sábado, 30 de outubro de 2010

Buddy Rich



Plano Inclinado - Reforma do Serviço Nacional de Saúde

Com João Semedo e Medina Carreira.


Novas da cegueira justa

Ainda no PÚBLICO (leia-se também isto):

A Associação Portuguesa de Deficientes (APD) criticou hoje o Governo por ter feito "um corte cego" no montante dos abonos de família, sem considerar o número de filhos ou se algum deles tem uma deficiência.

Num comunicado enviado à agência Lusa, a associação considera ainda que este corte nos abonos de família é "de uma imensa gravidade porque atinge agregados com baixos rendimentos" e, ao não ter em conta aqueles dados, "assume contornos de imoralidade".

Aponta ainda que a redução de abonos de família nos 1º, 2º e 3º escalão de rendimentos, e a extinção dos 4º e 5º escalão vão provocar "reduções substanciais nos rendimentos mensais de milhares de famílias".

"O aumento da inflação, agravado com a subida do IVA para 23 por cento, vai tornar a situação ainda mais insustentável", alerta ainda no comunicado.

Na opinião da APD, estes cortes revelam "completa insensibilidade do actual Governo para com as dificuldades das famílias".

Recorda ainda que o recente Estudo de Avaliação do Impacto dos Custos Financeiros e Sociais da Deficiência demonstrou que ter algum tipo de incapacidade significa despesas acrescidas que "variam entre os 4.103 euros e os 25.307 euros" por ano.

"Este facto nunca pesou nas decisões do Governo, que desde 2006 tem sistematicamente legislado no sentido do agravamento da situação social das pessoas com deficiência", aponta a APD.

A associação relembra ainda que 2010 é o Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social, e espera que os deputados na discussão do Orçamento de Estado na especialidade, “tenham em atenção que o valor da pensão social de invalidez coloca as pessoas que dela dependem muito abaixo do limiar da pobreza".

Da ameaça sionista e dos seus aliados a cidadãos inocentes e indefesos


O dispositivo encontrado ontem num pacote vindo do Iémen num avião de carga no aeroporto britânico de East Midlands estava “operacional” e podia ter explodido, confirmou a ministra do Interior, Theresa May, após uma reunião do comité de urgência do Reino Unido.

A ministra adiantou que serão tomadas medidas para travar o tráfego aéreo vindo do Iémen com passagem pelo território britânico que não tenha tido acompanhamento. “Posso confirmar que o dispositivo era viável e podia ter explodido”, adiantou Theresa May. “O alvo terá sido o avião e, se tivesse sido detonado, poderia ter deitado o aparelho abaixo”.

Dois pacotes provenientes do Iémen, com destino aos Estados Unidos, foram ontem interceptados no Reino Unido e no Dubai, bem como em Newark. O Presidente norte-americano Barack Obama qualificou estas tentativas de atentado como “uma ameaça terrorista credível”.


A secretária norte-americana para a Segurança Interna, Janet Napolitano, considerou que os explosivos encontrados nos pacotes suspeitos têm “a marca da Al-Qaeda”. E adiantou: “Sabemos que os autores deste acto – que tem a marca da Al-Qaeda na Península Arábica – farão tudo o que puderem para testar o nosso sistema de segurança”.

As análises dos engenhos encontrados está ainda em curso, sublinhou a AFP. Sabe-se que o pacote interceptado no Dubai continha um tinteiro de impressora e explosivos. “O engenho foi preparado de uma forma profissional e estava dotado de um circuito eléctrico ligado a um cartão de telemóvel”, adiantou a polícia do Dubai em comunicado.

Economia numa única lição

Não tive ainda tempo para visionar, mas a julgar pela qualidade dos posts a que o Espectador Interessado nos vai habituando, aqui fica o link para:

"Economia numa única lição" em 12 videos - I

"Economia numa única lição" em 12 videos - II

.

A origen do monstro

Défice energético essencial para resolver dívida externa???

.
No EcoTretas.
.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Conseguiremos viver para além do fim dos défices?

Finalmente se percebeu (quem quis perceber, claro) a enormidade dita por Jorge Sampaio por alturas da legislatura de Durão Barroso. Dizia ele que "Há vida para além do défice!". Hoje parece-me claro que isso denota tanto sentido de responsabilidade e sensibilidade quanto dizer para um doente oncológico que: "Há vida para além do cancro! Vamos mas é lá para fora mandar uma cigarrada."

Muito se tem falado de défices ultimamente mas políticos, media e comentadores insistem, embora com excepções (Campos e Cunha, és o meu herói!) em não distinguir entre o défice público do défice externo, que são problemas com diferentes naturezas. O primeiro deve-se ao facto de o Estado gastar muito mais do que arrecada e do que consegue pedir emprestado. O segundo acontece porque a economia consome e importa bens e serviços mais do que exporta e isso só se consegue fazer endividando-nos. Mas há duas diferenças óbvias o Estado gasta dinheiro que não lhe pertence, que não resultou do seu esforço e produtividade. Gasta o nosso dinheiro com a promessa de nos fornecer bens e serviços mas nem nós temos a possibilidade de dizer que não estamos interessados nem de instruir o Estado para onde devem ser canalizados os saques a que somos sujeitos. Se ao Estado lhe apetecer ir às putas em vez de gastar onde prometeu, resta-nos continuar a nossa vidinha que isso não é nada connosco.

No segundo caso, o défice é da responsabilidade do conjunto de decisões individuais e cujas consequências todos sofrerão mais ou menos na medida em que forem responsáveis. Mas há uma nuance, se houve uma corrida desmesurada ao crédito isso não se deveu só há ilusão de dinheiro fácil. Há também, no mundo ocidental, um dedinho de quem decide, por razões de "política económica", qual deve ser o preço do dinheiro. Estou a falar das instituições estatais que são os Bancos Centrais europeu e americano (em rigor são federais mas vai dar ao mesmo). Eles acharam que ter dinheiro barato é que era bom, segredo infalível para um boom económico. Esqueceram-se da lei da oferta e procura. Quando se mantém um preço artificialmente baixo isso resulta, mais cedo ou mais tarde, em escassez. Quando os Bancos Centrais se dão conta da falta de liquidez nos mercados financeiros tentam fazer o que o mercado teria feito uns bons anos antes: subir as taxas de juro para travar a procura (empréstimos) e estimular a oferta de moeda (depósitos). Como os que pediram emprestado responderam a um estímulo que nada tinha a ver com a realidade, quando esta bateu à porta já não havia nada a fazer. Incumprimentos, casas hipotecadas inundam o mercado, o preço das casas cai, fundos imobiliários e derivados colapsam. Não foi a ganância da finança (parece que oiço frei Louçã...). Dizer isso é como culpar a gravidade pela queda de um avião. Foi de quem achou que a lei da oferta e procura só interessa quando convém. Quem tem a ilusão de ser a afável mão no leme das nossas vidas. O défice externo também está ligado ao dinheiro artificialmente barato. E só se vai resolver quando conseguirmos produzir o suficiente (crescimento do PIB) para cumprir as nossas obrigações financeiras e sustentar o estilo de vida que escolhermos. Mas isso até a minha rural avózinha percebe.

Há depois um "probleminha" com as regras de funcionamento do sistema financeiro de crédito, mas não vos vou assustar já com isso.

Mas há pelo menos mais um défice que a opinião pública parece estar a esquecer. O défice tarifário (que já vai quase em 2 mil milhões de euros). Em Portugal (e em Espanha também) a regulação é uma ficção. A ERSE é independente mas desde que faça a vontade do poder político. Sempre a realidade não convém aos agentes políticos eles logo tratam de usar a sua golden share. O preço dos combustíveis sobe a nível mundial? Há energias renováveis a preços astronómicos? há indmenizações a ex-monopolistas-porque-deixou-de-haver-monopólio-no-papel-mas-têm-de-continuar-a-receber-como-se-ainda-o-fossem (CMEC)? Não há problema! O Estado-papá dá um puxão de orelhas à ERSE e não deixa o preço subir... mas mantém as renováveis e os CMEC que são bem bonitos. Mete-se tudo num saco e quem vier a seguir que pague a conta. Este défice tarifário também devia ir para as contas do que ainda nos espera.

