Teste

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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Dos que não se governam mas talvez se deixem governar


Façamos uma promessa a N. Srª de Fátima ...

... pela rápida chegada dos malandros que nos obrigarão a tomar medidas.

Da dívida de Portugal cujo pagamento e juros são refinanciados por mais dívida à boa moda da D. Branca e dos esquemas em pirâmide.

Nunca, em democracia, tivemos finanças públicas equilibradas.

O crescimento económico para 2010 será todo comido pelo aumento de juros.

A contabilidade criativa.

A candonga das parcerias público-privadas.

Elefantes brancos: novo aeroporto e TGV.

Precisamos criar emprego não qualificado.

As escolas em que, sendo melhores, se ensina menos.

Dos estudos que garantem o que se pretende que garantam.

... e ... um milagre?

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ainda antes de responder aos comentários...


... e apesar de o tempo me faltar, não resisto a transcrever, na íntegra, esta notícia, para depois, a respeito dela, acrescentar algo que presenciei ontem:

Durão dá apoio a comissária e rejeita comparações com deportações da II Guerra Mundial

Hoje às 15:22

O chefe do executivo europeu saiu em defesa da comissária Viviane Reading e assegurou que esta nunca quis comparar as expulsões de ciganos em França com as deportações da II Guerra Mundial.

O presidente da Comissão Europeia deu o seu apoio «pessoal» à comissária europeia da Justiça e dos Direitos dos Cidadãos, que exigiu ao governo francês explicações sobre um documento do ministério do Interior que se refere explicitamente à expulsão de ciganos.

Em conferência de imprensa, Durão Barroso lembrou que a «posição da Comissão é clara e que a lei comunitária tem de ser respeitada» e frisou que a «interdição da discriminação baseada na origem étnica é um dos valores fundamentais da União Europeia».

Apesar disto, o chefe do executivo comunitário quis afastar-se das referências feitas por Viviane Reading que alegadamente terá feito um paralelo entre as deportações de ciganos em França com as deportações ocorridas durante a II Guerra Mundial.

«Uma ou outra das expressões empregadas no calor do diálogo poderão ter suscitado um mal-entendido», explicou o ex-primeiro-ministro português, que assegurou que Viviane Reading «não quis estabelecer qualquer paralelo» nesta questão.

Durão Barroso garantiu ainda que a comissária luxemburguesa o consultou antes de fazer estas declarações e que notou as palavras vindas do governo francês de que «França pensa que chegou o momento para o diálogo»

«Espero que agora possamos verdadeiramente ter uma verdadeira transparência sobre este assunto», concluiu Durão Barroso.

A Comissão Europeia deverá decidir no espaço de duas semanas se vai iniciar um processo de infracção contra Paris por violação à legislação europeia por causa destas expulsões.

Ora quando me dirigi, ontem, ou melhor, hoje, cerca da uma da manhã, ao Hospital de S. Francisco Xavier, em Lisboa, acompanhando um familiar, deparei com um grupo de ciganos sentados à porta. Quando entrei, um outro indivíduo de etnia cigana, suponho que pertencente a esse grupo, com uma criança ao colo, falava alto, não sei porque motivo, para quem o quisesse ouvir (julgo que tenha sido qualquer problema burocrático). Não conseguirei reproduzir o discurso na íntegra, limitar-me-ei, por isso, a resumi-lo, assinalando algumas das expressões que usou.

Proclamava ele que o bilhete de identidade que possuía provava que era um cidadão europeu e, em segundo lugar, português. E dizia que tinha o maior orgulho em ser cigano, não devendo ser confundido com aquela gente que ia ser expulsa de França, que nem sequer eram, na realidade, ciganos, mas «escumalha», que pouco passavam de «animais», que nem sequer tinham documentos que os pudessem identificar como europeus, que era aquela «escumalha» que, repetia, nem sequer era cigana, quem dava mau nome aos ciganos e que «os ciganos até agradecem que os expulsem de França».

Eu eu, que não percebo nada disto, limito-me a dar conta do que presenciei.

Adenda:

Entretanto, o caso toma estes contornos.

Da quinta da malta de Bilderberg

Num furibundo ataque ultra-neo-liberal, do bando dos 4 da cimeira das Lajes (sinistro local por onde deambulam os acorrentados de Ana Gomes), o governo cubano decidiu despedir 500.000 laboriosos trabalhadores, sem direito, sequer, processo de despedimento.

O bloqueio americano não está a funcionar bem e o capitalismo de casino invadiu a ilha onde reinava a felicidade total.

Relativamente ao despedimento, aguarda-se firme resposta dos sindicatos cubanos e a marcação de uma vigília frente à embaixada de Israel.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Do grupo dos toscos

Quando Portugal entrou para a comunidade ficou claro que o país teria que evoluir. Teria que evoluir e precisaria de dinheiro para evoluir.

O dinheiro entrou, ao longo de anos, em quantidades inimagináveis.

O país teria que evoluir mas não evoluiu. O país do cimento evoluiu, mas as pessoas não.

Com ligeiras inflexões, a política tem sido quase sempre a mesma: os governos arrecadam os financiamentos e cobram impostos, e gastam. Gastam em orgias de keinsianismo. Gastam em tudo e também em meios que, segundo eles, garantiriam o desenvolvimento. O desenvolvimento não se verificou.

Portugal recebeu dinheiro para evoluir mas os portugueses não evoluíram. Não sei se o problema é apenas genético mas não houve evolução. Houve muito dinheiro esbanjado mas muito foi aplicado em formação … de resultados pífios. O desenvolvimento a níveis que nos pudessem fazer parecer gente evoluída não se verificou.

As políticas salazaristas de socialismos timoneiros e protectores, deram em nada.

Relativamente aos países de referência da “união” europeia, aos que mais pagaram a dita “evolução”, o povo luso atrasou-se, e com outros lastros de equivalente calibre, a “união” encontrou-se estatelada abaixo da linha de água, embasbacada.

O motor da Europa, a Alemanha, está a ficar impaciente. Há até quem diga que aos alemães aforradores de colchão apenas interessam os euros fabricados na Alemanha.

E a Alemanha quer seguir o seu caminho e Portugal é um peso-morto, mais morto que peso. Sem capacidade produtiva, desorganizado, sem ensino, com a massa cinzenta em branco, corrupto, sem justiça, sem segurança, sem dinheiro, endividado até à raiz dos cabelos, Portugal parece um hipopótamo no deserto.

Spirit continua silencioso



Há neste momento dois rovers idênticos em Marte: Spirit, no hemisfério Norte, e Oportunity no hemisfério Sul.

Oportunity está de relativamente boa saúde mas Spirit não está.

Spirit começou por ter uma roda gripada e passou a andar de marcha-atrás arrastando essa roda. Andou assim, aliás, muito tempo e percorreu uma distância considerável.

A certa altura atascou-se em poeira ou areia extremamente fina e nem para a frente nem para trás. Inúmeras simulações foram em terra feitas e quando começaram as manobras para o libertar gripou uma segunda roda que também ficou presa. Restam-lhe rodas 4 funcionais mas as duas avariadas e bloqueadas deixam poucas possibilidades que as 4 funcionais consigam movimentar o rover.

