Teste

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sexta-feira, 13 de junho de 2008

Referendo Irlandês a Lisboa

A expressão gaélica 'Erin Go Bragh' significa ‘Irlanda Livre para Sempre’. Ontem os Irlandeses deram corpo a este moto pelo seu país e pela restante Europa amordaçada pelos burocratas e políticos europeus.


Até agora o Tratado de Lisboa só tinha sido aprovado através de votações parlamentares. Isto na sequência do não cumprimento da promessa da generalidade dos partidos políticos de poder na Europa de referendar o Tratado. O TL também foi aprovado no Parlamento europeu. Da votação de Estrasburgo só nos chegaram as ‘boas’ notícias e as imagens de satisfação. Mas aqui pode ver-se algo mais do que aconteceu então com especial relevância para o discurso do notável Nigel Farage do UKIP britânico e dos incidentes subsequentes

Os irlandeses foram o único povo europeu que teve a possibilidade de referendar o Tratado de Lisboa. Não porque essa fosse a vontade generalidade dos seus políticos, mas sim por imposição constitucional. Aliás, o Governo irlandês fez algumas manobras para facilitar o ‘sim’, tais como mudar a data inicialmente prevista de realização do referendo de Maio para Junho, em pleno campeonato europeu de futebol, assim como nomear um Primeiro Ministro pró-Lisboa mais popular a meio do mandato.

Em consequência da consulta popular na Irlanda, os neo-iluministas da UE foram derrotados, tal como tinham sido derrotados nas outras poucas ocasiões em que submeteram as tentativas de construir um novo império europeu. Mas desta vez foi mais grave. Nunca a mentira, o embuste e a opacidade das práticas de fraude política do eurocentrismo tinham ido tão longe, pelo que nunca a sua derrota foi tão clamorosa.

Do lado do ‘sim’ esteve a generalidade do poder político euro-alinhado e da comunicação social subserviente. Do lado do ‘não’ estiveram vários sectores da sociedade irlandesa, da esquerda à direita, com o apoio de apenas um partido. Ergueram-se e organizaram-se pela Irlanda e pela Liberdade, contra a euro-fraude do Tratado de Lisboa. E ganharam.

A campanha pelo ‘não’ assentou sobretudo nas linhas seguintes:
- A Irlanda iria perder peso na Comissão Europeia e no Parlamento;
- O Tratado de Lisboa aumenta em muito o peso e a importância das decisões políticas que passavam a ser tomadas pelos eurocratas não eleitos de Bruxelas, em lugar de serem decididas pelos próprios irlandeses;
- O Tratado é ininteligível; se algo é ininteligível então deve ser recusado; (aqui o relato das ordens de um dos mais interessados e interesseiros mandantes do Tratado de Lisboa);

Entre os argumentos inválidos do 'sim' destaca-se um: o Tratado de Lisboa iria aumentar nível de globalização da economia europeia. A verdade é as coisas são ao contrário, a União Europeia é, e vai continuar a ser, um obstáculo à globalização da economias do centro europeu, isto é, da agricultura francesa e da indústria alemã. Exemplo: as indústrias têxtil e de calçado portuguesas ficam entregues à livre concorrência com a China, os carros alemães continuam a escapar à concorrência indiana.


O órgão de propaganda central da imposturice federal europeia, a Euronews, foi tendo uma postura de grande discrição, quase desinteresse, na contagem final para o referendo na Irlanda. No entanto, ontem e anteontem, dias de proibição de propaganda política na Irlanda, interveio em força. Perante as sondagens que davam vitória magra ao ‘não’, a dado momento era noticiado que na Grã-Bretanha o Tratado de Lisboa iria ser aprovado por via Parlamentar. (Os acontecimentos na GB interferem de modo relevante na opinião pública irlandesa, país em que estiveram integrados durante séculos.). Mas como é que a Euronews sabia isto? Essa informação, segundo a própria euronews, tinha sido fornecida por um alto-funcionário britânico. Esta é a lógica da União Europeia: os altos-funcionários decidem no lugar dos eleitores; mais, o povo deve escutar com atenção e reverência os altos funcionários na certeza de que eles sabem melhor o que é bom para ele, povo. O jacobinismo está vivo na Europa neste princípio de século.

Mas parece que a Euronews não podia estar pior informada.. Na GB está em banho-maria uma batalha entre um Primeiro-Ministro não eleito, Gordon Brown, e a oposição a respeito da aprovar por via parlamentar ou referendar o Tratado de Lisboa (ver). O certo é que muitos parlamentares trabalhistas estão contra o alinhamento de Brown com a Comissão Europeia e acham que a decisão deve ser tomada pelo povo em referendo. O feitiço virou-se contra o feiticeiro, e mais parece que o ‘não’ irlandês vai ter consequências nos parlamentares britânicos do Partido Trabalhista.


A Europa pode viver melhor sem as imposições anti-democráticas e dispendiosas de Bruxelas. Aqui fica uma visão alternativa e certamente mais livre, democrática e económica.


Diz-se que os irlandeses devem estar gratos à Europa. Em alguma medida, sim, embora não tanto quanto se diz, mas isto daria tema para um outro post. Com este NÃO ao Tratado de Lisboa os irlandeses já podem dizer que pagaram a sua dívida para com a Europa dando voz aos povos amordaçados pelos políticos federalistas. Obrigado, Irlanda.

Bomba em Bruxelas


Ao que parece o Tratado de Lisboa foi rejeitado pelo eleitorado Irlandês. O próprio Ministro da Justiça Irlandês já reconheceu a derrota da Sim.

A televisão pública vai mais longe e adianta que o Não venceu em 35 das 43 circunscrições do país.

E agora Europa? Acabou-se o sonho idílico?


quinta-feira, 12 de junho de 2008

Portugal (Brasil 1, Madeira 1, Mendro 1) 3 - República Checa 1




Uf, uma vitória arrancada a saca-rolhas. Continuamos a não perceber que uma baliza tem 2,44 metros de altura por 7,32 de largura, o que implica que um guarda-redes deve ser obrigatoriamente alto! Quem tiver menos de 1,90 pode ser defesa esquerdo, direito, central, médio-atacante, extremo-esquerdo ou árbitro, MAS NÃO GUARDA-REDES.

O Deco pelos vistos desta vez não bebeu, e foi logo o melhor em campo. Moral: quando jogar não beba….. muito.

E da próxima vez Sr. treinador, para isso lhe pagámos, indique ANTES do jogo quem é que está incumbido de apontar os livres do lado esquerdo, do lado direito, os cantos etc. Para não acontecer outra vez aquela cena caricata – marco eu ou marco eu!!! - entre o Simão o Cristiano Ronaldo e o Deco à volta da marcação de um livre, o que obrigou o homem em forma no momento, Deco, a retirar-se e o melhor do mundo a abster-se.


E por falar em brasileiros aqui vai uma citação de Carlos Drummond de Andrade sobre futebol. Na realidade ele refere-se ao Brasil dos anos 50 e em especial ao Mané Garrincha, mas de qualquer maneira ainda é actual e a nós também nos serve como uma luva…


A necessidade brasileira [e portuguesa] de esquecer os problemas agudos do país, difíceis de encarar, ou pelo menos de suavizá-los com uma cota de despreocupação e alegria, fez com que o futebol se tornasse a felicidade do povo. Pobres e ricos param de pensar para se encantar com ele. E os grandes jogadores convertem-se numa espécie de irmãos da gente, que detestamos ou amamos na medida em que nos frustram ou nos proporcionam o prazer de um espectáculo de 90 minutos, prolongado indefinidamente nas conversas e mesmo na solidão da lembrança.


Ora bem!

Eco Tretas para o fim de semana

1 - HORRRROR - Camuflado no CO2, o verde ataca

2 - ALAAARME - O CO2 turva dados científicos ... (mais pormenores aqui).

3 - PÂÂÂÂNICO - Evite-se esquiar porque o atrito aumenta o aquecimento global*

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Nota: Para uma interpretação politicamente correcta, onde se lê 'aquecimento global' deve ler-se 'mudanças climatéricas'.
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quarta-feira, 11 de junho de 2008

Equívocos do 'Dia da Raça'

A esquerda em geral manifestou-se indignada pela referência do PR ao dia de Portugal como o ‘Dia da Raça’. Tratou-se obviamente de um lapso de Cavaco, mas para a nossa esquerda essa coisa de achar que os PRs devem ser poupados à crítica partidária acabou a partir do momento em que o PR eleito não é de esquerda. Já se tinha visto isso aquando do discurso no Parlamento em 25 de Abril.

Há em tudo isto dois equívocos, um da esquerda, outro da direita.

O equívoco da esquerda é ter a certeza absoluta que o ‘Dia da Raça’ é uma instituição da II República, mais conhecida por Estado Novo. Enganam-se. A instituição do termo ‘Raça’ para designar as comemorações de Portugal foi estabelecida no tempo da I República. A designação original foi ‘Festa da Raça’. A ‘festa’ durava uma semana terminando em 10 de Junho. No tempo da República ‘avançada’ os termos ‘raça’ e ‘preto’ tinham verdadeiro significado racista e eram comummente usados pelos que se auto intitulavam ‘progressistas’. Depois, só a partir de 1977, já nesta III República, é que se passou a usar a designação atual. Lá se vai mais uma bandeira.

Quanto ao equívoco da direita; durante anos os políticos da direita andaram com panos quentes e mesuras sempre que um PR de esquerda dizia ou tomava posições que eram tudo menos pacíficas. Fizeram mal, e agora têm a paga merecida. Os PR são uma peça do jogo político; a conversa generalizada de que são supra-partidários foi sempre a veste que serviu para esconder a farda. À direita sempre se aceitou este jogo de perca certa. É bom que agora aprendam com a esquerda como se fazem as coisas.

Homem velho céptico sobre homem novo

Esta notícia, ao melhor estilo do The Onion, vinha hoje no jornal Global:


Experiência soviética

Saramago céptico sobre homem novo comunista

O escritor comunista e Nobel da Literatura José Saramago confessa que nunca acreditou totalmente que o comunismo atingisse os objectivos últimos, como “criação do homem novo”, e volta a fazer uma dura crítica à experiência soviética.“Para um regime que se dispunha a criar um homem novo, sabemos hoje que os métodos e as propostas para esse homem novo não eram grande coisa. O actual quadro russo não tem nada que ver com aquilo que alguém, na melhor boa-fé, imagino, pensou que seria factível”, diz Saramago que admite que nunca chegou a ter essa “boa-fé”: “Sou suficientemente céptico para nunca acreditar. Quanto maior é a promessa, mais eu desconfio”.