A questão não é saber se há vida para além do défice. É saber se haverá défice até ao fim da vida.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dos nossos amigos inimigos

Esta coisa recorda-me os anos 70.

Estava no poder uma corja socialista de idêntico calibre à de hoje quando os bancos foram nacionalizados.

Pouco tempo passou e já à beira do abismo reclamou-se a intervenção do FMI. Teso que nem carapau seco, apenas com avales do FMI Portugal poderia conseguir o crédito indispensável à sobrevivência. O FMI veio cá, explicou o que havia a fazer, a coisa fez-se e, mesmo periclitantemente, o país endireitou-se e o FMI foi-se embora.

Mas houve um pormenor caricato. Quando Portugal pediu a intervenção do FMI, encontrou do outro lado da mesa os mesmos e exactos banqueiros que tinham sido corridos quando das nacionalizações.

A grosseria

Paulo Tunhas no Cachimbo de Magritte:
A grosseria de Teixeira dos Santos para com Eduardo Catroga - fazendo-o esperar horas sobre horas, na AR, à espera de alguma notícia sobre encontros nessa tarde - diz, na sua simplicidade, tudo sobre a política de incivilidade que naturalmente decorre da absoluta subserviência a um "chefe" que se preocupa apenas com a sua própria sobrevivência, e que, como o outro, acha que os portugueses, que não estão à sua altura, merecem é lixar-se. Mais geralmente, e sem tanta elaboração, diz tudo sobre os péssimos costumes que são a moeda corrente entre nós. Nós, que escolhemos aquele "chefe" sem essência nem vergonha, mas com grosseria que baste e sobre. Em casos destes, há uma única solução: deixar de falar. Ou então falar só com os mínimos monossílabos. À espera de encontrar, depois, uma outra pessoa, com um grau mínimo de limpeza e decência. Porque este, e os que com ele caminham - não convém esquecer-lhes o nome -, merecem cívico asco e duradouro desprezo. O mal que nos fizeram não se conta - mas vamos medi-lo dia após dia, durante muito tempo.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A propósito de...


... Islamismo, Ocidente e Liberdade, no Portugal e Outras Touradas.

PROCESSO DE WILDERS (quinto dia)....


(Clicar em language e escolher "dutch language" para obter legendas em português.)

Antes de ver este vídeo de um programa da TV-holandesa, convém, e tem mais graça, saber alguns detalhes para perceber como a coisa funciona e quais são as partes intervenientes. Também podem dar uma vista de olhos neste blog que me parece estar bem informado.

O acusado é obviamente Geert Wilders, que NÃO está a ser processado pelo Ministério Público – segundo o MP não há motivo para isso - mas sim por várias organizações civis (a parte queixosa) que fizeram um apelo ao Tribunal de Amesterdão.

O advogado de Wilders (Abraham Moscowicz) já apresentou a sua defesa, Wafa Sultan, um dos três dos especialistas do Islão escolhidos por Wilders, já foi ouvida pelo Tribunal. No passado dia 22 foi a vez da parte queixosa ser ouvida pelo Tribunal através dos seus respectivos advogados. O resultado foi dramático. Este novo programa da TV descreve a coisa como uma palhaçada, teatro de revista.!!!

Da parte queixosa fazem parte direcções de mesquitas, um sindicato de marroquinos, associações islâmicas e uma organização anti-racista chamada Nederland Bekend Kleur, que quer dizer mais ou menos Holanda Toma Posição (contra o racismo!). À frente desta última organização está um esquerdista muito dinâmico, chamado René Danen, que nunca perde uma manifestação e para quem basta uma pessoa ter uma corzita na pele para ser infinitamente boa. Neste vídeo podem ver como um jornalista aplicado e com uma lata descomunal (Rutger van Castricum do SEM MANEIRAS) destrói completamente o pobre René Danen – e ‘en passant’ destabiliza um político marroquino - mas é bem feito que é para ele perder a mania de chamar fascista e racista a torto e a direito…

Última evolução do processo:

o advogado de Wilders recusou a comissão de juízes com base em falta de imparcialidade e a recusa foi aceite pelo Tribunal de Amesterdão. Vai ser nomeada outra comissão e todo o processo vai recomeçar de novo. Entretanto René Danen e o tal político marroquino já despediram dois advogados – o do grisalho rabo-de-cavalo e o salafista de gorro – por incompetência e por não estarem devidamente preparados…

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Memórias de um Estado-papá


Hoje foi promulgado um decreto-lei em que o Estado define prazos máximos para o pagamento a empresas do ramo alimentar. A versão em português pode ser consultada aqui. O Estado decidiu limitar a liberdade contratual entre fornecedores e clientes de produtos alimentares, definindo prazos máximos de pagamento entre 30 a 60 dias, para evitar que as grandes superfícies comerciais abusem do seu poder negocial perante as pequenas empresas. Mais uma liberdade para o galheiro em nome do controlo social (o adjectivo social permite sempre operar as maiores enormidades sem que haja grande alarido) da economia.

Muito moralizador, sim senhor! Mas como alguém dizia: a índole moralizadora é sempre proporcional ao grau de hipocrisia. Ora o Estado enquanto cliente da indústria farmacêutica demora, em média, 299 dias a pagar. Sendo que o Estado não deve propriamente uns trocos mas sim 740 milhões de euros aguardamos que ainda esta semana saia a norma semelhante que abranja o sector da saúde.

Mais uma demonstração empírica de que o Socialismo tem sempre ideias muito claras de como gerir o dinheiro dos outros.

Sobre a fantasia dos carros desportivos ecológicos.

«Dizer que o Tesla é um carro "zero emissions" é a mesma coisa que dizer que a Central Termoeléctrica de Sines é uma "zero emissions facility", e não muito diferente da peta que preguei ao gajo do robe; um banco ou uma gasolineira que utilizassem do mesmo volume de mentira para se promover era logo sodomizada pelos média ou por um desgravatado parlamentar qualquer, mas como estamos perante um carro eléctrico, o salto imaginativo parece ser demasiado largo para que alguém tente convencer o inocente que estamos perante uma aberração económica, e não mais que uma experiência falhada (o que não quer dizer que não tenha méritos, nomeadamente de exploração tecnológica possivelmente útil para o futuro, mas neste momento estúpida do ponto de vista da racionalidade económica e ambiental).»

via A Causa Foi Modificada

sábado, 23 de outubro de 2010

Levitação

De quem admira Raymond Aron

[Pedindo desculpa pela demora] ... blog recomendado:

Das aventuras de um vendedor de banha da cobra num país à beira mar plantado

António Lobo Xavier:
O primeiro ministro desconhecia por completo os mecanismos de financiamento da economia, os mecanismos de financiamento dos bancos, os mecanismos de funcionamento dos mercados financeiros, porque eu reconheço na cara dele, embora ele seja um actor consumado e um especialista de ilusões, reconheço nos últimos tempos na cara dele uma cara de surpresa. Há uma característica, não na surpresa relativamente ao que fez, mas na surpresa como lhe caem em cima os credores, as instituições europeias, as pessoas sensatas, tudo lhe cai em cima, e eu reconheço naquele olhar às vezes esbugalhado uma certa surpresa.

Em Portugal, a democracia encontra-se suspensa


O governo de Portugal é composto de vendedores de banha da cobra.

Portugal não produz para comer. Está dependente de dinheiro de estranhos para subsistir.

O Parlamento de Portugal não pode votar um orçamento pelo que ele vale porque precisa que haja um orçamento seja ele qual for.

Portugal está tão endividado que está completamente dependente de decisões do estrangeiro, quer dos "especuladores" quer de outros governos.

Portugal encontra-se à mercê das "garantias" constitucionais de tal forma que nem lhe é possível mudar de governo podendo, se as coisas correrem menos que bem, ter que se passar por um período de desagregação de muitos meses durante os quais as coisas se complicarão ao ponto de não se saber como voltar a uma qualquer normalidade por instável que seja.

O estado português encontra-se incapaz de garantir as funções básicas de um estado: defesa, justiça e segurança e encontra-se tomado por uma burocracia tentacular que paralisa o próprio estado e tende a instalar-se e a paralisar as próprias empresas privadas. A saúde e "educação", funções não básicas do estado mas que são de primordial importância, encontram-se quase inoperacionais tendo a "educação" adquirido o estatuto de terra-de-ninguém.

