segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

José Sócrates o «despovoador», reloaded


Todos os anos a mesma treta. Sócrates não descansa enquanto não acabar com as aldeias e com qualquer proximidade entre pimpolhos e papás, coisa retrógrada e pré-moderna.

Coisas do socialismo.

A coisa vai a bom ritmo. As medidas do ano passado deram excelentes resultados, de tal forma que há agora mais uma cabazada para fechar. Quando não houver mais nenhuma a "reforma" estará completa e o sucesso será total.

70 comentários:

O Raio disse...

"Coisas do socialismo."

Bom, parece-me que é exactamente o contrário... é mais fácil os partidos à direita concordarem com isto do que os partidos à esquerda...

RioD'oiro disse...

Não é. À direita nada incomoda que haja apenas 1 adulto a tomar conta de 20 crianças, eventualmente ajudado por alguém que nem seja da escola.

Também nada incomoda que se coma nas carteiras onde se estuda.

Para a direita o mundo deve enquadrar-se dentro da realidade possível.

No caso das primárias, nada há de problemático em haver turmas misturadas e apenas 1 professora.

JOSÉ LUIZ SARMENTO disse...

Coisas do socialismo, não. Coisas do neoliberalismo disfarçado de socialista.

Carmo da Rosa disse...

Creio que a culpa é de todos nós, mas por razões diferentes. Já parecemos os árabes a dar as culpas da situação em que se encontram a toda a gente, menos a eles próprios, como se fossem crianças...

O problema é a má – diria mesmo inexistente - gestão de espaços no nosso país, em que toda a actividade económica (e mesmo os serviços!) sempre foi concentrada na costa. E nisto tanto a direita como a esquerda tem culpa, e não faz sentido nenhum falar em socialismo ou em neoliberalismo, coisas que nunca existiram realmente em Portugal…

O-Lidador disse...

O José Luis Sarmento não inova e mostra claramente a mentalidade religiosa desta gentinha:

Se a coisa funciona, chamam-lhe socialismo, mesmo que o não seja.
Se dá para o torto, mesmo chamando-se socialismo, deixa de ser socialismo e passa a ser "neoliberalismo", "política de direita", "estalinismo", etc.

É espantoso como esta gente não se apercebe da profunda desonestidade intelectual em que sustenta as suas ideias.

Exemplos?

Um a propósito...Kadafi, um socialista e que afinal não era um "verdadeiro" socialista.

O "verdadeiro" socialismo, não é pois nenhum dos desastres em que o socialismo desembocou, mas sim aquilo que há-de vir. É uma pura ideia, imune aos factos.
Mas os factos, esse falam e contam uma história de terror sobre a aplicação do socialismo...

Não há pachorra...

RioD'oiro disse...

JLS:

"Coisas do socialismo, não. Coisas do neoliberalismo disfarçado de socialista. "

Coisas do socialismo, sim. Neoliberalismo, não sei o que é. Deve ser slogan da neo-esquerdalha.

Se a coisa se passasse com liberais a despesa que o estado teria com aluno, devidamente contabilizada, seria entregue aos privados que se abalançassem à tarefa.

O resultado seria a proliferação de pequenas escolas por tudo quanto fosse aldeia e a debandada das escolas estatais com a vantagem de deixar ao critério dos pais dos pimpolhos o local onde ficariam os rebentos.

É por essa razão que a esquerdalha da AR (a neo-esquerdalha é consigo), bloqueia, tanto quanto pode o apuramento e a divulgação de quanto gasta o estado por aluno.

Sendo a escola estatizada, nada mais importa que a ideologia e há que defender, a todo o custo, a escola estatizada, o estado e a ideologia.

Como dizia Reagan, "Não é que a esquerda seja ignorante. Apenas sabem em demasia o que não é assim."

RioD'oiro disse...

CdR:

"faz sentido nenhum falar em socialismo ou em neoliberalismo, coisas que nunca existiram realmente em Portugal…"

Faz todo o sentido. Não é por não ter existido em estado puro que as forças não se fazem sentir. De liberalismo sente-se pouco, é verdade. Mesmo assim sente-se. De socialismo, sente-se a torto e a direito.

Carmo da Rosa disse...

Rio disse: ” Faz todo o sentido. Não é por não ter existido em estado puro…”

Se não existe faz tanto sentido como discutir a Nossa Senhora de Fátima, que também existe, para alguns, mas gostaria de ver provas da existência nem que seja num vídeo YouTube…

Bom, falando agora a sério. Por muita boa vontade que tenha, e até tenho, não consigo ver a mais pequena ligação entre o nosso primeiro-ministro e SOCIALISMO – quanto muito vejo CHICO-ESPERTISMO… Mas pronto, ainda bem!

E daí não acredito que as medidas tenham algo a ver com ideologia, mas sim com oportunismo político, safanço, roubar umas coroas aqui para tapar um buraco ali, tudo com visão a muito curto prazo…

O-Lidador disse...

"não consigo ver a mais pequena ligação entre o nosso primeiro-ministro e SOCIALISMO "

Também tu Brutus?
Chiça CdR, até você embarca no mesmo tique dissonante de considerar que o socialismo não é aquilo que é, mas aquilo que se acha que deve ser.

Com mil diabos, se o Sócrates não é socialista, sendo o Secretário geral do Partido Socialista, então que porra é um socialista?

Se a URSS não era uma união de republicas socialistas, então que raio é o socialsmo?

Se os países socialistas não eram socialistas, que carga de água são países socialistas?


Homem de Deus, o que é o socialismo, diga-me por favor, que coisa é essa que toda a gente diz ser mas ninguém é na realidade?

Que conceito é esse, de tal modo etéreo que escapa a todas as realidades que cria?

RioD'oiro disse...

CdR,

"Se não existe faz tanto sentido como discutir a Nossa Senhora de Fátima,"

Espero que o CdR não use chapéus de chuva ou gabardinas. Quando chove, a água não é perfeita, não é água destilada ...

"Por muita boa vontade que tenha, e até tenho, não consigo ver a mais pequena ligação entre o nosso primeiro-ministro"

Está distraído. No momento há duas políticas. As que Sócrates quer implementar, socialistas que tresanda, e as que o obrigam a implementar, de sentido contrário e que ele sabota tanto quanto possível.

O chico-espertismo é um efeito secundário resultante de Sócrates nomear empresas de regime que depois tiram partido da situação, tanto mais que eles sabem será efémera.

"não acredito que as medidas tenham algo a ver com ideologia"

Está redondamente enganado.

Carmo da Rosa disse...

O-Lidador disse: ”Com mil diabos, se o Sócrates não é socialista, sendo o Secretário geral do Partido Socialista, então que porra é um socialista?”

Lidador,

José Sócrates, mesmo sendo o secretário-geral do PS, é tão socialista como Erich Honecker era democrata, e no entanto este último era o secretário-geral do Partido que governava a DDR (Deutsche Demokratische Republik).

Quando Portugal tiver, à imagem da DDR, uma economia centralizada, a banca e a indústria nacionalizada, um partido único, sindicatos controlados pelo partido (único), a imprensa censurada, a internet filtrada, o Medina Carreira na Prisão, metade da redacção do FIEL no exílio e a Festa do Avante como único passatempo, ou seja, quando José Sócrates se tornar o líder da Portugiesische Demokratische Republik, aí eu exclamarei, caso não esteja por aqui distraído com a bola:

O SÓCRATES É SOCIALISTA… Por enquanto, acho prematuro.

RioD'oiro disse...