Luminárias, indeed.

Olhem que duas luminárias se juntaram para parir lixo e impostos.

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Actualização

Mais impostos (comentários):
"É. Tal como foi com os jardins do Espelho d'Água , que só existem - e ainda bem - porque o Corte Ingles os pagou. Pena que não façam o mesmo com a Praça de Espanha, com o Campo Grande, etc..."
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terça-feira, 10 de junho de 2008

... tipos perfeitos da raça

O LUGRE



de Bernardo Santareno

«A todos os pescadores bacalhoeiros portugueses, que têm o riso claro e feroz, que sempre ocultam nos olhos um aceno da morte, que todos os dias, naturalmente, fazem milagres de força, que, se a pesca adrega de ser boa, cantam e bailam sozinhos, como os meninos e os loucos... que são tipos perfeitos da raça.»

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Democracia no Egipto - http://www.shayfeen.com/

Equilíbrio instável.


Há um cão a passear numa das casas. O cão já não é um bicho a abater?
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As imagens que não vemos


Raios Cósmicos


Observatório Astronómico de Lisboa
Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa

DESCOBERTA PARTE DA MATÉRIA EM FALTA NO UNIVERSO

Com o auxílio do observatório espacial XMM-Newton, uma equipa internacional de astrónomos descobriu parte da matéria em falta no Universo.

Sabe-se que apenas cerca de 5% do Universo é constituído por matéria bariónica, ou seja, matéria formada por protões e neutrões (bariões) que, juntamente com os electrões, formam os blocos de construção da matéria que conhecemos, os átomos. Os outros 75% do Universo são constituídos por matéria escura e energia escura, em proporções de 23% e 72%, respectivamente.

Todas as estrelas, galáxias e gás cuja observação é possível no Universo, representam menos de metade da matéria bariónica. Assim, embora a percentagem de matéria comum seja muito pequena, metade desta ainda está por descobrir.

Toda a matéria presente no Universo encontra-se distribuída numa estrutura semelhante a uma "rede". Nesta rede, existem nodos densos formados pelos maiores objectos do Universo, os enxames de galáxias. Há cerca de uma década, os cientistas previram que aproximadamente metade da matéria comum encontra-se na forma de gás de baixa densidade. Este gás estaria
localizado nos filamentos da rede cósmica, preenchendo o vasto espaço intergaláctico.

Os cientistas previram que o gás teria uma temperatura elevada, o que faria com que emitisse a maior parte da sua radiação na gama dos raios-x de baixa energia. No entanto, até hoje, todas as tentativas na sua detecção não foram bem sucedidas devido à sua densidade baixa.

Fazendo uso da sensibilidade elevada do XMM-Newton, uma equipa de astrónomos foi capaz de detectar as porções mais quentes do gás intergaláctico.

A equipa observou um par de enxames de galáxias designados por Abell 222 e Abell 223, localizados a 2300 milhões de anos-luz da Terra. As imagens e o espectro deste sistema revelaram uma ponte de ligação entre os dois enxames, constituída por gás quente. Acredita-se que este gás, será provavelmente a porção mais densa e quente do gás difuso presente na rede cósmica, que se crê perfazer metade da matéria comum do Universo.

A imagem é uma composição de duas imagens obtidas no óptico e no comprimento deonda dos raios-x. É possível observar a vermelho e amarelo, a distribuição dogás quente difuso.

Embora a sensibilidade do XMM-Newton tenha sido crucial para esta descoberta, a detecção do gás só foi possível porque o filamento se encontra ao longo da linha de visão, concentrando assim toda a sua emissão numa pequena região do
céu.

A existência de vários modelos, que prevêm que a matéria comum em falta encontra-se nalguma forma de gás quente, faz com que esta descoberta seja importante. No entanto, para a compreensão da distribuição da matéria na rede cósmica, será necessário observar mais sistemas como este e, em última instância, criar um novo observatório espacial dedicado à observação da rede cósmica. Este observatório teria de ter uma sensibilidade muito superior à que se tem acesso com os actuais observatórios. Os resultados agora anunciados permitem estabelecer requerimentos mais adequados para um tal futuro observatório.

A nova descoberta ajudará os cientistas na compreensão da evolução da rede cósmica e o facto de os astrónomos saberem agora onde procurar o gás torna-a bastante relevante. No futuro, esperam-se novos estudos de zonas promissoras no céu, como o sistema observado, com o auxílio do XMM-Newton.

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**** ASTRONOVAS ****

Lista de distribuição de notícias de Astronomia em Português

Observatório Astronómico de Lisboa
Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa
Tapada da Ajuda, 1349-018 Lisboa
Portugal

Telefone: 351+21 361 67 39
Fax: 351+21 361 67 52

1) Sugestões de notícias poderão ser enviadas para o endereço:
astronov@oal.ul.pt

2) Inscrição: envie uma mensagem vazia para o endereço:
astronovas-subscribe@oal.ul.pt

segunda-feira, 9 de junho de 2008

As fontes

Os camionistas em "greve", em tom fascistoide, "avisam": "não vás por aí porque eu não me responsabilizo pelo que possa acontecer ali mais abaixo".

Não é uma ameaça. É apenas um "aviso". Nunca pode ser uma ameaça porque não há fontes que a fundamentem nem câmaras que liguem as consequências ao "aviso".

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domingo, 8 de junho de 2008

NOSSA SENHORA 2 – ALÁ 0

Bem, já nos safámos desta. E não jogamos muito mal, pelo menos jogamos melhor que nos jogos de apuramento… E só para chatear os PNR’s os melhores jogadores em campo foram sem dúvida Pepe e Bosingwa. O melhor do mundo não jogou mal, mas não foi o melhor do mundo. O Deco parecia que estava c’os copos e por causa dele bebi na segunda parte 7 cálices de cachaça (não tinha outra coisa em casa) para aguentar os nervos – cabrão. O Moutinho está cada vez melhor e vai um dia destes meter um golo com um remate de fora da área, reed my lips.

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É dia de futebol na Associação Portuguesa de Amesterdão (APA) numa bela final de tarde de Agosto de 2006. O salão nobre da associação encontra-se completamente cheio com cadeiras dobráveis em fila viradas para o palco onde está instalado um enorme ecrã. O jogo Portugal-Inglaterra para o campeonato do mundo de futebol de 2006 iria ser daqui a pouco transmitido em directo na TV-Internacional.

Rapidamente as pessoas passaram do bar para o salão e as cadeiras foram rapidamente ocupadas. Quem chegou um pouco mais tarde ficou de pé, contra as paredes laterais do salão.

A irremediável mas agradável barulheira que normalmente existe quando se assiste a um jogo de futebol numa associação recreativa era desta vez bastante deteriorada por tambores, mas sobretudo por um instrumento demoníaco: A BUZINA A GÁS!!!
A utilização da dita num estádio de futebol, ao ar livre, é já uma fonte de desespero para quem realmente gosta de futebol, agora imagine-se o insuportável cagaçal que produz no interior das quatro paredes de uma associação…

Como odeio este ruído. Ainda por cima este execrável basqueiro lembra-me sempre desportos inferiores, de sala: voleiboles, basqueteboles ou andeboles. Enfim, um ruído insuportavelmente provinciano.

Na altura de cantar o hino nacional, e precisamente como os jogadores na TV, toda a gente se colocou religiosamente em sentido. Verdadeiramente TODA A GENTE. Os homens foram os primeiros a levantar o cu da cadeira. As esposas foram um pouco mais lentas neste dever patriótico porque, como de costume, é a elas que incumbe outro dever, o de segurar a filharada que em mil malabarismos queria a todo o custo ficar de pé em cima das cadeiras dobráveis.

O ambiente era tão patrioticamente ameaçador que até as amigas e esposas holandesas presentes se sentiam na obrigação de se colocarem em sentido, até a minha mulher… Duas filas atrás de mim reparei na luta interna que o meu amigo de esquerda, o João Paulo, travava para não sucumbir ao nacionalismo exacerbado: deixo-me estar sentado ou levanto-me, como toda a gente? Cedeu à pressão e resolveu ficar de pé – as massas venceram.

Isto deixou de ser um encontro informal entre portugueses, para se transformar numa manifestação de saudade misturada com muito patriotismo e heróis do mar…. Não sei o que me deu na telha, mas também quis ser herói. Deixei-me estar sentado e tenho a certeza que fui o único. Não me chateia nada cantar A Portuguesa de peito inchado, até me acontece lacrimejar ao fazê-lo, mas não alinho quando se trata de uma obrigação. A minha atitude ‘déviante’ não iria ter consequências negativas para o seguimento de uma agradável noite na APA. Portugal ganhou, o Rui Costa meteu um golaço e o Beckham falhou um penálti. Não fossem as putas das buzinas e a noite teria sido perfeita…

Passados alguns minutos o Figo cabeceia a bola para dentro da baliza inglesa, a APA explode: GOOOOOOOOLOOOO! As gargantas, os tambores, as buzinas, tudo junto numa sinfonia infernal. Toda a gente de pé, eu também! As crianças, que também querem ver, encontram-se outra vez a baloiçar perigosamente com os pés encima das cadeiras dobráveis obrigando as mães, mais uma vez, a dividirem a sua atenção entre o ecrã e as crianças que correm o risco de caírem.

Um português que estava ao meu lado, e que eu nunca tinha visto mais gordo na vida, grita GOOOOOOLOOOO ao mesmo tempo que me abraça efusivamente. Perplexo, respondo o mais espontaneamente possível ao abraço com um GOLO mais tímido. A minha falta de patriotismo de circunstância de há pouco já tinha sido pelos vistos esquecida. Eu e o meu compatriota ainda não nos tínhamos inteiramente desligado do nosso abraço quando das filas mais próximas do ecrã ouço alguém gritar: É PÁ, FODA-SE, É FORA DE JOGO…

Não consegui ver a repetição do lance, aliás, do jogo só vi de vez em quando uns fragmentos entre cabeças e ombros. A voz do comentador perdia-se entre os decibéis das buzinas e dos tambores. Mas com um público tão expressivo quem é que precisa de um comentador?
De repente apercebi-me que as pessoas reagiam aquilo que viam no ecrã como se tivessem fisicamente presentes no estádio, como se o árbitro ou os jogadores pudessem realmente ouvir todas as suas imprecações ou os seus conselhos! Vi nisto uma leve semelhança com as minhas primeiras idas ao Cineteatro de Gaia (três escudos na geral). No meu tempo de criança também o público vivia os filmes como se estivessem fisicamente presentes no Far West. Cada soco que o artista dava no artista-dos-bandidos era acolhido com palmas, como num circo ou num espectáculo ao vivo. Era costume do público avisar o artista sempre que o artista-dos-bandidos pérfidamente o esperava escondido atrás de uma porta ou de uma árvore.

