quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ainda antes de responder aos comentários...


... e apesar de o tempo me faltar, não resisto a transcrever, na íntegra, esta notícia, para depois, a respeito dela, acrescentar algo que presenciei ontem:

Durão dá apoio a comissária e rejeita comparações com deportações da II Guerra Mundial

Hoje às 15:22

O chefe do executivo europeu saiu em defesa da comissária Viviane Reading e assegurou que esta nunca quis comparar as expulsões de ciganos em França com as deportações da II Guerra Mundial.

O presidente da Comissão Europeia deu o seu apoio «pessoal» à comissária europeia da Justiça e dos Direitos dos Cidadãos, que exigiu ao governo francês explicações sobre um documento do ministério do Interior que se refere explicitamente à expulsão de ciganos.

Em conferência de imprensa, Durão Barroso lembrou que a «posição da Comissão é clara e que a lei comunitária tem de ser respeitada» e frisou que a «interdição da discriminação baseada na origem étnica é um dos valores fundamentais da União Europeia».

Apesar disto, o chefe do executivo comunitário quis afastar-se das referências feitas por Viviane Reading que alegadamente terá feito um paralelo entre as deportações de ciganos em França com as deportações ocorridas durante a II Guerra Mundial.

«Uma ou outra das expressões empregadas no calor do diálogo poderão ter suscitado um mal-entendido», explicou o ex-primeiro-ministro português, que assegurou que Viviane Reading «não quis estabelecer qualquer paralelo» nesta questão.

Durão Barroso garantiu ainda que a comissária luxemburguesa o consultou antes de fazer estas declarações e que notou as palavras vindas do governo francês de que «França pensa que chegou o momento para o diálogo»

«Espero que agora possamos verdadeiramente ter uma verdadeira transparência sobre este assunto», concluiu Durão Barroso.

A Comissão Europeia deverá decidir no espaço de duas semanas se vai iniciar um processo de infracção contra Paris por violação à legislação europeia por causa destas expulsões.

Ora quando me dirigi, ontem, ou melhor, hoje, cerca da uma da manhã, ao Hospital de S. Francisco Xavier, em Lisboa, acompanhando um familiar, deparei com um grupo de ciganos sentados à porta. Quando entrei, um outro indivíduo de etnia cigana, suponho que pertencente a esse grupo, com uma criança ao colo, falava alto, não sei porque motivo, para quem o quisesse ouvir (julgo que tenha sido qualquer problema burocrático). Não conseguirei reproduzir o discurso na íntegra, limitar-me-ei, por isso, a resumi-lo, assinalando algumas das expressões que usou.

Proclamava ele que o bilhete de identidade que possuía provava que era um cidadão europeu e, em segundo lugar, português. E dizia que tinha o maior orgulho em ser cigano, não devendo ser confundido com aquela gente que ia ser expulsa de França, que nem sequer eram, na realidade, ciganos, mas «escumalha», que pouco passavam de «animais», que nem sequer tinham documentos que os pudessem identificar como europeus, que era aquela «escumalha» que, repetia, nem sequer era cigana, quem dava mau nome aos ciganos e que «os ciganos até agradecem que os expulsem de França».

Eu eu, que não percebo nada disto, limito-me a dar conta do que presenciei.

Adenda:

Entretanto, o caso toma estes contornos.

54 comentários:

Anónimo disse...

Pois para quem não perceba e queira perceber, pode começar pela carta europeia de direitos, mas mais simples ainda é a ideia de que na europa os cidadãos europeus e vejam bem, europeus, dos estados membros portanto, sejam pretos, ciganos, portugueses, espanhois, podem circular livremente procurar trabalho livremente, assim como a circulação de capitais, bem a semelhança dos estados unidos, onde qualquer cidadão de qualquer estado dos EUA pode deslocar-se pelos EUA.Sujeito as leis de cada estado é claro. Assim a França subscreveu a carta, agora diz que um grupo etnico tem que ser expulso, o que a carta proibe. Claro que o durão comparar com os judeus ficava mal, mas que lembra, lembra. E o caso pode ser contagioso por exemplo ja em italia e em todos os outros paises para onde os ciganos se desloquem se adoptarem igual posição. Os alemaes na II guerrra iam atrás dos judeus assim que invadiam um novo pais. Agora não ha invasoes o pior é haver concertaçoes ideologicas.

Artigo 15. o
Liberdade profissional e direito de trabalhar
1. Todas as pessoas têm o direito de trabalhar e de exercer uma profissão livremente escolhida ou aceite.
2. Todos os cidadãos da União têm a liberdade de procurar emprego, de trabalhar, de se estabelecer ou de prestar serviços em qualquer Estado-Membro.

Artigo 19. o
Protecção em caso de afastamento, expulsão ou extradição
1. São proibidas as expulsões colectivas.

Artigo 21. o
Não discriminação
1. É proibida a discriminação em razão, designadamente, do sexo, raça, cor ou origem étnica ou social, características genéticas, língua, religião ou convicções, opiniões políticas ou outras, pertença a uma minoria nacional, riqueza, nascimento, deficiência, idade ou orientação sexual.
2. No âmbito de aplicação dos Tratados e sem prejuízo das suas disposições específicas, é proibida toda a discriminação em razão da nacionalidade.

Artigo 45. o
Liberdade de circulação e de permanência
1. Qualquer cidadão da União goza do direito de circular e permanecer livremente no território dos Estados-Membros.

Anónimo disse...

"Eu eu, que não percebo nada disto, limito-me a dar conta do que presenciei."

E eu, se me limitasse a dar conta do que leio aqui do burralho, deixaria Portugal e os portugueses em muitos maus créditos.

