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sábado, 10 de janeiro de 2009

AS CONSEQUÊNCIAS DE VIVER PERTO DE GAZA…


Em Março do ano passado a tradutora de Hebraico-Neerlandês Helen Turin, habitante de Ashdod (40 km a norte de Gaza), cansada de ver chover foguetes Qassam em Israel, e de isto ter o apoio conivente de uma parte da esquerda holandesa, escreveu esta carta (ver em baixo a vermelho) que foi publicada em vários blogues cá da praça.


Cartoon de Ad Kolkman: "hè pá, tenta lá pôr-te no lugar do inimigo"

Para ilustrar o 'cansaço' da senhora veja-se por exemplo esta manifestação que teve lugar recentemente em Utreque: enquanto Harry van Bommel (digamos o Francisco Louçã holandês) visivelmente a medo titubeia o slogan mais neutral que conseguiu arranjar para a circunstância: INTIFADA INTIFADA, PALESTINA LIVRE, na fila logo a seguir, os salafistas locais empunhando cartazes com fotos de Nasrallah, Khomeini e outros democratas do género gritavam outras coisas bem mais giras: HAMAS HAMAS ALLE JODEN AAN HET GAS, que significa, Hamas Hamas, todos os judeus têm que ser gazeados... (O Harry vai passar um mau bocado no parlamento, porque mesmo o líder do seu partido, a muito boa Agnes Kant (ver foto à direita), achou que o slogan que o pobre do Harry arranjou no meio daquela confusão toda foi ‘infeliz’)


Helen Turin:

Há oito anos que os habitantes de Sderot e dos kibbutzim, que estão situados a menos de km e meio da faixa de Gaza, sofrem ataques quase diários de foguetes Qassam atirados a partir de Gaza. Nos últimos meses até mesmo a cidade costeira de Ashkelon (a 17 km a norte de Gaza) foi atingida por mísseis Gratt. A situação foi piorando de dia para dia e o Hamas chega cada vez mais longe com os seus foguetes e mísseis.

Foi um período exasperante, estes últimos 8 anos. Os habitantes de Sderot começaram a perder gradualmente os seus meios de subsistência: o pequeno comércio foi-se abaixo e na situação actual muitas fábricas fecharam. Além disso, os pais não deixam os filhos em casa sós e há muito tempo que as crianças de Sderot aprendem através da internet em vez de ir normalmente à escola.

Aqui em Ashdod (40 km a norte de Gaza) temos dias bons e dias maus. Morreu uma mãe de quatro filhos e mais pessoas ficaram feridas. Apesar de termos tido relativamente poucos alarmes, a maior parte das vezes 1-2 por dia, mas também temos dias de 4-5, não podemos pregar olho porque nunca se sabe quando é que vai tocar o alarme. Tão pouco se sabe onde vai cair o míssil. Já há gente que nas suas casas têm um quarto preparado como abrigo, o que a partir de agora vai ser obrigatório por lei. Mas há ainda muita gente que não tem. As pessoas que não têm um abrigo deste tipo em casa enfiam-se geralmente num quarto interior sem janelas, ou então, como eu o meu filho e os nossos vizinhos, debaixo das escadas do nosso prédio de três pisos.

As mães que, como eu e o meu filho, vivem em casas onde não há um abrigo e que por isso tem que ir a correr, por exemplo, para debaixo das escadas do prédio, estão sempre em estado de stress por falta de sono, impotência e constante preocupação. Durante o dia a coisa ainda vai, mas mal cai a noite temos medo de adormecer e não acordar os filhos a tempo para os arrastar em estado de sono para debaixo das escadas do prédio…

Tivemos um período de tréguas, mas no próprio dia em que este período terminou Ashkelon e Sderot sofreram uma chuva de foguetes e ficou tudo como dantes…

É preciso compreender uma coisa: o Hamas é quem põe e dispõe na faixa de Gaza, e mantêm a população em rédea curta. Toda a ajuda humanitária, apoios financeiros, carburante e o resto, passa primeiro pelas mãos do Hamas. Ao manter a população com fome, desempregada e sem educação, o Hamas tem a faca e o queijo na mão, e quem não colaborar com o Hamas leva um tiro. Nesta situação o resto da família é obrigada a escolher: trabalhar para o Hamas e ter de comer, ou não colaborar e passar fome!

O trabalho do Hamas consiste em cavar túneis (para fazer passar entre outras coisas armas), construir foguetes Qassam e rampas de lançamento, arranjar partes de casa para armazenar mísseis, e casas de onde os podem lançar em direcção de Israel. Outra grande parte dos mísseis e dos foguetes são armazenados em mesquitas…. Não se espantem, mas também em hospitais e escolas. Os ‘trabalhadores’ do Hamas andam nos hospitais disfarçados de bata branca como se fossem médicos ou enfermeiros! A aviação de Israel, que normalmente faz operações cirúrgicas, por muito cuidado que tenha dificilmente pode bombardear estes locais sem causar a morte de civis.

Todo o dinheiro que o Hamas recebe do estrangeiro, incluindo os 10 milhões de dólares que há três semanas receberam de Israel, não é destinado à população. Grande parte do dinheiro é gasto em mísseis vindos da China, acessórios para construir foguetes Qassam e adquirir outro tipo de mísseis vindos do Irão e da Síria. O dinheiro que sobra desaparece nos bolsos dos líderes do Hamas. Não é por nada que eles levam todos uma vidinha bastante próspera.

Se o Hamas se preocupasse realmente com a situação da população sob a sua tutela, utilizaria este dinheiro para construir escolas decentes, esgotos e hospitais. Ou para montar uma cadeia de negócios entre a faixa de Gaza e o Egipto, ou mesmo com Israel. Mas o Hamas é uma organização terrorista como o Hezbollah no Líbano que, com a ajuda do Irão e da Síria, têm como único objectivo riscar Israel do mapa. De outra forma não há explicação para o facto de armazenarem e dispararem mísseis a partir de casas de civis que têm pouco a ver com o assunto.

As pessoas perguntarão, mas porque razão os habitantes de Gaza suportam esta situação? Porque estão desempregados e têm fome… Mais uma vez, o Hamas só distribui alimentação a quem colabora com a organização… Aqueles que não colaboram com o Hamas ou, pior ainda, suspeitos de colaborar de alguma forma com Israel [ou com a Fatah. Trad.], são frequentemente mortos a tiro em praça pública como exemplo para o resto da população.

Ao financiar os terroristas do Hamas, a Europa e o resto do mundo, está implicitamente a dar-lhes autorização para comprar armas para riscar Israel do mapa. Se a Esquerda europeia está tão preocupada com os palestinos, não seria melhor, em vez de manter uma organização terrorista no poder, enviar profissionais para a faixa de Gaza com a perícia necessária para juntamente com a população local construir casas, hospitais, escolas e fábricas para que eles se tornem 100% independentes de Israel, e do Egipto, e do resto do mundo, podendo finalmente ganhar o pão trabalhando como faz toda a gente?

P.S. Vejam aqui as fotografias da manifestação de Lisboa tiradas pela e do site da Zabelinha. Noto que a manif em Lisboa foi bem mais soft que a de Utrecht.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

"É o excesso de crédito, estúpido, é o excesso de crédito"

Começaram, finalmente, a ser evidenciadas as estatísticas que demonstram a verdadeira razão por trás da crise financeira de 2008: o excesso de crédito na economia.

