
Mais um esforço para garantir o sucesso das negociações de paz. Coisa de "civis" contra civis.
Naturalmente que para os "civis", sucesso é não haver paz.
It is quite gratifying to feel guilty if you haven't done anything wrong: how noble! (Hannah Arendt).

[...] justa distribuição das mais-valias de decisões de planeamento ou de obras públicas para evitar a especulação.Tudo indica que o governo decidiu indemnizar os proprietários de terrenos selvaticamente classificados como ... várias estirpes de "reserva".

A promessa autoadiável
Karl Marx já opinava que era inútil tentar descrever como seria o socialismo, pois este iria se definindo a si mesmo no curso da ação anticapitalista.
Olavo de Carvalho - 29/8/2010 - 20h26
Quando nosso presidente diz: "Ainda não sabemos que tipo de socialismo queremos", ele ecoa o que é talvez o mais clássico Leitmotiv do pensamento revolucionário. Karl Marx já opinava que era inútil tentar descrever como seria o socialismo, pois este iria se definindo a si mesmo no curso da ação anticapitalista.
O argumento com que Lula justifica sua afirmativa é exatamente esse. Em 1968, entre as explosões de coquetéis Molotov que tiravam o sono do establishment francês, Daniel Cohn-Bendit declarava que os estudantes revolucionários queriam "uma forma de organização social radicalmente nova, da qual não sabem dizer, hoje, se é realizável ou não". E a versão mais sofisticada do marxismo no século 20, a Escola de Frankfurt, baseou-se na convicção de que qualquer proposta definida para a construção do socialismo é bobagem: o que importa é fazer "a crítica radical de tudo quanto existe".
Critiquem, acusem, caluniem, emporcalhem, destruam o que encontrem pela frente, e alguma coisa melhor acabará aparecendo espontaneamente. Se não aparecer, tanto melhor: a luta continua, como diria Vicentinho.
Herbert Marcuse resumiu assim o espírito da coisa: "Por enquanto, a única alternativa concreta é somente uma negação." O alvo final do movimento revolucionário é sublime demais para que seja possível dizer o que é: só se pode dizer o que não é – e tudo o que não participa da sua indefinível natureza divina está condenado à destruição.
Destruição que não virá num Juízo Final supramundano, com a repentina absorção do tempo na eternidade – coisa na qual os revolucionários não acreditam –, e sim dentro da História terrestre mesma, numa sucessão de capítulos sangrentos: não podendo suprimir todo o mal num relance, só resta ao movimento revolucionário a destruição paciente, progressiva, sem limite, nem prazo, nem fim. Cumpre-se assim a profecia de Hegel, de que a vontade de transformação revolucionária não teria outra expressão histórica senão "a fúria da destruição".
Nessas condições, é óbvio que 200 milhões de cadáveres, a miséria e os sofrimentos sem fim criados pelos regimes revolucionários não constituem objeção válida. O revolucionário faz a sua parte: destroi. Substituir o destruído por algo de melhor não é incumbência dele, mas da própria realidade e se esta não chega a cumpri-la, isso só prova que ela ainda é má e merece ser destruída um pouco mais.
É claro que, na política prática, os revolucionários terão de apresentar algumas propostas concretas, seduzindo os patetas que não compreendem a sublimidade do negativo. Mas essas propostas não visam a produzir no mundo real os benefícios que anunciam, mas apenas a enfatizar a maldade do mundo e a aumentar, na mesma proporção, a força de empuxe do movimento destruidor. Eis a razão pela qual este último não conhece fracassos: como o processo avança mediante contradições dialéticas, todo fracasso de uma proposta concreta, aumentando a quota de mal no mundo, se converte automaticamente em sucesso da obra revolucionária de destruição.
Nada incrementou o poder do Estado comunista como o fracasso da coletivização da agricultura na URSS e na China (50 milhões de mortos em menos de dez anos). O fracasso de Stalin em usar o nazismo como ponta de lança para a invasão das democracias ocidentais converteu-se em aliança destas com os soviéticos e na subsequente concessão de metade do território europeu ao domínio comunista, o objetivo inicial do plano.
A queda da URSS, em vez de extinguir o comunismo, espalhou-o pelo mundo sob novas identidades, confundindo o adversário ao ponto de induzir os EUA à passividade cúmplice ante a ocupação da América Latina pelos comunistas.