Caro CdR,

Na minha opinião, a quase totalidade da nossa economia gravita o estado, a maioria da banca é controlada directamente ou indirectamente pelo estado, a maioria dos sindicatos são controlados pelo PCP, a imprensa está dependente do estado via campanhas publicitárias e as fontes de informação privilegiadas são as agências de informação a quem o estado e/ou o governo pagam e a Internet não é filtrada mas faz rosnar que se farta, e que acha o CdR?

O governo está numa luta para estatizar todo o ensino, para injectar banhadas de propaganda "moderna" nas matérias do ensino, para ajudar as empresas com que o governo se entende bem (e fazer falir as outras), e que acha o caro CdR? Que isto não tresanda a socialismo?

O governo (no momento em que os perigosos "especuladores" já andam de sobrolho franzido) está apostado em arrecadar dinheiro europeu alavancado no argumento da "solidariedade" e que acha o CdR?

O governo está apostado em demolir escolas perfeitamente funcionais para construir outras, no mesmo sítio, erguidas pelas empresas amigas instalando nelas equipamentos para os quais nem há verba para manter a funcionar ou sequer fazer funcionar (consumo disparatado de energia eléctrica), e que acha o CdR?

Tudo isto lhe soa a quê? Liberalismo?

O-Lidador disse...

CdR, o que distingue aquilo que é socialismo, daquilo que não é, é simples:

É-se pela liberdade, ou é-se pela igualdade?

Se a resposta é "liberdade", trata-se de um liberal. Se a resposta é "igualdade", é um socialista.

Ora a igualdade é o discurso deste nosso PS e da esquerda portuguesa.
O resto são níveis...

Go_dot disse...

O SÓCRATES É SOCIALISTA… Por enquanto, acho prematuro.

Por esse andar, o socialismo passa a ser uma questão de promilagem.
O grau de utopia sempre foi muito variável, com castas que vão do espumante socialista de salão, até ao carrascão social fascista.

Carmo da Rosa disse...

Rio disse: ”……… a quase totalidade da nossa economia gravita o estado,”

Creio que você quer dizer “gravita à volta do estado” (se não é corrija-me). Você diz, e muito bem, QUASE. É esta pequena, mas muito importante diferença que falta ao país para ser um país socialista - mais uns acessórios claro…

Rio disse: ”…a maioria dos sindicatos são controlados pelo PCP”

Num regime verdadeiramente, efectivamente, realmente socialista, não são a maioria dos sindicatos controlados, são a TOTALIDADE. E lembre-se que em Portugal muitos trabalhadores não estão sindicalizados! Além de que por enquanto, que eu saiba, não é proibido - quando assim for já a questão muda de figura - criar um sindicato independente do PCP.

Rio disse: ”...a imprensa está dependente do estado via campanhas publicitárias e as fontes de informação privilegiadas são as agências de informação a quem o estado e/ou o governo pagam e a Internet não é filtrada mas faz rosnar que se farta”

Sim, tudo muito mau, mas é comparável com o exemplo que eu dei, a DDR? Alguma vez o impediram a si de publicar, ou ao Pulido Valente, Medina Carreira, Miguel Sousa Tavares, José Manuel Fernandes, António Barreto? Também não? Então ainda não chegamos a Cuba…

Rio disse: ”… O governo está numa luta para estatizar todo o ensino, para injectar banhadas de propaganda "moderna" nas matérias do ensino”

Acredito em si, mas gostaria que me desse, de vez em quando, para eu acreditar ainda mais, exemplos dessas tais injecções de propaganda moderna. Mas de qualquer maneira, se Deus quiser, o PSD ganha as próximas eleições e o novo ministro da educação tem a oportunidade de dar um ar da sua graça: vender a propaganda socialista ao quilo de papel…

Rio disse: ”O governo (no momento em que os perigosos "especuladores" já andam de sobrolho franzido) está apostado em arrecadar dinheiro europeu alavancado no argumento da "solidariedade" e que acha o CdR?”

Não acho nada, porque nada percebi!

Rio disse: ”O governo está apostado em demolir escolas perfeitamente funcionais para construir outras, no mesmo sítio, erguidas pelas empresas amigas instalando nelas equipamentos para os quais nem há verba para manter a funcionar ou sequer fazer funcionar (consumo disparatado de energia eléctrica), e que acha o CdR?”

Se isto é verdade, e tal e qual como você o diz, trata-se de vigarice e incompetência…

Rio disse: ”Tudo isto lhe soa a quê? Liberalismo?”

Tudo isto me soa a vigarice e incompetência…

Carmo da Rosa disse...

O-Lidador disse: ”CdR, o que distingue aquilo que é socialismo, daquilo que não é, é simples: É-se pela liberdade, ou é-se pela igualdade?”

Liberdade e igualdade são conceitos nada simples, porque se prestam a interpretações subjectivas que vão complicar desnecessariamente a discussão.

Creio que a definição que eu escolhi é bem mais simples, mais precisa, é a mais utilizada para este tipo de comparações e…. É A MINHA. Além disso tem a vantagem de ter ambos os conceitos (liberdade e igualdade) explicita e implicitamente inseridos. Ou seja, a economia centralizada, a banca e a indústria nacionalizada, partido único e as restantes benesses tão típicas dos paraísos socialistas que você tão bem conhece e que eu mencionei no comentário anterior.

O-Lidador disse: ” Ora a igualdade é o discurso deste nosso PS e da esquerda portuguesa.”

Creio que há diferenças consideráveis entre o nosso PS e o restante da esquerda portuguesa? Mas passemos à frente.

É claro que em discursos, Sócrates, para conseguir ser eleito, tem que falar de vez em quando em igualdade, socialismo e santolas para toda a gente. Mas isso é apenas retórica eleitoral, palavras ocas que de maneira nenhuma significam que ele queira transformar Portugal em Cuba. E a prova é que ele agora, com a ameaça da presença do FMI, já tem um discurso completamente diferente e é obrigado a cortar nos salários – não no dele e dos seus capangas claro - e nos subsídios do seu eleitorado…

Na minha MODESTA opinião, clamar socialismo ao mais pequeno indício só serve para inflacionar o conceito – como designar depois o regime da Coreia do Norte? – e dar trunfos ao esquerdalho sempre pronto para explorar o mais pequeno exagero cá da gente da nossa corda…

Carmo da Rosa disse...

Go_dot disse: ”Por esse andar, o socialismo passa a ser uma questão de promilagem.”

Precisamente, mas não só o socialismo, também o islamismo e a democracia…

RioD'oiro disse...

CdR:

Creio que você quer dizer “gravita à volta do estado” (se não é corrija-me). Você diz, e muito bem, QUASE. É esta pequena, mas muito importante diferença.

Gravitar à volta é como chover água.

O quase não faz diferença nenhuma.

O governo é socialista porque implementa insistentemente medidas nesse sentido.

"Num regime verdadeiramente, efectivamente, realmente socialista,"

Isso não tem qualquer relevância. A ser assim bastaria à Coreia do Norte privatizar uma barbearia para ser considerada um regime liberal e democrático, favorável à iniciativa privada.

"Sim, tudo muito mau, mas é comparável com o exemplo que eu dei, a DDR?"

Sim, percebo. Na DDR até o Borda de Água era estatizado.

O que o governo não conseguiu abocanhar não conseguiu porque perdeu a guerra. Já tentou, repetidamente e comprovadamente abocanhar as figuras mencionadas. O Governo é socialista e tenta implementar essas políticas.

"Acredito em si, mas gostaria que me desse, de vez em quando, para eu acreditar ainda mais, exemplos dessas tais injecções de propaganda moderna. "

Injectam o veneno de que o socialismo da cortina de ferro "não resultou". Na livralhada e de viva vós. Exemplos já foram dados aqui no blog.