O quadro seguinte montra a evolução do crédito nos EUA nas últimas décadas:



Como se escreveu várias vezes no FI, esta é a verdadeira razão para a crise.

No caso específico dos EUA o Estado teve importantíssimas responsabilidades no potenciar do problema já que impulsionou por razões políticas o mau crédito, logo, o futuro crédito mal parado. As consequências destes excessos demoraram a aparecer na vertente real da economia, mas apareceram. Mais ou menos como a cirrose após anos de alcoolismo.

A crise acabou por ser evidenciada depois um pouco por todo o mundo. Ainda se ensaiaram estratégias escapatórias ("a culpa é dos neocons e do Bush"), mas dois ou três meses chegaram para mostrar que os colapsos bancários fora dos EUA. só podiam ser imputáveis aos próprios bancos e sistemas financeiros. A crise americana foi apenas o tiro de partida.

Vamos esperar e ver começar a aparecer este tipo de estatísticas referentes a outros países como, por exemplo, Portugal.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Porrada neles

Israel continua a destruir depósitos de explosivos e equipamento de lançamento de mísseis e granadas do Hamas. Repare-se na magnitude das explosões subsequentes ao bombardeamento. Algumas produzem-se apenas momentos depois do bombardeamento inicial.



O Hamas continua a disparar de prédios de habitação, usando lança granadas ou lança mísseis.

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Novilíngua

Na sua obra mais emblemática (1984) Orwell descrevia  o uso da novilíngua por parte do poder, com a finalidade de restringir os sentidos das palavras, impossibilitando deste modo pensar conceitos e ideias que, por ausência de palavras, seriam inexistentes. Controlando a língua, o poder controlava o pensamento e impedia o surgimento e difusão de ideias  “erradas”.

A apropriação de conceitos por parte de movimentos e ideologias totalitárias há muito que deixou o campo da ficção e saltou com grande facilidade para a  realidade.

Por exemplo, a  palavra “democracia”, foi alvo de tentativas de apropriação pelos partidos e regimes da esquerda  totalitária. 

A Alemanha que não era democrática, chamava-se a si mesmo "Republica Democrática Alemã", tal como de resto acontece com a "República Democrática da Coreia". 

Francisco Louçã afirma que quer combater a “democracia burguesa” e o Partido Comunista quando fala de “amplas liberdades” ou de “verdade” tem em vista exactamente o contrário daquilo que se entende por  liberdade individual,  e considera “verdade” não o que o é intrinsecamente, mas  aquilo que pode contribuir para fazer avançar a visão ideológica "certa", ou seja "verdadeira".

Os partidos islamistas, particularmente o Hamas e o Hezbolah,  levaram a novilíngua a um grau de superior sofisticação, facto  a que não deve ser alheia a espantosa identificação da esquerda mundial com estes grupos profundamente retrógrados e  fascistas.

Por exemplo, "vitória", no léxico destes grupos, significa simplesmente sobreviver.  Se num combate de boxe foste ao tapete em todos os assaltos, se  o adversário te massacrou e te deixou com a cara feita num bolo, desde que fiques vivo, podes clamar "vitória".

As baixas sofridas pela população no meio da qual se instalam, medem apenas a “capacidade de resistir” e na verdade  são até bem vindas, porque  provam o “genocídio” e o “holocausto”.

 A este propósito, veja-se como grupos de esquerda em Portugal tentaram apropriar-se do memorial que recorda a matança dos judeus de Lisboa, para justamente manifestarem o mesmo tipo de ódio ao judeu que motivou o progrom.

A própria palavra "sionismo", deixou de significar, para esta esquerda, o movimento que tinha como objectivo a formação de um Estado para os judeus na sua terra ancestral, para passar a ser sinónimo de uma ideologia maligna, permitindo aliás,  pela declaração de "anti-sionismo", verbalizar o velho ódio ao judeu, que de outra forma seria "impróprio" declarar.

Para esta nova aliança entre esquerda  e islamismo, "resistência” significa atacar Israel e os judeus,  e as abordagens racionais que alguns estados árabes tentam fazer são “traição” e “conivência” com  a “entidade sionista” ou a “ocupação”.

É este tipo de newspeak que permite a Khaled Mashal  garantir a partir do seu confortável buraco  em Damasco, que “ a resistência em Gaza está a correr bem , e a infraestrutura da  “resistencia” não sofreu grandes danos”.

Nesta estranha linguagem, a resposta isrealita  à "resistencia à ocupação" (lançamento de rockets)  é "agressão"  e até  "crime de guerra".

O facto de as populações (que supostamente a "resistência" devia proteger),  estarem a braços com uma situação dramática, não entra nos cálculos da “resistênca” que , de resto, se esforça bastante por filmar o drama com o maior requinte possível, para avivar o cromo da vitimização e lograr mais manifestações de “indignação” da esquerda mundial.

Apaziguamento e Consequência

O norte de Israel foi hoje bombardeado a partir do Sul do Líbano, o território abandonado após a última invasão para combater o Hezbollah e entregue às forças tampão da ONU.

Esta notícia vem esclarecer quaisquer dúvidas que pudessem existir entre os não estúpidos sobre dois assuntos:
-a paz com o radicalismo islâmico é apenas uma forma de adiar o momento em que ele voltará a atacar;
-a saída do Sul do Líbano em 2000 está a demonstrar-se um erro cujas consequências não foram apenas a penosa guerra contra o Hezbollah em 2006. É se supor que isto seja o início de uma nova frente de combate em Israel.

Entretanto, o "chefe da diplomacia checa, Karel Schwarzenberg, de cujo país preside a União Europeia, minimizou a importância dos disparos de “rockets” hoje a partir do Líbano para o Norte de Israel, salientando que não significa o início de uma ofensiva do Hezbollah."

Entre apaziguamentos e negacionismos resta saber quem, daqui a alguns anos, estará mais perto de ficar submetido ao Islão: se Israel, pela força, ou se a Europa politicamente correta, pela estupidez.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Chumbo Endurecido VII

Segundo uma sondagem do Canal 10 da Televisão Israelita, o Likud mantêm-se à frente do Kadima para as eleições legislativas que irão ter lugar no próximo dia 10 de Fevereiro.

As recentes sondagens indicavam uma reaproximação do Kadima ao Likud e um crescimento considerável do Labor de Ehud Barak. Porém, esta sondagem afirma que, se fossem hoje as eleições legislativas, o Likud iria adquirir 31 cadeiras do Knesset, o Kadima 27 e o Labor 16.

Esta sondagem dá azo a duas reflexões:

1 - O próximo Primeiro-Ministro Israelita, seja Netanyahu, Livni ou Barak, terá que fazer coligações para adquirir a maioria no Knesset. Isto não é motivo de preocupação pois não me recordo, nos últimos anos, de um partido Israelita que tenha governado com maioria absoluta sem recurso a coligações. O interessante será verificar com quem Benjamin Netanyahu fará coligações (a tendência é para ir buscar cadeiras à extrema-direita), uma vez que me parece que se Tzipi Livni ganhar o acordo com o Labor é para se manter (teriam que ir buscar mais cadeiras, pois os dois juntos nunca terão 61 deputados).