Anónimo disse...

"Pois para quem não perceba e queira perceber"

Não querem perceber. Tudo o que seja carregar nos que já estão no chão, é do agrado geral do burralho. Se for para pisar, não há melhor gente. Qualquer bispo da igreja portuguesa se arrepiaria com a falta de empatia, humanidade, compaixão que aqui despejam.

«Falando em Fátima na sessão de abertura da Semana de Pastoral Social católica, dedicada ao tema do desenvolvimento solidário, o presidente da Comissão Episcopal de Pastoral Social (CEAS), D. Carlos Azevedo, criticou ontem o actual modelo económico "injusto, indecente, desigual, desproporcionado e que agrava a pobreza e a exclusão social".»

Ao pé destes, a igreja católica brilha.

José Gonsalo disse...

Curiosos, muito curiosos estes três comentários... E, uma vez mais, bem reveladores.
Responder-lhes-ei amanhã. E aos outros, é claro.

Streetwarrior disse...

A grande pergunta que ninuém parece querer fazer é esta.

Ao apoiar as medidas de Sarkozy, estamos a abrir um precedente noutros países invocando a mesma desculpa...seja com este ou outros grupos étnicos?

Nuno

Anónimo disse...

É pior a adenda do que o soneto

O chefe de estado participa de um clima de estigmatização em relação a uma etnia e as pessoas recebem a mensagem de que podem discriminar uma comunidade, mandando-a para a casa do vizinho. A França que no passado deu principios ao mundo em materia de direitos e liberdade esta a meter no saco os direitos humanos e os tratados europeus que subscreveu. O que faz a França contra os ciganos contradiz os tratados europeus que eles mesmos subscreveram

A tentação populista racista e xenofoba de alguns dirigentes franceses e de outros países europeus é chocante. As expulsões são incompatíveis com os princípios daU.E. Os ciganos são cidadãos europeus, não se trata de emigração entre europeus no espaço europeu, são cidadãos de pleno direito. Porventura a tentação populista destes ataques procurou colmatar outras medidas que essas sim vão mexer com os franceses de gema,como idades de reforma e ja ontem o presidente do parlamento teve que se refugiar no seu gabinete perseguido por uma turba de deputados ao som de demission demission demission. Parece que nem as polticas populistas de ciganagem acalmam os animos.Estes franceses não são de modas.

Se a frança tinha um problema com os ciganos devia o discutir com os ministros do bloco e harmonizar leis e aplicá-las de maneira uniforme se tivessem chegado a essa base de entendimento.

RioD'oiro disse...

"O chefe de estado participa de um clima de estigmatização em relação a uma etnia"

O chefe de estado percebe que os habitantes do seu país estão fartos de aturar selvagens.

"e as pessoas recebem a mensagem de que podem discriminar uma comunidade,"

e os habitantes desse país já não estão para aturar essa não comunidade (aos seus olhos e o que interessa)

"mandando-a para a casa do vizinho."

Para casa deles que se deslocaram para casa do vizinho.

"A França que no passado deu principios ao mundo em materia de direitos e liberdade esta a meter no saco os direitos humanos e os tratados europeus que subscreveu."

A França subscreveu coisas que nada têm a ver com o estado actual de coisas.

"A tentação populista racista e xenofoba de alguns dirigentes franceses e de outros países europeus é chocante."

Vão a reboque das populações ou arriscam-se a ver a votação em Le Pen subir.

"As expulsões são incompatíveis com os princípios da U.E."

Prolema dos "princípios" da UE.

"Os ciganos são cidadãos europeus,"

Não existem cidadãos europeus.

"não se trata de emigração entre europeus no espaço europeu, são cidadãos de pleno direito."

Do direito europeu, invenção de luminárias ao serviço do projecto União das Repúblicas Socialistas da Europa.

... não tenho agora tempo para o resto. Mas já deve chegar.

Anónimo disse...

Mas ja deve chegar? o seu nabo.

(“Vão a reboque das populações ou arriscam-se a ver a votação em Le Pen subir.”)

O homem para que é que escreveu tanto o seu pensamento esta resumido aqui, e a burrice também. So que o le pen incluia mais,todos, portugueses também.

Não existem cidadãos europeus, mas que burrice e para que perder tempo com quem não sabe o basico, por isso é que as coisas são problematicas.
A cidadania da união europeia ou cidadania europeia foi estabelecida pelo tratado de maastricht. Que de acordo com o artigo do tratado de roma, para ter a cidadania da união, um indivíduo necessita ser anteriormente titular da nacionalidade de um estado-membro. É cumulativa seu nabo.

Artigo 17º (ex-artigo 8º)
1. É instituída a cidadania da União. É cidadão da União qualquer pessoa que tenha a nacionalidade de um Estado-Membro. A cidadania da União é complementar da cidadania nacional e não a substitui.
2. Os cidadãos da União gozam dos direitos e estão sujeitos aos deveres previstos no presente Tratado.

O T.U.E. atribuiu aos cidadãos dos estados-membros o estatuto de cidadão europeu que inclui um conjunto de direitos e deveres que caracterizam a cidadania europeia, como o voto e participação nas eleições locais e europeias, o direito de petição e o recurso ao defensor do povo europeu.

Olhe eu não tenho culpa da sua burrice e não lhe vou dar mais troco, felizmente a europa não esta a ser feita ou foi pensada por pessoas simplorias como você, mas tem o le pen e o berlusconi por exemplo que ja aderiu a moda Sarkozy.
E instrua-se não diga que não ha cidadania europeia, voce pode não gostar mas é problema seu.

Anónimo disse...

