sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Há cristões e cristões...



Interessantíssimo artigo da jornalista Fernanda Câncio no Jugular acerca de um recente documentário na RTP2 sobre Humberto Delgado, que eu comentei da seguinte maneira:

@ f: "Ao fim de 30 anos de salazarismo, se tanta gente foi capaz de sair à rua e desafiar um regime que perseguia, censurava, exilava, prendia e torturava - e, como abjectamente se provou no caso de Delgado, também assassinava - foi porque estava farta, porque sabia que não queria aquilo, porque exigia outra coisa."

Minha senhora, o que é realmente uma pena, é que durante os 30 anos depois de 1974 a esquerda (mas também a direita) tenha cometido tantos erros e dito tanta asneira meu Deus, que as mesmas pessoas que apoiavam o general-sem-medo em 1958 querem hoje Salazar de volta...

@ f: "Salazar nada teve de democrata e é duvidoso que tivesse algo a ver com Cristo"

Minha senhora, tem toda a razão. Salazar de democrata, como já foi por si sobejamente demonstrado, nada tinha, mas não creio que ele alguma vez disse que o era!?

Também é verdade que não era lá muito cristão. Pelo menos não a imagem (puritana) de cristão que as pessoas normalmente têm em Portugal: sabe-se hoje que dava umas quecas com a jornalista belga Christine Garnier , que o admirava. Mas além da Garnier parece que também se abotoava com as esposas de possíveis candidatos a postos importantes no seio do governo...

Disto tudo se depreende que Salazar não era o austero puritano que eu e tantos outros sempre imaginaram. Não, o António das Botas era levado da breca - e na minha modesta opinião fazia ele muito bem, é o que se leva desta vida...

Tanto assim que o Cardeal Cerejeira, mais vocacionado para os prazeres espirituais, depois da morte do ditador em 1970, confessou publicamente: 'o Sr. doutor Oliveira Salazar foi um homem de muitas qualidades, mas virtudes? Não, nenhuma'.

P.S. Depois de tanto descascar em Salazar, convém, para equilibrar o texto, dizer que em questões de corrupção o doutor Oliveira Salazar pode perfeitamente ser comparado com o actual primeiro-ministro, e fica a ganhar... (este último ps não foi inserido por esquecimento no meu comentário no Jugular)

6 comentários:

Anónimo disse...

Exactamente, há idiotas e idiotões, mas o rosinha não passa de um idiotinha armado ao pingarelho.

Carmo da Rosa disse...

Um Salazarista anónimo que tem muita pena que a PIDE já não exista...

Anónimo disse...

A nova professora chega na classe e diz:

- Crianças, já vou logo dizendo que eu não acredito em Deus! Quem é ateu também levante a mão!

Como sabemos que crianças às vezes concordam com tudo, especialmente quando não querem ir contra uma nova professora, quase todos levantaram a mão. Quase todos, menos uma corajosa menininha.

- Ei você aí, disse a professora, por que você não levantou a mão?
- Eu sou crente, professora!
- Ah, é? Então me diga por que você é crente?
- Fácil professora: papai é crente, mamãe é crente e eu também sou crente.
- Menina, essa foi a explicação mais burra que já ouvi em toda a minha vida. Se por acaso seu pai e sua mãe fossem retardados, o que é que você seria???
- Eu acho que eu seria ateísta, professora...

(Aqui está uma boa explicação para o retardamento mental do Sr. Rosa)

Anónimo disse...

Um aluno de faculdade estava na aula de filosofia a qual prosseguia numa discussão sobre a existência de Deus (assunto preferido dos ateus). O professor, doutor em filosofia em Sorbone, Paris, marxista doente, despejava o seu veneno, seguindo sua "irrefutável" lógica:

- Alguém nesta sala, por acaso, ouviu Deus? Ninguém dá uma palavra...
- Alguém nesta sala, por acaso, tocou em Deus? Ninguém dá uma palavra...
- Alguém nesta sala, por acaso, viu Deus? Depois de, pela terceira vez, ninguém dar uma palavra, ele simplesmente prossegue:

- Então não há Deus...

Um aluno pensa por um segundo e então diz:

- Com licença, mestre?

Curioso para ouvir a réplica desse ousado aluno, o professor permite a participação e diz:

- Sim, prossiga meu filho.

O aluno se levanta e se dirige aos colegas perguntando:

- Caros colegas, alguém nesta sala, por acaso, já ouviu o cérebro do nosso professor?
(silêncio total... enquanto o professor engole seco)

- Caros colegas, alguém nesta sala, por acaso, já tocou o cérebro do nosso professor?
(silêncio total...)

- Caros colegas, alguém nesta sala, por acaso, já viu o cérebro do nosso professor?
(silêncio total...)

Quando ninguém ousou responder ou falar de tão atônitos, o aluno concluiu:

- Então, caros colegas, de acordo com a lógica do nosso professor, deve ser também verdade que o nosso professor não possui cérebro...

- Bem... disse o professor, vamos mudar de assunto...

(Convém não esquecer que antes de ter "evoluído" para islamófobo O Sr. Rosa confessou ter sido esquerdalho)

Anónimo disse...

Pois, mas bastaria abrir a cabeça do professor (coisa comum e aceitável para islamistas tipo coiso Bin Laden) para se poder tocar no cérebro dele. Se o caso fosse consigo, já teria as minhas dúvidas.
E olhe que não sou ateu nem islamófobo. Mas a minha tolerância à falta de educação e à agressividade tem limites. Mesmo que não se dirijam a mim. Para a outra vez, quando decidir abrir a boca, assoe-se primeiro, que o que escreve é bem ranhoso.

Anónimo disse...

De vez em quando lá vem um dos blogueiros disfarçado de...