2 - A Operação "Chumbo Endurecido" veio numa altura especial, a cerca de 1 mês da tomada de posse de Obama e a cerca de 1 mês e meio das eleições legislativas Israelitas. Obviamente que esta posição de força e de demonstração de que Israel está pronto para intervir sempre que necessário, a tão pouco tempo das eleições, beneficia os partidos que se encontram no Governo. Tzipi Livni e Ehud Barak poderão afirmar, àqueles que pretendem uma linha mais dura em relação ao Hamas, ao Hezbollah e ao Irão, que não é preciso um partido de direita para defender Israel. Pelo menos, Ehud Barak subiu nas sondagens, enquanto Livni manteve. No entanto, as coisas não se alteraram muito para o principal candidato, Benjamin Netanyahu, que mantém a liderança nas sondagens. Se as coisas não se alteraram com esta Guerra, estou em crer que não se alterarão com a campanha eleitoral.

Um excelente artigo sobre o futuro do Hamas depois pode ser lido aqui.

Gabriela Shalev


Na ONU, a embaixadora de Israel, Gabriela Shalev, tem neste momento a palavra.

Actualização:
A gravação vídeo da sessão pode ser vista aqui (requer RealPlayer).

O discurso de Gabriela Shalev, pode ser lido aqui (Word).

‘A Quem É Que Eu Já Ouvi Isto’ ou ‘As Prendas do Baltazar’

Um destes dias (lá para a Primavera ou pouco antes) começaremos a ouvir e ler a esquerda estúpida dizer que Obama oferece a Israel a possibilidade de continuar a oprimir os palestinianos que, pobres, de tão oprimidos já nem podem fazer rockets na cozinha, só mesmo o almoço e o jantar.

Nessa altura iremos pensar “A quem é que eu já ouvi isto?”. Deve ter sido ao anti-capitalista e anti-sionista al-Zawahiri, número dois da Al-Qaeda, que declarou que a violência em Gaza é uma oferta de Obama a Israel ainda antes da sua tomada de posse. (Ver) Coincidências.

Também se pode dar o caso de a coincidência dizer apenas respeito à época do ano, pelo que Obama é assim uma espécie de Rei Mago, mais concretamente o Baltazar.

Observadores imparciais

Quem ontem fizesse zapping pela Al Jazzeera, teria visto numerosas vezes ao longo do dia um médico norueguês em serviço num hospital de Gaza, a declarar a sua "imparcial" indignação pelo "massacre" que os israelitas estavam a levar a cabo.
As imagens que a televisão árabe mostra são sempre cruas e quase pornográficas, num apelo ao mais primário voyeurismo, mas não são imagens quaisquer. A Al Jazeera só apresenta imagens de crianças e mulheres. A reportagem típica consiste numa ambulância a chegar em grande velocidade, gente aflita e várias pessoas a correrem para o veículo, de onde sai, ensanguentada, uma criança.
Nunca se vê um homem a sair de tais ambulâncias e as imagens dos hospitais apenas mostram camas com crianças e mulheres. Onde estão a ser tratadas os milhares de feridos do Hamas, não consta em tais reportagens. É como se não existissem.

A intenção é claramente propagandística e visa utilizar o sofrimento das pessoas como instrumento de guerra psicológica, fornecendo matéria prima aos complexos de culpa e à raiva dos tolos que por esse mundo fora, se manifestam pela "causa palestiniana".
Trata-se de um jogo perverso porque a morte dos civis próprios passa a ser um objectivo desejável pela parte conflituante que justamente alega estar a lutar por eles, e há já numerosos casos documentados, nomeadamente no mundo islâmico, do deliberado morticínio de populações tendo em vista culpar o inimigo e alcançar objectivos estratégicos mediáticos.
O caso da granada que explodiu no mercado de Sarajevo e que precipitou a intervenção da NATO, foi paradigmático, uma vez que aquela granada, tendo caído onde caíu, só por extraordinária bizarria balística poderia ter sido disparada das linhas sérvias.

Em Gaza, o Hamas está, assumida e documentadamente a usar a morte de civis para alcançar objectivos estratégicos e estas imagens, em que um drone israelita filma terroristas a disparar morteiros do pátio de uma escola, provam-no à saciedade.
Disparar do pátio de uma escola e fugir logo a seguir, tem como única finalidade atrair o fogo de resposta sobre a escola, de modo a que morram crianças e possa a haver imagens da brutalidade sionista.

E o médico norueguês?
Era o Dr Mads Gilbert e ao passar as suas declarações a Al Jazeera pretende evidentemente transmitir a ideia de que se trata de uma personalidade neutral, uma pessoa boa, um missionário do bem que está ali desinteressadamente a ajudar os que sofrem, e que não toma partido.
Acontece que não é verdade. O Dr Gilbert é um comunista fanático, activista da "causa palestiniana" há várias décadas e que, a propósito do massacre do 9/11 em Nova York, em vez de correr a oferecer os seus préstimos de bom samaritano, apressou-se a declarar que "os oprimidos tinham o direito moral de lançar o ataque".

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Brindemos aos fantasmas que seremos

Num mundo sem deuses qualquer vida é uma corrida frenetica em direcçao a nada. Uma odisseia solitaria, plena de inescapaveis horrores - sem exageros poeticos. No mundo de antanho a justiça divina podia tardar, mas a ira era imediata, para la do pano a paz e o mel dos anjos em proporçoes iguais, aca a tirania dos carrascos em proporçoes desiguais. Aqui derrotados estamos e derrotados acabaremos porque nao há faulkner ou hesse que nos salve, morremos, como dizes, e ao po voltaremos, é isto a vida, a tale full of sound and fury signifying nothing, nao houve fuga e nao havera fuga, obedecemos e seguimos de cerviz inclinada as arbitrariedades que as contingencias determinam - essa perfidia que nos pune a cada segundo. Somos dessa estirpe, de nula ambiçao, em isolamento perpetuo, e de chicote na mao para que as costas sigam impecavelmente da cor do sangue. Assim continuarei, de jean genet até que uma bala mais apressada nao peça licença

Sem comentários

Isto passa-se na América.

A Estupidez Versão 'Nata'

De entre os estúpidos, há uns que são mais estúpidos que outros, já se sabia.

Os islamo-fascistas do Hamas juram lançar todos os judeus ao mar…. bom, isto capaz de ser um bocado exagerado; é de admitir que não lancem ao mar os que conseguirem matar entretanto.

Ainda assim, entre os marcados para a degola existe quem se apresente voluntariamente ao carniceiro, conforme se pôde ver numa manifestação recente em Tel-Aviv:













Entre outras frases, os manifestantes gritaram em hebraico: “Já chega, já chega - falem com o Hamas!" Para gritar uma coisa destas em Israel, o que não há que chegue são doses elefantinas de estupidez.

Fica assim demonstrado que é possível extrair uma porção mais refinada de entre os mais estúpidos; eles são a nata dos estúpidos.

Danieis Oliveiras e Migueis Portas desta vida, roam-se de inveja.

Explorar o sucesso

O mandato de Mamoud Abbas expira esta semana e , como se sabe, a Fatah foi expulsa de Gaza num golpe do Hamas cujas sequelas levaram à morte de mais de 1000 palestinianos considerados simpatizantes da Fatah.
Como é evidente, nem o facto de dezenas deles terem sido atirados vivos do alto dos prédios pelos "irmãos" do Hamas, foi considerado suficiente para apelos a manifestações por parte dos tolinhos de serviço. "Somos todos palestinianos" e tal, mas não dos que se despencam lá do alto.