São pessoas burras e ignorantes como este pacóvio que fomentam em outros menos esclarecidos a ignorância que eles transportam. não conhecendo sequer o minimo que esta incluido nos tratados.

Vicente disse...

Em relação a estas expulsões, imaginemos que as pessoas em causa são "cidadãos europeus", caucasianos, e de um país do norte da Europa e que, se deslocavam (migravam) para um país do sul, onde se dedicavam, não a procurar trabalho, mas a pedir, roubar, etc. etc. Se fossem expulsas do dito país ninguém diria nada, afinal são brancos do norte da europa. Como neste caso existe uma suposta diferença étnica, aqui d'el rei que vem ai o Hitler outra vez.
A questão aqui é simples. Independentemente da etnia, nacionalidade, religião ou cor da pele, se um determinado cidadão vai para outro país e, uma vez ai, não trabalha (nem tenta trabalhar) e dedica-se ao furto, mendicidade, entre outros, as autoridades desse país tem mais é que os devolver às terras de origem.
E comentando o observado pelo JG, nem os cidadãos portugueses de etnia cigana estão para aturar os ditos"cidadãos europeus" de etnia Roma. Aliás já presenciei mais "racismo" de ciganos portugueses para com ciganos romenos do que de aquele que seria de esperar entre portugueses caucasianos e portugueses ciganos.

Tenho dito

Vicente

Anónimo disse...

“A questão aqui é simples. Independentemente da etnia, nacionalidade, religião ou cor da pele, se um determinado cidadão vai para outro país e, uma vez ai, não trabalha (nem tenta trabalhar) e dedica-se ao furto, mendicidade, entre outros, as autoridades desse país tem mais é que os devolver às terras de origem.”

E muito bem, se alguem faz isso violando as leis criminais desse pais, esta sujeito a julgamento e expulsão,mas a responsabilidade do nosso sistema de justiça ocidental é individual a responsabilidade é individual, salvo alguns casos de responsabilidade colectiva, mas não é este caso.

O problema é que se trata de um grupo europeu de um pais membro, expulso colectivamente, o que indica uma matriz muito diferente de uma expulsão por roubo mendicidade ou outra violação das leis criminais cuja responsabilidade é individual, pagando o governo desse pais uma especie de esmola para os mandar embora o que indica claramente o contrário.

Se o estado frances tinha um problema com os ciganos e sabia que pelas leis europeias iam entrar em conflito devia ter abordado o problema com os seus congeneres.

RioD'oiro disse...

"A cidadania da união europeia ou cidadania europeia foi estabelecida pelo tratado de maastricht."

O papel aguenta tudo. Mas apenas o papel porque quanto a referendos ... ???

A manada "europeia" pode escrever no papel o que quiser, como pode continuar a encenar cerimónias sempre fugindo à borrasca. ...mas enquanto assim for os tratados estão feridos de morte.

E são justamente coisas como esta (dos ciganos) que os fazem tremer. A realidade vem ao cimo e os idiotas só conseguem argumentar com a papelada.

Isto aplica-se aos ciganos, aos muçulmanos, enfim, a todos os que, conscientemente ou não, empurrados pelo apoio no mínimo tácito dos seguidores da "europa", pretendem viver à custa de outrem.

Portugal, neste momento, no seio da "Europa", padece, como um todo, do mesmo mal.

A democracia na "Europa" é, naturalmente, uma farsa.

Streetwarrior disse...

As leis são para ser cumpridas, goste-se ou não.

Nuno

Anónimo disse...

È pa para dizer burradas, valia mais não zurrares. foi demonstrada a tua ignorância e vens agora com o referendo e democracia,só tu.

Anónimo disse...

E então não é que sabe mais um cigano de cidadania do que estas criaturas no dizer do gonsalo.

RioD'oiro disse...

"As leis são para ser cumpridas, goste-se ou não."

A verdade é que não se está a discutir se há leis e se são para cumprir ou não.

Acusam a França de expulsar "ciganos". Se a França responder que não conseguiu apurar se eram ciganos ou não porque não havia documentação nem legislação em suporte de tal coisa, o assunto morre aí e os mânfios voltam à origem.

Mas entretanto, a tensão latente aflora porque os legisladores sabem que a legislação aprovada ou é facilmente contornável (exemplo acima) ou está ferida por falta de legitimidade ... coisa que está em cima da mesa mais que nunca.

Politicamente e claro que a legislação aprovada está na origem directa dos problemas que se levantaram. A legislação em vigor é directamente responsável por todos estes efeitos primários e secundários que são patentes, o que a deixa em péssimos lençóis em termos de legitimidade.

Anónimo disse...

ah ah ah, a frança sabia sabia, sabia que eram romenos e bulgaros, isso ela sabia

Anónimo disse...

(Politicamente e claro que a legislação aprovada está na origem directa dos problemas que se levantaram.)
Bestial, o melhor de facto era não haver legislação, assim davam porrada neles faziam o que queriam e estava tudo bem dentro de fronteiras a moda antiga.

o holandês voador disse...

