Teste

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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Da surdez no clítoris - pequena adenda intercalar



CdR:

Já agora, numa rapidinha, e porque poderá haver mais gente para quem o que eu pretendo dizer ainda não é claro.

A intenção altruísta implícita, se não declarada, das lésbicas surdas que pretendem gerar um filho igualmente surdo tem a ver com a sua capacidade para educar uma criança. Sentindo-se incapazes -ou tendo medo de o ser- de a prepararem devidamente num e para um mundo de "normais", isto é, num e para um mundo com uma amplitude potencial de oportunidades e de riscos superior àquela que possuem, tencionam criar mais alguém com esse mesmo handicap. É a bem da criança que o fazem, note, porque qualquer outra poderia ficar prejudicada. Puro altruísmo, alguém duvida?

Se elas pretendessem educar uma criança surda já existente, ainda vá lá. E digo "vá lá" porque, apesar disso, o mundo é predominantemente "normal" e a criança teria que, como todos os outros  — surdos, cegos, coxos, deficientes mentais —  absorvê-lo culturalmente para se poder desenrascar e comunicar nele. Mas pronto...

Um casal de surdos viveu, durante anos, no prédio das traseiras do meu, tiveram uma filha sem qualquer problema sensorial ou outro e educaram-na também sem qualquer dificuldade acrescida. O facto de ela ter saído lésbica, não me parece derivado de um problema educacional  - este exemplo parece uma piada, relativamente ao caso de que estamos a tratar, mas não, é mesmo verdade.

O que se passa com os "educadores religiosos" que pregam e praticam a excisão do clítoris é semelhante. O que eles estão a fazer, na mais sagrada e, portanto, altruísta das missões, é proteger as mulheres, precavendo a possibilidade de elas resvalarem para o pecado e contaminarem com ele a obra divina. De outra maneira, o que eles fazem é moldar o mundo à sua medida, à medida das suas possibilidades, para que esse mundo não lhes fuja ao controlo; não pensam em alargá-lo, mas em limitá-lo, como faz qualquer medroso estúpido. As mulheres têm que comportar-se, ser, à medida da sua compreensão do mundo. Para bem delas, é claro, senão Deus castiga-as e aos outros que lhes permitiram agir contra a Sua imutável e abençoada lei.

Qual é o paralelo? Parece-me evidente. Mas, se tiver estado com atenção às mais recentes tendências da moda, verificou, com certeza, que se reivindica cada vez mais, entre surdos "progressistas", a existência de uma cultura própria assente na deficiência auditiva. Isso não o alerta para nada?

E agora espere mais um pouco pelo que direi a seguir.

A "europa" e a mania que manda no mundo

 Europe intends to make sure the rest of the world complies fully to climate treaties:

VIVRE ENSEMBLE





 (A entrevista está dividida em duas partes, dois vídeos)

A mundialização vista de França 

No melhor programa de entrevistas da Tv. Francesa (Zemmour et Naulleau) Naulleau, ao introduzir Christophe Guilluy, o geógrafo muito na berra que escreveu Fractures Françaises, diz que Zemmour (o parceiro dele) tem dois grandes admiradores: Mick Jagger e o dito cujo geógrafo. 

Zemmour confirma que é um grande admirador mas não se inibe de dizer ao geógrafo que Mick Jagger canta melhor do que ele escreve, mas acentuando imediatamente que este é realmente o único defeito do geógrafo, passando logo a seguir a fazer um curto mas conciso resumo do livro que retrata com precisão o grave problema com que a França [ler Europa] actualmente se debate: a mundialização. 

(Traduzi só o início: o resumo que Zemmour faz da temática do livro, o resto do debate é mesmo só para quem aproveitou as aulas de francês. De todas as maneiras é melhor do que nada, ou seja, do que espetar com o vídeo e os outros que se amanhem!)


A mundialização dos últimos vinte anos proletarizou as classes médias reconfigurando o território nacional em grandes metrópoles privilegiadas, (porque são o centro do fluxo da mundialização) e em longínquas e abandonadas cidades de província carentes de tudo, mesmo dos serviços públicos.

Neste enquadramento, os subúrbios [das grandes cidades] são desfavorecidos [socialmente] em relação à grande metrópole, mas mais favorecidos do que as povoações abandonadas de província, porque se encontram nas imediações das grandes metrópoles. 

Existe uma insegurança económica e social, e a esta insegurança vem juntar-se uma insegurança cultural provocada pelo multiculturalismo, que você explica muito bem quando diz que nos subúrbios ninguém gosta de estar em minoria, e que a partir de um certo grau ou fluxo migratório passam irremediavelmente a existir maiorias e minorias.

E quando a maioria nos subúrbios é proveniente da imigração, o que se verifica é que esta gente passa a viver, muito naturalmente, como no país de origem [com os mesmos hábitos e costumes]. E neste caso, a minoria, ou seja, os franceses de origem, têm o sentimento que não estão no seu país e na primeira oportunidade mudam-se para outras paragens [longe da grande cidade].