Aproximou-se entretanto o solstício de inverno sem que fosse possível colocar o rover numa posição que permitisse captar o máximo de energia solar (inclinado para sul). Bastante bloqueados por poeira, os painéis solares deixaram de conseguir captar energia suficiente para manter a electrónica aquecida. A carga das baterias baixou demasiado e o rover entrou em hibernação.

Em hibernação se encontra há meses havendo a esperança que com o aproximar do solstício de verão as baterias voltem a carregar o suficiente para que os circuitos de comunicação possam entrar em funcionamento. Quanto mais tempo decorrer até que o rover acorde (se acordar) mais são as probabilidades de ele se voltar a fechar em copas logo após o solstício de verão, tanto mais que é provável que os painéis solares estejam agora ainda mais sujos.

Sem energia para aquecer os circuitos estes arrefecem diariamente até 50 graus negativos, bastante mais que a temperatura mínima especificada quando os circuitos eram novos. Esta temperatura, aplicada diariamente (repetidamente) é bem capaz de inutilizar irremediavelmente os vetustos circuitos.

Caso uma rabanada de vento sacuda os painéis solares e tudo o resto corra bem (muito bem mesmo), pode ser que Spirit acorde, mas as hipóteses dele despertar são cada vez mais remotas.

Teoria e 'practica' são duas coisas...

Eu, como o ar mais crente que pude arranjar em 1993, na Graça do Divor.


Na caixa de comentários do post de José Gonsalo, que transcreve o despacho da Presidência do Governo Regional da Madeira, e onde o doutor Alberto João Jardim defende com entusiasmo a presença de crucifixos nas escolas, um anónimo deixou hoje às 10:50 um comentário sem insultos, bem escrito e com pés e cabeça (acontece!):

@ Anónimo: As convicções vivem na intimidade de cada um e terminam na sua esfera, não podem ser impostas, não podem esmagar os outros porque são maioria, e não se trata de o estado estar a proibir determinada simbologia, mas tão somente não ser o estado a adoptar e não ter preferência por nenhuma das suas instituições.

Teoricamente o anónimo tem toda razão, mas agora a prática, o mundo real.

Eu, ateu empedernido, confesso que a Igreja Católica no mundo ocidental está hoje em dia praticamente domesticada e aceita regras democráticas. E mesmo fazendo por vezes má cara, já vai aceitando críticas. Em todo o caso não prescreve ‘fatwas’ para mandar matar escritores que afirmam que a aparição da Imaculada Conceição em Fátima é comparável aos disparates sobre óvnis. Resumindo, esse sentimento de que a Igreja Católica quer esmagar os outros com as suas convicções pura e simplesmente não existe actualmente…

Sem de maneira nenhuma querer minimizar a gravidade do que aconteceu não há muito tempo nos EUA - os atentados contra médicos que praticavam abortos -, sendo mesmo de opinião que se deve combater implacavelmente os maluquinhos do Pro-Life Movement, a regra geral é que mesmo no século dezanove, mesmo em Portugal, Eça de Queirós pode publicar sem ser perseguido a Relíquia e o Crime do Padre Amaro.

O que existe sim - e trata-se de um perigo actual e real -, são outras religiões ou ideologias que, apoiando-se e usando hipocritamente a democracia dita ‘burguesa’ (da qual não são de maneira nenhuma partidárias), querem erradicar os últimos resquícios de simbologia e liturgia popular para - estes sim - melhor impor e esmagar os outros com as suas convicções totalitárias.

E o que é que estes últimos doutrinários e inimigos da democracia conseguem (em Portugal) a curto prazo? Que o ‘povão’, à falta de melhor, e no meio de tanta confusão se sinta inclinado a apoiar políticos do género do doutor Alberto João Jardim. A médio prazo, não me admiraria muito que o ‘povão’, encurralado entre políticos aldrabões e sem autoridade moral e uma esquerda floribélica, irresponsável e com ideias muito anteriores às confissões de Fidel Castro, aceitasse de novo um salvador, um novo Salazar …

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Fidel Castro: momento de lucidez ...

... ou de preparação da população para o que aí vem.

Jeffery Goldberg sobre a sua conversa com Fidel Castro.
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Recebido por e-mail


«PRESIDÊNCIA DO GOVERNO REGIONAL DA MADEIRA

Despacho n.º 17/2010

Considerando que a Região Autónoma da Madeira não deve pactuar com aquilo a que se chama «euroesclerose», marcada por um ataque aos Valores que suportam a civilização europeia, consequência também das correntes auto-denominadas de «pós - modernismo» .

Considerando que não é possível, sob o ponto de vista da realidade cultural e da sua necessária pedagogia escolar, conceber a Europa e Portugal sem as bases fundamentais do Cristianismo .

Considerando que, por tal, a laicidade do Estado não é minimamente lesada pela presença de Crucifixos nas Escolas e, pelo contrário, incumbe ao Estado laico dar uma perspectiva correcta da génese civilizacional dos povos, bem como dos Valores que suportam o respectivo desenvolvimento cultural.

Considerando que os Crucifixos não representam em particular apenas a Igreja Católica, mas todos os Cultos fundados na mesma Raiz que moldou a civilização europeia.

Não há, assim, qualquer razão para a retirada dos mesmos Crucifixos das Escolas, pelo que determino a sua manutenção.

O presente Despacho vai para publicação no «Jornal Oficial» da Região Autónoma da Madeira e para execução pelo Senhor Secretário Regional de Educação e Cultura.

Funchal, 14 de Julho de 2010.

O PRESIDENTE DO GOVERNO REGIONAL DA MADEIRA

Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim»

domingo, 12 de setembro de 2010

Quanto mais estado mais dinheiro torrado


Numa orgia de socretina predação autofágica, o estado decidiu vender, ao estado, 100 repartições de finanças para com essa verba financiar o estado.

Mas há mais. Parece que o estado não paga pelas repartições aquilo que o estado acha que elas devem valer havendo, portanto, que requerer ao estado que encontre formas de aumentar o valor dessas repartições. Uma qualquer agência de notação financeira estatal deverá ajudar a resolver o problema.

Almas daninhas adiantam que o Mosteiro dos Jerónimos também já está na calha.
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Traiçãããããããõooooo!!!!!

sábado, 11 de setembro de 2010

Cuba: 1930 - Sec. XIX




Da avaria da avaria


A esquerdalha e a verdade não se dão bem nem mal. Não são compatíveis.

Depois de declarar que o modelo cubano não funciona Fidel vem agora dizer que queria referir que o modelo económico cubano funciona melhor que o modelo capitalista e que seria de excelente exportação ... o que levaria a concluir que o "bloqueio", a existir, seria mantido por Cuba relativamente aos países capitalistas.

Jeffrey Goldberg, o jornalista a quem foi dito que o sistema cubano estava nas couves, escreveu no seu blog:
I'm sorry to say it, but I think the expression, "The Cuban model doesn't even work for us anymore" means, "The Cuban model doesn't even work for us anymore.

Desculpe dizer, mas penso que a expressão "O modelo cubano já nem para nós serve" quer dizer "O modelo cubano já nem para nós serve".
Fidel tem idade avançada. A ter-se enganado pareceria estar-se perante um rasgo de lucidez. Caso contrário, continuaria tão louco quanto sempre foi.