A carga de porrada que está a ser administrada ao Hamas é desejável para muita gente, desde egípcios a sauditas, passando por jordanos e palestinianos, uma vez que ninguém ignora que o movimento islamista é um peão de brega dos aiatolas iranianos.
Naturalmente não podem deixar de verbalizar as habituais indignações, uma vez que a cartada moral palestiniana é tabu na rua islâmica e toda a gente precisa de mostrar ruidosamente que "está com os palestinianos".
Prestado tributo retórico ao tabu, o que na verdade interessa são as acções. A Fatah tem todo o interesse em explorar o estado de fraqueza do Hamas para voltar em força à Faixa de Gaza, mas não o pode fazer à boleia dos carros de combate israelita. Deslocar para a Faixa de Gaza 5 ou 6 batalhões é algo que a Fatah devia fazer imediatamente a seguir a um cessar-fogo. Se a entrada se fizer por Rafah, com a colaboração do Egipto, fica salvaguardada a imagem e o objectivo é alcançado.
Ou muito me engano ou é isso mesmo que irá acontecer.

Bucólico


Este video retrata os pacíficos palestinianos nas suas banais actividades quotidianas de trabalho e lazer: cozinhar omeletas para levar para o trabalho, preparar termos de café (gigantes! este pessoal trabalha muito), remendar roupas, brincar ao Risco e às escondidas.

Link para o site da SIC, se o vídeo embebido não funcionar.

Gaza

Há muito que o conflito encontra-se entrincheirado em facçoes e tribos, facil é escolher o aglomerado de tontos, dificil é nao cair nos seus braços - um compromisso, ainda que dure 5 minutos, é para toda a vida - como dizia gasset, citando de memoria, ser de esquerda ou direita é uma das infinitas formas de se ser imbecil, uma forma de hemiplegia moral, estava repleto de razao o manchego, é mais do que uma questao de liberdade, sobretudo numa epoca - sitiados por ela - em que escasseia quem a exerça, no fundo isto para acabar onde comecei, no conflito, os dois lados estarao sempre crismados pela razao, havera sempre razoes poeticas ou escatologicas para o crime, somos a descendencia de caim, e isto os simples e os fanaticos nunca alcançarao

John Bolton: Uma Proposta Que Merece Atenção

"Let's start by recognizing that trying to create a Palestinian Authority from the old PLO has failed and that any two-state solution based on the PA is stillborn,"

O autor da declaração é John Bolton, antigo embaixador dos EUA na ONU. Ele acrescenta que Gaza deve ser entregue ao Egipto (de que já fez parte), e os territórios árabes da margem ocidental entregues à Jordânia (de que também já fizeram parte).

Do ponto de vista político e legal, Israel tem toda a conveniência em passar o controlo de Gaza e dos seus 1.4 milhões de habitantes para o Egipto. Alias, já o tentou fazer antes.

Quanto à margem ocidental, esta eventualidade é aparentemente desvantajosa para Israel por questões óbvias de consolidação territorial.

Mas talvez nem tanto. A verdade é que a identidade política independente do conjunto dos enclaves árabes na margem ocidental têm sido afinal o principal fator da sustentabilidade demográfica e política destes territórios. Acresce que o atual 'status quo' é fonte acrescida de conflito e alimento de exposição mediática desfavorável.

Em Israel e nos EUA esta ideia deveria ser analisada com atenção. No fundo trata-se de confrontar duas alternativas:
Um Estado palestiniano encravado em Israel e com ressentimentos territoriais e políticos sempre latentes, ou; dois vizinhos árabes com enclaves territoriais, sem reclamações expansionistas, sem conflitos independentistas e com ligações diplomáticas estáveis.

Balanço em Gaza

Já lá vão quase duas semanas de ofensiva e,malgrado a pouca informação disponível,pode-se fazer algum balanço.

1º- Apesar de Israel controlar já mais de 70% das zonas de onde ao longo dos últimos anos foram lançados mais de 6000 foguetes e granadas de morteiro, o Hamas continua a ser capaz de lançar foguetes. Tal facto era esperado. Muitos dos lançadores estão enterrados e são accionados à distância. Descobri-los todos é como procurar agulhas em palheiros. Como já tinha dito, o que Israel pretende é que os dirigentes do Hamas percam a ligeireza com que puxam os gatilhos e que para si mesmos digam aquilo que Nasralah disse publicamente em 2006: " se soubesse que Israel iria reagir desta maneira, não teria desencadeado a operação".

Demonstrativo desta ideia foi um debate ontem, numa cadeia televisiva árabe, entre um comentador egípcio e um porta-voz do Hamas. O egípcio a dada altura perguntou ao representante do Hamas: "Onde é que a vossa estratégia vos levou? Que território libertaram? Porque não reconhecem, como o Hezbolah fez, que subestimaram a resposta israelita? "

O porta-vos do Hamas emudeceu brevemente e quando abriu a boca foi para culpar o egípcio de estar a criticar o Hamas, em vez de Israel.

2º-A liderança do Hamas em Gaza desapareceu e apenas dá sinais pré-gravados, a partir de bunkers, imitando os dirigentes da Al Qaeda, isto é, protegendo-se a si mesmos e apelando ao "martírio" dos outros. Não há instituições que possam cuidar das populações e a única autoridade visível é representada pelos canos das espingardas dos terroristas que de vez em quando se mostram nas ruas. Sintomaticamente, os representantes do Hamas que vão ao Cairo, respondem perante Mashaal em Damasco, e não perante a liderança em Gaza.

3º-As manifestações contra Israel, desencadeadas por grupelhos de extrema-esquerda, grupos neonazis e simpatizantes do islamofascismo, vão tendo lugar um pouco por todo o mundo e eram esperadas. Trata-se de comportamentos pavlovianos que ocorrem sempre em resposta ao estímulo certo, em indivíduos condicionados a tal. De qualquer modo têm sido bastante menos virulentas do que é habitual, e isso sim, é uma novidade.

4º- De um modo geral a cobertura mediática é hostil a Israel, o que também não constitui novidade. A maioria dos jornalistas está formatada nas ideologias do marxismo cultural e tende a aderir às narrativas simplificadas e moralizadoras típicas destas visões do mundo, resistindo bastante a equacionar o problema tal qual ele é: Israel está a exercer o seu legítimo direito de auto-defesa face a uma continuada agressão por parte de um grupo terrorista que actua às ordens do Irão.

5º- Israel tem mantido uma notável circunspecção sobre a campanha militar. A ideia que perpassa é a de que há um plano e que ele está a ser seguido com profissionalismo e método, por uma máquina militar treinada e eficaz, que tem a iniciativa estratégica e táctica, obrigando o Hamas a combater nos termos escolhidos por Israel.


6º. Os objectivos tácticos parecem ser reduzir a capacidade de combate do Hamas e destruir a maioria das suas infraestruturas, sem contudo expor as tropas à atricção do combate em áreas edificadas, onde o gap tecnológico se reduz ao mínimo. Todavia nos próximos dias as tropas israelitas terão de entrar em algumas dessas áreas e é natural que haja um maior número de baixas de ambos os lados, sendo essa a esperança do Hamas para poder declarar alguma espécie de "vitória" que lhe permita manter a face.

