quarta-feira, 2 de junho de 2010

Erdogan e os "activistas da paz"

Sabe-se já que pelo menos 50 dos "activistas da paz" que atacaram as tropas israelitas, não trazem identificação e vinham carregados de dinheiro para o Hamas. No navio foram descobertos coletes à prova de bala, granadas, mascaras de gás, barras de ferro, etc.
Os investigadores estão também a verificar as ligações destes "activistas da paz" com organizações do jihadismo global, tendo-se como certo que alguns deles estão directamente ligados a atentados terroristas.
De resto, há já imagens e vídeos do seu embarque na Turquia, onde são audíveis as suas incitações à jihad e ao martírio, e à morte dos judeus.

O Governo islamista de Ancara está obviamente implicado na organização deste espectáculo.
Uma possibilidade aventada já é a de uma futura "frota de activistas da paz" vir escoltada por unidades navais turcas.

Se o Governo turco continuar na sua deriva irracional, tal loucura pode acontecer. Num caso destes, a situação é delicada.
Israel teria de avisar as unidades turcas para não se meterem, e a possibilidade de haver pancadaria existe.
A Turquia tem umas Forças Armadas enormes mas, mesmo assim, não são match para as forças israelitas e os turcos sabem disso.
Esperemos que Erdogan ( que está a cavalgar esta onda também para ganhar eleições à conta da demagogia anti-semita), mantenha a racionalidade e perceba que não é do interesse da Turquia ser humilhada militarmente.
É também expressiva a hipocrisia ( ou melhor o maquiavelismo) de Erdogan. Ainda não há duas semanas a sua Força Aérea atacou dezenas de alvos curdos no Iraque e recentemente recebeu de braços abertos o Presidente do Sudão, Omar Bashir, procurado por genocídio.
No mesmo registo, a 28 de Maio duas mesquitas ahmadi foram atacadas no Paquistão, morreram quase 100 pessoas, e nem a Turquia nemnenhum país muçulmano ou ONG's da esquerda folclórica, abriram a boca para condenar ou exigir responsabilidades, e muito menos para convocar reuniões do CS.

Enfim, a Turquia, a tentar reviver a grandeza otomana, encaminha-se para o mesmo destino do sultão.

Quando digo isto, sei o que digo. Conheço e respeito as forças armadas turcas, mas também conheço as israelitas.
Os turcos seriam humilhados...

26 comentários:

anonymoose disse...

oh, não! mais burrices?

oh homem, deixe lá isso, entretenha-se com carrinhos.

Anónimo disse...

Na primeira página, o diário Ma"ariv pedia a demissão do ministro da Defesa, Ehud Barak. Em coluna atrás de coluna, os analistas e comentadores israelitas mostravam irritação: e queriam perceber como é que Israel se deixou apanhar na ratoeira


"Como é que ficámos tão burros?" perguntava, no título de um artigo no Yedioth Ahronoth, o comentador político Sima Kadmon. Como é que "Israel fez o jogo do Hamas de um modo patético e amador?", questionava Kadmon. "Num país normal, teríamos pedido a demissão de alguém. Perdão, queria dizer que num país normal alguém já se teria demitido".

Aprenderam a ser burros com estes bloguistas.

http://i.imgur.com/6Mm0d.png

Unknown disse...

Caro anónimo, Israel cometeu um erro: o de ter usado meios policiais para resolver uma situação militar.
Eles aprendem depressa.
Numa próxima usarão a força necessária e suficiente para evitar que jihadistas possam fazer o que tentaram fazer.

Anónimo disse...

"Toda a pessoa é observante para os defeitos dos outros e cega para os seus próprios defeitos". Provérbio árabe.

Anónimo disse...

"Se quiser que os outros pensem que você é muito inteligente, simplesmente concorde com eles."
Provébio judaico.

Anónimo disse...

"A ira gera o ódio, e do ódio nascem a dor e o medo"
Santo Agostinho

Anónimo disse...

"Numa próxima usarão a força necessária e suficiente para evitar que jihadistas possam fazer o que tentaram fazer."

Não é a força seu burro, é o uso da inteligencia e da razão.Coisa que faltou a quem montou isto. caiu no jogo do adversario, por isso as primeiras noticias de interessados no caso diziam somente: foi, confirma-se, foi em aguas internacionais

José Gonsalo disse...