Mais ainda: como as propostas concretas não têm importância em si mesmas, não só cabe trocar uma pela outra a qualquer momento, mas pode-se com igual desenvoltura defender políticas contraditórias simultaneamente, como incentivar o sex lib, o feminismo e o movimento gay no Ocidente, enquanto se fomenta o avanço do fundamentalismo islâmico que promete matar todos os libertinos, feministas e gays.
Se não têm compromisso com propostas concretas, muito menos podem os revolucionários ter sentimento de culpa ante os resultados das suas ações. O que quer que aconteça no trajeto é sempre explicado, seja como destruição necessária, seja como reação do mundo mau, que deste modo atrai sobre si novas destruições, ainda mais justas e necessárias.
Isso é tanto mais assim porque o estado paradisíaco final a ser atingido não pode ser descrito ou definido de antemão, mas tem de criar-se por si mesmo no curso do processo. Por isso o movimento revolucionário não pode reconhecer como obra sua nenhum estado de coisas que venha a produzir historicamente. O que quer que esteja acontecendo não é – "ainda" não é – o socialismo, o comunismo, a joia perfeita na qual o movimento revolucionário poderá reconhecer, no momento culminante do Fim da História, o seu filho unigênito: é sempre uma transição, uma etapa, criada não pelo movimento revolucionário, mas pelo confronto entre este e o mundo mau.
Por sua própria natureza, a promessa indefinida é autoadiável, e nenhum preço que se pague por ela pode ser considerado excessivo, não sendo possível um cálculo de custo-benefício quando o benefício também é indefinido.
A oitava maravilha do mundo, na minha opinião, é que pessoas alheias ou hostis aos ideais revolucionários imaginem ser possível uma convivência pacífica e democrática com indivíduos que, pela própria lógica interna desses ideais, se colocam acima de todo julgamento humano e só admitem como medida das suas ações um resultado futuro que eles mesmos não podem nem querem dizer qual seja ou quando virá.
Só o conservador, o liberal-democrata, o crente devoto da ordem jurídica, pode imaginar que a disputa política com os revolucionários é uma civilizada concorrência entre iguais: o revolucionário sabe que seu antagonista não é um igual, não é nem mesmo um ser humano, é um desprezível mosquito que só existe para ser esmagado sob as rodas do carro da História.
Olavo de Carvalho é ensaísta, jornalista e professor de Filosofia

... com um texto cuja autoria desconheço e que me foi enviado por email, dias atrás. Soube também, hoje, que o Ministério da Educação decidiu acabar com o Ensino Recorrente por Módulos Capitalizáveis, eliminando, deste modo, o último vestígio de escolaridade para adultos no ensino público.
CRIDO DEÁRIO!
29 de Junho de 2009
paçei o 5º anuh. A p*ta da stora de mat, k é a nossa dt, n m kria deixar paçar pk eu tnh nega a td menus a ginástica, pk jogo bem há bola, e o crl... mas a gaija f*deu-se puke a ministra da idukaxão mandou dizer ao ppl k penxam q mandam aí nas xkolas masé pa baixarem os kornos k tds os socios com menos de 12 anus teiem de paçar... axu bem.
29 de Junho de 2010
passei o 6º anuh. ainda bem q ainda n fiz 13 anus, q ódpx podia n passar, qesta cena de passar com buéda negas é só até aos 12...f*da-se, fiquei buéda f*dido na m*rda deste ano, e ó c*ralho, o pan*leiro do stor d educassão física deu-me a m*rda do 2... assim tive nega a tudo... ainda bem q a ministra da iduqaxão é porreira, ela é qé uma sócia sbem: a xqola n serve pa nada, é uma seca. tive q aprender que os K's se escrevem Q, qomo em "xqola" e não "xkola", e que "passar" não é qom Ç... a xqola é porreira só pa qurtir qas damas qd gente se balda...
29 de Junho de 2011
Passei o 7º ano. Exte anuh ia chumbando pq tive nega a qase td menos a área de projetuh, mas aqela cena tb é facil, n se fax nd... Exte anuh a dt disseme q eu passava pq tinha aprendido qas fraxex qomexam qom letra maiúscula e pq m abituei a exqrever qom Q em vez de K, tipuh agora ja xei xqrever "eu qomo qogumelos qom quentruhs" em vez de "eu komo kogumelos kom kuentruhs". É fixolas, pode xer qum dia venha a ser um gamela famôzo...