...de quem suja fraldas

No Blasfémias:
Fiel aos seus princípios, Sócrates não reconheceu os erros nem pediu desculpas. Logo, os seus adversários se encarniçaram em demonstrar que o primeiro-ministro faltou à verdade. Esforço excessivamente ocioso, a meu ver, já que os seus resultados práticos serão sempre inconsequentes: se alguma coisa de útil se consegue discernir na política destes últimos cinco anos, é que acusar José Sócrates de ter uma relação desconfortável com a verdade será equivalente a uma tentativa de ralhar a um recém-nascido por estar constantemente a sujar as fraldas.

Fechar, fechar e ...

... apagar a luz.
As escolas que se chegaram à frente e se organizaram para oferecer o ensino integrado da música aos seus alunos, foram hoje surpreendidas com um despacho por parte da tutela: não há autorização para o funcionamento dos cursos básicos de música.
As luminárias do Ministério da Inducação devem ter descoberto que já se ensinava música no tempo de Salazar e Caetano. Coisa elitista, certamente.

Dia de bocejo

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Amadorismo

Quando se está perante a necessidade em publicar e duplicar algo anormal fazem-se testes atempadamente.

Há vários dias que prossegue a telenovela. Problemas de impressora, de duplicação de CD's e, hoje, de formatação.

É o espelho do país onde nada se prevê, nada se testa e se acredita, sempre, que tudo correrá bem.

....

Entretanto vou ficando cada vez mais convencido que há em curso uma farsa e que se destina a promover a paz de espírito às vítimas. Penas em 1ª instância e figuras pivot da acusação a declarar que houve compensação ...

... o arrumar precoce de uma história que em futuros capítulos será para esquecer?
.

Medo da islamização tem razão de ser....

Cartoon de Argus, publicado no De Pers de hoje.


Não me perguntem como, mas o Fiel Inimigo conseguiu um ‘scoop’ do camandro: parte do texto do discurso que Geert Wilders vai pronunciar amanhã no ‘Ground Zero’ em Nova Iorque.

O medo da islamização da Europa tem razão de ser.

Apesar da Europa ser por vezes apenas designada pelo Velho Continente, a verdade é que esta parte do mundo é na realidade o berço da civilização moderna, o centro das mais eminentes formas de arte e cultura no mundo e a personificação da consciência internacional. A Europa, principalmente a Europa Ocidental, desempenha com entusiasmo o seu papel humanista, em que se baseia a sua reputação, na luta contra o subdesenvolvimento dos menos protegidos e fazendo o que pode para acolher de braços abertos as vítimas de injustiças e os perseguidos de ditadores. Se a Europa defende a sua identidade e o seu estilo de vida, ninguém tem o direito de se sentir ofendido. Ela está apenas a defender a democracia e as liberdades individuais contra modelos religiosos, contra uma forma de islamismo.

Para se compreender as exasperadas reacções dos europeus contra o ataque ‘demográfico e cultural’ dos muçulmanos, é preciso ver esta temática com alguma objectividade. Mais uma ou duas gerações e o mundo inteiro, em especial o mundo árabe, vai lamentar o facto da Europa já não ser como era dantes. Porque vai sofrer uma mudança considerável sob a influência da imigração muçulmana. Os europeus têm razão de se preocuparem com este facto. Ponham-se no nosso lugar: não estão também os emirados árabes preocupadíssimos com a influência de emigrantes asiáticos nos seus costumes?

Os ‘guetos’ nas grandes cidades europeias crescem de dia para dia, mulheres cobertas de véus islâmicos é a normalidade, o número de nikabs é cada vez maior e as mesquitas atraem mais crentes do que as igrejas. Segundo parece há já 45 milhões de muçulmanos na Europa, o que não representaria um problema se eles realmente se quisessem integrar. Em vez disso muitos deles apoiam tacitamente os atentados terroristas, os crimes de honra não são uma excepção, e dão a impressão, pela forma com as mulheres são tratadas pela família, que ainda se encontram a viver nos países de origem. É horripilante assistir ao facto de que pessoas originárias de ditaduras militares e religiosas, queiram agora transformar a Europa em algo parecido com o país de onde escaparam…

Eh! Companheiro

Apontados por Nausícaa, estes dois parágrafos de Olavo de Carvalho ilustram bem o comportamento dos esquerdalhos que, desvairados pelos recentes acontecimentos em Cuba, por este blog têm defecado comentários.
Quando, por indolência seguida de covardia, os inocentes se tornam cúmplices ex post facto, já não sobra ninguém para julgar o crime: todos, agora, estão unidos na busca comum de um subterfúgio anestésico que o suprima da memória geral.

Não, não se trata de "degradação dos costumes", como nos Estados Unidos, na França, na Espanha ou em tantos outros países: trata-se, isto sim, da perda completa do senso moral, o que faz deste País uma bela imagem do inferno. No inferno não existe degradação, porque não há a presença do bem para graduá-la.
A indolência e covardia podem estar com os inocentes. Aos esquerdalhos apenas a covardia é companheira de estrada.

José Mário Branco : Eh! Companheiro



Eh! Companheiro aqui estou
aqui estou pra te falar
Estas paredes me tolhem
os passos que quero dar
uma e feita de granito
não se pode rebentar
outra de vidro rachado
p'ras duas pernas cortar

Eh! Companheiro resposta
resposta te quero dar
Só tem medo desses muros
quem tem muros no pensar
todos sabemos do pássaro
cá dentro a qu'rer voar
se o pensamento for livre
todos vamos libertar

Eh! Companheiro eu falo
eu falo do coração
Já me acostumei à cor
desta negra solidão
já o preto que vai bem
já o branco ainda não
não sei quando vem o vento
pra me levar de avião

Eh! Companheiro respondo
respondo do coração
ser sozinho não é sina
nem de rato de porão
faz também soprar o vento
não esperes o tufão
põe sementes do teu peito
nos bolsos do teu irmão

Eh! Companheiro vou falar
vou falar do meu parecer
Vira o vento muda a sorte
toda a vida ouvi dizer
soprou muita ventania
não vi a sorte crescer
meu destino e sempre o mesmo
desde moço até morrer

Eh! Companheiro aqui estou
aqui estou p'ra responder
Sorte assim não cresce a toa
como urtiga por colher
cresce nas vinhas do povo
leva tempo a amadur'cer
quando mudar seu destino
está ao alcance de um viver

Eh! Companheiro aqui estou
aqui estou pra te falar
De toda a parte me chamam
não sei p'ra onde me virar
uns que trazem fechadura
com portas para espreitar
outros que em nome da paz
não me deixam nem olhar

Eh! Companheiro resposta
resposta te quero dar
Portas assim foram feitas
p'ra se abrir de par em par
não confundas duas coisas
cada paz em seu lugar
pela paz que nos recusam
muito temos de lutar.

Momentos de lucidez ...


Esta entrevista já tem alguns anos

Do politicamente correcto ocidente e do infinito receio de tudo e mais alguma coisa


O que falta para nos despenharmos no "precipício" já não se mede pela distância ao abismo mas pela dimensão do grupelho capaz de nos fazer cair nele.
.

Há cristões e cristões...



Interessantíssimo artigo da jornalista Fernanda Câncio no Jugular acerca de um recente documentário na RTP2 sobre Humberto Delgado, que eu comentei da seguinte maneira:

@ f: "Ao fim de 30 anos de salazarismo, se tanta gente foi capaz de sair à rua e desafiar um regime que perseguia, censurava, exilava, prendia e torturava - e, como abjectamente se provou no caso de Delgado, também assassinava - foi porque estava farta, porque sabia que não queria aquilo, porque exigia outra coisa."

