódio aos judeus.
Com Red Ken intensificou-se na capital londrina, paradoxalmente um dos maiores centros financeiros do mundo, o domínio que as luminárias do multiculturalismo de origem marxista, exercem na vida política, cultural, intelectual, judicial.
Além de Chavez, Red Ken convidava e acamaradava com o sinistro Tariq Ramadan, neto de Al-Banna, apologista da jihad, apoiante do Hamas, proibido de entrar nos EUA, o homem que sentenciou que a melhor maneira de responder aos jihadistas era a rendição às suas exigências.
Foi com Red Ken que a própria policia londrina fez muitas vezes vista grossa a incitamentos claros à jihad feitos nas mesquitas e ruas de Londres.
Foi Red Ken quem convidou e recebeu com galhardia e entusiasmo revolucionário, o clérigo radical Yusuf-al-Qaradawi, banido nos USA, e conhecido por ser o mais emérito pregador do bombismo suicida, o qual abençoa com o glorioso epíteto de “heróica operação de martírio”. O mesmo Sr Qaradawi que respaldou a eventual morte da Drª Wafa Sultan. O mesmo Sr Qaradawi que afirma que “as mulheres e crianças sionistas podem e devem ser atacadas porque não são como as nossas”.
Em êxtase, o Sr Ken, do alto dos seus notáveis pergaminhos morais de esquerda, chamou-lhe “homem de moderação e tolerância”.
Acaba de levar um monumental pontapé nas bimbas.
Há dias em que fico feliz com pouco.
Com Red Ken intensificou-se na capital londrina, paradoxalmente um dos maiores centros financeiros do mundo, o domínio que as luminárias do multiculturalismo de origem marxista, exercem na vida política, cultural, intelectual, judicial.
Além de Chavez, Red Ken convidava e acamaradava com o sinistro Tariq Ramadan, neto de Al-Banna, apologista da jihad, apoiante do Hamas, proibido de entrar nos EUA, o homem que sentenciou que a melhor maneira de responder aos jihadistas era a rendição às suas exigências.
Foi com Red Ken que a própria policia londrina fez muitas vezes vista grossa a incitamentos claros à jihad feitos nas mesquitas e ruas de Londres.
Foi Red Ken quem convidou e recebeu com galhardia e entusiasmo revolucionário, o clérigo radical Yusuf-al-Qaradawi, banido nos USA, e conhecido por ser o mais emérito pregador do bombismo suicida, o qual abençoa com o glorioso epíteto de “heróica operação de martírio”. O mesmo Sr Qaradawi que respaldou a eventual morte da Drª Wafa Sultan. O mesmo Sr Qaradawi que afirma que “as mulheres e crianças sionistas podem e devem ser atacadas porque não são como as nossas”.
Em êxtase, o Sr Ken, do alto dos seus notáveis pergaminhos morais de esquerda, chamou-lhe “homem de moderação e tolerância”.
Acaba de levar um monumental pontapé nas bimbas.
Há dias em que fico feliz com pouco.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Esquecem-se
Ser-se anti-americano é, hoje em dia, condição sinequanon para qualquer apoiante da esquerda Europeia.
É-se apoiante independentemente de se comer hamburgueres ou pizzas, de se ouvir Elvis Presley ou Madonna, de se gostar de basebol ou de basquetebol ou de se ver uns bons filmes made in Hollywood. Penso que o que os move continua a ser a utopia e, ao mesmo tempo, a cegueira. A utopia de quererem viver num mundo sem classes. A utopia do vizinho a dar-nos a sua couve para fazer-mos a sopa. A utopia do todos felizes, sem guerra. A utopia do todos sem fome, nem que seja a comer sem garfo, sem faca e sem prato.
O mundo já não está como Marx e Lenine o viam. Aliás, é preciso dizer, em abono da verdade, que nunca esteve.
Quando falo de esquerda anti-americana Europeia falo, agora, de praticamente toda a esquerda. A esquerda mais ao centro tem sido uma das maiores artistas na arte de atirar postas de pescada contra a política externa e até interna dos Estados Unidos da América. Isto com a óbvia companhia da esquerda estúpida e da extrema-direita.
