Teste

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Richard Kemp


Declarações do Coronel Richard Kemp, ex-comandante britânico das tropas da NATO no Afeganistão, perante o Conselho Especial dos Direitos Humanos da ONU, durante a sessão especial de debate do Relatório Goldstone.
Via O Insurgente.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Das nobeis bufas

A administração da Publicações "Caminho" veio, por este meio, agradecer a publicidade gratuita que este blogue tem feito ao livro "Caim", do autor José Saramago, o que muito nos honra.

Pel' Administração.
J. Severino
Publicações Caminho
Ora bem, não há a certeza do comentário ser, de facto, oriundo da Caminho. Há portanto que manter aberta a eventualidade dos responsáveis da Caminho terem vergonha na cara, se não por eles, pelo autor que publicam.

De qualquer forma, pode fazer-se um exercício de faz-de-conta. Suponhamos que a editora se chamava Lamaçal e que tinha deixado aqui, verificável, um comentário de equivalente conteúdo … e atão cá vai.

...

Caros Lamaçais.

Das duas, uma: ou os amigos não têm o mínimo pudor em considerar uma mais valia a “publicidade” à obra no exacto momento em que o vosso fornecedor faz figuras tristes, ou a Lamaçal lambe as botas à ideia pela qual o iluminado, debitando ladainhas de beata em moralidades avulsas, maximiza as facturações.


No primeiro caso, a Lamaçal fica enquadrada em proxeneta, no segundo, fica de cu para o ar.

Pela parte que me toca não fico nada aborrecido por saber que as cachaporras que distribuo permitam que a Lamaçal e respectivo fornecedor enfardem notas. Tal deixa-me ainda mais liberto para fazer notar a figura apalermada de ambos.

Há quem goze dos rendimentos do cu alheio, há quem goze dos rendimentos do próprio cu. É também possível, evidentemente, que haja por aí um kama sutra em redistribuição de riqueza.

O elogio de Astérix



Neste post, respondi o seguinte a um comentário da ml:

"Não falo de gosto, falo de falta de inteligência, de ignorância, de arrogância e, sobretudo, de má-fé. Qualquer estudante de teologia (não é o meu caso) se ri das reflexões de Saramago. Falar de Caim daquela maneira, é o mesmo que ignorar que o mito tem origem nas lutas que se originaram no Médio Oriente aquando do aparecimento de práticas agrícolas, entre os pastores, nómadas, e os agricultores, sedentários, que negavam a terra aos rebanhos e começavam a revelar um espírito menos comunitário - daí Caim ser aquele que não oferece as melhores oferendas a Deus. Desde antes do final do século XIX que isto é ensinado aos teólogos e nas universidades cristãs em cursos de outras áreas.Saramago não se interessa por essas coisas. Argumenta ao nível mais primário, para manter uma clientela feita de primarismo. Se fosse um tipo inteligente, até poderia utilizar o mito para justificar a ideologia que diz assumir. Se estivesse preocupado com a verdade, ajudaria a divulgá-la através da literatura, mesmo que para depois poder contestar o que achasse contestável em termos de uma perspectiva ateia. (...) Quanto à instituição Igreja Católica e ao judaísmo também não é honesto. Segue a vulgata da cartilha do materialismo dialéctico e a tradição parola de Guerra Junqueiro, de grande agrado jacobino e do Zé da Tasca, irmão do Zé Povinho, sem questionar o rigor do que nela se diz. Para quem exigia subsídios públicos para fazer as necessárias investigações quando se escreve um romance histórico e criticava os poderes instituídos por não perceberem essa necessidade, não está mal...! (...)". Esqueci-me de referir que esta leitura do mito até já tinha sido feita por Kant, ainda no século XVIII. Não constitui, portanto, algo de que se tenha consciência recente.
Tive a pachorra de ouvir Saramago no encontro com os jornalistas que começou cerca de duas horas e meia atrás e cuja primeira parte foi transmitida pela SICNotícias. O homem mostrou-se surpreendido pelo impacto que as suas palavras causaram, afinal limitara-se a dizer o que toda a gente sabe e deplorou a nossa (dos portugueses) incapacidade para sermos racionais, agindo sempre pulsionalmente. Nunca pensou em chocar ninguém, a sua intenção é causar polémica, porque dela nasce a luz.
Quanto às interpretações a fazer do texto bíblico, não lhe interessam, apesar de saber, como todo o escritor, que a qualquer texto se associa a interpretação que do mesmo se faça. No caso, da Bíblia só lhe interessa a interpretação literária do que lá está escrito. Em relação a Caim e a Abel, não percebe porque é que Deus há-de dar preferência às oferendas do pastor Abel e não às espigas que Caim lhe leva. Para Deus, o fumo que lhe leva o cheiro da gordura queimada é muito mais agradável do que a oferenda do agricultor. É claro que Caim fica cheio de ciúmes e, muito embora, lá por isso, escusasse de matar o irmão, fá-lo. Iavé deveria, por sua vez, matar Caim, mas, em vez disso, condena-o a errar para o resto da vida, com o sinal infamante de assassino na testa. Porque é que Deus o condenou a tal e não optou por lhe dar cabo do canastro logo ali, é algo que não revelou a Saramago e que este não consegue descortinar.
Saramago estará, provavelmente, desejoso de fazer companhia a Sócrates, que, ao que disse Platão, andará a fazer perguntas a toda a gente pela eternidade fora, procurando a Verdade. Já não lhe faltará muito para isso, se tivermos em conta essa abstracção a que se costuma chamar "a ordem natural das coisas". Se acreditar no que o ouvi dizer hoje, vê-lo-emos todos, daqui a um tempo, a interrogar não apenas a Bíblia e o profetas, mas também Shakespeare ou Alexandre Dumas ou Mary Shelley. E Deus, é claro. Se calhar, quem sabe, sobre o que há-de Deus fazer com alguém que decidiu fazer um romance com a personagem literária de Saramago, à qual atribuiu, para exemplo menos edificante da humanidade, acções que seleccionou cuidadosamente das que efectivamente foram praticadas pelo Saramago histórico, dando-lhe um sentido totalmente diferente. Embora, como atenuante, esse alguém tenha a defesa da liberdade de criação e da sempiterna glória das palavras transformadas em literatura.
Isto, evidentemente, se não o castigarem, mandando-o para aqui de novo. Para ver se aprende mais alguma coisa do que o ser um mero farsante, rancoroso e voluntariamente analfabeto, que, por acaso, sabe escrever.
Pela minha parte, entretanto, vou deliciar-me com o novo Astérix que saiu hoje. A sua memória e o seu proveito durarão, seguramente, muito mais do que os livros de Saramago.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

E que Deus te acompanhe


ML:

"mas sim a pessoa em si"

Que Deus Nosso Senhor acompanhe e proteja José Saramago por muitos e bons anos.