Este distanciamento, esta separação, faz do VIVRE ENSEMBLE uma anti-frase [uma frase oca], porque, muito precisamente, o conceito é muito utilizado quando o fenómeno deixa de existir… É um conceito inventado pelos ‘bobos’ [esquerda caviar], que vivem muito longe desta promiscuidade social e étnica, fonte de muitos conflitos.

domingo, 22 de abril de 2012

Associação de amizade Portugal - querido líder - EUA

Investigation reveals numerous bogus claims on Obama resume


Da surdez no clítoris - 1



(foto obtida aqui)

Caríssimo Carmo da Rosa:

As vicissitudes da existência não me permitiram acrescentar mais nada ao único comentário que fiz a este seu post, no qual tecia algumas considerações a respeito deste outro, do Rio d´Oiro, que referenciava, por sua vez, um texto publicado por Pedro Picoito no Cachimbo de Magritte. Fiquei com a impressão, aliás, de ter sido muito pouco claro para si, porque reparei que, logo a seguir, respondeu a uma observação do Godot sobre o que este considerava —e muito bem— o essencial do que eu escrevera (obrigado, Godot, pelo apreço) dizendo que não me dera troco porque não percebera a que propósito vinha isso da excisão do clítoris. Coisa que me pareceu estranha, da sua parte, tanto mais que estou habituado a que procure, como poucos, esclarecer os assuntos que se lhe afigurem nebulosos, e que, por tal, mais me aguçou a vontade de repescar o assunto.

Ora tendo tido hoje maior disponibilidade para me achar “mais pachorrento” (parafraseando o velho Elmano Sadino), dispus-me a despachar o assunto. Só que, como se sabe, as palavras são como as cerejas e tal, e o que era na intenção para meia dúzia de linhas, por muito que eu me esforçasse e tressuasse em contrário, transformou-se numa montanha delas. Achei melhor, assim, publicar o que escrevi em três partes não só pelos danos que o computador causa à visão como também, confesso, porque me faltam para aí dois parágrafos, o jogo do Sporting já começou e eu estou muito longe de ser perfeito. Aqui fica, portanto, a primeira parte da minha resposta.

CdR:

Aumentar intencionalmente a possibilidade de vir gerar um ser humano privado da totalidade dos sentidos de que a espécie desfruta, argumentando com os eventuais limites educacionais que a limitação sensorial impôs a quem o pretende fazer, por querer ter, à viva força, um filho: não haverá muitos exemplos de tão grande monstruosidade de carácter, travestida da mais altruísta das motivações. Nem é difícil detectar nisto o mesmo princípio —teórico e prático— fundante das grandes ditaduras que a humanidade conheceu.

Princípio, aliás, que, de igual modo, serve de justificação à excisão do clítoris, travestida de medida de sanidade religiosa. Trata-se somente de inverter o conhecido “Se não podes com eles, junta-te a eles” num “Se não podes com elas, tira-lhes a pila — que, tirando-lhes o prazer, tiras-lhes o apetite para cuja satisfação tu, sozinho, não venhas, eventualmente, a ser suficiente, e assim terás c… vagina sem concorrência”. Apresente-se o apetite sexual da mulher como devassidão que contraria os preceitos de um Transcendente legislador e punidor e a coisa ganha então uma solidez quase indestrutível. Considerar a possibilidade da sexualidade humana possuir outros contornos e dimensões para além do apreensível e, eventualmente, suportável pelos que determinam a excisão clitoriana (incluindo a bissexualidade feminina), é algo que lhes é apavorante, na medida em que põe em dúvida a sua auto-compreensão.

A razão pela qual, porém, não é feito o paralelo entre o caso relatado e a mutilação genital feminina assenta em dois factores:

- Primeiramente, por a sexualidade se manter no topten das preocupações das sociedades ocidentais. E isto porque, por um lado, durante milhares de anos a consideração do que ela é ou possa constituir tem vindo a ser impedida por motivos semelhantes àqueles que acabei de referir, gerando confusões e a correspondente existência de elementos que nem sempre ajudam a uma visão mais clara e objectiva sobre o sexo e a sua vivência —antes, por vezes, a turvam ou impedem. Em consequência do que, por outro, a sexualidade, em especial a que respeita à do sexo feminino, em conjugação com a afirmação do feminismo, nos seus mais lúcidos e ilúcidos cambiantes, a torna num ponto da maior sensibilidade no que concerne às liberdades.

- Depois, porque a excisão do clítoris é perspectivada como acto de barbarismo, próprio de culturas primitivas, repressivas, que se firmam no obscurantismo das religiões. Enquanto que o casamento homossexual e o direito a educar uma criança dentro dele —por custódia parental, adopção ou geração laboratorial— é entendido como libertação de tabus e combate à repressão do “sistema”, em prol do aparecimento de uma Humanidade nova.

E foi precisamente neste ponto que se originaram os mal-entendidos presentes na caixa de comentários, das quais o Godot (obrigado pelo apreço!) se apercebeu muito bem, ao situar a questão da excisão do clítoris como o essencial da minha resposta, bem como a ligação que ela tem com a esquerda.