Para Portugal apenas existe o dia de hoje e o de amanhã sendo da mais absoluta irrelevância pensar para além desse período. Navega-se à vista, sem mapa, sem equipamento, sem combustível e sem instrumentos de navegação. Depois de amanhã é dia de deriva.

Actualização:
Do declínio (irreversível?) do Ocidente II

StreetWarrior

Foram estes os comentários deixados por Streetwarrior em Businessman que me levaram a fazer-lhes a folha:
1 -
NOTICIAS DE ULTIMA HORA;
Derrota do benfica contra o Lion, deu rescisão de Contrato a Jesus.
Estão abertas as negociações com o profeta Maomé.

2 -
Pois...é tal e qual a propaganda com aquela musica do " We are the world " feita pelos neocons Israelitas.

Mas estes amigos acham um piadão a isto... e depois os outros é que são anti-semitas LOL.

Oh " nosso " Rio..deste vídeo não gosta, pois não ?...explica o porque da Radicalização das pessoas e o porque de repente se tornarem agressivas.

http://www.youtube.com/watch?v=pXaz1UcSRSU

È feito pelos Judeus amigo.

3 -

É verdade, esqueçi-me de dizer....
Destes Judeus Também não deve gostar pois não servem a sua causa, não usam barba e tem a pura vontade de resolver a situação, o que não deve ser de todo o interesse daqueles que fazem estes vídeos para ridicularizar a situação, criando uma enorme vontade de rir em pessoas como vocês, cheias de amor pelo próximo.

uíiiii
Parece que a coisa promete agora voltar ao normal.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Viva o FLAC

Se quiser ouvir música clássica de excelente qualidade técnica (qualidade de som) abra este endereço no seu player preferido:

http://radio.cesnet.cz:8000/cro-d-dur.flac

O som é manipulado no formato FLAC antes de ser submetido ao transporte. O formato FLAC comprime som sem percas.

Se alguém conhecer outras estações de rádio (internet) que difundam em formatos sem percas (lossless) deixe, por favor, um comentário.

.

Saudosistas

No Cachimbo,
PCP e BE não esquecem a guerra fria e os velhos ódios ideológicos. Estes partidos andaram a recolher assinaturas para protestar contra a realização da cimeira da NATO em Lisboa no próximo mês. Hoje colocaram à votação na Assembleia da República um voto de protesto contra a cimeira. Obviamente recusado. Para estes senhores Portugal devia sair da NATO, uma organização composta por democracias e que tem contribuído decisivamente para a segurança e paz. O mundo hoje sem a NATO seria certamente um local bem mais perigoso. Serão as saudades dessa magnífica organização de luta pela paz e democracia, chamada Pacto de Varsóvia, que move a esquerda radical?

A semelhança entre Reagan e Obama



Ambos trazem lágrimas aos olhos.

Os trabalhadores dos amigos

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Desde a última vez que aqui estive que aqui não vinha

Certezas renováveis e sem alternativa

"Foi nessa altura que percebi, sem margem para dúvidas, que a carteira me será devolvida com os documentos."
.

Islão, democracia e tolerância

A tolerância, palavra bonita e que evoca bons sentimentos, andorinhas, ninhos e prados floridos, não é o fruto espontâneo de nenhuma árvore, nem tão fácil de praticar como de evocar. Pelo contrário, é algo que custa imenso, algo que necessita um esforço consciente e doloroso, principalmente quando estamos seguros das nossas convicções e nos deparamos com outrem que as coloca em causa.

Talvez por isso, ela existe como praxis e como conceito, apenas nas sociedades de raiz cristã, aquilo que se convenciona chamar de Civilização Ocidental. Aqui nasceu e se desenvolveu, no meio de terríveis dores de parto e momentosas crises de crescimento.

Na semana passada a Chanceler alemã pronunciou-se sobre a democracia, a tolerância e a necessidade de defender estes valores contra uma realidade para a qual urge despertar do induzido sono da correcção política: a de que há religiões e culturas que não são compatíveis com a democracia; que, para que uma cultura seja integrável na tolerância democrática, ela deve aceitar as leis e os valores da sociedade acolhedora.

Uma cultura que recuse como blasfemas as normas feitas pelos homens e que ponha em causa a própria legitimidade do estado democrático para legislar, não pode coexistir com a liberdade.

Os muçulmanos – era do Islão que ela estava a falar – que colocam a Sharia à frente da Constituição, estão fora da lei e da comunidade. Na Alemanha e no resto do Ocidente.

Há quase 50 anos que o Ocidente recusa olhar com olhos de ver para uma realidade que o ameaça nos seus fundamentos. As comunidades islâmicas recusam a integração, desprezam e odeiam a cultura ocidental, e querem viver fora da norma à qual estão obrigados todos os outros cidadãos; são pequenas teocracias que crescem como tumores, no próprio seio do estado democrático, ghettos nos quais os valores ocidentais não florescem, nem mesmo o próprio conceito de Estado-Nação, considerado herético e incompatível com os mandamentos e leis divinas, inscritos no eterno, incriado, divino e imutável Corão.

É chegado o momento, disse Merkel, de dizer em voz alta aquilo que todos sabemos e que todos dizemos em voz baixa e off record: que “o modelo de imigração muçulmana na Europa, fracassou”; que gerou a maior degradação dos valores democráticos de que há memória nos últimos 50 anos, incluindo uma regressão nos direitos das mulheres, perfeitamente inimaginável há alguns anos.

O multiculturalismo falhou porque não pode coexistir com a cultura das liberdades democráticas. É altura de reconhecer a evidência de que Islão e democracia são incompatíveis.

É o momento de reconhecer que, acreditemos ou não no Deus cristão, estamos inabalavelmente ligados aos valores cristãos, porque eles são os alicerces sobre os quais foram construídas as únicas sociedades igualitárias da história do homem. As nossas.

“Aquele que os não aceite está a mais”, rematou a chanceler.

O multiculturalismo de que Merkel falou, corresponde ao conceito de "encarceramento civilizacional" sobre o qual se pronunciou Amartya Sen (Identidade e Violência), no sentido de que o indivíduo está prisioneiro dos valores da comunidade onde nasce e onde é aculturado. Este multiculturalismo perverso é a ideologia que saltou do banco dos suplentes, após o derrube dos totalitarismos comunistas do séc XX.

Os seus fiéis, abundantes nos campus universitários e comunicação social, reconhecem-se por estarem inquinados com um complexo de culpa, por vezes a raiar o masoquismo, e assentam quase todos praça na esquerda europeia, náufraga dos delírios marxistas do século passado.

Esta esquerda doente, alimenta a pulsão da morte, a tentação do abismo, a ideação suicida, o niilismo. Quer morrer e romantiza os bárbaros que virão para a redimir dos seus pecados e que, evidentemente, não serão tolerantes.

Businessman



Via O Insurgente

Mariana Rey Monteiro

1922-2010

--------
Tive a honra de trabalhar com Mariana Rey Monteiro (e também com a mãe , Amélia Rey Colaço) já lá vai muito tempo
.

A terraplanagem

.
Vicissitudes do mortal que encara mais uma conquista rumo ao novo homem.

A taxa de estúpidos.
.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

SOLDADO GILAD SHALIT...



Publicado hoje no DAGELIJKSE STANDAARD por Isser (que segundo ele próprio: é velho, de raça branca e crítico. Habita uma cidade mesmo grande, um cocktail explosivo)


Faz hoje 1.577 dias que o soldado Gilad Shalit foi raptado a partir de território Israelita. Desde esse dia só foi enviado um vídeo com imagens de Gilad em troca da libertação de terroristas palestinos. O Hamas recusa sistematicamente cartas, embrulhos e outras coisas que a família de Gilad gostaria de enviar. Além disso, a Cruz Vermelha não tem autorização para visitar Gilad. Ao contrário dos terroristas palestinos presos em Israel, que recebem visitas de familiares e a Cruz Vermelha está autorizada pelas autoridades israelitas a entregar embrulhos, cartas e outros encomendas.

Parece que foram hoje reiniciadas conversações com a finalidade de trocar o soldado Gilad Shalit por vários (1000) terroristas palestinos entre eles o antigo secretário-geral da Fatah Marwan Barghouti, preso em Israel. É preciso notar que Gilad Shalit se encontra preso em total isolamento. Os bárbaros do Hamas recusam qualquer tipo de tratamento humano de prisioneiros.

