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Raquel Varela pede um bebé para o próximo debate
Há 4 minutos
It is quite gratifying to feel guilty if you haven't done anything wrong: how noble! (Hannah Arendt).

Um primeiro ministro não pode deixar-se encurralar. Nenhum governo gosta que lhe dobrem o braço. Um primeiro ministro não pode deixar-se encurralar.Tratava-se de espernear face à sua incapacidade em evitar ficar encurralado. Foi incurralado e sentindo-se em tal posição disparou a bomba atómica, a golden-share, tentando desenvencilhar-se. De facto desenvencilhou-se temporariamente da posição de encurralado.

3200 escolas do 1.º ciclo fechadas nos últimos 5 anos
Razão tinha a deputada Clara Carneiro quando disse, no debate do estado da Nação, virando-se para o Primeiro-Ministro: "O senhor vai ficar conhecido como o despovoador". Nos últimos cinco anos, com o fecho de escolas, tribunais e serviços de saúde, sobretudo no interior, estamos a contribuir para um País cada vez mais desigual e inclinado para o litoral. Decisões como esta têm graves implicações sociais e demoram anos a contrariar. Mais do que fazer uma regionalização política ou administrativa, o que nos falta é uma política integrada de desenvolvimento regional, que evite a desertificação progressiva do interior. Ou será que queremos transformar Portugal num enorme subúrbio de Lisboa e do Porto? Este governo e o anterior têm esquecido um dos deveres básicos do Estado: manter uma presença efectiva em todo o território nacional, sobretudo junto das populações mais necessitadas.««««««««»»»»»»»»
O socretino despovoador acha que se a canalha não estiver num depósito gigantesco onde tudo e nada se passa mas onde o potencial para a quebra de laços de proximidade familiar e de vizinhança estão garantidos, o amanhã cantante será esplendoroso e os próximos planos quinquenais um sucesso.




Nausícaa, São Paulo, Brasil disse...
Caríssimo Fiel Inimigo,
É deste senhor Olavo de Carvalho a tese de que só se combate eficaz e eficientemente o socialismo no campo da psicologia, e não no campo político, ideológico, pois, após três décadas de estudos, concluiu que não há um sistema que sustente uma ideologia, mas pura confusão mental. Daí a estratégia de desmascará-los como mentirosos compulsivos que são.
No blog Notalatina é possível saber-se as últimas notícas da farsa da prisão desse opositor venezuelano, Peña Esclusa.
Eu recomendo também os 43 minutos de entrevista com os cubanos que chegaram esta semana em Madri, especialmente nos 35 minutos em diante. Esse é o verdadeiro desgoverno cubano, e não a propaganda maravilhosa de seus sistemas de saúde e educação.