Cito, de novo,  um dos grandes vultos da cultura portuguesa do século XX, completamente esquecido após a sua morte, quase trinta anos atrás, com quase toda a obra por editar, e de quem eu (nessa altura um puto) tive o enorme privilégio de ser amigo, Manuel Grangeio Crespo, num livro que publicou pouco antes das primeiras eleições legislativas pós-25 de Abril: “Revolução Cultural é um pleonasmo: não há outra”. Com efeito, toda a revolução assenta na necessidade de se estar, de se viver de outro modo, mesmo que essa necessidade se apresente, de início, com contornos de menor precisão. O que não tiver tal necessidade por fundamento não passa de um mero golpe de Estado.

Ora a esquerda aponta, desde o seu início, para uma nova cultura, a cultura de uma Humanidade dos Amanhãs que Cantam, proveniente da racionalização da posse e utilização dos meios de produção assim como do consumo dos bens produzidos. A viabilidade e a necessidade dessa cultura baseiam-se, contudo, em princípios insuficientemente demonstrados, mas simpáticos para as tendências sociais dos tempos em que os formularam, ou até em meros postulados (para quem não saiba, figura da Lógica que designa algo não demonstrável, mas que terá que se supor verdadeiro para que todo um conjunto teórico possa ganhar sentido). Todos eles, como não poderia deixar de ser, intrinsecamente relacionados com o ensino e a pedagogia. Vejamos, mais que abreviadamente, aqueles que foram e continuam a ser determinantes, na respectiva sequência histórico-cultural. 


(...)

Marine Le Pen é de esquerda…


Artigo traduzido da imprensa socialista europeia (NRC – Dirk Vandenberghe) que apoia o Barack Obama por falta de melhor.

Alain Capon, um habitante de Epinay-sur-Orge de 50 anos de idade, é desde os seus 18 anos um adepto ‘morno’ (o termo é dele) do Front National. Só a partir de 2011, quando Marine substituiu o pai no comando do FN, é que ele começou a visitar as sessões do partido.

“Ela está a fazer um trabalho fantástico, tem muito talento e não tem papas na língua. É a única que conhece e defende o francês comum. Não vive no passado, como o pai dela. Penso que os seus resultados eleitorais nos prognósticos são subestimados e que ela vai obter mais de 20%. Talvez o suficiente para conseguir um segundo turno nas eleições presidenciais.”

Alain vem de uma família de esquerda.

“Ambos os meus avós eram socialistas e faziam parte da resistência à ocupação alemã. Tenho muito orgulho neles. Mas os filhos apenas beneficiaram do bem-estar social que esta corajosa geração criou. Vivem em belas casas, conduzem grandes carros e querem sempre mais. Votam à esquerda mas vivem à direita. Acho isto hipócrita. Tenho muito mais respeito pelas sociais-democracias escandinavas, que construíram um estado providência acessível a todos. Se os socialistas franceses tivessem seguido este exemplo eu estaria em dúvida em quem votar. Mas se os meus avós ressuscitassem agora, penso que também votariam na Marine Le Pen. Pelo menos ela defende os mais necessitados.”

Desde 2005 que Alain precisa de uma cadeira de rodas para se movimentar. Foi espancado no seu bairro por sete jovens menores de origem magrebina durante os motins nos subúrbios do mesmo ano.

Este acontecimento está relacionado com o seu apoio ao Front National?

“Não, de maneira nenhuma. Tratava-se de violência gratuita. Poderia ter acontecido a qualquer pessoa que estivesse presente no momento. E quem me salvou a vida foi uma pessoa de idade de origem tunisina. Sem ele não me tinha safado. Estou-lhe imensamente grato.”

Este acontecimento teve pouca influência na sua opinião política.

“Não pude suportar o facto dos jovens não terem sido punidos, porque eram menores. Nunca mais pude exercer a minha profissão de barbeiro e nos serviços de desemprego não me deram a oportunidade de aprender uma profissão alternativa. Diziam-me que a minha idade e deficiência eram um obstáculo para voltar a trabalhar. Isso feriu-me bastante. Hoje vivo de um subsídio de 720 euros por mês, quando preferia de longe trabalhar para me sustentar. Toda esta situação é injusta.”

Nivaldo Cordeiro: Capitalismo, socialismo e presidencialismo de coalisão

sábado, 21 de abril de 2012

Relembrando

O apóstolo e o coelho (fábula contemporânea sobre a honra)


(foto obtida aqui)

É o título deste texto que o Joaquim Simões publicou há uns tempos e que me veio à ideia quando acabei de saber, pelos telejornais, que o dr. Louçã acusa o governo de estar, uma vez mais "à socapa", a negociar com... seja lá com quem for!, nas costas dos portugueses.

