segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Canadá e multiculturalismo

O Canadá tem uma lei multiculturalista.
É, por muitos, considerada uma lei racista, porque confina os individuos ao seu grupo cultural, tornando-os reféns das suas normas culturais, e desencorajando-os de se assumirem como indivíduos.

Esta semana, um tribunal canadiano considerou culpados de homicídio, um homem, uma mulher e um filho de ambos, pela morte de 3 filhas e uma segunda mulher do homem.

Eram todos muçulmanos e tratou-se de um "crime de honra".

As raparigas mortas recusavam usar hijab e tinham amigos rapazes.
A mulher era a 1ª mulher do pai das raparigas e era estéril.

No contexto cultural islâmico isto é inaceitável.

É este o resultado trágico do multiculturaismo. O considerar-se que todas as práticas culturais são válidas apenas porque existem num determinado grupo humano, conduz a este tipo de efeitos perversos.

Oxalá este caso, mais "badalado" que muitos outros que se sucedem a ritmo crescente nas nossas sociedades, faça tinir algumas campainhas de alarme nas cabeças daqueles que, embalados na melopeia multiculturalista, não entendem os seus efeitos dramáticos nas sociedades que a adoptam.

E, sobretudo, na forma como condenam pessoas a viverem como não desejam, por "respeito" exagerado para com práticas retrógradas.

De uma vez por todas, que se perceba que nem todas as culturas são iguais.

Os jurados procederam bem.
Não aceitaram o contexto multicultural e aplicaram ao crime os valores da nossa cultura.
Homicidio, ponto final.
E especialmente odioso, porque só uma cultura doentia leva pais a matarem os seus próprios filhos em nome de uma religião.

2 comentários:

EJSantos disse...

Li no "Público" essa noticia. O Tribunal do Canadá esteve bem.

Carmo da Rosa disse...

Mas no site da Mesquita de Lisboa pode-se ler:

As qualidades reconhecidas à mulher são: a paciência, a perseverança, a coragem, a abnegação, o amor, a solidariedade, a resignação, a obediência, a determinação apropriadas a cada momento. Todas estas qualidades, para alem de outras, manifestaram-se por parte das mulheres muçulmanas desde os primeiros anos do Islão.

Mas nem com muita obediência e bastante resignação as mulheres muçulmanas salvam a pele… Coitadas!