O mundo está, dizem, sem valores. De pantanas. A Globalização deu cabo disto tudo.
A culpa é dos Estados Unidos. Do neo-liberalismo. Do George W. Bush. Do imperialismo moderno. Dos sionistas.
Esquecem-se, no entanto, que foram os Estados Unidos da América um dos primeiros países do mundo a defenderem os valores que muitos deles usam como propriedade privada. Esquecem-se que foram os Estados Unidos da América que nos livraram do domínio do Eixo e, por consequência, dos fascismos. Esquecem-se que foram os Estados Unidos da América que levantaram a Europa por mais de uma vez. Esquecem-se que os seus valores actuais são condizentes, praticamente em pleno, com os dos Estados Unidos da América. Passaria a vida a dizer aquilo de que eles orgulhosamente se esquecem.
Esquecem-se.
O anti-americanismo é um fenómeno estranho e simultaneamente periogoso porque por mais que se tornem evidentes as coisas, por mais que se mostrem dados, por mais que se prove, o ódio cega-os.
Há dias discuti com uma pessoa porque este afirmava que a taxa de desemprego dos Estados Unidos da América rondava os 11%. Eu contrapus, sem conhecimentos exactos e actuais, que nunca poderia estar acima dos 6%.
Pois bem: apesar da crise nos Estados Unidos a taxa de desemprego situa-se na ordem dos 5%. Na zona Euro situa-se nos 7,1%.
A pessoa retratou-se em público quando apresentei os dados.
Mas são poucos aqueles que o fazem. Muito menos aqueles que se dão ao trabalho de ir procurar dados.
A doutrinação vagueia um pouco por todo o lado. A escola é um dos locais predilectos e as classes etárias mais baixas o elo mais fraco.
Miss Marple e o Incrível Hulk
Miss Marple resolve intrincados casos policiais por analogias com personagens do seu pequeno mundo rural.
A velha senhora “sabe” que a natureza humana está sempre à flor da pele, mesmo que escondida por sucessivas camadas de verniz cultural e civilizacional.
E não é necessário muito para que o verniz estale e qualquer sofisticado gentleman se transforme no primata territorial que nunca deixou de ser. Há um Incrível Hulk em cada um de nós.
A velha senhora “sabe” que a natureza humana está sempre à flor da pele, mesmo que escondida por sucessivas camadas de verniz cultural e civilizacional.
E não é necessário muito para que o verniz estale e qualquer sofisticado gentleman se transforme no primata territorial que nunca deixou de ser. Há um Incrível Hulk em cada um de nós.
Há dias ia no carro de um casal amigo, gente racional que se dá bem e tem uma conversa inteligente e sensata.
Ele ia a conduzir com o cruise control em 120 Km/h, e foi a essa velocidade que iniciou a ultrapassagem de um camião.
Algumas centenas de metros atrás, um fitipaldi em aproximação já vinha a fazer sinais de luzes e, a uma velocidade estonteante, colou-se à traseira do nosso carro apitando e barafustando.
Uma situação irritante e susceptível de fazer saltar o verniz a muita gente. A mim, por exemplo.
O meu amigo, detentor de uma notável carapaça, completou imperturbavelmente a ultrapassagem à velocidade a que vinha , fez sinal e retomou a faixa da direita.
O fitipaldi estava furioso e fez questão de o demonstrar, plantando-se à frente do nosso carro e executando sucessivas travagens.
Uma situação perigosa, mas banal nas nossas auto-estradas.
Este poste é sobre a reacção da esposa.
Eu estava indignado com o fitipaldi e, se o apanhase de feição, provavelmente o meu Incrível Hulk faria um bonito.
A senhora, visivelmente nervosa, desatou a criticar o marido e a assacar-lhe culpas por ter incorrido na fúria do fitipaldi, apesar de ele não ter feito rigorosamente nada, e ter agido até com notável contenção.
É aqui que entra a análise à Miss Marple.
