[Via Ramiro Marques]
Troika: Governo deve considerar envergonhar responsáveis da energia e das PPP.
... titula o Jornal de Negócios. Trata-se de algo que não me surpreende.
A recentemente adquirida percepção generalizada (com anos de atraso) que os projectos de energias renováveis eram um embuste gigantesco, levou a EDP a subir a parada e entrar no que parece ser o pináculo da sua inqualificável propaganda espalhando cartazes em que (entre outros casos) uma criança declara "a minha mãe é mágica".
Paralelamente, a EDP adquiriu quantidades colossais de espaço publicitário de rádio e TV numa óbvia cartada de amaciamento e abafamento da adversidade entretanto instalada na comunicação social que tinha, entretanto, começado a fazer o que lhe competia.
Este lance, por todo o espaço público, trouxa a EDP a um outro patamar que a deixa exposta a ataques políticos directos. A inegável falta de vergonha que a EDP tem demonstrado ao presentear-nos com a mais pura trampa publicitária torna claro que a EDP está convencida que vai no caminho certo. Sendo assim, muito bem, pois que a EDP seja envergonhada em público no que respeita à sua política sanguessuga de exploração da população em geral por via da aplicação de absurdos preços de energia eléctrica decorrentes da instalação de equipamentos de custo exorbitante e inúteis.
A EDP não quer negociar? Pois, novamente, muito bem. Fica-se a saber que as mesmas bruxas que na EDP não têm a decência de não expor, em cartazes, os filhos dos seus trabalhadores a quem chama "colaboradores" declarando (por boca alheia), entre outras gracinhas, que a mamã é mágica por trabalhar na pilha gigante do SOL, deverão, num equivalente golpe de magia, desaparecer juntamente com as suas energias e preços exorbitantes.
It is quite gratifying to feel guilty if you haven't done anything wrong: how noble! (Hannah Arendt).
Teste
teste
sábado, 14 de abril de 2012
Neo-socialismo indignácaro e "o estado é que vai pagar a multa*"
António Balbino Caldeira: Consultoria: a base operacional de poder efetivo do socialismo radical
[O "acordo" é uma praga! Conheço o cação mas não o fação.]
* E porque não os "especuladores"?
Neste País arruinado, para provocar a mudança, é decisivo analisar a consultoria prestada ao Estado e setor público pelas empresas e organizações ligadas ao PS radical, da matriz ex-férrica, através de ajuste direto e de concurso, o seu volume em dinheiro e os contratos, desde 1995. Nomeadamente, estas sete magníficas organizações:
[...]
Seria importante ainda verificar o fluxograma das suas relações com associações empresariais e sindicatos (nomeadamente, a CGTP de Carvalho da Silva), bem como o relacionamento que estabelecem, no quadro do planeamento, gestão e avaliação de projetos público, com os grupos económicos.
O motivo do interesse e legitimidade desta análise é a origem, substância e consequência política destas organizações, que têm funcionado como importantes centros de poder político, de formação e treino, de recrutamento e de infiltração e partilha do Estado e de financiamento político (nomeadamente, de sustento e rendimento de quadros socialistas que elas empregam) - e de bases e instâncias de recuo, quando a alternância sistémica temporariamente o simula. Estas organizações são também laboratórios de aliança com outras forças partidárias - Bloco de Esquerda, fação direita do PC e setores sistémicos do PSD.
A necessidade de barrela geral do Estado obriga à limpeza dos contratos chorudos de consultoria, seja de personalidades e entidades ligadas ao Partido Socialista ou de outros partidos.
[O "acordo" é uma praga! Conheço o cação mas não o fação.]
* E porque não os "especuladores"?
sexta-feira, 13 de abril de 2012
CENSURA TEM SEMPRE A VER COM SEXO
Todos os museus holandeses organizam este fim
de semana o dia-do-museu. Uma espécie de Open House em que a entrada é
gratuita. Para apoiar esta campanha, cada museu mandou imprimir cartazes
lúdicos para espalhar pelas respectivas cidades no intuito de atrair todo o
tipo de pessoas.
O Museu da Moeda optou pelo cartaz que vemos a
seguir: uma lourinha bem gira fotografada num pedestal segurando um mealheiro de porcelana…
Numa paragem de autocarros de um bairro de
Utreque onde vivem muitos estrangeiros (ler muçulmanos), a fotografia foi pelos
vistos considerada demasiado ousada e coberta com um plástico, onde no centro se pode ler em holandês fracote a seguinte mensagem:
Não queremos
anúncios no nosso bairro. Ergue-te e combate nesta causa para a protecção dos
nossos filhos!
Vejam a diferença com os fantásticos anos setenta! (Aposto que todos os portugueses refugiados da minha geração conhecem esta fotografia)
Os partidos
políticos – neste caso o PSP (pacifistische socialistische partij) – com a
maior da naturalidade espetavam nos cartazes a gaja mais boa das suas
fileiras, e toda a malta continuava nas calmas a discutir o salário mínimo e a
liberdade de expressão.
