segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

VENDER DOENÇAS

Fotografado em Torres Vedras, durante o Natal claro...


Um turista de visita em Portugal pela primeira vez, nota, naturalmente, diferenças com o seu país. É normal, ao contrário também funciona. Um português no estrangeiro vai certamente estranhar hábitos e constatar outros. Mas uma diferença que salta imediatamente à vista de um estrangeiro oriundo do norte da Europa, e isto tem muito a ver com o vídeo aqui inserido, é a enorme quantidade de farmácias….

Estatísticas: Os 10.561.614 habitantes de Portugal contam com 2879 farmácias registadas, ou seja 2,7 por 10.000 habitantes. Na Holanda, com 16.612.213 de habitantes existem 1980 farmácias: 1,1 por cada 10.000 habitantes.
  
Assim é que para encontrar um ‘court’ de squash vejo-me e desejo-me, mas farmácias é a dar c’um pau! São mais que as mães! Em Lisboa então é quase esquina sim, esquina sim! E se o turista for convidado a casa de um português, vai ficar espantado com a enorme quantidade de medicamentos que as pessoas normalmente têm em casa! Os portugueses acham normal, mas será?  Eu, provavelmente como os meus vizinhos, só tenho Paracetamol em casa, e normalmente a data de validade já há muito que expirou...

Neste excelente vídeo (com legendas em português), gentilmente aconselhado pelo meu amigo Carocinho, demonstra-se como a indústria farmacêutica inventa doenças para poder vender medicamentos. É a droga à procura de doenças.

As fortunas que se fazem com por exemplo estes medicamentos: Paxil; Prozac; Zoloft; Ritalin; Xanax; Olanzapine.  Na minha modesta opinião, só existe um que vale realmente a pena tomar - VIAGRAC. Uma bem conseguida conciliação entre PROZAC e VIAGRA: uma pessoa não consegue uma erecção, mas está-se nas tintas e vive feliz na mesma… 

Mas ao contrário de farmácias, há uma coisa que existe em maior número nos países do norte da Europa do que em Portugal (os portugueses nem sabem a sorte que têm!). Trata-se de cursos (eles chamam ‘workshops’) para todo o tipo de actividades que todos nós sabemos fazer sem pensar. Mas ultimamente aparecem uns gurus – geralmente tipos orientais ou boas imitações – que nos convencem que afinal não sabíamos respirar, andar, pensar (eles dizem meditar), e a troca de muito papel nos querem (re)aprender a respirar; a andar; a meditar; a tocar ao bicho em posição lótus; até mesmo a rir!  

3 comentários:

José Gonsalo disse...

CdR:
Devolvo-lhe o que me disse muito tempo atrás, quando eu era inteligente e publicava coisas de jeito aqui, no Fiel: o que é que o meu amigo anda a tomar para lhe dar desta maneira?
Uma vez mais: buéda fixe!

Precário disse...

Achar que courts de squash fazem mais falta que farmácias...
Eheheheheh...

Carmo da Rosa disse...

Está cientificamente provado:

quantas mais 'courts' de squash existirem, menos farmácias são necessárias...
E vice versa, onde as 'courts' de squash escasseiam, a doença e as farmácias aumentam...

P.S. Mas jogar ténis ou dar umas quecas com duas camisolas de lã vestidas também faz diminuir o número de farmácias.