Teste

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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Daqueles que se tentam libertar da lei da morte

Lembremos os valorosos guardas da revolução cubana que gloriosamente defendem a ilha das tenebrosas infiltrações dos capangas do lucro.

Da terra do leite e do mel ... (colocar aqui som de violinos) ...

Da terra do leite e do mel, da ilha arduamente defendida pelos lutadores anti-fascistas do antes do 25 de Abril, são libertados e exilados para Espanha uns quantos prisioneiros políticos.

Péra aí. Prisioneiros políticos? Exilados? Nã. Deve ser engano. Deve ser coisa de Busssssh.


Onanismo Eurocrático


O programa da presidência belga do Conselho Europeu, em que tropecei recentemente, é daquelas peças de prosa medonha escrita em europolitiquês demonstrativas do grau de perfeição que a eurocracia atingiu no que respeita ao débito em papel de objetivos e propósito e princípios euro-eloquentes, em que a aderência à realidade ou a exequibilidade tem a probabilidade de um bilhete de lotaria.

É interessante a análise da frequência de algumas palavras em menos de 50 páginas A4; então:
- "Implement" (e derivados): 54
- "Lisbon Treaty" – 25
- "Programme" (e derivados, sem contar com títulos) - 25
- "Climate Chabge" – 12
- "Green" (do jargão eco-trêtico) – 11
- "Europe 2020 Strategy" (versão e vinte anos de um programa semestral) - 11

Mas entre tanto “implement” e “Lisbon Treaty”, quantas vezes aparece a palavra democracia? A palavra “democracy” (ou qualquer outra derivada de democracia) aparece apenas 1 (uma) vez. Mas tranquilizem-se os mais euro-crentes, a palavra é usada numa referência a países “frágeis”; a "democracia" não está nos "programmes" da UE.
Assim se implementa e programa e estabelece na URSE. do Tratado de Lisboa.

Por fim, deixo-vos um extrato do programa demonstrativo do onanismo político europeu:

On the basis of the Commission communication concerning the plan for research and innovation, the Belgian Presidency will favour an integrated approach covering multiple facets of innovationtechnological, non-technological, and social – which promote its distribution throughout the economic fabric and which respond to the current challenges and the needs of businesses, particularly SMEs.
In the context of the knowledge triangle, the role of clusters and the relationship between research centres, training and business will be examined. In light of the development of the 8th Framework Programme, under the Belgian Presidency, the Council will conduct work relating to the simplification of administrative procedures and financial controls from the 7th Framework Programme for Research and Development.”


Nota: Atualmente a Bélgica tem um governo de gestão já que os belgas não se entendem quanto à formação de um governo nacional (na perspetiva dos valões) ou supra-nacional (na perspetiva dos flamengos). O facto de o governo belga não governar o seu próprio país e ir presidir ao Conselho europeu não debilita em nada a sua capacidade de exercer tal presidência. Bem vistas as coisas é a inversa que é verdadeira. Na verdade trata-se de gente habituada a dizer que vai fazer coisas que eles próprios não estão interessados em saber se vão ser feitas, até porque essa é a melhor maneira dizerem que fazem muita falta.

Vale tudo...


... porque o que é preciso é que ele vá dando para o pitroil.

Da gente que se inspira no Le Monde Diplomatique

Enquanto Pacheco Pereira lhes dá nos cornos, Gerónimo de Sousa vem reclamar por mais investimento público para "reanimar" a economia.

Nesta cena da PT veio mais uma vez ao de cima a paupérrima vulgata que passa por ideologia no PS. Ele é alimentada por várias fontes: Mário Soares, o principal esquerdista do PS, José Sócrates, o principal bipolar do PS, Santos Silva, o principal propagandista do PS e o azorrague dos seus inimigos da “direita”. Todos têm andado nos últimos dias a repetir uma espécie de versão ideológica sobre a crise que atravessamos, cá dentro e lá fora. Na verdade, esta vulgata já dura há muito mais tempo, e não é “dos últimos dias”, mas o facto de estarem a repeti-la em Julho de 2010, dá-lhe um tom particularmente irrealista, isolado da realidade, e, no sentido não clínico da palavra, autista, assim como, no sentido surrealista da palavra, absurdo. Absurdo em tudo: primeiro, como análise é um puro discuso propagandista; segundo, como ideologia, mesmo à esquerda, é grosseiro e primitivo; terceiro, como prática, não existe.

Em que é que consiste a “narrativa” dessa vulgata: nos últimos quarenta anos,com altos e baixos, mas coincidindo com o ciclo Thatcher – Reagan – Bush pai e acima de tudo o tenebroso Bush filho, o mundo foi governado por “neo-liberais”, gente que construiu uma “economia de especulação financeira”, assente em variedades globais de sistemas como o da D. Branca, esse prócere do “neo-liberalismo” caseiro. Abandonou-se a “economia real” e caminhou-se para uma “economia de casino”, desregulando tudo, reduzindo o estado a um malfeitor envergonhado, pisando as “políticas sociais”, e criando uma “bolha” que o Nouvel Observateur e o Le Monde Diplomatique (se existisse) já dizia há quarenta anos que ia rebentar. Rebentou e dos criminosos “neo-liberais” apenas o senhor Madoff foi parar à cadeia, deixando o mundo em pantanas. Tão em pantanas que nem Santo Obama ainda recuperou, nem a Santa União Europeia se recompôs, porque, com excepção dos socialistas, é governada por gente que ainda vem dos tempos do Madoff, como a senhora Merkel.

