domingo, 15 de janeiro de 2012

Rainha de abaya, véu e luvas pretas


 
Depois da visita da rainha Beatriz de abaya e véu às mesquitas de Abu Dhabi e de Oman, gerou-se uma crise governamental à volta de um twit de Geert Wilders, onde ele dizia que "isto não era uma contribuição para a emancipação da mulher em países muçulmanos." A rainha, que normalmente não pode responder – isso está a cargo do Primeiro-Ministro -, desta vez não se pode conter e, quebrando a constitucionalmente exigida neutralidade, e fazendo claramente parte da campanha anti-Wilders, afirmou perante jornalistas holandeses “que é um disparate dizer que o véu islâmico oprime a mulher”. E disse mais, “vejam a quantidade de mulheres aqui [em Oman – cdr] a trabalhar.” 
O país ficou imediatamente dividido em dois campos: pró e contra a monarquia, polémica nos jornais, entrevistas e debates na TV e os partidos a tentar tirar partido da situação… 
Afshin Ellian, um refugiado político persa que é actualmente professor de Coesão Social, Cidadania e  Multiculturalismo na universidade de Leiden, publicou o seguinte:

A visita da rainha Beatriz à mesquita foi uma provocação. Não me compreendam mal: eu sou um adepto da família real e é por isso que estou preocupadíssimo com a atitude da rainha. Uma vista de olhos nesta notícia:  
“A rainha Beatriz, o príncipe Willem-Alexander e a princesa Máxima visitam no Domingo a Mesquita Cheik Zayed bin Sultan Al Nahayan no emirato árabe Abu-Dhabi. Durante a visita a rainha Beatriz e a princesa Máxima estarão cobertas dos pés à cabeça como mandam os preceitos muçulmanos.” 

Abaya 

A rainha ia vestida de abaya! Todas as mulheres árabes na região do Golfo, e sobretudo na Arábia Saudita, são obrigadas a vestir uma abaya. A pergunta que se coloca imediatamente é, obrigar as mulheres a vestir uma abaya e um véu para cobrir a cabeça pode ou não ser interpretado como um símbolo da opressão da mulher?
Temo que sim. Caso contrário teriam dado às mulheres o direito de elas próprias escolherem a maneira de como se vestir.

O que é que a rainha pensa disto? Não consigo imaginar que ela pense de outra forma.  Será que a rainha está de acordo que as mulheres sejam obrigadas a vestir uma abaya, véu e luvas no calor sufocante das Arábias? Não, não creio. A rainha Beatriz é uma mulher moderna e emancipada.

Em Roma sê romano 

Um jornalista com razão lança a pergunta: “Mas o que é que a rainha e a princesa deveriam ter feito nesta situação? Numa visita ao estrangeiro a regra é: em Roma sê romano. E Wilders sabe isso muito bem.” Será que havia outra opção? Sim, uma opção muito simples: não era preciso ir à mesquita. Não acredito que o Sultão tenha proposto à rainha Beatriz uma visita à mesquita. Será que a ideia partiu da rainha? 

O interesse dos empresários 

Nós certamente julgamos que uma visita à mesquita vai possivelmente facultar mais contratos para as empresas holandesas. Quem isto afirma, desconhece os milionários árabes. Eu conheço-os bem. Vão muito raramente à mesquita. Sabem onde os podemos encontrar? Em bares, discotecas e outros locais muito ocidentais. Eles apenas querem ganhar dinheiro. Nem mais nem menos. E é precisamente por isso que o Irão e a Al Qaida consideram estes regimes [Emiratos Árabes – cdr] como sendo infiéis. 

Contratos de milhões 

Caro leitor, você acha realmente que um milionário árabe vai assinar um contrato de milhões com o porto de Roterdão porque a rainha visitou a mesquita vestida de abaya e de véu? Se esta teoria fosse correcta, toda a gente iria voluntariamente à mesquita! Não nos iludamos, os dirigentes árabes não pediram à rainha para ela visitar a mesquita. Isso foi proposto pela Casa Real, ou por certos círculos próximos do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Eles é que gostam de visitar mesquitas. Fantástico, que o façam durante o tempo livre, para isso existe o conceito férias, mas não dissimulado numa visita formal do Chefe de Estado. 

Provocar 

Mas então, porque razão a rainha o fez? Para provocar. A visita a uma mesquita num país longínquo era um sinal dirigido à política interna [faz parte da campanha contra Wilders – cdr]. O círculo restrito da rainha foi quem engendrou esta provocação. E por causa desta provocação o Chefe de Estado é agora tema para todo o tipo de troça – tal como a ‘persiflage’ que foi feita pela Lucky TV.