Por muitos e bons anos, não pela respeitável idade, que os imortais não têm idade, mas pela eventualidade de ele se esquecer, pelo próximo livro, de cascar abundantemente na Bíblia, no Pápa , na Igreja Católica, em Sousa Lara e "nessa gente" que por aí ainda anda.

Que Deus Nosso Senhor o acompanhe e proteja porque se Abel lhe atazanar a memória, bem pode ser tal coisa entendida pelos seus irmãos Hamas & Ca ... cedência aos interesses de Israel. Coisa que como ele muito bem sabe, é passível de fatwa mesmo para imortais.

José Saramago, kamarada, o teu* próximo livro deverá chamar-se: Cânones Satânicos.

....

* Perdoa-me a libertinagem.

Sousa Lara vingado por Saramago

Quando um desenhador publica cartoons a gozar com Maomé cai o Carmo e a Trindade, como quem diz pancadaria e fatwa. Perante as ameaças de sumárias execuções a malta defende o direito à publicação dos cartoons e a esquerdalhada chateia-se porque os propensos assassinos se melindram.

Saramago, eminente amante e praticante do defunto social-fascismo, amante do vivinho islamo-fascismo e, sabe-se lá porque não do nazi-fascismo, ataca a Bíblia e a esquerdalhada chateia-se porque a malta resmunga.

Faz todo o sentido que as coisas assim sejam. Os fascismos arrogam-se sempre ao direito de estabelecer, pela navalha, os limites da opinião alheia e a esquerdalhada é avessa a escalas.

Ao pé de Saramago, Sousa Lara foi o Pato Donald.

Leituras complementares sobre o último escarro de Saramago

Furacões de cretinos


Apesar de há anos a esta parte da verdalhada ter berrado como "absolutamente garantido" o aumento exponencial da quantidade e intensidade dos furacões, tal não se verificou.

Todos os anos se tem aturado a ladainha pela qual "cientistas garantem que daqui para a frente vai ser sempre muito, mas muito pior" e todos os anos a simbiose entre a verdalhada estúpido-militante e a comunicação social se têm entregue ao carpir da ladainha contra o CO2, as petrolíferas, as indústrias, a sociedade de consumo, o capitalismo e, evidentemente Bussssh.

A teoria deles estaria certa não fosse dar-se o ligeiro inconveniente de não estar de acordo com a realidade: o número e a intensidade dos furacões tem vindo paulatinamente a diminuir.

Dos faroleiros de meia-tijela

Foi interessante ouvir ontem Fernando Nobre no Prós & Contras.

Fernando Nobre mostrou-se decepcionado por se ter perdido a oportunidade de refundar os mecanismos de interacção económicos num tom em que se percebe que ele dá de barato que ainda não foi desta que o capitalismo se desfez.

Pois não foi desta que o capitalismo se desfez, muito embora tenha sofrido ataques de formidáveis cavalos de Tróia que pretendiam, como continuam a pretender, implementar, por vias legais, mecanismos de interacção socialistas, os tais que começaram a derrocar quando um conclave nomeou um polaco.

Voltando a Saramago, compreende-se que o homem ande com as tripas às voltas porque coube exactamente a um habitante do radioso mundo dos amanhãs que cantam, de Bíblia debaixo do braço, a missão de dar o encontrão final ao mundo que Saramago com unhas e dentes defendia e tinha tão zelosamente exercitado em Portugal, saneando quem não pensava como ele.

Coisas que as "democracias burguesas" vão aturando, inversamente ao que aconteceria caso as posições se invertessem.

Como dizia ontem Esther Muznick, nem mesmo assim os livros de Saramago vão deixar de ser lidos em Israel.

A Greenpeace e o Padre Nosso

Aposto que a Greenpeace tem em Saramago um consultor em assuntos de religião.




Via Mitos Climáticos.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Um mui digno representante


"Portugal é um país de analfabetos, alguns dos quais sabem ler", disse um dia Vergílio Ferreira.
Saramago sabe, também, escrever. Daí que seja confundido, muitas vezes, com um intelectual.

O sacristão Saramago





Começo a perder a pachorra para aturar Saramago, armado em sacristão, debitando postas de pescada sobre as Bíblia.

Ninguém lhe diz que está a fazer figura de ... ?

Representante da direita ultramontana

Louçã, o líder que nunca envelhece, deu estrutura política ao sonho de uma geração nascida no pós 25 de Abril que gostaria de viver o folclore de um PREC sem ter de pagar no seu conforto e garantismos as consequências disso.
Aqui.

sábado, 17 de outubro de 2009

Do segundo maior embuste da história

Já dura há vários anos (sozinho neste outro blog e aqui, no Fiel Inimigo, por colegas e por mim), a denúncia, da completa trafulhice em que consiste o inventado aquecimento global pelo CO2 e a respectiva "luta".

O vídeo que se segue, de cerca de hora e meia, é excelente para se perceber a parte de leão da mentira e ao que se prestam e a quanto se rebaixam os seus autores.

Há, no entanto, que acompanhar o seu visionamento da respectiva colecção de slides.

Aconselho os leitores a abrirem duas janelas de Firefox, de Internet Explorer ou, quem tiver computadores decentes, a abrirem duas janelas dos browsers para eles adequados.

Numa das janelas devem abrir a citada colecção de slides, na outra devem manter o Fiel Inimigo possibilitando o acompanhamento simultâneo do vídeo e dos slides.

Os leitores terão que fazer avançar os slides manualmente, por vezes mais rapidamente outras mais lentamente. Não havendo forma de o fazer automaticamente, os leitores terão que encontrar os slides correspondentes ao discurso. Evidentemente que os slides estão ordenados.

...

Senhoras e senhores, directamente da Universidade de Bethel,
Lord Christopher Monckton




Visionamento complementar: The Great Global Warming Swindle.
Uma boa colecção de desgraças anunciadas até Março de 2007.

Portadores de gaita: abstei-vos de sacudir




A malta da All Nippon Airways foi acometida de um bafejo de zenital transcendência: convidar os passageiros a 'visitar' a casa de banho antes de embarcar para reduzir o respectivo peso e, pela poupança de combustível, evitar emitir o correspondente CO2.