Eu sou diferente da senhora. A minha solidariedade vai para os meus, para aqueles que são a minha pertença e a fúria reservo-a para o “outro”.
A senhora vê o seu mundo a ser agredido e, em vez de apoiar os seus, desata a criticá-los e a culpá-los. O fitipaldi, se assistisse à cena, esfregaria as mãos de contente pelo improvável aliado.
O que mais me impressionou, é que em nenhum momento a senhora se lembrou de criticar o óbvio culpado. É como se, para ela, o fitipaldi não pudesse agir de outra forma, sendo obrigação do marido adivinhar, ceder e adaptar-se às características do fitipaldi, mesmo que para isso infringisse as regras do seu mundo.
A senhora é de esquerda, mesmo que o não saiba, porque a sua atitude é exactamente a que define a esquerda “multiculturalista”: infinitamente tolerante para com o “outro” e absurdamente crítica com a própria cultura e civilização; sempre disponível para justificar e compreender o terrorismo e obcecada com a condenação e crítica daqueles que lhe fazem frente.
E depois percebi a razão:
Medo animal.
A senhora tinha medo do que dali pudesse resultar. Temia pelo seu mundo. E estava disposta a todas as cedências e indignidades para evitar a situação de onde esse medo nascia.
É também o medo que faz mover a esquerda.
Na década de 80 a esquerda berrava “antes vermelhos que mortos”, e criticava não os mísseis russos apontados às suas cabeças, mas os que os americanos queriam instalar para responder a essa ameaça. Temia os russos e por isso criticava os americanos.
Hoje a esquerda critica, não o terrorismo, mas a resposta ao terrorismo. Não o islamismo, mas a resposta ao islamismo.
Tem medo dos americanos?
Não, teme os terroristas! Consequentente critica os americanos.
É por isso que o grito “antes dhimmis que mortos”, está pronto a sair das gargantas de muita gente.
Medo puro e simples!
A esquerda, segundo Miss Marple!
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Chulos
Esta bela prosa resulta do ensino centrado nos interesses do aluno sem que as suas crenças sejam postas em causa. E esta prosa aponta para este discurso de José Soeiro.
José Soeiro, do Bloco de Esquerda, diz que o 25 de Abril foi feito para nos libertar do passado.
A razão por que foi feito, ou iniciado, não é de momento, para aqui chamada. Mas que havia esperança de que nos libertasse de algo, era verdade.
A primeira esperança do 25 de Abril, residia na libertação da obrigatória linha de pensamento, sob pena de se ficar ao alcance dos rapazes da rua António Maria Cardoso.
Do 25 de Abril podia esperar-se muita coisa, mas uma delas tinha a ver com a possibilidade de se exercer poder sob o próprio destino de cada um. Para os distraídos ou para os que nem assim querem perceber o que escrevo, esperava-se, pelo 25 de Abril, que cada um tivesse oportunidade de conquistar amor-próprio e de estabelecer independência económica que lhe permitisse estar ao razoável abrigo das vicissitudes da vida. Para o conseguir havia que dotar todo e qualquer cidadão da cultura necessária (sentido lato) que lhe permitisse servir a sociedade elevando o seu padrão de vida e, indirectamente, servir-se a si próprio.
Evidentemente que cada um é como cada qual e nem vou perder tempo a explicar que nem toda a gente tem capacidade intrínseca para conseguir elevar-se de forma a permitir-lhe viver sem ajuda alheia e que, neste caso, há que dar a mão ao infortúnio: a mãe natureza sabe bem ser filha da puta sempre que lhe apetece. O que é desnecessário é que filhos da puta queiram viver, como carraças, à custa da vítima.
Mas voltemos ao disparate segundo o qual o 25 de Abril teria sido feito para nos libertar do passado. A aceitar a tese do proponente, o 25 de Abril falhou e a prova está no bem vivo passado, encarnado em José Soeiro.
....
José Soeiro faz-nos perder tempo enquanto debita bruxedos relativos às clemências e inclemências do passado e futuros, numa espécie de catarse em pimbalhada revolucionária.