E é com esta gente que as forças progressivas deste país querem dialogar! Eu seria quase capaz de pedir a Israel para isolarem completamente os terroristas do Hamas presos em Israel e dar-lhes o mesmo tratamento que é dado a Gilad Shalit.


Comentários ao artigo traduzidos para português por cdr:


erdebe às 20:40:

Por cada dia que ele está preso deviam fuzilar 10 terroristas!

É verdade, não é lá muito decente! So what?
Israel faça o que fizer será sempre mordido: preso por ter cão e preso por não ter. O melhor é morder mesmo e resolver o problema de uma vez para sempre.


Isser (o autor do texto) às 20:44:

@ erdebe,

Completamente em desacordo com o teu método. Felizmente que Israel é um país civilizado e não existe a pena de morte. Tornar os direitos dos terroristas presos mais sóbrios adianta mais.


Gielah às 20:57:

Não se pode combater o terrorismo com métodos desumanos. Por outro lado seria fantástico se o rapaz finalmente fosse libertado. O chato é que se Israel libertar uma porrada de presos palestinos – em troca de Gilad – estes vão imediatamente cometer atentados terroristas contra Israel.

Eles vivem para o martírio e para destruição de Israel. O facto de Israel dar tanta importância à vida humana (até os palestinos doentes são muito bem tratados nos hospitais de Israel), faz com que o Hamas, por enquanto, fique sempre a ganhar.

O Hamas, assim como o Islão, estão apaixonados pela morte e para eles uma vida mais ou menos tanto se lhes dá…, mesmo quando se trata da própria vida, ou a dos seus.


Grungy às 21:21:

No dia 25 Junho de 2006 Gilad foi raptado. Uma bomba contra o tanque que ele conduzia provocou a morte dos seus colegas. Gilad foi arremessado para fora do tanque e queria ingerir o veneno que trazia dependurado ao pescoço, mas não conseguiu. O único que restou dele foi um casaco ensanguentado.

Os pais dele estão destroçados e já não sabem mais que fazer, quando falei com eles não consegui dizer coisa com coisa…


zande às 21:31:

Isser,

Não se deve fuzilar. Fuzilar é contra a convenção de Genebra. Mas porque não atirar de um avião para cima de Gaza 100 terroristas de cada vez. Cada hora que passa aqui vai disto, mais uma prenda, e quando se acabarem vai-se buscar mais. Sempre a aviar, até o Shalit ser libertado.


Gielah, tu dizes que “Não se pode combater o terrorismo com métodos desumanos.”

Mas Dresden e Nagasaki são a prova do contrário.

Notícias dos naturais aliados...


... do progressismo contra a exploração capitalista, a sociedade repressiva e contra o sionismo, em cuja pátria artificial o casamento entre cidadãs e cidadãos homossexuais é legal (para ver as fotos das câmaras, clicar aqui):

O príncipe Saud Abdulaziz bin Nasser al Saud, neto do rei saudita Abdullah, foi acusado de assassinar um empregado, com quem teria relações sexuais, durante a sua estadia num hotel de luxo, em Londres.

A 15 de Fevereiro, a polícia encontrou Bandar Abdulaziz, de 32 anos, deitado numa cama com ferimentos na cara, lábios rasgados, dentes partidos e sinais de estrangulamento. Ontem, o juíz do tribunal de Old Bailey acusou o príncipe de ter assassinado Abdulaziz.

Durante o julgamento, Bandar foi descrito como um “escravo” do príncipe saudita. Câmaras do circuito interno do Landmark Hotel, no centro da capital britânica, onde estavam hospedados para umas curtas férias, mostram Saud Abdulaziz bin Nasser al Saud a entrar no elevador seguido por Bandar Abdulaziz e a começar a espancá-lo, sem resistência. O príncipe sai por segundos e volta a entrar para desferir mais alguns murros.

A acusação argumentou que Bandar Abdulaziz foi morto no culminar de abusos sádicos. Saud Abdulaziz bin Nasser al Saud reconheceu as agressões, mas negou que tivesse assassinado o seu empregado.

Durante todo o julgamento, o príncipe garantiu que não é gay. Mas funcionários do hotel descreveram a relação entre empregado e patrão como “obviamente homossexual”, e há relatos de um massagista que foi chamado ao quarto do príncipe para massagens de cariz sexual. Dois acompanhantes, Pablo Silva e Louis Szikora, também testemunharam que tiveram relações sexuais com ele.

A homossexualidade paga-se com a morte na Arábia Saudita, e por isso o mais provável é que o príncipe, de 34 anos, cumpra a sua pena no Reino Unido. O tribunal vai anunciar ainda hoje a pena reservada ao príncipe.

Os sacanas dos Rotschild e o domínio do mundo

O ódio aos judeus alimenta-se de quase tudo, mas uma das principais armas do arsenal anti-semita é a ligação dos judeus à alta finança.
Esta ligação, que é real, mas não única ( a alta finança conta com alguns judeus entre milhares de outros players de maior importância) não resulta, como imaginam os paranóicos, de uma conspiração milenar dos judeus inscrita nos “Protocolos dos Sábios de Sião”, escritos por um francês 30 anos antes de terem sido "produzidos", mas, muito prosaicamente, da função vicariante que alguns judeus encontraram para aplicar as suas qualidades numa Europa que os perseguia e periodicamente os despojava da propriedade física e da vida.
Especializaram-se em valores móveis, no estudo, nas ciências, etc.
Um dos “ogres” que capitaliza o ódio dos anti-semitas, da extrema direita e da extrema esquerda, é o Grupo Rotschild, apresentado recorrentemente como uma quadrilha de malfeitores, que se reunem pela calada da noite, em volta de um caldeirão de poções, para congeminarem o domínio do mundo, e darem gargalhadas macabras que fazem eco no vazio de certas caixas cranianas, menos dadas à racionalidade e mais à crença e à recitação de estribilhos.

Vamos ao início, a um tempo em que não havia ainda conspirações judaicas para dominar o mundo e os arredores.
O patriarca, Mayer Rotschild (MR) nasceu em 1744, não em berço de ouro e com Playstation, mas na miséria do ghetto de Frankfurt. Proibido, dada a condição de judeu, do acesso à propriedade, dedicou a sua prodigiosa inteligência aos valores mobiliários, com um sucesso notável.
De tal modo que foi MR quem ajudou a financiar as tropas de Wellington, que expulsaram os franceses de Portugal. Temos pois para com ele uma pequena dívida de gratidão, pelo facto de ainda existirmos como país independente.
De resto, foi especulando inteligentemente com o resultado da Batalha de Waterloo, que MR fez uma colossal fortuna, a qual lhe permitiu estar na 1ª linha do financiamento da revolução industrial, dos caminhos de ferro na Europa, do Canal do Suez, etc.
A família foi, e é, apoiante do Estado de Israel, comprando aos árabes as terras que permitiram estabelecer os primeiros colonatos de judeus regressados da Diáspora.
Como é evidente, foram e são, como todos os judeus, alvo do ódio anti-semita e “anti-sionista”, tendo sido alvo preferencial dos nazis (Elizabeth Rotschild morreu em Ravensbruck, todo o património da família na Áustria e Alemanha foi confiscado, tendo a maioria dos Rotschild fugido para os EUA).
Em França, o socialista Mitterand nacionalizou em 1982 o negócio bancário dos Rotschild, que todavia, com apenas 3 pessoas e 1 milhão de dólares, fundaram um novo banco, o Rothschild & Cie Banque, que é hoje um peso pesado da finança internacional.

Actualmente o Grupo Rotschild compete de igual para igual com outros gigantes da finança mundial.
Em matéria de fusões e aquisições (o “core function” do grupo) é hoje dos primeiros a nível mundial, numa lista onde consta também a Goldman Sachs, fundada igualmente por outro judeu do ghetto de Frankfurt.

Ora apesar de esta malta andar a conspirar para dominar o mundo, desde esse longínquo ano de 1744, há quase 300 anos, portanto, a coisa parece longe de alcançar e tirando um minúsculo pedaço de areia encravado entre milhões de muçulmanos que têm como passatempo atirar para lá foguetes, mísseis, bombas e granadas, tudo em nome de Alá,obviamente, as maquinações "sionistas" têm falhado.