É onde chega o nível de imbecilidade da "luta contra o CO2".

Mas vêm tarde as luminárias. Eu já tinha proposta uma medida bem mais importante.

100.000

O Fiel-Inimigo ultrapassou hoje os 100.000 leitores. Pelas minhas contas a fasquia terá sido ultrapassada mais provavelmente por um leitor da Holanda, podendo ainda ter sido um do Brasil ou Estados Unidos.

A Mafia Lusitana



Comecemos pelos tremoços.

"Compostos orgânicos de síntese" deve ser coisa resultante da re-engenharia de 'compostos orgânicos sintéticos'. Tresanda a pós-modernismo.

Os jornalistas usam, em demasia, ... podem, podem, podem ...

...

A coisa propriamente dita tresanda a corrupção generalizada.

Se em termos de justiça alguma coisa vier a acontecer, para além dos motoristas alguém virá a ser preso?

[via EcoTretas]

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O Humor da Maitê Proença Visto pelo Humor Algarvio

Depois do provincianismo a tamanquice desmedida que marcaram a nacional indignação contra um vídeo gravado em Portugal pela Maité Proença, aqui fica uma conversa ouvida ontem, ao vivo e a cores, numa mesa ao lado:

-Então a Maitê diz que os portugueses somos estúpidos porque pomos os números às avessas nas portas…

- Deviam ter dito à moça que quem pôs aquilo ao contrário na porta estava com uma grande barcada e ainda não a curou para compor o estrago. Então é que ela ria mais.

- Eu às vezes quando vou chegando a casa até a porta vejo às avessas, quanto mais o número; ai mãe que não me dou direito. (risos)

- Olha lá, olha lá, a moça estava rindo do número na porta estar às avessas. Então quando ela souber quantos votos a gente deu ao Sócrates e depois do que ele fez a moça vai começar chorando.. (mais risos)

- E depois ainda se ofendem com a moça porque ela disse que os portugueses são estúpidos… Então, queriam que ela dissesse o quê? (menos risos)
Alguns já perceberam que esta conversa foi “recolhida” no Algarve, onde as gentes quase nunca perdem o sentido de humor, são capazes da mais fina ironia e desconfiam de interpretações rebuscadas.


Em seguida, um extra sobre o humor e ironia dos melhores portugueses, os algarvios, também "recolhido" ao vivo e a cores, noutro local:
- Moço, eu estendo assim a mão [um gesto com a mão] a Deus e Deus não me dá nada…
- Pois, então e eu não lhe peço nada e Ele a mim dá dores de cabeça.
- Oh home, então tu não pedes nada e Ele dá-te dores de cabeça …?!
- Então, pois dá. O melhor é continuares pedir-Lhe; mesmo que Ele não te dê nada pelo menos não tens dores de cabeça.

A questão nuclear iraniana: a visão de um liberal

«It sounds like the same old stuff that we heard prior to the iraqui war»

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Um homossexual com eles no sítio


A ler a entrevista a Álvaro Pombo, um escritor septuagenário homossexual assumido, na Ípsilon.

«Atravessamos um momento tonto e fútil. Pior: nalguns casos o orgulho da afirmação faz-se pela agressividade e pela vitimização artificial de cada homossexual. [...] Está-se a viver um momento muito esquerdista militante, muito barulhento e a reflexão que proponho acham-na desmobilizadora. Não se pode fazer uma apologia absoluta da homossexualidade, nem de quase nada na vida. [...] Entendamo-nos: a homossexualidade é um assunto de minorias. Somos uma anomalia estatística e não há forma de dar a volta a esta realidade. E é uma minoria com problemas específicos. [...] Acrescente-se ainda o facto de que quando dois homossexuais decidem viver juntos o que prevalece ao longo do tempo é um projecto de companheirismo mútuo e onde as questões eróticas, sexuais muitas vezes não conseguem ser formatadas e a fidelidade assegurada. Neste sentido o casamento homossexual pode ser algo contra-natura. [...] Eu sou um homem de esquerda, crente e que sempre votei à esquerda. O problema é que em Espanha actualmente tudo tem que ter rótulos, etiquetas e estar arrumado em certezas e dogmas. Esquecem-se que sempre fui um defensor dos direitos cívicos da minoria a que pertenço. Mas não embarco em folclores.»

Definitivamente, a ler na íntegra.

Teaching moments

Hillary Clinton foi a Moscovo ouvir o já habitual "nyet", à hipótese de a Rússia apoiar fortes e rápidas sanções contra o Irão, se a presente ronda de negociações não der em nada.

A Administração americana, animada das boas intenções que caracterizam os ingénuos e idealistas, acreditou que bastava fazer "reset", arvorar sorrisos e prodigalizar cedências, para que os seus inimigos figadais desatassem aos beijos.
Este tipo de gente nunca aprende, e tende sempre a acreditar que o facto de os outros não gostarem deles, é culpa do comportamento próprio, ou seja, os titulares da actual administração meteram na cabeça que o anti-americanismo é culpa da América, do Bush, enfim.

É o complexo de culpa à escala internacional, esta ideia peregrina e perigosa de que os outros não têm vontade própria e que apenas reagem a nós, pelo que se formos bons rapazes, se não lhe causarmos desagrado, então eles serão nossos amigos, seremos felizes e teremos muitos fllhos.
A velha, mas sempre repetida palermice do apaziguamento.

Obama cedeu em toda a linha face à pressão russa, no caso do sistema anti-míssil. Não hesitou em perder a confiança e a amizade dos amigos, para satisfazer um inimigo.
Meteu na cabeça que bastava fazer isso, para que os russos se apaixonassem e se apressassem a retribuir o gesto.

Acaba de viver mais um "teaching moment", ao ouvir o "nyet" russo.

Irá acontecer o mesmo com os problemas no Afeganistão, no Médio Oriente, na América Latina, etc, até perceber aquilo que já se sabe há muito: a cedência , a traição aos amigos, a cobardia perante os inimigos, nunca amolecem aqueles que se nos opõem.
Pelo contrário, tornam-nos ainda mais exigentes, pela certeza de terem pela frente gente fraca e naive.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Senhor do Mundo

Há 100 anos Robert Benson escreveu um livro que necessita urgentemente de ser lido e relido: O Senhor do Mundo

A personagem central de "O Senhor do Mundo" é um senador americano, de seu nome Felsenburgh, dotado de extraordinários dotes oratórios, um messias que sobe na adoração das massas cretinizadas, pelas promessas de paz mundial.