Hoje em dia isto já
não é possível. Aos frustrados e puritanos europeus, vieram juntar-se os
muçulmanos e, last but not least, ultimamente até os americanos do Time is
Money, andam muito beatos! E esta enorme massa de gente sexualmente
frustradíssima por causa das religiões, arranja sempre uns códigos morais lá
muito deles para embirrar e impedir a felicidade dos outros… Resumindo, nem
fodem nem deixam foder.
Será que ainda vão passar séculos
até que os católicos, os ortodoxos, os muçulmanos, o Rick Santorum, o O’Reilly
e o Papa nos larguem de vez da braguilha?
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Paragem de autocarro
Concelho limítrofe do de Lisboa. Hoje, de manhã. Junto ao
portão de uma escola secundária. Um automóvel que pára.
Sai um adolescente dos seus 17 anos. Despede-se da
condutora.
— Até logo!
— …
— Não, não é preciso vires buscar-me.
— …
— Não, não tenho passe.
— …
— ‘Tão, fasse cmózoutros…
— …
— O motorista deixa-os entrar todos no autocarro. Senão,
quando o autocarro passa no bairro é apedrejado.
— …
— É, é sempre assim. Há bué! Desde que eu cá estou, na
escola.
— …
— Os motoristas pensam que eu também vivo lá no bairro…
— …
— Acchh… Se eu tivesse o passe, começavam logo a
chamar-me betinho e tal… Não vale a pena. Pagar pra quê? Eu conheço os
motoristas fixes e tudo…
— …
— Tchau!
— …
— Acchh… Não há crise! A setôra já não marca falta, já
sabe que eu chego atrasado à primeira hora. Senão, tinha que chumbar uma data
deles…
Piada xenófoba ou realismo ou realismo de sorriso amarelo?
Recebido por email:
Os árabes
estão a reproduzir-se com velocidade.
|
João Cantiga Esteves no Jornal das 9 da SIC
Leis laborais
Não há crescimento há mais de uma década
O desastre do défice das contas públicas
60% dos trabalhadores têm apenas pré-escolar e básico
O desastre das políticas públicas de criação de emprego
Pagamos muito caro um estado quase contínuo de negação
É (era) insustentável reformar gente a partir dos 50 e tal
Não há dinheiro, nada poderá manter-se como está
Não há crescimento há mais de uma década
O desastre do défice das contas públicas
60% dos trabalhadores têm apenas pré-escolar e básico
O desastre das políticas públicas de criação de emprego
Pagamos muito caro um estado quase contínuo de negação
É (era) insustentável reformar gente a partir dos 50 e tal
Não há dinheiro, nada poderá manter-se como está
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Nivaldo Cordeiro: a questão judaica
"O excelente artigo do português João Pereira Coutinho (O filho pródigo), publicado hoje na Folha de São Paulo, nos levar a meditar sobre a questão judaica, que renasce com toda a força. E não apenas no meio do islã. Basta lembrar que Gunter Grass, famoso escritor alemão, acabou de publicar um poema relembrando os bons tempos do nazismo. Eu precisei responder para mim mesmo o porquê do Holocausto ter sido possível e para isso mergulhei na alta literatura, que tem sido fonte dos cursos que ofereço. Vejo o Mal em ação, o Mal que aprende e que se potencia contra as coisas de Deus. Os judeus, como os cristãos, são seu alvo, sempre e sempre. De novo e de novo. Vivemos tempos de grandes perigos porque o senso moral caiu e a Besta, o moderno Estado nacional, está na mão de bandos de Sanchos Panças controlados pelo Mal."Artigo de João Pereira Coutinho.
Os muçulmanos não são felizes
Tradução e ligeira adaptação de um mail que
circula em Inglaterra.
Quem dá regularmente uma vista de olhos pela
imprensa mundial acerca do mundo muçulmano, só pode tirar uma conclusão: os
muçulmanos não são felizes - mesmo os que têm quatro mulheres ao seu dispor…
E a verdade é que:
não são felizes em Gaza,
não são felizes na Cisjordânia,
não são felizes em Jerusalém,
não são felizes no Egipto,
não são felizes na Líbia,
não são felizes na Argélia,
não são felizes na Tunísia,
não são felizes em Marrocos,
não são felizes no Iémen,
não são felizes no Iraque,
não são felizes no Afeganistão,
não são felizes na Síria,
não são felizes no Líbano,
não são felizes no Sudão,
não são felizes na Jordânia,
não são felizes no Irão
não são felizes no Paquistão.
E onde é que eles são felizes?
São felizes na Inglaterra,
são felizes em França,
são felizes na Itália,
são felizes na Alemanha,
são felizes na Suécia,
são felizes na Holanda,
são felizes na Dinamarca,
são felizes na Bélgica,
são felizes na Noruega,
são felizes nos E.U.A.,
são felizes no Canadá,
são felizes na Roménia,
são felizes na Hungria,
são felizes na Austrália,
são felizes na Nova Zelândia,
até são felizes em Israel…
Conclusão, são felizes em qualquer parte do
mundo que não esteja sob a pata do Islão.