29 de Junho de 2013
Passei o 9º ano. Foi buéda fácil, pqu a prof paxou-me logo. Fui ao quadro xqurever uma sena em qu dezia tipuh "aquela janela", e eu exqurevi "aqela janela", pqu dixeram-me qu n se xkqureve "akela", é quom Q e não quom K. Mas a profs desatinou quomiguh e dixe qu eu tnh qu pôr o U à frente do Q... Pur ixu exte anuh aprendi qu o Q leva U à frente. No próximuh anuh é o 10º, vou pá sequndária...
29 de Junho de 2014
Aquabei o 10º ano. Não foi muituh difícil só tive que aprender-mos a não exqureverem quom aberviaturas purque nem todas as palavras xe puderam aberviar mas ixtu foi uma bequa para o quompliquado purque quom esta sena do QU em vex de K e das aberviaturas exqueceramme de quomo é que se faxião os verbuhs nos tempuhs e nas pexoas, ou lá o que é... Mas a prof disse tass bem que no prócimo anuh a gente vê ixu.
29 de Junho de 2015
Passou o 11º ano. Foi mais fácil que o 10º. Aprendi que as frases devem ser mais qurtax. E aprendi também que "ano" não esqureve "anuh". Axo que no prócimo ano vai ser mais difícil. Purque a xeguir é a faquldade.
29 de Junho de 2016
Acabou o 12º. Fiquei buéda confuso porque tive de aprender a diferenxa entre usar o QU e o C, tipo "esCrever" e não "esQUrever". Quando eu usava o K era buéda mais fácil... A prof de português é buéda religiosa e anda a ouvir vozes de deus, porque dixe-me que eu não merexia passar, mas "xão ordens lá de xima"...
29 de Junho de 2017
Já fiz o primeiro ano da faculdade. Estou em ingenharia cevil na universidade lusófona. Tive um stor buéda mal iducado que me disse que eu era um ignorante porque às vezes escrevia com X em vez de CH, S ou C. Mas o meu pai veio cá com uma moca de rio maior e chegou-lhe a rôpa ao pelo. E depois fomos fazer queixa do gajo e a ministra despediu-o porque o gajo, não sei quê, parece que quis vir estragar aqui um muro nosso. Mas não sei essas senas. O meu pai é que me explicou uma cena qualquer de "danos murais"... O que é bom é que a ministra da iducação continua a mandar aqui nestes sócios da faculdade para eles não levantarem a garimpa contra nós.
29 de Junho de 2019
Acabei a minha licenciatura porque a ministra da iducação disse que tinhamos que passar sempre mesmo que não tivessemos notas, para não ficarmos astigmatizados. Acho que é uma cena que dá nos olhos quando se estuda muito. Agora vou fazer um mestrado e disseram-me que, quando acabar, vou ficar mestre. Eu quero ser de Kung-Fu.
29 de Junho de 2021
Já sou mestre. Afinal não sou de Kung Fu, sou de engenharia cevil. Os meus profs disseram que eu não devia estar em mestrado porque ainda não estava preparado, mas eu disse que o meu pai tinha uma moca de rio maior e que era amigo da ministra e já tinha mandado um bacano da laia deles para a rua e eles calaramsse. Agora vou fazer um doutoramento, porque a ministra da iducação diz que se não deixarem um aluno fazer o doutoramento só por causa das notas, ele fica com a auto-estima em baixo e isso perjudica a aprendizajem.
29 de Junho de 2023
Sou doutor. O meu orientador da tese ficou muito satisfeito porque eu já não dou erros ortográficos: ao longo destes dois anos, aprendi a escrever "engenharia civil" em vez de "ingenharia cevil" e também porque aprendi que a ministra é da "educação" e não da "iducação", mas lê-se assim. Entretantos casei. A minha dama chama-se Sónia e os pais dela ficaram muito felizes por ela ir casar com um doutor em engenharia civil. Ela não sabe ler nem escrever: só fez até ao 2º ano da licenciatura e depois foi trabalhar para o Minipreço. Já tá grávida.
29 de Outubro de 2023
Nasceu o meu filho! Chamei-lhe Júnior porque ele é mais novo que eu.
29 de Agosto de 2029
O Júnior vai fazer 6 anos daqui a 2 meses. Devia entrar para a escola este ano, mas estive a pensar muito bem e não o vou pôr na escola. Ele não precisa daquilo para nada, aprende em casa. Eu ensino-lhe a ler, que sou doutor, e a mãe ensina-lhe a fazer contas, que é caixa no Minipreço. A escola não vale nada. Acho que o sistema de ensino hoje em dia é uma m*rda. No meu tempo é que era bom.