Logo depois fala da “inversão da relação de forças entre capital e trabalho, a exigência de uma cidadania que era mais que um estatuto legal” ... “desobediência ao poder” ... “direitos civis políticos e sociais inseparáveis”.
Claro que nada fala de deveres. Deveres são coisas caducas, de antes do 25 de Abril. Fala de cidadania e diz que se desenvolve no quadro da desobediência ao poder do cidadão.
“Entre esses direitos, temos os serviços públicos”, tudo ferramentas de combate às injustiças. E continua sem falar de deveres e obrigações do cidadão para com esses serviços públicos.
“A escola tem sido um elemento central da crença no progresso” ... “com a generosidade dos pedagogos”.
Na cabeça de José Soeiro a escola está relacionada com crenças. Uma delas a do progresso. Segundo José Soeiro, o progresso será uma crença, não uma coisa alcançável e pela qual valha a pena trabalhar. Segundo Soeiro, o aluno não tem o dever de aproveitar a escola para que se alcance progresso. O aluno deve apenas acreditar que o progresso será alcançado, ponto final.
“os grandes pensadores progressistas consideraram sempre a escola como um elemento transformador das sociedades.”
Ora cá está o elemento “transformador”. A escola, para José Soeiro, não está ao serviço da sociedade, mas deve ser seu carrasco, sua “transformadora”. Evidentemente que a escola deverá “transformar” sob a batuta dos tais “pensadores progressistas” de que, evidentemente, José Soeiro é exemplo.
“O sentimento dominante em relação à escola de hoje é de incerteza”. Bom, há a certeza que cada dia é uma surpresa. É a escola desafio permanente à autoridade. A escola bagunça total, a escola pantanal.
“Não correspondeu a uma igualização das oportunidade sociais” ... Bom, mais à frente José Soeiro fala da geração dos 500 euros. Aí está, igualmente má para todos.
“A escola massificou-se sem se democratiza completamente” ... Pois, ainda não está completamente democratizada. Logo que José Soeiro consiga distribuir ao primeiro dia de aulas da vida de cada aluno, um canudo de Doutor, a democratização estará completa.
“Não resolvemos o problema do sucesso educativo para todos”. Mas está garantido o insucesso equalitário. Que mais quer José Soeiro?
“Não consegue romper o ciclo vicioso de pobreza porque não garante a todos as mesmas condições de sucesso.” Que tal ficaria se José Soeiro tivesse dito: ‘Não consegue romper o ciclo vicioso de pobreza porque garante a todos o mesmo sucesso - nenhum’.
“A escola exclui incluindo”. Esta fica para o padre Jeremiah Wright. Deve ser coisa de Bush.
“E num certo sentido a inclusão na escola deixou de fazer sentido porque é difícil perceber porque é que precisamos de lá estar”. Adoro esta coisa de “certo sentido”. Poderia ter dito ‘a diarreia ter uma certa textura’. Quanto ao resto, matem-se ao nível da bufa verde.
...
“Temos, isso sim, falta de empregos qualificados “ ... “um modelo produtivo atrasado baseado na mão-de-obra barata”. É natural que avançadas mentalidades em desobdiência sirvam apenas para um sistema produtivo atrasado. Bom, não há empregos qualificados porque há falta de empregos em que se possa exercitar a desobediência ao poder. Mas a culpa é do capital.
“A geração dos 500 euros vive na corda bamba”. Já não é mau. Enquanto houver corda ...
“nenhuns direitos, nenhuma capacidade de projectar um futuro”. Quererá José Soeiro projectar o futuro para o passado? Dir-se-ia incapacidade em projectar o futuro é um desígnio de José Soeiro. Ao fim e ao cabo porque deverá haver projectos de futuro? Para usar como alvo de desfio ao poder?
...
...