O que é que há a fazer? Os socialistas sabem muito bem: mais investimento público, mais Keynes, mais Marx, um estado com maior presença na economia, aperto na regulação, confisco dos ricos que andaram a “empochar” à Madoff (esta parte Louçã faz melhor) e defesa intransigente do “estado social”. Pois, pois. Se não fosse um insulto à história da Carochinha, esta fábula mereceria um prémio.

A PRÁTICA DOS SOCIALISTAS


O problema é que , para além da fábula, há a realidade, a prática, aquilo que os marxistas aprendiam como sendo o “critério de verdade na teoria do conhecimento do materialismo dialéctico”. A parte prática, executada por Sócrates – Teixeira dos Santos, martelada contra os infièis por Santos e Silva e apoiada ainda mais à esquerda por Soares, é a que mostra o absurdo a que chegou a vulgata, porque enchendo a boca com o “estado social”, propõe-se salva-lo exactamente com a medicina dos “neo-liberais”, ou seja com medidas cuja lógica é a que é exorcisada pelo discurso ideológico. Parece confuso? É confuso e intelectualmente muito pobre, mas é o que a casa socialista hoje gasta.

Claro que na prática, a vulgata tem os seus custos. Ela funciona como uma resistência, como os maus condutores resistem à passagem dos electrões: gera enormes desperdícios, atrasa tudo e produz uma enorme quantidade de calor inútil que se dissipa no ar. É o que hoje o PS parece: faz a política que diz abominar, e retira-lhe muita da eficácia, porque a faz sempre com má fé, atrasado, mal, com desperdício e mais caro.

Se o mundo fosse como na fábula ideológica acima contada, os socialistas deveriam estar a fazer exactamente o contrário daquilo que fazem: a avançar com as grandes obras públicas em nome de Keynes, a não mexer em salários, nem reformas, a aumentar as regalias sociais, a fortalecer o estado nacionalizando e a apertar o pescoço do BES. Pois, pois.

Isso teria sido muito bonito, se pudéssemos continuar a viver de dinheiro emprestado que cada vez menos temos capacidade de pagar, e que cada vez menos gente nos empresta. E como não há dinheiro, não há vícios nem socialismo. Podemos apenas vociferar contra os “especuladores” e essa tenebrosa conspiração internacional que “de lá de fora” nos quer tirar o euro e abater a Europa, para além de destruir a gloriosa obra de José Sócrates, tão perfeita, tão perfeita que levou a nossa dívida aos píncaros e o nosso défice ao clímax. A culpa de facto é do Madoff, o socialismo pode continuar intangível na sua perfeição moral e política a cavar a sepultura da esperança dos portugueses em viverem um pouco melhor, só um pouco melhor.

domingo, 11 de julho de 2010

E as governamentais caras de caralho não têm mais que fazer?


Tudo indica que o governo vai erradicar os carros de alta cilindrada nele e no estado.
O Lisboa - Tel Aviv estará atento a este importante assunto e informará os seus leitores quando o grupo de trabalho elaborar o Plano Quinquenal Nacional de Promoção das Bicicletas, Triciclos, Patins, Skates, Coches, Carroças & Carrinhos de Super-mercado e Outros Modos de Transporte Suaves.

Dos amola-navalhas



Que Portugal está falido toda a gente sabe e a esquerdalha sabe-o também.

Para a esquerdalha não é coisa má porque espera sempre que sobre qualquer terra de ninguém se erguerá a "nova" sociedade, mais "justa", expurgada do pecado do "lucro".

A esquerdalha acha que o dinheiro dos outros é coisa para se gastar à fartazana em particular o dos que têm muito, sejam eles quem forem. Naturalmente e apenas no mundo capitalista há árvore das patacas. Nos poucos remendos socialistas que por aí se arrastam há apenas fome e uns outros tantos idiotas com os mesmos desígnios olimpicamente ignorados pelos "especuladores".

Voltando a Portugal, a situação é instável tanto quanto um campo de batalha em que os oponentes se olham nos olhos de dedo no gatilho e onde a queda de uma palha pode provocar o churrasco geral.

A presente "onda de boatos" sobre o BCP existe porque se está no fio da navalha. Se assim não fosse ninguém ligava a ponta de um corno ao assunto. É a própria reacção do BCP prova de que a coisa está periclitante.

Coisas de "gaja"


Segundo os telejornais de há pouco, Ingrid Betancourt, conforme um comunicado do Ministério da Defesa da Colômbia, terá posto um processo ao Estado colombiano por não a haver protegido suficientemente quando foi aprisonada pelas FARC, na sua tentativa de chegar a um acordo entre progressismos. O governo, por seu lado, recusar-se-á a pagar seja o que for, dado que Ingrid foi, na altura, avisada de que seria impossível garantir a sua segurança.
Ingrid, porém, já veio a público, através do seu advogado, não-confirmar a notícia, referindo somente a existência de uma "acção de conciliação" com as instâncias governamentais.
Palavras para quê? "Gaja" que sai aos seus, não degenera.