"Que alguém se orgulhe da sua força ou da sua beleza, é natural. Mas que alguém se orgulhe da sua bondade, é trágico".
Provérbio judaico, citado no romance Ben-Hur, de Lewis Wallace

anonymoose disse...

o que o hamas goza de fininho. foi só estender a mão e apanhar o que tão laboriosamente ansiou.

continuem com os vossos conselhos, amiguinhos... eh eh eh

viva la vida

anonymoose disse...

e vão cinco...
eh eh eh

Don Alvaro de Aranjuez disse...

Aceitem duma vez para sempre que Israel vive fora da lei de Deus e e à margem do Direito Internacional.

Israel vai cair - e não vai ser com as bombas do Irão, que não as possui - mas sim devido à sua malignidade intrinseca.

Acontece a todos.

Aconteceu com o Herodes.

É a História, estúpidos.

Anónimo disse...

Depois de varrido e aspirado pelas IDF, foram descobertos no barco turco três paus, quatro canivetes suiços, um deles com alicate multiusos e bússula, três bastões de beisebol, uma ponta e mola, quatro mapas das instâncias turísticas e hoteis de luxo na faixa de Gaza, muito dinheiro (com uma etiqueta a dizer: fur Hamas –notem a subtileza do alemão-, com uma suástica com a cara do Erdogan por cima), quinze tampões-bomba femininos, dois envelopes de correio azul turco com antraz, assinados pelo remetente: dos maus anti-sionistas; para o destinatário: todos os judeus deste mundo. Encontraram também uma playboy com a foto da professora bruna que, como já repararam pela bela fisionomia do seu órgão sexual, é evidentemente turca. Encontraram ainda dois cachecóis do galatasaray. Já está a ser construído um novo museu em Israel, contra o anti-semitismo, onde serão expostas estas provas irrefutáveis da crueldade turca contra os pobrezinhos. Consta-se também que o prémio nobel irlandês que também está a caminho assinou o seu testamento antes de partir e garantiu que, depois da humilhação infligida pela frança no apuramento para o mundial 2010, já não tem nada a perder. É chumbo neles IDF!!! Seus fortes. Só não são é match para o Hezbollah, como se viu no sul do Líbano. Mas são para a Turquia. Você deve perceber muito da coisa militar, meu caro, de facto.

Anónimo disse...

Apesar de ter como aliado histórico a maior potência económica e militar da actualidade, com este acto criminosos absolutamente irreflectido e desproporcionado, Israel isolou-se da comunidade internacional. Absolutamente. E isso sente-se hoje como nunca. E dentro de portas é o que se sabe. Há um repúdio generalizado, exceptuado aqueles que sucumbem ao discurso paranóico e constante do medo que bate naquelas cabeças como faca e manteiga e degenera na extrema-direita-nazi-israelita (ela própria sionista e anti-semita, vejam a ironia). A bondade das intenções militares israelitas só são defendidas pelos autores deste blog, que recorrem aos mesmos argumentos dos nazis para justificarem, em todo e qualquer momento e circunstancia, a necessidade da barbárie, o recurso à violência, da construção de um espaço vital para um povo superior, porque supostamente está mais perto de Deus.
Esta ausência de limites, própria das sociedades primitivas, é uma perspectiva criminosa que naturalmente alguns autores deste blogue têm todo o direito de assumir mas que os define.

Anónimo disse...

Lidador, apreciando a sua ligeira inflexão no post anterior (onde já separa os judeus de uma comunidade radical de influência menor - tímido, mas no bom caminho), deixo-lhe mais uns tópicos para que vá percebendo um pouco melhor onde falha a sua apreciação flagrantemente simplista de um conflito que você admite ser complexo e recheado de barbaridades. Não resiste no seu post anterior, e neste, às tradicionais bicadas, mas reflectindo eu sobre o seu esforço em, apesar de tudo, fazer um post para responder à minha réplica (continuando a achar que decidiu fugir a todas as questões com que o confrontei) achei que lhe deveria proporcionar mais umas pérolas sobre a Origem da Barbaridade no discurso, cujos exemplos da actualidade foi tão lesto a citar no seu texto, apesar de ter esquecido os "clássicos", que agora lhe relembro.