O Bloco de Esquerda não passa de uma associação de proxenetas. O bloco de Esquerda pretende apenas garantir a existência de putas para as poder explorar ao seu serviço. Sem incluídos em ignorância, sem burros, sem idiotas, sem alternativos à força, sem diversidades sintetizadas, sem excluídos forçados ou por absoluta “democratização” do ensino, o Bloco de esquerda fica ao livre arbítrio das putas libertadas pelo 25 de Abril.
Há uns quantos palermas que percebendo isso, se aprontam a aprender o discurso das vacas loucas esperando passar de potenciais idiotas a chulos na rua de S. Bento.
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José Soeiro, do Bloco de Esquerda, diz que o 25 de Abril foi feito para nos libertar do passado.
A razão por que foi feito, ou iniciado, não é de momento, para aqui chamada. Mas que havia esperança de que nos libertasse de algo, era verdade.
A primeira esperança do 25 de Abril, residia na libertação da obrigatória linha de pensamento, sob pena de se ficar ao alcance dos rapazes da rua António Maria Cardoso.
Do 25 de Abril podia esperar-se muita coisa, mas uma delas tinha a ver com a possibilidade de se exercer poder sob o próprio destino de cada um. Para os distraídos ou para os que nem assim querem perceber o que escrevo, esperava-se, pelo 25 de Abril, que cada um tivesse oportunidade de conquistar amor-próprio e de estabelecer independência económica que lhe permitisse estar ao razoável abrigo das vicissitudes da vida. Para o conseguir havia que dotar todo e qualquer cidadão da cultura necessária (sentido lato) que lhe permitisse servir a sociedade elevando o seu padrão de vida e, indirectamente, servir-se a si próprio.
Evidentemente que cada um é como cada qual e nem vou perder tempo a explicar que nem toda a gente tem capacidade intrínseca para conseguir elevar-se de forma a permitir-lhe viver sem ajuda alheia e que, neste caso, há que dar a mão ao infortúnio: a mãe natureza sabe bem ser filha da puta sempre que lhe apetece. O que é desnecessário é que filhos da puta queiram viver, como carraças, à custa da vítima.
Mas voltemos ao disparate segundo o qual o 25 de Abril teria sido feito para nos libertar do passado. A aceitar a tese do proponente, o 25 de Abril falhou e a prova está no bem vivo passado, encarnado em José Soeiro.
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José Soeiro faz-nos perder tempo enquanto debita bruxedos relativos às clemências e inclemências do passado e futuros, numa espécie de catarse em pimbalhada revolucionária.
Logo depois fala da “inversão da relação de forças entre capital e trabalho, a exigência de uma cidadania que era mais que um estatuto legal” ... “desobediência ao poder” ... “direitos civis políticos e sociais inseparáveis”.
Claro que nada fala de deveres. Deveres são coisas caducas, de antes do 25 de Abril. Fala de cidadania e diz que se desenvolve no quadro da desobediência ao poder do cidadão.
“Entre esses direitos, temos os serviços públicos”, tudo ferramentas de combate às injustiças. E continua sem falar de deveres e obrigações do cidadão para com esses serviços públicos.
“A escola tem sido um elemento central da crença no progresso” ... “com a generosidade dos pedagogos”.
Na cabeça de José Soeiro a escola está relacionada com crenças. Uma delas a do progresso. Segundo José Soeiro, o progresso será uma crença, não uma coisa alcançável e pela qual valha a pena trabalhar. Segundo Soeiro, o aluno não tem o dever de aproveitar a escola para que se alcance progresso. O aluno deve apenas acreditar que o progresso será alcançado, ponto final.
“os grandes pensadores progressistas consideraram sempre a escola como um elemento transformador das sociedades.”
Ora cá está o elemento “transformador”. A escola, para José Soeiro, não está ao serviço da sociedade, mas deve ser seu carrasco, sua “transformadora”. Evidentemente que a escola deverá “transformar” sob a batuta dos tais “pensadores progressistas” de que, evidentemente, José Soeiro é exemplo.
“O sentimento dominante em relação à escola de hoje é de incerteza”. Bom, há a certeza que cada dia é uma surpresa. É a escola desafio permanente à autoridade. A escola bagunça total, a escola pantanal.