"Se isto é verdade, e tal e qual como você o diz, trata-se de vigarice e incompetência…"

Nã, não trata. Trata-se de propaganda para "demonstrar" que o governo está interessadíssimo no ensino. O CdR deveria conhecer esses tiques.

Mao não mandou matar milhões por ser incompetente.

RioD'oiro disse...

O que o CdR afirma é que o território dos Estados Unidos só será dos Estados Unidos quando o terreno da Embaixada de Portugal deixar de ser território de Portugal.

O governo e Socialista porque estatiza tudo o que pode e dirige uma política socializante em larga escala.

RioD'oiro disse...

CdR:

Aqui lê-se:

http://oinsurgente.org/2011/03/01/pequenos-nadas-que-fazem-sentido/

"Highlighting what it called the council’s “hypocrisy,” UN Watch, a Geneva-based monitoring group, on Monday called on the body’s president to withdraw the report."

Poder-se-á afirmar que o regime da Líbia de Kadaffi não era um regime repressivo porque podia ainda ser visitado por turistas?

RioD'oiro disse...

CdR:

"Mas isso é apenas retórica eleitoral, palavras ocas que de maneira nenhuma significam que ele queira transformar Portugal em Cuba. E a prova é que ele agora, com a ameaça da presença do FMI, já tem um discurso completamente diferente e é obrigado a cortar nos salários – não no dele e dos seus capangas claro - e nos subsídios do seu eleitorado."

Se pretende chagar a Cuba o futuro o dirá. Mas é esse o caminho.

O futuro, entretanto, está a dizer que não pode chegar a Cuba porque deixou de mandar na totalidade. Os credores obrigam-no a retroceder

O novo discurso é o discurso de quem tem o braço torcido.

"com a ameaça da presença do FMI, já tem um discurso completamente diferente"

Já percebi. Graças ao FMI descobriu-se que o homem não era socialista mas liberal. Ou seja: o discurso que debita perante a ameaça FMI é o verdadeiro discurso de Sócrates de cognome 'o liberal'. O discurso sem FMI é apenas discurso de artista de cognome 'o socialista'.

As medidas socialistas que Sócrates tomou foram tomadas para demonstrar que, sendo liberal, sabe que o que são medidas socialistas e até as implementa só para mostrar que Sócrates-o-liberal está unha-com-carne com os seus amigalhaços do FMI. Toma as medidas socialistas para provocar a vinda do FMI e demonstrar que joga matraquilhos junto com eles.

O-Lidador disse...

"clamar socialismo ao mais pequeno indício só serve para inflacionar o conceito "

Argumento reversível, CdR. Clamar que não é socialismo só porque não coincide exactamente com o conceito de socialismo que cada um tem na cabeça, só serve para fazer o jogo do socialismo.

Não sei que provas quer. Todas as experiências socialistas, em maior ou menor nível, com apropriação total ou parcial dos meios de produção, deram para o torto.

A própria emergência de empresas "to big to fail", nas quais os estados se reservam o direito de intervir para "evitar efeitos sistémicos", é um passo no caminho socialista. O que está em causa é que o estado, em nome da "igualdade" e do chamado " interesse comum", definido obviamente pelos burocratas no poder, mexem na liberdade. A liberdade mais básica, na verdade, aquela em que cada um decide o que fazer com o seu dinheiro.

Não tenho dúvidas que hoje a Europa é muito mais socialista do que era há 40 anos. E Sócrates é tão socialista como a realidade permite, na verdade um pouco mais, e é por isso que estamos neste caminho sem saída.

RioD'oiro disse...

Isto começa a parecer-se com a Bélgica.

http://abrupto.blogspot.com/2011/03/coisas-da-sabado-dentro-da-democracia.html

.

Go_dot disse...

Realmente, a cerveja portuguesa comparada com a belga, parece agua de tremoços e não merece chamar-se cerveja.
Caro CdR, se vai por aí tem pano para mangas. Das justificações mais usadas para silenciar o Wilders, é justamente, que o que ele critica não é o verdadeiro islão.

Carmo da Rosa disse...

Rio disse: ”O governo é socialista porque implementa insistentemente medidas nesse sentido.”

Você ainda não me explicou a diferença entre Portugal e a Coreia do Norte ou Cuba, mas pronto, pelos vistos você julga que em Portugal se trata de um socialismo inédito e muito tuga, que não é comparável com outros regimes!

Mas se o governo realmente implementa medidas socialistas, isso significa que você neste preciso momento vive num país socialista - não será assim? Agora, só não percebo como ainda não foi preso? Não estará você a pensar seriamente em pedir asilo político algures? Será que eu, depois de tudo o que aqui disse (assinando com o meu nome), posso ir descansado a Portugal de férias no futuro?

Rio disse: ” A ser assim bastaria à Coreia do Norte privatizar uma barbearia para ser considerada um regime liberal e democrático, favorável à iniciativa privada..”

(Não foi uma barbearia mas quase. Através de um poderoso homem de negócios (tulipas) holandês de origem chinesa chamado Yang Bin, a Coreia do Norte já tentou, à imagem da China, criar no sul do país um enclave capitalista)

É evidente que isto não basta! EU DISSE, e vou ter que dizer pela segunda vez, que há um mínimo de requisitos a preencher para chamar socialista a um regime, pais ou governo. Mas quando tiver tempo vou dar uma vista de olhos no programa do PS para ver se mencionam:

Uma economia centralizada, a banca e a indústria nacionalizada, um partido único, sindicatos controlados pelo partido (único), a imprensa censurada, a internet filtrada. Ou seja, quando José Sócrates se tornar o líder da PDR (Portugiesische Demokratische Republik) dou-lhe razão.

Rio disse: ” Sim, percebo. Na DDR até o Borda de Água era estatizado.”

Precisamente. Enquanto o Borda de Água (e muitas mais coisas não forem nacionalizadas) o país não é socialista.

Rio disse: ”O Governo é socialista e tenta implementar essas políticas.”

Tenta implementar? Duas frases acima você disse que implementa! Em que ficamos? Mas se não consegue, que é o que me parece ser e o mais lógico, significa que o país ainda não é socialista…

Rio disse: ” Injectam o veneno de que o socialismo da cortina de ferro "não resultou”

“Não resultou”, mas eles (PS) têm um socialismo na manga que vai resultar, é isso que você chama “injectar veneno” ?

Rio disse: ”Mao não mandou matar milhões por ser incompetente.”

E você quer comparar o Sócrates com o Mao? Mau mau! Depois não se queixe quando o esquerdalho compara o Salazar com o Hitler….

(Por hoje creio que não vou ter mais tempo para responder. Hoje é dias de eleições cá e vou votar no Wilders que é para parar o Socialismo e o Islamismo)

RioD'oiro disse...

CdR,

"Você ainda não me explicou a diferença entre Portugal e a Coreia do Norte ou Cuba, mas pronto, pelos vistos você julga que em Portugal se trata de um socialismo inédito e muito tuga, que não é comparável com outros regimes!"

Já percebi que o CdR não gosta de apanhar esquentamentos mas não se importa de apanhar chatos.

“isso significa que você neste preciso momento vive num país socialista - não será assim?”

Não. Vivo num país onde se implementam maioritariamente medidas socialistas. Ainda faltam muitas para chegar à Coreia do Norte, mas a miséria avança a bom ritmo. A dependência relativamente ao exterior também. Ainda não ameaçamos com bombas atómicas para que nos dêem de comer, mas já rosnamos a quem nos permite comprar a sopa.