Como é possível?

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A voz do dono

Será que Sócrates pensou nesta possibilidade quando andava em orgasmos com o Tratado de Lisboa?

Não teria sido mais fácil ter deixado a coisa por conta da França e Alemanha? Mais fácil e ter-nos-ia poupado a umas quantas vitoriosas etapas rumo ao socialismo.

Timoneira encalhada

Como já aqui tinha sido repetidamente previsto (1, 2, 3, 4, 5, 6), a comissária de Justiça, Viviane Reding, levou um par de calduços de Sarkozy e Merkel e baixou a bolinha.

Dos representadores

Em busca do povo perdido


Os palestinos

«En busca del pueblo perdido: No se por qué extraña compulsión, o por qué oculto sentimiento masoquista, un buen día me decidí a leer los diarios y a mirar los noticieros televisivos. Entre la maraña habitual de accidentes, asesinatos, desastres naturales y andanzas de los ricos y famosos, había una noticia que se reiteraba continuamente, con muy pocas variantes: la masacre del pueblo palestino a manos del ejército israelí. (…) Comencé investigando los pueblos que en la antigüedad habitaban la región. Encontré hebreos, fenicios, amonitas, moabitas, pero palestinos… Había un pueblo cuyo nombre se asemejaba: el filisteo; pero no: por lo que sé, los palestinos son de origen más bien árabe, y los filisteos estaban emparentados con los cretenses, o sea que eran indoeuropeos. Pasé de largo el período romano, pues el cuadro étnico de la zona no varió en lo más mínimo, al igual que en el período bizantino. Es cierto que algunos pueblos, como los moabitas y los amonitas, desaparecieron, pero no ocurrió lo mismo con los hebreos y los fenicios: estos últimos habitaban en lo que hoy es el Líbano. Cabe reseñar un cambio importante: tras la última rebelión judía, a Judea se le cambió el nombre por el de Philistia, en homenaje a los cretenses filisteos. Aún, nada de los palestinos.

En el siglo VII entraron los musulmanes. Eran kurdos y beduinos. Nada de palestinos. Al Filistin, nombre evidentemente derivado de Philistia, dependió primero del Califato de Bagdad y después del de Damasco. Llegaron los cruzados. Masacraron judíos, kurdos y algunos cristianos maronitas (por sus vestimentas, fueron confundidos con musulmanes), pero no encontraron palestinos. (…) : ¿dónde estaban los palestinos?En 1517, los turcos otomanos ocupan la zona. En un censo que efectuaron aparecen setenta comunidades judías, treinta y cinco comunidades cristianas y varias tribus beduinas –en el sur–, sin contar a los habitantes de las ciudades, árabes que provenían de todas las provincias del imperio, comerciaban un tiempo y volvían a sus países de origen. ¿Y los palestinos?.. Bien, gracias.

En 1917 Inglaterra ocupa el país. (Qué monótono, se va un ocupante y viene otro). Aparece el Mandato de Palestina.

Ya estaba desesperándome cuando una luz de esperanza me golpeó: tenía ante mí tres facsímiles: dos de documentos de identidad del Mandato en los que, en la parte de nacionalidad, figuraba la palabra “palestina” y un memorando de un funcionario británico a las autoridades de Londres sobre la nacionalidad palestina. Pero todo fue un fiasco. En los documentos, en vez de con un Abdul o un Ibrahim me encontré con los nombres Samuel Cohen y Sara Goldstein de Cohen. En cuanto al memorando, decía, textualmente:

Hago saber a Su Excelencia de que se está generando un problema muy grave con respecto a la cuestión de la nacionalidad en el Mandato, pues mientras los judíos gustosamente aceptan la denominación “palestina”, los árabes la rechazan, pues afirman que Palestina es un invento de los sionistas y que ellos son ciudadanos sirios, dado que hasta la caída del Imperio Otomano Palestina dependía de la gobernación de Siria (…)

Ya todos los psiquiatras del país me conocían, y estaban a punto de internarme; pero finalmente… ¡sí!… ¡los encontré!… ¡hallé por fin a los palestinos! Era en los titulares de un diario egipcio del año 1964, que decían: “Hoy es un día de júbilo para la Nación Árabe. En la ciudad de Alejandría, el rais Gamal Abdel Naser asistió a la fundación de la Organización para la Liberación de Palestina. Sus líderes son Ahmed Sujeiri y Yaser Arafat”. Luego seguía una descripción de la vida y obra de estos personajes. Lo primero que me llamó la atención es que el primero había nacido en Beirut, donde su familia residía desde tiempo inmemorial, y el segundo en El Cairo. Qué extraño: dos egipcios y un libanés… ¡Pero eso qué importa, señores!.. ¡Había sido testigo de un acontecimiento excepcional: el nacimiento de una nación! ¡Mientras que para rastrear el origen de pueblos como el italiano, el español, el ruso, el hebreo, tenía que bucear en el mar del tiempo, me bastaba con agarrar un diario de 1964 –fecha en que yo contaba 12 años– para saber cómo había nacido el pueblo palestino!Tras descubrir esto, dije adiós a los psiquiatras, ya no los necesitaba. Por fin sabía quiénes eran los palestinos.»

(via Blasfémias)

Chulos

[Este post, já publicado aqui, explica, em boa parte, a razão pela qual o "multiculturalismo" está em maus lençóis.]

------------------------------------------

Esta bela prosa resulta do ensino centrado nos interesses do aluno sem que as suas crenças sejam postas em causa. E esta prosa aponta para este discurso de José Soeiro.



José Soeiro, do Bloco de Esquerda, diz que o 25 de Abril foi feito para nos libertar do passado.

A razão por que foi feito, ou iniciado, não é de momento, para aqui chamada. Mas que havia esperança de que nos libertasse de algo, era verdade.

A primeira esperança do 25 de Abril, residia na libertação da obrigatória linha de pensamento, sob pena de se ficar ao alcance dos rapazes da rua António Maria Cardoso.

Do 25 de Abril podia esperar-se muita coisa, mas uma delas tinha a ver com a possibilidade de se exercer poder sob o próprio destino de cada um. Para os distraídos ou para os que nem assim querem perceber o que escrevo, esperava-se, pelo 25 de Abril, que cada um tivesse oportunidade de conquistar amor-próprio e de estabelecer independência económica que lhe permitisse estar ao razoável abrigo das vicissitudes da vida. Para o conseguir havia que dotar todo e qualquer cidadão da cultura necessária (sentido lato) que lhe permitisse servir a sociedade elevando o seu padrão de vida e, indirectamente, servir-se a si próprio.

Evidentemente que cada um é como cada qual e nem vou perder tempo a explicar que nem toda a gente tem capacidade intrínseca para conseguir elevar-se de forma a permitir-lhe viver sem ajuda alheia e que, neste caso, há que dar a mão ao infortúnio: a mãe natureza sabe bem ser filha da puta sempre que lhe apetece. O que é desnecessário é que filhos da puta queiram viver, como carraças, à custa da vítima.

Mas voltemos ao disparate segundo o qual o 25 de Abril teria sido feito para nos libertar do passado. A aceitar a tese do proponente, o 25 de Abril falhou e a prova está no bem vivo passado, encarnado em José Soeiro.

....

José Soeiro faz-nos perder tempo enquanto debita bruxedos relativos às clemências e inclemências do passado e futuros, numa espécie de catarse em pimbalhada revolucionária.

Logo depois fala da “inversão da relação de forças entre capital e trabalho, a exigência de uma cidadania que era mais que um estatuto legal” ... “desobediência ao poder” ... “direitos civis políticos e sociais inseparáveis”.

Claro que nada fala de deveres. Deveres são coisas caducas, de antes do 25 de Abril. Fala de cidadania e diz que se desenvolve no quadro da desobediência ao poder do cidadão.

“Entre esses direitos, temos os serviços públicos”, tudo ferramentas de combate às injustiças. E continua sem falar de deveres e obrigações do cidadão para com esses serviços públicos.

“A escola tem sido um elemento central da crença no progresso” ... “com a generosidade dos pedagogos”.