James Delingpole - Don't Fear Global Warming

Via Ramiro Marques (também aqui):

A vergonhosa parcialidade

No Cachimbo de Magritte:
Nos anos Bush qualquer episódio menos próprio que envolvesse soldados americanos era culpa do Presidente. Abu Ghraib foi o exemplo mais explorado pelos media (europeus e americanos, aqui não há diferença), apesar dos responsáveis terem sido punidos. Mas nessa época, a responsabilidade terminava sempre em George W. Bush, qual diabo na terra. Com Obama tudo mudou. Infelizmente, continuaram a aparecer em público condutas menos próprias de soldados americanos no Afeganistão (exemplo das fotos divulgadas esta semana pelo LA Times), mas o critério já não é o mesmo. Agora a responsabilidade é apenas dos malvados soldados, mas nunca do Presidente. Este passa incólume, como se fosse nada com ele. Eu até penso que Obama não tem culpa pelos abusos cometidos, tal como W. Bush também não. Mas a duplicidade de critérios é inacreditável. Será que os media não coram de

PS: Claro que ajuda à festa que a esquerda europeia, que anteriormente estava sempre escandalizada com tudo o que os Estados Unidos faziam, agora estar caladinha: seja por Guantanamo, aumento do esforço de guerra no Afeganistão, assassinatos de terroristas ou por estas situações menos próprias. Se Mitt Romney for eleito em Novembro, voltaremos a ouvir falar esta gente.  

Marc Morano on 'Your World,' 4/20/2012

"Presidenta" Dilma, a artista dos ventos

Agosto 2010

Abril 2012

Transcrição de parte da conversa e link para transcrição total aqui. Particularmente interessante esta passagem:
É tecnicamente, para que isso ocorra, porque eu já estive na Espanha num momento em que fazia oito meses que a eólica não funcionava porque não tinha vento. E não tem como estocar vento, não é? Não tem como. Não, nós estocamos água. A grande coisa que o Brasil fez foi estocar água, porque hidrelétrica, também, a água passou, acabou. Nós estocamos água. A água era a forma de a gente controlar a produção de energia com base na hidreletricidade. Como não tem como estocar vento, tem de ventar para ter eólica. Há que ventar. E o vento, não sei se vocês sabem, não venta igual 24 horas por dia, nem os 365 dias do ano. Eu estou falando isso porque eu já medi vento, viu? Eu medi vento no Rio Grande do Sul. Eu sei o que significa medir vento.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Ah leão, gande Sporting…



Há muito tempo que não via um jogo de futebol como este! É verdade que o Barcelona, apesar de ter perdido na quarta-feira contra o Chelsea, deu uma grande lição de (posse) bola, mas, lá está, foi só uma equipa a jogar. 

No Sporting contra o Athletic nada disso, não houve cá lições. Houve sim duas equipas a esfarraparem-se constantemente para conseguir a posse da bola e, mal a tinham, imediatamente iniciavam uma correria desenfreada em direcção à baliza adversária. Parecia que os jogadores de ambas as equipas estavam drogados! Estariam? Estou-me nas tintas… Que GANDE jogo…

E no meio de todo este frémito o Sporting conseguiu jogar melhor que o Athletic, e não ganhou por uma maior diferença (2-1) apenas por falta de calma, por demasiado entusiasmo, mas, lá está, como dizem os ingleses ‘we can’t win them all’ (não podemos ter tudo).

Futebol a fiado

Não podemos ter tudo, mas, mais dias menos dia, vamos ter que pagar tudo do nosso bolso! Os que gostam de futebol, e os outros, coitados, que por algum trauma de infância nem sequer gozam deste pequeno prazer – mas vão pagar na mesma...

É que a maior parte dos clubes de futebol vive de fiado… E alguém vai ter que pagar a factura. E não vai ser o Cristiano Ronaldo nem o Messi. Nem o Pinto da Costa ou Vale e Azevedo. Esses conhecem a situação por dentro e de certeza que já se precaveram.

Dos oito clubes que se apuraram para as meias finais das taças da Europa, só UM tem as contas em dia, ou seja, não deve nada a ninguém e  teve um balanço positivo de 1,3 milhões de euros. Creio que já imaginaram qual é? É esse precisamente – o Bayern de Munique...

Dívida e balanço financeiro época 2010-2011 em euros 

Barcelona                               578 milhões                           -9,3 milhões

Real Madrid                             590 milhões                          31,6 milhões

Bayern de Munique                          0                                    1,3 milhões 

Chelsea                                  893 milhões                          -82,4 milhões

Valência                                      382 milhões                        0,2 milhões

Atlético de Madrid                   514 milhões                               -6 milhões

Athletic de Bilbao                      79 milhões                          -10,1 milhões

Sporting                                 375 milhões                      -26,5 milhões

Morreu Levon Helm ...

... baterista dos The Band.

(Via Espectador Interessado).

The Night They Drove Old Dixie Down

Virgil Caine is the name and I served on the Danville train
'Til Stoneman's cavalry came and tore up the tracks again
In the winter of '65, we were hungry, just barely alive
By May the tenth, Richmond had fell
It's a time I remember, oh so well

The night they drove old Dixie down
And all the bells were ringing
The night they drove old Dixie down
And all the people were singing
They went, "La, la, la"

Back with my wife in Tennessee, when one day she called to me
"Virgil, quick, come see, there go the Robert E. Lee"
Now I don't mind choppin' wood, and I don't care if the money's no good
Ya take what ya need and ya leave the rest
But they should never have taken the very best

The night they drove old Dixie down
And all the bells were ringing
The night they drove old Dixie down
And all the people were singing
They went, "La, la, la"

Like my father before me, I will work the land
And like my brother above me, who took a rebel stand
He was just eighteen, proud and brave, but a Yankee laid him in his grave
I swear by the mud below my feet
You can't raise a Caine back up when he's in defeat

The night they drove old Dixie down
And all the bells were ringing
The night they drove old Dixie down
And all the people were singing
They went, "Na, na, na"

The night they drove old Dixie down
And all the bells were ringing
The night they drove old Dixie down
And all the people were singing
They went, "Na, na, na".