O texto do despacho oficial, que está na origem da expulsão dos ciganos, é muito explícito e indica preto no branco que é um grupo étnico (ciganos) que deve ser expulso. Isso mesmo denunciou a comissária luxemburguesa. Ora, incriminar todo um grupo étnico acusando-o (na sua totalidade) de práticas criminosas é - para além de altamente improvável - contra os princípios consignados na carta fundadora da UE. Trata-se de um acto de xenofobia, tanto mais que os cidadãos em questão são membros de pleno direito de UE e livres de circular no espaço europeu. Seriam todos criminosos? Não sei, mas duvido que milhares de ciganos vivessem em França de práticas ilícitas.
De resto, a França já se prepara para alargar o conceito a outras nacionalidades e até a filhos de estrangeiros que possuam a nacionalidade francesa, o que é uma inovação...Se isto não é racismo e xenofobia, não sei o que é.
A verdade é que Sarkozy está em queda acelerada nas sondagens e vê-se confrontado com a maior contestação ao seu governo, devido aos escândalos financeiros de membros do seu governo e às medidas anunciadas sobre a idade da reforma, etc. que continuam a causar grande agitação em França.
Ao acusar os ciganos (o elo fraco da cadeia), desvia as atenções e tenta recuperar o eleitorado de extrema-direita, agora que está a perder o eleitorado do centro, também este atingido pelas medidas governamentais.
Nada de novo, na frente ocidental. Sim, já vimos este filme na Europa e não acabou bem. Quem tem memória fraca, arrisca-se a repetir os mesmos erros. Viviane Reding mostrou que ainda há alguma dignidade na Comissão Europeia. Só por isso merece o nosso aplauso.

RioD'oiro disse...

Sempre houve legislação que permitia a emigração apenas em determinadas condições.

O que se passa com os Romenos (tudo gente avançada e oriunda de um dos mais futuristas e defuntos paraísos socialistas) é que aproveitando a aparente liberdade e circulação, se apresentaram em França pretendendo trabalhar sem ter trabalho, falar francês sem ter que falar francês, ter uma casa sem ter que a pagar, dar educação aos filhos mas apenas a que eles muito bem entendem quando entenderem e se entenderem e apenas nos intervalos em que não sejam nomeados voluntários para pedir nas ruas, comer sem pagar e apanhar alfaces e batatas sem terem que as plantar e cuidar, e os franceses, como os alemães, já estão a ficar fartos de alimentar tanta "escumalha".

A alter-legalidade congeminada pelas euro-luminárias é directamente responsável pelo cadinho que permitiu o desenvolvimento desta cultura.

... e as euro-luminárias estão em pânico porque a sua "legalidade" vai ser liminarmente cilindrada.

RioD'oiro disse...

HV:

"é muito explícito e indica preto no branco que é um grupo étnico (ciganos) que deve ser expulso."

Quando isso chegar aos tribunais não vai dar nada pela razão já exposta.

Os franceses vão argumentar que isso era apenas uma questão de linguagem ... como quem diz hippies pulgosos e malcheirosos que insistiam em morar em sacos de plástico que insistiam em não trabalhar, em não falar francês nem aprender, etc, etc.

Como quem diz 'chomage'.

Anónimo disse...

Estas tristezas demagógicas . Do que se trata do ponto de vista de alguns é de recambiar ao seu país de origem populações que se quiseram vir acolher em território francês sem saber frances, terem trabalho certo etc etc. Tal como o fizeram mais de um milhão de portugueses nos idos anos sessenta, para fugirem à fome e à miséria que reinava em Portugal e viviam nas miseraveis bidonvilles francesas. Não se pode confundir assim colectivamente quem quer viver da mendicidade e do roubo, com aqueles que contribuem para o pais com o seu trabalho. Nem confundir migraçoes internas com emigração de paises terceiros.

Streetwarrior disse...

Rio D´Oiro disse...
"
Politicamente e claro que a legislação aprovada está na origem directa dos problemas que se levantaram. A legislação em vigor é directamente responsável por todos estes efeitos primários e secundários que são patentes ""

Peço desculpa pois posso estar a perceber mal...
Está a querer dizer que a culpa dos problemas causados pelos ciganos é da lei em vigor?

Então mas e os outros que não ciganos...não se aproveitam!

Eu compreendo o mau estar causado por " certos elementos " da comunidade Romani, isso não está em causa.
Mas porque razão as autoridades não julgam os elementos apanhados em actos ilicitos e os espulsam?..Aí não tinha problema em apoiar a solução, fossem eles que etnia fossem, mas assim, levanta-se a questão que eu referi acima.

Ao apoiar as medidas de Sarkozy, estamos a abrir um precedente noutros países invocando a mesma desculpa...seja com este ou outros grupos étnicos?

Não gostam da lei mudem-na,agora a lei não pode ser atropelada para dar solução aos problemas que alguns "elementos " desta etnia estão a causar.

Então e se a seguir vier a Espanha a querer fazer o mesmo aos africanos?

"" A verdade é que Sarkozy está em queda acelerada nas sondagens e vê-se confrontado com a maior contestação ao seu governo, devido aos escândalos financeiros de membros do seu governo e às medidas anunciadas sobre a idade da reforma, etc. que continuam a causar grande agitação em França.
Ao acusar os ciganos (o elo fraco da cadeia), desvia as atenções e tenta recuperar o eleitorado de extrema-direita, agora que está a perder o eleitorado do centro, também este atingido pelas medidas governamentais.""

Muito bem dito pelo Holandês Voador e provavelmente aqui é que está o cerne de toda esta polémica.

Nuno

RioD'oiro disse...

"Tal como o fizeram mais de um milhão de portugueses nos idos anos sessenta,"

Isso não é verdade. Os portugueses, na sua generalidade, trabalhavam. E os que não trabalhavam foram, de uma forma ou de outra, recambiados.

RioD'oiro disse...

Nuno:

"Peço desculpa pois posso estar a perceber mal...
Está a querer dizer que a culpa dos problemas causados pelos ciganos é da lei em vigor?"

Exactamente. Fui bem claro.

"Então mas e os outros que não ciganos...não se aproveitam!"