Na cabeça de José Soeiro a escola está relacionada com crenças. Uma delas a do progresso. Segundo José Soeiro, o progresso será uma crença, não uma coisa alcançável e pela qual valha a pena trabalhar. Segundo Soeiro, o aluno não tem o dever de aproveitar a escola para que se alcance progresso. O aluno deve apenas acreditar que o progresso será alcançado, ponto final.

“os grandes pensadores progressistas consideraram sempre a escola como um elemento transformador das sociedades.”

Ora cá está o elemento “transformador”. A escola, para José Soeiro, não está ao serviço da sociedade, mas deve ser seu carrasco, sua “transformadora”. Evidentemente que a escola deverá “transformar” sob a batuta dos tais “pensadores progressistas” de que, evidentemente, José Soeiro é exemplo.

“O sentimento dominante em relação à escola de hoje é de incerteza”. Bom, há a certeza que cada dia é uma surpresa. É a escola desafio permanente à autoridade. A escola bagunça total, a escola pantanal.

“Não correspondeu a uma igualização das oportunidade sociais” ... Bom, mais à frente José Soeiro fala da geração dos 500 euros. Aí está, igualmente má para todos.

“A escola massificou-se sem se democratiza completamente” ... Pois, ainda não está completamente democratizada. Logo que José Soeiro consiga distribuir ao primeiro dia de aulas da vida de cada aluno, um canudo de Doutor, a democratização estará completa.

“Não resolvemos o problema do sucesso educativo para todos”. Mas está garantido o insucesso equalitário. Que mais quer José Soeiro?

“Não consegue romper o ciclo vicioso de pobreza porque não garante a todos as mesmas condições de sucesso.” Que tal ficaria se José Soeiro tivesse dito: ‘Não consegue romper o ciclo vicioso de pobreza porque garante a todos o mesmo sucesso - nenhum’.

“A escola exclui incluindo”. Esta fica para o padre Jeremiah Wright. Deve ser coisa de Bush.

“E num certo sentido a inclusão na escola deixou de fazer sentido porque é difícil perceber porque é que precisamos de lá estar”. Adoro esta coisa de “certo sentido”. Poderia ter dito ‘a diarreia ter uma certa textura’. Quanto ao resto, matem-se ao nível da bufa verde.

...

“Temos, isso sim, falta de empregos qualificados “ ... “um modelo produtivo atrasado baseado na mão-de-obra barata”. É natural que avançadas mentalidades em desobdiência sirvam apenas para um sistema produtivo atrasado. Bom, não há empregos qualificados porque há falta de empregos em que se possa exercitar a desobediência ao poder. Mas a culpa é do capital.

“A geração dos 500 euros vive na corda bamba”. Já não é mau. Enquanto houver corda ...

“nenhuns direitos, nenhuma capacidade de projectar um futuro”. Quererá José Soeiro projectar o futuro para o passado? Dir-se-ia incapacidade em projectar o futuro é um desígnio de José Soeiro. Ao fim e ao cabo porque deverá haver projectos de futuro? Para usar como alvo de desfio ao poder?

...
...

O Bloco de Esquerda não passa de uma associação de proxenetas. O bloco de Esquerda pretende apenas garantir a existência de putas para as poder explorar ao seu serviço. Sem incluídos em ignorância, sem burros, sem idiotas, sem alternativos à força, sem diversidades sintetizadas, sem excluídos forçados ou por absoluta “democratização” do ensino, o Bloco de esquerda fica ao livre arbítrio das putas libertadas pelo 25 de Abril.

Há uns quantos palermas que percebendo isso, se aprontam a aprender o discurso das vacas loucas esperando passar de potenciais idiotas a chulos na rua de S. Bento.

.

Quanto mais estado mais dinheiro torrado

domingo, 17 de outubro de 2010

A Grande Mãe de todas as Justiças


Por isso, cidadãos pugreçistas, avante! Pela vitória final dos grandes valores, apoiemos os nossos semelhantes e aliados na sua justa luta por uma Terra mais justa, os que ainda conservam em si a pureza e a integralidade das orgulhosas culturas humanistas, não conspurcadas pelo contacto com a nossa apodrecida, cruel e desumana civilização, pervertida pelo cristianismo!
Contra o Ocidente marchar, marchar!
(se possível, com uma ganzazita antes, que isso então é que um gajo vai mesmo bem disposto e sempre se junta mais um aspecto da luta por uma sociedade onde há liberdade a sério...)
Na boa, mô!

Swinging At The Haven / Marsalis Family



Abarbatado ao Blue Breve com chapelada. Como diz Eurico Moura, «Mais um apontamento da "sagrada" família. Podem dizer que lhes nasceram os dentes nisto.»

É por estas e por outras que valeu a pena ter nascido neste planeta.

.

Quem não tinha dedos deixou de tocar guitarra


Via No Pasarán

Tudo a zero

Aqui:
Contra o “sistema” só vale uma revolução pura e voluntariosa, que comece tudo a zero, certamente sobre os escombros do “mundo antigo”.
Onde já li eu isto?

Socretina economia

Em 2011 a electricidade aumentará 3.8% (até ver).

Aí está: com as renováveis importamos menos combustível e, portanto, poupamos. É o esplendor da economia verde.
O empenho de Portugal para cumprir as metas de produção de electricidade através de fontes de energia renováveis, tem-se materializado num conjunto de incentivos económicos à Produção em Regime Especial (PRE), que inclui, para além da produção de energia eléctrica a partir de fontes renováveis, a produção em cogeração de energias eléctrica e térmica.

O custo médio deste tipo de produção tem sido superior ao custo da produção em centrais convencionais, sendo que o seu custo total tem vindo a aumentar ao longo do tempo pelo facto das entregas desta energia eléctrica à rede terem aumentado significativamente nos últimos anos.
E o futuro? O futuro? O futuro é por aqui.

Plano Inclinado - não nos governamos nem deixamos governar

Em 2010 o estado gastou mais 5.5%, [...] os impostos subiram 4.5%, [...] isto parece quase a gozar.

O orçamento de estado parece um cardápio de impostos.

Não temos estratégia para além de aumento de impostos.

O governo espera aumento da economia paralela [boa notícia?]

Os municípios estão também a criar parcerias público-privadas.

Vai haver uma baralhada imensa com as extinções e a despesa vai ser monumental.

Entre 2000 e 2008, as prestações sociais cresceram 10% ao ano.

O Estado é muito, muito mau gestor.

As 50 medidas [extinções] foram apenas um lembrar do que há a fazer.

A nível da administração central temos 5200 entidades.

Não vai haver esforço nenhum para cortar a despesa. Podem até despedir as pessoas e voltarem a contratá-las para ocupar os mesmos cargos.

Neste orçamento vamos bater em quem cria riqueza, em quem se esforça, em quem trabalha e em quem investe. Criar riqueza em Portugal é um tabú. Pessoa que trabalha e ganha bem é um mal e é penalizada.

A curva de Laffer. Já estamos para lá do ponto máximo.

O sector empresarial do estado é uma bomba relógio.

Se nos cortarem o dinheiro [empréstimos] no dia seguinte não comemos.

Este orçamento ataca quem produz riqueza, quem trabalha, ataca as empresas.

Nos últimos 20 anos houve uma lavagem ao cérebro de muita gente nova cuja aspiração é tornar-se funcionário público.

O país é dirigido?

Salazar veio lá do Luso porque estiveram cá uns gajos da Sociedade das Nações ... nesse tempos havia mais vergonha na cara.

Sobre Salazar: "eu vou [para Lisboa] se for eu a visar os cheques todos".

Em 1999 a dívida era de 60.000.000, antes da crise estávamos no dobro. A crise nada tem a ver com isto. E continua a escalada.

O ataque ao estado é para colocar os primos e amigos ... não há modelo que resista.

O modelo económico o modelo social e o modelo político está a ficar em causa.

O mau tratamento e esbanjar de dinheiro público deve ser criminalizado.

Os lucros que o estado proporciona à parte privada das PPP é fenomenal.

A dívida pública vai em mais de 150.000.000.000 de euros [300 submarinos].

As parcerias público-privadas no mundo socialista.

PPPs: se correr bem eu ganho muito. Se correr mal, o Estado paga.

Há uma ditadurazinha rasca dos especialistas da comunicação social.

Tudo tem que ser mau para poder não ser pior - gestão medíocre.