Uma boa entrevista (um género jornalístico raro) da revista alemã Spiegel, a um ser menor.No Insurgente.
As escolas antigas eram impróprias de um país que tem os centros comerciais que tem.Pena que a luminária se não tenha lembrado dos matadouros.

Sobre as razões principais deste bloqueio, eu próprio tenho especulado sem grande êxito. Primeiro pareceu-me que tinha alguma coisa a ver com um certo desencanto, um certo sentimento de inutilidade; mas, para quem acredita, como eu, que na blogosfera as ideias, por se propagarem como vírus, não precisam de grandes audiências iniciais para atingirem grandes audiências finais; para quem, como eu, nunca se preocupou em atingir o maior número possível de leitores mas sim em tornar certas formulações o mais contagiosas possível - a questão da utilidade imediata não se põe com especial premência."It isn't that Liberals are ignorant. It's just that they know so much that isn't so." - Ronald Reagan
A política internacional interessa-me mais do que nunca, até porque é a esse nível que as nossas circunstâncias individuais se decidem. Mas neste ponto tenho cada vez menos certezas e cada vez mais perplexidades. Porque é que a crise de 2008 causou um abalo tão pequeno na ortodoxia económica vigente? Não sei."It isn't that Liberals are ignorant. It's just that they know so much that isn't so." - Ronald Reagan
Porque é que anda no ar uma expectativa de mudança - mudança esta que não tem nada a ver com a mudança para mais do mesmo que os tonibleres deste mundo nos continuam a prometer? E a propósito: Será Barack Obama mais um nessa longa sucessão de tonibleres, ou será - finalmente! - o artigo genuíno? E porque é que esta impressão que alguma coisa de muito grande está para acontecer é muito mais intensa e nítida nos EUA - garantem-me os meus amigos que lá estudam ou trabalham ou que vão lá frequentemente - do que na Europa, ou pelo menos em Portugal?"It isn't that Liberals are ignorant. It's just that they know so much that isn't so." - Ronald Reagan
Artigo 1: A culpa é do ferro-velho.
Artigo 2: A culpa é sempre do ferro-velho.
Artigo 3: Em caso de dúvida, aplicar o artigo 1.
Artigo 4: Extrapolar sempre e caso a caso.
A ministra da educação divulgou, hoje, à saída da reunião do Conselho de Ministros que está tudo preparado para distribuir mais 250 mil computadores pelas crianças do 1º e do 2º anos de escolaridade. A distribuição será feita no início do ano lectivo.
É mais um crime pedagógico e um disparate financeiro. Oferecer computadores a crianças que ainda não sabem ler nem escrever é agravar ou dificultar as condições propícias à aprendizagem da leitura e da escrita. As crianças já passam horas a mais em frente dos televisores, consolas e telemóveis. Não precisam que o Estado desperdice dinheiro com o objectivo de que elas passem ainda mais tempo em frente dos ecrãs.
A distribuição de mais estes 250 mil computadores por crianças de 5, 6 e 7 anos de idade é um contributo para o aumento da obesidade, sedentarismo infantil e diabetes. Pobres crianças estas a quem o Estado tudo faz para afastar do contacto com a natureza, enfiando-as em mega-centros escolares high tech onde têm por companhia computadores, por distracção jogos de vídeo quase sempre pouco inteligentes e por enquadramento realidades virtuais quase sempre embrutecedoras.

Combatentes islamistas da Al-Shabab mataram 30 pessoas num ataque a um hotel da capital somali, Mogadíscio. Pelo menos seis das vítimas eram deputados.
Na blogosfera palestinianista-anti-sionista nem um post de indignação, uma nota de roda-pé, um murmúrio, nada. Silêncio total. O mesmo acontece com as várias organizações de defesa da paz. Os respectivos sites relatam guerras, mas apenas as que envolvem o pérfido exército dos Estados Unidos.
Parece que estas 30 mortes valem menos do que outras, pelo que não terão direito a reacções acaloradas. E a boicotes de protesto, missões humanitárias, e passeatas em frente à embaixada ainda menos.

No regrets Coyote
We just come from such different sets of circumstance
I'm up all night in the studios
And you're up early on your ranch
You'll be brushing out a brood mare's tail
While the sun is ascending
And I'll just be getting home with my reel to reel...