Felsenburgh anuncia a fraternidade universal e as massas rendem-se. Muitos choram de comoção, os rostos viram-se em adoração para o senador, como se na sua figura se concentrassem as esperanças do mundo.

Benson compara a adoração por Felsenburgh com a adoração a Jesus.

Um Messias, portanto!

Mas melhor, porque enquanto Jesus veio trazer a espada, Felsenburgh vem trazer a paz, enquanto Jesus é uma entidade que não aparece, Felsenburgh aparece aos olhos da multidão imbecilizada como um Deus real, um Salvador do Mundo de carne e osso, mas simultaneamente divino, a quem se atribuem prodígios.

O frenesim adorador das massas leva rapidamente à entronização de Felsenburgh como Senhor do Mundo.

E o Senhor do Mundo age.

No 1º ano decreta a paz..

No 2º ano decreta o fim da crise económica.

No 3º ano decreta inovações tecnológicas que colocam a Natureza ao serviço do homem.

No 4º ano soluciona o "problema religioso", decretando o fim de uma certa religião grotesca (cristianismo) que não aceita a sua divinização. Os seguidores desta religião obsoleta são pintados como perigosos delinquentes, pelo que o seu extermínio é vista como um bem público pela massa idiotizada, que o apoia com orgiástico entusiasmo.

Parece um "dejá vu", não parece?

E é.

Obama acaba justamente de ser entronizado como "Príncipe da Paz" por um grupo de idiotas e foi eleito para a Presidência dos EUA, apenas pela oratória esférica.

As suas características e as reacções imbecilizadas das massas são arrepiantemente iguais às descritas por Benson, há 100 anos.

Não falta sequer a caracterização que Benson faz da sua distopia, como um mundo "socialista" e "humanista".

Como acaba o livro?

Não digo...está disponível...leiam!

domingo, 11 de outubro de 2009

Foi um excelente dia

Nos municípios a que estou ligado as autárquicas correram bem.

Em Oeiras ganhou Isaltino deixando pendurado Marcos Perestrello, um dos meus alvos preferidos.

Em Sintra ganhou Fernando Seara deixando a peixeira Ana Gomes a metade dos votos. A beldade viu voar a possibilidade de vasculhar o concelho em busca de acorrentados e bases da CIA.

Não estando ligado a Felgueiras, fico contente porque apesar da Fatinha ter perdido as eleições cedeu a presidência ao PSD, deixando furibundo o PS.

Em Lisboa, fLopes foi corrido.

No Porto, Rui Riiio aguentou-se nas calmas.

Em Tomar, terra de meus pais, ainda não sei. Alguém sabe? Actualização: Ganhou o PSD.

Arthur Schnitzler (1862-1931)

Schnitzler, em 1878, aos 16 anos
«Nos combates da vida pública, tal como acontece na vida quotidiana, o poder está sempre do lado dos medíocres: medíocres de espírito por um lado, mediocres do coração por outro; porque aquele que leva a sério as coisas e os homens é sempre o mais fraco».

Nobel da Paz

Espero sinceramente que Obama não mereça o Prémio Nobel da Paz, que um grupo de parlamentares esquerdistas noruegueses lhe ofereceu.

O ridículo mata, e mata de várias formas...provavelmente acabará também por matar o prestígio do próprio Prémio, numa altura em que a oposição norueguesa já pede a cabeça do idiota útil que preside ao Comité.

Obama foi premiado pelas mesmas razões que levaram à sua eleição: uma retórica redonda, por vezes naive, prenhe dos lugares comuns típicos do linguarejar politicamente correcto. Um cocktail de palavreado desejante, que está para a oratória como a música pimba está para a música, e que tem a fantástica característica de hipnotizar as mentes débeis , dadas ao culto do sagrado e da personalidade milagrosa.

Como toda a gente reconhece, Obama nada fez...limitou-se a dizer que tinha intenção de fazer coisas "progressistas" e pias obras. Falou da paz com a mesma candura com que uma candidata a Miss, declama o protocolar anseio pela "paz mundial".
Atribuir-lhe um prémio por tão primários floreados, é exactamente como atribuir o Nobel da Medicina a um investigador que se proponha descobrir a cura para o cancro, ou o Nobel da Física a um físico que publicite como objectivo, a descoberta da Teoria da Grande Unificação.

Os esquerdistas pacóvios que atribuiram este prémio, são exactamente os mesmos que atribuíram o mesmo prémio ao inefável Al Gore e ao inacreditável Dhimmy Carter.
E se existissem na altura, teriam certamente atribuido o prémio a Chamberlain, também um comovido "amante da paz" , e que, por isso mesmo, conduziu directamente à mais destruidora guerra de sempre.

É por isso que espero que Obama não mereça este prémio. Se o vier a merecer, terá feito tantas asneiras como os cromos que acabo de referir.

Buraco Obama



"A Boy Named Sue"

Do convencimento auto-sustentado

"This behavior is quite perplexing. And while we are not sure what processes are behind it, we do know one thing for certain—the slow growth of methane concentrations is an extremely cold bucket of water dumped on the overheated claims that global warming is leading to a thawing of the Arctic permafrost and the release of untold mega-quantities of methane (which, of course, will lead to more warming, more thawing, more methane, etc., and, of course, to runaway catastrophe).

Here is how NOAA methane-guru Ed Dlugokencky and colleagues put it in their publication last week describing recent methane behavior:
We emphasize that, although changing climate has the potential to dramatically increase CH4 emissions from huge stores of carbon in permafrost and from Arctic hydrates, our observations are not consistent with sustained changes there yet.
The factual portion of their conclusion remains the same, with or without the inclusion of the final word (but it sure was nice of them to throw it in there as a bone to climate catastrophists the world over)."

[Aqui]

sábado, 10 de outubro de 2009

Detido cientista do CERN

Do "serviço público"

As [observações] do Instituto de Meteorologia são uma escandalosa aberração sob múltiplos aspectos. Por um lado, a obtenção daqueles valores, que é uma das suas responsabilidades legais, é financiada pelos nossos impostos e a contrapartida que dão aos que os pagam é exigir um pagamento adicional para ter acesso a eles quando se dignam responder ao pedido. De certo modo é o mesmo que pagar aos professores para ensinar e estes exigirem um pagamento adicional para revelarem as notas que deram aos alunos.