“há um mínimo de requisitos a preencher para chamar socialista a um regime, pais ou governo.”

Eu quando mato moscas também fico muito preocupado se as mato ou se as assassino.

“Mas quando tiver tempo vou dar uma vista de olhos no programa do PS para ver se mencionam:”

Excelente ideia.

“Precisamente. Enquanto o Borda de Água (e muitas mais coisas não forem nacionalizadas) o país não é socialista.”

E se se abolir o Borda de Água já passa a socialista? Nesse caso o Borda de Água será o garante e guardião do liberalismo.

“Tenta implementar? Duas frases acima você disse que implementa! Em que ficamos?”

Nas duas coisas. Numas tenta, noutras leva nos cornos. Neste caso tende a voltar à carga mais tarde.

““Não resultou”, mas eles (PS) têm um socialismo na manga que vai resultar, é isso que você chama “injectar veneno” ?”

É essa a mensagem implícita. E é veneno porque esse filme é requentado e nunca deu outro resultado que sopa de baratas.

“E você quer comparar o Sócrates com o Mao?”

O CdR é que pretende que medidas socialistas não existam como tal mas apenas por incompetência. Não é incompetência. É pura ideologia socialista na justa medida que o terreno vai permitindo.

Carmo da Rosa disse...

Rio disse: ”O que o CdR afirma é que o território dos Estados Unidos só será dos Estados Unidos quando o terreno da Embaixada de Portugal deixar de ser território de Portugal.”

Isto é uma caricatura daquilo que afirmei e para lhe ser franco já estou quase a perder a paciência. Não vou mencionar pela terceira vez os critérios (note que está no plural) necessários para podermos dizer que este país (ou regime) é socialista e o outro não. Estes critérios não foram por mim inventados, são utilizados por toda a gente que não se limita a dizer que fulano é assim porque eu digo que ele é assim.

Rio disse: ”Poder-se-á afirmar que o regime da Líbia de Kadaffi não era um regime repressivo porque podia ainda ser visitado por turistas?.”

Mais uma caricatura!

Rio disse: ”O futuro, entretanto, está a dizer que não pode chegar a Cuba porque deixou de mandar na totalidade. Os credores obrigam-no a retroceder.”

Ora aqui tem mais diferenças importantes. 'Deixou de mandar na totalidade' e, apesar da situação económica de Cuba ser bem pior que a de Portugal, Fidel Castro não retrocede tanto como Sócrates. De qualquer forma ainda não deixou o FMI pôr os cotos na ilha. Porquê? Porque isso significaria uma total remodelação do modelo económico – a economia deixaria de ser CENTRALIZADA, conditio sine qua non para o FMI intervir. Esta alteração em Portugal não é necessária…

Rio disse: ” Graças ao FMI descobriu-se que o homem não era socialista mas liberal.”

O homem nem é socialista nem liberal. É um vigarista. Um chico-esperto. Um Berlusconi de segunda…

Rio disse: ”Já percebi que o CdR não gosta de apanhar esquentamentos mas não se importa de apanhar chatos.

Ok, responde com uma piada a uma pergunta séria, espero que agora responda com seriedade a uma pergunta séria: Tente lá demonstrar a diferença entre o Portugal de Sócrates e a Coreia do Norte de Kim Jung Hill. Dar-se-á rapidamente de conta que vai precisar dos critérios que já aqui mencionei pela segunda vez.

Rio disse: ”Vivo num país onde se implementam maioritariamente medidas socialistas. Ainda faltam muitas para chegar à Coreia do Norte, mas a miséria avança a bom ritmo. A dependência relativamente ao exterior também. (…).”

Eu creio que você vive num país onde se implementam, quando podem, medidas sociais-democratas. Se são maioritárias ou minoritárias não sei, mas isso depende dos partidos que foram votados democraticamente no parlamento. Mas acho abusivo atribuir o avanço da miséria apenas às medidas sociais-democratas, tendo em conta que nem todos os partidos são sociais-democratas – apesar da sigla considero o PSD um partido liberal. Além disso, noutros países, com grosso modo as mesmas medidas, são obtidos bons resultados. A dependência também é uma escolha, e neste caso nem sequer se trata de uma dependência socialista. Não é por exemplo a escolha do PCP…

A minha pergunta era: você quer comparar o Sócrates com o Mao? E a sua resposta é totalmente ao lado:

O CdR é que pretende que medidas socialistas não existam como tal mas apenas por incompetência. Não é incompetência. É pura ideologia socialista na justa medida que o terreno vai permitindo.

Não quero de maneira nenhuma negar a existência de José Sócrates, mas não posso equipará-lo com Mao, peço imensa desculpa. O mesmo em relação a Salazar vs Hitler. Ou então, como faz a FoxNews, dizer que o Obama é marxista-leninista ou muçulmano, ou que na Holanda anda tudo drogado. Ou os esquerdistas que dizem que há desemprego e miséria na Europa e é por isso que existem partidos como o de Wilders. Ou que o Islão é uma religião de paz. Ou que o Irão é uma democracia…

É preciso ter em conta nuances. Há um mínimo que não se pode ultrapassar…

Carmo da Rosa disse...

O-Lidador disse: ”Clamar que não é socialismo só porque não coincide exactamente com o conceito de socialismo que cada um tem na cabeça, só serve para fazer o jogo do socialismo.”

Não se trata de UM conceito, mas de VÁRIOS critérios, e não são meus, são os critérios que normalmente toda a gente se serve para poder afirmar que este ou aquele país ou regime é socialista. Se existem outros critérios sou todo ouvidos, mas primeiro gostaria de saber porque razão os que eu mencionei não são válidos…

O-Lidador disse: ” Não sei que provas quer. Todas as experiências socialistas, em maior ou menor nível, com apropriação total ou parcial dos meios de produção, deram para o torto.”

Que as experiências socialistas do leste Europeu deram para o torto é do meu conhecimento, e nos últimos 25 anos não perco uma oportunidade para o afirmar!!!

O-Lidador disse: ” Não tenho dúvidas que hoje a Europa é muito mais socialista do que era há 40 anos..”

Com a Merkel, Sarkozy, Rutte, Cameron, Berlusconi? E também com os novos países do leste Europeu que gostam tanto de socialismo como eu de islamismo?

Carmo da Rosa disse...

Go_dot disse: ”Das justificações mais usadas para silenciar o Wilders, é justamente, que o que ele critica não é o verdadeiro islão.”

Não quero de maneira nenhuma silenciar o Wilders, pelo contrário, e desculpar o Islão nem pensar nisso. Também nunca disse que o socialismo da URSS, China, Coreia do Norte ou Cuba não era o verdadeiro socialismo.

RioD'oiro disse...

Caro CdR,

Se o CdR não percebe que é governante socialista quem implementa ou tenta implementar, quase em exclusivo, medidas de teor socialista, e procura exaustivamente encontrar a medição calibrada do índice de socialismo discutindo ainda o potencial a partir do qual se passa, encartadamente, a ser socialista, resta-me a caricatura.

O-Lidador disse...

CdR, a discussão pode ir fundo e levar-nos ao cerne do nascimento do socialismo.
A ideia subjacente é a de que o socialismo se trata de uma filosofia utópica de esperança cujo caminho intelectual foi aberto pelo zeigeist malthusiano que prevaleceu ao longo do séc XIX.
Malthus atacou o capitalismo porque, na sua opinião, por muito que uma sociedade enriquecesse, as classes trabalhadoras nunca seriam beneficiadas e estariam condenadas à miséria perpétua.
O socialismo surgiu como uma filosofia de redenção face a esta perspectiva tão negra.

