sábado, 26 de maio de 2012

Primavera árabe - Egipto

É conhecida a razão porque os governos árabes têm tido cada vez mais dificuldade em alimentar a população. O eixo da exploração de hidrocarbonetos tem-se deslocado para novas áreas geográficas e novos tipos de combustível deixando o médio oriente em dificuldade para impor o preço do petróleo. Da OPEP já pouco se ouve falar. Em dificuldade para recolherem receitas suficientes para alimentar a sempre crescente população, os respectivos governos ficam sob uma crescente pressão social por exigência de mais dinheiro. Regra geral, os países árabes nada produzem e dependem quase exclusivamente das receitas que o licenciamento da exploração petrolífera lhes proporciona.

As "primaveras" árabes, pintadas em sloganes por democracia, nada significam por aquelas paragens e o resultado tem sido inequívoco
"Tenho que escolher entre me suicidar ou pular num poço cheio de tubarões", compara Rana Gaber, 25 anos, a necessidade de optar entre o representante do antigo regime ou os islâmicos. A jovem revolucionária está decepcionada com os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais no Egito.

Ahmed Schafik, remanescente do regime Mubarak, e Mohammed Mursi Mosi, membro da Irmandade Muçulmana, conseguiram com uma diferença apertada chegar ao segundo turno do pleito, marcado para meados de junho próximo. Com essa os revolucionários não contavam. "A Irmandade Muçulmana vendeu a revolução e Schafik tem sangue nas mãos. Como é que podemos eleger alguém assim?", pergunta Rana.
Entretanto, dos indignácaros do costume e da comunicação social comprometida (quase toda), o silêncio é total. Como sempre, para eles, quanto pior, melhor.