“Não correspondeu a uma igualização das oportunidade sociais” ... Bom, mais à frente José Soeiro fala da geração dos 500 euros. Aí está, igualmente má para todos.
“A escola massificou-se sem se democratiza completamente” ... Pois, ainda não está completamente democratizada. Logo que José Soeiro consiga distribuir ao primeiro dia de aulas da vida de cada aluno, um canudo de Doutor, a democratização estará completa.
“Não resolvemos o problema do sucesso educativo para todos”. Mas está garantido o insucesso equalitário. Que mais quer José Soeiro?
“Não consegue romper o ciclo vicioso de pobreza porque não garante a todos as mesmas condições de sucesso.” Que tal ficaria se José Soeiro tivesse dito: ‘Não consegue romper o ciclo vicioso de pobreza porque garante a todos o mesmo sucesso - nenhum’.
“A escola exclui incluindo”. Esta fica para o padre Jeremiah Wright. Deve ser coisa de Bush.
“E num certo sentido a inclusão na escola deixou de fazer sentido porque é difícil perceber porque é que precisamos de lá estar”. Adoro esta coisa de “certo sentido”. Poderia ter dito ‘a diarreia ter uma certa textura’. Quanto ao resto, matem-se ao nível da bufa verde.
...
“Temos, isso sim, falta de empregos qualificados “ ... “um modelo produtivo atrasado baseado na mão-de-obra barata”. É natural que avançadas mentalidades em desobdiência sirvam apenas para um sistema produtivo atrasado. Bom, não há empregos qualificados porque há falta de empregos em que se possa exercitar a desobediência ao poder. Mas a culpa é do capital.
“A geração dos 500 euros vive na corda bamba”. Já não é mau. Enquanto houver corda ...
“nenhuns direitos, nenhuma capacidade de projectar um futuro”. Quererá José Soeiro projectar o futuro para o passado? Dir-se-ia incapacidade em projectar o futuro é um desígnio de José Soeiro. Ao fim e ao cabo porque deverá haver projectos de futuro? Para usar como alvo de desfio ao poder?
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O Bloco de Esquerda não passa de uma associação de proxenetas. O bloco de Esquerda pretende apenas garantir a existência de putas para as poder explorar ao seu serviço. Sem incluídos em ignorância, sem burros, sem idiotas, sem alternativos à força, sem diversidades sintetizadas, sem excluídos forçados ou por absoluta “democratização” do ensino, o Bloco de esquerda fica ao livre arbítrio das putas libertadas pelo 25 de Abril.
Há uns quantos palermas que percebendo isso, se aprontam a aprender o discurso das vacas loucas esperando passar de potenciais idiotas a chulos na rua de S. Bento.
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Os castigadores
De cada vez que um dirigente se afasta por própria iniciativa aparecem sempre uma colecção de almas, predominantemente de esquerda, a reclamar que fulano de tal "fugiu".
...
Cavaco Silva foi empossado primeiro-ministro em 1985 e em minoria. Em 87, após a aprovação de uma moção de censura, houve lugar a novas eleições que o PSD ganhou em maioria absoluta. Em minoria, Cavaco tinha tentado levar em frente a governação mas a oposição tudo encravava. Estou em crer que Ramalho Eanes, então líder do PRD, percebendo da absoluta necessidade de uma maioria absoluta, conduziu o PRD à aprovação da moção se censura que levou o primeiro governo de Cavaco a cair. Foi talvez o primeiro caso (passado recente) em que alguém, consciente da inutilidade do projecto que liderava, resolveu retirar-se e garantir que alguém “pode fazer” sem ter sempre às canelas quem apenas “não quer deixar fazer”.
Em 1991 o PSD volta a ganhar as legislativas, novamente por maioria absoluta, e Cavaco Silva continua primeiro-ministro.
A partir de meio deste terceiro mandato de Cavaco começou a perceber-se que o desgaste provocado por cerca de uma dezena de anos de governação abre fendas na coesão do governo e do PSD. O poder, exercido por muito tempo e sempre debaixo de fogo, provoca corrosão. Paulo Portas tem nesta altura um papel importante. Aos comandos do jornal O Independente, e procurando formatar uma carreira política, entretém-se, a abater figuras importantes da governação e do PSD.