Apesar de o sistema de livre iniciativa ter demonstrado o erro das ideias de Malthus, a utopia socialista manteve-se. Esta utopia, que sobreviveu a todas as experiências práticas do socialismo, está presente no horizonte intelectual de todos os socialistas, sejam eles mais ou menos capazes de levar à prática as suas crenças.
A democracia liberal, a separação de poderes, travam esta ideia das republicas de virtude e é por isso que os métodos para alcançar a utopia, são outros: crescente intervenção do estado na educação, na area económica, na subsidiação, na regulação, tendo em vista a "igualdade".
Quer um exemplo?
Há 3 anos, fez-se uma lei em Portugal que atribui subsidio de maternidade às mulheres que têm filhos. O que está bem. Mas, em nome da igualdade o subsidio é tb atribuido às que abortam e, melhor ainda, às que abortam de propósito, só porque lhe apetece.

RioD'oiro disse...

CdR, já agora:

"apesar da sigla considero o PSD um partido liberal"

Parece-me que considera mal. Quanto a mim não há em Portugal nenhum partido liberal.

De momento ninguém percebe o que é o PSD e o CDS. São algo esquisito, que oscila entre tudo e tudo.

Não alinham em boa medida com o PS, mas aquilo a que eles chamam alternativa não parece carne nem peixe.

Percebem que o estado está gordo mas não dizem como o farão minguar. Estão de acordo que a iniciativa privada deve ser o motor da economia mas não parecem perceber que a forma de dar corpo à coisa é saindo do caminho.

A coisa poderá (ou não) ter esta explicação. A maioria dos portugueses está dependente, de uma forma ou de outra do estado e não falo de uma dependência remota. O discurso de emagrecimento do monstro das bolachas não é simpático e o voto pode muito bem tropeçar nele.

Há até quem diga que só quando se começar a passar fome em larga escala ou quando os salários dos dependentes do estado (pensionistas incluídos) se perceberá o logro e que será por isso que o PSD prefere deixar que o putrefacto se instale. Mas há também quem defenda que o caminho Chavez está em aberto e não faltam caudilhos (PS-PCP-BE) para o implementar.

RioD'oiro disse...

Anónimo,

Ponha-se a milhas. Não se meta em conversa de gente.

RioD'oiro disse...

Caro Citador aka Anónimo aka Anonimo aka Carlos aka Wikileaks aka Citador aka Wikileaks aka Anónimo1 aka Wikileaks aka Luís aka Calhordas aka Chico da Tasca aka Joaquim aka RDoiro aka Anónimo1 aka Amilcar Fernandes aka Manuel aka Ricardo aka Alberto Carlos

Desapareça. Faça um blog e casque a partir de lá.

Ponha-se a milhas.

RioD'oiro disse...

Anónimo cujas bostas tenho atirado ao lixo (já são umas 10),

Apagar os seus dejectos está à distância de um click.

Você fica sempre a perder. Insiste porque é burro.

Carmo da Rosa disse...

Rio disse: ”Se o CdR não percebe (…) resta-me a caricatura.”

Não senhora, resta-lhe uma porrada de opções, só que você, por razões que eu imagino mas por simpatia não digo, não as escolhe… Por exemplo, poderia optar por utilizar os critérios habituais (que eu já aqui me fartei de mencionar) para catalogar o governo, país ou regime – a prova dos nove. O resto é a sua palavra contra a minha…

Rio disse: ”Parece-me que considera mal. Quanto a mim não há em Portugal nenhum partido liberal.”

Muito bem, mas se o PSD não é nem liberal, nem social-democrata, nem monárquico, nem fascista, nem trotskista, alguma coisa será caneco?

Rio disse: ”A maioria dos portugueses está dependente, de uma forma ou de outra do estado e não falo de uma dependência remota. O discurso de emagrecimento do monstro das bolachas não é simpático e o voto pode muito bem tropeçar nele..”

Isto é a análise do Medina Carreira e estou absolutamente de acordo. Aliás, neste caso não se trata de ideologia ou de crença, a situação é evidente, os números falam por si. Mas isso não significa que um dirigente social-democrata rume em direcção à ditadura do proletariado…

Rio disse: ”Há até quem diga que só quando se começar a passar fome em larga escala ou quando os salários dos dependentes do estado (pensionistas incluídos) se perceberá o logro e que será por isso que o PSD prefere deixar que o putrefacto se instale. Mas há também quem defenda que o caminho Chavez está em aberto e não faltam caudilhos (PS-PCP-BE) para o implementar.”

Estou de acordo com a sua análise, mas quando se passa fome em larga escala a situação torna-se irracional, e isso significa que politicamente TUDO pode acontecer: o caminho Chavez, o caminho Saddam Hussein, ou o caminho Salazar (neste caso dou preferência ao Salazar: não roubava e percebia umas coisas de economia).

Carmo da Rosa disse...

O-Lidador disse: ”CdR, a discussão pode ir fundo e levar-nos ao cerne do nascimento do socialismo.”

Por favor, primum vívere (ver a bola; jogar squash; engatar a vizinha; beber uns canecos), deinde filosofare. Dou preferência a respostas simples e concretas para perguntas simples e concretas. Insisto: se existem outros critérios (para definir um regime socialista) sou todo ouvidos, mas primeiro gostaria de saber porque razão os que eu mencionei não são válidos…

O-Lidador disse: ”Esta utopia [socialista], que sobreviveu a todas as experiências práticas do socialismo, está presente no horizonte intelectual de todos os socialistas, sejam eles mais ou menos capazes de levar à prática as suas crenças..”

É verdade. Eles existem, são chatos como a potassa, mas como vivemos em democracia temos infelizmente que os aturar. Mas o problema é que na minha modesta (repare que agora até escrevi ‘modesta’ com letra pequena) opinião, a quem você designa por socialista, pode não ser! (Não me refiro particularmente ao Sócrates).

Pode tratar-se apenas de um liberal, de um incontestável defensor da livre iniciativa, que está de acordo em implementar medidas que ele julga melhorar a situação da classe operária mas que ao mesmo tempo vai obter melhores resultados para a sua empresa… Isto nada tem de utópico, é até bastante real, e a prova é que nos países onde a classe operária vive melhor e é mais bem paga, são precisamente os países em que os patrões (e os políticos que defendem os patrões) pensam e agem grosso modo desta maneira – creio que não é preciso dar exemplos.

Nos países em que os patrões pensam a curto prazo e em termos de primeiro eu, segundo eu e terceiro eu, a qualidade de vida é a desgraça que se sabe e o risco de revoltas e revoluções é latente…

O-Lidador disse...

"um incontestável defensor da livre iniciativa, que está de acordo em implementar medidas que ele julga melhorar a situação da classe operária "

Um oxímoro CdR.

Os defensores dos sistemas de livre iniciativa não têm, não podem ter, por definição, nenhuma escatologia salvífica. Não querem melhorar a situação da classe operária ou da classe agrícola, ou de qq classe.

Defendem apenas a liberdade de prosseguir os seus objectivos de acordo com a clássica "regra da maximização" de Pareto ( melhorar a sua situação sem prejudicar terceiros), porque notam que que é assim que as sociedades melhoram.

E porque não são elitistas, isto é, não se julgam uma elite intelectual que sabe o caminho do progresso e da virtude e que, por isso, se acha obrigada a encaminhar a sociedade nessa direcção.

Mas eu prefiro uma caneca com tremoços.

RioD'oiro disse...

CdR,

Respondi ao seu comentário mas esta porra deu o peido.