Mas a quem é que eles NUNCA dão a culpa da sua infelicidade?
Mas a quem é que eles NUNCA dão a culpa da sua infelicidade?
Ao Islão, aos seus líderes religiosos, ao Profeta Maomé, ao Corão e a eles próprios.
Paradoxalmente, quem é que eles culpam da sua
infelicidade?
Os países onde vivem bem! E até querem modificá-los
para se parecerem com os países de onde eles são originários!
Vá lá uma pessoa entender esta
gente!!!
Unha-3: foguetão pacífico ou míssil ameaçador?
No Em Órbita:
[...] Então surge a questão: O que é o Unha-3 - um foguetão pacífico ou um míssil ameaçador? Na verdade é um pouco de ambos. Recentemente, Ryu Gum Chol, Director Executivo da Exploração Espacial no Departamento de Tecnologia Espacial da Coreia do Norte, referiu que o Kwangmyongsong-3 pesava somente 100 kg e que para uma arma, este peso seria pouco eficaz. Por outro lado, sublinhou que o lançamento de um míssil balístico intercontinental necessitaria de uma tecnologia mais avançada e que não teria lugar de uma posição fixa. Ora, a referência à massa do Kwangmyongsong-3 como forma de justificar a veia pacífica desta lançamento pode levar em erro, pois um míssil balístico de dois estágios baseado no Unha-3, teria uma capacidade de carga muito superior a 100 kg. Sabendo que os Estados Unidos possuem ogivas nucleares com uma massa de cerca de 100 kg e admitindo que a Coreia do Norte ainda não foi capaz de fabricar ogivas deste tipo, logo este míssil desenvolvido a partir do Unha-3 poderá ser utilizado para o transporte destas ogivas mais pesadas. A referência à necessidade de se proceder a um lançamento a partir de uma posição móvel para se justificar a natureza militar de um vector deste tipo, também é enganadora. Tanto a União Soviética (R-7, etc.) como os Estados Unidos (Redstone, Atlas, Titan, etc.) desenvolveram mísseis balísticos intercontinentais que eram lançados a partir de posições fixas. [...]
terça-feira, 10 de abril de 2012
Olavo de Carvalho: direitos sexuais das crianças
Olavo de Carvalho comenta e aponta as razões profundas que levaram um tribunal do Brasil a absolver um pedófilo argumentando que a criança já tinha experiência anterior.
A Comunicação Social e a Fé
René Magritte, O assassino ameaçado
Não sei se quem venha a ler isto já se deu conta de que
desde que a ministra da Agricultura-e-poraífora disse que tinha fé em que
chovesse, a sempre-esclarecida-mas-que-se-quer-também-sempre-politicamente-correcta
comunicação social portuguesa não perde uma oportunidade, em qualquer das
ocasiões em que noticia algo referente ao triângulo agricultores-chuva-ministra,
para inserir um dardo embebido na fina e subtil ironia que se lhe conhece, no
sentido de espicaçar a atenção do pobre e enganado povo, perdão!, público para
o carácter parolo, reacionário, perdão!, retrógrado e risível de quem nos
governa e de que ela é símbolo. Ainda hoje o fez, num qualquer telejornal da hora
do almoço.
A mesma comunicação social que transmitiu, dois ou três dias
atrás, uma peça jornalística sobre o que deverá ter sido um aspecto por ela não
divulgado até à data — eu, pelo menos, ignorava-a — da personalidade de Hugo
Chávez: a profunda religiosidade cristã de tão grande defensor dos fracos e
oprimidos, desse modelo da luta contra o imperialismo americano. Chávez, como
todo o mundo teve oportunidade de ver e ouvir, em discurso inflamado e
comovente, aplaudido pela nata dos seus camaradas, agradeceu a Cristo a
protecção que lhe está a dar na doença e manifestou a sua fé em que o faz e em
que continuará a fazê-lo para que possa levar a cabo sua tarefa. Sem que, no
caso, ninguém tivesse detectado qualquer dardo.
A mesma comunicação social, aliás, que se regozijou com a subtileza
do caudillo, quando ele, em plena ONU
— pouco tempo após esse monumento à imbecilidade, ao fanatismo religioso e à
corrupção que dava pelo nome de Bush ter levantado os olhos ao céu (coisa
impensável no homem comum) em resposta à pergunta do entrevistador sobre com
quem se aconselhava nas grandes decisões sobre os problemas trazidos pelo
combate ao terrorismo, perdão!, à justa luta dos povos islâmicos —, disse: “Ontem,
esteve aqui o Diabo.” Sem que, também aí ou posteriormente, alertasse o pobre
povo desinformado com qualquer dúvida quanto ao carácter progressista
esclarecido do camarada Hugo.