Aquecimento global provoca violência doméstica !!!!!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Um Chega-pra-lá na Malevolência Nacional




Opiniões como aquelas que o Filipão deu sobre o Ronaldo são quase impossíveis de ouvir em Portugal ou ditas por portugueses.  E porquê?
O Camões resumiu tudo a uma só palavra que, não por acaso, foi a última que deixou nos Lusíadas.

The Hunger Games

Por sugestão da minha filha, que me mandou a obra para o Kindle, estou a ler The Hunger Games, de Suzanne Collins, uma trilogia cujo 1º filme está a bater recordes de audiência,
Dizer que a leitura é absorvente, é dizer pouco. Viciante, é a palavra certa. Tão, ou mais que as "Crónicas do Gelo e do Fogo",  de George FF Martin.

O enredo de The Hunger Games decorre algures no futuro, num país, Panem, que existe no actual território da América do Norte.

O país está dividido em 12 Distritos, controlados pelo Capitólio, que para lá envia os seus dirigentes, e  força armada, como Roma enviava os seus cônsules e legionários.
Os Distritos estão especializados na produção de determinados bens, e a sua população vive na miséria, sujeita a duríssima repressão.
No Capitólio, a vida é sofisticada e nada falta, desde a mais avançada medicina, ao exotismo da gastronomia, da moda e do entretenimento. Até aqui o paralelo com Roma é notório. Os banquetes incluem o clássico vomitorium, dos descantes romanos.
La creme de la creme do entretenimento são os Hunger Games, tal como em Roma eram os jogos com gladiadores.
Na verdade até os nomes de algumas personagens do Capitólio remetem para Roma, como Octávia, Plutarco, Rómulus, etc.
Mas há mais referências clássicas, como iremos ver.
Os jogos têm lugar todos os anos, numa sofisticada arena, de enorme área, cercada por um campo de força. Tudo na arena é mortal e controlado pelos Gamemakers, desde as condições meteorológicas à fauna e à flora, incluindo até a geologia. É, basicamente um enorme reality show, no qual evoluem 24 adolescentes, em transmissão directa e contínua para todo o país.
No final só pode haver um.

O fio do enredo é Katniss Everdeen, uma adolescente de 16 anos, do Distrito 12, de espírito combativo, instintos apurados e especialista na caça com arco e flechas.

Os "tributos" (a obrigatoriedade de enviar jovens é um castigo por uma rebelião que terá ocorrida há 75 anos) , um rapaz e uma rapariga por cada distrito, são sorteados entre todos os adolescentes com idades de 12 a 18 anos, e enviados para os jogos. As referências aqui remetem claramente para o mito de Teseu e do Minotauro. 
Segundo este  mito, Atenas, subordinada ao rei Minos, de Creta, tinha de enviar 7 rapazes e 7 raparigas a cada 7 anos, para alimentar o Minotauro. Teseu voluntariou-se para fazer parte desse lote, e matou o Minotauro. Em The Hunger Games, Katniss também se voluntaria, para salvar a sua irmã de 12 anos, que tinha sido sorteada, e acaba por servir de catalizador de uma revolta contra o Capitólio.
Não é difícil encontrar também referências, estas mais reais do que míticas, ao sistema otomano de "devshirme", (tributo de sangue),  através do qual, a cada 4 anos, milhares de crianças cristãs eram retiradas às suas famílias e enviadas para a Turquia, onde eram convertidas ao Islão e treinadas para ser soldados do Califado, os temíveis Janízaros.

Há também uma clara referência feminista. Na arena de The Hunger Games, as mulheres competem de igual para igual com os homens e, à força destes, contrapõem a astúcia e outras capacidades. 

São igualmente referenciáveis, os universos concentracionários  ficcionais de 1984 e de O Admirável Mundo Novo, bem como a actual Coreia do Norte

Em resumo, uma leitura que vale a pena e que não deixa ninguém indiferente.

Moscovo, Praça vermelha, Mathias Rust aterrou há 25 anos

Informação nos PALOPS africanos: a farsa continua

Nunca nos antigos territórios africanos de Portugal (talvez à excepção de Timor) a liberdade de imprensa passou de chavão. Sempre naqueles países o respectivo poder político controlou toda a informação que circula não só no próprio território como, em larguíssima medida, a que tem origem em jornalistas dos órgãos de informação portuguesa.

O simples facto de haver jornalistas da imprensa portuguesa naqueles territórios deveria levantar as maiores e sistemáticas suspeitas pois se sabe que qualquer tentativa de exercer por alí a liberdade de imprensa resulta numa resposta imediata dos poderes políticos locais por vectores como a ameaça aos imigrantes portugueses, a ameaça à integridade física do jornalista, etc.