Uns aproveitaram trabalhando-se e comportando-se como qualquer pessoa, outros aproveitaram para viver à custa alheia: dos locais e dos que não sendo locais se comportavam como tal.

"Mas porque razão as autoridades não julgam os elementos apanhados em actos ilicitos e os espulsam?"

Já lhe expliquei mas o caro faz-se desentendido que o problema não é apenas legal. Para o comum cidadão viver sem querer trabalhar é acto ilícito. Em Cuba não era até há três dias.

O que o comum cidadão pensa não tem de forma alguma que passar pelo que as euro-luminárias curtem nas suas tertúlias de alter-cidadania.

RioD'oiro disse...

http://oinsurgente.org/2010/09/16/as-ruas-de-duas-vias/

Carmo da Rosa disse...

Realidade

Que lei pode obrigar a França a aturar os ciganos dos outros (romenos e búlgaros) com todos os problemas e despesas inerentes?

Sobretudo tendo em conta que a União Europeia, quando negociou a entrada da Roménia, já prevendo este tipo de situações, criou uma cláusula especial e prometeu desembolsar a módica quantia de 20 biliões de euros entre 2007 e 2013, precisamente para que a Roménia e a Bulgária façam algo que nunca fizeram na vida por esta gente…

O governo francês, que através da União Europeia já está a pagar à Roménia e à Bulgária para eles resolverem os seus problemas internos, ainda se sente na obrigação – não sei porque razão? - de dar a cada roma que envia (de avião) de volta 300 euros (+100 euros por cada criança)!

Ficção política

Segundo a comissária Viviane Reding trata-se da mesma situação do que já tinha acontecido na Alemanha de Hitler com os judeus.

Ora vejamos. Os judeus deslocaram-se do Médio Oriente para a Alemanha e instalaram-se ilegalmente no primeiro ‘biergarten’ que viram. fizeram imediatamente apelo a todo o tipo de serviços sociais enquanto os filhos andavam a roubar e a pedir esmola pelas ruas de Berlim e Munique. O Adolfo - assim como o Sarkozy hoje -, não contente com esta situação degradante também ofereceu na altura 300 marcos por cada judeu que se pusesse na alheta…

Mas os judeus, que em coisas de guita são muito mais espertos que os ciganos, deram-se rapidamente conta que 300 marcos (terrivelmente inflacionados por causa da crise dos anos ‘30) não dava nem sequer para pagar a viagem de volta e fizeram um manguito à ‘generosidade’ do Fuhrer.

O Adolfo, que como toda a gente sabe, era terrivelmente colérico e não suportava faltas de educação, não é de modas e mandou limpar o sebo a 6 milhões de judeus em campos de concentração.

Conclusão

No que diz respeito a Sarkozy sinceramente não estou a ver a curto prazo os campos de concentração, as câmaras de gás e os fornos a trabalhar. Isto porque os romas adoram particularmente esta solução francesa: recebem 300 euros (+ 100 por cada filho) e uma viagem (de borla) de avião de volta para a Roménia. E como ainda não há dispositivos de controlo a funcionar e como os Lelos romenos (ou outros) adoram viajar, vão voltar o mais depressa possível e estender de novo a mão para receber mais 300 mocas - e vira milho e toca o mesmo…

Risota

Os mendros romenos fartam-se de rir, porque até no Parlamento Europeu há gente muito importante mas tão parva meu Deus que ainda não topou a jogada! As autoridades romenas fartam-se de rir, porque se vão abotoar com 20 biliões de euros, o que é mesmo muita guita, e de certeza absoluta que grande parte não a vão gastar com ciganos – era o que faltava! A esquerda riu (inicialmente), porque pensou que agora é que a gente vai lixar o Sarkozy, mas o tiro saiu-lhes pela culatra e a Viviane Reding já teve que dar o dito por não dito.

E é assim que este ‘affaire’ veio dar a Sarkozy a possibilidade única de defender a honra da França no Parlamento Europeu com o dramatismo que lhe é peculiar – e parece que a maioria dos franceses gostou… E ainda bem, porque a alternativa seria votar no Le Pen! E porquê? Porque mais uma vez a Esquerda, como de costume, se recusa a ter em conta o evidente: a realidade.

Ana Cristina Leonardo disse...

no meio disto tudo, o le pen tem mais tomates do que o sarkozy; ao menos, mete-se com os árabes. porque aqui entre nós: afinal, qual é o problema com os ciganos? só falta dizer, como escreveu o Ricardo Araújo Pereira, que são eles os causadores da crise.
http://wwwmeditacaonapastelaria.blogspot.com/2010/09/e-como-todos-ja-terao-percebido-as.html#links

quanto ao que se ouve nos hospitais: nos hospitais, ouve-se tanta coisa!

Anónimo disse...

Realmente ter ciganada espalhada pelos lindos jardins causa mau aspecto.

Anónimo disse...

Não ha por ai um fumigador.

RioD'oiro disse...

"Realmente ter ciganada espalhada pelos lindos jardins causa mau aspecto."

Isso demonstra que o caro anónimo nutre um preconceito pelo mato.

Anónimo disse...

Um milhão de portugueses nos idos de 60 fugia a um paraiso salazarista, alguns a uma guerra colonial com um estatuto de asilo politico, uma espécie de emigrantes de primeira. Mas os outros eram pobres, mal cheirosos, não tocavam piano, nem falavam frances, fugiam a miseria e a procura de uma vida melhor. Felizmente os franceses precisavam deles aceitaram-nos mesmo assim vivendo nas bidonviles e dando mau aspecto , e não em hoteis, alguns, poucos, também se dedicavam a cata do alheio e foram parar às prisões o que prova que o sistema de justiça de responsabilidade individual funciona e não se lança um anatema sobre um grupo, embora devido a serem muito poupados e nao fazerem vida à francesa serem acusados de juifs. Tu est un juif. Só pensas no dinheiro atiravam os franceses.

