sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ao cuidado da Comissão "europeia": pela dignidade do caracol

[Com os mais respeitosos cumprimentos à D. Manuela]

Caras e doutas luminárias. Não se esqueçam de nós, pobres caracóis, em reles sacos submetidos à vil vida de empacotados, sem respeito, sem condições e sem dignidade.


Abaixo a opressão.



.

10 comentários:

Paulo Porto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paulo Porto disse...

eheheheh

Um dia ainda vem alguma diretiva - perdão, Diretiva - que obriga todos os "europeus" a serem vegetarianos, aa imagem do ideólogo mais obscuro da Coisa, o tio Adolfo.

Streetwarrior disse...

Realmente...Inimaginável.
Eu Cá nesta com o o Rio...qual regras qual quê!!
As Galinhas só servem para por Ovos...eu nem sei porque lhes dão de comer...só gastar dinheiro .
Há que coloca-las em caixas de Fósforos,acalcadas com o pé se necessário.
Hã...hã...criar condições para os animais, só mesmos os burocratas da U.E.
Os animais nem sofrem....eu acho que nem sentem mesmo, podemos fazer-lhes tudo que eles não têm a quem se queixar, além disso, os animais são eles.
Os humanos, tal como o Rio, são " seres " racionais " e como tal, tudo o que não entra na sua racionalidade, são "probremas " de menos que não merecem consideração...
Só visto...gaiolas maiores.
Vão mas é por Ovos suas Galinhas Indnácaras....não querem fazer nenhum.
Cambada de piolhosas.
Xô...xô.
È assim mesmo Rio....exponha aí a sua racionalidade.

RioD'oiro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
RioD'oiro disse...

Caro SW,

Porque se esqueceu dos caracóis, os pobres oprimidos?

José Gonsalo disse...

Rio d'Oiro:
Conferirmos dignidade a nós próprios significa, entre outras coisas, conferirmos dignidade àqueles que sacrificamos para nosso proveito - e vice-versa. A dignidade, a esse nível, é isso de, enquanto racionais, nos apercebermos do lado trágico da existência. O animal, por não ter consciência, não tem (não se apercebe de que tem) dignidade; somos nós, que a possuímos que lha damos - melhor: que temos o dever de lha darmos. Para podermos ser dignos.
Sacrificar um outro ser vivo é assumir uma responsabilidade: a de justificar a necessidade da sua morte. Comer, cuidar de nós, não é apenas um acto biológico, é um acto de compromisso moral, o acto de nos comprometermos a explicar a existência. Não confundir isto com as parvoíces do tio Adolfo nem com as imbecilidades sentimentalistas vegans e quejandas.
É um facto: o modo como se trata os nossos alimentos (galinhas, caracóis ou outros) é, em geral, vergonhoso e condenável.

RioD'oiro disse...

Caro Gonsalo,

Isso é tudo verdade, meu caro, mas pelo andar da carruagem teremos, em breve, que dar melhores galinheiros às poedeiras para permitir que as pessoas passem a habitar o velho galinheiro.

José Gonsalo disse...

Rio d'Oiro:
Isso é outra cumbersa. Embora os galarós da UE queiram confundi-las, à força de leis galináceas.

O-Lidador disse...

Susbcrevo a ideia do Gonsalo, embora a veja a um nível mais utilitário.

O que se passa com os animais, cujo processo de abate deve ser "digno", como ele lhe chamou, passa-se com o chamado "ambiente".

No fundo é perceber que essas coisas só têm valor porque nós lho atribuimos.
São "boas", "bonitas", etc, porque nós lhe conferimos essas características.
Que, na verdade,resultam de uma visão utilitarista.

Resumindo, eu trato bem o ambiente, não deixo lixo na mata, e essas coisas, não porque tenha respeito pela mata, mas porque tenho prazer (lá está o meu egoísmo utilitarista) e usufruir das coisas assim.

E é assim que temos de encarar tudo...do nosso ponto de vista utilitário, que não tem de ser imediato, pode até ser geracional. É o casi, por exemplo, do homem que planta castanheiros para os seus netos.
Não o faz para reflorestar, ou por amor aos castanheiros, mas por amor aos seus netos, no fundo ao seu "gene egoísta".

Carmo da Rosa disse...

O-Lidador disse: "E é assim que temos de encarar tudo...do nosso ponto de vista utilitário"

Precisamente. Utilitas utilitatum, omnia utilitas...