Não há nada como uma pequena dose de imaginação para levar-mos a nossa cruz ao calvário…

sábado, 7 de junho de 2008

Dar tropa

Um dos órgãos oficiais de propaganda pró Estados Unidos da Europa, a Euronews, saiu-se esta madrugada, com uma pérola ao nível da melhor lógica Stran.

Citando de memória, dizia o iluminado jornalista:

“O futuro ministro dos negócios estrangeiros da Europa terá, além de um conjunto de tropas que os países membros lhe quiserem dar, verbas suficientes [...]”.

Trata-se de uma das mais típicas formas de pretender que se perceba exactamente o contrário daquilo que se passa.

A coisa anda à volta da utilização de “terá” e “além de”, conjugando a coisa com “quiserem dar”.

“Terá” tenta deixar a certeza que a coisa virá a ser um facto. “Além de”, junto a “terá”, a garantia que o que vier a seguir é uma certeza. Depois de tanta garantia, “quiserem dar” deixa a impressão que a coisa será mesmo dada visto que já tinham sido anteriormente projectadas duas certezas (“terá” e “além de”).

Não vale a pena perder tempo com o facto de ‘dar tropas’ ser algo tão preciso como reclamar melhore políticas.

A Comunidade Europeia real garante apenas que o futuro ministro dos negócios estrangeiros terá verbas mas, a ter tropas, serão, quanto muito, retiradas de qualquer teatro de operações à menor beliscadura e ao melhor estilo Zapatero. As verbas, serão sempre inexoravelmente torradas.

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sexta-feira, 6 de junho de 2008

Ordem Espontânea III

ML

Parece que ambos estamos indisfarçavelmente com os dois pés na metafísica, e em campos opostos. Em vez de factos em bruto baconianos chafurdamos em factos em bruto de inspiração mística. Factos com que podemos concordar ou recusar, mas não discutir. Não concorda comigo e eu não concordo consigo. Pelo menos e justamente no fundamental. E nisto não há nada a fazer. Quem asseverou que da discussão nasce a concórdia ou nunca discutiu ou babava-se por solilóquios axiomáticos. E não há disposição filosófica ou psicológica que a apoie. O que vem a propósito. A ordem em que vivemos, insisto, é essencialmente espontânea, não há uma ideia, uma cultura, um individuo, uma nação, uma causa, um credo, há vários, em desassossego permanente e dotados de vontade própria, a crença num caminho racional – ou pior, racionável – é irracional, não há um motor ou vários – pura metafísica, e velhíssima. Há revoluções e novos reinos de liberdade, padrões em que se manifesta uma semi-consciência colectiva, mas não são começos absolutos, são começos relativos, quando os homens se reúnem para realizar novas sociedades olham invariavelmente para trás, porque a tragedia humana é invariavelmente a mesma. É aqui que eu não posso concordar – fora dos instantâneos que marcam o renascimento de Roma. Eu não nego a politica – como atitude calculista e de transformação – nego-lhe poderes místicos, não é só uma questão metafísica ou de plano – é o grau de consciência na fluidez do processo histórico

Melhores políticas

Manuel Alegre além de informar regularmente que a ele ninguém o cala, garante também com alguma regularidade, desde há 4 décadas, que são necessárias melhores políticas para resolver a crise. Entretanto vai votando todas as políticas que o seu partido leva a cabo, incluindo as "más".
Francisco Louçã exige políticas alternativas, diferentes, melhores.
Jerónimo de Sousa quer uma política diferente, uma política “boa”, uma política de esquerda.
Ontem, na FAO, resmas de cromos cheios de boas intenções, desde Mugabe aos representantes da esquerda latino-americana, reclamavam que era preciso “fazer alguma coisa”.

Toda esta gente reclama, exige, garante, postula e condena.
O quê?
O “neoliberalismo”, as “políticas de direita”, o “modelo económico errado”, o “grande capital” , a “especulação” os “grandes interesses”.

Concretamente o que têm a propor?
“Melhores políticas”.
Quais?
“Políticas diferentes”
Sim, mas concretamente?
“Políticas alternativas, políticas para as pessoas, porque as pessoas não são números”
E fazer o quê?
“Alguma coisa, obviamente”

É isto a que está reduzida a esquerda.
Masturbação retórica e palavreado inconsequente.
Cabeças cheias de nada e bocas a abarrotar de palavras vazias, com muito “social” pelo meio, entremeado com "guerra do Iraque", "voos da CIA" e o habitual solilóquio.
O grau zero da inteligência.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

PÂNICO: Malária em Portugal.

A RTP acabou de parir mais uma peça "jornalística" aparvalhada sobre “aquecimento global”.

Após um chorrilho de asneiras, a peça acabou com duas de fazer rir as pedras da calçada:

1 – A temperatura tem subido como nunca. Prova disso é que, nos últimos 10 anos, choveu pouco em 3 deles.

2 – A subida de temperatura pode vir a provocar o aparecimento de malária, própria dos países tropicais.

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Alguém explica àqueles idiotas, que a malária foi, em Portugal, erradicada pela década de 40?

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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Eleições Norte-Americanas III


Barack Obama escolheu como primeiro tema a abordar, depois de ter atingido os delegados necessários para a eleição democrata, o melhor amigo dos Estados Unidos da América no Médio Oriente: Israel. E esteve, a meu ver, muito bem.

A esquerda anti-americana, anti-sionista (não será anti-semita?), anti-capitalista e anti-globalização engoliu em seco. Pensavam, certamente, que Barack Obama iria trazer a "paz ao mundo" e em especial ao Médio Oriente, deixando de apoiar o "cancro" que é o estado Israelita.

Depois de ter ganho as eleições democratas, Obama sabe que tem que se deixar dos "Hopes". Tem que passar à acção: demonstrar que é uma pessoa séria, sabida e serena. Algo que, apesar de ser possível, lhe será difícil, especialmente se o comparar-mos com o candidato Republicano: John McCain. McCain ombreia totalmente Obama em várias matérias, sendo a seriedade, a postura, o conhecimento e a experiência apenas algumas delas.

Aquilo que Hussein referiu não me surpreendeu. O próprio Paulo Porto já tinha aqui referido no blog que Obama manteria boas relações com o estado Hebraico. Mas Obama foi mais longe: "(...) a segurança de Israel é um princípio sacrossanto e inegociável para os Estados Unidos. Israel e os Estados Unidos têm laços indestrutíveis".

Mais à frente, Barack lançou a frase do dia: "Jerusalém (...) deve permanecer como capital de Israel. Deve permanecer indivisível".

Depois, ainda deu uma facadinha no Hamas.

Grande estreia de Barack Obama como democratic nominee for the President of the United States of America.

PS: Jimmy Carter, o antigo Presidente Norte-Americano que tem estado entretido a contar as armas nucleares Israelitas, tem uma opinião contrária à minha: segundo ele, um ticket Obama-Hillary seria o pior erro que o Partido Democrata poderia escolher.

E vocês, em quem apostam?

Angola - guerra civil



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terça-feira, 3 de junho de 2008

Eleições Norte-Americanas II


Tenho acompanhado com algum afinco a corrida da eleição para Presidente dos Estados Unidos da América. Embora ainda não tenha dado o meu endorsment para a Casa Branca, creio que já todos se aperceberam que estou com John McCain.

E não estou por acaso. Estou, em primeiro lugar, porque não vejo Barack Obama ou Hillary Clinton como verdadeira alternativa a John McCain. Especialmente o primeiro, que está prestes a vencer a corrida Democrata. E ainda bem: Barack Obama é, a meu ver, um osso menos duro de roer para John McCain (espero trazer-vos entretanto outro post com a comparação entre os dois candidatos).

É fácil explicar o porquê: Hillary vence mais estados importantes a McCain, comparando com Barack Hussein Obama. A Florida seria democrata caso Hillary fosse a candidata. Será Republicana caso Obama seja o candidato. Também é previsível que muitos dos votos de Hillary mudem para o lado dos Republicanos: existem até sondagens que andam próximas dos 30% para McCain e 70% para Obama (entre os votantes de Hillary). Já os independentes estão muito divididos
(47% para Obama, 43% para John McCain).

Isto não é tão linear assim, e as surpresas por vezes acontecem. Convém não esquecer que a campanha de Barack Obama já está habituada a dar-nos surpresas.

Em termos de percentagem de votos, as coisas andam muito empatadas. As sondagens ora dão 1 ou 2 pontos de vantagem a McCain, ora dão empate, ora dão 1 ou 2 pontos de vantagem a Barack Obama. Porém, uma coisa é certa: McCain tem estados já ganhos, e poderá concentrar a sua campanha nos estados ainda divididos.

John McCain tem certos 168 delegados dos 270 necessários para a eleição de Novembro. Tem certo o Texas, tem certo a Florida (caso seja contra Obama), tem certo Teneesee, tem certo Arizona e tem certo a Georgia, entre outros. Já Barack Obama tem certo a Califórnia, Massachusetts, Illinois e Nova Iorque, entre outros.

John McCain poderá concentrar baterias em estados muito divididos, como o Ohio, o Michigan, o Novo México, a Pennsylvania, o Colorado e Indiana. E ganhar aí as eleições. Já Obama terá que andar a apagar dois fogos ao mesmo tempo: ter a certeza de que não perde estados importantes e terá que conquistar alguns estados empatados.

Esta é a primeira grande vantagem táctica de John McCain.

Outra ponto que acho importante clarificar quando se aborda as eleições Norte-Americanas é a questão da percentagem. A percentagem, nas eleições para a Presidência dos Estados Unidos da América não tem a mesma importância do que a para a Presidência Portuguesa. Isto porque o Presidente é eleito por um colégio restrito, onde quem tiver 270 delegados é eleito presidente.

Vigora em praticamente todos os estados dos Estados Unidos da América a regra do "winner take all" que, traduzido para Português significa "o vencedor leva tudo". Ou seja, e foi o que aconteceu durante as eleições de 2000 (quando W. Bush venceu o estado da Florida por pouco mais de 500 votos e ficou com os 27 delegados), tanto faz vencer por 1 do que vencer por 1 milhão.