7º-Em termos diplomáticos, a pressão tenderá a aumentar sobre Israel, mas parece que o governo israelita tem uma apurada noção de que as suas necessidades de segurança não deverão ceder à correcção política, impondo condições para um cessar-fogo que evitem o regresso a um status quo ante. E para tal o Hamas terá de ceder, mesmo que procure evitar parecer que o faz, e aqueles que pressionam o cessar-fogo terão de apresentar um mecanismo de controle e verificação que satisfaça os objectivos de Israel: que não sejam lançados foguetes sobre Israel e que não entrem pelas fronteiras de Gaza foguetes sofisticados e explosivos de qualidade.

8º-A linha que separa o sucesso do insucesso é sempre muito ténue, principalmente no campo das percepções, e num campo de batalha tudo pode mudar de um momento para o outro. Napoleão já saboreava a vitória na Batalha de Waterloo quando os prussianos de Blucher chegaram e alteraram tudo.


Chumbo Endurecido VI


"According to the IDF Spokesman's Unit, the grave incident occurred when a tank, deployed as part of Operation Cast Lead, accidentally fired a live round at an abandoned building in Jabalya, in which Golani forces, who were operating in the area, took cover. "

Os erros pagam-se caro em tempos de Guerra. Pese embora ainda não se saiba ao certo o que ocorreu, parece que um tanque Israelita atirou sobre um edifício supostamente vazio, na zona de Saja'iya. O erro custou a vida a 3 militares Israelitas, que pertenciam à Brigada dos Golan. O Coronel Avi Peled, que comanda os Golan, também ficou ferido. Porém, o Coronel recusou ser transportado para o hospital, para certificar-se de que tudo corria bem na recolha dos feridos e sua respectiva substituição.

No artigo do Jerusalém Post sobre o mesmo assunto, um oficial do exército Israelita afirmou que "
If everything goes as planned the operation could be over in the next 72 hours". No máximo, a operação estará concluída no fim-de-semana.

Ao soldado Dvir Emanueloff juntam-se, assim, mais três mortes. A invasão terrestre Israelita teve, até ao momento 4 mortes. Os números estão bem longe do terror anunciado tanto pelo Hamas (que, de facto, só matou 1 operacional das IDF) como pela esquerda cantante. O Hamas, segundo algumas fontes, já perdeu em toda a operação mais de 400 operacionais.

Os acontecimentos dos próximos dias dirão se a Operação foi bem sucedida ou não. O que se pode dizer até agora é que as coisas estão a correr bem a Israel.

ACTUALIZAÇÃO:
O número de mortes da IDF é, agora, de 8.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

É... Activismo


"Os activistas palestinianos continuam a disparar ‘rockets’ para o território do Sul de Israel. Quatro israelitas já morreram desde 27 de Dezembro. No exército, um soldado foi morto, e 55 foram feridos depois da invasão terrestre ter iniciado, sábado passado."

Realmente, ele há activistas para tudo: uns querem menos CO2 na atmosfera, outros querem melhores salários, outros querem mais direitos laborais, outros querem o fim da Globalização, outros querem o fim da desflorestação, outros querem mais ajuda aos pobres. São todos activistas.

Outros querem a destruição de Israel, a Sharia aplicada na Sociedade, a submissão do Mundo ao Islão, todos os Judeus mortos, matar civis, atirar rockets contra populações. Segundo o Público, também são activistas.


Hoje em dia qualquer um é activista, independentemente do suposto activismo. Basta reinvindicar e, ao mesmo tempo, levar a cabo uma acção: seja ela uma mera greve ou um mais sofisticado assassinato de um patrão.

Nem se assanharam

As 17 organizações que convocaram a manifestação de hoje não têm, pelo total, militantes nem sequer centitantes. Estava presente não mais que um saquito de gatos.

Nem para berrar havia quorum.

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Chumbo Endurecido V


A ajuda humanitária que, pelos vistos, não chegava:




Entrevistas com soldados Israelitas:



Os corajosos


Os "corajosos" de serviço vão amanhã manifestar-se.

Em países democráticos há manifestações contra a guerra. Em ditaduras teocráticas há manifestações a favor da guerra.

Os "amigalhaços do povo" (o 5 Dias, o Arrastão e o Sem Muros), são sempre a favor das ditaduras, teocráticas ou não, desde que não se oponham a uma das suas eleitas ditaduras. Curtem tertúlias pós-modernas com o Hamas e adoram Mugabe mas exorcizam Pinochet, independentemente do africano matar até pela fome e pela doença.

Será interessante ver quantos cartazes empunharão os "corajosos" manifestantes em defesa dos palestinianos torturados e sumariamente executados pelo Hamas.

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No horizonte já desponta a nova fase: a exigência de um cessar fogo e de que Israel se sente com o Hamas à mesa de negociações. Prevê-se que, como habitualmente, os mesmos "amigalhaços" apoiem as iniciativas isentando o Hamas, à partida, da parte que lhe corresponde no calar das armas e no reconhecimento da existência da outra parte. De qualquer forma, farão muito barulho. Serão mesmo capazes de criar mais um tribunal para julgar a belicista besta judaica.

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domingo, 4 de janeiro de 2009

Gaza: A História Repete-se

Quando Israel tomou a iniciativa de bombardear a infraestrutura dos criminosos do Hamas em Gaza, ficou a ideia inicial de que se estaria na eventualidade de ocorrer uma repetição dos acontecimentos no Líbano. Logo se decretou o fracasso da iniciativa porque não estaria ao alcance das FDI invadir Gaza por terra e vencer o Hamas.

No entanto, a comparação do ataque ao Hamas em Gaza não deve ser feita com a última guerra contra o Hezbollah no Líbano. A comparação a fazer é com a campanha em 2002 contra a Jihad nos territórios sob administração palestiniana, assunto hoje esquecido. Senão, veja-se:
-Em 2002 a Jihad islâmica tinha uma forte infraestrutura paramilitar sobretudo na Margem Ocidental. Hoje passa-se o mesmo com o Hamas em Gaza, embora com uma dimensão maior;
. Os grupos da Jihad e do Hamas atacavam indiscriminadamente com morteiros e franco-atiradores, além de que preparavam ataques suicidas. O mesmo se passa hoje com o Hamas em Gaza, salvo os ataques suicidas tornados impossível pelos controlos de fronteira melhorados;
-As FDI tomaram a iniciativa de avançar sobre estes terroristas. Foram travados combates urbanos ferozes contra a Jihad e o Hamas, como em Qalqilya, em Jenin e noutras localidades. Tal como agora esta acontecendo em Gaza.
- A esquerda anti-liberdade e os islamo-fascistas uniraram-se para protestar contra a iniciativa defensiva de Israel e lamentar a morte dos terroristas criminosos e dos civis atrás de quem eles se escondiam. Fazem o mesmo agora.

Tudo terminou com a derrota da Jihad e do Hamas. Emergiu como única força armada a Fatah que percebeu que é melhor viver em paz com Israel e beneficiar das benesses que o poder traz do que ser mártir no céu islâmico. Não voltaram a ocorrer lançamentos de morteiros ou tiroteio a partir da margem ocidental. Mas o sucesso da Fatah na margem ocidental não teve equivalente em Gaza onde o Hamas nunca perdeu por completo a capacidade operacional. Pelo contrário, reorganizou-se, armou-se como nunca antes e acabou por tomar o controlo do território num golpe de força há dois anos causando uma sangueira inter-palestiniana sem equivalente no conflito com Israel.