There's no comprehending
Just how close to the bone and the skin and the eyes
And the lips you can get
And still feel so alone
And still feel related
Like stations in some relay
You're not a hit and run driver, no, no
Racing away
You just picked up a hitcher
A prisoner of the white lines on the freeway
We saw a farmhouse burning down
In the middle of nowhere
In the middle of the night
And we rolled right past that tragedy
Till we turned into some road house lights
Where a local band was playing
Locals were up kicking and shaking on the floor
And the next thing I know
That Coyote's at my door
He pins me in a corner and he won't take "No!"
He drags me out on the dance floor
And we're dancing close and slow
Now he's got a woman at home
He's got another woman down the hall
He seems to want me anyway
Why'd you have to get so drunk
And lead me on that way
You just picked up a hitcher
A prisoner of the white lines of the freeway
I looked a Coyote right in the face
On the road to Baljennie near my old home town
He went running thru the whisker wheat
Chasing some prize down
And a hawk was playing with him
Coyote was jumping straight up and making passes
He had those same eyes - just like yours
Under your dark glasses
Privately probing the public rooms
And peeking thru keyholes in numbered doors
Where the players lick their wounds
And take their temporary lovers
And their pills and powders to get them thru this passion play
No regrets, Coyote
I just get off up aways
You just picked up a hitcher
A prisoner of the white lines on the freeway
Coyote's in the coffee shop
He's staring a hole in his scrambled eggs
He picks up my scent on his fingers
While he's watching the waitresses' legs
He's too fat from the Bay of Fundy
From Appaloosas and Eagles and tides
And the air conditioned cubicles
And the carbon ribbon rides
Are spelling it out so clear
Either he's going to have to stand and fight
Or take off out of here
I tried to run away myself
To run away and wrestle with my ego
And with this flame
You put here in this Eskimo
In this hitcher
In this prisoner
Of the fine white lines
Of the white lines on the free, free way
Estava-se nos anos cinquenta do século passado, numa tertúlia em que participava Jorge de Sena. Discutia-se o tema recorrente: “Como salvar Portugal”. Nisto, o poeta espantou toda a gente: «O problema não é salvar Portugal, mas salvarmo-nos de Portugal». Pouco tempo depois partiu para o Brasil e daí para os Estados Unidos onde veio a falecer, em 1978, sem ter regressado à pátria.
Aqueles que estavam naquela reunião, há sessenta anos, julgavam que o obstáculo era Salazar. Mas depois veio Caetano, o PREC, Soares, Cavaco, Guterres, Barroso e agora Sócrates. O país ficou cada vez mais igual nos seus defeitos, a mesma “choldra”, como dizia o Eça, ainda que com novas embalagens. O problema não é Salazar nem os outros – somos nós, claro, que em conjunto não sabemos evoluir para além do fado da nossa mediocridade.
NOAA's statement:
"...greenhouse gas forcing fails to explain the 2010 heat wave over western Russia. The natural process of atmospheric blocking, and the climate impacts induced by such blocking, are the principal cause for this heat wave. It is not known whether, or to what extent, greenhouse gas emissions may affect the frequency or intensity of blocking during summer. It is important to note that observations reveal no trend in a daily frequency of July blocking over the period since 1948, nor is there an appreciable trend in the absolute values of upper tropospheric summertime heights over western Russia for the period since 1900. The indications are that the current blocking event is intrinsic to the natural variability of summer climate in this region, a region which has a climatological vulnerability to blocking and associated heat waves (e.g., 1960, 1972, 1988)."
AP Advisory
AP Standards Center issues staff advisory on covering New York City mosque
Associated Press Deputy Managing Editor for Standards and Production Tom Kent sent the following note to the staff about covering the New York City mosque story and then discussed the guidance and reaction in a Facebook entry headlined "Behind the News: Describing the proposed NYC mosque."Aug. 19, 2010
Colleagues,Here is some guidance on covering the NYC mosque story, with assists from Chad Roedemeier in the NYC bureau and Terry Hunt in Washington:
1. We should continue to avoid the phrase "ground zero mosque" or "mosque at ground zero" on all platforms. (We’ve very rarely used this wording, except in slugs, though we sometimes see other news sources using the term.) The site of the proposed Islamic center and mosque is not at ground zero, but two blocks away in a busy commercial area. We should continue to say it’s “near” ground zero, or two blocks away.