Dos "especuladores" e do capuchinho vermelho


Talvez a banca já não ligue peva à esquerdalhada e já não coloca dinheiro na "economia",

Talvez os "especuladores" já não estejam dispostos a emprestar dinheiro a quem se mostra não só incapaz de pagar o que deve como ainda a precisar de novos empréstimos para pagar os juros dos anteriores,

Talvez o Millenium BCP, banco onde foram convenientemente colocados os boys governamentais, já não visto pelos "especuladores" seja "parceiro" fiável por ter demasiada malta embrulhada na defesa dos "interesses nacionais",

Talvez a malta do BCP esteja a ficar consciente que os "especuladores" perceberam que eles estão demasiado alinhados da defesa dos "interesses nacionais",

Talvez a esquerdalhada tenha decidido castigar quem já não defende os "interesses nacionais" e já não coloca dinheiro na "economia" e tenha decidido "dinamizar" a retoma de tão vital fluir de "bem social" fazendo circular SMSs e mails castigando os malandros do BCP por falta de engajamento às sinergias em causa,

Ou talvez as comadres se tenham zangado e estejam a lutar para ver qual delas se mantém mais tempo no barco que afunda mas talvez não,

Ou talvez as comadres se tenham zangado e estejam a lutar para ver qual delas sai primeiro para tomar melhor posição no novo amanhã que no seu bolso cantará ...

... mas sempre tudo no melhor interesse do "Portugal" contra os interesses "privados", como diz o kamarada Jerónimo. Sim, porque privados não são os interesses de cada contribuinte. Privados são sempre os interesses dos "especuladores", essa coisa infame que joga na "economia de casino" para estrangular "Portugal".

The science is settled

Last week, after six months of evasions, obfuscation, denials and retractions, a story which has preoccupied this column on and off since January came to a startling conclusion. It turns out that one of the most widely publicised statements in the 2007 report of the UN’s Intergovernmental Panel on Climate Change – a claim on which tens of billions of dollars could hang – was not based on peer-reviewed science, as repeatedly claimed, but originated solely from anonymous propaganda published on the website of a small Brazilian environmental advocacy group.
Experimentem procurar ligações entre a malta do IPCC e a do web site e ficam logo a saber como se perpetrou a marosca. Se não souberem onde anda a malta do web site procurem entre a verdelhada que recebeu ziliões em financiamento pago pelo contribuinte.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Para Grandes Males, Grandes Remédios

Esta foi a gota de água!

E para grandes males, grandes remédios.

Coreografia Islâmica

Para esconjurar a coreografia sionista que tanto tem abalado as sensibilidades esquerdidas mais requintadas (ver post anterior) nada como a aliviar os sentidos ou outra coisa qualquer com uma coreografia muçulmana.

(liguem o som)




Allah é grande mas não tem olfato.

Coreografia "sionista"

RT, do blog 5 dias, não gosta da coreografia que os soldados Israelitas terão executado numa rua dum bairro muçulmano.
Aos altos berros e com esta, precisamente esta, coreografia.
Os muçulmanos empestam a via pública com guinchos de gosto duvidoso provenientes de enormes megafones. Empestam a via pública sem respeitar a presença de pessoas, israelitas ou não, que não sejam muçulmanos ou de muçulmanos a quem não apeteça (libertinagens) ouvir a ladainha.

RT não gosta daqueles berros e, imagine-se, daquela coreografia.

Se os israelitas dançassem de burca seria uma coreografia aceitável? Se dançassem a 9ª de Bethoven seria aceitável? Preferiria ele Quim Barreiros? Pedro Abrunhosa?

Respondamos assim:
Conheci-o em Alverca
Num bidon de gasolina
Tinha um pneu às avessas
Mas de asma é que sofria

terça-feira, 6 de julho de 2010

Enfriamento das relacións entre Irán e Turquía

Da impermeabilidade dos preconceitos à evidência dos factos

Bug

Blogger Status

Tuesday, July 06, 2010

We're currently working through multiple issues which are affecting the reliability of our comment system. We'll update this post as soon as we have more information to share.

Thanks for your patience in the meantime.

A Islamização Chegou ao Facebook



A página de Geert Wilders no Facebook foi suspensa.

Como alguém comentou aqui, aqueles que trabalham para silenciar Geert Wilders não o acusam de mentir.

Atenção ...

... que há comentários a chegar mas que não se reflectem no blog. O Blogger deve estar com soluços.

Se alguém souber algo mais concreto ...

Actualização:

Os comentários são aparentemente colocados no lugar deles mas o número de comentários não reflecte a chegada. Coloquei neste post um comentário, está lá e o contador continua a zero.

Morreu hoje...


... responsável por muito do que de bom e de sério se fez no nosso país em literatura para crianças e jovens, na segunda metade do século XX.

Os "optimistas"

On Vimeo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Revolução: libertar a sociedade das garras do estado

Mário Crespo, Medina Carreira, João Duque e Vítor Bento.


Indefensável

Por mais que seja penosa, a verdade deve ser divulgada.

Uma advogada israelita defendeu que deve ser permitido aos judeus assediar sexualmente as mulheres árabes. Esta opinião foi divulgada em direto na televisão israelita.

A advogada judia baseou a sua aberrante ideia em dois argumentos:
- os árabes “violam” o território de Israel, e a violação da terra é um crime sério;
- em segundo lugar, dado que existem casos de assédio de mulheres judias por árabes, então os judeus também devem assediar mulheres árabes.

Acabou declarando que que as mulheres árabes devem ser expulsas de Israel.

Na sequência da divulgação internacional do vídeo abaixo espera-se uma nova onde de indignação contra Isreal e os judeus.





