quarta-feira, 12 de março de 2008

Culto na escola: também quero



Um tribunal alemão botou sentença no sentido admitir o culto islâmico no interior da escola, desde que em sala apropriada.

Eu sou Pastafarianista e quero também uma sala para mim.

.

15 comentários:

Anónimo disse...

Pode servir a mesma sala para todos, estabelece-se um horario e cada grupo leva os seus adereços que retira findo o acto para serem ocupados por outros. Não é preciso lutas.

Embora eu prefira a laicidade do estado e dos serviços e bens que são publicos e pertença do estado. A laicidade é o remedio que evita todos os conflitos, quem quer adereços que os use e venere em privado. Em publico todos temos os mesmos direitos e não podemos transformar esses locais ao gosto de cada um.

Paulo Porto disse...

Do mais cómico. Agora a laicidade continua a ser laica mas não tão laica como antes. Parece que o problema de muita gente é realmente o cristianismo. Hipocrisias de esquerda, como costume.

Range-o-Dente disse...

Anónimo:
"Pode servir a mesma sala para todos, estabelece-se um horario e cada grupo leva os seus adereços que retira findo o acto para serem ocupados por outros. Não é preciso lutas."

Claro. Basta dar-se a cada grupo uma sala para guardarem a tralha, 1 hora para montarem, 1 hora de culto, e 1 hora para desmontarem e guardarem.

Evidentemente que eles não poderão perder aulas, pelo que os restantes alunos da turma ficarão à espera.

Logo de seguida, para aproveitarem bem o tempo, o grupo seguinte poderia avançar para o seu culto, mantendo os restantes em standby.

Regra fundamental: os muçulmanos nunca poderão entrar a seguir aos judeus por causa do cheiro a enxofre.

.

Anónimo disse...

Cheguei a conclusão que é triste a argumentação por aqui. Mas vamos ja parar.

O senhor esta a falar de uma sala especial para culto e não de uma sala para culto e também para aulas. Uma especie de capela diria eu como nos hospitais.

“no interior da escola, desde que em sala apropriada.”

Passando a outra faceta

“problema de muita gente é realmente o cristianismo . Hipocrisias de esquerda, como costume.”

Quer dizer adereços da religião crista ja esta bem não? Esta imparcialidade comove-me. Poupe-me, se não concebe a laicidade isso é outra coisa.

Religião é nas igrejas, na cabeceira da sua cama, num fio ao pescoço por exemplo, embora nas igrejas não faltem esses adereços esta claro, não venha o demo as esmolas. Mas nas escolas é outra conversa convenhamos, hipoteticamente nas escolas então poderíamos ter representações de todos os credos indus, islâmicos, judaicos etc. um grande ramalhete a enfeitar a parede ou em cima do quadro cada qual apelando a sua simbologia, ou não? só os católicos poderiam ter o seus? só os católicos teriam a sua simbologia? cada pessoa é livre de usar essa simbologia fios ao pescoço com cruzes, nas cabeceiras de cama como disse, para consolo espiritual de que necessita, mas não nas escolas porque também é minha e posso não precisar desse consolo ou desses adereços que outrém necessita e não tenho nada que eu impor os meus nem aceitar os dos outros, e não deve ser o estado a adoptar uma simbologia especifica nas suas instituições, porque então esta a ser parcial, mesmo que se diga que a maioria da população assim é católica. as convicções vivem na intimidade de cada um e terminam na sua esfera não podem ser impostas.
E também não se trata de o estado estar a proibir os alunos de usarem ou não usarem determinada simbologia mas tão somente não ser o estado a adoptar e não ter preferência por nenhuma nas suas instituições.

osátiro disse...

Em pantufas, o Islão vai absorvendo a Europa.
E os laicos(cistas) corajosamente calados!
Se fossem os crucifixos da ICAR, tinhamos berreiro garantido; mas como é o Islão...enfim...mas ...coitados...
COBARDIA!

Paulo Porto disse...

anónimo

"Quer dizer adereços da religião crista ja esta bem não? Esta imparcialidade comove-me. Poupe-me, se não concebe a laicidade isso é outra coisa."

Se reparou, não foi isso que eu disse. Mas faça o seu prórprio raciocínio colocando 'religião muçulmana' no lugar de 'religião cristã' e vai ver que sim, para os laicismo de esquerda isso já pode ser.

Paulo Porto disse...

anónimo

"Quer dizer adereços da religião crista ja esta bem não? Esta imparcialidade comove-me. Poupe-me, se não concebe a laicidade isso é outra coisa."