Em 1940, Joseph Weitz, chefe do departamento de colonização, responsável pela actual organização dos colonatos na Palestina, escreveu:
"Entre nós deve estar claro que não há lugar para ambos povos neste território. Não alcançaremos os nossos objectivos enquanto os árabes estiverem neste pequeno país. Não há alternativa a transferir os Árabes daqui para países vizinhos - todos. Nem uma aldeia, nem uma tribo deverão permanecer."
[1]
O Relatório Koenig é igualmente elucidativo:
"Deveremos utilizar o terror, o assassínio, a intimidação, a expropriação e o corte em todos os serviços sociais para livrar a Galileia da sua população árabe." [2]
O Presidente do Comité para a reeleição do General Shlomo Lahat, presidente da Câmara de Tel Aviv, afirmou: “Teremos de matar todos os palestinos, a não ser que se resignem a viver como escravos.” [3]
Estas são as palavras de Uri Lubrani, assessor especial para os Assuntos Árabes do Primeiro Ministro israelita David Ben Gurion, em 1960: “Deveremos reduzir a população árabe a uma comunidade de lenhadores e criadas.” [43]

[1] Joseph Weitz, A Solution to the Refugee Problem, Davar, 29 de Setembro, 1967. Citado em Uri Davis and Norton Mezvinsky, eds, Documentos de Israel, 1967-1973, p.21.
[2] Al Hamishmar (jornal israelita), 7 de Setembro, 1976.
[3] Citado por Fouzi El-Asmar e Salih Baransi, Outubro de 1983.
[4] Sabri Jiryis, The Arabs in Israel (New York: Monthly Review Press, 1976).

Que tal, para uma sociedade civilizada? E isto é só a ponta do novelo.

Anónimo disse...

Aprenda, homem. Enquanto vive vai a tempo. Agora barbaridades com aplausos de palhacinhos é que não. E repare, é um favor que lhe faço. Assim não é apanhado com as calças na mão, da próxima vez que for conversar sobre isto com iéssménes.
Se o seu objectivo é somente fazer propaganda e já sabe muito bem tudo aquilo que eu acabei de lhe transmitir, então de facto sou eu que estou a perder o meu tempo.

Anónimo disse...

Assim não é apanhado com as calças na mão, da próxima vez que for conversar sobre isto que não com iéssménes.
Assim é que é em bom português.
Bom feriado!

Anónimo disse...

David continuará a vencer os Golias do bigodito transportados ao colo pelos filhos do bigodaça "pai dos povos".

Corão=Meinkampf

Anónimo disse...

Corão=Meinkampf=Estaline=Guaraná Brahma=Almadinejad=Marx=Cunhal=Samora Machel=Capital=Vasco Granja=Erdogan=Hussein=Azeite Gallo=Comedores de crianças=Fornicadores de Galinhas=Al Qaeda= = = = =
Santo Deus.

Carmo da Rosa disse...

”a 28 de Maio duas mesquitas ahmadi foram atacadas no Paquistão, morreram quase 100 pessoas,”

Mas isso é normal, porque os ahmadi, veja-se a lata desta gente, sem se protegerem com o anonimato, afirmam para quem quer ouvir que o Ahmadi era um profeta!!!

Ora, como toda a gente sabe e certamente estes nossos anónimos não vão desmentir, só há um Deus, Alá, e Maomé é o seu (único) profeta…

Anónimo disse...

Ó Carmo, está preocupado com o anonimato? Tem dificuldade em apontar a mira? Você vem aqui deixar uma ou outra laberca, volta e meia… Mas parece distante, aposto que ainda está a tentar perceber porque raio é que Israel foi dar um trunfo ao Hamas neste episódio todo. Sem fazer nada, sentadinhos nos seus spas e hoteis de luxo em Gaza, de repente, ficam nivelados nesta roda da sorte da barbaridade com assassinos que tomam um barco de assalto. É muita burrice junta para se acreditar, não é? É a Turquia que sai a ganhar? Nada disso, é o Hamas, que prova que os algozes que impõe o bloqueio são capazes de qualquer animalidade. E sem fazer nada. Na minha terra chama-se enterranço do grosso…

Carmo da Rosa disse...