P.S. ao segundo dia - Este post constituiu um teste ao grau de desumanização do judeu de cada um dos anti-semitas que regularemente peregrinam por aqui. No caso, o anti-semitismo pode ser medido pela distância emocionalmente percorrida entre a raiva inicial justificada por uma suposta opinião imoral de um judeu sobre não judeus e a indiferença ou a compreensão perante a mesma imoralidade quando se percebe que, final, o papel dos intervenientes estava invertido.

domingo, 4 de julho de 2010

Business as usual

Acabei de ouvir na TV um popular dizer que o nosso magalhónico Primeiro Ministro lhe lembrava esta outra luminária:


E para que os imbecis não digam que não damos voz à esquerda...


... ou a quem anda lá próximo, devo dizer que não só me solidarizo com esta posição como subscrevo mesmo este texto.

O verdadeiro artista


O Primeiro Ministro acha que está num politburo e mete o nariz onde pode, onde não deve e onde não pode.

Esta mania de meter o nariz em tudo e em particular onde não há lugar para ele faz com que, numa perspectiva benevolenta e sendo comprido como é, não consiga encarar a coisa pela real perspectiva.

Repare-se nesta declaração de quem já não faz a mínima ideia do que diz.
Um primeiro ministro não pode deixar-se encurralar. Nenhum governo gosta que lhe dobrem o braço. Um primeiro ministro não pode deixar-se encurralar.
Para se estar a queixar de encurralamento é porque foi encurralado. Se tomou a decisão que tomou é porque foi encurralado. Queixa-se de uma coisa que ele diz lhe ter acontecido e em que ele reclama que não poderia deixar que lhe acontecesse. Trata-se de um atestado de incompetência passado pelo Primeiro Ministro a ele próprio.

Um verdadeiro artista é capaz de fazer figura de urso e consegue ser aplaudido.

Actualização (15:56):

Para os que tenham "dificuldade" em perceber o que aqui está escrito, sugiro esta redacção alternativa de mais uma variante Richard Nixon.

Dos promotores do "lucro" da banca

Recordando Louçã, que há uns meses vociferava a "exigência" ao governo de "obrigar" os bancos a emprestar dinheiro às empresas, será de supor que a banca financie, à borla, mais esta hecatombe? De que bolsos vem o dinheiro? Que bolsos vão ter que o pagar?
6. A CP Carga, criada em Agosto de 2009, com € 5 milhões de capital social mais € 15 milhões de prestações acessórias de capital, no final de 2009 acumulava já € 14 milhões de prejuízos e nesta altura, final do 1º semestre de 2010, terá seguramente consumido a totalidade do capital com que foi dotada...apresentando já situação líquida fortemente negativa...

[...]

8. É claro que esta empresa já entrou pelo caminho das suas velhas congéneres e, consumido o capital com que foi dotada há apenas 6 meses, começou a endividar-se junto da banca para financiar...prejuízos!

sábado, 3 de julho de 2010

Carne para carvão

Esta escapou-me: aborto = créditos de carbono. Alguém sabe algo sobre isto?
“China says its one-child policy has helped the fight against global warming by avoiding 300 million births, the equivalent of the population of the United States…The number of births avoided equals the entire population of the United States. Beijing says that fewer people means less demand for energy and lower emissions of heat-trapping gases from burning fossil fuels.”

Luta pela liberdade - II

Das várias estirpes de socialismo ou, equivalente, das várias estirpes de nazismo.

Das tribos da esquerda

STOP THE PRESS!!!

Calma aí, malta. Aguentem os cavais. 500 000 000 para ciência independente já vêm a caminho e, claro, os ganhos com essa ciência vão reverter em favor do globo (para salvar o mundo).


Isto agora, bem tijoladinho, bem tijoladinho ... basta ir fazendo cócegas à BP para que os recursos para investigação independente (para salvar o mundo) vão aparecendo.

Para o caso da próxima tentativa de estancar a fuga não funcionar, talvez possamos agendar uma vigília à porta da Embaixada de Israel por causa do bloqueio, dos palestinianos ou assim. Dará tempo à BP para recuperar o fôlego e permitirá que, em parceria, negociemos um novo pacote de investigação independente (para salvar o mundo).

Atenção, se calhar vai haver qualquer coisa relacionada com reabilitação e reservas marinhas. Isto é muito interessante porque dá para muita investigação (para salvar o mundo).

Vejam lá se alguém na malta tem alguém que meta uma cunha às tais bactérias que estão a comer o petróleo porque nos podem retiram margem de manobra para negociar programas de investigação (para salvar o mundo).

Atenção à regulamentação. Já se está a falar nisso e, pelo-sim-pelo-não temos que reclamar por mais (para salvar o mundo) e meter malta neste circuito.

Como diz Bob Dudley não é do interesse de quem quer que seja que a BP vá para o malaguenho. Talvez seja de organizar ainda uma outra vigília à porta dos sionistas ... se calhar por causa das armas nucleares que eles têm ... vejam lá o que é melhor. Há que salvar o mundo.

Não há dúvida ...

... não pode haver dúvida.

Com tanta bondade, altruísmo, e a oportunidade de belas lutas por todas as coisa boas do mundo e, atente-se a este zenital pormenor da mais inspirada bondade, num futuro longínquo ...



... só pode ser verdade: quem deixar a porta do frigorífico aberta deve ser erradicado da face do planeta e até, talvez, deva ser despachado para a nuvem de Oort.

Estes pintadores de calhau ...


... podiam ter começado pela aglomerado de cascalho que têm sobre o pescoço. Entretanto, o Banco Mundial arrotou 200.000 dólares mas ganhou uma bula da verdelhada. Será de se pintar também de branco todo o tipo de painéis solares?

Entretanto, alguém tem ouvido algum significativo tugido ou mugido de alguma organização mais ou menos verdelhácea sobre o desastre da BP?

