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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Quanto mais estado ... mais chamuscado

No Jacaranjá, mais um plano quinquenal pr'o malaguenho e um batatal de bébés ao esgoto.
"Não faz qualquer sentido organizar processos de candidatura e colocação no plano nacional, desta maneira centralizada. Não há empresa ou instituição capaz de fazer isto bem feito e a tempo e horas. Mas o ministério e os sindicatos continuam a querer assim. Por razões fantasiosas, que incluem a isenção, a igualdade e a imparcialidade, mas que se resumem a uma só: o poder de um e de outros."

"A velha guarda dos técnicos de educação do ministério recuperou forças e dominou a mecânica. Regressou a burocracia dos pedagogos iluminados. Produziram-se milhares de páginas de regras, regulamentos, orientações, normas, despachos e instruções, numa sofreguidão doentia. O assombroso secretário de Estado Walter Lemos exibiu uma produtividade sem par. Estabeleceu-se um princípio moral detestável, o de que uma correcção é fraqueza e um erro repetido é força. Criou-se um sistema de avaliação impossível destinado, não a avaliar, mas a exibir autoridade. Reforçou-se o centralismo da política de educação. Contrataram-se militantes partidários para preencher a rede de dirigentes nacionais e regionais. Exerceu-se uma inadmissível influência política no processo de elaboração e de avaliação dos exames, a fim de conseguir impensáveis melhorias de notas que provocaram o riso do Atlântico aos Urais. Chegaram a obter-se aumentos de médias de exames, de um ano para o seguinte, da ordem dos 40 por cento!"

O espírito do porco: comentário de Joshua
Em quatro anos de este horrendo ME, tenho três anos de desemprego, de empobrecimento agudo, após doze anos ininterruptos de trabalho. Nestes quatro anos, leccionar tornou-se-me episódico e ainda mais temporário. Por três meses, num ano lectivo. Por um mês, noutro. Pai de duas filhas, quando mais necessitava, mais o Sistema me filtrou e puniu, rejeitando-me como se fora lixo humano.

Fui barrado basicamente por razões políticas. Fui filtrado e prejudicado pelo Sistema Centraleiro por me opor ao Espírito de Porco* vigente. Porque contestei aberta e desabridamente essa sanha persecutória demente. Porque lutei contra o derramamento infrene e insane de burocracia altamente penalizadora da eficácia sedimentadora da Educação para os apetrechos indeléveis do Saber. Porque senti e denunciei o ambiente moralmente desonesto na praxis e no discurso logo desde o início.

Agora, urge superar esta fase maligna. Autonomizar as escolas. Reencontrar a Alegria e a Liberdade na Escola, lugar hoje de conflitualidade, crispação oprimência.

Talvez seja hora de recordar factos graves. Responsabilizar politicamente os causadores de mortes prematuras. Docentes que morreram de puro desgosto e completo estresse com tamanha desmesura burocrática brutalóide e terreno permanentemente movente da mais cruel movência.

Um ME e um PM demagogicamente punitivos da docência clamam por Exemplar Punição.

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*Uma pessoa com 'espírito de porco' é uma pessoa cruel, ranzinza, que se especializa em complicar situações ou em causar constrangimentos. Mas de onde vem esta expressão?

A origem vem dá má fama do porco, embora injusta, sempre associada a falta de higiene, à sujeira e - inclusive - à impureza, ao pecado e ao demónio, conforme alusões feitas no texto bíblico do Antigo e do Novo Testamento. As informações são do livro O bode expiatório, do professor Ari Riboldi.

Segundo o professor, essa má fama foi reforçada no período da escravidão, quando nenhum dos escravos queria ter a tarefa de matar os porcos nas fazendas. Nessa época havia uma crença de que o espírito do porco ficava no corpo de quem o matava e o atormentava pelo resto de seus dias.

Então, diz-se que quem comete crueldades está tomado por esse 'espírito malévolo'.

Excerto do comentário de António Viriato no Sopas de Pedra:
Hoje, a atitude sobreprotectora dos pais, para com os filhos, faz com que os alunos quase exijam encontrar nos Professores os substitutos dos seus progenitores, bem como se sintam, por regra, pouco predispostos para aceitar naqueles a ausência de afectividade que, erradamente, tomam por hostilidade, contando invariavelmente com a cobertura familiar, no caso de uma qualquer, normal, admoestação recebida, no âmbito da aprendizagem de matérias ou de atitudes, nem sempre imediatamente compreendidas ou assimiladas.
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