Acho por isso interessante as poucas sondagens que vêm na imprensa Portuguesa, todas elas dando vitórias a Barack Obama. Todas elas em percentagem de votos. Todas elas rigorosamente escolhidas.

Porquê? A resposta parece-me simples: a Europa e os Europeus já escolheram quem querem odiar nos próximos 4 anos. Este como é negro, mais à esquerda e populista faz-lhes menos impressão.

A última reflexão que quero aqui deixar tem a ver com a imagem de Barack Obama entre os Norte-Americanos. 51% dos Norte-Americanos gostam de McCain. 46% não gostam de McCain. 48% gostam de Obama. 49% não gostam de Obama. Na mesma sondagem vemos que 35% não gostam nada de Obama e que 24% não gostam nada de John McCain. Na sondagem que acima citei da Newsweek, 49% dos Norte-Americanos dizem-nos que Obama não tem experiência para ocupar o cargo. 44% dizem o contrário. Nessa mesma sondagem, 40% dos inquiridos dizem que pensam que Obama partilha as mesmas visões do Reverendo Wright sobre os Estados Unidos.

Por último, dizer que 11% dos inquiridos acham que Obama é Muçulmano. Já vi outra sondagem em que 15% também dizem o mesmo.

Creio que John McCain tem a faca e o queijo na mão. Se se conseguir distanciar um pouco de George W. Bush, se fizer imperar as suas mais valias (a experiência e a política externa) e se se informar sobre a economia, nem os populismos de Obama o impedirão de vencer as eleições.

PS: Se o "dream-ticket" (Obama+Hillary) democrático ocorrer, John McCain estará em muito maus lençóis.

Cheiros islâmicos


O actual Presidente da Turquia (A. Gul) é um muçulmano convicto e a sua eleição foi um processo conturbado que implicou pronunciamentos militares, dissolução do Parlamento e novas eleições que deram uma vitória clara ao partido que os pessimistas acham ser islamista ferrenho, e os optimistas acreditam ser uma espécie de versão muçulmana da democracia cristã.
A mulher do Presidente é basicamente uma beata que usa lenço islâmico, não para proteger as orelhas do frio, mas como sinal religioso.
Na altura muita gente se preocupou com a deriva islamista da Turquia. Cheirava-lhes a esturro.
E vai cheirar ainda pior.
A Presidência tem um ministério, que acaba de recomendar às mulheres turcas que não devem usar perfume na rua para não excitar os homens.
A Direcção Geral de Assuntos Religiosos corrobora a medida e clarifica-a, indo ao pormenor de especificar que para as mulheres, só são admissíveis desodorizantes sem cheiro.
Recomenda também que as mulheres se abstenham de gestos e atitudes que levantem suspeitas na cabeça volátil dos machos. Como por exemplo, falar com eles.
Ou seja a ideia é a de que quem deixa comida cheirosa à vista, não pode culpar o gato por a comer. Como se sabe, no mundo islâmico as mulheres ainda são armas usadas por Satanás para controlar os homens (por cá também já foi assim e aquela coisa da maçã significa isso mesmo).
Ora se os turcos desatam a bater pívias e a saltar para cima das turcas sob a influência maligna de umas gotas de Burberrys, o problema é grave e exige burkas integrais e cheiro intenso a bacalhau seco, para que as turcas se confundam o mais possível com sacos de batatas com pés e nem com Viagra o turco médio seja capaz de lá ir.
E já sabe...se for violada a culpa não é do turco....é da turca e do Chanel.
Isto passa-se na Turquia, país que quer entrar na União Europeia, com o apoio de muita gente.
Esta coisa do perfume é apenas mais um sinal odorífero de que o país está a abandonar a herança de Ataturk e a sucumbir ao islamismo malcheiroso.
Caminho que não os levará seguramente na direcção da modernidade e dos bons cheiros.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Ordem Espontanea II

ML, nao posso concordar consigo, pelo menos totalmente. As sociedades avançam na base do erro e do ensaio - sobretudo fora da brecha temporal que marca a libertaçao e a definiçao de um reino de liberdade - procuram resolver problemas estabelecidos à priori - nao há politica fora da historia. Os objectivos elementares da comunidade politica serao combater males concretos e impedir extremos de sofrimento - e a politica pode ser mais do que um programa de quatro anos - mas a comunidade está sempre aberta às novas condiçoes historicas. A gestao surge em virtude da auto-organizaçao dos seus elementos e o que vai esculpindo as sociedades é a convergencia nao-planeada das virtudes e dos vicios dos individuos que a compoem - imprevisiveis, incontrolaveis. As ideologias nascem e morrem, sao meros sucedaneos no grande curso da historia - a historia faz pausas mas nao chega ao fim, toda a ordem é susceptivel de mudança. É a interacçao multidimensional e espontanea entre os varios elementos - humanos e nao-humanos, permeaveis ou nao à acçao humana - que geram novos anatemas e questoes civilizacionais. E novas metas programaticas. Cada estadio parece tributar-se a um estadio anterior, mutavel e que nos conserva e comunica o que o mundo precedente produziu mas nada indica que haja sequer uma entidade sobre-natural chamada "progresso". Citando Nietzsche, "O tempo anda para a frente; gostariamos de acreditar que tudo o que existe nele anda tambem para a frente - que o desenvolvimento é algo que se move para diante." O que pode em ultima instancia impedir que aconteça um novo cansaço com os negocios da cidadania e da civilizaçao?

Para quando um blog, ML?

Onde pára a polícia?

Liga-se a televisão pela manhã e o PREC entra-nos em casa com cheiro a sardinha.
O “poder popular”, versão peixeiral dos verdes eufémicos, atribui-se o direito de decidir quem entra e não entra, quem vende e não vende, quem trabalha e não trabalha.
Do direito à greve, passa-se rapidamente para a negação das liberdades básicas dos outros cidadãos.
Grupos de estúpidos, que alguém convenceu que estão na posse da força da razão, não hesitam em usar a razão da força.
O que querem?
Querem mama. Querem que os outros cidadãos lhes paguem a gasolina.
“Nós somos gente pacífica”, garantia um dos revolucionários do carapau.
“Parece que apedrejaram um camião…”, quer saber o jornalista.
E, sem transição, o caramelo, esboça um riso alvar e diz que sim, sabe como é, fez-nos frente e tivemos que usar outras medidas.
Ali, de cara chapada, impune, em frente às câmaras.
Tal como os que vandalizaram a lota de Matosinhos, em directo e ao vivo.
A polícia?
Ninguém sabe, mas toda a gente suspeita que tem ordens para não agir.
Como no caso do milheiral eufémico, provavelmente como tributo à esquerdice cultural da maioria do poder que nos governa.
No PREC também era assim. A polícia não aparecia, aparecer era “fascista”, a autoridade era “fascista”, o estado de direito é “fascista”.
Em Portugal, Europa, ano de 2008, o estado de direito claudica frente a meia dúzia de imbecis que não hesitam em usar a violência contra outros cidadãos e de repente estamos no Zimbabwe, com grupos de milicianos a passar revista aos carros particulares, sob a ameaça da força.
Só neste país de brandos costumes isto pode acontecer sem que ninguém se passe dos carretos e enfie um tiro no bucho de um destes idiotas da sardinha.

domingo, 1 de junho de 2008

O TERROR do Polo Sul

Um dos pânicos de estimação dos aquecimentistas remete para o afogamento.

Os primeiros “avisos” de afogamento iminente falavam do Pólo Norte. Segundo os anedóticos maçaricos em ciência, o gelo do Pólo Norte iria derreter e o nível do mar subiria, afogando meio mundo.

Os média, estúpidos q. b., agarraram a “causa” e carpiram-na durante anos sem quererem perceber que o derreter do gelo do Pólo Norte nunca faria subir o nível de água do mar porque aquele gelo está em flutuação.



Recentemente surgiu a história do afogamento dos ursos face à “mais que evidente” fusão do gelo do Pólo Norte. Descobriram, perante a recente possibilidade de navegação na passagem de nordeste, que havia mais um “record nunca visto”

O Pólo Sul é outra menina dos olhos dos aquecimentistas. A história é sempre a mesmas: nunca como agora houve tanto gelo a desprender-se da calote, e nunca como agora houve uma tão pequena superfície total de gelo. Portanto, há que entrar em pânico, há que bater com a cabeça nas pareces e há que culpar Bush, as multinacionais (particularmente as petrolíferas), a globalização e o modo de vida ocidental por serem “gigantescas fábricas de produção de CO2” (gás “poluente” como lhe chamam).

É verdade que de 1973 para cá se tem mantido um alto nível de separação de gelos, muito embora tenha sempre vindo a diminuir. É também verdade que a superfície total de gelo tem vindo a diminuir. Mas é também verdade que estes pontos são consequência de um maior arrefecimento do pólo e de uma maior quantidade total de gelo no pólo.

Já agora, aquecimento deu-se, no Polo Sul, entre 1948 e 1973, período em que se berrava pelo arrefecimento global.

Os estúpidos militantes (EM) aquecimentistas não têm a menor noção dos fenómenos físicos e têm raiva a quem tenha e não estão nada interessados nem em ter nem em esclarecer porque apenas querem dar porrada a Bush, ao ocidente, ao Tio Patinhas, etc.

Aliás, não são apenas os EMs, muito embora de outra forma. Muito cientista do aquecimento faz os possíveis para se não seja possível meter-se o nariz no seu trabalho. Dizem que estudam, publicam resultados, mas odeiam que outros cientistas verifiquem como chegaram às conclusões que anunciam. Alguns, de careca descoberta face a dados convenientemente manipulados, têm agora a lata de declarar que os cientistas do clima deveriam ponderar mais frequentemente acerca da qualidade dos dados ...

Dizer-se nas trombas de um aquecimentista que o Pólo Sul está mais frio já o faz suar ácido sulfúrico. Será como negar a existência de Deus perante uma beata carpideira. Dizer-se que a calote polar da Antárctida não está mais magra faz com que ele revire os olhos na tentativa de nos apontar uma arma biológica de raios gama.

Não só a temperatura está mais baixa na Antárctida como há mais gelo. Resumindo, há mais frio na Antárctida ou, usando o vocabulário dos EMs, o frio está a atacar a Antárctica. Nos últimos anos tem aparecido mais 47.000.000.000 toneladas de gelo em cada ano. Haver mais gelo a uma temperatura substancialmente mais baixa implica que haja substancialmente mais frio armazenado na calote Sul.