Se reparou, não foi isso que eu disse. Mas faça o seu prórprio raciocínio colocando 'religião muçulmana' no lugar de 'religião cristã' e vai ver que sim, para os laicismo de esquerda isso já pode ser.

Anónimo disse...

O satiro demoramos muitos séculos para nos emancipar da icar o que foi benefico para nos ocidentais

A influencia da igreja neste campo perde-se todos os dias e começou quando o estado passou a laico com os adventos das repúblicas e separação da igreja e isso implicou criar instituiçoes que disciplinassem a vida dos cidadãos diferentes das eclesiasticas. As consequências foram imediatas, e avançaram e avançam sempre progressivamente no tempo porque mudar mentalidades não é por lei ou decreto mas por geraçoes. Comportamentos que antes tinham forçosamente que ser adoptados para ser integrado socialmente e não um proscrito social passaram a ser uma questão de educação e escolha, ja não podem ser impostos nem voce descriminado por isso portanto cada um é livre e não vive sob a moral dos outros ou tem que adoptar comportamentos iguais aos outros para ser socialmente aceite.

A sociedade ocidental desenvolveu-se e progrediu a partir do renascimento a nivel de pensamento, tecnologia, ideias etc quando o conceito religioso deixou de ser fonte de direito e instrumento de controle social e de pensamento, e isso foi benéfico para a sociedade civil, veja o que se passa do lado muçulmano onde a religião cotinua a ser fonte de direito e controlo social e por isso mesmo disciplina a vida civil das pessoas, os crimes que lá se cometem e punem barbaramente em nome da religião.

A solução disto tudo é o laicismo, mas eles ainda vivem na idade media ainda não fizeram o seu renascimento para se separarem da religião

Anónimo disse...

paulo porto so tenho a dizer-lhe isto:

não concebo um estado com religião,
religião é própria das pessoas individuais.
portanto não substituo nada nem catolica por muculmana nem vice versa, o que não me impede de ver com simpatia para quem tem religião a existencia de uma capela para se recolher de olhares indiscretos e orar ao seu culto. isso ja existe nos hospitais pode existir noutros locais e não é nenhum drama

LOUIS XVI disse...

Hoje num diário espanhol vinha a previsao de que Bruxelas será maioritariamente habitada por islâmicos em 10 a 15 anos.

Anónimo disse...

Afinal os alemães e Europeus continuam permeáveis a novas ditaduras e ditadores.
O islão começa de mansinho, quer que tudo todos o respeitam, mas quando puder não respeita nada nem ninguém, nem mesmo os seus.

Range-o-Dente disse...

Uma sala para cada caso:

http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_religions_and_spiritual_traditions

.

ejsantos disse...

"Afinal os alemães e Europeus continuam permeáveis a novas ditaduras e ditadores."

Grande bujarda. Acertou em cheio!
Mas infelizmente esta nova ditadura que está para vir vai ser muito difícil de destruir. Mas para compensar vai arrebentar com tudo o que há de decente e bom nas sociedades ocidentais.

O-Lidador disse...

É notável o esforço que o anónimo inicial faz para não perceber a essência de questão.
Partilhar locais de culto?
Só por essa sugestão, já cabeças rolaram. O Islão não partilha locais de culto, porque isso é blasfémia. Seria reconhecer que se pode relativizar um dos pilares do Islão- Ah e tal,´não há outro Deus senão Alá, mas isso agora não interessa nada e vamos mas é apalpar o rabo ali aos judeus e dar uns beliscões amorosos aos cruzados.
Sim, o Maomé e tal, mas pronto, a bem do ecumenismo, coisa inventada lá pelo papa, aceitamos tb o Cristo, o Bispo Tadeu e o Padre Louçã.

Mas atenção, só aqui e agora, porque na terra sagrada do Islão nem pensar. Em Meca nem uma Bíblia pessa pelo buraco da fechadura e o resto é o que se sabe.

Na verdade, caro anónimo multicultural ( é notável a relação entre estupidez e esquerdismo multicuklturalista) a sua prodigisa receita já foi ensaiada no Reino Unido. Acabou com a Okupação do espaço pelos prosélitos islâmicos que, com tácticas intimidatórias, acabaram por correr de lá os outros poucos potenciais interessados.
Porquê?

Porque mais ninguém faz da ostentação religiosa um símbolo identitário e político.

É por isso que você faz tanto esforço para não perceber nada do que está em causa.