O que é que ganharam com isso? Nada. Não exageremos a parte informal de uma visita estatal deste tipo. Não tomemos os dirigentes e milionários árabes como pessoas emocionalmente débeis. Eles são em primeiro lugar homens de negócio, e se eles vêm oportunidades lucrativas ou geopolíticas, estarão certamente interessados em nos contactar.

Mas para isso não é preciso a presença da rainha Beatriz. A rainha, devido à sua posição, pode eventualmente facilitar os contactos. Mas contactos não são contratos, para isso é necessário haver razões económicas imperativas de ambos os lados. 

Hilversum [cidade de onde se emite e se fazem os programas da TV-holandesa – cdr]

A comitiva real que fabricou esta provocação, são os mesmos que endoutrinam a população a partir de Hilversum. Como se os árabes, sem esta provocação, não estariam dispostos a assinar contratos com as empresas holandesas! As vezes julgo que os nossos regentes pensam que os seus súbditos são todos estúpidos.

A monarquia tem que ser protegida contra a corte e os amigos da rainha. É estranho ver a rainha como Chefe de Estado constantemente a exigir tolerância e respeito pelos direitos humanos ao povo holandês, enquanto que ela está disposta a honrar os mais desprezíveis símbolos e países.




20 comentários:

Go_dot disse...

Bons tempos em que a critica religiosa era um passatempo de esquerda.

Caro CdR, por falar em sociedades livres, isto talvez lhe interesse: O serviço secreto alemão, está a desenvolver activamente trabalho para conter a critica ao islão. www.stonegateinstitute.org...

Carmo da Rosa disse...

Incrível! Isto lembra-me logo o que dizia o Churchill:

an appeaser is one who keeps feeding the crocodile, in the hope it will eat him last.

RioD'oiro disse...

Lista actualizada de nicks do Citador:

15491385662541781287 - Citador
01473196719846385914 - Anónimo, Wikileaks, Citador
14244428774877613376 - Wikileaks
14444447751556456624 - Anónimo1
08888821817038022726 - Wikileaks
04644584993527127569 - Anonimo, RDoiro
03488706551174628274 - Carloss, Afonso
12206360462811787232 - Anónimo
13173348751912783221 - Anonimo, Chico da Tasca, Tóxico
17522314109122073028 - Anonimo, RioD'oiro, Amilcar Fernandes
13409200214700490967 - Anonimo, Calhordas
07141517086372303204 - Luís
13579048271031144974 - Joaquim, RDoiro
15081844311653658640 - Amilcar Fernandes
14427154552856151103 - Manuel, Ricardo
11695627285719344995 - Alberto Carlos, RDoiro
07686369283789034906 - José Manuel
10139017184334419561 - Agreement debts
06051084534717149853 - Carlos Alberto Mendes
04256078322478940366 - Faustino
11417895043117264682 - Asdrubal
10045417380892007574 - Hugo

Amilcar Fernandes disse...

Mais non, n'est pas possible,
they are so many.

Lura do Grilo disse...

É uma Europa de cócoras ao Islão que na própria Europa vive do dinheiro dos nossos impostos, não deixa as raparigas irem à escola, viola as nossas jovens, impede os carteiros de distribuir correspondência, não deixa actuar os bombeiros nos seus guetos que só lá entram com a polícia e remete para a reclusão (na própria Europa) os homens que escrevem coisas que ele não gosta.

Carmo da Rosa disse...

Lura do Grilo,

precisamente, não tenho nada a acrescentar.

O-Lidador disse...

O verdadeiro teste a esta rainha, era convidá-la para visitar, por exemplo, a comunidade haredim de Jerusalém, e pedir-lhe que se comportasse segundo o estatuto que esta variante do judaismo ortodoxo, reserva às mulheres.

Seria capaz de apostar, dobrado conra singelo, que recusaria indignadamente. ( e bem, digo eu)

Porquê?
POrque o credo multiculturalista só é fashion relativamente a certas culturas.

Aquelas culturas que a esquerda pós marxista identifica como "oprimidos", "explorados" e "injustiçados"

No fundo esta rainha é apenas o resultado de uma paulatina doutrinação que nos leva a odiar o que somos e a babar-nos de "respeito" e admiração pelas mais anedótias aberrações de certas culturas seleccionadas.

Sorge disse...