Os Rom ou cigano são como os outros europeus cidadãos europeus de pleno direito, que se podem movimentar livremente na união europeia. Direitos que vão ser reforçados no próximo ano, quando a roménia e a bulgaria entrarem no espaço Shengen. Em frança precisam de um visto de trabalho ou de residência para permanecer no país mais do que três meses, sem visto podem permacer os tres meses. Mas não era o caso muitos deles estavam no pais ha menos tempo. Mas então também têm o direito de regressar logo no dia seguinte a território francês, com o dinheiro que lhes deu o governo antes de os fazer embarcar, por mais tres meses. ( muitos portugueses inscreviam-se na chomage, vinham para portugal recebiam o subsidio e quando estava a acabar o tempo regressavam e ia começar o processo de novo) Em França as expulsões sempre se fizeram,de portugueses até, mas não colectivamente, mas agora tiveram mais eco porque foram precedidas por violências urbanas e alegado aproveitamento político do senhor sarkozy.

Todos os cidadãos da UE têm o direito de circular e residir livremente no território da união europeia. As experiências dos Romanichéis suscitam uma boa reflexão sobre as consequências do exercício do direito de livre circulação e residência para muitos dos cidadãos mais vulneráveis e minorias etnicas da UE, o caso dos Romanichéis constitui um teste , as consequências para alguns dos cidadãos comunitários mais vulneráveis, são um indicador importante dos desafios que todos os cidadãos enfrentam no terreno. Os romanichéis são os que apresentam maiores probabilidades de se deparar com problemas, incluindo exigências de subornos por parte de funcionários corruptos, quando saem dos seus países de origem ou a eles regressam.basta lembrar as mafias que existiam em portugal com os emigrantes de leste. Muitos estão cientes do seu direito de livre circulação, em geral, mas conhecem menos bem os direitos e obrigações específicos, e muitas vezes complexos, dos cidadãos da UE que queiram residir noutro estado-membro. A pobreza e o racismo é o principal factor que impele os romanichéis a saírem dos países de origem. Este factor é agravado pela crise económica e pelo aumento dos ataques violentos contra os romanichéis em alguns países. Entre os factores que os atraem para certos países de destino incluem-se as aspirações a melhorar o nível de vida, sobretudo a perspectiva de encontrar um emprego formal ou informal.

Os cidadãos de países que não pertençam ao Tratado schengen podem entrar e viajar no território schengen ou seja na união por um período de até três meses, desde que cumpram as seguintes condições:
• A posse de um documento de viagem válido
• A posse de um visto de curta duração, se necessário
• Serem capazes de demonstrar a finalidade da viagem
• Não serem listados no Sistema de Informação Schengen para efeitos de recusa de entrada
• Não serem considerados uma ameaça à ordem pública ou segurança nacional para todos os países Schengen
Para permanência maior de três meses é necessário um visto nacional de longa duração ou autorização de residência.

Anónimo disse...

Um milhão de portugueses nos idos de 60 fugia a um paraiso salazarista, alguns a uma guerra colonial com um estatuto de asilo politico, uma espécie de emigrantes de primeira. Mas os outros eram pobres, mal cheirosos, não tocavam piano, nem falavam frances, fugiam a miseria e a procura de uma vida melhor. Felizmente os franceses precisavam deles aceitaram-nos mesmo assim vivendo nas bidonviles e dando mau aspecto , e não em hoteis, alguns, poucos, também se dedicavam a cata do alheio e foram parar às prisões o que prova que o sistema de justiça de responsabilidade individual funciona e não se lança um anatema sobre um grupo, embora devido a serem muito poupados e nao fazerem vida à francesa serem acusados de juifs. Tu est un juif. Só pensas no dinheiro atiravam os franceses.

Os Rom ou cigano são como os outros europeus cidadãos europeus de pleno direito, que se podem movimentar livremente na união europeia. Direitos que vão ser reforçados no próximo ano, quando a roménia e a bulgaria entrarem no espaço Shengen. Em frança precisam de um visto de trabalho ou de residência para permanecer no país mais do que três meses, sem visto podem permacer os tres meses. Mas não era o caso muitos deles estavam no pais ha menos tempo. Mas então também têm o direito de regressar logo no dia seguinte a território francês, com o dinheiro que lhes deu o governo antes de os fazer embarcar, por mais tres meses. ( muitos portugueses inscreviam-se na chomage, vinham para portugal recebiam o subsidio e quando estava a acabar o tempo regressavam e ia começar o processo de novo) Em França as expulsões sempre se fizeram,de portugueses até, mas não colectivamente, mas agora tiveram mais eco porque foram precedidas por violências urbanas e alegado aproveitamento político do senhor sarkozy.

Todos os cidadãos da UE têm o direito de circular e residir livremente no território da união europeia. As experiências dos Romanichéis suscitam uma boa reflexão sobre as consequências do exercício do direito de livre circulação e residência para muitos dos cidadãos mais vulneráveis e minorias etnicas da UE, o caso dos Romanichéis constitui um teste , as consequências para alguns dos cidadãos comunitários mais vulneráveis, são um indicador importante dos desafios que todos os cidadãos enfrentam no terreno. Os romanichéis são os que apresentam maiores probabilidades de se deparar com problemas, incluindo exigências de subornos por parte de funcionários corruptos, quando saem dos seus países de origem ou a eles regressam.basta lembrar as mafias que existiam em portugal com os emigrantes de leste. Muitos estão cientes do seu direito de livre circulação, em geral, mas conhecem menos bem os direitos e obrigações específicos, e muitas vezes complexos, dos cidadãos da UE que queiram residir noutro estado-membro. A pobreza e o racismo é o principal factor que impele os romanichéis a saírem dos países de origem. Este factor é agravado pela crise económica e pelo aumento dos ataques violentos contra os romanichéis em alguns países. Entre os factores que os atraem para certos países de destino incluem-se as aspirações a melhorar o nível de vida, sobretudo a perspectiva de encontrar um emprego formal ou informal.