Vou respondendo aos bochechos.

RioD'oiro disse...

CdR,

"poderia optar por utilizar os critérios habituais"

Podia, mas não me apetece tanto mais que, estatisticamente, sei onde acaba essa conversa. Acaba a discutir o pigmento da tinta da coisa.

...
A horse walks into a bar.
Why the long face?
Because it is a horse

RioD'oiro disse...

Dando seguimento ao assunto:

http://fiel-inimigo.blogspot.com/2011/03/do-luso-socialismo.html

http://abrupto.blogspot.com/2011/03/coisas-da-sabado-rua-entra-em-cena.html

RioD'oiro disse...

Aqui está outro excelente retrato do regime:

http://blasfemias.net/2011/03/04/continua-a-ser-pouco/#more-35938

.

RioD'oiro disse...

Cá está outro exemplo:


http://www.ipjornal.com/noticias-de-portugal/433363_jorge-sampaio-portugal-esta-em-apuros.html

"O antigo presidente considera que as medidas de austeridade permitem cumprir os objectivos a curto prazo, mas sublinha a importância da necessidade de criar um plano a longo prazo que reduza as desigualdades no país."

... e continua a mania da luta pela desigualdade. A luta pela desigualdade tem distribuído a igualdade na fome, na miséria e no desemprego. E as luminárias continuam a achar que se precisa de mais um plano qualquer congeminado, centralizado, dirigido pelo estado. Ainda não aprenderem que o estado não é um problema mas que o problema é o estado (Reagan).

E isto não é socialismo?

Go_dot disse...

Caro CdR, espantam-me os porquês da sua persistência em exigir determinada graduação ao destilado, para puder utilizar o rotulo socialista.
Quanto aos seus “critérios habituais” são parte da historia, mas não são a historia toda. Exigir que os critérios de “appellation” que apresentou sejam “a prova dos nove” assemelha-se a uma boa dose de impertinência, ou será ressaca?

Uma curta saltada à wikipedia, verá que socialismo é uma enorme região demarcada.

Desde Marxian socialism, Scientific socialism Democratic socialism, Libertarian socialism, Mutualism, Market socialism, State socialism, Utopian socialism, Communism, Social anarchism, Syndicalism, Social democracy Revolutionary socialism, Green socialism, Guild socialism, 21st century socialism até ao Agrarian socialism.

Tudo variantes do mesmo destilado socialista e como já foi dito antes, tudo modelos e teorias de redenção.

Tomei a liberdade de copiar um par de parágrafos que me parecem relevantes.

This article is about socialism as an economic system and political philosophy.
For socialism as a specific stage of socioeconomic development in Marxist theory, see Socialism (Marxism).
[…]
As a political movement, socialism includes a diverse array of political philosophies, ranging from reformism to revolutionary socialism. Some currents of socialism, often referred to as state socialism, advocate complete nationalisation of the means of production, distribution and exchange as a strategy for implementing socialism; while social democrats advocate public control of capital within the framework of a market economy.
[…]
Intermediate phases
The period in which capitalism becomes increasingly insufficient as an economic system and immediately after the proletarian conquest of the state, an economic system that features elements of both socialism and capitalism will probably exist until both the productive forces of the economy and the cultural and social attitudes develop to a point where they satisfy the requirements for a full socialist society (one that has lost the need for monetary value, wage labor and capital accumulation). Specifically, market relations will still exist but economic units are either nationalized or re-organized into cooperatives. This transitional phase is sometimes described as "state capitalism" or "market socialism".
[…]

JOSÉ LUIZ SARMENTO disse...

Se tudo o que não é liberalismo num (inexistente) estado puro é, por definição, socialismo, então tudo o que não seja socialismo num (igualmente inexistente) estado puro é, por definição, liberalismo. Tudo depende, literal e exclusivamente, da vontade do freguês.

O-Lidador disse...

Caro JLS, a falácia do seu raciocínio, é que não se pode comparar a prima do mestre de obras com a obra prima do mestre.
Socialismo é uma ideologia, uma escatologia com um final redentor, uma religião profana, portanto, que afirma que o futuro será de leite e mel.

O liberalismo não é uma ideologia, é uma compilação empírica de regras que historicamente parecem resultar. Não contém nenhuma escatologia, não se propoe realizar o céu na terra, diz apenas que se cada um tiver liberdade para fazer as suas escolhas e tentar realizar os seus objectivos humanos, todos ganham um pouco com isso e ficamos todos um bocadinho menor, temos mais para comer, mais para viver um pouco melhor do que antes.

Mas claro, quem necessita de uma religião não se contenta com tão pequenas e burguesas ambições.

RioD'oiro disse...

Aqui, a Martifer, uma das empresas do regime:

http://ecotretas.blogspot.com/2011/03/governo-agrava-preco-do-gasoleo.html

"Tudo isto a preços tabelados"

Não cheira a socialismo? No 'nacional' ou do outro.

JOSÉ LUIZ SARMENTO disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carmo da Rosa disse...

O-Lidador disse: ”Um oxímoro CdR.”

Quando os oximoros dão nas galinhas põem os pitos todos carecas… Mas reconheço que deveria ter invertido os termos da minha frase de há dois dias para evitar alusões a hipotéticos oximoros que fazem perder tempo e dinheiro. Aqui vai então a versão 2.0:

Trata-se de um liberal, de um incontestável defensor da livre iniciativa que quer a todo o preço obter melhores resultados para a sua empresa e sabe que para isso vai ter que melhorar a situação dos seus empregados.

O-Lidador disse: ”Os defensores dos sistemas de livre iniciativa não têm, não podem ter, por definição, nenhuma escatologia salvífica.”

Têm têm.

A escatologia salvítica para salvar o seu negócio, que depende bastante de dois conceitos muito importantes: estabilidade e harmonia social.

Onde existe harmonia social há automaticamente estabilidade. Também é possível conseguir estabilidade sem perder tempo e dinheiro com harmonia social, mas isso só se consegue à custa da manutenção de um enorme serviço secreto e de muita repressão, com a desvantagem do permanente perigo de uma revolta.

O que aconteceu por exemplo nos anos 70 em Portugal, em que uma simples contestação sindical de casta originou uma revolução. O que acontece hoje no Norte de África, onde um jovem tunisino se imolou por lhe terem confiscado os legumes que queria vender no mercado, alastrando as chamas da revolta a uma porrada de países que julgávamos serem estáveis mas em que a harmonia social ia no Batalha (antigo cinema da cidade do Porto e giríssima expressão popular que na invicta significa algo não existente – só em filme!)…

Para conseguir alguma harmonia social nos dias que correm, até a estabilíssima Arábia Saudita viu-se há dias obrigada a ‘subornar’ à pressa os seus cidadãos com 37 biliões de dólares em projectos para “melhorar a situação dos seus habitantes”. Quase simultaneamente, o Kuwait, não vá o diabo tecê-las, foi mais longe: aproveitou o dia da independência para oferecer 2680 euros a cada cidadão…

A China! Bem a China, como os chineses são mais que as mães, não pode ser tão generosa e resolveu censurar na Internet toda e qualquer relação com as revoltas nas arábias antes que os chineses se lembrem de estabelecer um paralelo entre a praça Tahrir e a praça Tiananmen…

Carmo da Rosa disse...

Rio disse: ”Podia, mas não me apetece tanto mais que, estatisticamente, sei onde acaba essa conversa.”

Tem razão. A conversa acaba sempre por provar que estatisticamente (‘trabalhisticamente’ também) é muito mais fácil dizer do que provar…

O-Lidador disse...