Para além desta aberração, não existe qualquer tipo de controlo externo que assegure a qualidade das medidas feitas. O mais significativo é que não só se furtam a qualquer tipo de validação externa aos dados e ao modo como estatisticamente os tratam, como ainda lhes cabe informar o mundo das alterações climáticas observadas em Portugal. Que confiança merecem? Para as simulações do comportamento térmico dos edifícios é necessário conhecer a variação horária das variáveis meteorológicas que o IM “naturalmente” não disponibiliza de modo a facilitar a utilização.
[Aqui]

Ainda:
Vale a pena também frisar que nos EUA tudo que é pago por dinheiros públicos é público e portanto gratuito, nomeadamente para os portugueses.
...
[...]temos vindo a proceder à reconstrução e validação das variáveis climáticas dos últimos anos de que já dei o exemplo da onda de calor de 2003. Poderíamos fazê-lo para os últimos 50 anos, pois temos os dados base. Mas é um trabalho moroso e dispendioso, que não prossegue ao ritmo que desejaríamos porque não só não dispõe de nenhum apoio financeiro oficial, generosamente dispensado aos apologistas do aquecimento global, como ainda suscita a animosidade dos muitos interesses instalados responsáveis pela situação em que nos encontramos.
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Dos sistemas auto-alimentados

O Prémio Nobel da Paz, Al Gore, tem esta perspectiva da realidade:
O senador Al Gore, que formou, juntamente com um ex vice-presidente da Goldman Sachs uma empresa com sede em Londres e escritórios em Washington e é considerado nos mercados financeiros um market maker (um fazedor de mercado) nos seus discursos para a alta finança, costuma sublinhar que “se nós mudarmos a percepção da realidade, nós mudamos a realidade”.
Baseados nesta forma de encarar o mundo e com o beneplácito da quase totalidade da classe de políticos, os idiotas do eco-terrorismo ambiental encharcam tudo e todos com propaganda extremista equivalente à propaganda do Hamas, mentindo discarada e sistematicamente, e invocando a ciência e os cientistas: com o fechar de olhos de muitos e a colaboração de outros:







[Segunda parte da entrevista concedida pelo Prof. Delgado Domingos à revista Climatização, de Setembro/Outubro de 2009, e conduzida por Rita Ascenso.]

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Depois Disto Até a Odete Pode Ganhar um Nobel

Barack Obama recebe o Prémio Nobel da Paz sem nunca ter feito nada por ela e depois de ter sido o primeiro presidente dos EUA a não receber o Dalai Lama.

A camarada Odete já veio dizer: “Se o gajo pode ser prémio Nobel da Paz eu também posso ser Prémio Nobel de qualquer coisa, porra!”. E é assim mesmo.

Um Nobel da Ciência para a Odete, sff. Já!





Buraco Obama

[Rapidinha]

Se Obama tiver dois dedos de testa não dominada pelo auto-convencimento veni, vidi, vici, recusará o prémio Nobel que lhe foi atribuído.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O General e o Presidente.

De um lado um general de Forças Especiais, escolhido a dedo pela sua competência profissional, provada em vários campos de batalha em vários continentes.

Do outro um activista comunitário com boa pose oratória, eleito Presidente pela boa leitura de discursos e pelo toque rectal nos complexos de culpa que, ao longo dos anos, a mentalidade esquerdista foi instilando na população norte-americana.

O general quer para ganhar uma guerra, o outro quer evitar polémicas políticas que desagradem à sua mais radical base de apoio.


O general Stanley McChrystal pede os meios para cumprir a missão que lhe incumbiram, o Presidente Obama irrita-se por o general lhe pedir esses meios.


O mesmo Obama que, na retórica naive que o caracteriza, garantia, na campanha eleitoral, que ouviria os comandantes no terreno.

Bem, McChrystal é o comandante no terreno, no Afeganistão, anda há meses a exigir os meios, e tanto quanto se sabe, Obama só o ouviu na semana passada.

Até ao momento, sem resultados.
McChrystal está numa situação impossível, que é a de todos os chefes militares a quem alguém encarrega de fazer uma boa omelete, sem que se lhes forneça um único ovo.
Em Goa, Damão, Dio, Dadrá e Nagar Aveli, o General Vassalo e Silva, viu-se em idênticas circunstâncias... sem meios para cumprir a missão, e sem ordem para a largar.
O que se passa com Obama é claro como a água.
Tem de sair do mundo imaginário em que vive, e no qual se podem sempre fazer opções fáceis entre o feio e o bonito, o mau e o bom, o branco e o preto.
No mundo real, que é o da política, algumas decisões não são tão fáceis de tomar.
É por isso que, enquanto soldados morrem em batalhas, ele hesita entre tomar a decisão "bushista" de fazer um "surge" no Afeganistão, que de resto condenou veementemente no caso do Iraque , perdendo desse modo o apoio da base esquerdista/derrotista, que o levou ao colo, ou recusar a estratégia de McCrhystal, ganhando aplausos imediatos dos patetas alegres, mas assumindo a curto prazo uma retirada que será vista como uma derrota militar, com consequências devastadoras para a imagem do poder americano e para a existência da NATO.
Já para não falar do dramático aumento da força da jihad global, tornada um poder imbatível aos olhos de milhões de muçulmanos.


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Big Brother?

Só para dar conta à navegação que a Google (Blogger) está a revelar os endereços de e-mail de quem remete comentários, coisa que me parece inqualificável.

Agarrados aos comentários que recebo estão a aparecer os endereços e-mail dos remetentes, coisa que nunca tinha visto anteriormente.

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Actualização:

Após alguma investigação julgo ter percebido porque começaram a aparecer os endereços de e-mail nos comentários.
Clicar para ver melhor

Nas contas do Blogger, há um 'quadradinho' que, se marcado, faz com que apareça o endereço nos comentários.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Dos desígnios da verdelhada

Devia estar esta tarde de serviço à vindima, coisa que já não fazia há uns 40 anos. Começou a chover e fui corrido mesmo antes de pegar o alicate. Também quando era canalha o meu avô correu comigo. Parece que comia o que apanhava.

Tendo prometido a Eurico Moura escrever algo em favor (digo eu) do conservacionsimo, cá vai.

Não vivi, enquanto canalha, onde me encontro, no Minho. Aliás, ‘canalha’ é coisa do norte, não é do centro, zona de onde parte da minha família é oriunda. Mas era justamente no centro que eu assistia à difícil tomada de decisão sobre quanto drenar um terreno de cultura.