Pode ser que a cidade de Gaza seja uma grande Jenin. Pois que seja. E que tal como em Jenin, que em Gaza seja aniquilada a capacidade bélica dos terroristas e o controlo seja entregue a quem prefira viver em paz com Israel a ser mártir no céu islâmico. No final, tal como há sete anos, serão esses a fazer o trabalho sujo contra o que sobrar dos rivais (que agora são os arqui-rivais do Hamas, e que contas eles têm para ajustar).

Quando isto acontecer, e tal como há sete anos, os islamo-faschistas e os seus aliados da esquerda anti-liberdade ficarão do novo à espera da próxima oportunidade para descarregar ódios e frustrações.

Por fim, os terroristas derrotados serão esquecidos pelos islamo-fascistas e pelos seus aliados da esquerda anti-liberdade. Isto porque os inimigos da liberdade e apoiantes de terror não têm tempo a perder com terroristas mortos já que estão demasiado ocupados a enaltecer terroristas vivos.

Informação


Nos episódios anteriores do conflito em Gaza a comunicação social emitia sistematicamente "informação" proveniente de operadores de câmara ligados às forças terroristas, considerando-as como fidedignas. Ultimamente, suponho que após as broncas produzidas pelo desmascaramento das encenações Pallywood, as TVs têm evitado a emissão dessas imagens, exceptuando as recolhidas à entrada dos hospitais.

Corre agora a informação pela qual uma boa parte dessas vítimas resulta de ataques do Hamas aos seus adversários políticos internos, nomeadamente da Fatah.

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Há pouco a RTP-1 emitia imagens de combatentes palestinianos dando a entender que se trataria de imagens de combatente em cenário de conflito directo. A SIC emitia as mesmas imagens informando que se tratava de imagens recolhidas em campos de treino do Hamas.

A palermeira informativa é, no momento, zenitalmente executada por Márcia Rodrigues que, aposto, informa, no local, aquilo que lhe vão contando dos estúdios em Lisboa. No passado assisti (presencialmente) a este tipo de encenações e reconheço, no caso, todos os tiques que pretendem credibilizar a total parvoice.

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Chumbo Endurecido IV


A primeira baixa Israelita chamava-se Dvir Emmanueloff.

Os estúpidos do Bloco já palram:

"Pelo contrário, estes ataques continuam a responder à escolha feita pela maioria dos palestinianos em eleições livres que Israel e os EUA preferem não aceitar."

Esta argumentação é típica de quem é obtuso e de quem não sabe daquilo que está a falar. A argumentação de que o Hamas foi eleito livremente pelo povo Palestiniano, utilizada pela esquerda de "vanguarda" e pelos anti-semitas que falam para quem quer ouvir um pouco por todo o lado, merece ser atacada:

1 - Em Israel, se um partido político defender e tiver na sua carta apelos à eliminação do Povo Palestiniano, ao massacre contra os Palestinianos, ao recurso às armas para levar a luta adiante, à utilização da Tora como forma de julgamento e de actuação e ao racismo é impedido de participar nas eleições. Tal já aconteceu com o Kach do rabino Meir Kahane; Tal acontece na Europa, nos Estados Unidos da América e em todos os países verdadeiramente democráticos;

"The Day of Judgement will not come about until Muslems fight the Jews (killing the Jews), when the Jew will hide behind stones and trees. The stones and trees will say O Muslems, O Abdulla, there is a Jew behind me, come and kill him. Only the Gharkad tree, (the Cedar tree) would not do that because it is one of the trees of the Jews."
- HAMAS

"You may speak as much as you want about regional and world wars. They were behind World War I, when they were able to destroy the Islamic Caliphate, making financial gains and controlling resources. They obtained the Balfour Declaration, formed the League of Nations through which they could rule the world. They were behind World War II, through which they made huge financial gains by trading in armaments, and paved the way for the establishment of their state. It was they who instigated the replacement of the League of Nations with the United Nations and the Security Council to enable them to rule the world through them. There is no war going on anywhere, without having their finger in it." - HAMAS

"Today it is Palestine, tomorrow it will be one country or another. The Zionist plan is limitless. After Palestine, the Zionists aspire to expand from the Nile to the Euphrates. When they will have digested the region they overtook, they will aspire to further expansion, and so on. Their plan is embodied in the "Protocols of the Elders of Zion", and their present conduct is the best proof of what we are saying." - HAMAS

"Jews are a people who cannot be trusted. They have been traitors to all agreements. Go back to history. Their fate is their vanishing." - Yousif al-Zahar (HAMAS)

"We will not rest until we destroy the Zionist entity" - Fathi Hammad (HAMAS)


"Suffering by fire is the Jews' destiny in this world and the next. Therefore we are sure that the Holocaust is still to come upon the Jews" - Sheik Yunus al-Astal (HAMAS)

Podemos continuar a noite toda.

2 - O Hamas ganhou as eleições com 44% do voto popular enquanto que a Fatah obteve 41%. Os resultados foram encarados como suspeitos pelos Ocidente e pela Fatah. O Hamas pôde, no entanto, formar Governo. Porém, o Presidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Mahmoud Abbas (Abu Mazen), tem o direito de dissolver a Assembleia e, dessa forma, demitir o Governo. Foi isso que fez em 2007: isto proporcionou o golpe de Estado na Faixa de Gaza, porque o Hamas rejeitou esta decisão de Abbas. Estariam com medo de novas eleições? Não deveriam respeitar os direitos do Presidente? Onde está o democrático Hamas? Então o democrático Hamas mata, tortura e aprisiona opositores políticos? O que é a democracia?

Será que 44% é a maioria dos Palestinianos? Se o Presidente Aníbal Cavaco Silva dissolvesse o Parlamento e convocasse eleições antecipadas e se José Sócrates, o Primeiro-Ministro, não aceitasse a decisão e resolvesse levar a cabo um Golpe de Estado, o Bloco de Esquerda diria que foi o povo Português que assim quis?

Civis mais civis do que outros

Foi há pouco mais de um ano.
No 1º semestre de 2007, o Exército Libanês cercou  Nahr al-Bared, zona onde vivem 40 000 palestinianos e durante mais de dois meses, bombardeou com artilharia, foguetes, aviação, carros de combate, etc.
O objectivo da operação era destruir um grupo terrorista palestiniano que dali desencadeava atentados, se misturava na população e a usava como escudo humano para se proteger das  retaliações.
A operação foi justificada mas  sangrenta e terá andado perto dos 300 mortos e milhares de feridos.

O que se está a passar em Gaza é, mutatis mutandis, idêntico

A grande diferença é que no caso libanês, não houve uma única manifestação de "apoio à causa palestiniana".
Nenhum esquerdista europeu saíu à rua para gritar a sua indignação pelos "crimes de guerra" do Exército libanês; nenhum blogger ou jornalista da imprensa "progressista", assinou petições a exigir o "fim da agressão".
Não houve convocações do Conselho de Segurança, não houve debates inflamados contra a "força desporporcionada", o Secretário-Geral da ONU não fez dramáticos apelos ao cessar-fogo, e muito menos a rua árabeinvadiu as ruas dos outros para queimar bandeiras e berrar contra a "injustiça" e as "humilhações ao Islão".