"A escatologia salvítica para salvar o seu negócio, que depende bastante de dois conceitos muito importantes: estabilidade e harmonia social"

Bolas CdR, dizer que um gajo querer ter condições para fazer bons negócios, isto é, ganhar mais uns dinheiros para beber mais umas imperiais, é uma escatologia, tira o sentido à palavra.

A ver se me faço entender.

Se eu estou perante um desnível e quero descer, tenho pelo menos dois caminhos:

o caminho escatológico, heróico, revolucionário, socialista, que me diz que vou conseguir voar e aterrarei feliz e em segurança. Nunca aconteceu, mas posso acreditar nisso, é algo que me agrada, seria tão bom, o mundo seria perfeito e essas merdas.
E se mandar, então ponho toda a gente a atirar-se à doida, na verdade até os empurro, para o seu bem, claro

O caminho cauteloso, burguês, liberal, em que cada um chega, olha e diz "foda-se que esta merda é alta como o caraças..salto o tanas, vou mas é pelas escadas, bem agarrado ao corrimão".
Este caminho não dá pica, é chato, demora, há gajos que tb tropeçam e batem com os cornos no chão, mas NÃO É PRECISA NENHUMA CRENÇA, para saber que a generalidade da malta acaba por chegar lá abaixo com a mona inteira.

Porque é que sei isso? Porque já vi muitos a chegar.

Dito isto, é preciso que se diga que tb são necessários malucos que se atirem. MAS POR SUA LIVRE ESCOLHA!

RioD'oiro disse...

CdR:

"é muito mais fácil dizer do que provar"

Em particular quando nada se pretende provar mas tão só fazer entender que se vai numa direcção. Para isso, basta uma bússola ou um nariz de longo alcance.

Carmo da Rosa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carmo da Rosa disse...

Go_dot,

Não são os meus critérios, são os critérios que habitualmente se utilizam para determinar o regime político de um país. Mas não há crise, como sou muito liberal, disse há dois dias ao Lidador, e também é válido para si, que: “se existem outros critérios sou todo ouvidos, mas primeiro gostaria de saber porque razão os que eu mencionei não são válidos…”, e até agora você foi o único que reagiu a esta questão dizendo que os:

“critérios de “appellation” que apresentou [eu apresentei] sejam “a prova dos nove” assemelha-se a uma boa dose de impertinência, ou será ressaca”

De aqui depreendo que não gostou dos critérios que eu mencionei, mas então continuo à espera de alternativas… Parto do princípio que tomos estamos de acordo, uns mais do que outros, que dizer não chega!

A sua busca na Wikipédia – tipos de socialismo - foi debalde, porque não se trata de critérios mas apenas de tipologias… Respeitando a sua espirituosa figura de estilo, imagine que a gente ia a uma tasca beber um caneco. Eu exclamo “isto é vinho do Porto”, ao que você responde: tá mas’é doido, não senhora! Mas eu continuo na minha…

Não há outra hipótese, perguntamos ao empregado (recorremos à Wikipédia). Este, por razões que desconheço, estava com uma piela tão grande tão grande, que em vez de nos dizer muito simplesmente que não se trata de vinho do Porto (você tinha razão) por isto e por aquilo - enumerando as características (CRITÉRIOS) que um vinho deve obedecer para ser considerado um Vintage - começa a enumerar tipos de vinho: do Porto; Málaga; Madeira; Xerez et cetera.

Isto são variantes do mesmo destilado, ou seja, tipologias e não características que provem por a + b que você tem razão. Na realidade uma resposta que não agrada nem a Gregos nem a Troianos, mas pelo menos continuamos a beber convencidos que ambos têm razão…

Sem critérios em que toda a gente se entenda, como diz José Luiz Sarmento e muito bem: ”Tudo depende, literal e exclusivamente, da vontade do freguês.

Carmo da Rosa disse...

O-Lidador disse: ”Bolas CdR, dizer que um gajo querer ter condições para fazer bons negócios, isto é, ganhar mais uns dinheiros para beber mais umas imperiais, é uma escatologia, tira o sentido à palavra.”

Você é que utilizou o conceito!

A mim ‘escatologia’ lembra-me sempre excrementos! E tão pouco quero que as pessoas caiam abaixo de escadas. Bem, se se tratar do Ahmadinejad, Assam Nasrallah, Tarik Ramadan, Qaradawi e o Kaddafi não me importava nada de lhes dar um empurrãozinho…

Quero escadas burguesas, largas, seguras, estáveis e com corrimão: estabilidade e harmonia social.

Carmo da Rosa disse...

O Rio disse: que o antigo presidente Jorge Sampaio teria considerado:

”que as medidas de austeridade permitem cumprir os objectivos a curto prazo, mas sublinha a importância da necessidade de criar um plano a longo prazo que reduza as desigualdades no país."

Concluindo com a pergunta retórica: ”E isto não é socialismo?”

Não, é bom senso, trata-se de um apelo inteligente para que os governantes tenham em conta “as desigualdades”, ou seja, a falta de harmonia social existente no país, que mais tarde ou mais cedo vai afectar a estabilidade.

Ainda não estamos ao nível do Norte de África, mas se as medidas de austeridade não forem para todos, não vão ser aceites por todos, e nesse caso não se espantem quando houver revoltas do mesmo tipo. E como os nossos governantes, tanto de direita como de esquerda, adoram desigualdades, creio, mas rezo para que assim não seja, que o antigo presidente está a pregar aos peixes…

RioD'oiro disse...

CdR,

”que as medidas de austeridade permitem cumprir os objectivos a curto prazo, mas sublinha a importância da necessidade de criar um plano a longo prazo que reduza as desigualdades no país."

Socialismo, caro CdR, puro socialismo.

A melhor coisa que o estado poderia fazer para que o país saísse do pântano seria desaparecer (gradualmente mas sem sornas) tanto quanto possível.

Nunca em local algum o estado criou riqueza. A riqueza é criada pela iniciativa e trabalho privados. A única coisa que o estado poderia, mas é incapaz de o fazer, seria desaparecer tanto quanto possível.

É exactamente por ter crescido desmesuradamente e ter estendido tentáculos gigantescos que o Portugal se encontra atascado. E a coisa aconteceu exactamente por planear desenvolvimentos e mais desenvolvimentos, planeamentos estatais e mais planeamentos estatais que, sistematicamente, deram em coisa nenhuma. Puro prejuízo. A falta de harmonia no país foi agravada pelo planeamento a todos-os-prazos parido pelas luminárias do planeamento estatal.

O país sempre foi fraco mas nunca como agora (pelo menos 50 anos) a coisa esteve tão preta.

RioD'oiro disse...

Encontro-me num local rodeado de eólicas e as pessoas perguntam-se porque pagam tão cara a electricidade se os 'moinhos' trabalham a vento. Dizem que não percebem como é possível que a electricidade seja mais cara quando o governo anuncia que se poupa em petróleo.

Quantos exemplos mais quer que lhe dê de excelente planeamento estatal ou parido à sombra dos tentáculos do planeamento estatal à sombra do bolso do contribuinte?

Cai agora defender que esta febre de planeamento estatal é coisa de liberais?

Sabe que se continua a falar de TGV? Nenhum privado acredita que aquilo possa ser rentável e os socialistas de serviço tem a lata de dizer que é por causa dos privados não assumirem o risco que o estado assume.

Para estes reais socialistas a realidade não interessa, apenas a fé na sua própria visão do mundo que passa pela estatização de tudo e mais alguma coisa sempre, inevitavelmente, à custa do esquelético contribuinte ... e dos "especuladores" a quem o estado pede dinheiro para torrar em planeamentos estatais que o contribuinte terá que pagar.