WE WILL CHANGE OUR SLUG ON THIS STORY LATER TODAY from “BC-Ground Zero Mosque” to “BC-NYC Mosque.”
In short headlines, some ways to refer to the project include:_ mosque 2 blocks from WTC site
_ Muslim (or Islamic) center near WTC site
_ mosque near ground zero
_ mosque near WTC site
We can refer to the project as a mosque, or as a proposed Islamic center that includes a mosque.
It may be useful in some stories to note that Muslim prayer services have been held since 2009 in the building that the new project will replace. The proposal is to create a new, larger Islamic community center that would include a mosque, a swimming pool, gym, auditorium and other facilities.2. Here is a succinct summary of President Obama’s position:
Obama has said he believes Muslims have the right to build an Islamic center in New York as a matter of religious freedom, though he's also said he won't take a position on whether they should actually build it.
For additional background, you’ll find below a Fact Check on the project that moved yesterday.
Tom
---
Slug: BC-US--Mosque-Fact Check
Byline: CALVIN WOODWARD
Bytitle: Associated Press WriterWASHINGTON (AP) — A New York imam and his proposed mosque near ground zero are being demonized by political candidates — mostly Republicans — despite the fact that Islam is already very much a part of the World Trade Center neighborhood. And that Muslims pray inside the Pentagon, too, less than 80 feet from where terrorists attacked.
And that the imam who's being branded an extremist has been valued by both Republican and Democratic administrations as a moderate face of the faith.
Even so, the project stirs complicated emotions, and Imam Feisal Abdul Rauf is a complex figure who defies easy categorization in the American Muslim world.
He's devoted much of his career to working closely with Christians, Jews and secular leaders to advance interfaith understanding. He's scolded his own religion for being in some ways in the "Dark Ages." Yet he's also accused the U.S. of spilling more innocent blood than al-Qaida, the terrorist network that turned the World Trade Center, part of the Pentagon and four hijacked airplanes to apocalyptic rubble.
Many Republicans and some Democrats say the proposed $100 million Islamic cultural center and mosque should be built elsewhere, where there is no possible association with New York's ground zero. Far more than a local zoning issue, the matter has seized congressional campaigns, put President Barack Obama and his party on the spot — he says Muslims have the right to build the mosque — divided families of the Sept. 11, 2001, victims, caught the attention of Muslims abroad and threatened to blur distinctions between mainstream Islam in the U.S. and its radical elements.
A look at some of the claims and how they compare with the known facts:
___
—"The folks who want to build this mosque — who are really radical Islamists who want to triumphally prove that they can build a mosque right next to a place where 3,000 Americans were killed by radical Islamists — those folks don't have any interest in reaching out to the community. They're trying to make a case about supremacy." — Former House Speaker Newt Gingrich, a potential 2012 presidential candidate.
—Some of the Muslim leaders associated with the mosque "are clearly terrorist sympathizers." — Kevin Calvey, a Republican running for Congress in Oklahoma.
—"This radical is a terrible choice to be one of the faces of our country overseas." — Statement by GOP Reps. Ileana Ros-Lehtinen of Florida and Peter King of New York.
THE FACTS:
No one has established a link between the cleric and radicals. New York Police Department spokesman Paul Browne said, "We've identified no law enforcement issues related to the proposed mosque."
Ros-Lehtinen and King were referring to the State Department's plan, predating the mosque debate, to send Rauf on another religious outreach trip to the Middle East as part of his "long-term relationship" with U.S. officials in the Bush and Obama administrations. The State Department said Wednesday it will pay him $3,000 for a trip costing the government $16,000.
Rauf counts former Secretary of State Madeleine Albright from the Clinton administration as a friend and appeared at events overseas or meetings in Washington with former President George W. Bush's secretary of state, Condoleezza Rice, and Bush adviser Karen Hughes.
He has denounced the terrorist attacks and suicide bombing as anti-Islamic and has criticized Muslim nationalism. But he's made provocative statements about America, too, calling it an "accessory" to the 9/11 attacks and attributing the deaths of hundreds of thousands of Iraqi children to the U.S.-led sanctions in the years before the invasion.
In a July 2005 speech at the Bob Hawke Prime Ministerial Center in Adelaide, Australia, Rauf said, according to the center's transcript:
"We tend to forget, in the West, that the United States has more Muslim blood on its hands than al-Qaida has on its hands of innocent non-Muslims."