A mesma comunicação social que não sugere qualquer carácter
parolo, retrógrado ou perverso no islamismo, por este ser, como qualquer outra
religião (menos a cristã!), respeitável, ao menos como tradição de um povo. A mesma
comunicação social que não sugere qualquer carácter parolo, retrógrado ou
perverso nos governantes e nos militantes islamistas, pobre gente que, embora
não seja gente pobre, se vê obrigada a matar os que vivem pior do que eles; ou nos
próprios islamitas emigrados, que se auto-segregam ou proferem impropérios
contra os contribuintes que lhes pagam os subsídios de rendimento social. A mesma
comunicação social que não sugere qualquer carácter parolo, retrógrado ou
perverso no facto de quem trabalha ou visita os países islâmicos ser obrigado a
observar regras ou preceitos religiosos que gerariam a sua “vigorosa denúncia”
se detectadas na Europa ou nos USA, mas antes o considera como
progressistamente respeitosa e cordata atitude da parte dos ocidentais.
Parola, retrógrada e perversa é a comunicação social que
temos. Uma comunicação social em que qualquer pessoa, com um mínimo de
inteligência e sentido de honestidade e honra, não pode nem deve fazer qualquer
fé.
NOTA- A partir de hoje passarei a publicar também aqui.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
DUEL AT NOON…
Lidador disse aqui: ” Se bem percebi, o CdR é cobras e lagartos com o Santorum porque ele
falou da eutanásia na Holanda, de um modo que o CdR acha errada. E é contra a
Fox News porque "distorce", ao passo que parece acreditar na imaculada
virgindade dos media que estão do outro lado do espectro ideológico.”
First things first.
Não tenho ódio a Rick Santorum. Tenho sim uma
aversão geral, é verdade, contra pessoas do tipo Santorum, do género que julgam
com quem eu devo ir para a cama, quando e como. E no caso de haver uma
alternativa política, não me sinto muito motivado a dizer coisas simpáticas
acerca destes iluminados pelo Espírito Santo, sobretudo quando ainda por cima
debitam aberrações!
‘ele falou da eutanásia na Holanda’! Isto é o
eufemismo do século! Na realidade ele disse que na Holanda os velhinhos têm medo
de visitar hospitais para não serem eutanasiados! Não se pode dizer uma coisa
destas e depois ‘boa tarde que tenho mais que fazer…’
Um paralelo
Imaginemos um candidato a primeiro-ministro na
Holanda: um de esquerda, desses que dizem que o Islão é uma religião de paz, o
Wilders um racista e o capitalismo é que tem a culpa de tudo. E imaginemos que
o dito candidato, num momento de fraqueza durante a campanha, se lembrasse de
dizer publicamente que os chefes da polícia nos EUA não são escolhidos da mesma
forma que na Europa (democrática): não senhora, assentam um duelo ao meio-dia
na avenida principal com colts 45 à ilharga. O que fica vivo é nomeado
Sheriff….
A reacção de Wilders, a minha, e de toda a
malta da nossa corda, seria unânime: Que pena isto não ser realidade! Que pena
não haver por cá uns Santoruns de esquerda para a gente se rir e nos facilitar o combate
ideológico…
A Fox News
Em relação à Fox News idem, o pouco que vi
chegou-me. Estou muito contente que tenham pouco impacto na média holandesa.
Isso evita que os esquerdistas, quando a Fox amiúde se lembra de falar sobre a
Holanda, nos gozem de fininho estabelecendo uma relação abusiva entre a Fox e cá a
gente. Quem tem cara tem vergonha!
Não acredito na imaculada virgindade dos
média, sei que isso não é possível, mas acredito sim num mínimo de qualidade.
Porque razão hei-de assistir a um desafio entre o Candal e o Vilanovense, se
pelo mesmo dinheiro posso ver o Barcelona contra o Milão?
A seguir um exemplo de qualidade
recentemente criado na TV francesa: dois apresentadores. Ambos se chamam Eric. Zemmour (jornalista) é de direita, Naulleau (crítico literário) é de esquerda.
A introdução ao programa feita por Eric Naulleau é sintomática: “Boa noite a
todos, Zemmour continua a ser ele, eu continuo a ser o Naulleau. Não estamos de
acordo sobre nada, mas dispostos a debater sobre tudo e é isso que vamos fazer
hoje também” (Os convidados desta vez – um judeu e um árabe - vêm mesmo a
calhar porque se trata de um tema que toda a gente conhece: o assassinato de
Toulouse)
A Fox News está a léguas disto.
domingo, 8 de abril de 2012
Socráticos agarrados à Parque Escolar fazem guerra a Seguro
Relativamente a este post do ProfBlog, deixei este comentário:
Não há forma desta gente perceber que tijolos são tijolos e cérebro é coisa de humanos. Até nisso esta gente é uma contradição pegada. Dizem defender o intelecto com unhas e dentes e acham que tijolos desenvolvem o intelecto.
Portugal tem regra geral um clima ameno e à excepção da zona Norte* nada há que justifique que um país falido gaste dinheiro em obras de climatização e muito menos embelezamento. Embelezamento, pura propaganda socretina daquela em que o agora "estudante" se rodeava e nos obrigava a pagar para aparecer bem. Era o político-espantalho amante da escola-espantalho.