Go_dot disse...

A sua busca na Wikipédia – tipos de socialismo - foi debalde, porque não se trata de critérios mas apenas de tipologias…

Mas qual tipologia ò CdR, por favor. Do vinho fino ao carrascão é tudo vinho. e qualquer um serve para apanhar uma piela, a ressaca é que é diferente.

Quero escadas burguesas, largas, seguras, estáveis e com corrimão: estabilidade e harmonia social.

Tá bem CdR, estou muito curioso de quem vai tomar conta da empreitada.

O-Lidador disse...

"estabilidade e harmonia social."

E quer muito bem.
O problema é que parece identificar isto com "socialismo" e francamente não sei qual a razão.

Para alcançar esses desideratos, não é necessário Marx nem Lenine. Basta Adam Smith.

A harmonia e a estabilidade social não se alcançam com planos de engenharia social orquestrados pelo Estado.
Claro que os defensores do socialismo acham que sim, mas na verdade só se logra a tal harmonia e estabilidade quando existe um ambiente de liberdade, quando as pessoas sentem que podem prosseguir os seus interesses, quando o Estado, em vez de se meter onde não deve, faz apenas aquilo que deve:
1-Justiça, para arbitrar conflitos de interesses
2-Segurança, para que os indivíduos tenham a liberdade para agir
3-Uma rede onde os azarados podem cair sem se magoar
4-Externalidades várias, que a prática identifica.

O que daqui resulta, não é um Céu na Terra, mas sociedades burguesas que lá vão andando e vivendo menos mal.

Se isto é socialismo, então Adam Smith não escreveu a "Riqueza das Nações".

Carmo da Rosa disse...

Rio disse: ”Socialismo, caro CdR, puro socialismo.”

Note que Jorge Sampaio apenas quer REDUZIR as desigualdades, não quer estabelecer a igualdade. Mais uma vez, esta é a diferença que existe entre ele e o Mao Tse Tung. É pequena, mas é muito importante.

Rio disse: ”Nunca em local algum o estado criou riqueza.”

De acordo. Também não é a função do Estado, a função do Estado é apenas regular, facilitar e criar harmonia social. Sobre o resto também estamos de acordo.

Rio disse: ”Encontro-me num local rodeado de eólicas e as pessoas perguntam-se porque pagam tão cara a electricidade se os 'moinhos' trabalham a vento.”

Nesse momento você devia aproveitar imediatamente a oportunidade para lhes responder com outra pergunta: “Vocês votam em que partido?”

É o que eu faço quando estou em enormes bichas num aeroporto para o check-in e as pessoas ao lado começam muito justamente a refilar por causa das morosas medidas de segurança. Aproveito imediatamente para os aconselhar a escrever uma carta de agradecimento às autoridades islâmicas…

Carmo da Rosa disse...

Go_dot disse: ”Do vinho fino ao carrascão é tudo vinho.”

Pois é, mas também do MRPP ao CDS são tudo partidos. Ou, da Coreia do Norte ao Canada são tudo países. Mas a partir do momento em que se quer ir um pouco mais longe -- identificar, designar, catalogar – precisamos de critérios…

Carmo da Rosa disse...

O-Lidador disse: ”O problema é que parece identificar isto [estabilidade e harmonia social] com "socialismo" e francamente não sei qual a razão.”

De maneira nenhuma! Não conheço nenhum país socialista em que exista estabilidade e harmonia social. Nalguns existe alguma estabilidade mas, como de costume, à custa de muita repressão.

O-Lidador disse: ”… na verdade só se logra a tal harmonia e estabilidade quando existe um ambiente de liberdade, quando as pessoas sentem que podem prosseguir os seus interesses,”

Precisamente, quando as pessoas têm a sensação que não estão a ser gamadas descaradamente, quando têm alguma confiança no aparelho de estado. Quando acham que os impostos são bem utilizados.

O-Lidador disse: ”… quando o Estado, em vez de se meter onde não deve, faz apenas aquilo que deve:

1-Justiça, para arbitrar conflitos de interesses
2-Segurança, para que os indivíduos tenham a liberdade para agir
3-Uma rede onde os azarados podem cair sem se magoar
4-Externalidades várias, que a prática identifica.,”


Precisamente. Huf, custou, estava a ver que os laços familiares iam sofrer algum desaire ideológico…

RioD'oiro disse...

CdR,

"Note que Jorge Sampaio apenas quer REDUZIR as desigualdades,"

Como tenho notado que todas as anteriores medidas de redução das desigualdades acabaram no aumento da miséria.

'Liberals fought poverty and poverty won' - Reagan.

"Nesse momento você devia aproveitar imediatamente a oportunidade para lhes responder com outra pergunta: “Vocês votam em que partido?”

Tem toda a razão mas não chega. Não votar em Sócrates é fácil. Difícil, é perceber em quem votar.

Mas que a pergunta é pertinente, é.

RioD'oiro disse...

Caro CdR,

Repare nesta:

http://oinsurgente.org/2011/03/07/4-500-000/

Quem vota contra quem lhe "dá" de comer?

Go_dot disse...

Caro CdR, está visto que não chegaremos a qualquer conclusão. Parece estar encerrado nos seus parâmetros sobre a terminologia socialista. Ou eu evidentemente não consigo acompanhar o seu raciocínio. Este post faz-me lembrar aquela conversa sobre, se o nacional socialismo, o fascismo e o comunismo não seriam ramos da mesma arvore.

Mas a partir do momento em que se quer ir um pouco mais longe -- identificar, designar, catalogar – precisamos de critérios…

Claro, mas não me apercebi, que alguém tenha negado a necessidade de critérios.

Caro CdR, boa sorte com a empreitada.

Carmo da Rosa disse...

Rio disse: ”tenho notado que todas as anteriores medidas de redução das desigualdades acabaram no aumento da miséria.”

Está a falar de que país? É que eu sempre conheci Portugal como sendo um país com enormes desigualdades! Eles falam muito em medidas de redução, mas a implementação ainda nem sequer começou!!!

Tenha calma, não se assuste, também não é para breve que vai pagar 60% de imposto sobre a sua fortuna…

Carmo da Rosa disse...

Go_dot disse: ”Parece estar encerrado nos seus parâmetros sobre a terminologia socialista.”

Encerrado? EU SOU SOCIALISTA! Mas isto fica entre nós. É por isso que voto no verdadeiro Partido de Esquerda dos Trabalhadores Holandeses, o PVV…

Go_dot disse: ”não me apercebi, que alguém tenha negado a necessidade de critérios..”

Pior ainda, os meus critérios foram desprezados…

RioD'oiro disse...

CdR:

"Está a falar de que país? É que eu sempre conheci Portugal como sendo um país com enormes desigualdades! Eles falam muito em medidas de redução, mas a implementação ainda nem sequer começou!!!"

A implementação começa sempre ao anúncio de cada nova medida e exactamente para corrigir desigualdades, assimetrias e por razões de equidade e solidariedade.

Claro que qualquer dessas medidas apenas aumentou a miséria, portanto não surpreende que a "implementação" ainda nem tenha começado.

"Tenha calma, não se assuste, também não é para breve que vai pagar 60% de imposto sobre a sua fortuna… "

Isso faz lembrar o piramidal anúncio do aumento do "crescimento" de 0.0001% para 0.001%. Um aumento de 1000%.

Go_dot disse...

Encerrado? EU SOU SOCIALISTA!

Tssh..! Imperdoável que esse detalhe me tenha escapado.
Socialismo cientifico! Presumo.