No Quarta República ...

... deixei neste artigo o seguinte comentário:

"para mal de todos nós..."

Há uma coisa de que se tem falado pouco. O desemprego funcional (chamo-lhe eu), quero dizer, da quantidade de pessoas, em particular no estado, que 'trabalham' sem que nada de útil realente façam. Esses "postos de trabalho" são responsáveis por um grau de dificuldade acrescida pela qual (além das leis laborais) os reais desempregados têm dificuldade em conseguir trabalho.

Bem recordado


"nunca tive medo de dizer o que penso"

... mas muitos tiveram medo e sentiram na pele o que ele pensou sem conseguirem escapar àquilo que ele pensava e defendia.

Se Cavaco aparecesse ao funeral, Saramago voltava a Lanzarote?

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Saramago, Pound e Heidegger: ideologia e literatura


Da revista Sibila, transcrevo o que se segue:

Em meio às previsíveis louvações a Saramago por sua morte, falou-se tanto de sua obra (ainda que relativamente pouco de seus méritos linguísticos próprios – porque de fato poucos –, ou elididos ou substituídos por adjetivos altissonantes) quanto de sua “lucidez”, “coerência”, “firmeza” ou “sensibilidade”. Trocando em miúdos, seu comunismo. E ainda que alguns veículos tenham dado destaque negativo, por exemplo, a seu acrítico apoio ao governo cubano, a maioria das manifestações ou edulcorou sua ideologia ou a desconsiderou (coisa que ele próprio jamais fez). Mas se em vez de comunista ele fosse fascista, tal fato também teria sido assim edulcorado? Na verdade, não. Teria sido descaracterizado. A diferença é importante.

Edulcorar é adocicar, amenizar, positivar. Saramago era então comunista não porque fosse antidemocrático, muito embora, por ser comunista, fosse antidemocrático, mas porque era “comprometido com seu tempo” (desconsiderando a morte histórica do comunismo) e “sensível à injustiça” (desde que não de responsabilidade de ditadores de esquerda). Já descaracterizar é negar um caráter, uma característica. Assim, quando se tornou necessário explicar o apoio de Pound ao regime de Mussolini sem considerar seu apoio ao regime de Mussolini, ele foi diagnosticado como louco, o que antes jamais fora, nem na vida privada nem na pública. Algo equivalente se passou e se passa com Heidegger em relação ao nazismo. Pois aceitar que Pound tenha sido fascista e Heidegger nazista cria um problema epistemológico e outro pessoal aparentemente insolúveis. Em termos pessoais, como posso admirar ou respeitar a obra de um fascista? Em termos epistemológicos, a obra de um fascista não deve ser ela mesma fascista, em algum grau? O que nos devolve ao problema pessoal: como posso admirar ou respeitar uma obra com elementos fascistas?

A questão, porém, não se coloca para obras de comunistas como Saramago. Pois não apenas se pode como, segundo muitos, deve-se não só respeitá-la como ainda admirá-la.

Não tenho nada contra a se respeitar e admirar a obra de um estalinista. Pois entendo que a obra de um estalinista será respeitável e admirável em algum grau, se for afinal em algum grau admirável e respeitável, a despeito de seu autor, e não devido a ele – como, da fato, alguns argumentaram em relação a Saramago. O mesmo, portanto, deveria valer para um fascista, ao menos no caso de um fascista artista – do mesmo modo que Saramago era um comunista escritor. Ainda que não para um artista fascista – ou para um escritor comunista, ou seja, realista-socialista. Tampouco para um pensador fascista, por este não poder se diferenciar de um fascista pensador. Enfim, se Saramago e Pound, assim como García Márquez e Borges, podem ser lidos sem maiores questionamentos (a não ser quanto às diferenças verdadeiramente irredutíveis entre suas respectivas qualidades artísticas), o mesmo não vale para Heidegger, porque um filósofo lida com conceitos, assim como a ideologia.

Porém isso não acontece. O fascismo de Pound foi simplesmente negado, já em seu tempo, por sua conveniente loucura pós-Segunda Guerra, e o direitismo de Borges foi, enquanto vivo, fortemente repudiado, tendo sido, em termos práticos, o fator responsável por ele não haver ganhado o Nobel, ao mesmo tempo que um escritor latino-americano de estatura literária infinitamente inferior, mas devidamente de esquerda, Gabriel García Márquez, o recebia. Premia-se, em mais de um sentido, o escritor de esquerda, e condena-se, de mais de uma forma, o escritor de direita. Porque, como dito, ser de esquerda se pode, e talvez mesmo se deva, mas ser de direita não se deve nem se pode. Por isso mesmo, ser um escritor de esquerda não faz mal algum à carreira literária, muito ao contrário, enquanto a um escritor de direita só é dado se impor pelo caminho estreito do puro mérito.

O problema é que tanto a esquerda estalinista – caso do próprio Saramago – quanto a direita fascista – caso de Pound, mas não de Borges – são igualmente antidemocráticas. Não obstante, seu antidemocratismo não é percebido do mesmo modo. Daí um ser edulcorado – como no caso de Saramago – e o outro ser repudiado ou descaracterizado – como no caso de Pound. Há, então, o antidemocratismo aceitável, o da esquerda, e o antidemocratismo inaceitável, o da direita.

A questão não teria sentido caso o direito fosse concedido pela própria esquerda – que, ao menos a revolucionária, não é democrática, mas favorável à ditadura do partido único. Porém a fonte do direito são aqui os próprios democratas, o que torna a questão tanto mais precisa quanto surpreendente: por que, afinal, setores progressistas das sociedades democráticas toleram o desdém à democracia à esquerda?