"Na minha terra chama-se enterranço do grosso…"

Sim, mas para lhe dar razão, provavelmente é isso que quer, precisava de saber qual é a sua terra, para ter assim um termo de comparação!

Anónimo disse...

Podíamos pensar que o problema fosse Israel.
Mas a verdade é que no maldito islam tudo é problema.
E o islam é a ideologia fonte que mais condiciona e sequestra as pessoas na região.
Até o cara mais importante, allah, foi problema.

A tal ponto, que maomé no islam e na prática:
-assassinou todas as entidades espirituais boas de Allah(entenda-se aqui Allah como sendo Deus, O Original, O Vivo).
-assassinou todos amigos de Allah.
-assassinou o filho de Allah.
-assassinou a família de Allah.
-castrou de Allah.

E no fim da vida,
maomé no islam e na prática:
-assassinou a voz de Allah.
-assassinou o espírito de Allah.
-assassinou a alma de Allah.
Na verdade, no islam, nem Allah pode ter o mínimo de espaço, nem Allah pode ter o mínimo sinal de vida.

E temos que ter em conta que Allah era o mais importante, andava às ordens e fazia as vontades a maomé.

Ainda pior.

No islam, maomé só deixou o diabo à solta, o dito cujo é a única entidade activa no mundo espiritual muçulmano.
Estas verdades não são nenhuma invenção, correspondem mesmo à doutrina maometana, e só têm sido confirmadas e comprovadas

pelos muçulmanos mais ricos, poderosos, famosos e eruditos.

Já houve tempo de os mesmo responderem a desmentir e não o fizeram nem em verdade o poderão fazer, pois são mesmo verdades.

Por muito que se diga, negoceia, faça ou se dê, a verdade é que o islam é baseado numa atitude, que é a de lixar o outro, nem que o outro seja o mais muçulmano, o corão, as mulheres de maomé, maomé ou o próprio Allah.
Mesmo que alguém se torne maometano até ao tutano, no islam, está sempre lixado e tramado.
Israel praticamente não existe, é apenas uma pequena amostra daquilo que deveria ser.
O que fizeram os muçulmanos com tudo o que roubaram aos outros, nomeadamente aos judeus?
Só barbaridades, misérias, trapaças, mordaças e desgraças.

Além disso, palestinos só podem ser os não-muçulmanos, porque o real islam nunca reconheceu ou reconhece outras identidades

ou culturas.
Nota: o islam é mesmo maldito, pois o corão demorou 22 anos para ser dito.

Anónimo disse...

sionistas=nazis

LGF Lizard disse...

Errado. Anti-sionistas = anti-semitas = nazis

Dylan disse...

Na minha opinião, o mais importante é o facto do Irão ter oferecido os seus préstimos para fazer a escolta de "activistas" até Gaza. Que grande sentido de oportunidade!...

Unknown disse...

"Irão ter oferecido os seus préstimos para fazer a escolta "

Trata-se de bluff. As ameaças do Irão e da Turquia de enviar unidades navais como escolta, ou até de Erdogan, de ir ele mesmo, visam apenas aproveitar o momento para pressionar Israel a ceder e levantar o bloqueio. Ambos sabem que há um bloqueio imposto por um país com capacidade militar para o aplicar e que enviar unidades militares é um casus belli.
Nem a Turquia nem o Irão têm capacidade para projectar forças capazes de obrigar Israel. Neste momento, apenas os EUA podem vencer uma batalha local contra Israel.
Claro que Israel não tem nenhum interesse em entrar em guerra com a Turquia ( e vice-versa), mas o jogo de brincmanship leva por vezes à colisão e Erdogan meteu-se por um, caminho algo irracional, vamos ver se alguém lhe mete algum juizo na cabeça ( provavelmente a NATO irá chamá-lo à pedra e fazer-lhe um aviso à porta fechada).

Quanto ao Irão, é capaz de tudo, mas Israel já abordou vários navios iranianos carregados de armas e os aiatolas nem tugiram nem mugiram.
Se entrarem em combate com unidades israelitas, é porque entendem ser chegado o momento de tentar destruir Israel. Israel, pelo seu lado, poderia ter pretexto para aquilo que anda a querer fazer há 2 anos: destruir as instalações nucleares iranianas.