Os cidadãos de países que não pertençam ao Tratado schengen podem entrar e viajar no território schengen ou seja na união por um período de até três meses, desde que cumpram as seguintes condições:
• A posse de um documento de viagem válido
• A posse de um visto de curta duração, se necessário
• Serem capazes de demonstrar a finalidade da viagem
• Não serem listados no Sistema de Informação Schengen para efeitos de recusa de entrada
• Não serem considerados uma ameaça à ordem pública ou segurança nacional para todos os países Schengen
Para permanência maior de três meses é necessário um visto nacional de longa duração ou autorização de residência.

RioD'oiro disse...

"Felizmente os franceses precisavam deles aceitaram-nos"

Claro que, regra geral, se aceita quem quer trabalhar e está em condições para o fazer.

Anónimo disse...

eh pa voce nem para trocos.

Anónimo disse...

Aceitaram-nos seu nabo porque a nata dos homens tinha sido consunida por uma segunda guerra mundial, havia viuvas e crianças. O mercado de trabalho na construção civil estava em plena efervescencia, os pais levavam os filos e empregavam-os na mesma obra, os amigos conhecidos tudo. saia-se uma obra acabada e começava-se o trabalho noutra ao lado.

deixe-me em paz.

Anónimo disse...

Não é preconceito, é gosto mesmo pelo mato. Nos lindos jardins, às vezes, cago neles mas à sucapa. É que o WC nem sempre está à mão ou não tenho a moedinha. Pronto doiralho, satisfeito? Grunhe lá, vá...

RioD'oiro disse...

"Aceitaram-nos seu nabo porque a nata dos homens tinha sido consunida por uma segunda guerra mundial, havia viuvas e crianças. O mercado de trabalho na construção civil estava em plena efervescencia, os pais levavam os filos e empregavam-os na mesma obra, os amigos conhecidos tudo. saia-se uma obra acabada e começava-se o trabalho noutra ao lado."

Como expliquei antes,

...

Claro que, regra geral, se aceita quem quer trabalhar e está em condições para o fazer.

Quando se quer viver à custa da teta alheia escudado em hordas de esquerdalhos do "temos que os compreender" e "eles são vítimas do sistema", o caldo tende a entornar-se.

A responsabilidade cai toda nessa visão esquerdalha.

"deixe-me em paz. "

Não me diga que o que escrevo o deixa em guerra com as bruxas que instalou no seu cérebro. A fé já não compensa?

Anónimo disse...

O cigano em Portugal é útil, estimula a economia paralela e subterrânea.

Anónimo disse...

Deixa-me em guerra a sua burrice aos pensar que os portugueses cairam no goto dos franceses como emigrantes. Se não fosse a guerra provavelmente o estigma le pen começaria mais cedo, os franceses sempre foram chauvinistas e racistas em relação a estranhos, o caso deryfuss onde começou, o senhor sarkozy agora parece que quer envolver a alemanha para tentar ganhar força mas ja foi desmentido

“O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Guido Westerwelle, esclareceu hoje que Berlim não tenciona acabar com acampamentos de ciganos, considerando "um equívoco" afirmações do Presidente francês, Nicolas Sarkozy neste sentido, no Conselho Europeu de quinta-feira.
"Nunca houve tais declarações por parte da Alemanha e, além disso, a dissolução de acampamentos de ciganos violaria a Constituição alemã", sublinhou Westerwelle, em entrevista à emissora de rádio Deutschlandfunk.
O chefe da diplomacia germânica acrescentou que é dever da Comissão Europeia zelar pelo cumprimento das leis entre os Estados membros, mostrando-se confiante de que a França "conseguirá o equilíbrio entre os compromissos europeus e as leis nacionais".

Resta a solidariedade do costume le pen berlusconi

Os franceses não podem fazer muito em relação aos portugueses pois os portugueses devido a uma longa carreira de emigração para frança criaram raizes, e ja são “franceses” ou seja daqui a uns anos ja não ha muitos emigrantes recentes. Os filhos da geração de 60 ja são franceses naturais, nasceram la, ao regressarem os pais quebram-se os laços umbilicais, por isso o sarkozy também não dorme e quer abranger esta nova nacionalidade nas leis criminais, francesas , sujeitos a ser recambiados em casos de condenação apesar de franceses, vai-se apurar ate que geração ascendente? Os nazis em relação aos judeus iam ate a quarta.

E agora por favor va dar banho ao cão

RioD'oiro disse...

"O cigano em Portugal é útil, estimula a economia paralela e subterrânea. "

Isso é excelente. A economia superficial é inestimulável. É um alçapão que apenas alimenta o monstro das bolachas.

RioD'oiro disse...

"os portugueses cairam no goto dos franceses como emigrantes."

É o normal quando se demonstra vontade de trabalhar e capacidade para o fazer.

Anónimo disse...

Va, olhe o caniche.

Anónimo disse...

O doiralho não tem sensibilidade para ter cães. Prefere andar aqui com merdas. Está-lhe no sangue.

José Gonsalo disse...

