sábado, 23 de outubro de 2010

Em Portugal, a democracia encontra-se suspensa


O governo de Portugal é composto de vendedores de banha da cobra.

Portugal não produz para comer. Está dependente de dinheiro de estranhos para subsistir.

O Parlamento de Portugal não pode votar um orçamento pelo que ele vale porque precisa que haja um orçamento seja ele qual for.

Portugal está tão endividado que está completamente dependente de decisões do estrangeiro, quer dos "especuladores" quer de outros governos.

Portugal encontra-se à mercê das "garantias" constitucionais de tal forma que nem lhe é possível mudar de governo podendo, se as coisas correrem menos que bem, ter que se passar por um período de desagregação de muitos meses durante os quais as coisas se complicarão ao ponto de não se saber como voltar a uma qualquer normalidade por instável que seja.

O estado português encontra-se incapaz de garantir as funções básicas de um estado: defesa, justiça e segurança e encontra-se tomado por uma burocracia tentacular que paralisa o próprio estado e tende a instalar-se e a paralisar as próprias empresas privadas. A saúde e "educação", funções não básicas do estado mas que são de primordial importância, encontram-se quase inoperacionais tendo a "educação" adquirido o estatuto de terra-de-ninguém.

Para Portugal apenas existe o dia de hoje e o de amanhã sendo da mais absoluta irrelevância pensar para além desse período. Navega-se à vista, sem mapa, sem equipamento, sem combustível e sem instrumentos de navegação. Depois de amanhã é dia de deriva.

Actualização:
Do declínio (irreversível?) do Ocidente II

4 comentários:

Eduardo Freitas disse...

A "fotografia" do país parece-me exacta.

De qualquer modo, embora o último parágrafo seja um problema, português sem dúvida, eu diria que ele é essencialmente comum aos países desenvolvidos de civilização ocidental. Caso contrário, o "filme" que nos trouxe até hoje, não seria o que aqui tento espelhar.

Diogo disse...

Que grande discurso RIOD'OIRO, parabéns!

DL disse...

Está linkado. :)

Carmo da Rosa disse...

Eduardo F. disse: ”…eu diria que ele é essencialmente comum aos países desenvolvidos de civilização ocidental”

Ele quem? O problema da democracia estar suspensa?