Cheirando às hostes do PSD que o fim de ciclo poderia estar próximo, começam a saltitar, como pipocas, aqui e ali, broncas provocadas por quem aproveita o que lhes parece já não poder durar muito.
Não foram poucas as vozes de esquerda que reclamaram que Cavaco se mantivesse ao leme do periclitante navio até ao fim, como quem castiga quem faz uma maldade. “Fez a cama, deite-se nela” dizia-se. O Presidente da República, Mário Soares, um outro franco-atirador, entretinha-se a “chatear o governo”.
Cavaco decidiu afastar-se e, para garantir claramente que o PSD sairia do governo, teve o cuidado de deixar Fernando Nogueira a liderar o partido.
Em 1995, António Guterres do PS assumiu o comando do novo governo sem maioria absoluta. A governação foi-se fazendo a conta-gotas, sempre negociando tremoço a tremoço.
Em 1999 o PS volta a ganhar as eleições tendo ficado com o mesmo número de deputados que toda a oposição. A governação continuou a fazer-se a conta-gotas, cada vez mais contadas e em gotas cada vez mais pequenas.
Mais atacado que Cavaco Silva, Guterres sofre um desgaste monumental que alastra a todo o governo. Atacado pelo mesmo fenómeno que tinha atacado Cavaco Silva, Guterres apresenta a demissão e afasta-se na sequência de um mau resultado em autárquicas.
“Malandro”, vocifera a esquerda. “Tinha feito a cama agora havia que deitar-se nela”.
À esquerda nunca nada interessa a não ser o mal do governo, como se isso não implicasse o mal de todos. Mas já se sabe que eles acreditam que os amanhãs cantantes brotam sobre terra queimada.
Durão Barroso, novo líder do PSD escolhido em biliões de rocambolescas peripécias (“Durão, por favor, avança”) acaba por assumir, ainda em 2002, o comando em eleições que o PSD acaba por ganhar. Em minoria, Durão aceita a “colaboração” do CDS agora travestido em PP ou, talvez, CDS-PP. Paulo Portas, o figadal “jornalista” inimigo de Cavaco e do PSD está ao leme do PP.
Muitas figuras negam entrar para o governo para não terem que aturar Portas. Ninguém acredita nele e a cada gaveta que Portas abre brota um esqueleto.
Durão acaba por perceber que não tem qualquer hipótese de governar eficientemente e aproveita a oportunidade que se lhe abre em Bruxelas.
Malandro! Fugiu! Volta a esquerda a berrar.
Apanhado de surpresa, o PS vacila. Sampaio acaba por aceitar Santana Lopes como primeiro-ministro.
O governo de Santana Lopes foi um flop e o PS, desta vez com José Sócrates, volta ao poder.
Tudo indica que enquanto Sócrates conseguir manter a coesão no governo o PSD vai chuchando o dedo.
...
Continuo sem perceber que história é esta do “malandro que foge”. Eu diria que seria uma irresponsabilidade manter-se o comando a um governo moribundo.
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Cavaco Silva foi empossado primeiro-ministro em 1985 e em minoria. Em 87, após a aprovação de uma moção de censura, houve lugar a novas eleições que o PSD ganhou em maioria absoluta. Em minoria, Cavaco tinha tentado levar em frente a governação mas a oposição tudo encravava. Estou em crer que Ramalho Eanes, então líder do PRD, percebendo da absoluta necessidade de uma maioria absoluta, conduziu o PRD à aprovação da moção se censura que levou o primeiro governo de Cavaco a cair. Foi talvez o primeiro caso (passado recente) em que alguém, consciente da inutilidade do projecto que liderava, resolveu retirar-se e garantir que alguém “pode fazer” sem ter sempre às canelas quem apenas “não quer deixar fazer”.