“Como é que isso é possível? E o gelo que derrete, não derrete com o calor”, dirá de imediato um EM com voz de bezerro e soltando uma gargalhada ao melhor estilo borra de café com leite.

Derrete com o calor. Mas derrete com o calor resultante das mais fortes trocas de massas de ar entre a calote e as latitudes mais temperadas. A presença de mais frio no Polo Sul exacerba as correntes atmosféricas que provocam trocas de calor. Essas correntes atacam as zonas costeiras, particularmente do lado ocidental, derretendo gelo ou provocando a sua fragmentação. Mesmo assim, a quantidade anual de gelos que se tem vindo a destacar tem diminuído desde a década de 80.

A ameaça de afogamento pode, portanto, ser posta de parte. Aliás, mesmo que a temperatura global subisse significativamente (abaixo de 1 dezena de graus), não haveria subida do nível do mar, mas una descida. Para manter os aquecimentistas irritados, esta, fica para a próxima. Já agora, os aquecimentistas têm vindo, paulatinamente, a mudar o vocabulário. Preferem agora o termo “mudanças climáticas”. Não vá o diabo tecê-las, há que preparar a máquina de propaganda para, no previsível futuro, culpar o CO2 pelo arrefecimento. Alternativamente, sendo para todos claro o que vai acontecendo (que a temperatura média total vai descendo), dirão que há que manter o combate ao CO2 para manter o ‘sucesso’ da paranóia, mesmo que ele continue a subir por mais uma mão cheia de anos, como tem estado a acontecer.

Enfim, se o frio vier a apertar, nada de pânico. Para fazer subir a temperatura bastará que se recorra à produção maciça de CO2.

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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Multiculturalismo, uma ideologia racista e paternalista.

Na Holanda, o caso do cartunista Gregorius Nekschot ainda deu bastante que falar. No parlamento, o ministro da justiça passou um mau bocado e disse que a ordem de prender o artista não partiu dele mas sim do procurador de justiça de Amesterdão! Todos os partidos da oposição, da esquerda à direita, todos eles se insurgiram contra a prisão, mas o VVD (partido da direita-liberal) foi mais longe e decidiu expor os cartoons de Gregorius Nekschot na sala de leitura do parlamento…

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Estas pinturas estavam há dias expostas no átrio da câmara municipal de Huizen, mas a comunidade muçulmana protestou (eles também usam o interior do edifício público!) e a junta da câmara decidiu colocar os quadros da artista Ellen Vroegh num local mais discreto, onde o público não tem acesso!!! Segundo a câmara: ‘Nós respeitamos as críticas de toda a população, independentemente da crença religiosa que se sinta chocada por mulheres nuas’.
Ellen Vroegh protestou quanto baste mas estas pinturas são naturalmente ‘uma pura provocação para a parte da população mais religiosa’, como dizia o blogue Geenstijl no gozo…

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No dia 17 de Maio estava um calor de rachar na Holanda e, como de costume num dia destes, os trabalhadores da construção civil restauravam de calça curta um prédio de habitação em Almere (perto de Amesterdão). Pois bem, os vizinhos muçulmanos participaram aos responsáveis da obra que os trolhas, segundo eles, se encontravam bastante despidos! O mestre-de-obras comunicou isso aos seus trabalhadores e estes responderam que ‘com este calor trabalhar de fato-macaco NEM PÓ…'

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Tudo isto é, como de costume, muito bem explicado neste video-blog pelo meu Guru Mr. Pat Condell. Reparem só neste final em apoteose:

(...)Tolerar a mentira de que a cultura islâmica é de algum modo igual à cultura ocidental, ao mesmo tempo que se ignora as vítimas daquela cultura, é mais do que irracional. É simplesmente criminoso.

E se realmente querem falar sobre o racismo, não é preciso ir mais longe do que a perversa mentira que é o
multiculturalismo, uma ideologia racista e paternalista.

E os governos da Europa que a promovem são governos racistas. Os funcionários públicos que a toleram são racistas. Os professores universitários que a encorajam são racistas. Os jornalistas que mentem sobre ela são racistas.

E as pessoas comuns [assim como os meus amigos de esquerda que se recusam a dar a sua opinião sobre estas coisas, trad.] que dizem uma coisa em privado e outra em público são racistas cobardes e hipócritas.



Rabugice Socialista

Se observarmos com cuidado, podemos reparar que à medida que os seres humanos envelhecem vão ficando mais aquilo que já eram. Isto é, um homem de meia-idade complicado já era complicadinho quando era novo; um velho rabugento já tinha mau génio na meia-idade.

É o caso de Mário Soares. Na 3ª o DN publicou um artigo de opinião em que Soares comenta a o buraco fundo a que as políticas fiscal e de centralização socialistas estão a arrastar Portugal. O Eurostat classifica Portugal como o país em que as desigualdades sociais e a pobreza estão entre as maiores e foram as que mais se agravaram na UE.

Segundo Mário Soares, entre os culpados estão os inveitáveis Bush e Blair, como já se imaginava e ele nos repete sempre que pode. Soares nada diz acerca do facto de a política económica americana não ter nada de novo de há muitos anos, que é a mesma desde há vários presidentes para cá, incluindo o agora (mas só agora) iluminado Clinton.

A Esquerda tem este marcador genético distintivo, aquele que a faz sempre procurar um diabo externo a quem culpar pelos fracassos próprios e ainda se mostrar pedagoga.

Ora, Soares nem quer saber porque razão tantos países vão progredindo mais que Portugal, sejam eles europeus ou não, apesar de viverem no mesmo mundo em que Soares e Bush vivem ainda que separados por alguns fusos, horários e outros.

Outra pérola, Soares acha que a Europa se deve proteger do neo-liberalismo americano. Mais uma vez há coisas que ele não quer saber. Desde logo não quer saber que o neo-liberalismo americano fez e faz com que em cerca de 30 anos o PIB americano seja cerca de 1/3 mais elevado que a média europeia. Também não quer saber que é a mesma receita neo-liberal americana que faz com que as economias emergentes de países como o Brasil, a Índia, a China ou a Indonésia saiam da pobreza a que pareciam condenados.

Mas não é apenas isto. Soares ainda não reparou que a Europa segue o caminho do neo-liberalismo económico, ainda que amputado, deste o tempo em que Teacher ganhou as eleições na GB com um discurso anti-populista e anti-socialista. Acontece que, para desgraça da Europa a aparente conforto de Soares, o liberalismo económico à europeia caminha apenas sobre uma perna, já que a outra está paralisada pela carga fiscal elevadíssima que vai lentamente corroendo as vantagens económicas do continente. Mas é sobretudo definitivo que o tempo do keynesianismo, do visão do Estado motor da economia, está posta de lado. Mas Soares ficou-se pelas receitas dos tempos do pós-guerra. Não percebeu que caldos de galinha e 16 horas de cama por dia podem fazer bem a quem recupera de doenças graves, mas fazem muito mal à saúde de gente que se quer saudável.

Voltando ao horror que agora Soares tem à América, esse parece coisa que não tem cura. Isto porque é altamente improvável que os EUA voltem a ter na sua embaixada em Lisboa um Frank Carlucci que dê a MS palavras de coragem e apreço - e sabe-se lá que mais coisas - para que Soares volte a ser, como foi em tempos, o grande amigo português dos seus grandes amigos americanos.


De regresso ao pondo de partida, a esta coisa de nos irmos todos transformando com a idade em mais do que já éramos, bem se pode dizer que Mário Soares, que sempre teve mau génio e mau perder, está mais embirrento que nunca.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Israel (Ontem e Hoje)


Trago-vos hoje algumas palavras de Esther Mucznik e de Joshua Ruah, do livro Israel Ontem e Hoje. O livro conta com muitos outros testemunhos.

Passo a citar: "(...) raros são os livros, nomeadamente em Portugal, que se debruçam sobre Israel, o país real. (...) A realidade é que Israel interessa apenas enquanto parte do conflito israelo-palestiniano, não enquanto país real onde pessoas vivem e morrem (...). Para grande parte da população (...) Israel é feito de tanques, de soldados sem rosto (...). O rosto humano é normalmente reservado aos palestinianos, a cujo sofrimento os média concentram uma atenção inesgotável e... unilateral"
Israel Ontem e Hoje, Esther Mucznick e Joshua Ruah - Difel, 2007

Ligações perigosas

Morreu Marulanda, camarada-chefe da mais conhecida organização narcoterrorista da América Latina (convidada habitual das festas do Avante) e, supreendentemente, ainda não fomos bombardeados por épicas e emocinadas hagiografias do defunto.
Não se falou ainda da sua “coerência” das suas “boas intenções”, da sua vida de luta dedicada a uma “causa”.
O camarada Marulanda e o seu comité central de intelectuais urbanos fanatizados e embebidos em marxismo, dirigindo com mão de ferro um exército carne para canhão, abastecido à conta de camponeses ignaros, gozaram durante décadas da aura romântica característica do perfeito idiota latino-americano.
A mesma aura que faz com que milhões de tontos ignorantes usem orgulhosamente a efígie de Che Guevara, e não alternem com outros de igual calibre e "coerência", como Pol-Pot, Hitler ou Beria.
O que há aqui de novo e que pode justificar o silêncio, é que à medida que as FARC apodrecem no seu veneno e se desfazem, começa a saber-se a verdade sobre a cooperação da esquerda latino-americana e europeia com o narcoterrorismo. O computador de Reyes tem sido uma cornucópia a debitar informação e compreende-se agora o banzé que Chavez e o seu títere equatoriano fizeram na altura.
Para além das ligações perigosas com Chavez e o Equador, sabe-se agora que o Partido de Esquerda Alemão, dirigido pelo inefável social-democrata , Oskar Lafontaine, colaborava com as FARC.
Há muita gente preocupada com o que ainda está por revelar.
O que talvez explique o silêncio comprometido.
O camarada Jerónimo, por exemplo, ainda não louvou a coerência revolucionária do camarada Marulanda.

Ah, o sucessor de Marulanda, parece ser um velho comunista, conhecido sobretudo por ter executado dezenas dos seus próprios homens, por traição "revolucionária".
É assim que se quebram os queixos à reacção.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Turbo

"Ciência" em circuito fechado.

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Territórios ocupados

Vai aqui uma discussão recorrente sobre os "territórios ocupados".
Esta discussão assenta sobretudo na ignorância e na má-fé dos "apoiantes da causa palestiniana" (eufemismo politicamente correcto para "ódio aos judeus")

Back to the basics.

