sexta-feira, 3 de junho de 2011

Dos mastúrbios - III

Pensavam que a revolução tinha acabado, assim, de repente? Enganaram-se. Continua. Continua, part-time.

A imagem não é de hoje

Assembleia popular - 19 horas.
... reza um  cartão já sem grafismo "orgânico"

Já não há acampados alapados mas há revolução. E há "desafios" a levar de vencida. Há que firmar um horário, e coisa e tal, porque para se pertencer a uma revolução há que a alimentar com condimentos de fiel coordenação, coisa indispensável e que dá ares de emanação de comité revolucionário - ou algum reaça ainda rosnaria que se tratava de erupção peido-intempestiva.

19 horas e ela aí está, a revolução, pimba, revelada ao universo.

Um pouco antes das badaladas e estava formado um suficiente grupo de 10 mastúrbios, sentadinhos e de papelada na mão (não, não é a do picotado). Parece que vai longe o tempo do gerador e da falta de gasosa (95, não esquecer) e, portanto, aperta aperta, chegadinhos, aproxegadinhos, ... ai que lindos que eles eram ... no horário de inexorável avanço revolucionário. Não sei se viria a materializar-se um megafone a pilhas, mas, às 19, dar-se-ia mais um irreversível passo de genuína revolução, obviamente esquerda rosca (... mentes reaaaaaaças. Pensavam que seria rasca?).

Votações tipo sondagem? Não sei. Sei que os 10 era mais que suficiente. Hitler, era apenas 1. Estaline, também. Chairman Mao, idem. Pol Pot era 2 só de nome. Até o Hamas só tem tido um timoneiro de cada vez, muito embora os "sionistas" tenham desgastado bastante cada um deles. Havia ali gente para missionar todo o mundo em internacionalismo proletário e multi-cultural.

A esta hora devem estar nos copos mas amanhã terão todo o dia para repousar o cérebro propiciando-lhe novo fulgor revolucionário para fazer avançar o mundo, no fuso das 19, de fralda limpa. Ahhh, grandes timoneiros.

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