Minha senhora, o que é realmente uma pena, é que durante os 30 anos depois de 1974 a esquerda (mas também a direita) tenha cometido tantos erros e dito tanta asneira meu Deus, que as mesmas pessoas que apoiavam o general-sem-medo em 1958 querem hoje Salazar de volta...

@ f: "Salazar nada teve de democrata e é duvidoso que tivesse algo a ver com Cristo"

Minha senhora, tem toda a razão. Salazar de democrata, como já foi por si sobejamente demonstrado, nada tinha, mas não creio que ele alguma vez disse que o era!?

Também é verdade que não era lá muito cristão. Pelo menos não a imagem (puritana) de cristão que as pessoas normalmente têm em Portugal: sabe-se hoje que dava umas quecas com a jornalista belga Christine Garnier , que o admirava. Mas além da Garnier parece que também se abotoava com as esposas de possíveis candidatos a postos importantes no seio do governo...

Disto tudo se depreende que Salazar não era o austero puritano que eu e tantos outros sempre imaginaram. Não, o António das Botas era levado da breca - e na minha modesta opinião fazia ele muito bem, é o que se leva desta vida...

Tanto assim que o Cardeal Cerejeira, mais vocacionado para os prazeres espirituais, depois da morte do ditador em 1970, confessou publicamente: 'o Sr. doutor Oliveira Salazar foi um homem de muitas qualidades, mas virtudes? Não, nenhuma'.

P.S. Depois de tanto descascar em Salazar, convém, para equilibrar o texto, dizer que em questões de corrupção o doutor Oliveira Salazar pode perfeitamente ser comparado com o actual primeiro-ministro, e fica a ganhar... (este último ps não foi inserido por esquecimento no meu comentário no Jugular)

Pequena contribuição para uma biografia


Quem ouviu Fidel desde os anos 90, isto é, depois de a URSS ruir, sabe que ele se referiu, de facto, à necessidade de reformas. Inclusive ao nível da agricultura, num país onde, devido ao clima, nem é preciso muito para até as pedras darem alimento, mas onde, apesar da colectivização das terras, desde há meio século a população andou sempre mal alimentada.

Disse-o, porém, ao mesmo tempo que continuava a fazer o tipo de afirmações a que o Rio d'Oiro se refere por sua vez: Cuba era, em tudo, o melhor sistema do Universo e Deus teria muito a aprender com Fidel quanto à noção de justiça. É evidente que as contradições passavam incólumes no crivo do bom-senso dos militantes e simpatizantes da esquerda, em pânico ao verem as ilusões e as esperanças com que haviam dado um sentido às suas vidas subitamente desfeitas e o monstro cujo combate fora a sua principal preocupação no dia a dia, esse monstro a quem pagavam as contas ao fim do mês, cada vez mais ameaçador, prestes a devorá-los definitivamente. A Humanidade, aquela cuja História absolveria Fidel, segundo a messiânica frase que proferiu e se tornou na autojustificação dogmática da acção das esquerdas dos anos 60, estava definitivamente perdida.

Havia, contudo, que continuar a luta: dois passos para a frente, um para trás, ensinara Lenine. Para isso, as divergências quanto à pureza de uma teoria sobre o caminho da realidade humana escrita nas condições sociais e, sobretudo, técnico-científicas (cujo desenvolvimento posterior alterou as estruturas das sociedades, planetariamente e de forma nunca vista) da segunda metade do século XIX, divergências que resultaram nas maiores fricções entre as duas grandes tendências comunistas, a Oriental e a Ocidental (nesta incluído o Vietname, por talvez por razões estratégicas), teriam que ser esquecidas. Os camaradas deixariam, por isso, de dizer mal uns dos outros, para não enfraquecer a revolução proletária mundial, e ajudar-se-iam tanto quanto os velhos ódios, ressentimentos e preconceitos lho permitissem. E chegámos ao século XXI.

Fidel não é estúpido. É vaidoso e teimoso como uma mula, um macho ibero-americano de ascendência galega. Mas não é estúpido, ao contrário das tristes figuras que pululam pelo resto da esquerda mundial, Portugal incluído e no PC que, nos bastidores, não dizia muito bem dele, mas sempre o apoiou da boca para fora, antes da queda do Muro por conivência estratégica com a Grande Mãe russa e, depois, pelos motivos já apontados. Desde sempre teve a consciência e a prática de ser um mero peão do jogo soviético. A única maneira de Cuba e - entenda-se - ele sobreviverem era a fuga para a frente, colocarem-se no papel do pequeno herói de alma grande, ganharem notoriedade e importância internacionais. Coisa, aliás, que tanto lhe afagava - afagou - o ego.

Fidel, porém, repita-se, não é estúpido. Mais: foi educado no rigor e exigência dos Jesuítas, aqueles que, desde a sua entrada na América Ibérica, nela procuraram dar corpo ao V Império profetizado pelo Padre António Vieira. Aqueles que apoiaram e se integraram em tantos movimentos revolucionários de pendor esquerdista sul e centro-americanos, que chegaram mesmo a fazer parte de governos como o da Nicarágua, quando Ortega chegou ao poder por via armada. Essa Ordem religiosa cristã, tida como eminência parda e verdadeiro mandador do baile do Vaticano até ser preterida, há bem pouco tempo, pela Opus Dei. A Ordem que não se coibia, nos anos oitenta, de apoiar publicamente a URSS. Misteriosos são os caminhos do Senhor…

Repito uma terceira vez: Fidel não é estúpido. Mas foi sempre capaz de mentir com os dentes todos para justificar a sua vaidade obsessiva. Envelhecido e enfraquecido, a realidade do mundo, nela incluída a realidade - cada vez mais próxima - da morte, tê-lo-ão obrigado a abrir-se à realidade em geral. É que já não vale a pena disfarçar o que as coisas são deveras, não nos livramos delas, é melhor sermos mais verdadeiros. Aliás, não ganhamos nada, nunca ganhámos nada em não o sermos, só os imbecis o podem supor. E, como não está no feitio dos Jesuítas dar diplomas por fax, a soma de conhecimentos e a formação de carácter da infância e da juventude venceram finalmente a batalha. Há que redimir-se daquilo que a vaidade murcha já lhe permite, há que preparar a transição para que o povo que o justificou não sofra mais. E outros, como os judeus, face ao islamo-fascismo. Os mentirosos de carreira da esquerda? Só têm que ouvir. Os outros, que fiquem a pensar, que só lhes faz bem.

Pela última vez: Fidel não é estúpido. É assim como o Paulo Bento: bom aluno, honesto e aplicado, mas a quem falta a imaginação para perceber a realidade do campeonato e, frequentemente, a das outras equipas e para conceber mais do que duas tácticas. A quem sobra, no entanto, a vaidade e, face aos desaires, castiga toda a gente e se mostra duro com a arbitragem. Alguém que é capaz, por teimosia, de levar quem comanda ao descalabro material e psicológico, pondo em risco ou mesmo condenando o seu futuro. De quem já se fala para substituir Queiroz e que, pelo andar do país, ainda corremos o risco de vir a ser convidado para primeiro-ministro. É que ele não é estúpido, mas apenas o homem orgulhoso e forte que Portugal adora e a quem deu a alcunha de Sebastião.