Se com essa comparação genial pretende provar que o sionismo é abjecto, estou consigo. E digo mais, abjecto, genocida e algo primitivo, nos entretantos.
Não é difícil encontrar em Israel um paralelo com os macacos fardados americanos que urinam em prisioneiros ou em mortos.
É naturalmente uma evidência da superioridade moral das democracias ocidentais. Está a tombar, Gonçalo Mendes, está a tombar…

Carmo da Rosa disse...

O-Lidador: ”POrque o credo multiculturalista só é fashion relativamente a certas culturas.”

Precisamente. Veio-me logo à ideia uma visita da rainha Beatriz a Portugal.

E que melhor respeito tributar a este nosso povo do que assistir juntamente com Dom Duarte a uma tourada à portuguesa no Campo Pequeno. O forcado da cara dedica a pega à princesa Máxima que não percebe do que se trata, mas logo Dom Duarte se presta a explicar. O povo em sobressalto espera o ferro primeiro…

E os holandeses também em sobressalto, vêem a cena no telejornal holandês – como é costume devidamente censurada, sem os cavaleiros a espetar os ferros. Os republicanos e os amigos de animais – é preciso compreender que no parlamento holandês até existe um Partido dos Animais - vociferam contra a presença da rainha em tão lamentável local. A polémica acentua-se, a monarquia é posta em causa e a rainha, juntamente com o esquerdalho é obrigada a defender-se dizendo, como no caso do Islão, que:

Não devemos meter tudo na mesma panela, a maioria dos portugueses gosta muito de animais – na panela e refogados com bom azeite, cebola, alho e uma folhinha de louro (esta última frase ela não disse mas pensou!).

Isto é ficção científica claro. Para isto acontecer, assim como eu estou a contar, Portugal teria que ser muito mais pobre…

Carmo da Rosa disse...

Sorge,

De qualquer forma o sionismo é menos abjecto do que o anti-semitismo disfarçado de anti-sionismo.

É verdade que não DEVE ser difícil encontrar em Israel um paralelo para os americanos a mijar encima de mortos. Sublinhei "deve” porque até hoje não aconteceu, mas pode muito bem vir a acontecer – o que seria lamentável.

Mas esse paralelo que você se apressa a registar, demonstrando o sua percepção ideologicamente selectiva, pode muito facilmente ser encontrado também nos portugueses que estiveram em África, nos franceses na Argélia, nos árabes em todos os sítios onde puseram as patas, nos russos idem, nos chineses no Tibete, nos Hutus no Ruanda e nos Killing Fields do camarada Pol Pot.

Mas estes paralelos não lhe interessam abordar, porque sabe que vai encontrar dificuldades em participar na próxima Festa do Avante. E como as jovens comunistas estão cada vez mais boas, isto seria uma pena. Estou consigo…

João Pedro disse...

Não vejo onde está o problema. Se a Rainha estava de visita a um país muçulmanos, como é óbvio devia entrar na mesquita coberta, assim como se entra nos templos japoneses (e nas mesquitas também, já agora) descalço, ou como o Papa Bento XVI entrou em sinagogas de kippah. Ainda por cima, numa visita oficial, a última coisa que se espera é que um monarca desrespeite os locais.

Sorge disse...

Discordo CdR, sionismo e anti-semitismo são abjectos e imbecis em partes iguais. Aliás a História coloca-os lado a lado com os nazis.
Quanto às estratégias de terror em conflitos, que referiu, muito haveria a ser dito. Em algumas terá a sua razão, outras não. Neste caso, na minha opinião, há uma profunda diferença entre uma estratégia psicológica de terror e uma postura moral que oscila entre o bárbaro, o ébrio e o amacacado. De qualquer forma, conforme as conveniências, os americanos fazem-no com enorme tranquilidade, desde a destruição dos índios que têm vindo a adquirir um assinalável fair play nas formas de matar. Aplicam-nas em "povos inferiores" com uma criatividade semelhante à do III Reich.

Carmo da Rosa disse...

João Pedro: ”Não vejo onde está o problema.”

Os problemas foram assinalados pelo autor do texto que deu origem ao post:

1. Não era preciso ir à mesquita. Não acredito que o Sultão tenha proposto à rainha Beatriz uma visita à mesquita.

2. A rainha ia vestida de abaya, véu e luvas pretas. Isso não é necessário, a coisa podia ter sido mais discreta.

3. A visita a uma mesquita num país longínquo era um sinal dirigido à política interna. O círculo restrito da rainha foi quem engendrou esta provocação.

4. afirmou perante jornalistas holandeses “que é um disparate dizer que o véu islâmico oprime a mulher”. Uma afirmação política que quebra a neutralidade do Chefe de Estado, sabendo que uma parte considerável dos seus súbditos (entre eles eu) tem uma opinião diferente.

