terça-feira, 24 de abril de 2012

Nivaldo Cordeiro: Europa entre a racionalidade e o caos

4 comentários:

Karocha disse...

http://www.donosdeportugal.net/

RioD'oiro disse...

Deixei este comentário no Facebook do Prof. Ramiro Marques:

Vi até agora 15m do filem. O disparate é generalizado.

A história é reescrita. Exemplifica-se desta forma:

Salazar nada permitia que fosse feito sem passar pelo sei crivo. Avesso ao desenvolvimento industrial, não confiava nos industriais ou investidores e nada se fazia sem a sua aprovação.

No videograma é dito o que afirmei mas depois conclui o contrário do óbvio: os industriais gozavam da protecção do estado.

Repare-se, os industriais e investidores têm que aturar Salazar que os atrapalha constantemente para, exactamente, poder puxar todos os cordelinhos. Os cordelinhos que o estado mantém sobre as empresas são o pecado delas porque mantêm uma ligação ao estado. Pura desonestidade intelectual.

Muitos anos depois Sócrates volta tentar implementar o mais possível os mesmos intentos de Salazar estendendo os tentáculos do estado às empresas (não consegue legalmente aprovar ou não a sua existência mas controla os negócios criando concorrência desleal via apoios do Estado - as chamadas empresas de regime) resultando nas encrencas em que nos afogamos hoje.

RioD'oiro disse...

Conheço bastante bem o caso de dos exemplos dados no vídeo.

António Champalimaud queria instalar uma siderurgia e, para esse efeito, tinha incontornavelmente que passar por Salazar.

Salazar obstaculizou a torto e direito inclusivamente tentando que a siderurgia fosse construída em locais que não lembrava nem ao diabo. Salazar estava convencido que a siderurgia podia trabalhar a partir de matéria prima portuguesa (diziam-lhe que havia minério algures) mas Champalimaud sabia que não e precisava que ela ficasse instalada junto ao mar (onde acabou por ficar, no Seixal).

O vídeo conclui que Chapalimaud procurou o estado para efeitos de monopólio!

RioD'oiro disse...

‎... assim se faz propaganda, generalizada, pegando na história e reescrevendo-a para diabolizar o capital. O que se pretende neste filme é dizer que os capitalistas de hoje procuram o estado, subvertem o estado sem que a responsabilidade não seja do estado e dos governantes que elegemos.

O que se pretende é fazer crer que a responsabilidade deve ser reclamada junto do capital e não em quem votamos e nos represente.

O vídeo é uma forma de menorização da democracia que a esquerdalha em geral tolera mas a que chama de burguesa (o ódio à burguesia) apenas enquanto a não conseguir abocanhar e digerir.