---------
*Justifica-se aquecimento nalgumas daquelas escolas durante um par de meses.
sábado, 7 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Da "impossibilidade", segundo Mário Nogeira, de professores se poderem reformar
Como afirma Ramiro Marques (bold meu):
Vejamos o estalinista Mário Nogueira, master do PCP, da FENPROF e da CGTPCP:
A suspensão do regime de aposentação antecipada, publicada em Diário da República, no dia 5 de abril, abrange apenas os trabalhadores que descontam para a segurança social, incluindo os funcionários públicos admitidos a partir de 1 de janeiro de 2005, quando os trabalhadores do Estado integraram o regime geral da segurança social
Os professores admitidos antes do dia 1 de janeiro de 2005 descontam para a Caixa Geral de Aposentações. Logo, não são abrangidos pela suspensão. Têm acesso à reforma antecipada.
Vejamos o estalinista Mário Nogueira, master do PCP, da FENPROF e da CGTPCP:
Estatísticas ...???
Seria bom que quando alguém aborda estatísticas em Portugal tivesse presente que tudo é possível. David Levy chama a atenção para este caso particular:
Os relatórios que de vez em quando são publicados acerca da segurança escolar, são apenas uma pequena amostra do que realmente se passa. Diz este último que no ano lectivo 2010/2011 houve 874 agressões entre alunos. Só se for por dia, basta ir a qualquer escola para se perceber imediatamente o quão longe da realidade estão estes números. São ainda os efeitos directos de anos e anos de uma cultura de desculpabilização e encobrimento da violência escolar.
Nara Leão - As Tears Go By (Rolling Stones)
It is the evening of the day,
I sit and watch the children play.
Smiling faces I can see, but not for me,
I sit and watch as tears go by.
My riches can't buy ev'rything,
I want to hear the children sing.
All I hear is the sound of rain falling on the ground,
I sit and watch as tears go by.
It is the evening of the day,
I sit and watch the children play.
Doin' things I used to do they think are new.
I sit and watch as tears go by.
Surpresas de querubim
[Post aproveitado de um comentário aqui]
Aqui está uma coisa que em Portugal ainda não foi percebida (entre os professores não é excepção): qualquer governo do mundo que queira mesmo acautelar o bem-estar do seu povo, negará até ao fim que irá fazer determinado tipo de coisas até estarem feitas. É, aliás, por isso, e sabendo-o, que determinados tipos de força política insistem em fazer as perguntas que sabem não poderem ser respondidas. Exemplos: "vai haver um segundo pedido de ajuda?", "irá o governo desvalorizar a moeda?", "irá o governo enviar espiões para a Batatilândia?"
Para que se perceba melhor, seria como que anunciar quais os números do totoloto que iriam sair antes das pessoas lá deixarem o taco (eu sei que os números não são conhecidos à partida, mas façamos de conta que sim).
A razão porque se fazem as perguntas exemplificadas acima nada tem a ver com a defesa do bem estar (em sentido lato) da população mas com o fazer descarrilar do processo, seja ele correcto ou não.
Passos Coelho, pela primeira vez em muitos anos, respondeu um dia destes na TV como sempre os políticos deveriam responder: (de memória) "quando quiserem publicar que eu não ponho de lado que, no futuro, possa ser necessário aplicar mais medidas de austeridade basta perguntarem-me porque a resposta será dada no sentido que pretendem".
Imaginem o que aconteceria se o governo informasse com antecedência que estava a pensar proibir as reformas antecipadas. Quando chegasse a altura de aplicar a medida já não haveria ninguém sobre quem aplicar a medida.
[Outro comentário daqui]
Aqui está uma coisa que em Portugal ainda não foi percebida (entre os professores não é excepção): qualquer governo do mundo que queira mesmo acautelar o bem-estar do seu povo, negará até ao fim que irá fazer determinado tipo de coisas até estarem feitas. É, aliás, por isso, e sabendo-o, que determinados tipos de força política insistem em fazer as perguntas que sabem não poderem ser respondidas. Exemplos: "vai haver um segundo pedido de ajuda?", "irá o governo desvalorizar a moeda?", "irá o governo enviar espiões para a Batatilândia?"
Para que se perceba melhor, seria como que anunciar quais os números do totoloto que iriam sair antes das pessoas lá deixarem o taco (eu sei que os números não são conhecidos à partida, mas façamos de conta que sim).
A razão porque se fazem as perguntas exemplificadas acima nada tem a ver com a defesa do bem estar (em sentido lato) da população mas com o fazer descarrilar do processo, seja ele correcto ou não.
Passos Coelho, pela primeira vez em muitos anos, respondeu um dia destes na TV como sempre os políticos deveriam responder: (de memória) "quando quiserem publicar que eu não ponho de lado que, no futuro, possa ser necessário aplicar mais medidas de austeridade basta perguntarem-me porque a resposta será dada no sentido que pretendem".
Imaginem o que aconteceria se o governo informasse com antecedência que estava a pensar proibir as reformas antecipadas. Quando chegasse a altura de aplicar a medida já não haveria ninguém sobre quem aplicar a medida.