Nada....apenas se ouviu o silêncio.
O mesmo silêncio que se ouviu quando o Hamas matou mais de 300 palestinianos num golpe de estado em Gaza. O mesmo silêncio que se ouviu 6 mil vezes ao longo destes últimos anos, quando igual numero de mísseis e granadas de morteiro foram lançadas sobre povoações israelitas.
O mesmo silêncio que se ouve hoje, depois de se saber que o Hamas está  nos últimos dias a neutralizar sistematicamente os seus opositores na Faixa de Gaza, matando-os, partindo-lhes as mãos ou disparando para as suas pernas, para os impedir de explorarem a situação em seu benefício.

Isto leva  a várias conclusões:

1-O "sofrimento" dos palestinianos só existe quando do outro lado está Israel. Caso isso não aconteça, é irrelevante e não merece o altruísmo dos lutadores das "causas".
2-Os civis palestinianos são sempre mais civis que os civis israelitas, mas só contam como civis em matéria de indignação, quando do outro lado está Israel.



O direito à tolice

O filósofo Desidério Murcho, a propósito de umas declarações do Papa sobre paneleiragem, inflama-se: “O ânus é meu!”.

Só mesmo o Público, na sua ânsia de contribuir para uma noite de consoada progressista, é que se lembraria de publicar uma peça deste calibre no dia de Natal. Uma lástima.

Não é de esperar grande sensatez em adultos que acreditam que depois de uns gestos mágicos um copo de vinho se transforma em sangue. Mas as pessoas devem ter direito às suas tolices”, diz Murcho.

Lá isso devem. Como a de acreditar que a melhor forma de fazer cumprir as promessas da globalização é criar um governo mundial. Com o Presidente Al “Salvei o planeta” Gore e o Eng. José “Fiz baixar os juros” Sócrates a levar o barco, aposto.

É que não obstante o disparate dever ser livre, há tolices e tolices. Beber vinho nunca fez mal a ninguém; já querer organizar a vida dos outros (tirando-lhes a garrafa da mão, logo para começar), é das pulsões que maiores desgraças tem produzido ao longo dos tempos. Vou pelo vinho.

Chumbo Endurecido III


Algumas notícias:

Número de mortes provocados pela operação terrestre:
"At least 30 Hamas gunmen were reported killed"

ACTUALIZAÇÃO:
35 Feridos (a esmagadora maioria ligeiros) e 1 morto do lado Israelita; mortes do lado do Hamas estima-se em 50.

IDF concentrada em fazer estragos profundos e em sair o mais rapidamente possível:
"The IDF would not enter Gaza City or the refugee camps"

A democracia à Hamas: membros da Fatah presos e torturados pela organização "democraticamente eleita":
"
Fatah officials in Ramallah told The Jerusalem Post that Hamas militiamen had been assaulting many Fatah activists since the beginning of the operation last Saturday. They said at least 75 activists were shot in the legs while others had their hands broken."

Supostos ajudantes dos "Sionistas" abatidos a tiro:
"
On Monday, Dr. Ashour was not the only official in charge. Armed Hamas militants in civilian clothes roamed the halls. Asked their function, they said it was to provide security. But there was internal bloodletting under way."

Jordânia e Egipto mostram-se, agora, de pé atrás:
"
The office of Egyptian President Hosni Mubarak on Sunday warned Israel of the consequences of the invasion and said it places the responsibility on Israel for any civilians that are killed or wounded. "

Hackers Marroquinos atacam sites Israelitas:
"
A group of Moroccan hackers attacked hundreds of Israeli websites on Wednesday. Some reports say that as many as 750 websites with the suffix co.il have come under attack."

Sarkozy e a grande responsabilidade do Hamas naquilo que se está a passar:
"French President Nicolas Sarkozy told three Lebanese newspapers that Hamas bore "a heavy responsibility for the sufferings of the Palestinian people" and that its rocket attacks had to stop."

O rabo-de-fora: Os intocáveis (1)


Este texto (escrito um pouco à pressa, e por cujas imperfeições peço desculpa) pretende ser o início de um complemento e, simultaneamente de uma resposta a este post de Joaquim Simões, a quem prometi fazê-lo.

Anos atrás, quando eu ainda era professor no ensino público, o estágio profissionalizante em ensino, após uma licenciatura, durava dois anos. No primeiro, os estagiários limitavam-se a frequentar e a obter aproveitamento num conjunto de cadeiras teóricas, da responsabilidade do departamento das ciências da educação da respectiva universidade. No segundo, ainda na vertente teórica, era constituído por um seminário no mesmo âmbito, enquanto a vertente prática se concretizava no trabalho realizado, ao longo do ano lectivo, com duas turmas. Essas turmas eram atribuídas por uma escola, trabalhando o estagiário sob a orientação de um colega, o orientador, que, por sua vez, trabalhava em sintonia com o professor da faculdade encarregue de coordenar a formação dada em todos os núcleos de estágio abertos pela mesma.
A classificação profissional era obtida pela média aritmética entre a classificação académica e a que lhe era atribuída nesse estágio. Em teoria, a classificação relativa ao lado prático seria determinada pelo orientador, dado ser ele quem diariamente trabalhava com o estagiário, mas, na realidade, a sua nota era obtida por consenso com o coordenador (que também assistia a duas das aulas dadas pelo estagiário) ou, em caso de desacordo entre ambos, por nova média aritmética.
Os núcleos estruturavam-se com base na distribuição do número de turmas do orientador (normalmente seis) entre ele e os estagiários, e de mais algumas outras, sobrantes nos horários da escola. A atribuição de apenas duas turmas tanto aos estagiários como ao orientador explicava-se por todo o trabalho que quer uns quer outros deveriam realizar para além da leccionação. Esse trabalho consistia na planificação conjunta do programa determinado pelo Ministério, tendo cada estagiário, no entanto, com base nessa planificação, que determinar uma linha de apropriação pessoal do programa, assente numa sua leitura do mesmo, o que implicava, por vezes, uma leccionação em que os caminhos de interligação entre as matérias eram enriquecidos e mesmo alterados. Cada estagiário teria que, por isso mesmo, apresentar planificações das unidades programáticas e das aulas a que o orientador deveria assistir em conjunto com os outros colegas de estágio, procedendo-se a uma apreciação posterior, também conjunta, do seu desempenho. Os formandos deveriam assistir, sempre que possível, às aulas do orientador e fazer uma análise comparativa com o que eles próprios teriam feito face às situações e às questões postas pelos alunos. No sentido de ir limando as dificuldades e de melhorar a leccionação pela troca de impressões e de conhecimentos, o regulamento de estágio estipulava igualmente a obrigatoriedade de reuniões semanais entre os elementos do grupo, e reuniões mensais entre os orientadores e o coordenador ou coordenadores.
Para além disto, o estagiário teria também que dar conta, num trabalho final, da sua experiência como professor, fazer uma apreciação fundamentada da escola e da respectiva população e ainda da perspectiva e das expectativas em que se baseara a sua acção. Isto tanto no que respeita à sua concepção de escola e de leccionação como no que concerne ao envolvimento e dinamização da comunidade escolar.
A classificação profissional determinava (e continua a determinar) a posição na lista de candidatos aos lugares a concurso. Atendendo à crescente escassez de lugares no ensino, em resultado da progressiva diminuição da população escolar, a selecção dos melhores foi acontecendo naturalmente. Lembro-me que, na disciplina de História, cerca de vinte anos atrás, só entraram dois candidatos a professor de quadro de escola, um deles com a classificação profissional de 18 valores e numa das zonas mais recônditas do país.
O que, atendendo a que pelo menos 70% dos professores em actividade foram já seleccionados desta maneira, levanta, obviamente e desde logo, a questão seguinte: a melhoria dos resultados dos alunos estará assim tão dependente da avaliação do desempenho destes docentes, uma vez que só conseguiram um lugar aqueles que obtiveram boas classificações, não apenas académicas como no plano da docência?
Decorre, porém, de tudo isto, uma segunda questão, cuja resposta complica tudo ainda mais: em que consiste o processo de avaliação que a actual equipa ministerial se tem esforçado por impor, a bem da Pátria (socialista)?
Na sua essência, em repetir, ano após ano, o processo de estágio profissionalizante! Desde as planificações até aos projectos pessoais que dinamizem a comunidade escolar, passando pelas aulas assistidas. De outra maneira: em avaliar o que já foi avaliado, aquilo em que o professor já deu provas e do qual resultou a sua selecção como profissional. Com uma diferença fundamental: é que o tempo necessário ao preenchimento de toda a papelada mais ou menos inútil (planificações incluídas, que o que não está claro na cabeça também o não estará por o escrevermos num papel) justificativo da diminuição do número de horas lectivas, é agora acumulado ao tempo de leccionação estipulado para seis ou sete turmas…!
Leccionação para a preparação da qual, evidentemente, os professores passam a ter cada vez menos tempo (é necessário adaptar os recursos e as estratégias ao tipo e ao estado dos alunos a quem ela se dirige). Os grupos e as comissões para apreciar e analisar os projectos multiplicam as reuniões preparatórias e definitivas, retirando também elas tempo de leccionação e de tranquilidade aos que as fazem. Os Conselhos Executivos dispersam-se em burocracia. Todos, todos afogados num mar de papéis e de policiamento mútuo.
Conheço bastantes professores que estão frequentemente, desde o início deste ano lectivo, cerca de 12 horas consecutivas na escola. O descalabro é total.
Imagine-se o que seria um arquitecto de créditos profissionais firmados ter que provar anualmente que sabe fazer o projecto de uma casa!, que a um mecânico especializado em automóveis de alta competição se exigisse, também anualmente, que prove saber quais são as peças de um motor!, que…
Não soaria ridículo que isso pudesse ser considerado como uma avaliação destinado a melhoria profissional? Não se suporia uma enorme incompetência e desconhecimento das questões por parte de quem a propusesse ou estabelecesse? Melhor: alguém acreditaria sequer que, deste modo, se estivesse a querer avaliar fosse o que fosse?
(continua)