No norte, onde me encontro, toda a água parece ser bem aproveitada escorrendo de vizinho para vizinho até a última gota ser aproveitada. Tanques e charcos tomam conta da água não vá ela escorrer precocemente rumo à barragem mais próxima.

Nas terras da zona onde cresci a coisa era um bocado mais complicada porque não havia declive capaz de permitir o que o Minho permite. Quando dos retoques finais à sementeira havia que decidir sobre a quantidade de drenagem a aplicar ao terreno abrindo mais ou menos regos.

Se chovesse em demasia e houvesse pouca drenagem o terreno ficava de tal forma empapado que as culturas morriam por excesso de água. Se houvesse muita drenagem e chovesse pouco, as culturas morriam de sede.

O tempo passou e o malvado capitalismo permitiu que as bombas de rega (em furos, poços, etc) ficassem a baixo custo. Já então havia bombas a motor de combustão interna funcionando a petróleo (arranque a gasolina até que o motor ficasse quente) mas poucos as podiam comprar. A maioria dos agricultores nem poços tinham nos terrenos. Aliás, a corrente eléctrica era coisa rara.

A vida é o que é e vi-me afastado desse ambiente por bastantes anos tendo voltado a ele, a curta distância, um batatal de anos mais tarde. Voltado, encaro um panorama pouco agradável (pelo menos para mim). O agricultor tinha passado a borrifar-se completamente no facto de regar com água proveniente da chuva (directa ou indirectamente), tinha passado a drenar tanto quanto possível e tinha passado a utilizar indiscriminadamente as bombas de furo (bombas que recolhem água do solo a mais de 50 metros de profundidade, por vezes a mais de 150) para regar sempre que necessário.

Passou, portanto, a partir-se do princípio que todos os anos, sistematicamente ocorreria um dilúvio e a drenar-se tanto quanto possível.

Ribeiro Teles bem chamava a atenção que as barragens estavam a encher demasiado depressa e que tinham sido criadas condições nos terrenos que permitiam ‘despachar’ a alta velocidade a água das chuvas para as albufeiras.

Entretanto, resmungando por aqui e por ali, alguns agricultores queixavam-se dos vizinhos que teriam furos muito potentes. Mas nunca se interrogavam de onde viria a água que saia das bocas das bombas.

Eu tentava, com jeitinho, chamar a atenção que a falta de água mais que evidente em poços e evidente nos furos mais curtos se devia eventualmente (tentando minorar o efeito do que se seguia) ao ‘deitar fora’ da água das chuvas. Mas não só a hipótese não era claramente bem recebida como barrava, de imediato com dois disparates bem sedimentados: “a água que os furos tiram é proveniente de nascentes, nada tem a ver com a chuva” ou, “a culpa da falta de água tem a ver com os gajos que andam a mexer no tempo”.

Como será possível que em pleno século XX (na altura), com TV por todos os cantos, Internet na maioria das casas, com estudantes na escola, que se diga que há “nascentes de água” e que estas “nada têm a ver com a chuva”? Como é possível não se saber que só há água doce porque há chuva?

Bem, parece-me que a verdelhada tem responsabilidade no assunto porque os culpados de serviço estão mesmo à mão: “os gajos que andam a mexer no tempo”, eufemismo para “os culpados pelo aquecimento global”. Que outro papão anda à solta?

A Quercus e outros espantalhos bem querem que sejam instalados contadores em tudo quanto é poço e furo. Houve, aliás, recentemente, uma tentativa legislativa nesse sentido, abençoada pela verdelhada, cujo texto legal foi reinterpretado pela ‘figura’ do Ministro do Ambiente para acalmar o clamor (demonstrar falta de tomates).

Do idiota-útil norte-americano

"Quem pretende ser maior do que é age como Lula. Quem pretende o contrário faz como Obama. Esse cara é ruim pra chuchu."

Via O Insurgente.

domingo, 4 de outubro de 2009

"Little People! It's Simple. Do What You're Told"


Se Hitler fosse vivo teria hoje duas coisas a dizer sobre o “Sim” irlandês ao Tratado de Lisboa:
- reconhecia que a democracia alemã tinha conseguido “a bem”, embora à segunda, aquilo que a ditadura alemã não tinha conseguiu "a mal" e am ambos os casos com o dinheiro dos alemães, isto é, estar prestes a transformar em satélites os pequenos Estados europeus edificando assim uma “Grande Europa" sob a égide alemã;
- que, ainda assim, ele tinha alcançado um melhor resultado “a bem” aquando do Anschluss, isto é, mais de 99% a favor da União no referendo austríaco.


Contra a cultura de pelotão, ou o 'gosto de ser ovelha no rebanho', resta aos que se opõem aos diretórios de esclarecidos o apelo à resistência de Vaclav Klaus ou a pedrada no charco que poderá vir a ser o substituto eleito de Gordon Brown. Atente-se que Brown é um belíssimo exemplar da espécie "político eurocêntrico" já que não-foi-eleito-mas-sabe-melhor-do-que-o-povo-o-que-é-bom-para-o-Estado-e-para-o-próprio-povo.

Termómetros de árvore: Um novo escândalo em ciência.

O artigo abaixo, traduzido daqui (agradecem-se contribuições e correcções), espelha o que tenho vindo a perceber e há cerca de 1 dezena de anos, tendo-se-me tornado claro, de há uns 8 anos, que a conversa “Aquecimento Global” não passa de um embuste.

Este embuste sairá caríssimo a todo o mundo da ciência não só porque não deixará de ser usado pelas cientologias que por aí rastejam como deixará também marcas que levarão à sistemática desautorização de qualquer honesto estudo científico.

Este é mais um exemplo das chamadas histórias “Hockey Stick”. Este nome provém da relação entre os gráficos em causa e a forma do stick usado em hockey (desporto).

Este tipo de gráfico é conveniente à propagação do alarmismo “Aquecimento Global” e é facilmente compreendido. O problema é que se trata de uma falsidade evidentemente forjada sem qualquer espécie de vergonha.

Ao longo dos últimos anos múltiplos foram os hockey stick publicados relativos aos mais variados proxies(*2) sempre confirmando a relação entre o inventado nível de aquecimento global recente e o CO2. Um a um, todos têm caído.