Uma coisa é visitar oficialmente a China, com todo o respeito que se possa ter pelo protocolo (e pelos contratos comerciais), outra coisa é levar uma foice e um martelo na lapela…

Sorge disse...

Epá, CdR, uma outra coisa.
Já ando há algum tempo para lhe dizer isto.
Ficou uma questão por responder quando trocámos ideias sobre a prática desportiva com utilização de instrumentos de pancada. Quando lhe disse que não tinha um cotovelo à altura do meu jeito para o ténis estava a falar-lhe de epicondilite precoce. Nada mais.
Queria esclarecer-lhe isto antes que o Rio D'Oiro acorde e comece já a cortar a torto e a direito.

Carmo da Rosa disse...

Sorge: ”…sionismo e anti-semitismo são abjectos e imbecis em partes iguais.”

Quer isto dizer que o anti-semitismo nacional-socialista deu no holocausto e o sionismo está a pensar em matar alemães em campos de concentração?

Sorge: ”Quanto às estratégias de terror em conflitos, que referiu, muito haveria a ser dito..”

Há muito a dizer e pode encontrar todos os paralelos que você quiser, é só uma questão de querer.

Sorge: ”… uma postura moral que oscila entre o bárbaro, o ébrio e o amacacado.”

Sim, mas na minha opinião e não é difícil de provar, isto não é monopólio dos americanos e encontra-se até em maior quantidade noutra gente.

Sorge: ”… os americanos fazem-no com enorme tranquilidade, desde a destruição dos índios”

Todas as civilizações actuais destruíram as anteriores! Porque razão essa sua fixação nos americanos? Sobretudo tendo em conta que sem eles provavelmente ainda não viveríamos em democracia e seríamos obrigados a aprender russo ou alemão. E mais grave, ainda não teríamos Internet nem máquina para lavar a louça… Outra coisa muito importante: como guarda-costas prefiro de longe os americanos, são mais simpáticos e menos autoritários que os russos e os chineses. E você?

Veja a diferença na Segunda Grande Guerra:

Os russos - os bons e sempre lembrados com saudade nas festas do Avante - ajudaram à libertação da Europa, é verdade. Mas ocuparam metade da Europa onde instalaram ditaduras e construíram um muro para os proletários não fugirem para o outro lado – e esta situação durou 45 anos.

Os maus dos americanos também ajudaram à libertação, mas não ocuparam coisa nenhuma e passados 45 dias puseram-se na alheta deixando apenas chocolate, tabaco e o Plan Marshal para a reconstrução da Europa destruída pela guerra.

”epicondilite precoce.”

Vou procurar mais tarde no Google, mas agora vou ver o Nadal contra o Tommy Haas.

Sorge disse...

Quer dizer que os sionistas negociaram com os nazis a administração do território da Palestina, por exemplo, e venderam uns judeus para o extermínio, enfim, coisa pouca.
Lá vem você com esta visão maniqueísta da sociedade com os americanos bons de um lado e as civilizações inferiores do outro…
Ouça, CdR, mas que guarda-costas? Isto é gente que fez guerra de ocupação e agressão por este mundo fora, que experimentou e utilizou todas as formas possíveis e imaginárias de matar, desde o nuclear à guerra química e biológica. Você diz que tudo se justifica por estarem a defender o mundo dos maus e dos bárbaros. Eu digo-lhe que as sucessivas guerras foram e são fundamentais para manter o nível de vida que ostenta o Sonho Americano e o seu franchising pelo mundo.
Como referi num delicioso post (sim, alguma presunção) que o khmer vermelho Rio D'oiro diligentemente apagou, o Sonho Americano gasta 40 litros aos 100, é preciso estar sempre a dar-lhe gás…
De forma que se me pergunta se esta é a civilização que gostaria de ver colonizar o planeta, digo-lhe já que não.
Mas não estou grandemente preocupado porque não creio sequer que tal seja possível. O que lamento são os banhos de sangue dos entretantos. Mas como a morte é de seres inferiores ninguém se preocupa muito com isso. Será a limpeza necessária, segundo O Lidador, para garantir vida longa ao Novo Mundo.
Mas sabe, aquilo do Novo Mundo é de facto gente muito novinha, e gente muito novinha e com pouca cabeça mas com muitas armas na mão normalmente dá mau resultado.
Sabe que há quem diga que se pode avaliar o grau de desenvolvimento de uma civilização pelos seus heróis: ora do Rambo ao GI Joe está tudo dito.
Hasta la vista.


