História da ideologia que mais assassinou (1/3).
História da ideologia que mais assassinou (2/3).
História da ideologia que mais assassinou (3/3).
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It is quite gratifying to feel guilty if you haven't done anything wrong: how noble! (Hannah Arendt).
InfernoVia Atlântico
Walter Lemos
Nem sempre concordei com Valter Lemos. Mas é justo reconhecer o esforço do cavalheiro na luta perpétua contra o insucesso escolar. Na passada semana, o "Expresso" noticiou o caso de Luís, 15 anos, que passou para o 7.º com oito negativas e uma positiva (a Educação Física). Razão tinha o outro: quem não sabe fazer nada, estuda; quem não sabe estudar, estuda Educação Física. Mas o Secretário de Estado não se atemoriza com este cenário: diz Valter Lemos que, perante a desgraça dos nossos números internacionais, reprovar o Luís seria enxotá-lo para fora do sistema e entregá-lo a uma vida de marginalidade. Enquanto o Luís andar na escola, ele pode não saber ler, escrever, contar, falar ou pensar. Mas, pelo menos, não anda por aí a envergonhar o governo nas estatísticas internacionais. Nem a roubar. Nem a matar.
A lógica é impoluta e inaugura um novo capítulo na frondosa educação nacional: para evitar que as nossas crianças se dediquem ao crime, é o Estado que comete um crime sobre elas, sequestrando-as dentro dos portões escolares. E se elas dão provas de brutal ignorância nas matérias da praxe, isso não basta para as reprovar. As escolas podem sempre esgrimir os inevitáveis despachos normativos "especiais" garantindo passagens sucessivas a troco de permanência física. No caso do Luís, a permanência num curso de educação-formação. Caso o Luís falhe neste curso, é provável que o levem a Fátima. Ou, por deferência homónima à ministra, a Lurdes. Mas sair do sistema está fora de questão.
Eu, por mim, não me oponho; mas às vezes pergunto se esta mentalidade prisional não acabou também por contaminar o próprio Ministério da Educação. Que o mesmo é dizer: aprisionando Valter Lemos à 5 de Outubro, apesar de todas as evidências que aconselhavam à sua libertação. Mas talvez o eng. Sócrates tenha as suas razões para prolongar o cativeiro do Secretário de Estado: entre arruinar o ensino ou arruinar o nosso Valter, entregando-o a uma vida de errância fora dos gabinetes ministeriais, o ensino pátrio, pelo menos, já há muito que estava arruinado.
A OTAN podia ter protegido a Geórgia contra uma guerra. Ao obstruir a entrada da Geórgia e da Ucrânia na OTAN a França e a Alemanha provocaram a ofensiva russa na Geórgia. É o que nos dizem os intelectuais franceses André Glucksmann e Bernard-Henri Lévy.
CLARO QUE NÃO, a OTAN nunca poderia ter protegido a Geórgia.
Vladimir Putin apresentou a nova Rússia.Em vez do milionésimo documentário sobre tubarões, a RTP2 vai emitir entre hoje e quinta-feira, às 23h25, as três partes de 'Comunismo, a história de uma ilusão'.
"It started with Lenin and ended with Gorbachev. In this three-part
documentary we highlight the people and events that played key
roles in the rise of a revolutionary idea and the fall of an empire.
How was it possible that this idea could fascinate so many people,
including hundreds of intellectuals? How did so many thousands of
people put up with suppression, indignity and economic hardship
and still remain true to the fundamental concepts of communism?
We put this question to politicians like the former German
Chancellor, Helmut Schmidt or the American presidential advisor,
Zbigniew Brzezinski, and prominent contemporary witnesses such as
Sergei Khrushchev, son of Nikita Khrushchev, but also with the
unknown victims such as Gulag prisoners. With these interviews, the
history book is brought to life, cold data becomes real-life
experience. Geographically the focus is on Europe but the influence
of the idea and its political implementation in Asia and America are
also explained. The analysis concentrates on the period from 1917
to 1991: a little more than seven decades during which the greatest
political and social experiment in human history took place."
(Via Também isto é vaidade)
Alexei Malachenko, analista do Centro Carnagie de Moscovo, defende, [...] que o Kremlin deverá “deixar isso (reconhecimento da independência) como instrumento político”. “Penso que a situação não se manterá tão nervosa e aguda... Mais tarde ou mais cedo, vamos voltar ao problema da independência e, então, Moscovo terá no bolso mais um trunfo”, declarou.“Se se utilizar agora esse trunfo, restará apenas o vazio”, concluiuTerão os russos percebido porque derrocou o bloco soviético?
[Da Russia]