Israel foi vítima de agressão árabe na Guerra dos Seis Dias. Travou uma guerra defensiva.
O Direito Internacional é claro como a água: se o agressor tivesse sido Israel, a ocupação dos Golan, Sinai, Margem Ocidental e Gaza, seria ilegal, tal como seria ilegal a instalação de colonatos.
Como vítima da agressão, a posição israelita é completamente diferente. Se não existir tratado de paz, a soberania continuada e é perfeitamente legal, desde que os indígenas não sejam prejudicados.
De facto a soberania israelita sobre os territórios foi benéfica. Basta ver a evolução do nível de vida das populações de 1948 a 1967 , e de 1967 a 1994 ( e o modo como caíu a pique em Gaza e na Margem Ocidental, assim que passaram para o controle da AP)

Logo após a guerra, Israel propôs a devolução dos territórios em troca da paz formal. As nações árabes rejeitaram a oferta, como aliás já tinham rejeitado outras, desde 1948.
Israel poderia ter anexado os territórios, se lhe aprouvesse, mas decidiu não o fazer, porque queria usá-los como arma negocial. Queria entregá-los e troca de tratados de paz.
O que acabou por fazer com o Egipto, em Camp David. Neste acordo, Sadat rejeitou receber Gaza de volta, preferindo que os palestinianos se mantivessem sobre soberania israelita. No tratado de 1994, com a Jordânia, o Rei Hussein excluiu expressamente das negociações a Margem Ocidental.
Não a queria de volta.

A 4ª Convenção de Genebra refere a proibição de mandar para o exílio populações conquistadas e de instalar populações conquistadoras, se as terras tiverem sido adquiridas numa guerra OFENSIVA.
Mas esta guerra foi DEFENSIVA.
Claro que para os "apoiantes da causa palestiniana", este tipo de distinções são irrelevantes.
A má-fé é como uma máquina de terraplenar.

domingo, 25 de maio de 2008

Turbo

Phoenix Mars Lander - transmissão directa aqui. Chegada, dentro de 1h47m.

Aterrou!


Veículos que não circulam vão passar a pagar imposto por contribuirem para o aquecimento global.

Mentir até cheirar a esturro.

O silêncio dos empertigados.

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sábado, 24 de maio de 2008

Estratégia Islâmica

Há 2 meses, o mandato do Special Rapporteur (SR) para a promoção e protecção da liberdade de expressão e opinião, do anedótico Conselho das Nações Unidas para os Direitos Humanos , foi alterado de forma radical, por proposta da Organização da Conferêrencia Islâmica (OIC)
Assim sendo, o SR tem agora a tarefa, não de vigiar e reportar as limitações à liberdade, mas sim o seu "abuso", nomeadamente em relação à religião islâmica, como consta expressamente do texto.
Um organismo concebido para vigiar a repressão da liberdade de expressão, terá doravante de a promover.
Não se trata de um movimento desenquadrado e avulso. O documento foi concertado e preparado ao milímetro pela OIC, no seguimento de uma estratégia de restauração da Umma, que se pode ler aqui, mas que já vem de trás.

Em 2000, a ISESCO (versão islâmica da UNESCO), deu à estampa a Estratégia da Acção Cultural no Ocidente .
O texto, publicado antes do 9/11, destina-se aos islâmicos das 2ªs e 3ªs gerações de imigrantes, aqueles que, por toda a Europa, estão na vanguarda da violência contra as sociedades que os acolhem.
Trata-se de um programa de controlo totalitário que pretende regular todos os aspectos da vida do jovem islâmico, impondo uma total submissão. Não são meros conselhos...são deveres religiosos, porque a “acção cultural é um acto de adoração”.
Após as partes genéricas com retórica redonda, destinada a prestar tributo à correcção política, o texto ganha substância e esclarece que a relação com os países de acolhimento consiste sobretudo em aproveitar as múltiplas vantagens do Ocidente.
Garante a “ superioridade moral e a discernibilidade “ muçulmanas e apresenta o Islão como uma alternativa às esperanças outrora depositadas no comunismo.
“A consciência crescente da importância do Islão e o seu papel como uma opção cultural e intelectual...excita muitos sectores no Ocidente, particularmente em consequência da regressão de grandes doutrinas ideológicas ”.
Criticando violentamente a globalização capitalista (mais um ponto comum à esquerda e à extrema-direita), insinua que o islamismo poderá vir a ser a solução: “espera-se pela emergência de um novo poder mundial, levantando-se contra o poder que actualmente domina a ordem mundial” (leia-se, os EUA).
Enquanto se espera pela vitória, deve-se proteger os muçulmanos da “filosofia positivista e herética” do Ocidente, porque “a arrogância do Ocidente atingiu o seu apogeu” (ou seja, está a caminho da decadência. Curiosamente Chavez diz exactamente o mesmo do "Império").
A Estratégia visa instaurar uma contra-sociedade muçulmana no seio do Ocidente que seja impermeável às tentativas de assimilação.
Porque o Ocidente quer “dissolver a personalidade da criança muçulmana através da destruição dos valores que ela trouxe da família e da sua cultura de origem”, torna-se necessário “imunizar o imigrante contra a perversão” da cultura ocidental.
Impõe-se assim exigir e negociar a aplicação da sharia nos países de acolhimento, como se viu recentemente no Reino Unido
Face à concertada estratégia islamista, a esquerda continua a ignorar a ameaça vital e prefere dedicar-se a "causas fracturantes", a criticar o "Bush e o Blair" e a repetir pela enésima vez a catilinária dos "voos da CIA" e de "Guantanamo", etc, enfim qualquer coisa que seja pretexto para berrar o ódio ao único país que percebeu o alcance da ameaça e lhe tem movido uma guerra global.
Como é lógico, não se tem conhecimento de uma única manifestação organizada pela esquerda contra o terrorismo islâmico e contra aqueles que explícita e repetidamente têm dito que querem atacar e têm atacado a civilização a que pertencemos. Pelo contrário, o Dr Miguel Portas vai a Beirute prestar vassalagem a Nasralah e por cá, comunistas e bloquistas desfilam juntos, de punho revolucionário erguido, berrando que "somos todos Hezbolah".
Há tempos, pouco antes de morrer, o filósofo Fernando Gil diagnosticou a imensa amálgama totalitária que une hoje o anti-semitisno, o antiamericanismo, a ideologia de esquerda e o islamofascismo, e denunciou a má-fé da esquerda europeia como o fenómeno que subjaz a essa amálgama.
No limite considerava que é a ausência de projectos e a tentação do abismo que conduz a esquerda para o regaço dos maiores inimigos da nossa civilização.

Não, não é anti-semitismo. É anti-Americanismo.


O Primeiro-Ministro Israelita, Ehud Olmert, tem sido interrogado por alegada corrupção quando ainda era Mayor de Jerusalém. Ao que consta, Ehud Olmert terá recebido do empresário Norte-Americano Morris Talansky (também ele judeu), cerca de 100.000 dólares para supostos fins eleitorais. A polícia Israelita acusou Ehud Olmert de fraude, abuso de confiança e irregularidades no financiamento de campanhas eleitorais.

A polícia de Israel faz actualmente o seu trabalho, que é investigar. Não existiu a imunidade política bem característica no Médio Oriente. O próprio Primeiro-Ministro não impediu a acção da polícia. Israel confirma-nos, e os Israelitas também, sejam eles árabes, judeus ou muçulmanos, dia após dia, que o seu país é verdadeiramente democrático, ao contrário daquilo que muitos amigos da "causa Palestiniana" fazem parecer em diversos órgãos de comunicação social ocidentais.

Convém recordar que o antigo Presidente da República (2000-2007), o Sr. Moshe Katsav, também foi julgado por vários crimes (assédio sexual).

Que importância têm estas suspeitas?

Teoricamente, estas suspeitas relançam as esperanças do Likud, liderado pelo antigo Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu. Situado num espectro político mais à direita (comparando com o Kadima de Ehud Olmert), o Likud é o mais que provável vencedor das próximas eleições legislativas Israelitas (se estas forem antecipadas, algo que é muito provável face à alegada fraude de Olmert, a vitória virá mais cedo). Segundo algumas sondagens, 62% dos Israelitas são a favor da demissão de Olmert e 51% querem eleições antecipadas.

Relembro que o Kadima formou-se no ano de 2005, quando Ariel Sharon, juntamente com outros membros do Likud, decidiram deixar o partido, numa tentativa desesperada de levar para a frente o plano de retirada da Faixa de Gaza, bloqueado pelos membros mais à direita do Likud. Rapidamente, o Kadima recebeu outros intelectuais: incluindo membros do Partido Trabalhista, como o actual Presidente Israelita, Shimon Peres.

Como vemos, a legitimidade de Ehud Olmert para encetar negociações com o governo Sírio, tendo em vista a resolução da questão dos Montes Golan, é praticamente nula. Ainda para mais quando o próprio Ehud Olmert confessou, numa entrevista, que Israel iria fazer "dolorosas concessões".

Netanyahu tem-se aproveitado disto tudo para subir nas sondagens. O próprio Ehud Barak, líder do Partido Trabalhista, está a lucrar com a situação.

É uma questão de tempo até isto dar para o torto. Se bem conheço Netanyahu (o primeiro Primeiro-Ministro Israelita que nasceu depois da formação de Israel), ele vai jogar com toda esta situação, tentando inviabilizar a todo o custo as manobras de Ehud Olmert com os Sírios. Os Montes Golan são muito importantes para Israel e não é do agrado para a maioria dos Israelitas devolver os Montes sem qualquer tipo de contrapartidas. Os Golan custaram muitas vidas, muito esforço.

Mais que o patriotismo, o que aqui conta é a água.
A água que provem do Lago de Tiberíades. O acesso às águas do Jordão. Israel quer continuar com poder na região, os Sírios não deixam. É provável que nem Olmert resolva este problema.

A demografia dos Montes Golan também é um caso bicudo. Muitos judeus fixaram-se nos Montes Golan, depois da conquista deste território durante a Guerra dos Seis Dias, sendo agora cerca de 16.500. Os restantes habitantes são Drusos (19.300) e muçulmanos (2.100). Cerca de 30% dos Drusos já têm nacionalidade Israelita. Os restantes não têm nacionalidade Israelita, mas podem vir a ter, embora muitos deles não queiram.