Como dizia o outro, esquerdalhar é o pensamento de quem não quer pensar.

Anónimo disse...

O lidador ponha ai uma referencia a lei inglesa que voce mencionou e que criou as tais capelas nas escolas inglesas , gostava de ler isso.( não é que não acredite mas é que sou como o s. tomé, vicios do oficio) espero que não tenha sido ideia de um tal sir cyril burton de certeza que não, porque um caso celebre que eu conheço vai em sentido contrario e ate foi defendido pela mulher do tony blair.

Um tribunal de Apelação britânico considerou ilegal nesta quarta-feira o impedimento de entrada em um colégio de uma aluna que usava um vestido islâmico, numa decisão judicial que pode ter conseqüências para as escolas multiétnicas do Reino Unido
Shabina Begum, de 16 anos, teve seus direitos à educação e à manifestação de sua religião negados, disse hoje o juiz Henry Brooke, do Tribunal de Apelação, ao divulgar seu decreto.
Em setembro de 2002, a escola pública Denbigh High School, de Luton (norte de Londres), negou o acesso da jovem à sala de aula porque ela estava usando o vestido islâmico "jilbab", que cobre praticamente todo o corpo, com exceção do rosto e das mãos.
Hoje, Brooke pediu ao Ministério da Educação que ofereça mais diretrizes às escolas sobre como devem cumprir suas obrigações de acordo com a legislação sobre os direitos humanos.
Na opinião dele, o colégio excluiu Begum ilegalmente, pois negou seu direito de manifestar sua religião e de acesso à educação apropriada.
Begum foi representada pela advogada Cherie Booth, especializada em casos de direitos humanos e esposa do primeiro-ministro britânico Tony Blair.
Em uma audiência recente, Cherie Booth disse que este caso afetava "assuntos fundamentais" sobre a natureza e a interpretação dos direitos da jovem sobre a educação e a liberdade religiosa.
Desde seus 12 anos, a estudante usava o tradicional "shalwar kameez" (calça e túnica). No entanto, em setembro de 2002, informou a seu colégio que usaria o "jilbab", o que não foi aceito pelo assistente do diretor, Stuart Moore.
Então, a direção do colégio, no qual 79% dos alunos são muçulmanos, consideraram o pedido como inaceitável e pediram a Begum que cumprisse a política da escola, que permite o uso do "shalwar kaanez".
Depois que a jovem foi obrigada a voltar para casa, a adolescente, cujos pais morreram, iniciou uma batalha legal para que seus direitos fossem reconhecidos.
Em junho do ano passado, um tribunal britânico rejeitou o pedido da jovem para que o caso fosse analisado, mas Begum decidiu continuar sua batalha numa corte superior.
Em referência à decisão judicial de hoje, Sabina Begum disse que é "uma vitória para todos os muçulmanos que querem preservar sua identidade e os valores apesar dos preconceitos".
"A decisão da escola Denbigh de impedir que eu manifestasse minha religião não pode ser vista como uma simples decisão local, tomada de forma isolada", acrescentou.
"Foi a conseqüência de uma atmosfera criada em sociedades ocidentais depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, um clima no qual o Islã foi alvo de desprezo em nome da guerra contra o terrorismo", disse.
Como lembrou o magistrado Henry Brooke, o colégio Denbigh recebe crianças de 21 grupos étnicos diferentes e que falam 40 idiomas, destacando ainda que a escola já ganhou prêmios do Ministério da Educação.
Em comunicado, o colégio disse que revisará sua política quanto aos uniformes.
O Denbigh é um estabelecimento de ensino público e multiétnico, com uma "política sobre uniformes que leva em conta as diferenças culturais e religiosas dos alunos", acrescentou a nota.
A escola conseguiu sucesso na educação com a direção de Yasmin Bevan, nascida de uma família muçulmana bengali, que viveu em Índia, Paquistão e Bangladesh antes de se instalar no Reino Unido.
Bevan queria que o Denbigh oferecesse um ambiente no qual as crianças pudessem aprender e viver juntos em harmonia.
"Seja um filósofo, mas, em meio a toda sua filosofia, seja sempre um homem." David Hume
"Nada estimo mais, entre todas as coisas que não estão em meu poder, do que contrair uma aliança de amizade com homens que amem sinceramente a verdade" Espinosa.

E acrecento desde ja que não me interessa discutir este assunto consigo considero os seus argumentos enviesados, mas agradeço se me mostrar a tal lei que criou esses locais de culto nas escolas e que fracassou.