A resposta, ou melhor, as respostas, além de múltiplas, são relativamente fáceis, ainda que talvez insuficientes. Em parte, a questão é teleológica: o socialismo traria no final a redenção, ao contrário do fascismo, que não traz nada além de si mesmo. Em parte, é o discurso das intenções sobre a realidade dos fatos: eles são no fundo bons, como pretendem, apenas cometeram erros. Em parte, são razões históricas: depois dos processos de Moscou, em que Stálin eliminou a nata da Revolução Russa, da perseguição a anarquistas e trotskistas na guerra civil espanhola e do pacto nazissoviético, a esquerda como um todo se engajou francamente na luta contra o nazifascismo. Em parte, é a aura romântica do voluntarismo: Trótski, Che etc. Em parte, é porque a esquerda representa a rejeição ao capitalismo, do qual os democratas gostam, mesmo porque gostam do conforto capitalista, mas do qual muitos não gostam de gostar.

Pois ao menos desde meados do século XIX, mais precisamente, desde 1848, com a publicação do Manifesto comunista, o capitalismo é apontado como o mal maior, o maior mal possível, para cuja supressão todos os meios, portanto, são bons.

Menos, talvez, o genocídio. Os milhões de mortos por Stálin, as dezenas de milhões mortos por Mao Tse Tung e o milhão de cambojanos mortos por Pol Pot, entre tantos outros, tornaram então o estalinismo, também conhecido como “socialismo real”, ainda mais inaceitável do que o próprio capitalismo e sua tradução política paradigmática, a democracia liberal. Não se trata mais, assim, de afirmar as qualidades irresistíveis do capitalismo, como fazem os liberais e os direitistas, mas de simplesmente não negar os vícios, maiores e piores, do “socialismo real”.

Em suma, o “socialismo real” deixou como herança histórico-político-ideológica a necessidade de escolher entre o ruim, o capitalismo e a democracia liberal, e o pior, o próprio “socialismo real”, com sua mistura tóxica de inépcia econômica e opressão política. Sendo assim, o ruim é naturalmente melhor.

Ocorre que o ruim, se melhor, é também real. Já o mito da bondade “essencial” da esquerda, pelas prováveis razões expostas acima, como todo mito, tem uma inércia própria, ou seja, impermeável aos fatos, e na verdade desgostosa deles, ou não se necessitaria de mitos. Enfim, o mito é, por construção, sempre “melhor” do que a realidade. Saramago que o diga.


Luís Dolhnikoff

Do negacionismo anedótico


O aquecimento global está aí. Toda a gente sabe todos os cientistas estão de acordo.

A ONU prepara-se para decapitar todos os que o neguem, as cimeiras de justiceiros da natureza sucedem-se, Al Gore ganhou um Prémio Nobel pela militância no desmascaramento dos que tentam negar que, como ele diz, as águas do mar subirão no futuro próximo 6 metros. É tal a certeza que assim será que ele próprio comprou uma casa a escassos centímetros da maré cheia para, brevemente, se fazer filmar com água pelos tomates.

A coisa começou há uns anos e David Evans foi um dos que desenvolveu os métodos de análise que provaram a existência, como habitante do planeta Terra, de um bicho capaz de torrar não só toda a vida como até as almas penadas que pelo outro mundo deambulam.

David Evans, entretanto, certamente em resultado do esquentamento dos neurónios, veio dar o dito por não dito. Enfim, mais uma prova de que tudo se precipita no sentido do magma. E quem tiver dúvidas que atente este outro mais recente caso de um outro desmascarador das conveniências alheias que acaba de ser acometido do mesmo mal: a evaporação da razão provocada pelo aquecimento global.

Militemos pois, mais e mais abnegadamente. O nosso papel como salvadores do mundo é agora mais relevante que nunca .

RTP

A RTP custa aos contribuintes 200.000 contos por dia. 1 Milhão de euroa a cada 24 horas.

Privatizem-na. Ou melhor, dêem-na. Dêem-na que a poupança será imediata.


Ele dá o exemplo!


Ao contrário. Ele é ord…enado nos seus gostos para a esquerda. Nós, não. Mas, embora distribuamos também à direita, o que a gente gosta mesmo é de malhar na esquerda.
E gostos não se discutem, como ele e a esmagadora maioria dos nossos comentadores, reconhecidamente pluralistas, sabem muito bem.

O Interesse Estratégico Nacional

“A primeira base legal do condicionamento das indústrias nasceu da necessidade de proteger a nossa economia industrial no período de crise que alastrou no Mundo […]. Solicitada pelos industriais, essa protecção consistiu na restrição, por via de um licenciamento, da montagem de novas fábricas e de novas máquinas, quando reputada em excesso a capacidade das instaladas, ou da alienação de instalações a favor de cidadãos estrangeiros, quando considerada inconveniente. Se com este instrumento não se encontrou remédio para todos os males, criou-se ao menos uma fórmula para corrigir alguns desvios, com a vantagem de não custar dinheiro ao Estado […].

A ideia do condicionamento tem um certo mérito; […] [É] uma doutrina que hoje como então se reputa justa, se olharmos às características e tendências da nossa produção; o condicionamento apresenta-se como mais um elo natural da cadeia de limitações que o liberalismo económico vem sofrendo há um século, pela necessidade de coibir os defeitos que a sua prática mostrou e os seus teóricos não haviam previsto.”