Não pode deixar de ser reafirmada a falta de vergonha demonstrada por “cientistas” e organizações relativamente ao secretismo feito desabar sobre os dados na origem dos “estudos”.
It was nearly ten years since the initial publication of Yamal and three years since McIntyre had requested the measurement data from Briffa. . [aqui]

Decorreram aproximadamente 10 anos desde a publicação inicia de Yamal e três anos desde que McIntyre pediu a Briffa os dados de medições.
Autênticas batalhas têm tido lugar tentando conseguir que esses dados sejam tornados públicos, uma das quais chegou mesmo ao Congresso dos Estados Unidos que acabou por obrigar a publicação e cujo desfecho foi idêntico ao do artigo que se segue. No caso português, o Instituto de Meteorologia faz o mesmo alavancando em custos exorbitantes o acesso aos dados em arquivo das estações de recolha de temperaturas em Portugal. Até os dados do genoma humano foram tornado públicos.

Além do secretismo sobre os dados, também os métodos têm sido mantidos em segredo e também aqui, de forma sistemática, se têm descoberto erros de palmatória nos algoritmos utilizados.

No caso presente, o autor de mais um estratosférico hockey stick tem a lata de trucidar factos históricos registados em milhares de documentos, no caso o período quente medieval e a pequena idade do gelo dos séculos XVII e XVIII.
...

Um escândalo científico está a ensombrar vários artigos recentes revistos por pares(*1).

Pelo menos oito artigos que propõem reconstruir as temperaturas recorde históricas podem necessitar ser revistas acarretando significativas implicações aos estudos climáticos contemporâneos base das recomendações do IPCC. Um certo número deles envolve climatologistas sénior do British climate research centre (CRU) da Universidade de East Anglia. Em todos estes casos, os revisores dos artigos falharam a detecção desses erros.

Em causa está o uso dos anéis de árvore como proxies(*2) de temperatura (dendrocronologia). Recorrendo a técnicas em estatística, os pesquisadores usam os dados dos anéis para conseguir a “reconstrução” de anomalias históricas de temperatura. As árvores são, no entanto, indicadores altamente controversos de temperatura porque os anéis registam particularmente o CO2 e também a humidade, a chuva, a absorção de nutrientes e outros factores locais.

É problemática a recolha de sinais de temperatura de entre todo este ruído e a dendocronologia pode diferir significativamente de dados provenientes de instrumentos. Em jargão ‘dendro’ esta disparidade é chamada “divergência”. O processo de criação de um conjunto de dados em bruto envolve também o uso selectivo de amostras – uma escolha que permite ciência tendenciosa.
Apesar de tudo nada evitou que os paleoclimatologistas de gerarem parangonas a partir dos dados de anéis de árvore.

Particularmente desde o ano 2000, um grande número de artigos revistos sobre clima utilizaram dados recolhidos de árvores da península de Yamal, na Sibéria. Este conjunto de dados ganhou favoritismo mesmo prevalecendo a um outro mais novo e abrangente dos arredores de Yamal. O antigo conjunto de dados de Yamal indicava um pronunciado e dramático aumento de temperaturas.

Como pode isto ter acontecido? Os cientistas em causa mantiveram secretos os dados recolhidos e usados nas reconstruções – não cumprindo o procedimento de arquivar os dados em bruto. Sem estes dados não seria possível que outros cientistas reproduzissem os resultados. Os mais prestigiados ‘peer reviwed’ jornais, incluindo a Nature e a Science, foram relutantes em exigir os dados aos articulistas. Relutantes, até agora.

Perante a insistência dos editores da Royal Society’s Phisiological Transactions B, ocorreu uma fuga de dados para o espaço público e o mistério de Yamal acabou.
Ficou-se então a saber que a referida e dramática tendência foi obtida apenas pelo uso de 12 árvores do conjunto de dados de Yamal. No entanto muitas outras foram analisadas e outro conjunto de dados recolhidos nos arredores não mostram qualquer dramático aquecimento recente revelando ainda temperaturas mais altas na idade média.

O conjunto Yamal comporta um total de 252 troncos dos quis 10 estavam vivos em 1990. A totalidade dos 12 troncos seleccionados mostra um forte crescimento desde meados do século XIX. As implicações são claras: a dezena de troncos foi capciosamente seleccionada.

(Isto simplifica a história, de alguma forma, em demasia. Para mais pormenores leia esta fascinante narrativa do blogger BishopHill [aqui])

A controvérsia tem vindo a estalar desde 1995 quando um artigo explosivo de Keyth Briffa do Climate Research Unit de East Anglia afirma que o período quente medieval teria sido, na verdade, um período de frio e que o recente aquecimento é particularmente quente. Segundo Briffa tanto os registos históricos como os arqueológicos seriam absurdos. Para o demonstrar, Briffa confiou em apenas 3 troncos siberianos.

Três anos mais tarde a Nature publicou um artigo de Mann, Bradley e Hughes baseada na reconstrução de temperaturas mostrando algo parecido: mais frio anteriormente, mais quente agora. Com Briffa e Mann como editores do IPCC, este padrão característico tornou-se emblematicamente “logo do Aquecimento Global”

Cherry picking is the act of pointing at individual cases or data that seem to confirm a particular position, while ignoring a significant portion of related cases or data that may contradict that position.

...

*1) O termo original, peer-reviwed, significa que a publicação dos artigos (científicos em publicações da especialidade) está sujeita a revisão por quem está cientificamente à altura para julgar da razoabilidade dos respectivos conteúdos.

*2) Proxie é o nome dado a um processo para determinar indirectamente o valor de um fenómeno. Neste caso pretende-se determinar as temperaturas históricas medindo os anéis de crescimento em troncos de árvores muito antigas.

sábado, 3 de outubro de 2009

A Cultura do Pelotão


"A cultura do pelotão é das coisas mais giras que se pode imaginar. É o que há de mais próximo da utopia: não há barreiras sociais nem etárias, é um ambiente extraordinário. Sobretudo para os que vão mais devagar..."


Quem assim fala é Luís Miguel Neto, 51 anos, professor universitário, um dos muitos participantes na Meia-Maratona de Portugal que amanhã atravessarão a Ponte Vasco da Gama.


Não há país onde a Cultura do Pelotão esteja tão enraizada como em Portugal. Eternos retardatários do pelotão europeu, já não nos chateamos nada quando nos vemos ultrapassados por mais um concorrente, desta feita pelo participante eslovaco. Ainda se espeta!, pensamos, vamos mas é “mais devagar”, que vamos bem.