PS (E olhe que essa tese de que os americanos ajudaram à derrota dos nazis só dá mesmo no Saving Private Ryan ou no D-Day…)

Sorge disse...

Ouça, epicondilite é o termo médico para a inflamação específica na zona do cotovelo. Precoce só porque – sendo comum em tenistas – apareceu muito antes do que estava à espera.

Carmo da Rosa disse...

Sorge: ”Lá vem você com esta visão maniqueísta da sociedade com os americanos bons de um lado e as civilizações inferiores do outro…”

Se há coisa que me chateia, além de ouvir o Mourinho a falar espanhol, é gente a citar-me ao contrário!

Onde disse que os americanos eram bons? Onde falei em civilizações inferiores?

Meta dentro dessa sua cabeça moralista de uma vez para sempre que não há bons nem maus. Há apenas menos maus. Em política escolhe-se sempre do mal o menos. Mas claro, para quem quer tudo: a ditadura do proletariado, tudo lhe parece pouco e mau…

Sorge: ”Ouça, CdR, mas que guarda-costas?”

Sim, guarda-costas. Foram os americanos que nos salvaram das patas dos Nacionais-Socialistas e foram eles que implementaram o Plan Marshal para a reconstrução da Europa. E graças a eles vivemos na Europa há 60 anos em democracia e com um nível e qualidade de vida nunca igualado em período algum da história da humanidade. (você teve pouca sorte ao viver precisamente do lado mau da Alemanha).

Sem a força militar dos americanos já os camaradas russos teriam feito o que fizeram na Hungria em 56 e na Checoslováquia em 68.

É evidente que os americanos não nos defenderam (e defendem) porque são bons ou por causa dos nossos lindos olhos, eles não são a Cruz Vermelha. É no interesse estratégico deles que a Europa não caia nas mãos dos camaradas. MAS NO MEU TAMBÉM, como assalariado sou pelo capitalismo, pela simples razão que os capitalistas pagam muito melhor que os seus amigos ideológicos nos paraísos socialistas: Cuba, China e Coreia do Norte. A Rússia actual já não pode ser considerada um país socialista, é apenas uma ditadura mafiosa. Mas também pagam muito mal a quem trabalha honestamente.

Mas você está no seu direito de escolher outro guarda-costas, mas então diga lá qual deles, seja claro, não fuja constantemente com o cu à seringa, ninguém lhe vai bater por isso, muito menos numa pessoa que sofre de epicondilite (só com copy paste!).

E agora vou ver o Federer. O maior de sempre.

Sorge disse...

O maior tenista de todos os tempos era o Edberg. :)
Moralismo? Não encontra moralismo em nenhuma das afirmações que por aqui fui deixando.
Ao contrário, a sua tese supõe a inevitável inferioridade de todas as culturas não-atlantistas. A começar pelo elementar facto de achar normal que o nível de vida que tanto gaba esteja suportado no sub-desenvolvimento de milhares de milhões de pessoas. As que têm de se privar de condições básicas de vida para que outros vivam à grande e à americana.
Claro que depois distribui-se uns sacos de farinha aos pretinhos de África e fica tudo na paz do senhor. É sempre a ideologia de quem está do lado de cá do saco de farinha.
Como não falta dinheiro, chega de sobra para pagar a canalha, as petromonarquias e os esquadrões da morte para manter os pobres na ordem e o petróleo a rolar.
A perpetuação desta ordem é algo que considero, digamos… bárbaro. Pode ter a certeza que o meu rabo não gosta de seringas mas se é de rótulos que anda à procura dificilmente há-de entender o meu ponto de vista. E considero aliás este género de rotulagem um exercício algo tribal que não me encanta nada.
Goste ou não, porque me parece que você sabe mais do que um adolescente pasmado com o hollywood de domingo à tarde na SIC, saberá que quem derrotou o nazismo foi o comunismo soviético.
E pode perorar sobre a influência soviética no centro da Europa e tal mas não imputará nunca aos soviéticos nada que se assemelhe aos milhões de mortos que os americanos enterraram em guerras de agressão e ocupação de países soberanos.
E note, a mim nem sequer me incomoda a questão da violência, é inevitável em qualquer transformação com significado. Agora a violência para perpetuar uma ordem anti-humana é que não… e é nessa ordem em que se insere, mesmo que ache que o salário que ganha vale a pena o sacrifício. Olhe, o meu nem isso.

Carmo da Rosa disse...

Sorge,

Veja a minha resposta no próximo post.