Quem escreveu este texto? José Sócrates? Francisco Louçã? Jerónimo de Sousa? Mário Soares? Ou terá sido algum ministro da economia da noite negra do fáchismo?

Pocilga

Eu chamar-lhe-ia Neo Junta de Colonização Interna.
É o capitalismo salazarista em todo o seu esplendor. Em nome dos «interessas nacionais» - claro. Não há pulhice que não caiba em tão amplo chapéu.

Do anedótico profeta Al Gore


Alguém é capaz de explicar a esta anedótica figura que qualquer sistema de ar condicionado faz sempre mais calor que frio?
Other reasons for the cooling earth, Gore added: “Widespread use of refrigerators, freezers, and air conditioners. They have become ubiquitous over the last fifty years, even in remote areas. Every time someone peeks in the fridge to see what’s in there, every time someone cranks up the AC, cold air escapes and temperatures decline worldwide. The result: falling sea levels as more and more water becomes locked up in polar caps and glaciers. That means less rain and, eventually, drought, famine, pestilence and a whole host of Biblical plagues.”
Será que me estou a meter em assuntos de religião capazes de me valerem uma fatwa que será prontamente defendida (não necessariamente executada porque Estaline já apodreceu e Saramago não está, há muito, no Diário de Notícias) pela esquerdalha?

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Luta pela liberdade



E pena que haja frequente necessidade de relembrar que foi na Europa que nasceram os mais sanguinários regimes alguma vez paridos à face deste planeta e que alguém teve que lutar para defender a liberdade.

É pena que se tenha hoje que lutar para manter o significado da palavra liberdade e para evitar que bandos de idiotas tentem redesenhar o seu significado para a acorrentar ao serviço daqueles por quem houve absoluta necessidade de sujar as mãos em sangue.

No tempo em que Cunhal berrava pelas "mais amplas liberdades" os idiotas suspiravam por regimes de trevas além fronteiras. Hoje, os seus herdeiros e auto-redesenhados herdeiros, suspiram pelas trevas aplicadas à sua própria fronteira.

Enfim, Hitler suicidou-se depois de se assegurar que os seu próximos já tinham ido e outros de igual índole morreram de podre após terem garantido ao seu povo fim de igual calibre. Poucos, infelizmente, foram liquidados a tempo.

São os militantes da troca da lei da vida pela lei da morte. Parece a vingança do espantalho face ao imperfeito animal que todos os dias tem que lutar para comer. Esperemos não ter que vir a sujar as mão por causa deles.

O que pensam não colhe junto das pessoas para quem eles pensam? Então as pessoas não servem para o que eles pensam e há que as castigar com nova idade das trevas.

A escola é hoje terra de ninguém, o mais perfeito que os idiotas conseguem em termos de "perspectivas para um mundo melhor". Suspiram que dali sairá um novo homem, um novo messias ... e declaram que as suas mentes estão limpas de dogma. É tudo "cultura".

Mais umas vergastadas na esquerdalhada

No Portugal e Outras Toiradas, mais umas cacetadas na escola "inclusiva".

Do absurdo e do sinistro


Mais uma vez, num telejornal. Mais uma vez, o espanto. Mais uma vez, se alguma coisa ainda me pudesse espantar neste país.

Numa instituição de ensino pré-escolar. No Restelo. Uma actividade para crianças na média geral dos quatro anos de idade. Um Projecto Pedagógico de Intervenção Paisagística. Objectivo?
Levá-las a saber como plantar flores, arbustos, alfaces... Saber como cuidar daquilo que se plantou, o que fazer, em que devida altura...

Ensinar às crianças tudo isto deveria fazer parte do ensino obrigatório. Ensinavam-no antigamente muitos avós aos seus netos. Muitos pais. Muitos seus familiares. Por acharem que fazia parte do estojo de sobrevivência, por necessidade económica, para alargamento de horizontes e desenvolvimento intelectual, como forma de educação cívica através do trabalho, como forma de abertura à noção de poesia...

Coisas que "as mais avançadas pedagogias" ao serviço do Estado, menosprezaram, no seu incremento e na sua implementação dos novos obscurantismos. Os dos cegos que conduzem outros. Mas, mesmo começando já a haver sinais do início da sua agonia, o ferrete com que distorceram a educação das mais recentes gerações mantém-se nos mais simples aspectos das coisas mais simples.

Projecto Pedagógico de Intervenção Paisagístico...! Haverá melhor e maior sinal do carácter medíocre e bimbo, tosco e mistificador, massificador e desumanizante, absurdo e repressor do ensino em Portugal do que ouvir pronunciar o nome desta disciplina pela boca das crianças? O simples nome de uma disciplina escolar basta para que se revele, subtil e sinistramente, o estado a que tudo chegou.

Se for crente...


... penso que, à cautela, é melhor oferecer também um a Deus. Mas, cá para mim, não vai resultar.
A propósito, passem por aqui.
E, já agora, por aqui.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

"Os animais são nossos amigos"... desde que não tenham fome.

O Governo usou hoje a ‘golden share’ do Estado português para vetar a venda da participação da PT na brasileira Vivo. Esta é uma decisão oca e bacoca que está em linha com outras decisões provincianas deste Governo como, por exemplo, construir linhas de TGV porque é “moderno” com total indiferença pelos prejuízos decorrentes de construir ou sustentar tais coisas.