Parece relativamente consensual que todos vivem melhor sob jurisdição Israelita. A maioria dos habitantes dos Montes Golan preferia ser Israelita mas vive no medo de o dizer e de requerer a nacionalidade. Isto porque seriam perseguidos pelos pro-Sírios. Já para não falar no que aconteceria a estas pessoas caso os Montes fossem devolvidos à Síria...

Mais a sul, foram descobertos mísseis anti-tanque e lançadores de rockets numa escola em Sajaiya, no norte de Gaza.

Ninguém na imprensa Europeia relatou a descoberta. O nosso Público, apostado em defender a "Causa Palestiniana", apenas dá notícia aos macabros raides aéreos Israelitas.

Não, não é anti-semitismo. É anti-Americanismo.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Túnel ou toupeira do Ministério das Finanças?

Há uns 20 anos, estando as ruas de Lisboa atafulhadas em carros, criaram-se faixas de Bus. Entrava em acção o "primado do transporte público sobre o individual" e o estúpido militante babava-se.

Há uns 10 anos, estando as ruas de Lisboa atafulhadas em carros, acabaram-se praticamente com as faixas Bus e colocaram-se parquímetros. Entrava em acção o "primado do transporte público sobre o individual" e o estúpido militante babava-se.

Hoje fala-se em aumentar o preço do estacionamento e em colocar portagens à entrada das cidades. Será o "primado do transporte público sobre o individual" e o estúpido militante voltará a babar-se.

Sendo anteriormente algo que não se pagava e nada de substancial tendo sido alterado, que distingue o pagamento do estacionamento de um imposto? Já sei: a EMEL emprega muita gente. Mas haverá real produtividade nesse "trabalho"?

...

O estado, por via das polícias, sempre assistiu os automobilistas em casos de acidentes sem danos pessoais. Pretende-se agora que sejam as companhias de seguros a garantir esse serviço que, de uma forma ou outra será paga pelo automobilista directamente à companhia de seguros. A vir a ser assim, esse pagamento será ou não um imposto? Virá o estado a atenuar algum outro imposto face à mais que evidente necessidade de se virem a aumentar os prémios?

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A semana passada o Prós & Contras andou às voltas com o preço dos combustíveis.

Um dos intervenientes, José Horta, secretário-geral da APETRO, fartou-se de levar porrada por causa dos altos preços dos combustíveis. Foi argumentando como podia, sempre afirmando que os preços à saída da refinaria eram idênticos aos dos outros países europeus. Mas a maioria dos restantes intervenientes batia sempre na mesma tecla: as petrolíferas são responsáveis por uma boa parte dos aumentos.

Bem, eu não sei se são ou não são, mas pareceu-me que a determinada altura, já farto de dar a entender o que todos pareciam não querer perceber, José Horta deixou escapar um lamento:



Nada aconteceu na sala. Nem Fátima Campos Ferreira, sempre pronta a uma ou outra ferroadazita nos “interesses instalados”, se manifestou.

Mas então, quem deve pagar as infra-estruturas, o estado ou os privados?

Pensarão os estúpidos militantes que o automobilista não acabará por pagar o túnel com juros da banca e tudo? Quantos mais casos haverá?

Então e qual a real carga fiscal total? Na estatística, inclui-se este novo canal de cobrança de impostos a que se chama, “contrapartidas”? Pagamos impostos apenas ao estado ou pagamos também a inúmeras outras empresas? Estão os governos autorizados a alijar, a privados, o pagamento de obras e posterior cobrança ao cidadão, coisa que supúnhamos estarmos a pagar, pelo IRS ou outros impostos, directamente ao estado?

Onde vai isto parar? Porque não obrigar cada grande superfície a construir uma escola? Porque não obrigar cada cadeia de grandes superfícies a construir uma universidade ou uma linha de caminho de ferro, ou outra coisa qualquer?

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Jogo entre intelectuais



PS: reparem no aquecimento de Karl Marx;
PS nº2: ia jurar que Karl Marx ia recomendar a atribuição de 1 bola para cada jogador...

Não aprendem

Contrariamente a um mito urbano que por aí circula, não foi o marxismo e os seus adocicados sucedâneos (socialismo, etc) que inventaram o Estado-Providência, mas sim o autoritário Bismarck, mais tarde imitado na América.
Após a 2ª Guerra Mundial parecia que se tinha descoberto um autêntico ovo de colombo. Morria-se cedo, nascia-se muito, e enquanto as economias cresceram a ritmos nunca vistos e as pirâmides demograficas se mantiveram esbeltas e aguçadas, o sistema era bom e cresceu para cima e para os lados.
Na Europa o Estado, em vez de se manter apenas como um esqueleto que garantisse a segurança e arbitrasse os conflitos de interesses, como defendiam os pouco excitantes liberais,
transformou-se num mastodôntico organismo.
Toda a gente parecia satisfeita, a social-democracia prosperou e o futuro estava à mão.
Infelizmente, como previnem os liberais, não há almoços grátis, nem bela sem senão, nem rosa sem espinhos e essas coisas. Aos poucos foram sendo pontapeados os princípios racionais pelos quais se pauta o comportamento económico dos indivíduos. Num ambiente de benévolo paternalismo estatal, a maioria de pessoas passou a achar , e bem, que a melhor maneira de prosseguir os seus objectivos económicos, não era pelo esforço individual, mas pela reivindicação na esfera política, reclamando as melhores fatias do bolo redistributivo.
Quando as coisas correm bem, o sistema funciona e quem mais berra, mais mama.
O pior é quando a economia não cresce e a demografia inverte as pirâmides.
Num belo dia o bolo deixa de chegar e a berraria aumenta de todos os lados. Postos à míngua, os especialistas da pedincha tendem a atropelar tudo à sua frente para, chantageando e reivindicando, garantir para si uma fatia maior que as dos outros.
As “soluções” da esquerda utópica são conhecidas: os ricos que paguem a crise, isto é, vá-se buscar mais farinha aos gajos que parecem ter mais (o sistema bancário, o “grande capital”, enfim, os belzebus habituais), para "redistribuir".
Claro que em nenhum momento lhe passa pela cabeça (isto no pressuposto optimista de que esquerda tem cabeça...há gente de alto gabarito que garante que a esquerda é do coração) que o pérfido “grande capital”, além de distribuir muita farinha e açúcar aos seus empregados, e criar capital para outros investirem, pode muito bem abrir um armazém num país com gente mais racional e declarar aí os seus lucros, se aqui lhe forem demasido ao bolso.
Infelizmente os adeptos do estado social, ainda não perceberam que o dito cujo, longe de ser a solução para o problema, é o verdadeiro problema, e persistem na boçalidade socialista, atribuindo aos demónios “neoliberais” (da mesma forma que as mães invocam a “cuca”) os problemas com que se defrontam.
No fundo desagua-se sempre no camarada Jerónimo: se alguma coisa corre mal, a culpa nunca é de quem faz asneira, mas do mafarrico de serviço: ontem chamavam-lhe “capitalismo”, agora preferem chamar-lhe “neoliberalismo”.
Esta malta não aprende.....

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Turbo

Ele há coisas do camandro. Pensava eu que o BE era dado a coisas girinas giras, tais como discriminação positiva ...

Alguém me explica porque, por exemplo a TSF, se farta de chamar "ataques racistas" aos assassinatos têm ocorrido na África do Sul? Que 'raça' ataca que outra 'raça'?

Mais um balde de água fria no "aquecimento global" - via Mitos Climáticos.

A Quercus defende que todo o estacionamento em Lisboa seja reservado a quem o possa pagar. Dar-se-á o caso de estar a retribuir o subsídio de 2.000.000€ que o Estado, via Caixa Geral de Depósitos, lhe concedeu?

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terça-feira, 20 de maio de 2008

Os EM

Conheço dois tipos de estúpidos: os que nascem estúpidos e os estúpidos militantes (EM).

Naturalmente estúpido é aquele a quem a natureza ou os genes dos antepassados, pregou uma partida.

A generalidade dos naturalmente estúpidos que conheço são esforçados e conseguem quase sempre atingir um qualquer patamar, forçando-se numa luta corpo a corpo com o aprender. Essas pessoas merecem-me toda a consideração e encaro o meu esforço a favor deles como uma obrigação.

Os EM são uma outra espécie, aparentada às carraças.

Como os cães, os EM reagem a estímulos condicionados. Por exemplo, a frase “obriguemos o capital a pagar impostos” provoca-lhes um orgasmo. Entregam-se a infinita conversa sobre os malefícios do capital e acedem aos mais grunhentes orgasmos passando ao lado do facto de se tratar de um puro acto masturbatório. No mundo real, aquele em que, entre outros, os estúpidos naturais procuram levar por diante a sua vidinha, as reacções são as do homem que de vez em quando, petisca um prato de caracóis.

Quando um qualquer iluminado aplica impostos às empresas, o resultado é sempre e apenas um: todo e qualquer cidadão irá pagar, chapa batida, directamente da carteira, a verba que irá ser triturada em parte incerta.

No caso de uma empresa multinacional se a coisa se complica e o volume de vendas baixa em resultado do aumento de custos de produção, a empresa procura melhores ares deslocalizando-se.

A palavra deslocalização provoca rosnadelas em virtude de ser capaz de gerar azias aos EM. Por um lado potencia a qualidade dos orgasmos, por outro anula-os ao perceberem que algo correu ao arrepio das suas certezas.

Como suores, afloram os “argumentos” segundo os quais os preços de produção em nada interessam porque “produto nacional” tem outro substrato (como os “produtos naturais”). Habituados a frequentar lojas de luxo, os EM ignoram que as lojas de produtos chineses estão cheias de gente que não sente qualquer arrepio pelo que compra. São pessoas que, não tendo qualquer problema em misturar-se com os naturalmente estúpidos, vão tentando de igual forma levar a bom termo a sua vidinha.

Ás empresas que apenas trabalham para o mercado nacional, há duas preocupações. A primeira, a de perceber se o dito imposto (ou norma imposta que tenha custos) é mesmo para cumprir.

Quando qualquer norma imposta (ou imposto) a uma empresa não é globalmente cumprida, a coisa turva-se, levando a melhor quem consegue passar ao lado. O EM rejubila, apontando ao bicho homem as imperfeições da praxe, mas é insensível à quantidade enorme de alarvidades legislativas que se não adaptam ao mundo real. Não é de estranhar essa insensibilidade porque brota habitualmente de cabeças orgasticamente iluminadas.