Nesta cena da PT veio mais uma vez ao de cima a paupérrima vulgata que passa por ideologia no PS. Ele é alimentada por várias fontes: Mário Soares, o principal esquerdista do PS, José Sócrates, o principal bipolar do PS, Santos Silva, o principal propagandista do PS e o azorrague dos seus inimigos da “direita”. Todos têm andado nos últimos dias a repetir uma espécie de versão ideológica sobre a crise que atravessamos, cá dentro e lá fora. Na verdade, esta vulgata já dura há muito mais tempo, e não é “dos últimos dias”, mas o facto de estarem a repeti-la em Julho de 2010, dá-lhe um tom particularmente irrealista, isolado da realidade, e, no sentido não clínico da palavra, autista, assim como, no sentido surrealista da palavra, absurdo. Absurdo em tudo: primeiro, como análise é um puro discuso propagandista; segundo, como ideologia, mesmo à esquerda, é grosseiro e primitivo; terceiro, como prática, não existe.
Em que é que consiste a “narrativa” dessa vulgata: nos últimos quarenta anos,com altos e baixos, mas coincidindo com o ciclo Thatcher – Reagan – Bush pai e acima de tudo o tenebroso Bush filho, o mundo foi governado por “neo-liberais”, gente que construiu uma “economia de especulação financeira”, assente em variedades globais de sistemas como o da D. Branca, esse prócere do “neo-liberalismo” caseiro. Abandonou-se a “economia real” e caminhou-se para uma “economia de casino”, desregulando tudo, reduzindo o estado a um malfeitor envergonhado, pisando as “políticas sociais”, e criando uma “bolha” que o Nouvel Observateur e o Le Monde Diplomatique (se existisse) já dizia há quarenta anos que ia rebentar. Rebentou e dos criminosos “neo-liberais” apenas o senhor Madoff foi parar à cadeia, deixando o mundo em pantanas. Tão em pantanas que nem Santo Obama ainda recuperou, nem a Santa União Europeia se recompôs, porque, com excepção dos socialistas, é governada por gente que ainda vem dos tempos do Madoff, como a senhora Merkel.
O que é que há a fazer? Os socialistas sabem muito bem: mais investimento público, mais Keynes, mais Marx, um estado com maior presença na economia, aperto na regulação, confisco dos ricos que andaram a “empochar” à Madoff (esta parte Louçã faz melhor) e defesa intransigente do “estado social”. Pois, pois. Se não fosse um insulto à história da Carochinha, esta fábula mereceria um prémio.A PRÁTICA DOS SOCIALISTAS
O problema é que , para além da fábula, há a realidade, a prática, aquilo que os marxistas aprendiam como sendo o “critério de verdade na teoria do conhecimento do materialismo dialéctico”. A parte prática, executada por Sócrates – Teixeira dos Santos, martelada contra os infièis por Santos e Silva e apoiada ainda mais à esquerda por Soares, é a que mostra o absurdo a que chegou a vulgata, porque enchendo a boca com o “estado social”, propõe-se salva-lo exactamente com a medicina dos “neo-liberais”, ou seja com medidas cuja lógica é a que é exorcisada pelo discurso ideológico. Parece confuso? É confuso e intelectualmente muito pobre, mas é o que a casa socialista hoje gasta.
Claro que na prática, a vulgata tem os seus custos. Ela funciona como uma resistência, como os maus condutores resistem à passagem dos electrões: gera enormes desperdícios, atrasa tudo e produz uma enorme quantidade de calor inútil que se dissipa no ar. É o que hoje o PS parece: faz a política que diz abominar, e retira-lhe muita da eficácia, porque a faz sempre com má fé, atrasado, mal, com desperdício e mais caro.
Se o mundo fosse como na fábula ideológica acima contada, os socialistas deveriam estar a fazer exactamente o contrário daquilo que fazem: a avançar com as grandes obras públicas em nome de Keynes, a não mexer em salários, nem reformas, a aumentar as regalias sociais, a fortalecer o estado nacionalizando e a apertar o pescoço do BES. Pois, pois.
Isso teria sido muito bonito, se pudéssemos continuar a viver de dinheiro emprestado que cada vez menos temos capacidade de pagar, e que cada vez menos gente nos empresta. E como não há dinheiro, não há vícios nem socialismo. Podemos apenas vociferar contra os “especuladores” e essa tenebrosa conspiração internacional que “de lá de fora” nos quer tirar o euro e abater a Europa, para além de destruir a gloriosa obra de José Sócrates, tão perfeita, tão perfeita que levou a nossa dívida aos píncaros e o nosso défice ao clímax. A culpa de facto é do Madoff, o socialismo pode continuar intangível na sua perfeição moral e política a cavar a sepultura da esperança dos portugueses em viverem um pouco melhor, só um pouco melhor.

O Lisboa - Tel Aviv estará atento a este importante assunto e informará os seus leitores quando o grupo de trabalho elaborar o PlanoQuinquenalNacional de Promoção das Bicicletas,Triciclos, Patins, Skates, Coches, Carroças & Carrinhos de Super-mercadoe Outros Modos de Transporte Suaves.