É melhor chamar o FMI. Isto tem que ser parado o mais depressa possível.

Temos que rever a relação entre os eleitores e os eleitos.


sábado, 16 de outubro de 2010

Em vias de extinção:


Via Portugal dos Pequeninos.
1. É extinta, sendo objecto de fusão, a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, sendo as suas atribuições integradas na Biblioteca Nacional de Portugal.

2. É externalizado o Estádio Universitário de Lisboa, I.P., deixando de integrar a Administração Central.

3. É reorganizada a rede de serviços de acção social do Ensino Superior, de forma a optimizar a oferta coordenada e integrada de serviços ao nível regional e nacional.

4. É extinto, sendo objecto de fusão, o Gabinete Coordenador do Sistema de Informação, sendo as suas atribuições integradas no Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação.

5. É extinta, sendo objecto de fusão, a Comissão para a Optimização dos Recursos Educativos, sendo as suas atribuições integradas no Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação.

6. É extinto, sendo objecto de fusão, o Observatório das Políticas Locais da Educação, sendo as suas atribuições integradas no Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação.

7. É extinto, sendo objecto de fusão, o Gabinete de Gestão Financeira do Ministério da Educação, sendo as suas atribuições integradas na Secretaria-Geral do Ministério da Educação.

8. É extinto, sendo objecto de fusão, o Gabinete de Avaliação Educacional, sendo as suas atribuições integradas na Direcção-Geral da Inovação e Desenvolvimento Curricular.

9. Racionalização das redes diplomática e consular.

10. É extinto o Instituto de Informática do Ministério das Finanças e da Administração Pública, sendo as suas atribuições transferidas para a Secretaria-Geral deste Ministério e para a GERAP – Empresa de Gestão Partilhada de Recursos da Administração Pública, E.P.E.

11. Reestruturação do sistema de supervisão financeira, com a redução de três para duas autoridades de supervisão financeira.

12. São objecto de fusão a Direcção-Geral dos Impostos e a Direcção-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo.

13. São objecto de fusão a Agência Nacional de Compras Públicas, E.P.E., e a Empresa de Gestão Partilhada de Recursos da Administração Pública, E.P.E.

14. É extinto o Hospital Condes Castro de Guimarães.

15. São agrupados, no Grupo Hospitalar do Centro de Lisboa, a Centro Hospital de Lisboa Central, E.P.E., a Hospital Curry Cabral, E.P.E. e a Maternidade Alfredo da Costa.

16. São agrupados, no Centro Hospital e Universitário de Coimbra, a Hospitais da Universidade de Coimbra, E.P.E., a Centro Hospitalar de Coimbra, E.P.E., e o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra.

17. São agrupados, no Centro Hospitalar de Aveiro, a Hospital Infante D. Pedro, E.P.E., o Hospital Distrital de Águeda e o Hospital do Visconde de Salreu.

18. São agrupados o Hospital de São João e o Hospital de Nª Sra. Conceição.

19. É extinta a estrutura de missão Parcerias Saúde.

20. É extinto, sendo objecto de fusão, o Observatório do Emprego, sendo as suas atribuições integradas no Centro de Relações Laborais.

21. É extinto, sendo objecto de fusão, o Conselho Nacional da Formação Profissional, sendo as suas atribuições integradas no Centro de Relações Laborais.

22. É extinto, sendo objecto de fusão, o Conselho Nacional de Higiene e Segurança no Trabalho, sendo as suas atribuições integradas no Centro de Relações Laborais.

23. É extinta a Comissão de Gestão do Programa de Apoio Integrado a Idosos.

24. É extinta a Caixa de Previdência dos Trabalhadores da EPAL.

25. É extinta a Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas.

26. É extinta a Caixa de Reformas e Aposentações do Banco Nacional Ultramarino.

27. É extinta a estrutura de missão do Programa para a Inclusão e Cidadania (PIEC), sendo as suas atribuições integradas no Instituto de Segurança Social, I.P..

28. É extinto o Gabinete para o Desenvolvimento do Sistema Logístico Nacional.

29. É extinto o Gabinete do Metro Sul do Tejo.

30. É extinta, sendo objecto de fusão, a Teatro Nacional D. Maria II, E.P.E., que passa a integrar a OPART – Organismo de Produção Artística, E.P.E., conservando a respectiva identidade.

31. É extinta, sendo objecto de fusão, a Teatro Nacional de S. João, E.P.E., que passa a integrar a OPART – Organismo de Produção Artística, E.P.E., conservando a respectiva identidade.

32. É extinta, sendo objecto de fusão, a Comissão de Planeamento de Emergência das Comunicações, sendo as suas atribuições integradas na ICP – Autoridade Nacional de Comunicações.

33. É extinta, sendo objecto de fusão, a Comissão de Planeamento de Emergência do Transporte Aéreo, sendo as suas atribuições integradas no Instituto Nacional de Aviação Civil.

34. É extinta, sendo objecto de fusão, a Comissão de Planeamento de Emergência do Transporte Marítimo, sendo as suas atribuições integradas no Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos.

35. É extinta, sendo objecto de fusão, a Comissão de Planeamento de Emergência dos Transportes Terrestres, sendo as suas atribuições integradas no Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres.

36. São objecto de fusão as Direcções Regionais de Economia com as Comissões Coordenadoras e Desenvolvimento Regional.

37. É extinto, sendo objecto de fusão, o Secretariado Técnico da Comissão das Alterações Climáticas, sendo as suas atribuições integradas no Departamento de Prospectiva, Política Climática e Relações Internacionais.

38. É extinto, sendo objecto de fusão, o Gabinete Coordenador do Programa Finisterra, sendo as suas atribuições integradas no Instituto da Água.

39. É extinta, sendo objecto de fusão, a Inspecção-Geral dos Jogos sendo as suas atribuições integradas na Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.

40. São reestruturados os serviços desconcentrados da Direcção-Geral de Veterinária, sendo as suas atribuições integradas nas Direcções Regionais de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

41. São reestruturados os serviços desconcentrados da Autoridade Florestal Nacional, sendo as suas atribuições integradas nas Direcções Regionais de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

42. É extinta a Gestalqueva, S.A.

43. É extinta a Fundação INA.

44. São objecto de fusão a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais e a Direcção-Geral da Reinserção Social.

45. É extinto, sendo objecto de fusão, o Gabinete de Resolução Alternativa de Litígios, sendo as suas atribuições integradas na Direcção-Geral de Administração da Justiça.

46. Racionalização da rede nacional de conservatórias.

47. São extintos os Serviços Sociais do Ministério da Justiça, sendo as suas atribuições integradas na Direcção-Geral de Protecção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública (ADSE) e nos Serviços Sociais da Administração Pública.

48. Extinção da estrutura de missão para o SIRESP – UN-SIRESP.

49. É extinta, sem qualquer tipo de transferência de atribuições, a Estrutura de Missão Lojas do Cidadão.

50. É extinta, sendo objecto de fusão, a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental, sendo as suas atribuições integradas na Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar.

Para Portugal rapidamente e em força


Há poucas dúvidas sobre os planos reais do governo de Sócrates: instituir o socialismo por via legal usando o estado como máquina que tentacularmente o tem vindo a implementar.

Foram criadas todo o tipo de instituições estatais, uma boa parte dela parecendo não o ser, e, pior, uma coisa bizarra que dá pelo nome de parcerias público-privadas (PPP).

Nas primeiras, uma horda de boys tratou de armadilhar a legislação de forma a garantir a imprescindibilidade da sua acção. Nas segundas procurava-se arregimentar clientelas que garantissem canais de controlo, directo ou por via da marreta de concorrência desleal, coisa naturalmente sacrossanta para quem vê a coisa privada como apenas suportável até que mais altos desígnios a extingam.

Se as PPP permitem martelar a estatística colocando fora do orçamento mais uma gigantesca dívida contraída pelo estado, os restantes organismos estatais dedicam-se adicionalmente a produzir regulamentação que tudo e a todos envolve encontrando assim a perfeita clientela: aquela que justifica a existência da máquina sem lhe poder fugir.

Ficou-se na situação que me pareceu estar relacionada à afirmação de Manuela Ferreira Leite de que seria preferível suspender a democracia. Com a legislação absolutamente armadilhada de forma a tornar virtualmente impossível extinguir serviços, apenas a suspensão de toda a legislação tornaria viável a reciclagem do lixo legislativo.