Tornei a não rever o texto. Volto na terça e, nessa altura, responderei aos comentários ao post anterior bem como aos que eventualmente sejam feitos a este.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Avariou-se?


What do you mean “Flash Gordon approaching”?

... mas então,

- Cuba tem o melhor sistema de saúde do mundo.
- Cuba tem os melhores médicos do mundo.
- Cuba tem os melhores medicamentos do mundo.
- Cuba tem os melhores hospitais do mundo.
- Cuba tem o melhor sistema de ensino do mundo.
- Cuba tem os melhores livros escolares do mundo.
- Cuba tem a sociedade mais educada do mundo.
- Cuba tem a sociedade mais fraterna do mundo.
- Cuba tem a sociedade mais plural do mundo.
- Cuba tem a sociedade em que todos têm direito ao pão.
- Cuba tem a sociedade em que todos têm habitação condigna.
- Cuba tem a sociedade em que todos trabalham o justo horário.
- Cuba tem a sociedade em que todos ganham o justo salário.
- Cuba tem a sociedade em que todos trabalham com alegria.
- Cuba tem a sociedade mais limpa da mais leve mancha de discriminação.
- Cuba tem a sociedade em que todos se podem exprimir livremente.

... e vem agora Fidel Castro informar que aquilo não funciona? Não funciona? Mas, porquê? Avariou-se?

E avariou-se, diz ainda por cima Fidel, de tal forma que ... não se pode exportar! Não se pode exportar?

E então, que é feito do Zimbabwe? Não poderia Mugabe dar uma ajuda? E a Venezuela? E o camarada Chavez ... tão unha com carne com Fidel, não pode dar uma ajudita? E a Coreia do Norte? Certamente haverá lá técnicos capazes de compor a coisa. Kim-il-sung não olhará a meios para repor a revolução em marcha.

! ... e tem que ser rápido, não vá dar-se o caso de Cuba começar a exportar o regime com avaria ou, pior, seja reparada pelos cubanos da Florida.

Deus, na sua infinita sabedoria, creio, irá poupar Saramago, lá no além, a esta triste notícia. No 5 Dias, no Jugular e no Esquerda.net, leituras habituais de Saramago, o silêncio é total. Muito bem.

Carago, carago ...

... que isto hoje foi dia de terramoto.

Já não bastava saber-se que, afinal, a "revolução" cubana não funciona e muito menos servirá para exportar, quando, ainda por cima, uns marmelos se lembram de instituir o Dia Internacional da Queima do Corão.

É demais. Valha-nos o profeta Buraco Hussein Obama e seu discípulo Michael Moore.
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Não funciona?

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Não funciona?


Sonhei, ou ouvi hoje na rádio que Fidel declarou que o regime cubano não funciona?
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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Legionários de Abril


Na sua crónica de anteontem, dia 5, no PÚBLICO, Vasco Pulido Valente, referindo-se a uma biografia de Salazar escrita por Filipe Ribeiro de Menezes, doutorado em Dublin e professor numa universidade irlandesa, diz a dado passo:

«(…) vale a pena ler esta longa e minuciosa história do homem que governou, sem sombra nem rival, gerações sobre gerações de portugueses e conseguiu criar uma cultura política que hoje ainda pesa - e pesa muito - na democracia que temos. O próprio facto de Ribeiro de Menezes ser um “estrangeirado” ajuda a sentir isso.

Para quem viveu sob Salazar (…) o que falta nesta biografia é, naturalmente, a atmosfera do regime. Porque não existia uma ditadura, existiam milhares. Cada um de nós sofria sob o seu tirano, ou colecção de tiranos, na maior impotência. A família, a escola, a universidade, o trabalho produziam automaticamente os seus pequenos “salazares”, que, como o outro, exerciam uma autoridade arbitrária e definitiva que ninguém se atrevia a questionar. A deferência - se não o respeito - por quem mandava era universal; e essa educação na humildade (e muitas vezes no vexame) fazia um povo obediente, curvado, obsequioso, que se continua a ver por aí, na sua vidinha, aplaudindo os poderes do dia e sempre partidário da “mão forte” que “mete a canalha na ordem”.

(…) o mundo moderno desorganizou o Portugal manso e miserável que ele com tanta devoção construíra. O preço que pagámos pela ditadura desse provinciano mesquinho é incalculável».

Já, pelo meu lado, disse eu aqui, uma vez, salvo erro em resposta a um comentário, salvo erro da ml, que tive familiares directos, oficiais das forças armadas, próximos do regime salazarista. Um dos quais era, em simultâneo, membro da Legião Portuguesa, o que fez com que eu houvesse tido contacto com tão distinta instituição desde a infância.

A Legião, conjunto de indivíduos que se alistavam voluntariamente (à excepção dos funcionários públicos, obrigados a pertencer-lhe) para defenderem a sagrada tríade Deus, Pátria e Família, era o que se poderia chamar a cereja em cima do bolinho estrumeiro que foi o Estado Novo. Formada, como seria de esperar, pela mais heterogénea mistura de muitas e desvairadas gentes, na sua composição era, no entanto, facilmente detectável a predominância de três grandes grupos.

Um deles era, naturalmente, constituído pelos poucos ideólogos do regime (se é que este teve, alguma vez, verdadeiros ideólogos, e não somente, à boa maneira lusa, umas quantas cabeças em que se amalgamavam umas quantas teorias, digeridas mais ou menos apressada ou distraidamente…), por altos dignatários, empresários que desejavam estar nas boas graças da “situação” para melhor poderem singrar ou obter favores e facilidades, e por militares que, na sua maioria, procuravam apenas visibilidade pública, nacional ou meramente local, com vista a “mostrarem serviço” ou para afagarem o ego à conta das paradas (era este último, aliás, o caso desse meu familiar, de resto, bem considerado pelo pessoal da Oposição da época e que sempre se escusou a qualquer denúncia). A este nível, a Legião Portuguesa nunca foi além de inocuidade.

Um segundo, bastante menos inofensivo, era composto por bandos de rufias e arruaceiros, chefiados por filhos-de-família de algumas famílias dominantes, com aspirações a gangster de Chicago de perfil mussoliniano. Esses bandos faziam surtidas regulares no Bairro Alto e nos restantes locais tradicionais de Lisboa e não só (como se vê, o Bairro Alto tem muitas histórias para contar que não apenas as de hoje…), onde as suas pulsões agressivas ganhavam livre curso, com recurso à moca, à navalha ou à pistola, no louvável e másculo objectivo de arrasar qualquer veleidade dos traidores à pátria em levantarem a voz, perturbarem a ordem pública ou fazerem-se à garina (ou ao ragazzo) que lhes estivesse debaixo d’olho. Além do que sempre haveria uns despojozitos sobrantes para o pessoal “menor” - e também, de vez em quando, para o “maior”…

O terceiro, porém, era talvez o pior, o mais sinistro, pelo que o compunha de felliniano no desconchavo e na abjecção, com um cheirinho a Hyeronimus Bosch. Refiro-me ao legionário do estrato mais baixo, o que não era nosso vizinho, e que vivia em pequenas unidades de defesa do território, coordenadas por um responsável. Não fazendo parte das forças armadas ou policiais regulares, esse habitante dos tugúrios que eram, pomposamente, designados por quartéis, tinha, contudo, neles a camarata, o quarto ou o lar remansoso, onde o esperavam a mulher e a prole (se os houvesse), ao fim de uma jornada de trabalho em qualquer instituição ou empresa, não se distinguindo em nada, à primeira vista, de qualquer dos seus concidadãos.