Nunca as instâncias do jornalismo em Portugal se sentiram incomodadas em dose equivalente ao atestado de fair-play que a sua distracção confere aos regimes ditatoriais que reinam por aquelas paragens. A recente peixeirada no seio do jornalismo na RTP por causa de um frete propagandístico que aquela estação executou em Angola lembra a indignação do carteirista por lhe terem ficado com parte do troco.

O enésimo golpe na Guiné trouxe-me à memória a última ocasião, já longínqua, em que, tanto quanto me lembro, um jornalista teve a coragem de tirar as ilações que se impunham relativamente ao choque entre exercício de imprensa livre e regimes ditatoriais. João Pereira da Silva, ao serviço da RTP, foi, em 1994, considerado persona non grata pelo regime guineense. Perante a evidente inutilidade da pressão que o regime da Guiné exercia sobre ele, João Pereira da Silva foi "convidado" a comparecer durante o fim-de-semana perante uma figura sinistra do governo local. Tendo contraposto aceder ao pedido mas apenas em "horas normais de expediente", o jornalista acabou carimbado persona não grata. Foi a última vez, que me lembre, que um jornalista português se recusou colaborar na constante farsa que é a informação nos antigos territórios africanos de Portugal. Entretanto, a farsa vai continuando.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Futuro de Portugal em simulação

No Estado Sentido:
Se assim não for, que outra explicação haverá para se terem considerado os programas de televisão A casa dos segredos e Morangos sem açúcar, como os melhores programas de entretenimento e infanto-juvenil, respectivamente!?

Godfrey Bloom: Like vampires sucking the lifeblood out of the economy



Oiça-se a cretina resposta:



Na "europa" não é suposto haver competição, apenas solidariedade. A "europa" é um bicho morto e fétido
.



Das férias no supermercado


Está tudo aqui.

Nigel Farage: Euro Break-Up Just a Question of How

Economia "verde": o regresso à Idade Média

«a crise "tem sido um ajudante extraordinário" na redução das emissões porque "tem levado à redução de consumos de energia, em particular da eletricidade, que as pessoas gostavam de queimar à tripa-forra".»

Buraco Obama

Aqui:
Hoje ficámos primeiro a saber que a First Solar decidiu cortar 30% dos seus trabalhadores para depois se conhecer as intenções da empresa em fechar a unidade fabril que detém na Alemanha no último trimestre do ano e cortar a produção na unidade na Malásia. O mercado de capitais reagiu positivamente a este anúncio tendo as cotações fechado a subir face aos valores de ontem. No fecho de hoje a cotação era de 22,96 dólares!

Economia em "educação" socialista

Escola remodelada no ano passado sem dinheiro para facturas de água e luz
“De duas casas de banho passámos para seis, todas com torneira temporizada, que fica a correr mesmo depois de as pessoas usarem a água que precisam, tal como acontece com a luz, que acende quando alguém entra e só apaga concluído o tempo programado”, explicou António Veiga.

A isto se soma o “ar condicionado, um auditório que gasta bastante energia, equipamentos informáticos e até um sistema de rega que nem sequer usamos porque seria incomportável”, acrescentou.

O sistema de rega foi instalado no pressuposto de que a escola beneficiaria de arranjos exteriores e passaria a ter relva. “Esse arranjo não foi feito e ainda bem, porque escusamos de ligar o sistema para regar as ervas daninhas”, ironiza o director, acrescentando: “Se ligássemos a rega, a câmara penhorava-nos a escola”.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Ron Paul, o Cartaginês

As primárias republicanas nos EUA estão adiantadas e Romney deverá ser o escolhido para ir a votos com Obama em novembro.

Assim mesmo, é bem possível que Ron Paul decida concorrer às presidenciais como candidato independente. Ron Paul é perseverante, tem um pensamento político sólido e tem somado aderentes à esquerda e à direita.

Uma eventual eleição de Ron Paul teria a inestimável vantagem de iniciar a saída dos EUA de permanente endividamento e a interrupção das sessões contínuas da impressão daquele tipo especial de papel a que chamamos dinheiro.

Já no que respeita à política externa, o homem é um pacifista, logo, é tão perigoso como células T que decidem ser amigas das outras todas.

O discurso pacifista de Paul assenta em dois pilares:
-se nos comportarmos bem com os outros, os outros também  se vão comportar bem connosco;
-a visão que os outros têm do mundo é igual à nossa.
Numa frase, “Se eu não andar a assaltar casas, de certeza que também ninguém vai assaltar a minha casa.”.

Para ilustrar a ingenuidade, ou outra coisa, de Paul, leia-se este pequeno extrato, já com alguns anos, mas que reflete bem o pensamento de sempre de Paul sobre o assunto: “
“Let other nations always keep the idea of their sovereign self-government associated with our republic and they will befriend us, and no force under heaven will be of power to tear them from our allegiance”

Se Ron Paul viesse a ser eleito, a América arriscaria ser transformada na Cartago do século 21 (*).

Sugestão de leitura a Ron Paul, The Punic Wars.