Em 1991 o PSD volta a ganhar as legislativas, novamente por maioria absoluta, e Cavaco Silva continua primeiro-ministro.
A partir de meio deste terceiro mandato de Cavaco começou a perceber-se que o desgaste provocado por cerca de uma dezena de anos de governação abre fendas na coesão do governo e do PSD. O poder, exercido por muito tempo e sempre debaixo de fogo, provoca corrosão. Paulo Portas tem nesta altura um papel importante. Aos comandos do jornal O Independente, e procurando formatar uma carreira política, entretém-se, a abater figuras importantes da governação e do PSD.
Cheirando às hostes do PSD que o fim de ciclo poderia estar próximo, começam a saltitar, como pipocas, aqui e ali, broncas provocadas por quem aproveita o que lhes parece já não poder durar muito.
Não foram poucas as vozes de esquerda que reclamaram que Cavaco se mantivesse ao leme do periclitante navio até ao fim, como quem castiga quem faz uma maldade. “Fez a cama, deite-se nela” dizia-se. O Presidente da República, Mário Soares, um outro franco-atirador, entretinha-se a “chatear o governo”.
Cavaco decidiu afastar-se e, para garantir claramente que o PSD sairia do governo, teve o cuidado de deixar Fernando Nogueira a liderar o partido.
Em 1995, António Guterres do PS assumiu o comando do novo governo sem maioria absoluta. A governação foi-se fazendo a conta-gotas, sempre negociando tremoço a tremoço.
Em 1999 o PS volta a ganhar as eleições tendo ficado com o mesmo número de deputados que toda a oposição. A governação continuou a fazer-se a conta-gotas, cada vez mais contadas e em gotas cada vez mais pequenas.
Mais atacado que Cavaco Silva, Guterres sofre um desgaste monumental que alastra a todo o governo. Atacado pelo mesmo fenómeno que tinha atacado Cavaco Silva, Guterres apresenta a demissão e afasta-se na sequência de um mau resultado em autárquicas.
“Malandro”, vocifera a esquerda. “Tinha feito a cama agora havia que deitar-se nela”.
À esquerda nunca nada interessa a não ser o mal do governo, como se isso não implicasse o mal de todos. Mas já se sabe que eles acreditam que os amanhãs cantantes brotam sobre terra queimada.
Durão Barroso, novo líder do PSD escolhido em biliões de rocambolescas peripécias (“Durão, por favor, avança”) acaba por assumir, ainda em 2002, o comando em eleições que o PSD acaba por ganhar. Em minoria, Durão aceita a “colaboração” do CDS agora travestido em PP ou, talvez, CDS-PP. Paulo Portas, o figadal “jornalista” inimigo de Cavaco e do PSD está ao leme do PP.
Muitas figuras negam entrar para o governo para não terem que aturar Portas. Ninguém acredita nele e a cada gaveta que Portas abre brota um esqueleto.
Durão acaba por perceber que não tem qualquer hipótese de governar eficientemente e aproveita a oportunidade que se lhe abre em Bruxelas.
Malandro! Fugiu! Volta a esquerda a berrar.
Apanhado de surpresa, o PS vacila. Sampaio acaba por aceitar Santana Lopes como primeiro-ministro.
O governo de Santana Lopes foi um flop e o PS, desta vez com José Sócrates, volta ao poder.
Tudo indica que enquanto Sócrates conseguir manter a coesão no governo o PSD vai chuchando o dedo.
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Continuo sem perceber que história é esta do “malandro que foge”. Eu diria que seria uma irresponsabilidade manter-se o comando a um governo moribundo.
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A crise continua

Crise. Recessão. Depressão. Agora é que vai ser: os EUA vão entrar pelo cano e nós atrás deles.
Talvez para a próxima. Para já, e pelo trigésimo trimestre consecutivo, a economia norte-americana voltou a crescer. Segundo dados agora divulgados, o crescimento do PIB foi igual ao do trimestre anterior, 0,6% de Janeiro a Março de 2008.
Profetas da desgraça que prometeram comer os seus chapéus de Nostradamus:
Bom apetite!
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