domingo, 2 de outubro de 2011

Os 10 pecados mortais do eduquês

O Professor Ramiro Marques do ProfBlog descreve muito bem o método que, nas escolas, transforma gente potencialmente capaz em gente nula e carne para canhão de ideologias indignácaras, gente que fica à espera que tudo de bom lhe aconteça sem mexer uma palha e que apenas sabe protestar por não lhes é "proporcionado" o que esperavam de bandeja, enfim, gente incapaz de reagir face às vicissitudes da vida e que sempre vê no outro (através do sacrossanto estado) o culpado pela sua infelicidade.
O eduquês é uma ideologia pedagógica com adeptos à esquerda e à direita. Expressa-se numa retórica que faz da mudança permanente a missão da escola.

Alimenta-se da suspeição a tudo o que possa ser conotado com a escola tradicional, vista pelos ideólogos do eduquês como repressiva, castradora e elitista. Afirma-se em oposição a ela. Deixa-se contaminar pelas ecotretas e pela "religião do clima".

Em vez de valorizar o processo de transmissão do conhecimento científico, centra-se no uso político dele. Alimenta-se de uma cultura de ressentimento contra os padrões culturais e as tradições do Ocidente. Valoriza o exótico, o que nos é distante e o que não é nosso.

Faz da escola um instrumento de engenharia social em nome de uma igualdade fabricada que esmaga o mérito e desconfia da excelência.

Padece de 10 pecados mortais:

1. Concepção instrumental da educação: "aprender a aprender", "aptidão para o pensamento crítico", "aptidões metacognitivas", "aprendizagem permanente".

2. Desenvolvimentalismo romântico: "escola centrada na criança", "diferenças individuais dos alunos", "ensinar competências e não os conteúdos".

3. Pedagogia naturalista: "construtivismo", "aprendizagem por descoberta", "aprendizagem holística", "método de projecto", "currículo em espiral", "aprendizagem temática".

4. Antipatia pelo ensino de conteúdos: "os factos não contam tanto como a compreensão", "os factos ficam desactualizados", "menos é mais", "aprendizagem para a compreensão".

5. A desvalorização dos padrões culturais tidos como relativos e subjectivos, portanto irrelevantes.

6. Crítica do uso da memória e recusa das actividades de repetição, tidas como não significativas, portanto inúteis.

7. Defesa da ideia falsa de que as crianças só compreendem o que lhes está próximo e o que é concreto e manipulável.

8. Primazia à componente lúdica e recreativa por oposição à valorização do esforço na aprendizagem.

9. Redução da aprendizagem a um processo construtivista que diminui a função de transmissão dos conteúdos.

10. Visão anti-intelectualista da cultura e da educação

1 comentário:

José Gonsalo disse...

De outra maneira, a educação como o instrumento mais insidioso e perverso do totalitarismo ou, parafraseando, uma conspiração de estúpidos.