(*)

Os cartagineses estavam convencidos de que poderiam viver em paz e prosperar a par dos povos vizinhos em resultado dos benefícios mútuos que o estabelecimento de feitorias no Mediterrâneo trazia a todos. Sendo uma civilização essencialmente marítima e comercial, o poder estava pouco estruturado, era descentralizado, e em tempo de paz tinha um exército fraco. Em tempo de guerra conseguia reunir os meios para ter um exército forte, ainda que essencialmente composto por mercenários.

Roma era em tudo o oposto de Cartago. A prosperidade de Roma baseava-se na conquista e submissão dos vizinhos. Com os tributos cobrados, Roma sustentava um exército forte e bem treinado a todo o tempo. Por inveja ou não, Roma não podia tolerar um rival cuja prosperidade assentava no bom trato com os povos onde estabelecia colónias, rigorosamente o contrário do que faziam os romanos.

Roma submeteu militarmente Cartago por duas vezes, e por duas vezes Cartago retomou a sua soberania e prosperidade. À terceira, Roma destruiu Cartago para sempre. Não restaram sequer os documentos que permitiriam conhecer hoje a visão cartaginesa de um conflito que durou mais de um século.

Medina Carreira - Mudanças na Europa e no Mundo - OnO29

Space Shuttle MDD

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Educação socialista

Professora Maria do Carmo Vieira:
Neste momento, nas escolas, exercem-se apenas técnicas pedagógicas. Não há conteúdo.
Há professores muito ignorantes porque estão a ser formatados em pedagogia e não sabem nada.
Os alunos que estão mais bem preparados não podem ser vítimas dos outros.
Há muitas escolas de 'bom senso'.




Dia mundial do dia mundial

E não há um dia mundial para a outra voz?

Charles Murray "Real Education"

Como no Fiel Inimigo se afirmou dezenas de vezes ...

domingo, 15 de abril de 2012

Nivaldo Cordeiro: Do santo Estado de todos os dias

À atenção das luminárias contaminadas de socialismo do governo de Portugal.

Coisas giras do esquerdalhismo sexual de politicamente correcto

Na Suécia os homens estão a perder o direito a ser tratados por 'ele' e as mulheres por 'ela'.

10 Reasons to Abolish the UN

José Afonso - Rui Pato

Incontornável.



A mentira da educação

No ProfBlog:
A nossa Educação Pública vive há décadas sobre uma mentira: a ideia romântica e inquestionável de que todas as crianças e adolescentes são capazes de chegarem até onde elas ou os pais delas quiserem.

Toda a gente finge que acredita neste axioma. Na verdade, ninguém acredita nele mas todos fingem que este axioma é uma verdade inquestionável.

Quem ousa manifestar dúvidas, apontando exemplos de crianças e adolescentes que, por mais que os professores se esforcem, não conseguem chegar onde os pais querem que elas cheguem, é estigmatizado de diversas maneiras. A mais comum é levar com a etiqueta de conservador.

Chegámos a uma situação em que é de mau tom afirmar aquilo que todos conhecem: há crianças muito inteligentes, outras que o são medianamente e outras ainda que são muito lentas a aprender. E há crianças que se esforçam muito, outras que se esforçam pouco. E há algumas que adoram aprender e outras que se cansam facilmente.

E, por fim, há crianças que adoram a escola e outras que a detestam.

A falácia da escolaridade obrigatória e de uma via única para todos é aceite de forma inquestionável. O resultado está à vista: os gastos com a Educação não cessam de subir e os resultados não passam da mediocridade.

Todos nós sabemos isso mas fingimos que não é verdade. E vamos repetindo até à exaustão o contrário.

Canavilhas rejubila de fé torrando dinheiro alheio


Gabriela Canavilhas num puro exercício de paganismo. Com um sorriso cínico diz as todas as barbaridades que o neo-socialismo sistematicamente repete.

É o investimento 'radioso' confundindo valorização de pessoas com valorização de infra-estruturas.

Faz lembrar a fé das pessoas extremamente devotas que, passando fome, trabalham que nem loucas para comprar ouro e ofertar à Igreja. Canavilhas rejubila fé torrando dinheiro alheio.

Há até quem diga que o despesismo é afrodisíaco.

Príncepes do ar

O contrário não pode, de forma alguma, acontecer

Daqui:
Ben Summerskill, director executivo da Stonewall, afirmou que os anúncios são “claramente homofóbicos” e acrescentou: “A única razão pela qual alguns gays poderão querer deixar de ser gays é por causa do preconceito das pessoas que querem publicar este tipo de anúncios”.

sábado, 14 de abril de 2012

As bruxas da EDP

[Via Ramiro Marques]

Troika: Governo deve considerar envergonhar responsáveis da energia e das PPP.

... titula o Jornal de Negócios. Trata-se de algo que não me surpreende.

A recentemente adquirida percepção generalizada (com anos de atraso) que os projectos de energias renováveis eram um embuste gigantesco, levou a EDP a subir a parada e entrar no que parece ser o pináculo da sua inqualificável propaganda espalhando cartazes em que (entre outros casos) uma criança declara "a minha mãe é mágica".