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[Outro comentário daqui]
é verdade que os governantes, nos últimos 30 anos criaram um feudo enorme para os servirO seu feudo é curto. O que foi sendo feito, primeiro com os dinheiros dados pela CEE e depois sacado aos "especuladores", foi criar um feudo que englobava 'servir' a generalidade da população com dinheiro (então) fácil enquanto se foi instituindo um sistema partidário em que se competia pelo radicalismo em matéria de 'servir' a população com dinheiro alheio e assim ganhar eleições. Pena é que a 'classe' profissional mais bem posicionada para detectar o embuste tenha alinhado nele (o seu posicionamento em matéria sindical torna o alinhamento em favor do embuste claro como água).
Quando conduzir, não escreva um sms…
O condutor assumui que escrevia um sms durante a condução.
É realmente muito perigoso, diria mesmo
criminoso, escrever um sms e conduzir ao mesmo tempo.
E porquê?
Porque durante a condução precisamos
imperativamente da vista, que é, durante a escrita de um sms, totalmente
absorvida pela colocação dos dedos em teclas minúsculas feitas para mãos
nipónicas. Não, os dedos, durante a condução, como já vamos ver, podem ser
utilizados de outra maneira, mantendo os olhos SEMPRE NA ESTRADA…
Mas é tecnicamente possível enrolar tabaco e
conduzir com a barriga apoiada no volante! Não é peta. Eu vi. O meu amigo
António Cordas, que já não vejo há muito tempo, costumava enrolar o seu Shag
enquanto conduzia nas calmas o seu inseparável Citroën Ami 8 com o ventre. Para
passar a língua pela mortalha, baixava ligeiramente a cabeça sem tirar os olhos
da estrada. Que eu saiba nunca teve um acidente grave…
Também é possível conduzir um carro e ao mesmo
tempo provocar um orgasmo numa companheira de viagem. Também não é peta, até
porque não devo ser de maneira nenhuma o único. (Num companheiro imagino que
também seja possível, mas deve ser muito mais laborioso, provocando solavancos
inesperados e por conseguinte muito mais perigoso para a condução – mas não vou
falar do que desconheço).
Num carro europeu reserva-se a mão esquerda
(dá mais jeito) para a condução, enquanto que a direita vai ter que se dividir
entre duas actividades: passar as velocidades e a tentativa orgástica. Para um
condutor experimentado estas duas tarefas podem facilmente ser combinadas,
todavia uma caixa de velocidades automática é realmente preferível, porque
liberta a mão direita para uma actividade muito mais delicada e complexa do que
empurrar rotineiramente a manete das velocidades. Mas mesmo sem
caixa-automática há uma solução simples para este problema: um itinerário com
pouco trânsito. Por exemplo o percurso Lisboa-Évora pela auto-estrada A6. (Mas
atenção, devido ao frequente congestionamento do trânsito na ponte Vasco da
Gama, é aconselhável, por questões de segurança, começar a tactear com a mão
direita só depois de passar a Marateca).
Não esperem de mim detalhes acerca da
utilização da mão direita. Peço imensa desculpa mas não suporto este tipo de
explicações técnicas sobre sexo. Não há melhor método do que cada um fazer à
sua maneira e como lhe der mais jeito, mas sem perder de vista a estrada e o
objectivo final: o orgasmo da co-pilota. Nem que para isso perca a saída para
Évora e vá parar a Espanha.
Não se esqueça de encher o depósito em Lisboa,
uma paragem inesperada no posto das Vendas Novas pode provocar um drama: a
companheira perde subitamente a vontade de colaborar nas suas taras, volta a
vestir as cuecas e vai beber um café enquanto você mete gasolina. Meu caro
automobilista, perdeu o ‘momentum’. Quando ela voltar para o carro só vai
querer mesmo ouvir música e chegar o mais depressa possível a Évora… Não
adianta fazer má cara, mas insultar os outros automobilistas, fazendo um
manguito ou cornos com a mão direita, alivia pra caraças…
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Mais uma velha pr'a matar por causa do carbono
Parece que se for por causa da patada de carbono tudo se pode fazer (de outra forma as organizações de esquerda reclamarão que os velhos estão a morrer por causa da austeridade):
An elderly woman was ordered to find a new GP because the “carbon footprint” of her two-mile round trips to the surgery where she had been treated for 30 years was too large.
EUA preparam escudo de defesa para lançamento norte-coreano?
No Em Órbita:
Segundo fontes anónimas, três embarcações de intercepção localizadas perto do Japão e das Filipinas estão prontas para abater o míssil norte-coreano caso os sensores localizados em órbita, no mar ou em terra venham a determinar que a trajectória do míssil se dirija para os Estados Unidos ou para algum dos seus aliados. O primeiro estágio do Unha-3 pode cair no Mar Amarelo perto da Coreia do Sul e o segundo estágio poderá cair próximo da costa das Filipinas.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
Fukushima: retorno de população
Foi levantada a ordem de evacuação a parte da população forçada a abandonar os arredores da central nuclear de Fukushima Daiichi permitindo a essas pessoas o regresso a casa e à agricultura. Outras zonas virão a ser abrangidas por medidas similares muito embora relativamente a duas pequenas áreas a autorização não deva ser dada tão depressa.