E não são os trambolhões no PIB que irão impedir que se continue a viver “um ambiente extraordinário” no nosso país, graças à Saúde e Educação gratuitas, aos excelentes serviços públicos, ao Sócrates e ao Magalhães. Continuaremos a assistir a um esbater das “barreiras sociais e etárias”, fruto da protecção no emprego, da solidariedade entre gerações e das Conquistas de Abril.


Com o novo mandato de Costa teremos a expansão da já considerável rede de ciclovias na cidade das sete colinas. O cidadão consciencioso que sobe a Costa do Castelo de bicicleta é, escusado será referir, “o que há de mais próximo da utopia”.


Uma boa prestação, é o que desejo a quem for correr amanhã . Que cheguem ao fim, mas não se esqueçam, quanto mais para trás melhor...

Será o sistema de saúde cubano melhor que este?

Sistema de assistência na doença nos Estados Unidos: será assim? Aceitam-se contribuições.

Clicar para ver melhor

Actualização:
Nota-1: Por "tem bens?" entendo bens significativos, não me refiro às cuecas. Por bens, incluo a própria casa que, concedo, sendo humilde, deverá poder ficar fora da confusão. No entanto, em todos os filmes que vi sobre o assunto as pessoas que se queixavam que teriam que rifar a casa para se poderem tratar tinham casas 10x melhores que a minha.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Lá se foi o stick de hockey

(via A Arte da Fuga)

Duvido muito que a "fé " seja abalada, mas enfim..

Foram refeitos novos estudos com base nos anéis dos troncos de árvores localizadas na mesma zona onde foram recolhidas as amostras para os estudos que "comprovam" o aquecimento global. O resultado é quase diametralmente oposto da década de 90 em diante. Juntando os dados mais recentes com os mais antigos (tornando a amostra maior e mais representativa), obtem-se uma evolução de temperaturas (linha verde) que demonstra que as temperaturas dos últimos 10 anos não saíram da sua banda de variação dos 900 anos anteriores.

Das duas uma: ou as amostras com que andam a fazer os estudos são muito pequenas para que se possa afirmar alguma coisa categoricamente; ou alguém está a aldrabar.

Ver o artigo completo aqui.

Esquerda e idiotas úteis

Já por várias vezes tenho defendido a tese de que a mal disfarçada simpatia da esquerda ocidental com o islamismo e os fenómenos ditatoriais do nosso tempo, desde Castro a Chavez, a par do cada vez mais gritante anti-semitismo, disfarçado de “anti-sionismo”, busca raízes no próprio âmago das ideologias que brotaram do marxismo, nomeadamente no ódio visceral ao capitalismo e à cultura e civilização que lhe estão associadas

A nível filosófico não é difícil demonstrar esta tácita aliança.

Mas também é verdade que a generalidade das pessoas de esquerda conhece tão bem as “teologias” socialistas e comunistas, como a generalidade dos católicos conhece os meandros da doutrina em que acredita.

Ou seja, mal.

É aliás por isso que tanta gente vota no Bloco de Esquerda. Pura e simplesmente não sabem o que é o trotskismo, nunca ouviram falar da 4ª Internacional e votam por simpatia, porque o “Louçã fala bem” e “diz as verdades”.

Assim sendo, não é por fanatismo ideológico que as pessoas de esquerda, de um modo geral, tomam partido pelos islamistas, pelos palestinianos, pelos imigrantes, por Chavez, etc, contra os “poderosos”, os judeus, os americanos, etc.

A razão fundamental é aquilo que Lenine identificou como a psicologia do “idiota útil”, aquela pessoa que é basicamente um “emo”, que está sempre do lado daqueles que percebe como mais fracos, seja qual for a solidez ética e moral da sua posição.

Para esta gente, os que se apresentam como fracos têm sempre razão. A fraqueza é sinónimo de virtude.

Falta-lhes portanto uma bússola moral.

Não são cínicos…é gente geralmente bem intencionada, que quer fazer o bem, cujo coração sangra genuinamente. O problema é que, numa dada situação, não são capazes de identificar correctamente onde está o bem e o mal.

Daí o recurso imediato à grelha marxista das dicotomias maniqueístas: o fraco é o bom, o palestiniano é o bom, o pobre é o bom, o africano é o bom, o proletário é o bom. Os maus são automaticamente os ricos, os fortes, os brancos, os burgueses, os ocidentais, os capitalistas, os judeus, etc.

É esta confusão moral que os leva a estar do lado dos ditadores, desde que estes sejam contra o Ocidente. Se são contra o Ocidente, então são “bons” e nas suas cabeças não entra facilmente a consequente dicotomia entre os tais “bons” e o seu próprio povo oprimido. Por isso ignoram-na.

O conflito israelo-árabe, ilustra bem esta tese. No início Israel era a parte fraca, atacada por milhões de árabes façanhudos. O povo de esquerda estava com Israel, porque quem tinha os carros de combate eram os árabes e, por isso, não podiam ser os “bons” nem ter razão.

Hoje são os israelitas que têm F-16, ao passo que os árabes da Palestina têm “só” Kassans e Katiushas. Isso basta para demonstrar que os “culpados” são os israelitas e que nenhuma razão lhes assiste.

Não é que esta gente de esquerda seja ideologicamente anti-semita. Eles próprios o negam e fazem-no com sinceridade. São simplesmente naives e falhos de capacidade de julgamento moral. Também não são ideologicamente totalitários, e negam sinceramente que tenham alguma agenda similar a Fidel Castro, a Chavez, etc.

Acabam por ser objectivamente anti-semitas e apoiantes do totalitarismo, apenas porque são “idiotas”, no sentido que Lenine dava ao termo.

No intervalo


Paul Valéry (1871-1945)

«Dois perigos ameaçam o mundo: a Ordem e a Desordem!»

Dos estúpidos-militantes do "aquecimento global"

No Eco-Tretas:
O estrondo provocado pelo estudo de Steve McIntyre, relativamente à forma como Briffa et al. aldrabaram os dados que suportaram vários estudos climáticos importantes, é enorme.
...
a Science entendeu não ter que fornecer os dados, porque o artigo referenciava dados num artigo anterior. A Science recomendou que Steve contactasse o autor desse artigo original, que é o próprio Briffa!!! Obviamente, este nunca forneceu os dados...
...
A displicência com que as revistas científicas ao mais alto nível tratam a correcção dos seus artigos é arrepiante.