sábado, 3 de janeiro de 2009

Chumbo Endurecido II


Em resposta ao 5dias:

Este livro de Meir-Levi contém dezenas de nomes de oficiais Nazis que, depois de verem o regime Nazi derrubado, viram o seu trabalho reconhecido por diversos países árabes. Muitos deles acabaram mesmo por se converter ao Islamismo. Infelizmente para eles, não conseguíram acabar o trabalho.

Estes Nazis tratavam das relações dos países árabes com Israel, trabalhavam nos mais variados ministérios, geriam esquadras de polícias. Síria, Jordânia, Egipto e outros países empregaram Nazis nos seus Governos e sociedades.

Infelizmente não tenho o livro comigo e não decorei nomes. No entanto, espero para a semana poder actualizar o artigo com os nomes e funções dos Nazis empregados em países árabes.


News

CNN - Al Jazeera (Inglês) - SIC Notícias

Instalando-se o Livestation consegue-se o acesso à Al Jazeera (entre outras) em excelente qualidade

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Chumbo Endurecido I


Ideias a reter sobre a Operação Chumbo Endurecido:


a) Os estúpidos viram-se, subitamente, sozinhos nas críticas a esta operação Israelita, pelo menos até ao dia de hoje: Estados Unidos da América, Egipto, OLP, Reino Unido, Alemanha, Austrália, Canadá e República Checa, pelo menos, aprovaram a Operação e atribuiram as culpas ao Hamas;

b) Os meios de comunicação Portugueses têm feito uma cobertura ao conflito bastante razoável, para variar um bocado. No Público e na SIC temos tido bons textos e boas reportagens sobre o conflito;

c) A maioria dos analistas internacionais afectos à "causa Palestiniana", têm realçado que as culpas não são unicamente Israelitas. Muitos não falam de acto "irreflectido" nem de acto "cobarde" mas sim de acto "desproporcionado". Menos mal;

d) O Hamas tem o seu arsenal reduzido como nunca antes e, por conseguinte, a sua capacidade de responder a Israel encontra-se reduzida. O Irão e a Síria, no entanto, já afirmaram que tentarão recolocar a capacidade do Hamas de lutar contra Israel;

e) Já morreram importantes membros do Hamas e muitas infra-estruturas do movimento já foram destruídas;

f) O conflito mudou completamente hoje: a invasão por terra será, muito provavelmente, criticada a torto e a direito pela comunidade internacional. Eu preferia que Israel não se metesse nestes trabalhos que leverão à morte de soldados Israelitas, a críticas até dizer chega dos mais variados países e aos mais variados encargos;

g) A operação terrestre foi aprovada apenas ontem. Tal como disse no artigo anterior, esta decisão de levar as coisas para o terreno deve ter sido tudo menos fácil: a indecisão esteve presente até ao fim;

h) Existe o medo de abertura de hostilidades com o Hezbollah e de revoltas na Cisjordânia. Israel tem que tar atento às suas costas;

i) Não se sabe ao certo qual a capacidade do Hamas de responder á iniciativa Israelita nem o tempo que os Israelitas vão demorar em Gaza. Os papagaios dizem que têm 15000 homens à espera dos Sionistas. Eles jogam em casa, conhecem os cantos à casa; Israel está bem preparado, tem melhor armamento e conta com o apoio da marinha e da aviação;

j) É melhor estarmos prepararados para mais e maiores manifestações; é melhor estarmos prepararados para mais besteiras nos sítios do costume.

Irei continuar, dentro das possibilidades, a dar cobertura ao conflito. As análises ficam para quando este acabar: já me dei mal quando tive que apagar boa parte de um artigo porque o Barak decidiu entrar por Gaza adentro. Analisar as consequências que o conflito terá em Israel e para as negociações de paz, o que pode vir a acontecer ainda e o que é que o conflito representa, quando a procissão ainda vai no adro, é uma tarefa difícil e condenada ao fracasso.

Sem papas na língua e também com humor



Medina Carreira dizia ontem na SICNotícias, a Mário Crespo, que o que se tem vindo a passar em Portugal desde há anos em matéria de educação é "um crime político".
Sarkozy, segundo o canal France 24, sugere que se não permita a posse de carta de condução aos que andam a incendiar automóveis.

Vitória do Hamas


Segundo a espantalheira de serviço (exemplo), a primeira fase do ataque israelita ao Hamas caracterizou-se por "uso excessivo de força", "uso desproporcional de força", "ataques maciços", etc.

As mesmas figuras começam agora a anunciar o falhanço completo dos israelitas demonstrando que Israel é incompetente para acabar com o vitorioso Hamas.

A RTP, capitaneada por Márcia Rodrigues, já anuncia que a “campanha [foi] incapaz de destruir o poder de fogo do Hamas”. Aliás, a mais alta referência “moral” da espantalheira e do Hamas anuncia que, “se Israel colocar um pé em Gaza vai ter um destino negro.”

Só os "judeus" terão um destino negro porque aos militantes do Hamas está reservada a totalidade do stock de virgens.

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