Relativamente a outras zonas destruídas pelo tsunami as populações sobreviventes não deverão poder voltar a habitar nos mesmos locais por ser demasiado perigoso (incluindo arredores da referida central nuclear).
Relativamente a outras zonas destruídas pelo tsunami as populações sobreviventes não deverão poder voltar a habitar nos mesmos locais por ser demasiado perigoso (incluindo arredores da referida central nuclear).
SEGREGACIONISMO VOLUNTÁRIO
No blogue Cachimbo de Magrite Pedro Picoito
escreveu um artigo que se pode resumir nesta frase: (…) Candace
McCullough, é surda e vive com outra mulher, também surda, que se submeteu a
inseminação artificial a fim de conceber uma criança com surdez.
RioD’oiro coloca no FIEL um link e dá-lhe um
título que aponta para “novos desígnios multiculturalistas”. E eu pergunto-me
se isto não terá mais a ver com o contrário? Segregacionismo voluntário.
E porquê?
Porque o artigo de Pedro Picoito lembra-me um
documentário que vi há uns anos atrás, também sobre este assunto mas sem gays à
mistura. E ainda bem, porque pelos vistos as inclinações sexuais de cada um
continuam a confundir e a atrapalhar o raciocínio de muitos.
Um jardim com a relva bem aparada algures num
subúrbio americano durante o verão.
Os homens, como é da praxe, grelhavam em calções hamburguesas enquanto
bebiam cerveja. As mulheres ocupavam-se das saladas e das crianças. Uma família
tradicional americana como tantas outras tinha convidado os amigos. A única
diferença com outros casais americanos ‘normais’, é que não se ouvia uma
palavra. Toda esta gente era surda-muda e falavam através de sinais.
O casal anfitrião debatia-se com um terrível
dilema e discutia o assunto acaloradamente com os amigos presentes entre
salsichas e cerveja. Uma pequena operação poderia devolver o ouvido a um dos
filhos e ele ficar ‘normal’, a ouvir. Esta era a razão e o tema do
documentário.
À primeira vista poderia pensar-se que os pais
estariam contentíssimos com a ideia: o filho vai conseguir ouvir. Mas não! Como
nunca tinha pensado no assunto, fiquei por momentos bastante surpreendido: os
pais não estavam assim tão contentes! Diria mesmo que ambos estavam bastante
renitentes em relação à intervenção cirúrgica. Depois do primeiro momento de
surpresa, compreendi a razão e dei-me rapidamente conta que este dilema não se confina
ao mundo dos surdos.
O resto do documentário são os pais a explicar
(por gestos) a razão do dilema em que se encontravam: de momento que o filho
passasse a ouvir, era bem possível que se desligasse da ‘tribo’ de surdos-mudos
a que, sem a hipotética intervenção cirúrgica, toda a vida iria pertencer… O
medo dos pais era perder o filho, que no futuro correria o ‘risco’ de se juntar
ao mundo dos ouvintes.
O mesmo fenómeno acontece com os ciganos, que
preferem (instintivamente) que os filhos não saiam demasiadamente dos trilhos.
Não sendo estimulados -- salvo raras excepções -- a seguir uma carreira académica
que igualmente os poderia desligar
da caravana, à procura de um ‘network’ mais a condizer com o novo estatuto
social.
Também se nota este fenómeno em
certas famílias de imigrantes : o medo que os filhos se
ocidentalizem (demasiadamente), leva-os a prenderem-se a tradições do
país de origem, tornando-se mais papistas que o Papa… (E eu que o diga: só
bebo tinto do Douro ou Alentejo) Ou seja, conseguem ser por exemplo mais intolerantes que as
gentes lá da terra de onde vieram em relação a inclinações sexuais divergentes…
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Woody Allen; Mais de Mais do Mesmo
Ainda o “Meia-Noite em Paris”; com a idade vamos ficando mais daquilo que já éramos, e este filme veio mostrar que Woody Allen está velho.
-Os clichés
Os americanos são burros e pretensioso, os europeus são cultos e discretos.
Uma família conservadora desconfia do jovem ‘liberal’ prestes a casar com a filha. O jovem ‘liberal’ é sonhador e sofre com os pais conservadores da noiva, apesar de estarem todos fora dos Estados Unidos.
A filha rica da família conservadora trai o namorado 'liberal' com um intelectual distinto fazendo jus àquela frase do livro do T.Wolfe: ”every girl wants to fuck a star”
-As imprecisões
Os 'anos 20' (época para onde o personagem principal é transportado à meia-noite) são filmados a partir de, pelo menos, 1930 porque o livro citado de Hemingway, Fairwell to Arms, foi publicado no final de 1929. Acontece que em 1930, já Hemingway estava de candeias às avessas com Gertrud Stein com quem cavaqueia no filme. Além disso, Cole Porter, que toca piano para estes e outros, já não vivia em Paris desde 1928.