E quem eram tais eleitos de Salazar, esse grande filho do pai Manholas, esse grande conhecedor da natureza humana no seu pior, que ele cobria até tão longe com a sua asa protectora? Na sua grande maioria, gente que tivera problemas com a justiça, escroques, pequenos vigaristas, larápios de terceira categoria, carteiristas, pervertidos de vária índole, que, ao declararem-se fiéis servidores do regime, assim se escapavam à alçada daquela. Quase todos analfabetos ou ainda menos e embrutecidos pelo excesso de álcool, com um Q.I. claramente reduzido, no meio dos quais se acoitava, com frequência, um qualquer indivíduo de horizontes ligeiramente mais vastos, o qual, por ter conseguido absorver acriticamente (pois ele queria lá criticar fosse o que fosse, queria era safar-se da alhada em que se havia metido…) alguns dos conceitos da cartilha do regime, servia de mestre aos restantes, debitando-os face a um friso de olhos esbugalhados e bocas entreabertas, ofegantes no esforço de decorar o que lhes garantia a protecção e a sobrevivência imediatas. Era isto a Legião real, filha do país real: algo que, de tão grotesco, quase se juraria ser irreal.

O militar, meu familiar directo, a que me referi, uma espécie de segundo avô da minha infância e adolescência, costumava levar-me com ele quando se deslocava a esses quartéis, em especial a um deles, deixando-me a brincar com os filhos de quem lá vivia enquanto tratava dos seus assuntos, o que me permitiu conhecer bem umas quantas dessas famílias bem como muitos dos restantes membros daquela unidade de “Escolhidos da Nação”. Identificava-os, portanto, no decorrer das duas “eleições” que se realizaram antes do 25 de Abril, circulando anonimamente entre os votantes, na missão que lhes incumbia de escutar as conversas, de “marcar” algum opositor mais afoito para posteriores represálias de todo o tipo, desde a prisão por dá cá aquela palha até às dificuldades burocráticas a colocar ao pedido de uma simples licença para obras ou para ser proprietário de um… isqueiro. Identificava-os também, em diversos locais de trabalho, como empregados de mesa, em cafés e restaurantes, em bombas de gasolina, cobradores de bilhetes …. Cumprimentava-os e, um pouco mais à frente, já fora do alcance de ouvidos e olhos suspeitos, avisava os meus amigos, simpatizantes do PC ou do que seria, mais tarde, a UDP, para que não se “alargassem” à frente daquele tipo. Porque, nessa altura, já eu, pela minha parte, esfriara as relações com o meu familiar, em conformidade com as veras e determinadas convicções de um jovem dos sixties que se prezava , reforçadas pelas leituras que fizera de uns quantos filósofos. E, embora não-marxista, dado que as perspectivas materialistas-dialécticas sempre me pareceram falhas de fundamentos reais (em parte na mesma linha em que Sartre as criticou, vim mais tarde a sabê-lo), sendo a oposição predominante a da esquerda era aí que, naturalmente, se situavam muitas das minhas amizades, as quais, aliás, conservo até hoje.

Identificava-os também o meu pai, que vinha connosco frequentemente. Identificava-os como o operário que, na empresa onde ele trabalhava, no decorrer de uma greve do operariado, atirara uma mão-cheia de dejectos a uma fotografia, pendurada numa parede, do “venerando Américo Thomaz”, desse modo incitando os seus companheiros à rebelião… e assim provocando a prisão imediata, pela PIDE, dos seus responsáveis, quando se desencadeava a violência. Identificava-os como dois pacatos clientes ocasionais da tasca onde ele almoçava diariamente com os colegas, em mesas partilhadas à vez com quem ia chegando. E dava um pontapé por baixo da mesa a esses mesmos colegas, para lhes dar a entender que deveriam manter-se calados, quando um dos dois recém-chegados se retirava, aparentemente indignado com a apatia dos presentes face a algumas observações politicamente contestatárias que fizera “casualmente”, deixando o outro à escuta das reacções ao “incidente”.

E chegou o dia 25 de Abril de 1974.

E, como disse Sophia de Mello Breyner, “o grande drama desta revolução é a sua falta de preparação cultural”.

Porque não se consegue alfabetizar um país de um dia para o outro. E porque não basta aprender a ler, são precisos anos para alargar horizontes a partir do que se aprende, confrontar ideias, encontrar as contradições e os pontos fracos daquilo que, inicialmente, nos parecia indiscutível, descobrir caminhos onde, antes, nos parecia não existir nada ou ser algo sem sombra de mistério. Tudo isso para, finalmente, se poder começar a alinhavar críticas fundamentadas, saber escolher de novo, o mesmo ou outra coisa, por vezes sua oposta, descortinar o que ainda ninguém viu ou que alguns, esquecidos ou ignorados, já haviam visto. Platão exprimiu tudo isto muito bem, dizendo que ninguém é filósofo antes dos cinquenta anos. Pois.

É um facto, contudo, que, quanto mais analfabeto, mais desconfiado. E que, quanto mais desconfiado mais incapaz de considerar outras perspectivas, por não se ter elementos de referência. Quanto mais analfabeto, mais a diversidade de ideias se afigura não promessa, mas perigo de vida. O círculo fecha-se: quanto mais analfabeto mais analfabeto se pode vir a ser. Raramente um analfabeto tem real vontade de aprender. Ser analfabeto mantém-lhe estabilidade na vida. Pelo menos, é o que ele julga. Por isso é que, num país de analfabetos, tão poucos quiseram ou se esforçaram por aprender a ler. Deixaram isso para os mais novos. “Burro velho não aprende línguas” não é uma expressão de desistência do aprender, é uma expressão de não desejar aprender por se se desconfiar dos efeitos desconcertantes que pode ter o que se aprende em quem aprende.

A atitude dos pais, em geral, porém, influencia grandemente a dos filhos, por continuidade ou por oposição. E se os pais foram escravos da preguiça mental e dos horizontes culturais com que o regime de Salazar lhes insuflou as cabeças, as dos filhos foram insufladas pelo pronto-a-debitar partidário, o qual raramente chega a ser sequer ideológico. Portugal derivou, a mesquinhez e os rancores vingativos da aldeia para a cidade, da sociedade recreativa para o partido, dos de uma cor para os de outra cor. Raros querem pensar, quase todos vivem de odiar. E um país de ódios e interesses calados não vive, mata toda a vida que nele procura medrar. Corrompe-a. E morre disso.

É aqui que adquire sentido o que diz Vasco Pulido Valente, quando refere que o preço que pagámos pela mesquinhez provinciana de Salazar é incalculável. É aqui que se compreende, 36 anos depois da Primavera de 1974, a existência e a acção da “esmagadora maioria” dos “comentadores” que circulam anonimamente por este blog. Como se a Revolução contasse, ela própria, agora com os seus legionários, os filhos dos eunucos a que se refere uma canção de José Afonso, complementando a dos vampiros. Como se a República educasse os seus filhos numa Legião neo-analfabeta partidária e deles fizesse os Legionários de Abril, com fundamentos ideológicos generalistas instituídos e activados pelo Ministério da Educação.