While calling terrorism unjustified, he said the U.S. has supported authoritarian regimes with heinous human rights records and, faced with that, "how else do people get attention?"
In the same address, he spoke of prospects for peace between Palestinians and the Israelis — who he said "have moved beyond Zionism" — and of a love-your-neighbor ethic uniting all religions.
___
—"Mr. President, ground zero is the wrong place for a mosque." — Rick Scott, Republican candidate for Florida governor.
—"Nazis don't have the right to put up a sign next to the Holocaust Museum in Washington. We would never accept the Japanese putting up a site next to Pearl Harbor. There's no reason for us to accept a mosque next to the World Trade Center." — Gingrich.
—"Just a block or two away from 9/11." — Former Alaska Gov. Sarah Palin, another 2012 GOP presidential prospect.THE FACTS:
No mosque is going up at ground zero. The center would be established at 45-51 Park Place, just over two blocks from the northern edge of the sprawling, 16-acre World Trade Center site. Its location is roughly half a dozen normal lower Manhattan blocks from the site of the North Tower, the nearer of the two destroyed in the attacks.
The center's location, in a former Burlington Coat Factory store, is already used by the cleric for worship, drawing a spillover from the imam's former main place for prayers, the al-Farah mosque. That mosque, at 245 West Broadway, is about a dozen blocks north of the World Trade Center grounds.
Another, the Manhattan Mosque, stands five blocks from the northeast corner of the World Trade Center site.
To be sure, the center's association with 9/11 is intentional and its location is no geographic coincidence. The building was damaged in the Sept. 11 attacks and the center's planners say they want the center to stand as a statement against terrorism.
___
—"There should be no mosque near ground zero in New York so long as there are no churches or synagogues in Saudi Arabia. ... America is experiencing an Islamist cultural-political offensive designed to undermine and destroy our civilization." — Gingrich.
—"This religion's plan is to destroy our way of life. ... If we have to let them build it, make them build it nine stories underground, so we can walk above it as citizens and Christians."
— Ron McNeil, a House GOP candidate in the Florida Panhandle, in an exchange reported by The News Herald in Panama City.
THE FACTS:
Such opinions are shared by some Americans, while others are more reluctant to paint the religion with a broad brush and more welcoming of the faith in this country. Bush, himself, while criticized at the time for stirring suspicions about American Muslims, traveled to a Washington mosque less than a week after the attacks to declare that terrorism is "not what Islam is all about. Islam is peace."
In any event, the U.S. armed forces field Muslim troops and make accommodations for them. The Pentagon opened an interfaith chapel in November 2002 close to the area where hijacked American Airlines Flight 77 slammed into the building, killing 184 people.
Muslims gather there for a daily prayer service Monday through Thursday and hold a weekly worship service on Fridays, drawing no complaints. Similar but separate services are provided for other faiths.
___
Associated Press writers Tom Hays in New York and Anne Flaherty in Washington contributed to this report.
A auto-combustão não diz respeito a matas nem ao problema dos incêndios, diz respeito a matos armazenados em pargas para combustível, isto é, a material combustível seco e acumulado. É um fenómeno relativament raro mas descrito na literatura e conhecido dos gestores da central de Mortágua.Parece portanto razoável concluir que alguns incêndios se iniciam em pargas que, por aqui e por ali, a população constitui. A ser assim, são uma bomba-relógio.
Pode de qualquer maneira ler isto, por exemplo:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=2554&op=all

Pois o gráfico acima anuncia que o alarmismo vai continuar porque mais gelo se vai provavelmente separar da calote. Vai separar ainda mais porque, desta vez, até a superfície total de gelo aumenta. Aumentando, torna extremamente provável que mais gelo se desprenda.
"Há quatro anos, após um incêndio, também em Agosto, no Mezio, o parque procedeu à venda das madeiras que renderam centenas de milhares de euros. O resto da madeira ficou lá amontoado, o que originou uma manta morta de vários metros de altura, o que dificulta a actuação dos bombeiros e meios aéreos, até mesmo o acesso aos locais onde está arder, pois os caminhos estão bloqueados. O dinheiro, esse, foi para outros interesses", disse Martinho Araújo ao JN.Esta tarde, em bate-papo com uma habitante de uma vertente em fogo e sobre o avanço das chamas em direcção ao vale, observava eu:
[...]
"Isto é administrado por pessoas de Lisboa que não sabem o que é o PNPG[*]. Querem fazer disto uma reserva de "índios""