Ana Cristina Leonardo:
No hospital TAMBÉM ouvi isto.
E não estamos a falar dOS ciganos, mas de ALGUNS ciganos, nomeadamente de UMA determinada etnia que nunca foi benquista na Roménia, nem sequer pelos OUTROS ciganos, os que são aceites, sem problemas, em qualquer sociedade (europeia, pelo menos).
Da mesma forma que existem culturas arcaicas guerreiras e agressivas que atacam outras culturas arcaicas de cultura não-guerreira e não-agressiva, também existem, entre os ciganos, os que fazem do comércio uma honesta actividade e os que, na linha que é comum à cultura cigana, de considerarem o trabalho manual e assalariado como indigno de um ser humano, optem por enganar, roubar e traficar os seres inferiores que o fazem. Se ler alguma coisa sobre a entrada dos ciganos em Portugal, no século XV, bem como sobre a sua anterior entrada em Espanha, perceberá isso. E se recorrer aos testemunhos de quem ainda vive ou viveu em vilas e aldeias de zonas agrícolas, percebê-lo-á igualmente. Poderia, eu próprio, transcrever testemunhos de gente que me é familiarmente próxima e até de amigos que com eles conviveram desde crianças e que, já adultos, alguns deles professores, se dedicaram à questão da integração dos ciganos. Mas isso seria exceder em muito o espaço de uma comentário e, sobretudo, o tempo de que actualmente disponho.
Limitei-me a transcrever o que presenciei, não no sentido de apoiar ou contestar a decisão do Sarkozy, mas para chamar a atenção para um problema que não é tão simples quanto as imaculadas consciências cívicas dos reluzentes egos do costume pretendem pretendem babujar sobre quem lhes contesta a potência e a qualidade do brilho com que alumiam as cenas.

Anónimo disse...

Ainda hei-de ver este Sr. Gonsalo reconhecido como sábio do universo.

Carmo da Rosa disse...

@ anónimo das 10:29 : ”Felizmente os franceses precisavam deles [portugueses] e aceitaram-nos…”

Caro anónimo, não se deixe levar por emoções e drama, pense um bocadinho antes de escrever…

É evidente que nos aceitaram (e eu também fui dos que foi aceite em França facilmente, sem passaporte nem qualquer outro tipo de documento) porque precisavam, sempre foi assim. Em todo o lado do mundo. Será que você, mesmo sem ter carro, vai à bomba de gasolina comprar 200 litros de super só para ajudar a Galp coitadinha? Não, só vai comprar gasolina quando tiver carro e PRECISAR de se deslocar…

Mas não se esqueça que NÓS também precisávamos que ELES nos aceitassem e que nos dessem trabalho – que era muito mais bem pago do que no nosso querido Portugal… de outra forma muitos de NÓS não teriam aceitado.

”Tu est un juif”

Voyons, c’est un peu vrai !. E o que diziam os portugueses dos franceses, mas sobretudo das francesas ?

”Em França as expulsões sempre se fizeram, de portugueses até,”

Nunca ouvi falar em tal coisa! Os portugueses em França nunca criaram problemas e por isso sempre foram muito bem vistos. Uns não conseguiram integrar-se voltaram para a terra e outros ainda andam por terras de França e estão bem contentes…

”… precedidas por violências urbanas e alegado aproveitamento político do senhor sarkozy.

Você chama-lhe aproveitamento político, mas se o Sarkozy não fizesse nada outros diriam que ele é um banana e nas próximas eleições votariam no Le Pen. É isso que pretende? Não percebe que alguma coisa tem que ser feita…

” Muitos estão cientes do seu direito de livre circulação, em geral, mas conhecem menos bem os direitos e obrigações específicos,”

Agora é que você disse tudo, e se se tivesse lembrado de deixar apenas esta pequena frase na caixa de comentários é que tinha acertado em cheio. Isto é o problema de muita gente: conhecem bem os direitos mas os deveres e obrigações tá queto ó tia, é o desconhecimento total…

”A pobreza e o racismo é o principal factor que impele os romanichéis a saírem dos países de origem,”

Precisamente, mas então, como os países de origem vão fazer parte da UE, e como vão receber 20 biliões de euros para resolver especificamente este problema, não vai ser preciso virem chatear os franceses com os problemas dos outros…

anónimo das 12:49: ”os franceses sempre foram chauvinistas e racistas em relação a estranhos, o caso deryfuss”

Caro amigo, os franceses são tão racistas como todos os outros (os ciganos incluídos). Sim, os franceses tiveram o caso Dreyfus, mas os portugueses tiveram milhares de Dreyfuses que foram parar a Amesterdão…

Anónimo disse...

O rosa vai dar banho ao cão.

RioD'oiro disse...

"vai dar banho ao cão."

Aqui no blog qualquer de nós dá banhadas aos cães que circulam pelas caixas de comentários mesmo antes de levantarem a perna.

Anónimo disse...

olha o caniche, vai la com o colega vai. e depois vai estudar a cidadania europeia

RioD'oiro disse...

"cidadania europeia"

Oh cum catano. Desta vez ele conseguiu mijar primeiro.

Anónimo disse...

voce seu nabo, é um case study de estupidez humana, ao longo de alguns comentarios consigo épatente a sua burrice e ignorancia em assuntos basicos para poder manter um dialogo e discussão, voce é aquilo que se designa por um nabo
senão sabe o que significa este termo atribuido a uma pessoa va estudar e olhe leve o caniche.
a ver se percebe esta palavra.

RioD'oiro disse...

Cum carago. Agora foi caganeira.

Deve ter engolido mais um sapo.

Anónimo disse...

efeito Lizard, retardamento mental,
é o que da as companhias