P.S. - Antes determinar, abro um parêntesis para honrar a memória desse meu familiar, que foi um dos principais responsáveis pela minha formação humana, alguém por cuja recordação nutro um carinho tão grande como aquele que ele sempre revelou por mim. Voltei a ver o que ele, de facto, representara e representava para mim alguns anos depois, ainda antes da sua morte, quando a experiência e as vicissitudes que a mudança de regime trouxe consigo me alargaram a concepção de existência. E se não me espantara que Otelo Saraiva de Carvalho, com escândalo de alguns, houvesse, também ele, referido publicamente, no decorrer de uma entrevista, em pleno PREC, a amizade que lhe tinha, passei, contudo, a compreender, ainda melhor, os motivos que o tinham levado a fazê-lo.

Uma vez mais, não tive tempo para rever o texto, que me foi sugerido pela leitura do de Pulido Valente.

Uma vez mais, até daqui a três dias.

domingo, 5 de setembro de 2010

Avante para o Pacto




J
erónimo de Sousa anda em pulgas por causa da cimeira da NATO em Portugal. Não se percebe se a urticária resulta de alguma incompatibilidade entre a presença de Portugal nessa organização e a vontade que o PCP tem de que Portugal adira ao Pacto de Varsóvia.

Porque a "Europa" é decandente

No Blasfémias:
Thilo Sarrazin é director do banco central alemão com o pelouro dos sistemas informáticos. Escreveu um livro onde, segundo noticiado pela imprensa internacional, certamente entre outras ideias, advoga que as comunidades muçulmanas na Europa não estão, por natureza, interessadas em se integrarem na vida das sociedades ocidentais, que os seus membros tem menos sucesso no aproveitamento escolar e portanto serão incapazes de contribuírem para o desenvolvimento dos países de acolhimento; que são uma ameaça populacional por terem taxas de nascimento muito superiores aos «autóctones», e que os judeus possuem um gene distintivo dos demais.
Os judeus têm um gene diferente? Também eu terei, até diferente dos dos meus pais, de outra forma eu seria igual a ... ambos. Tudo o resto, a ser como é dito, é trivial para a larga maioria dos casos.

A ler

Abaixo a ditadura da natureza!

Comentário de um anónimo:
Boa! Agora há que ter também a liberdade para poder mudar de idade! A Lili Caneças já pediu para abater 30 anos no seu BI!

Sim, porque isto de ser a natureza a ditar as suas leis, não deixa de ser uma ditadura!

Abaixo a ditadura da natureza!
Apoiado.
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

My prayer - The Platters // Lipstick on your collar (Tv series)

“Basta uma queca”

Relativamente às manobras em execução tendo em vista o abandalhamento total daquilo que (ainda) hoje se chama família, há uma frase, mortal, que caracteriza bem o que está em causa: “basta uma queca”.

De facto (em particular com jovens pouco cuidadosos) basta uma queca para que ocorra uma gravidez.

“Basta uma queca” e, portanto, na perspectiva em que ocorre uma gravidez inesperada, pressupõe-se que os pais (reais) não estejam voltados ou não tenham condições para criar o rebento e que haja que encontrar um lar (família, o que quiserem), estável, para que a criança possa crescer (deixando de lado a figura legal a escolher). Até aqui tudo bem, não fosse dar-se o caso de haver, implicitamente, uma segunda leitura pela qual bastará despachar o bebé para as engrenagens do sistema para resolver o efeito colateral da queca tornando a queca numa coisa mais trivial que colocar o inevitável spray na gota de molho que poisou na blusa.

Sexo simplex

Como se previa, mudar de sexo é agora mais simplex.
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O continente perdido



Não era Kissinger quem dizia que a África era um continente perdido?

Fiquei hoje a saber que Portugal pertence ao bando dos 5. Portugal, relativamente à "Europa" já nem é a terminação de algo que também já não é nem sorte e muito menos grande.

Se Portugal passasse a fazer parte da África e o processo não demorasse muito, poderia fazer-se por lá boa figura.

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Coisas cruzadas

Zawahiri

A Jihad inicia-se após a Hégira, em 625 d.C., e traduz-se, para começar, na conquista pelos exércitos islâmicos, sob comando árabe, do Médio Oriente e do Norte de África. Oitenta e seis anos depois, em 711 d.C., esses exércitos entram na Península Ibérica, dominando-a, na sua quase totalidade, no decurso das duas décadas seguintes, sendo a sua passagem para além dos Pirinéus travada, já em solo Franco, na batalha de Poitiers, em 732 d.C.. Todo este processo, realizado a ferro e fogo dura, pois, cento e sete anos.

Só em 1095, passados mais de três séculos e meio, é que terá lugar a primeira Cruzada, com o intuito de devolver à cristandade o acesso aos lugares santos do Cristianismo, entretanto usurpados pelo Islamismo tanto a cristãos como a judeus. A última delas, a quinta, durará quatro anos, entre 1217 e 1221, e o que resultará do conjunto de todas elas, nesse intervalo de cento e vinte e seis anos, não será sequer o domínio europeu da zona, quanto mais a reconquista da área da África do Norte, toda ela cristã antes da imposição, por via armada, do Islão.

A conquista islâmica dos territórios norte-africanos e europeus nada tem a ver com a devolução do que quer que fosse a que os árabes tivessem direito. Nem mesmo podem alegar, para tal, qualquer ameaça vinda da Europa da época. Os europeus, bárbaros em emergência, ocupados em guerras que definissem os seus novos territórios, decorrentes da derrocada do Império Romano do Ocidente, tinham mais em que pensar do que no Médio Oriente. Os exércitos islâmicos assenhorearam-se, em nome da salvação pela verdadeira religião ou a pretexto dela, do que não era seu. Só não se apoderaram do que, por fim, não lhe permitiram e foi preciso rechaçá-los, numa luta que, no caso ibérico, durou até 1492, isto é, em contas redondas, oito séculos.

Perdidas as veleidades de se tornarem numa outra versão da antiga Roma imperial, unificada, política e administrativamente, pelos princípios do Alcorão, procuraram sufocar a Europa através do impedimento à livre circulação de bens e de ideias existente, desde a Antiguidade, entre o Ocidente e o Oriente, nomeadamente entre a Europa e a Índia, base da fertilidade das civilizações grega e romana e de todas as restantes que se haviam desenvolvido em torno do Mediterrâneo. O seu declínio, comercial e militar, começou, de vez, com a chegada dos portugueses a Calecut e, posteriormente, com o aparecimento e o estabelecimento de holandeses, franceses e ingleses por todo o Oriente.

A partir do século XVIII, com a Revolução Industrial, acentuou-se cada vez mais a decadência de uma civilização em que o saber se tornou prisioneiro das cadeias de uma teologia incomparavelmente mais limitadora do que o Cristianismo alguma vez fora. O desenvolvimento dos conhecimentos técnico-científicos transportou o Ocidente para o plano de uma outra humanidade, enquanto os árabes, excepção feita aos tradicionais tiranetes assassinos com poder de compra que os dominavam, estiolaram entre o cavalo, o camelo e o burro, presos de impérios orientais que se faziam e desfaziam como sempre aconteceu desde há três milénios. Até que, por fim, inevitavelmente, sobretudo a partir do último quartel do século XIX e até ao final da II Guerra Mundial, surgiram os ingleses e os franceses. Era o fracasso final do povo eleito, o povo guiado pela palavra do único Deus, Allah, revelada ao terceiro e, determinadamente, o último dos profetas, Muhammad. O fracasso da tarefa que se propusera a si próprio e em que assentara a sua identidade. Ou reagia, ou estaria condenado para toda Eternidade.