Noutro “transporte no tempo”, Toulouse-Lautréc aparece num dos cabarés de Paris com papel e tinteiro sobre a mesa e aparo em punho, com ar de homem bem comportado e distante da farra envolvente. Tudo isto é bastante improvável, exceto a presença de Lautrec em cabarés e a farra envolvente. Mas o pior e mais incrível é que Lautrec está sóbrio.
-Impossibilidades estéticas e outras conveniências
Na noite da Paris atual de Woody Allen não há grupos de sem abrigo, especialmente jovens, em torno de fogueiras improvisadas.
Na noite da Paris dos anos 20 de Woody Allen, as prostitutas andam na rua em lingerie caríssima.
A Ponte Alexandre da Paris de Woody Allen não tem carros à noite. Mas tem uma chuva que aparece a tempo de abençoar o romance do americano que escreve guiões para filmes e sonha escrever um livro de sucesso, com a francesa que trabalha na loja de antiguidades.
A mulher do presidente francês (no mundo real) é guia turística (no filme). Fala inglês com sotaque francês (como mandam as boas maneiras anti-anglófonas), e resigna-se paciente à ignorância dos turistas americanos, com certeza os únicos no mundo que desconhecem a vida amorosa dos escultores locais.
Estas são aquelas que eu desconfiei e fui procurar. Mas parece-me que há mais, desde logo aquela conversa em francês de Lautrec com os amigos que me pareceu que de francês tem apenas algumas palavras, o resto é outra coisa parecida.
-Os clichés
Os americanos são burros e pretensioso, os europeus são cultos e discretos.
Uma família conservadora desconfia do jovem ‘liberal’ prestes a casar com a filha. O jovem ‘liberal’ é sonhador e sofre com os pais conservadores da noiva, apesar de estarem todos fora dos Estados Unidos.
A filha rica da família conservadora trai o namorado 'liberal' com um intelectual distinto fazendo jus àquela frase do livro do T.Wolfe: ”every girl wants to fuck a star”
-As imprecisões
Os 'anos 20' (época para onde o personagem principal é transportado à meia-noite) são filmados a partir de, pelo menos, 1930 porque o livro citado de Hemingway, Fairwell to Arms, foi publicado no final de 1929. Acontece que em 1930, já Hemingway estava de candeias às avessas com Gertrud Stein com quem cavaqueia no filme. Além disso, Cole Porter, que toca piano para estes e outros, já não vivia em Paris desde 1928.
Noutro “transporte no tempo”, Toulouse-Lautréc aparece num dos cabarés de Paris com papel e tinteiro sobre a mesa e aparo em punho, com ar de homem bem comportado e distante da farra envolvente. Tudo isto é bastante improvável, exceto a presença de Lautrec em cabarés e a farra envolvente. Mas o pior e mais incrível é que Lautrec está sóbrio.
-Impossibilidades estéticas e outras conveniências
Na noite da Paris atual de Woody Allen não há grupos de sem abrigo, especialmente jovens, em torno de fogueiras improvisadas.
Na noite da Paris dos anos 20 de Woody Allen, as prostitutas andam na rua em lingerie caríssima.
A Ponte Alexandre da Paris de Woody Allen não tem carros à noite. Mas tem uma chuva que aparece a tempo de abençoar o romance do americano que escreve guiões para filmes e sonha escrever um livro de sucesso, com a francesa que trabalha na loja de antiguidades.
A mulher do presidente francês (no mundo real) é guia turística (no filme). Fala inglês com sotaque francês (como mandam as boas maneiras anti-anglófonas), e resigna-se paciente à ignorância dos turistas americanos, com certeza os únicos no mundo que desconhecem a vida amorosa dos escultores locais.
Estas são aquelas que eu desconfiei e fui procurar. Mas parece-me que há mais, desde logo aquela conversa em francês de Lautrec com os amigos que me pareceu que de francês tem apenas algumas palavras, o resto é outra coisa parecida.
Novo desígnio multiculturalista: ter forçosamente um filho surdo
Pedro Picoito no Cachimbo de Magritte:
A declaração mais citada na matéria é a da American Psychological Association, que em 2004 acolheu as conclusões de um grupo de trabalho composto por investigadores que são simultaneamente activistas LGBT. Uma dessas activistas, Candace McCullough, é surda e vive com outra mulher, também surda, que se submeteu a inseminação artificial a fim de conceber uma criança com surdez. Para aumentar as hipóteses de isso acontecer, foi escolhido um doador surdo. Perante as críticas, o casal argumentou que a surdez é a sua “identidade cultural” e que queria partilhá-la com uma criança.
Um grupo de trabalho tão representativo chega facilmente a “consensos absolutos”. Mais políticos do que científicos, sublinhe-se. Porque cientistas que impõem aos seus filhos uma deficiência em nome de uma identidade cultural não fazem ciência quando negam os riscos da cultura homossexual para os filhos dos outros. Seria como entregar a Ordem dos Engenheiros a construtores civis, declarando aos lisboetas que, em caso de terramoto, não há qualquer risco porque a construção é excelente. Acredite quem quiser.
Por mim, tenho más notícias: não é assim que me vão calar.
domingo, 1 de abril de 2012
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