Se a coisa não é para cumprir as empresas que tentam manter a legalidade fecham, levantando nuvens de despedimentos, e com elas novas perplexidades em matéria de orgasmo.

Se a coisa é para cumprir, fazem-se contas e repercute-se a despesa extra sobre o produto final que será pago, adivinhe-se por quem.

Mas tributar o lucro das empresas, tributar o lucro dos capitalistas, (do “grande capital” como os EM gostam de referir) é sempre conversa da praxe a favor, evidentemente, dos “desfavorecidos”, daqueles em que “nunca ninguém pensa”.

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Chavez e a Colômbia

Para além do anacronismo ideológico, do folclore e dos desbragamentos de Chavez, algo de mais profundo e antigo está a levedar na América do Sul, com epicentro na relação entre a Colômbia e a Venezuela.
A dissolução da Grande Colômbia, realidade nacional arquitectada por Simon Bolívar, reduziu a Colômbia às suas dimensões actuais e deixou em aberto os seus limites com a Venezuela.
Este magma histórico está sempre presente e o choque ideológico tende a aquecê-lo.
Temos assim um conflito entre um caudilho truculento e populista, que pretende “libertar os povos” do imperialismo, e conduzi-los a utopias ignaras que a história do sec XX já derrotou, e um líder conservador, aliado de Washington, e que tem uma visão mais pragmática e bastante menos escatológica do mundo.
O presidente colombiano tem boas credenciais. Conseguiu em poucos anos salvar a Colômbia do colapso para o qual deslizava por via de uma criminalidade rampante assente no narcotráfico e na indústria dos sequestros. Reduziu as FARC a um grupo anacrónico e acossado de narcoterroristas, e estendeu aos poucos a presença da lei e da ordem a todo o território; desmobilizou os paramilitares e, com a ajuda americana, criou um Exército profissional e eficaz

Para Chavez a Colômbia é algo muito difícil de digerir. A megalomania de Chavez e as suas ambições revolucionárias, são detidas logo na fronteira por um regime intratável e cujo poder é sólido e discreto. Daí à tentação de usar as FARC como instrumento de subversão e veículo de expansão ideológica, foi um passito de criança que Chavez deu sem hesitar, deslumbrado talvez pelo equivalente do seu aliado iraniano, relativamente ao Hezbolah, ao Hamas e a outros proxies.
Chavez está a jogar um jogo perigoso, e as recentes declarações de Interpol, provando para lá de toda a dúvida, o apoio de Caracas a uma organização terrorista e criminosa, pode ter sérias consequências financeiras para a Venezuela, economia completamente dependente do petróleo.
A economia é, de resto, o grande calcanhar de Aquiles de Chavez, como antes o foi para todos os utópicos em missão.
Tal como Mugabe, Chavez estabeleceu um regime socialista de preços controlados.
Provocou, como vem nos livros que Chavez nunca leu, um aumento astronómico do mercado negro e um lucrativo contrabando com os países fronteiriços. A produção petrolífera desce ininterruptamente desde há vários anos e o investimento estrangeiro atingiu níveis calamitosamente baixos.
Os venezuelanos não têm acesso aos produtos básicos e em certas zonas a popularidade de Chavez está a cair a pique, apesar da demagogia palavrosa com que satura os media.
Os colombianos riem-se e aproveitam. Um litro de gasolina, custa 4 cêntimos na parte venezuelana da fronteira e vende-se do outro lado a 80. O prejuízo é todo para Caracas, já que se trata de um preço subsidiado e o governo da Colômbia esfrega as mãos de contentamento, uma vez que cobra imposta sobre as vendas e na prática está a drenar para os seus cofres, dinheiro do baú chavista.
Segundo vários especialistas, milhões de litros de gasolina passam a preço de uva mijona, da Venezuela para a Colômbia e Chavez está de cabeça perdida com a situação.
Enfim, velhas guerras entre a estupidez e o pragmatismo.
Sinal dos tempos é o perfil subitamente baixo de Cuba, num gritante contraste com o folclore dos tempos de Fidel.

O CHÁ (VERDE) É QU'INSTRÓI, O ISLÃO É QU'INDUCA...

A análise mais ouvida na blogosfera holandesa da corda sobre a insólita prisão do cartunista Gregorius Nekschot, é que se tratou de um ‘presente’ do primeiro-ministro (JP Balkenende) e do ministro da justiça (Hirsch Ballin) à comunidade muçulmana pelo facto de esta se ter comportado de maneira exemplar - não ter provocado distúrbios nem ter incendiado carros ou edifícios!!! - depois da exibição do filme Fitna de Geert Wilders.

Pessoalmente não estou muito de acordo com a analogia que este autor, Stoethaspel, faz entre cristãos e muçulmanos mas no entanto creio que dá uma ideia bastante clara das apreensões cá da praça…

Na minha opinião é inevitável constatar que na Holanda nenhum outro grupo étnico é tratado com tanta deferência como os muçulmanos. Cada vez com mais frequência sinto um sentimento de vergonha quando falo com amigos estrangeiros. Sobretudo quando durante a conversa fica bem claro que em relação a surinamenses, indonésios, antilhanos, e mais tarde em relação aos trabalhadores [italianos, portugueses e espanhóis, trad.] que imigraram para a Holanda nada lhes caiu do céu e tiveram que lutar por cada milímetro de respeito que obtiveram. Também os filhos (com quem eu cresci) se bateram para conseguir um pouco de espaço vital.

Mas hoje em dia estamos confrontados a muçulmanos, dos quais grande parte não faz nenhum, que exigem o mesmo respeito apenas pela sua presença. E, quando não o obtêm rapidamente, utilizam todo o tipo de meios de coacção para o obter. Ameaçam com distúrbios ou usam e abusam do termo descriminação porque sabem que há sempre holandeses com tremeliques que cedem ao seu blufpoker, apesar de irem a jogo com péssimas cartas. Porque na realidade, o que é que eles têm para oferecer?

Porque razão não posso dizer acerca dos muçulmanos o mesmo que digo acerca dos cristãos? São, salvo raras excepções, seres indignos por causa da própria natureza da sua religião, mentir com todos os dentes. Porque impuseram a si próprios um regime existencial que nenhum ser normal pode satisfazer, e ainda por cima são uns egoístas que se querem fazer passar por filantropos.

Retirem-lhes o prémio que eles pensam receber no céu por uma vida de virtudes cá na terra, e verão que poucos cristãos estarão dispostos a sacrificar-se neste mundo. Não há cristãos que professem a sua fé sem esperar receber algo em troca. O cristianismo não é um exercício teórico de humanitarismo, é a prática de uma ideologia individual que leva à suprema recompensa: O Paraíso. O crente é um egoísta, e se o crente nega este facto, mais uma razão para ter cuidado com ele…

Tudo isto são coisas que facilmente podem ser ditas aos cristãos, sobretudo quem, como eu, faz parte da seita. Não se trata de dizer mal dos nossos, trata-se de higiene mental. De uma necessidade. Fica a pergunta: porque razão não se pode dizer as mesmas coisas sobre os muçulmanos?

A resposta é simples e é colocada no imperativo, no estilo do antigo testamento: Não insultarás o Islão. Os muçulmanos estão acima do resto graças a uma meticulosa política de tolerância, e assim temos actualmente na Holanda um grupo de pessoas que à mais pequena crítica ameaçam com violência. Na minha opinião os muçulmanos são tal e qual como os cristãos. De pouco confiança, mentirosos e o melhor que temos a fazer é evitá-los.

Mas na Holanda não temos essa liberdade. Não temos a liberdade de não respeitar o muçulmano ou a sua religião. Somos obrigados a levá-los a sério e a respeitá-los da mesma maneira, deixa cá ver, como se respeita um ser de grandes préstimos para a humanidade, como Albert Einstein. Somos obrigados a ouvir na televisão as patacuadas de chalados como o íman Abdul-Jabbar van de Ven ou do idiota do íman Fawaz que nem sequer sabe falar holandês e cochichar: o chá (verde) é qu’instrói, o islão é qu’induca…

Esta semana foi preso o cartunista Gregorius Nekschot. Gregorius é um herege profissional e como tal sente a necessidade de atacar implacavelmente todo aquele de quem não gosta. Coisa que eu aprecio. Sejam cá cristãos, muçulmanos, pretos frustrados com uma obsessão acerca da escravatura ou cientistas do aquecimento global que se passaram da bola, tem que ser possível fazer piadas sobre esta gente senão ainda acabamos por acreditar em histórias da carochinha…

(Publicado no blogue Frontaal Naakt no dia 17 de Maio de 2008.)

1968

Atenção, que cada um das partes (1ª e 2ª parte de um mesmo programa) tem cerca de 50 min de duração.



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sábado, 17 de maio de 2008

2-2=4

A esquerda estúpida caracteriza-se por achar normal que 2-2=4.

Vejamos Marcos Perestrello, insigne deputado do PS.




A gasolina não é cara, é barata, porque noutros países é mais cara. Está muito cara, não porque a tributação seja alta, mas porque as petrolíferas estão a levar coiro e cabelo.

Mas Perestrello tem uma solução: aplicar mais impostos às petrolíferas. Dessa forma, a gasolina que já é mais barata do que deveria ser, vai ficar ainda mais barata.

Há por aí umas coisas eStran_has que estão imbuídas desta lógica.

As "energias alternativas" não são viáveis. Para não dar muito nas vistas anuncia-se, sistematicamente, que há já uma apreciável capacidade instalada de 1.100MW, e que esta capacidade dá para alimentar isto e mais aquilo.

Dá para alimentar...

Daria. Daria, não fosse dar-se o caso de custar 10x mais que as convencionais mesmo sem ter em conta que tem apenas um rendimento médio de uns 25% (com muito boa vontade). Na verdade, o rendimento do sistema tende a baixar quando mais é preciso: no pico do verão e do inverno.

Mas é fundamental que assim seja, de outra forma seria desnecessária a aplicação de impostos sobre as fontes convencionais de energia, impostos aliás, que “viabilizam” a utilização das “renováveis”.

E quanto mais impostos se aplicarem, mais “viáveis” serão as “renováveis”. Aliás, Perestrello foi eleito pelas “renováveis” para defender os seus melhores interesses contra a ganância da população que teima em reclamar que paga a gasolina demasiado cara.


Actualização:

Um leitor deixou em comentário este link, que também pode ser consultado em PDF.

No EcoTretas, há uma tabela esclarecedora sobre o custo dos vários tipos de fontes de energia.

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