Entretanto prevê-se que o Tribunal Europeu de Justiça decida contra Portugal já no próximo dia 8 declarando ilegais os poderes atribuídos às “golden share” detidas pelo Estado. Segue-se uma previsível multa de milhões (a pagar em Portugal pelos do costume) e o sucesso da compra da Vivo pela Telefonica que mantém a oferta mesmo depois de conhecer o veto do Governo português.

Moral da estória: quanto a PT se associou à Telefonica na Vivo, os dirigentes da PT, primeiro, e o governo espanófilo de José Socrates, depois, imaginaram que aquilo de os animais serem nossos amigos também se aplicava a espanhóis. Mas não, não se aplica a espanhóis nem a animais. Os animais, como os espanhóis ou quaisquer outros, só são nossos amigos quando não têm de competir connosco por comida, os primeiros, ou domínio, os segundos. E só os tontos os podem censurar ou ficar desiludidos.

"Somos Todos Paraguaios"

Depois da decepção queiroziana restam-me duas esperanças: que o Brasil ganhe o caneco e que a Espanha seja afastada o mais rápido possível do campeonato. O que pode acontecer já no próximo sábado nos quartos de final frente ao Paraguai. É por isso que todos nós, bons patriotas, somos chamados a torcer pelos paraguaios.

Acontece que para alguns o patriotismo é um fraco motivador. Portanto, suborne-se os mais reticentes: a mocinha da foto abaixo promete despir-se ‘in loco’ se o Paraguai passar às meias-finais:


(Para informações mais detalhadas sobre o evento clicar aqui.)



A partir de agora quem não estiver com o Paraguai na próxima eliminatória é mau português e pandula.

Pior do que perder a final do campeonato do mundo…

Pior do que perder uma final do campeonato do mundo… é perder com a Espanha. E foi o que nos aconteceu nos oitavos de final.

Para o triste facto, contribuíram:

- a seleção ser orientada por um treinador incapaz de tomar uma decisão acertada (o escalonamento inicial da equipa e as substituições do Portugal-Espanha foram apenas mais um exemplo);

- a Espanha jogou muito melhor que nós;

- os espanhóis estragaram o Ronaldo (o rapaz tinha sido avisado que a ida para o Real Madrid iria fazer esmorecer as suas qualidades de bom jogador);

- o árbitro argentino beneficiou os espanhóis, e;

- "Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay!!!", o que no caso é como quem diz: até no futebol o Sócrates dá azar.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Dos "lucros" da furibunda banca

A Banca Portuguesa em debate com António Sousa, Presidente da Associação Portuguesa de Bancos.

Entretanto, um vendedor de banha da cobra dos nossos "ministros" acha que se os portugueses acreditarem muito que o futuro será risonho ... o futuro será risonho.

Capitalismo vs capitalismo…



Como toda a gente sabe a capitalista FIFA impõe aos países organizadores do Mundial medidas vergonhosamente dracónicas para proteger as marcas patrocinadoras – e vão muito longe nesta tarefa… Por exemplo, a cerveja americana Budweiser, que é água com gás tingida de amarelo, era a única que podia ser anunciada, bebida e vendida durante o Mundial de futebol na África do Sul...

Mas uma pequena marca de cerveja holandesa da província de Brabante, a Bavaria, demonstrando que capitalismo também é inovação e uma grande dose de imaginação, fintou as medidas da FIFA e tornou-se mundialmente conhecida de um dia para o outro sem vender uma caneca de cerveja durante o Mundial.

A Bavaria encomendou numa fábrica de roupa da mesma região uns vestidos baratos mas bem curtinhos, giros, sexy e obrigatoriamente cor de laranja que oferecem na compra de uma caixa de cervejas. A seguir contactaram duas holandesas loirinhas, espertalhonas, mas sobretudo mesmo muito boas, que na África do Sul arranjaram, através de agências locais de casting, mais uma trintena de mulheres igualmente muito bem amanhadas para executarem um plano previamente concebido nos escritórios da cervejeira holandesa.

Aqui podem ver em vídeo O Plano na prática: no dia do jogo Dinamarca-Holanda as raparigas entraram no estádio vestidas como torcedoras da Dinamarca. No momento que julgaram ideal, as duas boazonas holandesas deram o sinal a todas as outras para levantarem a divinal bunda e iniciarem um gracioso ‘striptease’ gingando com as belas ancas ao mesmo tempo que despiam o equipamento dinamarquês, ficando à vista dos expectadores do mundo inteiro o tal vestidinho cor de laranja da Bavaria que nem tudo cobre nem descobre…

Imediatamente os esbirros de Dom Sepp Blatter, o capo da máfia fifesca, intervieram e, sem dó nem piedade, nem maneiras, expulsaram as raparigas do Estádio e mandaram prender as duas holandesas organizadoras. Resultado, a Bavaria pagou uma multa à FIFA evitando que as raparigas fossem violadas numa esquadra da polícia Sul Africana. Por outro lado a Bavaria ficou a ser mundialmente conhecida…

Quando é que os nossos ‘captains of industry’ ou então a nossa juventude tão de esquerda, tão progressista, acorda do atavismo em que está enterrada e em vez de repetir ad infinitum slogans marxistas do século 19, ou, pior ainda, exegeses islâmicas ainda mais arcaicas, se lembram de imaginar destes truques lúdicos para promover mundialmente a nossa BROA DE AVINTES, VINHO VERDE TINTO ou QUEIJO DA SERRA porra…

P.S. Vamos lá ver se o Cristiano Ronaldo logo à noite está em forma para a ver se a gente pelo menos ganha outra vez a batalha de Aljubarrota… É o que nos resta!