Ao contrário do que é dito no Evangelho, onde a vingança é sinónimo de degradação espiritual, o Alcorão entende-a como legítima sem, no entanto, a definir (o que levanta muitas e interessantes questões). Porém, a vingança, perspecyivada por uma cultura como a árabe, repressiva e agressiva, na qual a dissimulação e hipocrisia são confundidas com uma das quatro virtudes cardeais tradicionais, a Prudência, torna-se no conceito que alimenta, fundamentando-o, um ressentimento venenoso. Esse ressentimento assumirá, assim, para que o povo de Deus não perca a face perante o Criador e alcance o Paraíso, a seguinte forma teológica: os Ocidentais têm por eles as forças do Mal, perdemos esta batalha, mas a força de Allah, que está desde sempre em nós, alcançá-los-á, no final; teremos que o derrotar definitivamente, aos impuros, vencendo-os-os e submetendo-os às leis do Alcorão. A nossa vingança é a vingança de Allah. Utilizaremos os seus conhecimentos contra eles, as forças do Mal virar-se-ão contra ele próprio e assim será destruído.

Este não é, evidentemente, o espírito de todos, senão de uns quantos, que, no entanto, são a parte verdadeiramente activa, como se tem visto. Os restantes oscilam entre um islamismo passivo, mais ou menos consciente de si mesmo, que demonstra esse ressentimento através da resistência “cultural”, encerrando-se, no estrangeiro, em comunidades fechadas e, no seu próprio país, na lei islâmica como fundamento das leis nacionais; e, evidentemente, o islamismo-da-boca-prafora, como plano de defesa de interesses mais ou menos instituídos e confessáveis (no que, aliás, são semelhantes a inúmeros exemplares do mesmo tipo, espalhados pelo planeta, residentes em diferentes religiões e ideologias).

Dizer, pois, como o faz, no seu comentário, um anónimo, que a Jihad constitui o reverso da medalha das Cruzadas, indicia pura ignorância ou cartilha política de conveniência ideológico-partidária, acriticamente papagueada. Porque, atendendo ao que se passou, só a afirmação oposta poderia fazer sentido. As Cruzadas e os Cruzados não foram mais do que a resposta tardia a algo que cujo começo foi da iniciativa e da responsabilidade dos árabes e do “seu” Islão. Dos crimes e das crueldades, ninguém ficaria impune num julgamento imparcial. Trazê-las à baila como argumento revela, da parte dos seus dirigentes, as sinuosidades propagandísticas dos seus planos. Com efeito, se a moral tivesse a ver alguma coisa com os factos que a humanidade produz como história sua, os árabes deveriam, por este motivo, manter-se num silêncio envergonhado, com tanto maior razão para tal quanto a política do punhal fratricida que, desde sempre, inclusive no seu apogeu, grassou entre eles, não desapareceu ou sequer se atenuou.

Este texto foi escrito de rajada e não tenho tempo para o rever antes de o publicar. Até depois de amanhã.

Tão querida, não é?






Recentemente na blogosfera holandesa:

Pelo menos os muçulmanos são cumpridores com a sua religião. A Bíblia está cheia de conselhos para apedrejar pessoas pelas mais diversas razões, mas ninguém mexe uma palha.

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O Fortuijn já não nos pode ajudar, Theo van Gogh tampouco, e a Ayaan Hirsi Ali teve que se pirar para os EUA. Pessoalmente penso que imigrar é a melhor solução antes que seja aqui obrigatório ser muçulmano e tenhamos que apedrejar a nossa própria mulher depois de uma troca de casais…

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Os cães cristãos são ainda menos do que suínos, mas nós vamos tirar-lhes a tosse, o Theo [Van Gogh] e o Pim [Fortuijn] já foram.

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Ó mais lindo, pensa um bocadinho! Se os cães cristãos desaparecerem, quem é que vai construir os belos aviões em que vocês voam quando vão e voltam da Meca? Quem é que vai inventar todas as coisas que todos nós e vocês também precisam? Quem é que vai fazer com que haja energia na ficha de contacto? E para onde vais se tiveres doente e precisares de alta tecnologia Ocidental?

Quem é que fabrica o teu carro, a tua televisão, rádio, máquina de lavar, central nuclear, baterias? Quem é que imprime os teus livros? Ó Islão nunca lhe passou isso pela cabeça… E quem é que vai ganhar todos os fantásticos subsídios que tu e os teus usufruem? E quem é que vai tratar do Estado de Direito e da democracia?

O Islão é que não. O Islão encontra-se impotente há 1400 anos: é o mais violento e mais arrogante falhanço da História Mundial. Completamente dependente de ocidentais, indianos e chineses.

Se fosse a vocês punha-me a pau com os chineses. São 1,3 biliões e prontos a conquistar o mundo. E a paciência deles em relação ao Islão (Uigures) está muito abaixo de zero, e muito abaixo da nossa….

Velhas del coma-andante

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O Pachauri é bom companheeeeeeeiiiiiiro

UK Green Rebels: 'UN IPCC's Pachauri is damaging the world.The IPCC's head should quit to avoid harming the global warming cause further'

Oh diabo. Se calhar é melhor não pedir em demasia
pelo afastamento do 'crack'. Enquanto ele lá estiver a coisa racha por si, como o socialismo.

Sócrates, o despovoador

LAPIDAÇÃO NO IRÃO II



Fernanda Câncio no Jugular

(…)

é instrutivo, sim, assistir ao silêncio e aos insultos que são a reacção de uma parte considerável da blogosfera portuguesa e dos grupos organizados da sociedade em relação a isto.

de um lado, a direita caceteira e sempre pronta a arrasar tudo o que cheire a islão mas que recusa associar-se a um protesto contra a lei islâmica do irão porque lhe parece ter objectivos 'esquerdistas'; do outro aquilo que passa por esquerda mas mais não é que a putrefacção das ideias mais totalitárias, que acusa milhares, talvez milhões de cidadãos autónomos e anónimos que não suportam a ideia de execuções arbitrárias ou simplesmente de execuções tout court de serem 'manobrados' pela cia e pelo 'sionismo'. gente tão desgraçada, esta, que nada mais vê que 'instrumentalizações' e 'maquinações' naquilo que há de mais espontâneo e generoso e justo: protestar contra a barbárie.

Tenho cá uma fezada que ela tem razão! Pelo menos em relação à manifestação de Lisboa no Largo Camões, ou seja, à situação portuguesa.

Em Amesterdão, como já aqui disse, estive presente e, não contando com meia-dúzia de esquerdistas iranianos, o resto era tudo malta da corda, ou seja, a ‘direita caceteira sempre pronta a arrasar tudo o que cheire a Islão’, de que me orgulho fazer parte. Notei também a presença de duas personalidades famosas: o escritor marroquino Hafid Bouazza e o iraniano Eshan Jamie (dissidente do Partido Trabalhista que criou um comité para ex-muçulmanos) …