Tudo isto colocou o país dentro do seu próprio sistema digestivo encontrando-se agora perante a perplexidade de se ver desagregar, definhar, desfazer, desaparecer. Parece que ainda não é desta que um socialismo radioso dará lições ao mundo.

Na impossibilidade do nosso e timoneiro D. Sebastião ser tido em conta por alguém respeitável, exercita uma interactiva forma de massagem ao ego com Chavez e Gadaffi. Interactiva e em forma de orgia. Salazar referia que estávamos “orgulhosamente sós” e “pobrezinhos mas limpinhos”. Sócrates será recordado por nos relegar ao grupo dos “orgulhosamente mal acompanhados” e “pobrezinhos e endividados até aos ossos”. Urge um “para Portugal rapidamente e em força”.

Das culturas que temos que compreender

Da pátria...


Os Protocolos dos Sábios de Sião

Os Protocolos dos Sábios de Sião, publicados pela 1ª vez em 1919, continuam a ser, para muita gente, a Revelação e a prova de que poderes imensos conspiram nas trevas para que a nossa vida corra mal.

Trata-se de 80 páginas de instruções e comentários, que dão conta de um plano intemporal para destruir todos os poderes então existentes e criar uma nova ordem mundial sob a batuta de um ditador judeu, da Casa de David.

O modus operandi recomendado, implica fomentar o ódio de classe, provocar guerras e revoluções, desacreditar as instituições nacionais e promover o liberalismo para corroer os valores tradicionais. Este processo levaria ao socialismo, depois ao comunismo, os estados morreriam e, na desordem que então se viveria, o mundo iria exigir ordem. E quem estaria preparado para a trazer? Os judeus e os seus aliados, os franco-mações!

Este é, em traços gerais, a tese dos Protocolos.

Os seus 24 capítulos aparecem ordenados como uma sequência de palestras nas quais uma espécie de CEO fala à sua equipa de administradores.

Há secções sobre política externa, segurança, armas, imprensa, fiscalidade, educação, etc., e destina-se, evidentemente, a ser escondido das pessoas. É, alegadamente, um documento secreto. O seu tom é maquiavélico (e veremos que não é por acaso), discorrendo sobre como utilizar as fraquezas humanas para melhor se atingirem os fins que os Sábios se propõem.

No Protocolo 12, que discorre sobre o controlo da imprensa, diz-se por exemplo, que

[todos os nossos jornais serão de toda as cores - aristocráticos, republicanos, revolucionários e até anarquistas.Tal como o deus pagão Vixnu, terão cem mãos e em cada uma delas se sentirá a pulsação de uma tendência intelectual diferente.]

O editor alemão da edição que circulava em 1919 era um antigo oficial do Exército, Ludwig Muller von Hausen que, na introdução explica como a obra lhe veio parar às mãos.

Segundo ele, em Agosto de 1897, em Basileia, durante o 1º Congresso Sionista, terá havido, para além da agenda pública, um conjunto de 24 sessões secretas, nas quais o Dr Theodor Herzl, o pai do sionismo, terá outorgado os Protocolos.

Depois do Congresso um dos Sábios levou o manuscrito a uma loja maçónica de Frankfurt e, vendeu-os (era judeu e os judeus fazem tudo por dinheiro) por bom dinheiro a um agente da secreta russa, a Okhrana, que os copiou e levou para Rússia.

Em 1905, o russo Sergei A. Nilus publicou um livro intitulado “O Grande no Pequeno” que falava da vinda do Anticristo. Os Protocolos vinham em apêndice. E nele se baseou o Ludwig, quando, mais tarde, exilados antibolcheviques trouxeram o livro de Nilus para a Alemanha.

A partir daqui foi uma explosão. Os Protocolos foram traduzidos e publicados em todo o mundo, sendo lidos por príncipes, reis, presidentes, imperadores, etc. O Kaiser alemão, por exemplo, deve ter sentido um enorme alívio ao saber que afinal não tinha sido ele a iniciar a 1ª guerra mundial, mas sim os judeus.

Nesse mesmo ano de 1919, o jovem Heinrich Himmler, depois de ler os Protocolos e algumas obras associadas, escreveu que “este livro explica tudo e diz-nos contra quem devemos lutar”.

Na Grã-Bretanha foram publicados em 1920, sob o título “O Perigo Judeu” e os principais jornais fizeram recensões indignadas sobre o assunto e exigiram que se investigasse. Pediu-se até que os que os judeus fossem excluídos dos cargos públicos, como mais tarde viria a acontecer em vários países da Europa.

Os Protocolos não tardaram a atravessar o Atlântico e a cair sob os olhos de Henry Ford. Ford acreditou neles. “Coadunam-se”, afirmou. E acreditou neles de tal forma que criou um jornal, o The Dearborn Independent, que passou a ter como alvo o “Judeu Internacional: O principal problema do Mundo”. Ford foi mais longe e subsidiou a produção de livros sobre o assunto. Mas de 500 000 exemplares foram vendidos a preços subsidiados, só nos EUA. Henry Ford era uma pessoa respeitável e se ele temia os judeus, devia ter razão.

Na mesma altura, um académico alemão, o Dr J. Stanjek, revelava que uma reunião secreta de judeus tal como a revelada na história dos Protocolos, tinha sido descrita num livro de ficção “Biarritz”, publicado em 1868, da autoria de Hermann Goedsche, jornalista condenado em 1948 por ter falsificado cartas a desacreditar o líder dos liberais prussianos, Waldek.

A descrição da reunião foi republicada como realidade por essa Europa fora, com diversos títulos, que apontavam como fonte um diplomata inglês chamado Sir John Radclife que era, afinal, o pseudónimo literário de Goedsche.

A fronteira entre ficção e realidade esfumava-se cada vez mais, mas isso não impedia a geral aceitação das teses dos Protocolos.

Um jornalista inglês, Philip Graves, do The Times, encarregou-se de meter um grande prego no caixão dos Protocolos.

Graves teve acesso a um conjunto de livros que tinham pertencido a um oficial da Okhrana. E entre eles estava um livro francês datado de 15 de Outubro de 1864.

O livro era um achado: o que lá estava era, quase ipsis vebis, o que constava nos Protocolos, 30 anos antes de Herzl os ter alegadamente outorgado nas reuniões secretas.

Só que o livro nada tinha a ver com judeus, mas sim com a política francesa da década de 1860. Era um diálogo alegórico entre Montesquieu e Maquiavel, no livro apresentado como alter ego de Napoleão III. O autor era Maurice_Joly, advogado parisiense, que acabou na altura por ser preso.

Uma das passagens do livro de Joly é:

[Contarei com jornais dedicados em cada partido. Terei um aristocrático no partido aristocrático, um republicano no partido republicano, um revolucionário no partido revolucionário, um anarquista, se necessário, no partido anarquista. Tal como o deus Vixnu, a minha imprensa terá cem braços, e cada mão deles palpará os matizes da opinião publica].

Onde já lemos isto? Ah, nos Protocolos, supostamente produzidos pelos Sábios de Sião, 30 anos depois.

Face a isto, o The Times retratou-se em Agosto de 1921. Ford fá-lo-ia em 1927, pedindo perdão à comunidade judaica pelos “danos que cometi sem intenção”.

De pouco valeu que os Protocolos tenham sido desmascarados. Muita gente prefere ignorar os factos em vez de descartar uma narrativa da História que tão bem se ajusta aos seus demónios interiores e à sua necessidade de acreditar que alguém mexe os cordelinhos.

E os judeus morreram como tordos na Segunda Guerra Mundial.

Hoje, no Médio Oriente, os Protocolos vendem-se como pãozinho quente, bem como nos meios da extrema-esquerda, extrema-direita e islâmicos. Nasser oferecia-os como presente e estão até incluídos na Carta do Hamas, cujo artigo 32 os cita expressamente.

No Irão, as séries televisivas, de ficção ou documentário, citam abundantemente os Protocolos.

O “Perigo Judeu”, está aí outra vez, imune aos factos e à verdade.

Como dizia Hannah Arendt, “ o facto político e histórico fundamental da questão é terem acreditado na falsificação”