Caríssima ML, só esta cançoneta dos The Bastard Fairies, que nunca frequentaram (que eu saiba) Harvard, é superior a toda a produção do Luís Cilia, Sérgio Godinho, Fausto e Janita Salomé, que passaram a vida a cantar a mesma coisa mas, grande diferença, sem um grão de ironia e em português:
I’ve got to save the world, liberate
Eat the food that's on my plate
Recycling is really great
Whatever I can do
To get in bed with you
Eat the food that's on my plate
Recycling is really great
Whatever I can do
To get in bed with you
Arrependida?! E porquê, sr. carmo?
Cara ML,
Referia-me ao facto de você ter dito na altura que corrigia erros de ortografia aos americanos. E porque é que pensei na eventualidade de estar arrependida? Porque ao dizer semelhante, facilmente isto pode ser visto como pedantismo que se presta a todo o tipo de sarcasmos. C’est tout!
De todas as maneiras afirmar que corrige os textos de ‘americanos’ não diz grande coisa, só levanta mais perguntas:
- de que classe de americanos estamos a falar? Americanos com pouca escolarização, ou que já frequentaram uma escola secundária, ou académicos?
- Será que a portuguesa em questão faz parte da média dos académicos portugueses, ou é pura e simplesmente genial, logo não sendo de maneira nenhuma representativa como produto das nossas universidades?
Referia-me ao facto de você ter dito na altura que corrigia erros de ortografia aos americanos. E porque é que pensei na eventualidade de estar arrependida? Porque ao dizer semelhante, facilmente isto pode ser visto como pedantismo que se presta a todo o tipo de sarcasmos. C’est tout!
De todas as maneiras afirmar que corrige os textos de ‘americanos’ não diz grande coisa, só levanta mais perguntas:
- de que classe de americanos estamos a falar? Americanos com pouca escolarização, ou que já frequentaram uma escola secundária, ou académicos?
- Será que a portuguesa em questão faz parte da média dos académicos portugueses, ou é pura e simplesmente genial, logo não sendo de maneira nenhuma representativa como produto das nossas universidades?
Eu poderia apresentar-lhe alguns holandeses que escrevem português com menos erros do que os actuais alunos que saem das nossas escolas secundárias, não da antiga quarta-classe do tempo da outra senhora - também lhe apresento, mas é mais difícil. Mas que iria provar com isso?
Estive a matutar na sua divisão das Universidades: 2% do topo e 98% de medíocres nos EUA, verificando-se em Portugal precisamente o contrário e cheguei à conclusão que isso não é possível, antes fosse, que Deus a ouvisse…
Um país (EUA) com 300 milhões de habitantes não pode funcionar (bem) só com 2% de bem pensantes sendo o restante medíocre. Ou melhor, funciona, mas mal, ao nível da Rússia, da Nigéria ou do Paquistão. Mas estamos a falar do país que tecnologicamente é o mais performante do mundo!!!
Esqueça os filólogos, que também são precisos, e pense na qualidade dos outros 98%: dos trolhas, dos electricistas, dos mecânicos, dos funcionários públicos e da gente que faz com que as fábricas produzam produtos de qualidade vendidos em todo o mundo. É aqui que reside a força dos EUA.
Portugal, ao contrário, tem filólogos (e farmacêuticos) a mais - os tais 2% - e trolhas, electricistas, mecânicos e funcionários públicos de qualidade a menos, porque 98% do nosso ensino é medíocre, a razão principal para o país não funcionar como nós todos desejaríamos. Por isso é que convinha começar por reconhecer os problemas, para depois tentar remediar e para não ter que ’meter a viola no saco por sermos os mais desgraçados da CE’ como a ML afirmou. Eu, pela parte que me cabe citaria o Pat Condell: I'm very glad I haven't got much of a formal education [in Portugal], that's why I can read and write. Well, just enough for Fiel Inimigoooou...
Um país (EUA) com 300 milhões de habitantes não pode funcionar (bem) só com 2% de bem pensantes sendo o restante medíocre. Ou melhor, funciona, mas mal, ao nível da Rússia, da Nigéria ou do Paquistão. Mas estamos a falar do país que tecnologicamente é o mais performante do mundo!!!
Esqueça os filólogos, que também são precisos, e pense na qualidade dos outros 98%: dos trolhas, dos electricistas, dos mecânicos, dos funcionários públicos e da gente que faz com que as fábricas produzam produtos de qualidade vendidos em todo o mundo. É aqui que reside a força dos EUA.
Portugal, ao contrário, tem filólogos (e farmacêuticos) a mais - os tais 2% - e trolhas, electricistas, mecânicos e funcionários públicos de qualidade a menos, porque 98% do nosso ensino é medíocre, a razão principal para o país não funcionar como nós todos desejaríamos. Por isso é que convinha começar por reconhecer os problemas, para depois tentar remediar e para não ter que ’meter a viola no saco por sermos os mais desgraçados da CE’ como a ML afirmou. Eu, pela parte que me cabe citaria o Pat Condell: I'm very glad I haven't got much of a formal education [in Portugal], that's why I can read and write. Well, just enough for Fiel Inimigoooou...