Paralelamente, a EDP adquiriu quantidades colossais de espaço publicitário de rádio e TV numa óbvia cartada de amaciamento e abafamento da adversidade entretanto instalada na comunicação social que tinha, entretanto, começado a fazer o que lhe competia.

Este lance, por todo o espaço público, trouxa a EDP a um outro patamar que a deixa exposta a ataques políticos directos. A inegável falta de vergonha que a EDP tem demonstrado ao presentear-nos com a mais pura trampa publicitária torna claro que a EDP está convencida que vai no caminho certo. Sendo assim, muito bem, pois que a EDP seja envergonhada em público no que respeita à sua política sanguessuga de exploração da população em geral por via da aplicação de absurdos preços de energia eléctrica decorrentes da instalação de equipamentos de custo exorbitante e inúteis.

A EDP não quer negociar? Pois, novamente, muito bem. Fica-se a saber que as mesmas bruxas que na EDP não têm a decência de não expor, em cartazes, os filhos dos seus trabalhadores a quem chama "colaboradores" declarando (por boca alheia), entre outras gracinhas, que a mamã é mágica por trabalhar na pilha gigante do SOL, deverão, num equivalente golpe de magia, desaparecer juntamente com as suas energias e preços exorbitantes.

Neo-socialismo indignácaro e "o estado é que vai pagar a multa*"

António Balbino Caldeira: Consultoria: a base operacional de poder efetivo do socialismo radical
Neste País arruinado, para provocar a mudança, é decisivo analisar a consultoria prestada ao Estado e setor público pelas empresas e organizações ligadas ao PS radical, da matriz ex-férrica, através de ajuste direto e de concurso, o seu volume em dinheiro e os contratos, desde 1995. Nomeadamente, estas sete magníficas organizações:

[...]

Seria importante ainda verificar o fluxograma das suas relações com associações empresariais e sindicatos (nomeadamente, a CGTP de Carvalho da Silva), bem como o relacionamento que estabelecem, no quadro do planeamento, gestão e avaliação de projetos público, com os grupos económicos.

O motivo do interesse e legitimidade desta análise é a origem, substância e consequência política destas organizações, que têm funcionado como importantes centros de poder político, de formação e treino, de recrutamento e de infiltração e partilha do Estado e de financiamento político (nomeadamente, de sustento e rendimento de quadros socialistas que elas empregam) - e de bases e instâncias de recuo, quando a alternância sistémica temporariamente o simula. Estas organizações são também laboratórios de aliança com outras forças partidárias - Bloco de Esquerda, fação direita do PC e setores sistémicos do PSD.

A necessidade de barrela geral do Estado obriga à limpeza dos contratos chorudos de consultoria, seja de personalidades e entidades ligadas ao Partido Socialista ou de outros partidos.

[O "acordo" é uma praga! Conheço o cação mas não o fação.]

* E porque não os "especuladores"?

WWII In HD, Episode 1, Darkness Falls

A grande farra


Via Anabela Magalhães

Porque amanhã é Domingo

sexta-feira, 13 de abril de 2012

CENSURA TEM SEMPRE A VER COM SEXO

 
Todos os museus holandeses organizam este fim de semana o dia-do-museu. Uma espécie de Open House em que a entrada é gratuita. Para apoiar esta campanha, cada museu mandou imprimir cartazes lúdicos para espalhar pelas respectivas cidades no intuito de atrair todo o tipo de pessoas.

O Museu da Moeda optou pelo cartaz que vemos a seguir: uma lourinha bem gira fotografada num pedestal segurando um mealheiro de porcelana…



Numa paragem de autocarros de um bairro de Utreque onde vivem muitos estrangeiros (ler muçulmanos), a fotografia foi pelos vistos considerada demasiado ousada e coberta com um plástico, onde no centro se pode ler em holandês fracote a seguinte mensagem:
   


                                                                                                
Não queremos anúncios no nosso bairro. Ergue-te e combate nesta causa para a protecção dos nossos filhos!

Vejam a diferença com os fantásticos  anos setenta!  (Aposto que todos os portugueses refugiados da minha geração conhecem esta fotografia)



 
Os partidos políticos – neste caso o PSP (pacifistische socialistische partij) – com a maior da naturalidade espetavam nos cartazes a gaja mais boa das suas fileiras, e toda a malta continuava nas calmas a discutir o salário mínimo e a liberdade de expressão.

Hoje em dia isto já não é possível. Aos frustrados e puritanos europeus, vieram juntar-se os muçulmanos e, last but not least, ultimamente até os americanos do Time is Money, andam muito beatos! E esta enorme massa de gente sexualmente frustradíssima por causa das religiões, arranja sempre uns códigos morais lá muito deles para embirrar e impedir a felicidade dos outros… Resumindo, nem fodem nem deixam foder.

Será que ainda vão passar séculos até que os católicos, os ortodoxos, os muçulmanos, o Rick Santorum, o O’Reilly e o Papa nos larguem de vez da braguilha?

Porque o mundo é feito de mudança ...


Mais "moralidade"

London university considers stopping sale of 'immoral' alcohol on campus because it offends their Muslim students


Coreia do Norte perde Kwangmyongsong-3

Estoirou. Não gostaria de estar na pele de quem trabalha no projecto.