Quem avisa socialista é
Este hábito afecta a qualidade dos artigos e
as teorias aqui expostas. Veja-se por exemplo a insistência, devido certamente
aos copos, em falar constantemente em choque de civilizações, quando todos
nós sabemos que se trata apenas de ficção científica fabricada pela CIA para
vender jogos de computador. A verdade é que as diferentes civilizações se amam
mutuamente, e isso pode ser visto e comprovado diariamente nos telejornais e Internet
do mundo inteiro.
A ignorância das massas
Como diz Sorge e muito bem, é preciso ter em
conta a “ignorância das massas”.
As massas, e nisto temos que acabar com hipocrisias e dar razão a Sorge, na
realidade só servem para fazer número em manifestações de cariz socialista. Mas
depois das manifestações feitas e os cartazes descolados das paredes, são os doutores
revolucionários que ocupam os lugares no parlamento - era o que faltava!. Mas não julguem que os
doutores revolucionários, apesar dos seus muitos afazeres, se esquecem ou desligam
das massas. Não senhora. Uma vez por ano têm a atenção de organizar uma grande
festa (chamada do Avante) para as massas, ao nível das massas, com intervenções
para as massas, enfim, uma maçada! Enquanto eles, a elite revolucionária,
compreensivelmente, prefere deslocar-se a Bayreuth, ao festival de Wagner ou a
Avignon, ver teatro. Sempre é outra coisa e não ficam com o fatos italianos e os
sapatos de berloques a cheirar a sardinha assada…
Outro pormenor em que se nota um uso exagerado
de vinho tinto por parte da redacção do FIEL, é nunca focar “o projecto bárbaro
dos nazis e dos americanos” que, como diz Sorge e mais uma vez muito bem,
“varia no bigode do boss e em outros detalhes de estilo.” (Não quero responder
pelos meus colegas, mas é verdade que eu próprio nunca me lembrei deste pormenor – culpa
da Macieira 3 estrelas).
A história agora contada como deve ser – sem
copos
Havia na Europa realmente um projecto bárbaro.
O socialista Adolfo Hitler ganhou em 1933 as eleições na Alemanha com o seu
NSDAP (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães). E com o apoio
das massas, o Adolfo começou imediatamente a fazer auto-estradas a dar c’um pau
- as primeiras auto-estradas na história da humanidade - e até criou o
Volkswagen (o carro do povo). Picante detalhe, parece que foi desenhado pelo
Chico dos Porches Balsemão!. E a história poderia ter ficado por aqui. As
massas alemães já tinham as melhores estradas do mundo, um carro desenhado pelo
Porsche acessível a todas as bolsas, reforma (os primeiros), férias pagas,
campos de férias e festivais de música clássica para as massas: Wagner, Bach,
Liszt, Mozart (outra coisa que as Festas do Avante com o Vitorino e o Janita
Salomé!). Mas o Adolfo, como todos os socialistas, querem sempre mais. E mais
significa transformar o seu partido em PARTIDO ÚNICO e acabar com a democracia
parlamentar, uma coisa burguesa. O resto é conhecido. A Europa a ferro e fogo
esquartejada entre dois socialismos: o nacional e o marxista.
É aqui que entram os americanos, os “patetas
de Westpoint”, como diz Sorge. E entram um pouco tarde, porque o exército do
pai das massas trabalhadoras, o José Estaline, já se encontrava em Berlim,
tendo já libertado metade da Europa e preparando-se para libertar a outra
metade. Que oportunidade que não seria para nós portugueses: o 25 de Abril em
1945, reforma agrária do Minho ao Algarve e Festa do Avante uma vez por mês.
Como a história é cruel… Tudo culpa dos patetas de Westpoint, que vieram tarde
e a más horas meter o bedelho onde não eram chamados.
E que fazem os americanos entre 1942 e 1945?
Os espertalhões, só para chatear, travam o
avanço das tropas libertadoras soviéticas, nomeadamente o General Patton, que a
mascar chiclete e armado em cóbói com as suas pistolas Smith & Wesson se
pôs a insultar os russos de sevandijas! Os russos, cansados de guerra e para
evitar chatices com os malcriados americanos, tentam salvar o que podem e
ficam-se por Berlim. Mas tiveram o cuidado de construir um belo e sofisticado
muro para proteger a Europa libertada (o chamado Pacto de Varsóvia) da
perniciosa influência dos Yanks, com os seus chicletes, Jazz, blues, filmes de
cóbóis com pistolas Smith & Wesson e porrada em bares ordinários
acompanhada de muita copofonia. (O ciclo completa-se e assim compreende-se
melhor de onde vem a influência no FIEL INIMIGO de beber uísque enquanto se
bloga).
Vaclav Havel, o maluquinho
A Europa Oriental, libertada pelas tropas
soviéticas, vivia atrás do muro sossegadinha e em plena liberdade, com
excelentes condições secundárias de trabalho, qualidade de vida, desporto ao
alcance das massas, e onde os desportistas de alta competição se sacrificavam
voluntariamente a mudar de sexo para ganhar medalhas de ouro nos jogos
Olímpicos em prol da pátria socialista. A saúde era de alto nível e gratuita. A
psiquiatria, avançadíssima, onde nas famosas Psikuchas eram tratadas com
sucesso doenças mentais até à época julgadas incuráveis, como a dissidência (os
doentes, sem qualquer motivo berram que querem democracia) Maluqueiras!!!
Note-se que o recentemente falecido ex-presidente da Republica Checa, Vaclav
Havel, foi tratado com sucesso durante cinco anos numa destas Psikuchas nos
anos 70 do século passado. (Havel passava o tempo a escrever cartas incoerentes
(estilo Faustino) acerca de liberdade e democracia! No auge da sua maluqueira
escreveu 77 Cartas de uma vez…)
Entretanto no lado Ocidental, que estava
claramente sob a influência dos patetas de Westpoint, era a bagunça que nós
todos sabemos: Maios de 68, festivais-da-pouca-vergonha-Woodstock, rapazes com
cabelos à bítla, raparigas nuas em parques, a pílula, homossexuais, sexo livre,
drogas e música pop. Tudo isto financiado com o Plan Marshal. Dinheiro que os
americanos roubaram (há que dizer a verdade) aos povos da América Latina ou
vice versa, para corromper, mas sobretudo alienar as massas europeias dos
verdadeiros problemas: fome, miséria, xenofobismo e mais umas coisas que já não
me lembro (o álcool!).
A destruição do Muro de Berlim
Com medo que o socialismo se instalasse
definitivamente no lado Ocidental da Europa, o imperialismo acelerou o processo
de demonização do Pacto de Varsóvia, que vivia, como já vimos, sossegado e em
pleno esplendor económico do outro lado do muro. Resultado, em 1989 o agente da
CIA, Michael Gorvachov, com a sua filosofia rasca de GLAS NOST (em russo
significa banalmente ‘o nosso copo’: cá temos a bebida outra vez como um
perfeito leitmotiv!) dá o pontapé de partida para a destruição do Muro de
Berlim, que tanto trabalho deu a construir e que protegia a população oriental
da má influência capitalista. Quem não se lembra das dramáticas imagens? Bichas
de famílias alemãs a fugirem nos seus BMW de oito cilindros para a RDA a reboque de Trabantes, um produto do Wissenschaftswunder des
Sozialismus (se não souberem o que isto quer dizer, perguntem ao Sorge que ele
sabe). Tudo isto é triste como uma tasca de província ao domingo à tarde: relato de futebol na rádio e capitalismo dos Urais até à Bááxa...